Arquivo da categoria: Noticias

SUZANE VON RICHTHOFEN E ANA CAROLINA JATOBÁ DEIXAM PRISÃO PARA SAIDINHA TEMPORÁRIA DE DIA DAS MÃES

Suzane von Richthofen deixou a prisão no início da manhã desta quarta-feira (8) para ‘saidinha’ do Dia das Mães. Ela deve ficar em liberdade até o dia 14 de maio, quando deve retornar à Penitenciária feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier em Tremembé (SP).

Condenada a 39 anos de prisão por matar os pais, Suzane deixou a P1 feminina por volta das 8h15. Logo ao sair da prisão, ela encontrou uma mulher e entrou em um carro para deixar o local. Outras presas beneficiadas com a saída temporária ajudaram para que Suzane deixasse o local rapidamente.

Além de Suzane, a detenta Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da enteada Isabela Nardoni, deixou o presídio na manhã desta quarta-feira. Por volta de 8h05, ela saiu da unidade, encontrou uma mulher que a aguardava, entrou em um carro e deixou o local.

Anna e o marido, Alexandre Nardoni, que também está preso em Tremembé, pediram a redução da pena ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi condenado a 30 anos e dois meses de prisão enquanto a madrasta da menina teve como pena 26 anos e oito meses de cadeia. Eles aguardam análise do pedido.

PROTESTO E TIROS NA COMUNIDADE DA ZONA OESTE(FOTOS)

PROTESTO E TIROS NA COMUNIDADE DA LIGHT, EM REALENGO

Informações enviadas a página de um protesto próximo a Comunidade da Light. Segundo informações devido a morte de um traficante ontem em operação da PM. Há relatos de muitos tiros também na região, segundo informações iniciais devido um confronto da PM e Bandidos. Evitem a região.

Ex-PM acusado de matar jovem após discutir por música numa festa em Campo Grande irá a júri popular

O Tribunal de Justiça do Rio determinou que o ex-PM Jorge Luiz Aguiar da Silva, de 39 anos, vá a júri popular pelo homicídio triplamente qualificado de Hayssa Alves de Souza Andrade, de 21 anos, assassinada a tiros em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, em dezembro de 2017. O crime ocorreu durante uma festa e teria sido motivado por uma discussão envolvendo a música escolhida para tocar na confraternização. À época, Jorge Luiz era cabo da Polícia Militar, lotado no Centro de Controle Operacional (Cecopom), mas acabou expulso da corporação em agosto do ano passado em virtude desse caso.

 

Ao transformar o ex-PM em réu, em março deste ano, o juiz Tiago Fernandes de Barros, da 2ª Vara Criminal, frisou que “o denunciado, com vontade livre e consciente de matar, desferiu disparos de arma de fogo contra a vítima Hayssa”. No entender da Justiça, o homicídio teve motivação fútil, emprego de meio que pode resultar em perigo a terceiros e impediu qualquer chance de defesa.

PUBLICIDADE
Na DH, autor dos disparos esconde o rosto para entrar na delegacia Foto: Paulo Nicolella

De acordo com o processo, uma amiga, Hayssa e uma prima da jovem chegaram juntas a um churrasco no terraço de uma lanchonete, por volta das 20h. Em seguida, Hayssa e a amiga plugaram o celular em uma caixa da som, mas Jorge Luiz se aproximou e exigiu que a música parasse, pois o repertório escolhido faria “apologia ao crime”. As duas atenderam ao pedido e retornaram à mesa.

Pouco depois, porém, logo após conversar com dois homens, o ex-cabo foi até o trio e, “transtornado, começou a xingar a vítima”, como testemunhou uma das jovens. Perguntado sobre o motivo dos xingamentos, ainda segundo o processo, o ex-PM “mostrou que estava armado” e atirou diversas vezes em Haíssa, que permanecia sentada. “Não esperava que ele fosse disparar”, declarou uma das testemunhas.

Hayssa Alves de Souza Andrade tinha 21 anos Foto: Reprodução/Facebook

Jorge Luiz, por sua vez, alegou não se lembrar de ter aberto fogo contra a vítima. Ele contou que chegou ao local às 14h, consumindo bebidas alcoólicas desde então, e confirmou que havia ido armado ao evento.

O laudo cadavérico apontou que o corpo de Hayssa apresentava 36 perfurações por arma de fogo, sendo 22 ferimentos de entrada e outros 14 de saída. Várias das marcas de tiro encontravam-se nos dois braços, caracterizando uma tentativa de se defender dos disparos. Além disso, parte das balas transpassou a vítima — um mesmo projétil, portanto, pode ter causado duas ou mais perfurações.

Hayssa Alves de Souza Andrade tinha 21 anos Foto: Reprodução/Facebook

Jorge Luiz foi preso em flagrante por agentes do 40º BPM (Campo Grande) logo após o crime, momento em que os PMs apreenderam uma pistola Taurus calibre 380 que ele tentava jogar sobre um muro, junto com a documentação referente à propriedade da mesma. A Taurus do ex-policial tem capacidade para armazenar até 19 projéteis, além de um na câmara da arma, o que indica a possibilidade de terem sido feito até 20 disparos, uma vez que testemunhas relatam que o acusado “descarregou toda a pistola” durante o ataque.

Até ser expulso da corporação, Jorge Luiz estava acautelado na unidade prisional da PM, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Após a exclusão, ele acabou transferido para uma prisão comum. A Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap), contudo, não informou em que unidade o ex-PM encontra-se detido.

Hayssa Alves de Souza Andrade tinha 21 anos Foto: Reprodução/Facebook

Breaking Bad de Águas Claras produzia droga vendida a R$ 150 o grama

Ao desarticular três quadrilhas especializadas no tráfico de drogas sintéticas e de armas pesadas, na manhã desta terça-feira (07/05/2019), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) colocou atrás das grades um especialista em produzir cristal, entorpecente derivado da metanfetamina e chamado de MD por traficantes e usuários. Um grama da substância chega a custar R$ 150.

Morador de Águas Claras, Matheus Brasileiro do Valle (foto em destaque) importou a técnica de produção do cristal de Nova York, nos Estados Unidos, onde morou por 12 anos. Por esse motivo, usa o apelido “Breaking Bad”, série norte-americana que mostra a saga de um frustrado e depressivo professor de química que vira rei do tráfico de metanfetamina.

Matheus e outros detidos de seu grupo na Operação Sem Fronteiras, coordenada pela 5ª Delegacia de Polícia (área central), também eram responsáveis por fabricar “maconha gourmet”. “É uma droga considerada mais pura. Geneticamente modificada, tem potencial maior de THC e era vendida por um valor bem mais alto do que os praticados no mercado”, explica o chefe da unidade policial, Gleyson Gomes Mascarenhas.

Além de em Águas Claras, outros traficantes foram presos na Asa Sul, Guará, Samambaia, Paranoá e Alto Paraíso (GO).

Aluguel de casa
Ainda conforme o delegado, Matheus alugou uma casa em outra região administrativa, que servia exclusivamente de laboratório do entorpecente. O “Cozinheiro”, como Matheus também é chamado, contou ter suspendido a produção de cristal por um período, pois queria “mudar de vida”, mas logo retornou à atividade clandestina.

Entre os 11 mandados de prisão cumpridos pela PCDF, um ocorreu no Aeroporto Internacional de Brasília, quando um dos traficantes foi barrado na imigração ao tentar embarcar para São Francisco, nos Estados Unidos. O passaporte dele estava com restrições.

Fuzis de ouro
Além dos 11 mandados de prisão, a 5ª DP cumpriu 17 de busca e apreensão em seis cidades do Distrito Federal, além de em Goiás e no Paraná, onde um dos bandidos tinha um fuzil banhado a ouro.

A Sem Fronteiras mobilizou 102 agentes e delegados. Ela é resultado de dois anos de investigação e mapeou a produção das organizações criminosas que chegaram a enviar, mensalmente, 10 kg de cocaína para o DF e 90 kg para o Rio de Janeiro, além de armas de grosso calibre.

A ação é desdobramento da Operação Delivery, deflagrada em 6 de fevereiro de 2018, que resultou na prisão de 24 suspeitos envolvidos com o tráfico de drogas.

Um dos principais alvos da ação estava em Foz do Iguaçu (PR) e se especializou na venda de fuzis para facções criminosas no Rio de Janeiro. Os policiais fizeram a prisão em uma casa anexa a um lava a jato onde o suspeito morava.

“Até onde apuramos, a droga era originária do Paraguai. Em Foz do Iguaçu, era feita a embalagem e a separação, até ser encaminhada aos demais estados”, disse Gleyson Mascarenhas.

No celular do criminoso, os investigadores encontraram vídeos em que o homem ostentava armas de grosso calibre banhadas a ouro.

Haxixe e maconha
Imagens que estavam no celular dos criminosos mostram como o grupo negociava. Eles pesavam os carregamentos, fotografavam e enviavam as imagens para os compradores.

As apurações policiais apontam que apenas um grupo seleto de usuários tem acesso a esse tipo de maconha. Uma pequena porção chega a custar R$ 1,4 mil. Ao contrário do produto vendido nas ruas e em bocas de fumo, as substâncias gourmet são negociadas em rodas de amigos.

A diversidade oferecida pelos traficantes elevava o valor do produto. Um deles fotografou grandes tijolos de haxixe – subproduto potencializado da maconha – de sabor uva e origem afegã, considerado um dos mais fortes, raros e caros do mercado da droga.

Homem escala poste para roubar fios; vídeo

Um homem se arriscou perigosamente para roubar fios de um poste em uma rua do bairro Jardim 25 de Agosto, em Duque de Caxas, na Baixada Fluminense. A ação dele foi gravada por uma câmera de segurança da região. O caso aconteceu no dia 1º de abril, mas o vídeo só começou a circular nesta terça-feira.

Nas imagens (assista abaixo), é possível ver que ele recebe a ajuda de um comparsa para conseguir escalar a estrutura de cimento. Logo, ele se apóia em cima de um amontoado de fios e usa o que parece ser uma faca para cortá-los. Ele desce momentos depois, sem ficar claro se consegue levar algo do local.


A Polícia Civil disse que, de acordo com a 59ª DP (Duque de Caxias), a maioria desses casos não são registrados, o que impede o conhecimento da polícia e a consequente investigação.

“Há investigação em curso em relação a furtos de cabo de fibra ótica que as empresas prejudicadas fazem a notificação. Será feito investigação preliminar para apuração do fato passado, e a Delegacia pede que a população e os prejudicados denunciem juntamente à delegacia para contribuição das investigações”, disse, em nota.
Já a PM avisa que o combate a roubos e furtos de equipamentos urbanos, fios, placas, portões etc é feito através de patrulhamento ostensivo de rotina ou quando da é feito flagrante.
“A Polícia Militar também ressalta a importância da participação popular nas reuniões do Conselho Comunitário de Segurança da cidade, onde moradores, comerciantes e demais interessados podem apresentar e debater as demandas de segurança pública em conjunto. O comando do 15º BPM (Duque de Caxias) está à disposição da população para que o trabalho do batalhão se adeque cada vez mais às necessidades locais”, reforça, também em nota.

 

Filho de Harry e Meghan pode não ser príncipe; entenda por quê

Razão de festejos nas ruas do Reino Unido e de discurso emocionado do agora pai príncipe Harry, o novo bebê da realeza britânica deve ter o nome e o título real divulgados ainda nesta semana. Diferentemente dos primos George, Charlotte e Louis, herdeiros de William e Kate Middleton, o sétimo na linha de sucessão ao trono britânico pode não ser príncipe. O nascimento do primogênito de Harry com a americana Meghan Markle, nesta segunda-feira, foi envolto de mistério e quebra de protocolos.

A especialista na realeza britânica Imogen Lloyd Webber contou à revista Time que o rei George V, em 1917, assinou um decreto que tornava a monarquia britânica mais enxuta, no contexto de grandes revoluções e colapso do poder monárquico na Europa. O texto apontava que, dos bisnetos de um monarca, apenas “o filho mais velho do filho mais velho do filho mais velho” — ou seja, George, hoje com 5 anos — poderia ter título de principado. Todos os demais bisnetos seriam Lorde ou Lady, e não “Sua Alteza Real”.

De acordo com a revista, a rainha Elizabeth II abriu uma exceção na regra e conferiu o título de princesa para Charlotte, de 3 anos, e de príncipe para Louis, de 1 — os filhos mais novos do príncipe William, o segundo na linha de sucessão.

Em 2013, a monarca emitiu um decreto que atualizava as regras do rei George V. Meses depois, o Parlamento britânico sustou as leis que davam prevalência ao sexo masculino na ordem de sucessão — por isso, Charlotte ficou à frente de Louis na fila.

Na visão de Lloyd Webber, é improvável que a rainha faça o mesmo para o filho de Harry e Meghan, alguém tão distante do trono. É ela quem concede o título real.

Além disso, o pai do menino recém-nascido revelou há pouco tempo quase ter aberto mão do título real “para viver uma vida comum”, nos anos em que lutava para recuperar a saúde mental, abalado pelas pressões da vida pública e pela perda da mãe, a princesa Diana, em 1997.

Savannah Phillips, Isla Phillips, Mia Tindall e Lena Tindall, que também são bisnetas da rainha Elizabeth II, não têm título real, por exemplo. São netas da princesa Anne, tia de Harry.

O novo bebê real só deve ser declarado duque de Sussex depois que o pai morrer. Até lá, poderia receber o título de Conde de Dumbarton. Conheça os bisnetos da rainha Elizabeth

Já que Harry e Meghan são um casal menos tradicional dentro da realeza britânica, é possível que o nome do bebê tenha também um toque de novidade. O casal pediu doações a quatro instituições de caridade no lugar de presentes para o filho, assim como já haviam feito no seu casamento.

Assassino alemão que matou três crianças é novo suspeito no caso de Madeleine McCann

A polícia portuguesa divulgou que o assassino alemão Martin Ney, que foi preso por raptar e matar três crianças em 2012, é novo suspeito chave no caso da britânica Madeleine McCann. Ney bate com retrato falado dado pela testemunha Carole Tranmer.

No dia 3 de maio fez 12 anos que Madeleine desapareceu. A família McCann estava de férias em Portugal e os pais, Kate e Gerry, saíram para jantar em bar de tapas próximo ao hotel que estavam hospedados. Eles deixaram seus trigêmeos de apenas 3 anos, Madeleine, Sean e Amelie, sozinhos. Quando Kate passou no hotel para saber se estava tudo bem, por volta das 22 horas, Madeleine havia desaparecido.

Já com 71 anos, Tranmer foi interrogada três vezes no passado sobre homem que considerou agir de “forma suspeita” no Ocean Club, na Praia da Luz.

Em seu depoimento policial, Carole, que estava hospedada no mesmo quarteirão da família de Madeleine, disse: “Olhando abaixo do apartamento dos McCann, vi alguém saindo do apartamento térreo fechando o portão com muito cuidado e silenciosamente”.

O assassino já tinha sido interrogado pela polícia britânica e lusa sobre o desaparecimento de Madeleine, e negou envolvimento na época. A aparência de Ney é similar ao retrato feito pelo testemunho de Carole em 2007, quando Madeleine desapareceu. A menina teria 16 anos hoje.

A polícia havia seguido uma pista falsa por quatro anos, e redirecionou as investigações em 2018. Já foram gastos aproximadamente R$ 63 milhões com o caso. Em novembro do ano passado, mais 150 mil libras esterlinas (R$780 mil) foram oferecidas pelo governo britânico para investigação. A polícia britânica começou a participar do inquérito em 2011.

Fonte: Extra

Explosões em três bueiros em Copacabana assustam moradores

Moradores de Copacabana, na Zona Sul do Rio, ficaram assustados, na noite desta terça-feira, após três bueiros explodirem na esquina da Rua Paula Freitas com a Rua Barata Ribeiro. Apesar do barulho, não houve feridos. Em nota, a Light disse que houve um defeito em um cabo de subterrâneo.

De acordo com o consultor de empresas Eduardo Ribeiro Pacheco, de 45 anos, que é morador de Copacabana, ele foi encontrar dois amigos em um bar, quando foi surpreendido por uma forte fumaça branca que começou a sair dos bueiros na esquina da Rua Barata Ribeiro com a Rua Paula Freitas.

— Todos que passavam perto do poste começaram a ficar assustados e estranhavam o cheiro forte de queimado que havia no local. De repente, escuto um forte barulho de explosão e vejo que as tampas de dois bueiros foram arrancadas. As pessoas começaram a correr para dentro do bar onde eu estava, com medo do que estava ocorrendo. Foi um grande susto — relatou Eduardo.

O Corpo de Bombeiros informou que foi chamado às 21h15m. Ao chegarem a Copacabana, eles isolaram a região das explosões. Ainda não se sabe o que causou o incidente.

A Light, empresa responsável pelos bueiros que explodiram, se pronunciou por meio de uma nota:

“A Light informa que um defeito em um cabo subterrâneo causou o deslocamento de 3 caixas de inspeção. Não houve feridos e não houve falta de energia na região.”

 

Fonte: Extra

Fórmula 1 pode voltar ao Rio. Novo autódromo seria em Deodoro

O Grande Prêmio do Brasil não está garantido no calendário da Fórmula 1 em 2020, e a presença de Interlagos na categoria é uma incógnita. Com isso há possibilidades de a corrida voltar a ser realizada no Rio.

Confira o video do projeto:

Nesta quarta-feira, 8 de maio, o presidente Jair Bolsonaro irá assinar um termo de compromisso com o governador do Rio, Wilson Witzel, e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, para que não só a Fórmula 1, mas a Moto GP retorne à cidade.

O novo autódromo seria construído em Deodoro, e a assinatura deve ocorrer após a cerimônia de homenagem aos Pracinhas da II Guerra Mundial. As autoridades receberam em abril uma carta da empresa que organiza a Fórmula 1, manifestando o interesse de trazer o GP Brasil para o Rio.

No fim de 2018, o então governador eleito do Rio, Wilson Witzel, declarou que pretendia colocar a categoria novamente em território carioca, onde foi disputada em 1978 e entre 1981 e 1989. A Liberty Media (atual detentora dos diretos comerciais da F1) comunicou a Witzel e ao prefeito do Rio, Marcelo Crivella, seu desejo voltar a fazer o evento no Rio.

 

Fonte: O DIA.

Moradores da Maré dizem que polícia disparou de helicóptero durante operação

Relatos de moradores da Maré a uma equipe da Defensoria Pública estadual, que esteve nesta terça-feira no complexo, serão entregues ao Ministério Público para que sejam apurados eventuais abusos nos disparos feitos de um helicóptero da polícia, durante uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) na comunidade, na última segunda-feira. Ao todo, 25 pessoas foram ouvidas por defensores no Conjunto Esperança e nas favelas Salsa & Merengue, Vila do Pinheiro e Vila do João. Durante a ação policial, oito suspeitos acusados de ligação com o tráfico foram mortos. Quem estava em casa se desesperou com os tiros do alto, que quebravam telhas, aumentando o risco de bala perdida. Imagens mostraram estudantes de escolas da região correndo, assustados, para se protegerem do tiroteio ou agachados em corredores e refeitórios das unidades.

Ouvidor da Defensoria Pública, Pedro Strozenberg disse ao GLOBO que os moradores não souberam descrever os tipos de disparos, mas asseguraram que foram feitos do helicóptero da Core.

— Eles descreveram a ação, a chegada do helicóptero e dos carros blindados. Foi uma operação caracterizada pela letalidade. Nos informaram que era uma situação possível de rendição e que mortes poderiam ser evitadas. O que queremos saber é se essa ação foi marcada pela ilegalidade ou se foi uma dinâmica dentro dos marcos normativos vigentes — explicou Strozenberg, adiantando que será pedida perícia para os locais onde aconteceram os disparos, na Maré.

A operação tinha como objetivo prender o traficante Thomaz Jhayson Vieira Gomes, o 3N, do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Uma denúncia anônima indica que o criminoso está na Maré e, agora, pode estar ferido.

ONG que atua na defesa dos direitos da população local, a Rede Maré informou nesta terça ter identificado veículos atingidos por disparos e também casos de abusos de policiais, com invasões de casas de moradores. De acordo com a entidade, em apenas em uma residência, foram achadas 18 cápsulas de balas.

‘Ação criteriosa’

Em outubro do ano passado, durante a intervenção federal, o então secretário de Segurança, general Richard Nunes, após uma decisão judicial, estabeleceu um protocolo para ações das polícias Militar e Civil. Pela nova regra, as operações não podem ser feitas em horários de maior fluxo nas proximidades de escolas, creches e postos de saúde. Além disso, prédios públicos não podem ser usados como base das ações, pois correm o risco de se tornarem alvos de bandidos. Em caso de uso de helicópteros, os policiais não podem fazer disparos em série.

Segunda-feira, logo após as primeiras críticas à operação da Core, o governador Wilson Witzel defendeu a estratégia adotada, dizendo que “se reclamar da atuação da polícia, é melhor não ter polícia”. Na mesma segunda-feira em que houve o tiroteio na Maré, o mototaxista Josileno Soares da Silva, de 27 anos, foi morto durante um confronto entre traficantes e PMs na Rocinha. Em protesto, moradores da favela fecharam a Autoestrada Lagoa-Barra por cerca de uma hora e meia, causando um grande congestionamento.

Em nota, a Secretaria estadual de Polícia Civil se pronunciou sobre a ação na Maré: “Foi criteriosa e seguiu todos os protocolos usados em incursões em áreas de risco no Rio de Janeiro, inclusive quanto ao uso de aeronaves”. E acrescentou que “a Delegacia de Homicídios da Capital está conduzindo as investigações. Todos os procedimentos investigativos estão sendo tomados”. Durante a investida, foram apreendidos sete fuzis, 14 granadas, três pistolas e 33 carregadores. Três pessoas foram presas, entre elas Brenda Santos, de 22 anos, mulher de 3N. Sete dos mortos foram identificados: Lucas Xavier Gomes de Souza, Adil Fernandes, Cristiano Wictor da Silva, Rodrigo dos Santos, Thiago Carvalho Freitas, Leone Luiz Serpa Fonseca e Gabriel Athaide Bezerra da Cruz.

Fonte: Extra