A vida do Vascão já não tá fácil e agora tem mais um adversário pra competir pontos na tabela do Brasileirão. O clube empatou com o Corinthians e comemorou o primeiro pontinho que levou na competição, mas logo após já se entristeceu novamente ao ficar sabendo de uma coisa.
O torcedor que foi agredido por Pikachu na chegada em Manaus levou dois pontos e acabou passando o Vasco na tabela. Com isso, o clube continua na mesma posição, já que há mais um competidor na frente.
Segundo médicos, já há confirmação de depressão profunda entre torcedores do Vasco. A situação é crítica, assim como a do clube na tabela.
Fiéis da Igreja Adventista do 7º Dia, no Méier, levaram um susto na manhã deste sábado. Por volta das 9h, três homens armados assaltaram quem chegava para assistir ao culto. De acordo com um dos membros da igreja, os criminosos pararam um carro em frente ao templo e começaram a roubar os fiéis.
– Eles foram muito ousados, porque chegaram a entrar no pátio da igreja. Levaram celulares, bolsas… Umas 20 pessoas foram roubadas. Felizmente, ninguém ficou ferido – contou um rapaz, que preferiu não se identificar. Ele ainda disse que o Méier Presente foi acionando, fazendo com que o trio fugisse.
Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, o 3°BPM (Méier) não foi acionado para o caso. Já a assessoria da Polícia Civil informou que o caso foi registado na 23ª DP (Méier) e diligências preliminares foram feitas. O procedimento será encaminhado à 26ª DP (Todos os Santos) que dará seguimento as investigações.
Após ouvir os últimos atletas feridos no incêndio no Ninho do Urubu, a polícia civil concluiu a fase de depoimentos e espera apresentar em cerca de 15 dias o resultado do inquérito que investiga as causas da tragédia que matou dez atletas da base do Flamengo. O clube já foi informado que no mês de maio haverá uma definição.
Já foram ouvidos representantes da atual e da administração anterior do Flamengo, das empresas fabricantes dos contêineres que pegaram fogo, além de testemunhas do incidente, como funcionários e os próprios atletas.
Faltavam os jogadores que ficaram hospitalizados após o incêndio: Jhonata Ventura, Cauan Emanuel e Francisco Dyogo. Como Jhonata teve alta somente há algumas semanas, o trio foi ouvido nos últimos dias pelo delegado Márcio Petra.
Houve também uma série de perícias no local do incêndio. Novas análises no Ninho do Urubu não estão descartadas para que a polícia conclua o inquérito e aponte se houve responsáveis pela tragédia.
A investigação estava prevista para durar até dois meses, mas já chega no terceiro mês no próximo dia oito de maio.
No clube, conselheiros deram entrada em dois requerimentos no Conselho Deliberativo, para cobrar investigação interna sobre o caso. A diretoria alegou que aguardaria a conclusão do caso para dar uma posição sobre os pedidos. Assim que houver uma definição, haverá nova cobrança dos sócios.
O Rio viu nos últimos meses uma nova forma de mobilidade multiplicar seus usuários, mas também os acidentes causados por ela. Enquanto uma das concessionárias de patinetes elétricos registrou aumento de 1268% no número de seus usuários de dezembro a abril, dois hospitais que funcionam perto da orla da cidade registraram, cada um quase 50 acidentes cada, incluindo casos com fraturas, de janeiro a abril.
Profissionais de saúde afirmam que a quantidade de acidentes pode ser bem maior,, como os hospitais públicos não informam sua quantidade de atendimentos em casos do tipo e já que vários usuários dos patinetes não procuram atendimento médico após acidentes.
A prefeitura do Rio de Janeiro diz que está trabalhando para regulamentar a utilização dos patinetes elétricos na cidade e para isso vem conversando com as principais empresas que já operam o serviço no município. O objetivo é elaborar normas definitivas para o uso do equipamento.
O diálogo já abriu a possibilidade da Guarda Municipal passar a utilizar os veículos em breve para ajudar no patrulhamento das ciclovias do Rio.
Duas empresas operam o serviço no Rio. Ambas não informam o número total de usuários, mas somente a Tembici, operadora dos Patinetes Petrobras, que conta com 500 unidades, registrou um aumento de 1268% no número de usuários, da primeira semana de dezembro até o final de abril.
Decreto provisório regula o uso no momento
Responsável pela regulamentação, a Secretaria Municipal de Fazenda ainda tem dúvidas para definir as restrições de circulação. Quesitos como as áreas que serão permitidas; os horários de funcionamento; a segurança dos usuários e não usuários e o local de estacionamento dos veículo ainda não foram definidos.
De acordo com a Prefeitura, a partir da publicação do texto as empresas licenciadas que não cumprirem as regras, incluindo as de segurança, estarão sujeitas a punições.
Hoje, as regras que regulam a circulação dos patinetes elétricos são provisórias. Um decreto da prefeitura publicado em 2018, diz que a utilização dos patinetes, “em caráter experimental” deve respeitar as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que permitem a circulação do veículo somente em áreas de tráfego de pedestres (com velocidade máxima de 6km/h), em ciclovias e ciclofaixas (velocidade máxima de 20km/h).
O decreto do poder municipal só autoriza os patinetes nas vias para carros quando as pistas estiverem fechadas para o lazer.
Número de acidentes preocupa
Uma preocupação do poder público e das empresas é o número de acidentes envolvendo o novo meio de transporte. Somente no Hospital São Lucas, localizado em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foram registrados mais de 50 acidentes envolvendo os patinetes elétricos, de janeiro até abril.
O coordenador do Centro de Trauma do Hospital São Lucas, Paulo Silveira, explica que esse número pode ser ainda maior, já que muitos casos não acabam no hospital. “Talvez seja um pouco mais que 50 casos nesses meses. Nós não temos esse número muito preciso porque nem sempre o paciente informa que aquela torção ou aquele trauma leve foi ocasionado por uma queda de patinete”, disse Paulo Silveira.
A Secretaria Municipal de Saúde, alega o mesmo problema para não conseguir definir quantos casos foram registrados na rede pública. “A entrada dos pacientes nos hospitais se dá por conta de queda, mas não especifica se foi por patinete, bicicleta, etc”.
Segundo o médico Paulo Silveira, a maioria dos casos são de pequenas fraturas, torções, hematomas e escoriações. “São raros os casos mais complexos. A maioria não precisa de internação”, disse.
A Tembici diz acreditar que o importante para evitar quedas e batidas é educar os usuários sobre as normas de utilização. “Por se tratar de um modal novo, procuramos proporcionar o maior número de informações e orientações para os usuários, de forma a prevenir e reduzir o risco de lesões e acidentes. Para isso, nossa estratégia foi disponibilizar promotores em todas as estações, onde os usuários recebem instruções sobre o funcionamento, respeito à legislação e ao pedestre. Também são oferecidos capacetes para os usuários, sendo recomendado o uso de joelheiras, cotoveleiras e luvas, embora seu uso não seja obrigatório”, disse a empresa, em resposta ao G1.
A Grow também acredita que a prevenção de acidentes deve ser uma prioridade. Para a empresa a utilização dos patinetes na rede de ciclovias seja uma maneira de diminuir os riscos. Além disso, a empresa considera que, por se tratar de um novo meio de locomoção, “é recomendável que todos os agentes envolvidos no sistema discutam maneiras de aumentar ainda mais os recursos para prevenção dos acidentes”.
Pontos fixos ou ocupação das calçadas
Para chegar em um decreto definitivo, capaz de atender usuários, motoristas e pedestres, o poder público vem conversando com as principais empresas do ramo, como a Grow, que é detentora das marcas Grin e Yellow, e a Tembici, que opera na cidade desde dezembro de 2018 em parceria com a Petrobras Distribuidora.
Defensores da micromobilidade – uma categoria de veículos leves, elétricos e utilizados para pequenos deslocamentos – a Grow investe no aluguel de patinetes sem estações de retirada e devolução fixas. Segundo Milton Achel, diretor de relações com o governo da empresa, os patinetes elétricos são ideais para percorrer distâncias que seriam “muito longas para se fazer a pé e muito curtas para tirar o carro da garagem”.
“Os nossos fundadores colocam para gente que temos que ser uma solução para as cidades. Por isso estamos conversando bastante com a prefeitura. Acreditamos que a regulamentação potencialize o modal limpo de transporte. Esse modal é o patinete”, diz Milton. Ele afirma que está realizando um papel de esclarecimento junto à Prefeitura e apresentando modelos de regulamentação de outras cidades.
Os patinetes da empresa são monitorados por GPS e contam com dispositivos de segurança que controlam a movimentação dos veículos. Segundo a empresa, o modelo sem uma estação fixa permite mais mobilidade para os usuários.
“O papo tem sido interessante. Nós mostramos os benefícios do nosso modelo, com experiências nacionais e internacionais. A prefeitura tem trabalhado certo para buscar a segurança do usuário e para contribuir com a retirada das pessoas de dentro dos carros”, comentou o diretor da Grow, que hoje está presente em 14 cidades do Brasil.
Já para os responsáveis da empresa Tembici, operadora dos Patinetes Petrobras, o modelo ideal de regulamentação é com estações fixas para a retirada e devolução dos patinetes. Segundo a empresa, essa diferença “colabora com o ordenamento urbano”.
Especialistas alertam para os cuidados na hora de usar patinetes elétricos — Foto: REDE GLOBO
Guarda Municipal estuda utilização de patinetes
Os agentes da Guarda Municipal do Rio de Janeiro que realizam o patrulhamento em ciclovias na cidade podem ser os próximos a utilizarem os patinetes elétricos. Esse é um possível acordo que vem sendo costurado pela Prefeitura com a empresa Grow.
Segundo a empresa, em paralelo as conversas sobre a regulamentação do serviço de alugueis, o poder público pode firmar essa parceria. Se tudo correr bem, a Guarda Municipal pode ter, em comodato, 15 patinetes para reforçar o policiamento nas ciclovias da cidade.
A intervenção federal no Rio de Janeiro, que teve como objetivo reestruturar a segurança do Estado, deixou um legado de R$ 319 milhões em armas, munições, equipamentos e materiais diversos. O número consta de balanço divulgado neste sábado, 4, pelo Gabinete da Intervenção Federal, com materiais e serviços adquiridos ou contratados com recursos do governo federal até abril.
De acordo com o Gabinete, o maior desembolso ficou por conta dos veículos e peças, de R$ 136 milhões. O valor é divididos entre caminhões reboques (22), vans (8), jipes 4×4 (16), quadriciclos (30), veículos leves (456), jet ski (5), ônibus (14), caminhões baús (10), baterias (70) e pneus (8.733).
Também foram investidos R$ 46,1 milhões na compra de 10.484 computadores, além de R$ 22,5 milhões na aquisição de fuzis (500), armas menos letais (1.030), espingardas calibre 12 (292), submetralhadoras (8), munições (1.126.300) e munições menos letais (58.275). Mais R$ 11,3 milhões foram destinados a equipamentos de perícia técnica; R$ 13,8 milhões em software e R$ 3 milhões em salas de monitoramento.
Outros R$ 65 milhões foram gastos em 14.875 coletes balísticos e mais R$ 18,9 milhões em 66.270 capas de coletes. Foram também comprados 70 portais de detectores de metais (R$ 1,07 milhão); 1 017 transmissores (R$ 3,5 milhões); entre outros itens.
A Intervenção Federal no Rio durou de fevereiro a dezembro de 2018 e foi liderada pelo general Braga Netto.
O youtuber americano Austin Jones foi sentenciado a cumprir dez anos de prisão por persuadir garotas menores de idade a enviarem vídeos explícitos delas mesmas, caracterizando pornografia. De acordo com o site americano ‘Alternative Press’, Jones teria persuadido seis garotas a enviarem vídeos para provar que eram “suas maiores fãs”.
A delação de vinte e sete páginas revela conversas que Jones teve com garotas na casa dos 15 anos entre 2010 e 2017. O youtuber chegou a prometer para algumas das vítimas que os vídeos seriam usados para oportunidades na carreira de modelo, impulsionando seus seguidores no Instagram. Uma garota de 14 anos chegou a enviar quinze videos para o youtuber, se expondo em ao menos dez deles.
Durante o início da investigação, Austin Jones afirmou que apenas pedia para que as garotas dançassem de forma sensual. “Não tive nenhum contato físico”, disse ele.
Jones também admitiu que utilizou o Facebook para chantagear outras menores de idade ao envio de vídeos aproximadamente trinta vezes. A assistente social Katherine Neff Welsh afirmou durante o julgamento de Jones que a produção de conteúdo infantil para adultos é uma das grandes ameaças da sociedade, podendo destruir famílias por completo.
Austin Jones foi sentenciado a cumprir dez anos de prisão
O youtuber de 26 anos iniciou sua carreira em 2007, postando covers de suas músicas favoritas na Internet. Ele chegou a ter 547 mil inscritos, até o momento em que seu canal foi encerrado em meados de 2017. Antes das acusações, Austin chegou a ostentar mais de 20 milhões de visualizações em seus vídeos.
Conhecido por propagandas que promovem a diversidade, o Burger King ironizou o recente veto à publicidade do Banco do Brasil em post nas redes sociais. Em texto publicado na sexta-feira, a rede de fast food informou que está recrutando pessoas que tenham “participado de um comercial de banco que tenha sido vetado e censurado nas últimas semanas”. Após a publicação, a rede de restaurantes virou alvo de campanha de boicote no Twitter por apoiadores do governo.
No fim de abril, o Palácio do Planalto determinou que o Banco do Brasil retirasse de circulação uma campanha publicitária do BB , cujo mote era a diversidade, por ter desagradado o presidente Jair Bolsonaro. O caso foi revelado pelo colunista do GLOBO Lauro Jardim.
O comercial era estrelado por atores e atrizes negros, outros tatuados, além de homens usando anéis e cabelos compridos. Os personagens escolhidos irritaram Bolsonaro, que teve acesso ao conteúdo da peça publicitária quando ele já estava sendo veiculado há aproximadamente duas semanas. O diretor de Comunicação e Marketing do Banco do Brasil, Delano de Andrade, foi demitido.
O comunicado do Burger King não cita nominalmente o BB, mas afirma: “Procura-se elenco para comercial. O Burger King está recrutando pessoas para seu novo comercial. Para participar, basta se encaixar nos seguintes requisitos: ter participado de um comercial de banco que tenha sido vetado e censurado nas últimas semanas. Pode ser homem, mulher, negro, branco, gay, hétero, trans, jovem, idoso. Curtir fazer selfie é opcional. No Burger King, todo mundo é bem-vindo. Sempre. Entre em contato pelo e-mail: recutrafilme@burgerking.com.br”.
Críticas ao ‘post’ do Burger King
Na tarde deste sábado, a hashtag #BoicoteBurgerKing figura entre os assuntos mais comentados no Brasil e no mundo no Twitter. As críticas de apoiadores a Bolsonaro aumentaram quando o presidente reagiu pessoalmente à iniciativa da rede de fast food.
“Qualquer empresa privada tem liberdade para promover valores e ideologias que bem entendem. O público decide o que faz. O que não pode ser permitido é o uso do dinheiro dos trabalhadores para isso. Não é censura, é respeito com a população brasileira”, afirmou Bolsonaro em post no Facebook.
O Burger King é conhecido por campanhas a favor da diversidade e contra a discriminação. Além disso, veiculou um comercial sobre conscientização política e importância do voto durante o período eleitoral de 2018.
Na internet, as opiniões sobre a iniciativa do Burger King se dividem. Muitos elogiaram a empresa, mas os críticos interpretaram o posicionamento como um ataque a Bolsonaro. Ao vetar a propaganda do Banco do Brasil em que apareciam negros, uma transexual e pessoas com tatuagens e cabelos coloridos, o presidente alegou que a população brasileira “quer respeito à família”.
Aqueles que estão propondo o boicote ao Burger King argumentam que a marca é “esquerdista”, quer “lacrar” e despreza 57 milhões de potenciais consumidores — em alusão ao número de eleitores que votaram em Jair Bolsonaro no segundo turno.
A gaúcha Carla Dalvitt estava com problemas financeiros quando começou a frequentar a Igreja Universal do Reino de Deus, onze anos atrás. A pequena loja que tinha com o marido estava com pouco movimento, e havia várias prestações para pagar – ela e o marido, João Henrique, tinham acabado de comprar um Palio para levar o filho pequeno dos dois à escola. O casal queria construir uma casa, mas, sem dinheiro, estava morando na residência dos pais dela.
Mas o que ela esperava que representasse uma saída para sua crise pessoal acabou se tornando um pesadelo, conta hoje. Carla diz que foi coagida pela congregação religiosa a doar a ela tudo o que tinha e acabou ficando sem dinheiro, sem carro e mal falada na pequena cidade onde mora, Lajeado, no interior do Rio Grande do Sul.
Ela afirma que mudou de ideia logo em seguida, mas que a igreja se recusou a devolver sua doação. Foi quando decidiu entrar, ao lado do marido, com uma ação judicial contra a Universal pedindo de volta os valores dos bens e uma indenização por danos morais.
Em 2012, o grupo religioso foi condenado a pagar uma indenização de R$ 20 mil e devolver o valor de parte dos bens que a gaúcha diz ter doado. A igreja recorreu, e o caso foi parar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), corte na qual o recurso da igreja foi negado em uma decisão na semana passada. Ainda cabem novos recursos.
Procurada pela BBC Brasil para comentar o caso, a Igreja Universal do Reino de Deus não respondeu às perguntas feitas pela reportagem. Enviou uma nota dizendo que “o dízimo e todas as doações recebidas pela Universal seguem orientações bíblicas e legais, e são sempre totalmente voluntários e espontâneos”.
‘Fogueira Santa’
Carla conta que resolveu começar a frequentar os cultos após ver pastores falando na TV. “Eram mensagens positivas, de esperança, prosperidade. Tinha muitos depoimentos de gente que falava que tinha saído de crise, gente que dizia que devia à igreja tudo o que tinha”, diz.
Templo da Igreja Universal na cidade de Carla Dalvitt
A gaúcha também conhecia pessoas que frequentavam a igreja – e falavam sempre bem. Seu marido não a acompanhava, mas também não se opunha à atividade religiosa da mulher.
Ela diz que as doações que fez à Igreja começaram com o dízimo. O problema, afirma, é que não pararam por aí.
“Eles diziam que você tinha que dar 10% de tudo o que você ganhava, e que tudo o que você desse, ia receber de volta”, conta. “O problema é que tinha um evento especial, a Fogueira Santa, onde as pessoas iam e doavam casa, carro. E eu não sei o que me deu… Eu estava desesperada.”
Carla afirma que havia um evento em que os fiéis faziam promessas de doações, no qual ela disse que entregaria suas posses à igreja.
“Depois disso eu fiquei na dúvida, pensei em desistir. Mas eles sempre falavam que tinha uma maldição para quem prometeu e não doou, que a pessoa ia ser amaldiçoada”, diz. “E eu fiquei pensando na maldição, com medo da maldição.”
Carla então vendeu o carro por um valor bem abaixo do valor de mercado – já que o comprador teria que pagar o resto das prestações – e doou o dinheiro à igreja.
E deu também, segundo ela, um colchão, um computador, dois aparelhos de ar condicionado que vendia em sua loja, joias, um fax, uma impressora e alguns móveis de cozinha que sua mãe havia acabado de comprar. Tudo isso escondido da família.
Nuvem negra
“Aí, quando cheguei em casa, que meu marido descobriu, aí que me deu um chacoalhão, que eu acordei. Não sei o que aconteceu, eu estava mesmo… Era como se eu tivesse sofrido uma lavagem cerebral. Como se tivesse uma nuvem preta sobre minha cabeça, e quando meu marido conversou comigo ela foi embora. Me senti muito mal”, afirma.
No mesmo dia, ela, a mãe e o marido foram ao templo tentar recuperar os bens doados. Conseguiram levar de volta o colchão, o fogão e os outros itens de cozinha – mas apenas porque a mãe de Carla ainda tinha nota fiscal de tudo, de acordo com seu relato.
A gaúcha diz que nenhum dos outros itens foi devolvido. “A gente implorou, insistiu muito, mas eles disseram que não iam devolver.”
Ela então registrou um boletim de ocorrência e procurou um advogado.
“Já fui procurado por pessoas com casos parecidos, mas nem todo mundo tem coragem de seguir com o processo – é demorado e desgastante. Ela foi muito corajosa”, afirma Marco Alfredo Mejia, advogado de Carla no caso.
“Eu jamais teria entrado na Justiça se eles tivessem me devolvido na hora”, argumenta ela.
No processo, a Igreja Universal se defende dizendo que não há comprovação da doação de itens como as joias e o dinheiro do carro – o que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul acatou. A entrega dos celulares, da impressora e dos aparelhos de ar condicionado, no entanto, foi comprovada, e o tribunal entendeu que se tratava de “coação moral irresistível” e “abuso de direito”, por isso estipulou a indenização.
A decisão foi confirmada pelo STJ na semana passada, mas a igreja ainda pode recorrer.
A gaúcha afirma que, além do grande prejuízo financeiro, todos na cidade ficaram sabendo do caso, o que a prejudicou muito. Ela acabou fechando a loja que tinha. Ficou sem carro, sem dinheiro, sem negócio – ou seja, em uma situação pior que a de antes.
“Por sorte uma pessoa de bom coração me deu um emprego de vendedora e, aos poucos, eu fui reconstruindo. Antes teria dado também, mas eu estava desesperada e fui enganada. Quem abriu meus olhos foi o meu marido, ele me disse que Deus não ia colocar maldição em ninguém, que Deus não faz isso. E ele tem razão”, diz Carla.
Ela hoje diz acreditar em Deus – mas não ter mais nenhuma religião.
A Mega-Sena acumulou pela 13ª vez consecutiva e pode pagar R$ 170 milhões na quarta-feira. O prêmio é ainda maior que o de R$ 140 milhões sorteado neste sábado sem que houvesse um ganhador. Tratava-se, até então, do nono maior valor da história da loteria, se desconsiderados aqueles que são pagos da Mega da Virada.
As seis dezenas sorteadas — sem que ninguém tivesse acertado — foram: 08 – 15 – 32 – 33 – 58 – 59.
Em compensação ao “zero a zero” no prêmio principal, os 296 apostadores que conquistaram a Quina ganharam R$ 37.666,84. Já os da Quadra, caso de 21.684 deles, faturaram R$ 734,53.
Rio – O policial militar Augusto Cesar Lima Santana, preso após espancar a dona de uma lanchonete em Curicica, Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, em março deste ano, virou réu e vai responder por lesão corporal grave, constrangimento ilegal, ameaça e falsa identidade por ser apresentar à polícia como um delegado da Polícia Federal. A decisão foi dada nesta sexta-feira pelo desembargador Caio Itálo França David, da 2ª Vara Criminal da Região de Jacarepaguá, dentro do processo que julgava um Habeas Corpus do militar, que acabou sendo negado.
A agressão aconteceu após o cabo ficar insatisfeito com um dos sanduíches que ele pediu por um aplicativo de comidas. Ele queria o lanche sem molho. Irritado, ele foi ao local tirar satisfações com os funcionários. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento que o agressor chega ao local. Dois entregadores da loja — que estava na calçada — foram rendidos e apanharam. Logo em seguida, o homem entrou na lanchonete e começou a espancar a dona do empreendimento com socos tapas, coronhas e até puxões de cabelo ao ser arrastada pelo PM.
Chegada na 32DP, do Policial que agrediu mulher em lanchonete. Na foto, o agressor Augusto Cesar Lima Santana. Estefan Radovicz / Agência O Dia CIDADE,RIO,AGRESSÃO,PM – Estefan Radovicz / Agencia O Dia
Na denúncia do Ministério Público, a promotora sustentou que a mulher sofreu fratura na costela e acabou desmaiando durante o espancamento. O MP quer que o militar seja condenado e pague uma indenização à empresária. Na Corregedoria da Polícia Militar, um inquérito para apurar a agressão ainda não foi finalizado.
Preso no Batalhão Prisional da Polícia Militar, no Fonseca, em Niterói, o militar continua recebendo remuneração da corporação. O valor passa de R$ 4,5 mil. O DIA não conseguiu falar com a defesa de Augusto Cesar.