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Violência crescente em Angra dos Reis obriga moradores a abandonarem suas casas em busca de paz

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Há cerca de um ano, X. resolveu deixar para trás a vida em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio. Fechou a casa, própria, para tentar a vida numa cidade vizinha, onde atualmente paga aluguel. Com a filha e o marido, fugiu da violência cada vez maior no balneário que sempre foi um dos principais destinos turísticos do estado. A expansão do tráfico de drogas e as consequentes disputas entre quadrilhas nos últimos anos no município têm feito histórias como as de X. se tornarem cada vez mais frequentes no cotidiano de quem vive na região.

 

O aumento da presença do crime organizado em Angra fica claro com a análise dos números de prisões e apreensões de adolescentes por tráfico e associação para o tráfico na cidade. Em 2008, 43 pessoas foram capturadas por esses delitos, contra 601 em todo o ano passado. O número de 2018 é 14 vezes maior do que o registrado há dez anos.

X. morava em uma comunidade em que traficantes viviam constantemente em confronto com rivais.

Porcos resgatados de incêndio viram linguiça e são servidos a bombeiros que os salvaram

Jovens porcos que foram salvos de um incêndio no sudoeste da Inglaterra no início do ano foram servidos aos bombeiros que os resgataram, no formato de linguiças, pela fazendeira, que quis agradecer a eles pelos seus esforços.

Os 18 porcos e 2 porcas foram resgatados em fevereiro, após uma pane elétrica ter colocado fogo numa fazenda em Milton Lilbourne, a 110 km a oeste de Londres.

Meses mais tarde, quando os porcos salvos foram mortos, a fazendeira Rachel Rivers achou que devia dar aos bombeiros algumas das linguiças, como forma de agradecimento.

“Estou certa que os vegetarianos vão odiar isso”, disse Rivers à BBC, explicando que tira seu sustento da fazenda.

Ela afirmou que os bombeiros gostaram imensamente do presente.

Um porta-voz dos bombeiros disse que as linguiças estavam “fantásticas” e agradeceu a Rachel pela generosidade.

Incêndio ocorreu em fevereiro — Foto: Pewsey Fire Station/Facebook

Auxílio-moradia: Deputados recebem oito vezes mais que desabrigados

Um grupo de 12 deputados estaduais recebe auxílio-moradia pago pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no valor de R$ 3.189,85 mensais para cada um, somado aos seus salários de R$ 25.300. O benefício não é ilegal, já que consta em ato normativo da Casa e é concedido a parlamentares que residem a mais de 100 quilômetros da Alerj. Mas chama a atenção o número de propriedades que os deputados da atual legislatura declararam junto ao TSE. Ao todo, são 45 imóveis espalhados pelo estado e até fora dele.

Enquanto isso, há quem não tenha onde morar no estado por não conseguir pagar aluguel social com os R$ 400 destinados às famílias de desabrigados, através do aluguel social. Só o deputado Bruno Dauaire (PSC) declarou a posse de 21 imóveis: seis apartamentos, sete casas, seis terrenos e dois imóveis em construção. Nenhum teve sua localização informada.

O empresário Jair Bittencourt (PP), atual vice-presidente da Alerj, tem dois apartamentos: um em Rio das Ostras, na Região dos Lagos; e outro em Guarapari (ES); duas casas em Itaperuna, no Noroeste Fluminense; 25% de um prédio residencial, avaliado em R$ 1,62 milhão, no mesmo município, e dois terrenos (um em Macaé e outro em Varre e Sai). Ex-vereador de Campos, Gil Viana (PSL) possui três casas (duas delas em Campos); um apartamento na mesma cidade; e dois terrenos (um em Campos e outro em Rio das Ostras).

Com sua base eleitoral no interior, o deputado Chico Machado (PSD) tem duas propriedades rurais em Macaé (sendo uma fazenda inteira e outros 66% de uma segunda), além de um apartamento no valor de R$ 287 mil e dois terrenos. Ex-prefeita de Saquarema, na Região dos Lagos, a deputada Franciane Motta (MDB) declarou a posse de uma casa, avaliada em R$ 260 mil. Já o ex-secretário de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca (MDB) declarou a posse de um apartamento no Centro de Piraí.

Estreante no Legislativo, o advogado Dr. Serginho possui uma casa de R$ 330 mil e uma sala comercial. Ele é morador de Cabo Frio, na Região dos Lagos. Também estreantes na Casa, Welberth Rezende (PPS) e Marcelo Cabeleireiro (DC) também figuram entre os beneficiados. Ex-vereador em Macaé, Welberth declarou ao TSE um terreno no valor de R$ 64 mil e outros bens imóveis não especificados no valor de R$ 80 mil. Já Marcelo Cabeleireiro informou ao tribunal só a propriedade de uma sala, que teria lhe custado R$ 20 mil. Rodrigo Bacellar (SDD), Sérgio Louback (PSC) e Subtenente Bernardo (PROS) não declararam bens.

Todos os deputados foram questionados sobre a possibilidade de pagar os alugueis com seus salários. Sobre ter 21 imóveis e mesmo assim usufruir do benefício, Bruno Dauaire declarou que “o auxílio é um direito”, “extenso também ao Judiciário” e que “um aluguel no Rio é caro”. Jair Bittencourt opinou no mesmo sentido. Ele alega que “juízes, promotores e desembargadores” também são beneficiados e diz que alugou “um apartamento funcional no Rio”.
Gil Viana diz que “sempre se dá um jeito”. Mas, se tem direito, vai usufruir. Franciane Motta diz que reside em Saquarema há 47 anos e que “para cumprir as atividades parlamentares, alugou um apartamento funcional no Rio”. Gustavo Tutuca declarou que seu imóvel em Piraí ainda é financiado e que vive de aluguel durante o período de seu mandato. Dr. Serginho alega que “o benefício visa cobrir as despesas com o alto custo de moradia na capital”, onde se mantém durante a semana. Por sua assessoria, o Subtenente Bernardo informou que usa o valor do auxílio como hospedagem semanalmente. Chico Machado não retornou os contatos. Já Rodrigo Bacellar e Marcelo Cabelereiro preferiram não se pronunciar. Para Louback e Rezende, o benefício serve para equiparar os gastos dos deputados da capital com os do interior. “Se eu tivesse que bancar moradia com o meu salário, o deputado que mora na capital ganharia mais que eu, porque ele não teria que pagar aluguel”, defende Louback.

Sem ajuste há 11 anos

A diferença entre os valores pagos aos deputados e o destinado aos beneficiários do aluguel social, que não é reajustado desde 2008, é alvo de críticas. “É humilhante. Só tenho onde morar porque complementamos esse valor irrisório. Mas nem todos tem condições, muitos acabam sem teto”, diz a moradora do Complexo do Alemão, Camila Santos, de 34 anos. Sua família foi desabrigada em 2011. “O atraso no repasse já chegou a três meses. Ficou quase impossível conseguir imóvel para alugar. Já tive que me mudar nove vezes. Queria que os deputados recebessem os mesmos R$ 400 que recebemos”, dispara.

Multidão lota as ruas do Rio de Janeiro em apoio a Jair Bolsonaro

Manifestantes se reuniram, na manhã deste domingo (26), na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para um ato a favor do presidente Jair Bolsonaro, da reforma da Previdência e do pacote anticrime do ministro da Justiça e , Sérgio Moro. Os protestos foram realizados em várias cidades do país.
Vários carros de som se concentraram em dois pontos a partir das 9h: na altura do Posto 5 e em frente à Rua Xavier da Silveira. No início do ato, o Hino Nacional foi tocado e cantado. Houve queima de fogos.

A estimativa de número de participantes não foi divulgada pelos manifestantes nem pela Polícia Militar. O ato se espalhou por sete quarteirões, da Rua Sá Ferreira até perto da Rua Barão de Ipanema – cerca de 650 metros. Dois quarteirões em cada extremo ficaram cheios, com três quarteirões mais espaçados entre eles.

A maior parte dos manifestantes vestiu verde e amarelo, com bandeiras do Brasil nas mãos. Em faixas e no carro de som, os participantes pediram a aprovação da reformas e do pacote anticrime. A frase “Brasil acima de tudo”, lema do presidente, foi gritada em coro.

Grupos minoritários que participaram da manifestação pediram o fechamento do Congresso Nacional e do Superior Tribunal Federal (STF), o que é ilegal, inconstitucional e contra a democracia.

Concentração de manifestantes foi no Posto 5, em Copacabana, neste domingo (26), às 12h — Foto: Reprodução/GloboNews

Dois bonecos de cerca de 5 metros de altura foram inflados no ato: um do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Protestos no interior

Além da capital, foram realizados protestos em várias cidades do estado, como Niterói, na Região metropolitana; Resende, Volta Redonda e Três Rios, no Sul do Rio; Campos, no Norte; e Macaé, Saquarema e São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos.

NITERÓI, 12h10: Icaraí, em Niterói, também teve manifestação a favor de Bolsonaro neste domingo — Foto: Reprodução/Globo

No Rio, onde no sábado (25) foi ao casamento do filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre as manifestações.

“Hoje é um dia onde o povo está indo às ruas. Não pra defender um presidente, um político ou quem quer que seja. Está indo pra defender o futuro dessa nação. Uma manifestação espontânea. Com uma pauta definida, com respeito às leis e às instituições, mas com o propósito de dar recado àqueles que teimam com velhas práticas não deixar que esse povo se liberte”, disse.

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Deputado federal Eduardo Bolsonaro se casa no Rio

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No último sábado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, do PSL-SP, se casou com a psicóloga gaúcha de Heloísa Wolf, em uma casa de festas em Santa Tereza, na região central do Rio de Janeiro.

Apesar da cerimônia íntima, para cerca de 150 convidados, o esquema de segurança da cerimonia do filho do presidente foi intenso. Todo trajeto dos noivos foi monitorado desde Cosme Velho, na Zona Sul, até o salão por policiais do Exército, e um carro blindado da Polícia Militar ficou no acesso principal do Morros dos Prazeres.

O presidente Jair Bolsonaro, acompanhando da mulher, Michelle, chegou pouco antes das 17h e foi embora às 20h. Os irmãos mais velhos do noivo, o o vereador Carlos Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, também estavam presentes.

Na sua conta oficial do Instagram, o presidente postou duas fotos na qual parabenizava os noivos pela ocasião.

“25/maio, casamento do 03. Que Deus proteja essa família que se forma nessa data. Aos 35 anos Eduardo entra no time dos homens sérios (kkkkk)”, dizia a legenda da foto do presidente com o filho. Em outra imagem, Bolsonaro escreveu: “acompanhando o casamento do meu 03, Eduardo Bolsonaro, junto de minha esposa, Michelle Bolsonaro. Desejamos toda felicidade ao casal e que Deus abençoe essa união! Bom final de sábado a todos!”.

 

Lutador de UFC foge depois de agredir ex-esposa com socos no RJ

 

 

Lutador de UFC foge depois de agredir ex-esposa com socos em Três Rios

Continuação de outra postagens : Lutador de UFC foge depois de agredir ex-esposa com socos em Três Rios

A Polícia Civil confirmou na tarde deste sábado que policiais civis e militares estão procurando o lutador de UFC Alex Cowboy, que fugiu após agredir a ex-esposa na manhã de hoje na casa dos pais dele no bairro Morada do Sol, em Três Rios. Na fuga, segundo testemunhas, o agressor pilotou uma motocicleta segurando o filho de apenas cinco meses. A criança foi liberada mais tarde numa propriedade da família do lutador.

As agressões, segundo policiais, teriam ocorrido depois de uma desavença entre o lutador e a ex-esposa, de 24 anos. O delegado André Luiz Pinto Lourenço, titular da 108ª DP (Três Rios), disse que Alex Cowboy ligou para a ex-mulher, pedindo para a moça levar o filho para ele visitar. Ela foi até o endereço dos pais do lutador com a criança. Lá encontrou o lutador muito exaltado, aparentemente alcoolizado e querendo pilotar a motocicleta com o bebê.

– Ela não deixou, conseguindo pegar a chave da motocicleta. Os dois discutiram. Alex então teria agredido a mulher com socos. Mesmo assim, ela conseguiu correr até um quarto e trancar a porta. Alex arrombou a porta e voltou a agredir a esposa. Conseguiu pegar a chave da moto e o bebê. Deixou o local na motocicleta, levando o bebê – disse o delegado.

De acordo com o depoimento da ex-mulher aos policiais civis, além de socos, ele teria puxado o cabelo dela. Também quebrou vidros e uma porta. A criança foi deixada um pouco mais tarde com a irmã dele, na Estrada do Açude. O lutador fugiu em seguida.

Foi a segunda confusão que o lutador se envolveu neste sábado, segundo o delegado. Por volta das 5h30, ele discutiu com um segurança — com quem já teria desavenças — ao sair de uma festa na Ilha di Capri. Ele teria feito ameaças, tentou agredir o segurança, mas foi contido.

O delegado André Luiz Pinto Lourenço revelou que a mulher procurou a delegacia e prestou queixa. O lutador, segundo o policial, foi autuado em quatro crimes: lesão corporal, injúria, ameaça e também por ter posto em perigo a saúde da criança. Se for condenado, pode pegar até quatro anos de prisão.

Estudo diz que muitos homofóbicos são homossexuais enrustidos

O Departamento de Psicologia da Universidade da Georgia (EUA) concluiu que ‘homofóbicos são gays enrustidos’; os pesquisadores recrutaram homens, declaradamente heterossexuais; eles enfrentaram uma bateria de perguntas que os dividiu em dois grupos: os que se sentiam mais e o que se sentiam menos desconfortáveis com o assunto homossexualidade; em seguida todos foram equipados com um pletismógrafo peniano, aparelho que mede o grau de excitação do pênis em resposta a imagens; os participantes assistiram a cenas de sexo heterossexual, entre duas mulheres e depois entre dois homens; na última situação, cobaias do grupo com mais tendências homofóbicas tiveram quatro vezes mais aumento de volume peniano do que os do grupo formado por quem não se incomodava com homossexuais

O Departamento de Psicologia da Universidade da Georgia (EUA) concluiu que ‘homofóbicos são gays enrustidos’. Na maioria dos casos, há um conflito tão grande quanto a própria sexualidade que o tormento se transforma em raiva e agressividade.

Os pesquisadores recrutaram homens, declaradamente heterossexuais. Eles enfrentaram uma bateria de perguntas que os dividiu em dois grupos: os que se sentiam mais e o que se sentiam menos desconfortáveis com o assunto homossexualidade.

Em seguida todos foram equipados com um pletismógrafo peniano, aparelho que mede o grau de excitação do pênis em resposta a imagens. Os participantes assistiram a cenas de sexo heterossexual, entre duas mulheres e depois entre dois homens.

Na última situação, cobaias do grupo com mais tendências homofóbicas tiveram quatro vezes mais aumento de volume peniano do que os do grupo formado por quem não se incomodava com homossexuais.

Mais da metade dos “homofóbicos” teve ereção, enquanto menos de um quarto do outro grupo mostrou algum tipo de excitação ao ver as imagens de dois homens transando. Depois do teste, quando confrontados, todos os homofóbicos negaram a excitação que sentiram minutos antes.

O estudo tem 20 anos. De lá para cá, outras instituições realizaram testes parecidos e o resultado é sempre o mesmo: a atitude negativa, a agressividade, a intolerância e a fobia se manifestam em pessoas que tentam reprimir o desejo sexual que sentem por outros do mesmo gênero, de acordo com publicação da jornalista Mariliz Pereira Jorge.

Leucemia: pesquisadores da UFF e Fiocruz descobrem moléculas capazes de combater a doença

Grupo formado por professores e alunos da UFF, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), está pesquisando três moléculas capazes de combater a leucemia, o mais comum câncer do sangue.  Liderado pelos professores Fernando de Carvalho da Silva e Vitor Francisco Ferreira, do departamento de Química Orgânica, do Instituto de Química da UFF,  a equipe  vem trabalhando desde 2009 com as quinonas (substâncias orgânicas coloridas presentes na natureza) e buscando aprofundar o conhecimento de suas atividades biológicas, principalmente anticancerígenas.  O objetivo é investigar a atividade dessas moléculas frente a células leucêmicas.

Segundo Fernando Carvalho da Silva, o Grupo de Síntese Orgânica tem uma de suas linhas de pesquisa voltada para a busca de novos fármacos. “Nós sintetizamos moléculas de baixo peso molecular que tradicionalmente possuem funções responsáveis por determinadas atividades farmacológicas”. As naftoquinonas, por exemplo, têm propriedades microbicidas, tripanomicidas, viruscidas, antitumorais e inibidoras de sistemas celulares reparadores, processos nos quais atuam de diferentes formas.

Na maioria das vezes a sociedade não toma conhecimento do importante trabalho, a seu favor, que os pesquisadores e cientistas desempenham nas universidades e institutos de pesquisa”, Fernando de Carvalho.

Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o trabalho contou também com parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que fomentou a bolsa dos alunos de pós-graduação envolvidos na pesquisa. Além dos benefícios que vem trazendo para a universidade, como a propriedade intelectual em si, explica Carvalho da Silva, o trabalho serve para mostrar a sociedade, “que é quem nos financia, que estamos trabalhando na direção de melhorar a qualidade de vida das pessoas na busca de novos fármacos”. No entanto, vale ressaltar que este trabalho é apenas um embrião de um trabalho ainda maior, cujo objetivo é a descoberta de um novo medicamento. Neste sentido, a UFF vem dando toda a infraestrutura necessária para que trabalhos como este sejam realizados.

A pesquisa, que pode ser lida na íntegra acessando o link do European Journal of Medicinal Chemistry – http://dx.doi.org/10.1016/j.ejmech.2014.07.079 – ainda não serve de base para nenhum tratamento utilizado atualmente, pois, segundo o professor, “precisa vencer muitas etapas para que se torne um medicamento para combater a leucemia”. Entretanto, estamos formando recursos humanos voltados para a pesquisa e mobilizando alunos da UFF na execução do trabalho.”

O trabalho faz parte da tese de doutorado da aluna Mariana Cardoso, do Programa de Pós-Graduação em Química da UFF, que reuniu também as alunas da UFF de iniciação científica, Illana da Silva e Isabela Santos. Participaram os professores Maria Cecília Bastos Vieira e David Rodrigues da Rocha, ambos do departamento de Química Orgânica, do Instituto de Química da UFF.

Fernando de Carvalho da Silva ressaltou ainda que a pesquisa científica e tecnológica é um dos pilares para soberania nacional de qualquer nação. Segundo o professor, o Grupo de Síntese Orgânica produz muitos resultados importantes, que muitas vezes ficam restritos aos especialistas e não saem dos relatórios técnico-científicos e dos artigos científicos gerados. “Na maioria das vezes a sociedade não toma conhecimento do importante trabalho, a seu favor, que os pesquisadores e cientistas desempenham nas universidades e institutos de pesquisa. É neste sentido que a imprensa, como fazem agora, precisa atuar mostrando à comunidade que estamos trabalhando e zelando pelo bem estar comum”, concluiu.

A doença

A leucemia é uma doença maligna originada na medula óssea, local onde as células do sangue são produzidas. Os glóbulos brancos (leucócitos) são as células atingidas, que passam a se reproduzir de forma descontrolada, ocasionando os sinais e sintomas da doença, que se divide nas categorias mielóide e linfóide, de acordo com a célula envolvida.

Suécia, o país onde deputados não têm assessores, dormem em quitinete e pagam pelo cafezinho

Para os deputados suecos do novo Parlamento, eleito em setembro passado, a realidade é a austeridade de sempre: gabinetes de sete metros quadrados, apartamentos funcionais pequenos e rígidos limites para o uso do dinheiro dos contribuintes no exercício da atividade parlamentar.

Não são oferecidos a deputados suecos benefícios extras como aqueles concedidos a parlamentares no Brasil, a exemplo de verbas para fretamento de aeronaves; aluguel e demais despesas de escritório político na base eleitoral; alimentação do parlamentar; contratação de secretária e entre 25 e 50 assessores particulares; ressarcimento de gastos com médicos; auxílio-creche pago por cada filho até os seis anos de idade; auxílio-mudança para se transferir para a capital; fundos para contratação de consultorias; assinatura de publicações e serviços de TV; além de verba para divulgação de mandato.

E imunidade parlamentar é um conceito que não existe na Suécia.

“Somos cidadãos comuns”, diz à BBC News Brasil o deputado Per-Arne Håkansson, do partido Social-Democrata, em seu gabinete no Parlamento sueco.

“Não há sentido em conceder privilégios especiais a parlamentares, uma vez que nossa tarefa é representar os cidadãos e conhecer a realidade em que as pessoas vivem. Também pode-se dizer que é um privilégio em si representar os cidadãos, uma vez que temos a oportunidade de influenciar os rumos do país”, acrescenta Håkansson.

A cada início de mandato, o que os 349 deputados suecos recebem – assim como o Presidente do Parlamento – é um cartão anual para usar o transporte público. E também um robusto código de ética, que vem acompanhado ainda por um conjunto de informações sobre o restrito uso das verbas públicas e normas de conduta para a atividade parlamentar.

Carros oficiais são poucos, e para uso limitado. O Parlamento possui apenas três veículos, modelo Volvo S80. Esta frota de três está à disposição somente do Presidente do Parlamento e seus três vice-presidentes, para eventos oficiais.

“Não é um serviço de táxi”, diz René Poedtke, do setor administrativo do Parlamento. “Os carros não estão disponíveis para levá-los para casa ou para o trabalho.”

Na Suécia, o único político que tem direito a carro em caráter permanente é o primeiro-ministro. O carro pertence à frota da polícia secreta sueca, a Säpo (Säkerhetspolisen). Ministros podem requisitar veículos “quando têm fortes razões para precisar de um”, segundo diz um assessor do governo: “Por exemplo, quando vão fazer um discurso em um subúrbio distante”.

Direito de imagemINGEMAR EDFALK/SVERIGES RIKSDAG
Image captionDeputados em sessão no Parlamento sueco

Parlamentares não podem aumentar o próprio salário

O salário bruto de um deputado do Parlamento sueco é de 66,900 coroas suecas por mês (cerca de R$ 27 mil). Descontados os altos impostos, um parlamentar recebe vencimentos líquidos de aproximadamente de 40,000 coroas suecas (pouco mais de R$ 16 mil) – o que equivale a menos que o dobro do que ganha um professor do ensino fundamental na Suécia.

Se um deputado sueco tem sua base eleitoral fora da capital, pode solicitar o chamado traktament, uma ajuda de custo para os dias da semana em que trabalha em Estocolmo. O valor desta diária, paga estritamente aos parlamentares que não têm residência permanente na capital, é de 110 coroas suecas (aproximadamente R$ 45).

Uma rápida checagem nas tabelas de preço de Estocolmo dá uma noção do que se compra na capital com 110 coroas suecas: um café com três ou quatro bullar (os tradicionais pães doces suecos que acompanham o café), ou uma pizza com refrigerante, ou um tradicional prato de köttbullar, as almôndegas suecas servidas com geléia de arandos vermelhos e purê de batata. Nos pequenos restaurantes populares que servem almoço na cidade, um prato executivo sai em média por 100 coroas suecas.

Até 1957, os deputados do Parlamento sueco não recebiam sequer salário: ganhavam apenas contribuições feitas pelos membros dos partidos.

A decisão de introduzir o pagamento de salário aos parlamentares foi tomada, segundo consta nos arquivos do Parlamento, após chegar-se à conclusão de que nenhum cidadão deveria ser “impedido de tornar-se um deputado por razões econômicas”. Mas o valor do salário não deveria “ser alto a ponto de se tornar economicamente atraente”.

E nenhum deputado sueco tem o privilégio de aumentar o próprio salário: na Suécia, os salários dos parlamentares são determinados por um comitê independente, chamado Riksdagens Arvodesnämd.

Três pessoas compõem este comitê: um presidente, que via de regra é um juiz aposentado, e dois representantes, que são em geral ex-servidores públicos ou jornalistas. O comitê é nomeado pela Mesa Diretora do Parlamento.

“Não há nenhum parlamentar entre nós. Somos um comitê com independência garantida pela Constituição. A Mesa Diretora do Parlamento não pode nos dar nenhuma diretriz”, disse o presidente do comitê, Johan Hirschfeldt.

Direito de imagemCAMILLA SVENSK/SVERIGES RIKSDAG
Image captionDeputados suecos não legislam sobre seus próprios salários

Ex-presidente da Corte de Apelação de Estocolmo, Hirschfeldt conta que o comitê se reúne uma vez por ano, após o recesso parlamentar do verão europeu. “Isso não significa que os deputados ganhem aumento de salário todos os anos”, ele observou.

Para avaliar se os deputados terão ou não aumento de salário, Hirschfeldt diz que o comitê faz uma análise das circunstâncias econômicas da sociedade como um todo, incluindo índices de inflação e de variação salarial tanto no setor público como no privado. “Quando nos reunirmos da próxima vez, vamos avaliar as circunstâncias gerais, e talvez decidir dar um aumento aos parlamentares entre 1% ou 1,5%. Ou talvez não daremos aumento nenhum”.

A decisão do comitê é soberana: não pode ser contestada, e não necessita ser submetida a votação no Parlamento. “Os parlamentares não têm nenhum poder de decisão no processo. E não sei se ficam satisfeitos ou não com o salário, porque nenhum parlamentar nunca telefonou para pedir mais, nem reclamar”, diz o presidente do comitê.

Aumentos de salário dos ministros e do primeiro-ministro são também decididos por um comitê independente, o Statsrådsarvodesnämden.

Acesso limitado a apartamentos e quitinetes funcionais

O apartamento funcional do deputado Per-Arne Håkansson tem 46 metros quadrados. Apenas políticos com base eleitoral fora da capital, e que não possuem imóvel próprio em Estocolmo, têm direito a viver em apartamentos – ou até quitinetes – funcionais. E o Presidente do Parlamento sueco não tem direito a residência oficial.

Os apartamentos funcionais têm em média 45,6 metros quadrados. Já as quitinetes funcionais têm apenas 16 metros quadrados. Do total de 197 imóveis administrados pelo Parlamento sueco, apenas oito dispõem de espaço entre 70 e 90 metros quadrados.

Talvez com certo exagero, os modestos ambientes das quitinetes e dos menores apartamentos funcionais do Parlamento fazem lembrar as celas da moderníssima penitenciária de Sala, nos arredores de Estocolmo, onde os detentos – assim como na maioria das prisões suecas – também têm banheiro privativo.

Além do sofá-cama, uma mesa, um pequeno armário, uma minicopa com um fogão de uma boca, um frigobar e um banheiro são suficientes para preencher o espaço de pouco mais de 16 metros quadrados de um dos apartamentos funcionais, situado na rua Monkbron.

Direito de imagemCLAUDIA WALLIN
Image captionVocê diria que esse é o gabinente de um deputado?

Nos imóveis funcionais não há máquina de lavar roupa, nem lavadora de pratos, e nem mesmo cama de casal – apenas de solteiro. Em grande parte dos apartamentos funcionais, não há sequer quarto: um único cômodo, mobiliado com um sofá-cama, funciona como sala e quarto de dormir.

“Podemos colocar camas extras com rodinhas em caso de necessidade, como a visita de um parente”, diz uma funcionária do Parlamento que acompanhou a reportagem na visita a um dos imóveis.

Em todos os prédios de apartamentos funcionais, as lavanderias são comunitárias, e os deputados precisam marcar hora em um fichário para lavar a roupa suja. Nestas lavanderias comunitárias, geralmente situadas no porão dos prédios, também há tábuas de passar roupa à disposição dos deputados.

Também são os próprios parlamentares que cozinham e cuidam da limpeza da casa. Faxina gratuita nos apartamentos funcionais, segundo o setor de administração do Parlamento sueco, só uma vez por ano, durante o recesso parlamentar de verão.

Familiares dos parlamentares devem pagar para pernoitar nos imóveis funcionais

Mais: o erário público paga apartamentos funcionais exclusivamente para parlamentares. A cônjuges de deputados, familiares e afins, é negado o benefício de morar ou até mesmo pernoitar em propriedade do Estado sem pagar. Quando o familiar de um parlamentar passa uma temporada no imóvel funcional, o deputado tem prazo de um mês para ressarcir o erário pelos dias de pernoite.

E se a mulher de um deputado do interior decide viver no apartamento funcional da capital com o marido, cabe a ela arcar com a metade do valor do aluguel.

“É claro que não pagamos para ninguém morar de graça, a não ser os parlamentares com base eleitoral fora da capital”, diz a chefe do setor de Serviços Parlamentares, Anna Aspegren.

Na creche do Parlamento, os deputados podem deixar ocasionalmente os filhos com idades entre um ano e treze anos, durante sessões deliberativas.

“Mas os deputados devem pagar pelo almoço das crianças”, explica Monika Karlsson, funcionária da creche. Em dias de sessão noturna, a creche fica aberta até à meia-noite – ou mais.

Direito de imagemCLAUDIA WALLIN
Image captionParlamentares dividem lavanderia e são responsáveis pela limpeza de seus apartamentos funcionais

Os parlamentares têm duas opções de moradia na capital sueca: a primeira é viver em um dos apartamentos ou quitinetes funcionais. A segunda é alugar um apartamento por conta própria, e cobrar do Parlamento o ressarcimento correspondente ao valor do aluguel. Neste caso, o valor máximo que o Parlamento reembolsa aos deputados é de 8 mil coroas suecas mensais (o equivalente a cerca de R$ 3.500), quantia relativamente baixa para a escassa oferta imobiliária do centro da capital.

“Mas os parlamentares que vivem com o cônjuge em um apartamento alugado só podem pedir reembolso da metade do valor do aluguel, e têm que pagar do próprio bolso pela manutenção do imóvel”, explica Anna Aspegren.

É o que faz a líder do Partido de Centro (Centerpartiet), Annie Lööf, que divide o apartamento funcional com o marido. “O marido de Annie tem que pagar sua parte do aluguel, como qualquer outro cidadão”, diz Aspegren.

Até os anos 90, apartamentos funcionais sequer existiam na Suécia: os deputados dormiam em sofás-cama, em seus próprios gabinetes. Pratos e roupas eram lavados à mão na pia do gabinete, e não havia cama.

Gabinetes parlamentares chegam a ter 7 metros quadrados

Os gabinetes parlamentares dos deputados suecos têm em média 15 metros quadrados, e decoração frugal. Uma mesa de madeira clara, estantes da mesma cor, um antigo aparelho de TV e um franzino sofá vermelho, em estilo semelhante aos da rede sueca de móveis populares Ikea, compõem o ambiente.

Os menores gabinetes do Parlamento chegam a ter 7 metros quadrados. Os gabinetes maiores são reservados às lideranças partidárias, e têm em média 31 metros quadrados.

No corredor de cada anexo parlamentar, há um balcão com os jornais diários e publicações diversas. São para uso coletivo dos parlamentares: as assinaturas de jornais e revistas são custeadas pelo partido, e deputados não têm verba pessoal para assinar publicações.

“Podemos levar um jornal para ler no gabinete, e colocá-lo de volta em seguida no balcão”, diz o deputado Per-Arne Håkansson.

“Também podemos ler jornais e outras publicações na biblioteca do Parlamento, que também disponibiliza a leitura nos celulares dos deputados, através de um aplicativo”, observa ele.

Direito de imagemABDELLATIF AZMANI
Image captionAssessores? Deputados, como Per-Arne Håkansson, não têm nenhum – ficam sozinhos em seus pequenos gabinetes

Na cantina do Parlamento, os deputados pagam pelo próprio cafezinho.

E o almoço do deputado Per-Arne é no bandejão no Parlamento. Não há garçons e é preciso pagar pela comida. Depois da refeição, cada parlamentar deve levar o próprio prato para a estação de recolhimento de bandejas, que fica ao lado da cozinha do Parlamento.

O Parlamento sueco também tem um restaurante mais formal, para ocasiões especiais. Mas, no dia a dia, alguns deputados chegam a levar quentinha, e esquentam a comida na cozinha comunitária do Parlamento. Ali, todos devem lavar a própria louça.

Diferentemente do que acontece no Brasil, nenhum deputado sueco tem direito a reembolso por refeições feitas em restaurantes de luxo.

Sem secretárias nem assessores particulares

“Nenhum deputado tem secretária particular, nem pode contratar assessores”, diz Mats Lindh, do setor de Serviços Parlamentares.

No sistema sueco, cada partido político representado no Parlamento recebe verba restrita para contratar um grupo de assistentes e assessores, que formam o chamado secretariado do partido. E este grupo de funcionáriosos atende, coletivamente, a todos os deputados de uma sigla.

Ou seja: os parlamentares dividem entre si um grupo de assessores e assistentes, que, entre outras atividades, prepara análises políticas e cuida das relações com a imprensa.

Nos corredores da base parlamentar do partido Social-Democrata, um porta-voz fornece a lista do secretariado: 101 funcionários trabalham em conjunto para apoiar as atividades de 100 deputados. Esta equipe de funcionários é composta por assessores políticos e analistas de apoio para questões políticas e relações com a imprensa, além de alguns assistentes administrativos – que não costumam estar à disposição dos deputados para tarefas pessoais.

“Cada deputado cuida da sua agenda de trabalho, prepara seus discursos e marca ele próprio, por exemplo, suas reuniões e bilhetes de trem ou avião”, diz o porta-voz.

Para o cientista político sueco Rune Premförs, manter uma força-tarefa de assessores particulares para um só parlamentar é uma aberração. “Por que todos esses recursos deveriam estar à disposição de um único político, se podem ser divididos? Representantes políticos devem também ser representantes do povo em termos de não se atribuir condições privilegiadas”, opina Premförs.

É válido o argumento de que países grandes têm grandes problemas, diz o cientista político, e que para resolvê-los precisam de mais recursos humanos.

“Mas isto não significa necessariamente aumentar os privilégios pessoais, na forma de assessores particulares. O que um parlamentar precisa é de serviços de informação e consultoria de qualidade para apoiar suas atividades e a sua tomada de decisões. Na Suécia, um dos setores do Parlamento que mais se expandiu nos últimos vinte anos foi o RUT (Serviço de Pesquisas do Parlamento), que fornece todo tipo de pesquisas, estatísticas e consultorias especializadas a parlamentares de todas as siglas”, diz Premförs.

E em vez de receber verba do erário para divulgação do mandato, deputados suecos informam os eleitores sobre suas atividades parlamentares através da internet. Na página oficial do Parlamento sueco, as páginas individuais de cada um dos deputados têm como subtítulo a legenda “Sagt och gjort” (“Dito e feito”, em português): ali estão cópias de todas as moções apresentadas pelo parlamentar em questão, assim como vídeos de discursos realizados pelo deputado, interpelações e outras atividades parlamentares.

Sem verba indenizatória

Deputados suecos não recebem verba indenizatória para aluguel e manutenção de escritórios políticos em suas bases eleitorais – nem para alimentação, locação de móveis e equipamentos, material de expediente, assinatura de TV a cabo ou assinatura de publicações em suas regiões de origem.

Quando estão em suas bases eleitorais, os parlamentares usam a sede local do partido, ou a biblioteca pública, para trabalhar e fazer reuniões. “Ou a própria casa deles”, diz Anna Aspegren, a chefe do departamento que controla as despesas dos deputados.

Direito de imagemJESSICA GOW/AFP/GETTY IMAGES
Image captionO único político com direito a carro na Suécia é o primeiro-ministro, hoje Stefan Lofven

O manual de viagens do deputado

Entre as informações que cada parlamentar sueco recebe ao ser eleito, está um manual de 35 páginas, intitulado Regras de Viagem (Reseregler). Algumas recomendações aos deputados:

– “Deve ser escolhido o meio mais econômico possível para atingir o destino – trem, carro ou avião.”

– “Carros para viagem devem ser alugados na agência de viagens do Parlamento, utilizando as locadoras com as quais o Parlamento possui contratos a fim de obter preços mais favoráveis. Em consideração aos aspectos de custo e de proteção ao meio ambiente, não é permitido alugar carros especiais ou de luxo.”

– “Se o deputado viajar com o próprio veículo, deve ser escolhido o caminho mais curto possível, a menos que haja razões especiais para se tomar um caminho mais longo”.

– “Deputados devem usar táxis quando não houver alternativa de transporte público disponível, ou se houver razões especiais para tal”.

Para viagens ao exterior, um deputado sueco pode gastar um teto máximo de 50 mil coroas suecas (cerca de R$ 20 mil) por mandato, ou seja, ao longo de quatro anos. O parlamentar deve ainda apresentar um programa detalhado da viagem de trabalho, que deve obrigatoriamente, como é de praxe em vários países, ser submetido à aprovação da presidência do Parlamento.

No exterior, um deputado recebe ajuda de custo limitada por uma rígida tabela: as diárias variam em geral entre 220 coroas (cerca de R$ 80) e 700 coroas (aproximadamente R$ 280), dependendo do país visitado. Quando viajam ao Brasil, o valor total da diária para um deputado sueco é de 407 coroas suecas (cerca de R$ 163).

O valor destas diárias é parcialmente sujeito a imposto. E se um deputado recebe refeições gratuitas durante uma conferência no exterior, por exemplo, o valor correspondente é deduzido da diária. “Se almoçarem de graça, não pago a diária completa”, diz Anna Aspegren.

Outra regra trata de hospedagens. “Quando um deputado divide um quarto de hotel com um familiar ou amigo que não tem direito a ter suas despesas pagas pelo Parlamento, o Parlamento paga apenas 75 por cento do valor da diária. E não são hotéis de luxo”, observa Anna.

Tanto parlamentares como ministros costumam voar em aviões de carreira.

Direito de imagemCLAUDIA WALLIN
Image captionCafezinho de graça? No Parlamento da Suécia, nem pensar

Sem pensão vitalícia

Parlamentares suecos também não têm o privilégio de receber pensão vitalícia após cumprir um mínimo de um ou dois mandatos. Aos deputados suecos não se oferece pensão, e sim o que se chama de “garantia de renda” (inkomstgaranti) por tempo limitado. Diz a lei sueca:

“A finalidade do benefício (pensão) é proporcionar segurança financeira ao parlamentar no momento de transição após o término de suas atividades no Parlamento. O benefício não tem como propósito garantir o sustento permanente do ex-parlamentar”.

É uma espécie de seguro-desemprego: o princípio geral é que todo deputado precisa trabalhar pelo menos oito anos no Parlamento (duas legislaturas) para ter direito a um benefício equivalente a 85% do valor do salário, durante um período máximo de dois anos. E para receber o benefício durante mais de um ano, o ex-deputado precisa comprovar que está ativamente procurando uma nova forma de ganhar o pão de cada dia.

“É importante entender que o sistema tem mecanismos fortes. Eles (os deputados) têm que provar que estão procurando um novo emprego, que não estão passivos. Do contrário, o benefício é cortado”, diz Johan Hirschfeldt, presidente do comitê que regulamenta salários e pensões parlamentares (Riksdagens Arvodesnämd).

Se o parlamentar passa a exercer um outro mandato ou cargo político, o benefício também é suspenso.

94% dos políticos não recebem salário nas assembleias regionais

A nível regional, a representação política na Suécia é considerada uma atividade extra a ser exercida em paralelo a um emprego remunerado, de onde todo político deve tirar seu próprio sustento: 94% dos representantes das Assembléias regionais não recebem salário. Apenas os integrantes da presidência e dos comitês executivos das Assembléias recebem remuneração para trabalhar como políticos em tempo integral ou parcial.

Prefeitos não têm direito a residência oficial. E em todas as assembleias municipais do país, a regra não tem exceção: vereadores não têm salário, secretária, assistentes, carro com motorista, e sequer gabinete – eles trabalham de casa, e ganham apenas uma pequena gratificação para participar das sessões na Câmara.

“Ser vereador é um trabalho voluntário, que pode ser perfeitamente realizado nas horas vagas”, opinia Christina Elffors-Sjödin, vereadora de Estocolmo, do Partido Moderado.

*Claudia Wallin é autora do livro “Um País Sem Excelências e Mordomias”, sobre o sistema político sueco.

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Suco de couve para combater a Dor nos Ossos

O suco de couve é um excelente remédio caseiro para dor nos ossos pois ele é rico em cálcio que, além de fortalecer os ossos, ajuda a diminuir as dores e a sarar as fraturas mais rapidamente e por isso é especialmente indicado em caso de artrite, artrose, osteoporose, reumatismo e doença de Paget, uma doença que enfraquece os ossos e facilita as fraturas.

Esse remédio caseiro também é ideal para praticantes de esportes e para crianças que ainda estão com os ossos em formação. Veja como preparar:

Ingredientes

  • 2 maçãs
  • 2 folhas de couve
  • suco de 1 laranja ou 1 copo de água

Modo de preparo

Preparar este remédio caseiro basta lavar bem todos os ingredientes e cortá-los em pequenos pedaços. É importante retirar as sementes das maçã e, posteriormente, adicionar os ingredientes separadamente na centrífuga, para reduzi-los a suco.

Uma outra forma de preparar é bater todos os ingredientes no mixer ou no liquidificador. O suco deve ser ingerido, pelo menos, 2 vezes ao dia.