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Ator paga R$ 50 mil em apartamento na Muzema, que está interditado

Ator e bailarino, Johnny Wallace, 42 anos, pagou um preço barato pelo seu “sonho da casa própria” mas o que ele não sabia, é que esse dinheiro poderia ter lhe levado à morte. Ele pagou R$ 50 mil em um apartamento no sub-solo, vizinho ao que desabou.

Ele está preocupado com o que irá acontecer com os imóveis ao redor. Teme que sejam interditados pela Defesa Civil. Wallace disse que pagou R$ 50 mil e que esperava a conclusão das obras para se mudar.

“Comprei o imóvel de um mestre de obras, mas me disseram que tem um engenheiro responsável pela construção. A gente sabe que aqui não vamos ter escritura, que a prefeitura nem sabe que existem esses prédios. Mas as pessoas querem morar por um preço mais em conta. Trouxe um arquiteto para avaliar a construção e ele deu ok, disse que estava bem construído. Avaliou o meu prédio e não dos outros ao redor”, disse Johnny, que mora no Alto da Boa Vista e está há três dias fora de casa porque a região está interditada.

Nesse período, Wallace vinha dormindo no trabalho, em um restaurante na Freguesia, em Jacarepaguá. A Defesa Civil do Município confirmou que há 5 pessoas desaparecidas que moravam no prédio que desabou. São elas: Jefferson Batista, Carla Batista, seu filho, além dos irmãos Arthur e Enzo. Os agentes estão conversando com moradores para tentar identificar supostas vítimas.

Prefeitura solta nota que diz manifestar “surpresa” e repúdio à Globo

A Subsecretaria de Comunicação Governamental da Prefeitura do Rio de Janeiro vem a público manifestar surpresa e repúdio à linha editorial da TV Globo na cobertura dos efeitos das chuvas que castigaram a Região Metropolitana nos últimos dias:

1) De forma desrespeitosa, os jornalistas da TV Globo têm dirigido perguntas ao prefeito Marcelo Crivella, na tentativa de pôr na boca do prefeito declarações que não foram feitas pelo alcaide;

2) A TV Globo tem faltado ao respeito com milhões de cidadãos cariocas, que passam horas do dia assistindo a um simulacro das ações do governo municipal, que sozinho luta para recuperar a infraestrutura de uma cidade que há décadas não recebe investimentos suficientes;

3) É importante destacar que os milhões de reais que a TV Globo recebeu de publicidade para divulgar ações marqueteiras da gestão anterior seriam mais do que suficientes para concluir as obras nas 31 comunidades, paralisadas ainda na gestão passada;

4) A verdade é que as Organizações Globo têm sangue nas mãos. Os mais de R$ 170 milhões recebidos da gestão passada, para divulgar o “Sonho Olímpico”, poderiam ter salvado vidas de pessoas que, lamentavelmente, nos deixaram, por falta de recursos que hoje não temos;

5) Esses mesmos inquisidores (que não podem ser chamados de jornalistas), que hoje se arvoram em condenar uma administração que herdou uma cidade quebrada, não viram os desmandos de anos que levaram o Estado e a Cidade do Rio à bancarrota?

6) O Rio estava com suas contas comprometidas, desde 2016, como mostra o extenso voto do conselheiro do TCM, Ivan Moreira. Em sua exposição, “destacou pontos frágeis como a municipalização dos hospitais Rocha Faria e Alberto Schweitzer (…)

(…) , que contribuiu sobremaneira para o déficit orçamentário verificado; a não adoção de ações sanativas para a situação do Funprevi; e os cancelamentos de empenhos, entre outros”, está escrito no site do TCM;

7) E sabe por que os jornalistas das Organizações Globo não viram isso? Porque muitos deles recebiam polpudas remunerações por palestras encomendadas pelo ex-presidiário Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio-RJ e que hoje tem que explicar os desvios de milhões de reais;

8) Matéria do site “Intercept”, de 9/11/2017, traz a lista de alguns desses valorosos e independentes jornalistas. Detalhe: alguns são apresentadores de Telejornais da TV Globo e que hoje cobram do prefeito Marcelo Crivella a aplicação de recursos. (…)

(…) Caso consciências tivessem, devolveriam esse dinheiro aos cofres do Sistema S, que vive de subsídios que fazem falta aos gestores públicos;

9) Esse linchamento público voltou a acontecer hoje (11/4). Em entrevista coletiva, no Palácio da Cidade, o prefeito falava sobre as medidas já tomadas para trazer o município, em especial na área de trânsito, ao seu ritmo normal. (…)

(…) De forma imperial, a repórter tratou o prefeito como se este estivesse em um tribunal e não numa entrevista coletiva. Vejam a batalha:

Repórter: Agora prefeito a cidade está parada ainda…
PREFEITO: não, não está parada…

Repórter: esperando para retomar, as pessoas estão demorando para chegar…
PREFEITO: não, não, não…
Repórter: Tem sete pontos de interdição ainda

PREFEITO: começa a sair, como se fosse encerrar a coletiva “Obrigado, obrigado”
Repórter: As pessoas têm realmente pressa de chegar…

PREFEITO volta: É impressionante como a Rede Globo faz campanha contra mim, não é contra mim não. A cidade não está parada, a cidade está se movimentando, a única cidade…

Repórter interrompe: Prefeito, desculpa, as pessoas têm pressa para retomar suas vidas…
PREFEITO tenta continuar: “A única, a única…
Repórter insiste: O senhor me permite

PREFEITO: Eu vou permitir. Mas é impressionante, é impressionante como vocês fazem oposição, não a mim, mas ao Rio de Janeiro…
Repórter: Prefeito, o senhor está enganado (interrompe de novo)…

PREFEITO: Não estou enganado não…
Repórter: Nós estamos reproduzindo o que as pessoas estão encaminhando pra gente. O senhor me permite…

PREFEITO:  Você acabou de fazer a pergunta? Eu quero saber, se você acabou de fazer a sua pergunta?
Repórter: Sim, a minha pergunta é essa: o senhor não acha que tem uma demora?

PREFEITO: Quer fazer outra? Eu posso responder? É impressionante como a Rede Globo de televisão é absolutamente contra a cidade do Rio de Janeiro. É a televisão que anuncia o tempo todo os problemas do Rio, que faz drama sobre coisas corriqueiras que acontecem na nossa vida desde que eu nasci aqui (falando sobre a retomada do ritmo da cidade).

Repórter: O senhor acha que o que aconteceu foi um drama corriqueiro? Perdão prefeito, o senhor acha que o que aconteceu, a pior chuva em 22 anos, foi um drama corriqueiro?

PREFEITO: A cidade do Rio de Janeiro, a cidade do Rio de Janeiro…
Repórter insiste: dez pessoas mortas?

PREFEITO: Não, não, não, não vou falar com você, me dá licença, é um direito que eu tenho. A cidade do Rio de Janeiro, desde a minha infância, sofre problemas no trânsito. Esses que eu disse são corriqueiros. São problemas que a gente enfrenta porque temos dificuldades com a nossa topografia. Nós somos uma cidade com muitas montanhas, com muitos túneis, com vias estreitas e temos sim problemas com o trânsito. É claro que os desabamentos, que nós já temos uma Geo-Rio de 50 anos, procuramos evitar, mas nem sempre conseguimos. Lamentamos profundamente nossas tragédias. Agora é preciso aprender com elas e não fazer campanha política, não fazer exploração, o que a Globo quer é dinheiro   na sua propaganda, o que ela quer é que a gente faça uma festa no carnaval e ela possa vender R$ 240 milhões com a Prefeitura pagando todo o carnaval. Isso está errado. Então, o que elas fazem é chantagem, é chantagem, isso não tem nada a ver com interesse da cidade. E seguramente não vão colocar isso no ar.

10)       Não vamos ceder a pressões financeiras de um grupo de mídia que insiste em editorializar a cobertura sobre as chuvas, deixando de lado a prestação de serviço público, informação e orientação à uma população tão sofrida como a carioca

Flamengo bate recorde mundial de audiência no Facebook e rede social trava

O Flamengo venceu mais uma partida pela Copa Libertadores da América, agora o Mengão é líder do grupo D graças ao saldo de gols. A equipe Rubro-negra bateu o San José, no Maracanã, esta quinta-feira (11) por 6 a 1 e retomou a boa fase na competição.

O jogo foi marcado pela boa atuação do meio-campista Arrascaeta, que vinha sendo solicitado pela torcida flamenguista para estar presente na equipe titular. Finalmente o uruguaio foi escalado como titular, a última vez foi há 35 dias, justamente contra o San José, porém, na Bolívia.

Além da goleada, o jogo também ficou marcado graças a um recorde histórico que foi batido pela torcida do Flamengo. A novidade do Facebook em transmitir jogos da Libertadores foi um sucesso: a transmissão da partida na rede social superou 1 milhão de pessoas assistindo simultaneamente.

A partida entre Flamengo x San José, no Maracanã, foi transmitida exclusivamente pelo Facebook Watch. Até então, o recorde de audiência na rede social havia sido na decisão entre Paris Saint-Germain e Manchester United, na partida válida pela volta das oitavas de final da Champions League. Neste jogo, pouco mais de 860 mil pessoas acompanharam a decisão ao mesmo tempo.

Apesar do Flamengo ter batido o recorde de audiência no Facebook, por enquanto ainda não há nenhuma outra partida do Mengão prevista para ser exibida pela rede social.

Mesmo com a boa audiência de 1 milhão de pessoas, uma parte dos torcedores reclamaram da transmissão, que segundo eles, travou em diversas oportunidades da partida.

Sensitiva viu espírito conduzindo Hariany na briga que causou a sua expulsão do BBB

Mais uma vez um participante do BBB19 teve eliminação por quebrar uma das regras do jogo. Dessa vez quem cometeu a infração foi a sister Hariany e teve sua expulsão anunciada no final da tarde desta quinta-feira, (11) pelo apresentador Tiago Leifert.

Tudo aconteceu durante a madrugada, quando houve um incidente na Festa Internet, envolvendo Hary e Paula. Os internautas se manifestaram dizendo que houve agressão durante a discussão das duas.

Depois de analisar as imagens, ficou constatada a veracidade dos fatos e a produção decidiu pela desclassificação da goiana um dia antes da grande final do reality show, que mesmo diante de toda polêmica, manteve o paredão de quinta-feira entre Paula e Carolina.

O público votou e Carolina foi eliminada, o anúncio foi feito por Tiago Leifert no programa ao vivo e Paula ocupou a vaga que faltava na final do reality ao lado de Alan. Agora os dois disputam o grande prêmio de R$ 1,5 milhão.

Com todas as novas situações surgindo, a sensitiva Lene foi entrevistada em um programa de TV e fez uma revelação um tanto quanto surpreendente. Lene disse que um espírito desencarnado de uma mulher conduziu as mãos da eliminada para derrubar a amiga.

A espiritualista revela ainda que a grande vencedora da atual edição do reality show da Globo seria Hariany, mas diante das circunstâncias a vencedora será Paula, o que para muitos internautas não soa como novidade, visto que alguns sites já divulgam pesquisas onde a mineira é apontada como favorita ao prêmio final.

Paula deixará Globo e imediatamente vai parar na delegacia por racismo

Nesta sexta-feira, 12 de abril, acontece a grande final da décima nona edição do ‘Big Brother Brasil’. As enquetes indicam que Paula deve ser a grande campeã do reality show, mas assim que deixar a Globo ela já tem um compromisso marcado, bater ponto na delegacia. É o que informa um famoso site que cobre o mundo do entretenimento.

O delegado Gilbert Stivanello está investigando uma denúncia de racismo contra Paula. Rodrigo, ex-participante do BBB 19 esteve na delegacia, onde abriu um registro de ocorrência contra Paula. Ele também denunciou internautas que mandaram ofensas pelas redes sociais.

Além de racismo, Paula pode ter que responder por conta de intolerância religiosa.  Ela disse que tinha medo dele por ter contato com “esse negócio de Oxum” e declarou que “nosso Deus é maior”.

Em entrevista ao jornal carioca Extra, o delegado já adiantou o futuro da loira: “Tão logo sair da casa, ela será intimada a depor. A data para o depoimento deverá ser na próxima semana”.

Dessa vez, a polícia decidiu não invadir os estúdios Globo, como aconteceu em outras oportunidades. Os investigadores aguardam a presença da participante assim que ela sair da casa. A loira pode até sair com o R$ 1,5 milhão nas mãos, mas os problemas não prometem ficar fáceis.

Expulsão de Hariany mexe com a final do BBB

Os últimos episódios do Big Brother Brasil foram movimentados. Nessa quinta-feira, 11, Hariany foi expulsa dpós empurrar a amiga Paula no programa. A regra do programa é clara e Hariany teve que deixar o confinamento.

Políticos se manifestam sobre desabamento na Zona Oeste

Assim que surgiram as notícias sobre o desabamento na Muzema, na manhã desta sexta-feira, rapidamente o nome da comunidade da Zona Oeste do Rio se tornou um dos nomes mais comentados da Internet. Políticos engrossaram o coro pra que o “Muzema” figurasse entre os assuntos mais falados. A grande maioria deles criticou o domínio da milícia na região.

Anúncio vendia apartamento em prédios que caíram na Muzema por quase R$ 50 mil

Confira algumas reações de políticos!

MARCELO FREIXO (deputado federal pelo Psol-RJ)

Toda solidariedade às famílias da Muzema. Aquela é uma área dominada por milícias, que grilam terras e constroem prédios de forma ilegal. Esse é o resultado do Estado leiloado à máfia miliciana. Quem sofre são as famílias pobres.

TALÍRIA PETRONE (deputada federal pelo Psol-RJ)

Acordamos com a notícia do desabamento de dois prédios na Muzema, Zona Oeste do Rio. A área é controlada por milícias, que grilam os terrenos, constroem de maneira irregular e vendem para a região. Esse poder paralelo, com braços no Estado, só deixa a população mais vulnerável!

DANI MONTEIRO (deputada estadual pelo Psol-RJ)

Os desabamentos na Muzema são consequências catastróficas de um Estado que se exime de cumprir seu papel, garantindo moradia e segurança. Não podemos naturalizar as péssimas condições de vida e o poder paralelo na ZO. Minha solidariedade aos atingidos!

TARCÍSIO MOTTA (vereador pelo Psol-RJ)

De quantas tragédias vive uma cidade? Toda a nossa solidariedade aos moradores da Muzema.

MARIA DO ROSÁRIO (deputada federal pelo PT-RS)

Luto. Força e solidariedade às famílias, mulheres, crianças, idosos, seres humanos soterrados em desabamento no Rio. Aos bombeiros, gratidão novamente. É de chorar saber que eles pedem silêncio ao redor dos escombros para ouvirem vítimas.

BOHN GASS (deputado federal pelo PT-RS)

Vou repetir: se a polícia “puxar os fios” dos desabamentos de prédios na comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio, o tamanho da “meada” vai deixar muita gente de cabelo em pé. Por trás disso tem a milícia. E por trás da milícia…

GUILHERME BOULOS (Psol)

Lamentável tragédia na comunidade da Muzema, no Rio. Dois mortos e 17 desaparecidos até agora. Nossa solidariedade às famílias. É necessária uma investigação urgente. Tudo indica que os prédios foram construídos pela milícia, sem autorização, e que há outros nessa situação.

A tragédia da Muzema mostra o que acontece quando a milícia se encontra com a especulação imobiliária. Essa máfia tem que ser desbaratada. São 60 prédios na mesma situação. A investigação precisa chegar nos mandantes: quem está por trás das milícias do Rio de Janeiro?

CHICO ALENCAR (Psol)

Na mesma semana, a comunidade da Muzema é devastada pela forte chuva e por dois desabamentos de prédios irregulares controlados pela milícia. Essa sentença de morte a que pobres e periféricos estão condenados precisa ter fim.

ÁLVARO DIAS (Podemos)

Verdadeiros heróis que sempre nos orgulham e nos fazem acreditar em dias melhores!

WILSON WITZEL (governador pelo PSC-RJ)

Estou acompanhando com preocupação o desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema, na Zona Oeste, nesta manhã. Rezo para que não haja vítimas entre os escombros. Nossos heróis bombeiros já estão trabalhando no local.

Infelizmente já há mortos e feridos vítimas do desabamento da Muzema. Situação lamentável, que acompanho com atenção. Nossos bombeiros, como sempre, fazendo seu melhor.

MARCELO CRIVELLA (prefeito pelo PRB-RJ)

Estamos na comunidade da Muzema, Zona Oeste do Rio, onde duas edificações caíram. Essas edificações estavam em loteamento irregular. A Prefeitura do Rio já havia comunicado ao Ministério Público e tentado interditar, mas infelizmente, uma liminar judicial impediu a demolição desses prédios e as obras continuaram.

Estamos aqui com a nossa equipe trabalhando para tentar resgatar as pessoas dos escombros. Fica para todos nós uma lição: quando a prefeitura alertar sobre esses riscos, vamos dar ouvidos para que isso não aconteça nunca mais.

Globo emite nota repudiando atitude de Marcelo Crivella

A Rede Globo rebateu as acusação do prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella. William Bonner leu uma nota da emissora durante o Jornal Nacional nesta quinta-feira (11).

Em uma entrevista coletiva para falar sobre os prejuízos causados pelas chuvas na cidade, Crivella se irritou com a repórter da empresa e a afastou dos outros jornalistas. Além disso, ele afirmou que a emissora “faz drama sobre coisas corriqueiras, que acontecem nas nossas vidas desde que eu nasci aqui”.

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– O que a Globo quer é dinheiro na sua propaganda. O que ela quer é que a gente faça uma festa no Carnaval e ela possa vender R$ 240 milhões com a prefeitura pagando o Carnaval – disparou o prefeito.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=9paKX7oUVwU?feature=oembed]

No comunicado, a Rede Globo repudiou a atitude do político.

– A Globo cobriu uma tragédia que tirou a vida de dez cariocas. E cumpriu a obrigação jornalística de mostrar que a prefeitura demorou a acudir a população. A Globo compra os direitos de transmissão das escolas de samba – e paga um valor quase seis vezes maior do que aquele que elas recebem de subvenção da prefeitura – declarou o canal de TV.


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Motorista de Uber morto em briga de trânsito ia se casar na 2ª

A movimentação na casa da família de Felype Anderson de Sousa (foto em destaque), 22 anos, no Itapoã, é intensa na manhã desta sexta-feira (12/4). O motorista de Uber foi assassinado na noite de quinta-feira (11), depois de uma briga de trânsito, na mesma região administrativa. Muito abalada, a mãe disse que o filho era muito trabalhador. Felype planejava se casar com a noiva, com que morava e se relacionava há seis anos, na próxima segunda (15).

Segundo a irmã do jovem, Rebeca Sousa, 19, estava tudo pronto para a cerimônia na Igreja Sara Nossa Terra. “Todo mundo gostava dele. Não merecia isso. Cuidava da gente como se fôssemos filhos dele”, afirmou a jovem.

O motorista de aplicativo foi morto com quatro tiros, por volta das 20h, na Entrequadra 45/46, na Avenida Comercial do Itapoã. A mãe está inconformada. “Meu filho era maravilhoso. Não bebia, não fumava. Muito amoroso. Não media esforços para ajudar as pessoas. Ele estava tão feliz. Nunca imaginei que isso fosse acontecer”, disse Maria Leidiane Mamédio de Sousa.

Felype trabalhava há dois anos como motorista de Uber. Batalhou para conseguir comprar o carro fazia corridas durante grande parte do dia.  “Ele estava realizado”, garantiu uma familiar, que preferiu não se identificar.

O segundo dos quatro filhos de Maria tratava a mãe com muito amor. “Dizia que queria trocar esta casa por uma chácara para mim, para eu sair da vida de cidade. Ele cresceu aqui”, relata Maria. “Era cheio de sonhos”, acrescenta.

O crime
De acordo com a Polícia Civil, houve uma briga de trânsito e Felype acabou baleado pelas costas. A noiva estava com ele no carro. O suspeito dos disparos, segundo a ocorrência policial, seria Alessandro Guerreira Barros, 27, que está foragido.

Conforme relatos de testemunhas, a discussão teria começado quando um veículo bateu em outro enquanto estacionava. Exaltados, os dois trocaram empurrões e Alessandro teria sacado a arma e disparado.

A sobrinha do suspeito, uma adolescente de 16 anos, estava no carro dele no momento do crime e deu sua versão à polícia. Disse que Felype fazia baliza para estacionar na via. Alessandro tentou passar e acabou atingindo a lateral do veículo da vítima. Ele parou um pouco mais à frente para ver se tinha danificado a lateria, quando o motorista do automóvel atingido reagiu de forma bem alterada.

Ainda de acordo com a garota, Alessandro não xingou a vítima, só dizia: “Calma, você vai me bater?”. Felype teria empurrado o suspeito do crime, após chamá-lo de ”comédia”. Em seguida, virou de costas e seguiu em direção ao seu carro. Nesse momento, Alessandro sacou uma arma de fogo que trazia consigo na cintura e efetuou os disparos no outro condutor, que caiu no chão.

Durante a discussão, a adolescente disse que tentou avisar o tio que o veículo não tinha ficado muito arranhado. Ressaltou que tudo ocorreu em poucos minutos e que, após os disparos, Alessandro falou para ela entrar no automóvel. O suspeito saiu rapidamente do local.

“Vou dar um jeito”
Ainda de acordo com o depoimento, o autor dos disparos teria pedido para a sobrinha não falar nada para a mãe, pois iria dar um jeito de resolver tudo no dia seguinte. A PM conseguiu chegar até a casa da garota. Ela contou o que ocorreu e deu o endereço do tio.

O suspeito, no entanto, não foi encontrado no local. O foragido, segundo a polícia, já tem passagem por tentativa de homicídio.

A vítima foi socorrida por populares e levada ao Hospital Regional do Paranoá (HRPa), mas não resistiu aos ferimentos. Acionada, a Polícia Militar encontrou a arma que teria sido usada no crime na casa da sogra de Alessandro.

A pistola calibre .380, carregada com 10 munições, foi encaminhada à 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), que investiga o caso. O velório do corpo do motorista de Uber será neste sábado (13), a partir das 8h, no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Nesta sexta (12), às 19h, haverá uma passeata saindo do supermercado Barbosa no Itapoã em protesto contra a morte de Felype.

MATERIAL CEDIDO AO METRÓPOLES

 

O acusado
O acusado de assassinar Felype saiu do regime aberto em outubro do ano passado, segundo a delegada Jane Klébia, chefe da 6ª DP. A pistola .380 usada por ele no crime foi apreendida e está sob análise. Alessandro Barros (foto acima) ficou preso durante cinco anos por tentativa de homicídio. A delegada ressalta que o crime anterior foi por motivação passional. Segundo relatos, o suspeito é uma pessoa de “temperamento muito explosivo”.

Não se sabe ao certo como Alessandro conseguiu fugir. Antes de escapar, porém, ele estacionou o carro na casa da irmã. Em seguida, deixou a pistola na residência da sogra e saiu.

Alessandro chegou a contatar a irmã, garantindo que não se entregaria. A PCDF já pediu a preventiva do suspeito, que pode sair ao longo do dia. Alessandro responderá por homicídio duplamente qualificado — motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Se condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de cadeia.

Uma testemunha disse que não é primeira vez que crimes são registrados na avenida comercial da cidade. “Só ouvi o barulho de tiros. Quando vi, já tinha acontecido e já estavam todos prestando socorro à vítima”, disse a balconista de loja. “Ficou um grande tumulto”, relatou outra testemunha, quem também ouviu os disparos à noite.

 

“Tá caindo, tá caindo”, alertou moradora de prédio que desabou no Rio

Juliana Carvalho Moura mora na casa em frente aos dois prédios que desabaram na zona oeste do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (12/4). Ela contou que a moradora do primeiro andar de uma das construções chegou a gritar para tentar alertar os vizinhos do desmoronamento iminente. Pelo menos duas pessoas morreram, sete estão feridas e 17 desaparecidas.

“Eram umas 6h30, e dava pra ouvir muitos estalos, barulho, e a mulher começou a gritar “tá caindo, tá caindo, sai, vai cair”. Achei que era a ribanceira que estava caindo, mas era o prédio”, contou.

Segundo Juliana, quando ela saiu de casa e chegou na rua os dois prédios já tinham desabado. “Era uma nuvem branca de poeira, enorme, não dava pra enxergar nada”, disse. Segundo ela, algumas pessoas podem ter conseguido escapar do desabamento saindo dos prédios por trás, pela mata.

Veja imagens do local:

O porteiro José Carlos de Souza, de 49 anos, sua mulher e a filha de 12 anos escaparam do desabamento dos prédios porque resolveram passar a noite em Ipanema, na zina sul, no prédio onde ele trabalha.

“A gente resolveu ficar por lá porque aqui estava tudo com muita lama desde a tempestade”, explicou Souza, que comprou o apartamento por R$ 60 mil para poder sair da Rocinha, onde morava, muito afetada pela violência. Ele contou que comprou o imóvel ainda na construção e se mudou há três meses.

“Mas eu tive sorte, muita sorte. Melhor que ter ganhado um prêmio. Porque a minha família estava comigo. O prêmio maior é a vida, né?”, afirmou. “De perda material foi tudo, praticamente tudo. Sai da Rocinha por causa da violência, vim pra cá achando que era melhor. A gente vê o prédio pronto, bonito, mas não sabe como é a estrutura.”

Mortes
Pelo menos duas pessoas morreram, um homem e uma criança, e outras três ficaram feridas após o desabamento nesta sexta-feira (12/4), de dois edifícios residenciais na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro.

O Corpo de Bombeiros trabalha incessantemente nos escombros com uma lista de 17 nomes de pessoas que estariam desaparecidas. Eles isolaram a área da tragédia porque outros prédios do entorno estariam em risco iminente de desmoronamento. Cães farejadores estão no local.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou que uma mulher de 35 anos chegou ao Hospital Municipal Lourenço Jorge com um trauma no abdômen e está em procedimento cirúrgico. No início, os órgãos de socorro tinham informado que um homem havia sido resgatado pelos vizinhos e que o mesmo foi levado para um hospital próximo.

Milícias
A comunidade da Muzema é uma área sob o domínio de milícias, grupos paramilitares formados por PMs, militares, agentes penitenciários e civis, que exploram ilegalmente vários negócios Um dos mais conhecidos seria o da construção irregular.

A prefeitura do Rio de Janeiro, que espera divulgar nas próximas horas um balanço inicial sobre vítimas e danos materiais, comunicou que cerca de 60 edifícios da região foram construídos de maneira “irregular” em zonas de “alto risco de desmoronamento”.

Os apartamentos nos prédios irregulares construídos e comercializados por milicianos são vendidos a preços abaixo do mercado. Unidades de dois quartos, com garagem, estavam sendo vendidos por valores que iam de R$ 40 mil a R$ 100 mil. Moradores contam que sabiam que os imóveis eram irregulares, mas que comprá-los era a forma encontrada para conseguir ter um lugar para morar.

O Complexo da Muzema é formado por duas comunidades, a do Cambalacho e a da Muzema. De acordo com o Instituto Pereira Passos (IPP) na favela da Muzema moram pelo menos 4 mil pessoas em 1.528 domicílios. Os números, no entanto, são do Censo de 2010.

Com a expansão da milícia e as construções irregulares, a expectativa é de que a população seja atualmente muito maior. A área ocupada pela comunidade é de 90 mil metros quadrados, segundo registro de 2018.

Chega ao fim um dos Big Brothers mais chatos de todos os tempos

Quando, no início de janeiro, a Rede Globo anunciou os participantes da 19ª edição do Big Brother, os responsáveis pela atração demonstraram que, mais uma vez, apostariam na fórmula das diferenças como combustível para o conflito. E, afinal, quem poderia culpá-los? Em um país polarizado como o Brasil se encontra hoje, por que não bombar ainda mais a audiência do principal reality-show nacional explorando esse contexto… conflituoso?

Daí, junta-se a designer gráfica, percussionista, negra e bissexual ao barman, vendedor de queijos e hétero. E a bacharel de cinema, youtubere vegana com um empresário e criador de cavalos. E a bacharel de direito de Lagoa Santa (MG) de 28 anos com o cientista social especializado em direitos humanos e dramaturgo carioca de 40. E todos prometendo confronto, força e personalidade forte. Um elenco dos sonhos. O que poderia dar errado?

Tirando alguns “percalços” logo no comecinho do programa – participante com patrocinador (proibido pelas regras) ou sendo investigado por assédio e um confuso primeiro Paredão envolvendo todos os brothers e sisters –, os planos de Boninho e Cia. pareciam que iriam se realizar e mais uma edição bem-sucedida do BBB estaria garantida.

Dois grupos distintos logo se formaram – Baile da Gaiola e Villa Mix, como apelidados pelo pessoal aqui de fora –, acentuando ainda mais as diferenças de vivências, formas de pensar e ideias dos envolvidos. Algumas lideranças começaram a surgir. Reuniões, conchavos, complôs e tentativas de combinações de votos foram feitas. A promessa de tudo o que o povo gosta!

No entanto, alguns dos participantes com maior potencial de analisar e movimentar o jogo ou com a personalidade mais curiosa e incômoda do reality não tiveram muito tempo de desenvolver seu maquiavelismo e logo se despediram. Daí, as semanas foram se passando e aquelas ideias diferentes nunca entraram em conflito. E quando ameaçavam entrar – com toda sorte de comentário preconceituoso de cunho racial e religioso –, os participantes que poderiam lutar fogo com fogo preferiram o diálogo, a outra face, a ponderação.

A produção do reality bem que tentou contornar a situação de “paz nos estádios” que reinava na casa mais assistida do Brasil: Tá Com Nadas, Monstros, punições, privações, Jogo da Discórdia e até uma dinâmica na qual os participantes foram obrigados a se acorrentar uns aos outros (que, vamos ser justos, rendeu cenas hilárias envolvendo roncos e malhações involuntárias). A resposta: aplausos para o pôr do sol e joguinhos afetuosos, no qual os brothers e sisters diziam o que mais gostavam uns nos outros.

Antes de se render à exasperada situação, se referindo à estratégia dos participantes como um “jogo do amor, do afeto, do respeito”, Tiago Leifert mostrou as suas garrinhas, com vários puxões de orelha, discursos de eliminação que só faltavam dizer “FAÇAM ALGUMA COISA!!!” e até uma analogia a pôquer que terminou com um “talvez o idiota seja você”.

Novamente, nada que injetasse vida no enfadonho elenco do Big Brother Brasil 19. Apesar dos recordes em noites de eliminação, o programa vai terminar com uma das piores médias de audiência de sua história e um engajamento no Google Trends quase 10 vezes pior que o da edição de 2017, como apontou Chico Barney em sua coluna no UOL.

Os motivos para tamanha morosidade? Além de um erro crasso de avaliação dos responsáveis pelo elenco e de um participante ter confessado que não podia se expressar como gostaria por todas as responsabilidades que ele tem lá (agora aqui) fora, especula-se que a resistência ao conflito seja um reflexo dos tempos atuais, nos quais a promessa de uma carreira por meio de uma rede social bombada, com muitos likes – e, logo, baixa rejeição – e possíveis patrocinadores tenha influenciado o comportamento dos brothers.

Não acho que isso seja verdade e, se for, após o fiasco da atual edição, esse pensamento não terá efeito duradouro nos futuros participantes. Para o bem da Globo e para o bem do reality. Afinal, o Big Brother 20 vem aí.

Sobre a possível vencedora do programa? Não se preocupe. Assim como esse texto não se esforçou em citar nenhum dos participantes por nome e você nem sentiu falta, a memória sobre quem foi quem no BBB 19 logo logo se apagará e ninguém também nem vai notar. E nem uma expulsão no apagar das luzes será capaz de deletar quase quatro meses de não entretenimento.

O fogo no parquinho nunca subiu e aquela forma da diferença como combustível para o conflito? Nunca produziu mais do que uma fraca centelha.