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Luto! Aos 83 anos, morre grande ator que marcou diversas gerações

O público que durante muitos anos acompanharam a série Dallas, uma das mais famosas e lembradas até hoje, acordou com uma triste notícia.

Aos 83 anos, Ken Kercheval, ator americano que se consagrou no papel de Cliff Barnes na série, faleceu. A causa da morte do artista não foi divulgada.

A morte do ator foi confirmada por uma das funcionárias de uma funerária em Indiana, onde Barnes será velado. Kercheval esteve nas 14 temporadas da série, no qual interpretava o rival de J.R. Ewing, personagem vivido por Larry Hagman.

A série trata sobre uma poderosa e influente família petroleira do Texas, Estados Unidos, que vive em meio aos muitos conflitos que apareciam. Curiosamente, Kercheval e Haghman foram os únicos atores a participar de todos os episódios da série, exibida entre os anos de 1978 a 1991.

O seriado fez tanto sucesso nos anos 80, que acabou ganhando um remake entre os anos de 2012 a 2014. Haghman e Kercheval também estiveram presentes em 16 episódios. A carreira do artista americano teve várias passagens marcantes.

Nascido em julho do ano de 1935 em Wolcottville, Indiana, o astro americano esteve em diversos papeis na Broadway, como The Young Abe Lincoln, The Apple Tree e Cabaret. Mas não foi somente na TV e nos palcos que o veterano exerceu sua profissão.

Kercheval também participou de grandes filmes no cinema. Outra série de sucesso em que o ator esteve presente foi ER: Plantão Médico. Ainda não se sabe o horário em que acontecerá o velório e o enterro do astro americano de uma das séries mais consagradas no mundo todo.

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Babado: Festa do Pijama de Ludmilla reúne famosos no Rio

Uma festa do pijama pode ser encarada de várias maneiras, mas a da funkeira carioca Ludmilla foi um babado, como se diz.

A cantora completou 24 anos na última quarta-feira, 24 de abril,  e presenteou seus convidados com uma big festas em uma mansão no Joá, no Rio de Janeiro. A festança contou com a presença de vários famosos e alguns deles ficaram até o final para contemplar o nascer do sol.

Uma das “regras” da festa seria não utilizar os celulares para fazer registros e afins, porém uma turma não deu ouvidos à ordem e algumas imagens foram disponibilidades em suas rede sociais.

Entre os convidados: IZA, Paolla Oliveira, Livia Andrade, Aline Riscado, Pedro Scooby ( ex marido de Luana Piovani) e Mumuzinho.

Para animar a festa, DJs Kathy Maravilha – empresariada por Ludmilla – e a DJ Thammy, que rebolaram a noite toda, tendo como ponto alto as dicas da aniversariante sobre como fazer os passos da coreografia de ‘Onda Diferente’, seu hit recém-lançado em parceria com Anitta.

Uma das que mais chamava atenção na noite era a jurada do programa Silvio Santos, Lívia Andrade, que caprichou ao dançar até o chão ao som do funk. Apesar de usar um longo robe pink com transparência, a lingerie fio-dental chamou atenção da turma.

Fotos: reprodução Internet e Ag News.

Facada em Bolsonaro tem novidade e Polícia Federal se pronuncia

A Polícia Federal se pronunciou sobre o caso que envolve a facada no presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Após a entidade revelar que não tinha provas de que Adélio Bispo agiu sob mando de terceiros, agora a Polícia Federal pede mais tempo. A visão é que ainda falta muita coisa a ser descoberta.

A reviravolta surpreendente do caso deve aumentar a investigação em pelo menos mais noventa dias. Isso porque, segundo o delegado que apura a facada em Jair Bolsonaro, ainda faltam muitas pessoas a serem ouvidas sobre o caso. Adélio continua preso.

O delegado Rodrigo Morais Fernandes justifica o pedido de extensão com o aparecimento de algumas questões, uma delas é uma suposta fraude que envolve a rede social de Adélio. Rodrigo fez o pedido ao Ministério Público de Minas Gerais, que ainda não se pronunciou sobre a solicitação.

Além das redes sociais, outros exames periciais ainda necessitam ser feitos pela Polícia Federal. Vale lembrar que, nas redes sociais, Jair Bolsonaro sempre acusou um suposto grupo de querer que ele fique longe do poder. Adélio, no passado, foi filiado ao PSOL.

A finalidade do inquérito é descobrir se Adélio teve a ajuda de alguém ou de alguma organização criminosa. Ele foi preso logo após o ato e as investigações realizadas até agora apontam que ele agiu sozinho por discordar politicamente de Bolsonaro.

Se o novo prazo for concedido, a PF também espera durante este período obter da Justiça a liberação para análise dos materiais apreendidos com o advogado de defesa Zanone Manuel de Oliveira Júnior.

TRAGÉDIA EM MURIQUI!! QUATRO HOMENS ASSASSINADOS

MORADORES DE NOVA IGUAÇU SÃO ASSASSINADOS EM MURIQUI

Quatro amigos saíram de Nova Iguaçu e foram pescar em muriqui e foram atacados por criminosos.
(Anderson e Arthur, Vinícius e Alex) ,eles sairam dia 23 a tarde para pescar em muriqui e foram atacados por criminosos daquela região , o veículo do Anderson foi encontrado abandonado todo aberto e com as coisas pessoais dentro do carro no viaduto de itaguai, os parentes investigaram por conta própria e encontraram dois corpos no matagal de muriqui, sendo reconhecido como Alex e Vinicius, já Anderson foi localizado no hospital de Itaguaí com ferimentos graves de arma de fogo,o Artur ainda não foi encontrado,todos eles são moradores do rosa dos ventos Nova Iguaçu.

URGENTE: Escola em Campo Grande suspende aulas por causa de ameaça de massacre

 Informações ainda não confirmadas, dão conta de que a Escola Jair Tavares de Oliveira, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, teria suspendido as aulas nesta quinta-feira, 25 de abril, se estendendo à sexta-feira, por conta de uma suposta ameaça de massacre. Uma página, no mínimo, sinistra conta com algumas publicações do suposto autor das ameaças.

Uma mãe entrou em contato com o ACG News, passando a informação. “Minha filha chegou em casa agora, dizendo que a escola dela está sendo ameaçada de massacre. Ela também disse que parece que outras escolas estão sofrendo o mesmo tipo de ameaça”, disse a mãe que preferiu não ser identificada.

 

Um funcionário da escola confirmou que as aulas foram suspensas mas não quis dar mais detalhes. Ainda não há previsão de retorno das atividades.

Orangotango luta contra escavadeira para salvar sua floresta de desmatamento

m orangotango que vivia em uma floresta tropical na Indonésia se tornou símbolo da luta contra o desmatamento. Isso porque, em 2013, ele foi protagonista de uma cena triste e comovente. Em um vídeo que foi muito compartilhado nas redes sociais, ele aparece sobre uma das últimas árvores de sua floresta que ainda não tinham sido derrubadas por homens e máquinas. O animal corre sobre o tronco e parece tentar parar a escavadeira com as próprias mãos.

A cada ano, o desmatamento acaba com mais de um milhão de hectares de mata nativa na floresta da Indonésia, o que afeta diretamente a biodiversidade local. Uma das espécies mais afetadas são os orangotangos, cuja população caiu pela metade nos últimos 16 anos.

Veja o vídeo

De acordo com a International Animal Rescue – ONG que realiza resgate de animais – , uma equipe de voluntários conseguiu resgatar o orangotango do vídeo quatro anos atrás, mas milhares de outros animais seguem ameaçados pelo desmatamento.

A International Animal Rescue recolhe doações para combater o problema do desmatamento das florestas. A cada 5 libras (cerca de R$25), eles prometem plantar uma árvore.

Aula de português termina muito mal e aluno esfaqueia professor na frente de todo mundo

Um aluno de 17 anos esfaqueou o professor de língua portuguesa da Escola Estadual Antonio Franco Ferreira da Costa, em Formosa do Oeste, na tarde de terça-feira (23). As informações foram confirmadas pela Polícia Civil, de acordo com o portal G1.

Segundo as informações, o aluno de 17 anos atingiu o professor com golpes de faca, saiu correu e fugiu em uma motocicleta. A Polícia Militar foi acionada e iniciu busca atrás do jovem. Ele foi encontrado pouco tempo depois e encaminhado à delegacia junto com a mãe.

A facada atingiu a perna do professor e ele foi encaminhado ao Pronto Socorro da cidade. Ainda na terça-feira, o profissional de educação recebeu alta e deixou o local. A Secretaria de Estado da Educação (Seed) lamentou o ocorrido.

“A Secretaria da Educação do Paraná informa que tomou conhecimento de que um professor do Colégio Estadual Antonio Franco Ferreira da Costa, localizado no município de Formosa do Oeste, sofreu ferimentos que teriam sido provocados por um aluno”, diz um trecho da nota.

A Seed afirmou ainda que a equipe diretiva tomou as medidas necessárias diante do caso e acionou o Núcleo Regional de Educação, a polícia, o Batalhção da Patrulha Escolar Comunitária (BPEC) e o Conselho Tutelar para acompanharem o caso.

A nota diz ainda que o professor recebeu todo o apoio necessário neste momento difícil. Além dele, os demais funcionários da escola, o aluno que esfaqueou o professor, e seus pais também serão acompanhados de perto. A situação deixou todo mundo muito abalado.

Chai Suede e Laura Neiva estão grávidos

Laura Neiva e Chay Suede vão ser papais pela primeira vez. Casada desde fevereiro com o ator, a atriz de 25 anos entrou no segundo mês de gravidez, realizando um sonho de ser mãe cedo.

Laura e Chay engataram o namoro no segundo semestre de 2014 e assumiram a relação em setembro daquele ano. Mas em abril de 2016, o namoro chegou ao fim. Em menos de dois meses, o casal já havia retomado o relacionamento.

No ano seguinte, ele pediu a namorada em casamento durante participação no “Amor & Sexo”. Porém, em julho de 2018, o noivado ganhou um ponto final. Já em novembro, os atores voltaram pela segunda vez. E no início do ano, passaram a exibir alianças de compromisso.

Por várias vezes, a atriz revelou que sonhava com a maternidade e que queria engravidar cedo. Dias após o casamento com Chay, Laura reafirmou o desejo de ficar grávida.

“Eu sempre quis ter um bebê, mas estou aproveitando muito essa fase de casada, com dois filhotes de cachorro que já dão uma demanda, mas vai que um dia…”, disse a jovem, citando a diferença da vida de casada. “Como a gente morava junto desde sempre, sempre me senti uma mulher casada e ele também, tanto que ele me apresentava como mulher dele e não namorada. Então, já tinha tinha esse peso, responsabilidade… mas agora eu tenho mais ainda a sensação de família e é muito bom”, comemora.

Xuxa revela: “A Sasha sempre fala para eu experimentar maconha”

A atriz Luana Piovani vai estrear em breve um programa só seu. Entre vários de seus convidados e assuntos, ela conversou com Xuxa Meneghel em um papo cheio de sinceridade, em que a mãe de Sasha fez uma revelação surpreendente.

O colunista Leo Dias, que mantém um blog no portal UOL, teve acesso nesta quarta-feira (24) ao teaser da nova atração de Piovani. Seu programa se chamará Luana é de Lua e será exibido a partir do mês de junho no Canal E!. O dia da estreia ainda não foi confirmado.

 

No teaser, é possível visualizar Luana Piovani invadindo os bastidores de um filme pornô. Um dos vídeos dessa visita, inclusive, viralizou há algumas semanas nas redes sociais e a apresentadora virou notícia na ocasião.

 

Piovani recebe convidada ilustre

Uma das convidadas mais especiais de Luana Piovani será a apresentadora Xuxa Meneghel. A profissional da Record, que é bem conhecida por sua sinceridade, conversou sobre vários temas.

Em um dos momentos do teaser, a apresentadora do Dancing Brasil fala abertamente de Sasha já ter usado maconha. “Minha filha sempre fala: ‘Mãe, você tem certeza que não quer provar maconha?”, contou.

Piovani, inclusive, aproveitou e fez um pedido: “Olha, quando a Sasha estiver por aqui por perto, por favor, me mande avisar”, brincou.

Segundo Leo Dias, o Luana é de Lua terá, a princípio, 10 episódios de 30 minutos cada.

Mãe reencontra filho roubado na porta de hospital há 38 anos

Desde 11 de fevereiro de 1981, não houve um dia sequer em que Sueli Gomes da Silva Rochedo, 56 anos (foto principal), não tivesse pensado no pequeno Luís Miguel. Naquele mês e ano, o recém-nascido foi roubado dos braços da mulher logo após ela sair do Hospital Regional do Gama (HRG), onde deu à luz. Trinta e oito anos depois, a angústia chega ao fim. Após seis anos de investigação policial, o filho foi encontrado. A confirmação veio de um exame de DNA, cujo resultado saiu nessa quarta-feira (24/04/19).

Os dois ainda não se encontraram, pois o filho mora em João Pessoa (PB). Mas a mulher não se aguenta de ansiedade para abrir um novo capítulo dessa história, que começou em 1972. Então com nove anos, órfã de mãe e abandonada pelo pai, Sueli e os quatro irmãos (três meninas e um garoto) foram levados pelo avô a um orfanato em Corumbá de Goiás (GO), cidade a 125 quilômetros de Brasília.

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Em função de os envolvidos na história já terem morrido ou estarem em idade muito avançada, sem condições de se defenderem, o Metrópoles optou por identificar apenas mãe e filho, além do delegado que investigou o caso.

Sueli conta que aos 13 anos teria sido estuprada pelo filho da administradora da instituição. A violência sexual ocorreu outras vezes. Ela tentou se matar, ingerindo veneno para formiga. Pediu ajuda à mulher, que ignorou os abusos que a adolescente sofria. Acabou grávida e enviada a Brasília, morar na casa de um casal conhecido da dona do orfanato. Ficou no local até o nascimento da filha Juliana, registrada apenas com o nome da mãe.

As duas permaneceram na capital. Sem ter a quem recorrer, Sueli disse que continuou a trabalhar para a dona do orfanato, que também seria proprietária de uma escola infantil no Guará. Mãe e filha continuaram a morar com o mesmo casal.

Em maio de 1980, Sueli conheceu um policial militar com que manteve um breve relacionamento. Na época, o homem estava de partida para o Canadá e não teria ficado sabendo que a namorada havia engravidado. “Foi tudo muito rápido. Tivemos um relacionamento de cerca de três meses. Não sabia mais como encontrá-lo, mas tinha certeza que queria ter e cuidar do meu filho”, disse Sueli.

De acordo com ela, a dona do orfanato não teria acreditado na história. Achava que a criança seria fruto de uma nova investida do filho dela. Por isso, teria ordenado ao casal que mantivesse Sueli trancada em casa até que o bebê nascesse. Em 9 de fevereiro de 1981, Luís Miguel veio ao mundo, no Hospital Regional do Gama (HRG).

 

Filho levado
Quando saiu da maternidade, disse que teria sido recebida pelo casal com o qual morava e uma mulher que tinha um lenço amarrado na cabeça. Pediram que ela fosse ao orelhão ligar para a dona do orfanato. A conversa não foi nada amistosa: “Ela disse que eu devia entregar meu filho para adoção, já que não tinha condições de criá-lo. Caso contrário, ia mandar os meus irmãos para um abrigo de menores infratores”.

“Implorei, supliquei, mas ela não me deixava falar, bateu o telefone e, quando voltei em direção ao carro, em prantos, meu filho já não estava lá. A mulher que usava lenço no cabelo também desapareceu”, lembrou.

Fragilizada, ela permaneceu trabalhando e morando no mesmo local, ainda sob influência da dona do orfanato, por mais de 20 anos. Nesse período, Sueli casou, teve outro filho, perdeu a filha mais velha após um choque anafilático e só conseguiu independência financeira em 2004, quando foi aprovada em um concurso público no Governo do DF.

Revelação
Apenas em 2012, entretanto, ela se sentiu livre para procurar o filho. Naquele ano, a dona do orfanato morreu. Antes, muito debilitada, teria feito uma revelação a uma das irmãs de Sueli: o médico que fez o pré-natal de Luís Miguel poderia saber do paradeiro do bebê desaparecido. Na época, ela até conseguiu localizar o profissional. Questionado sobre o caso, porém, ele negou qualquer participação no sumiço do menor.

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Com apenas o cartão do registro na maternidade do HRG e as poucas lembranças do filho, Sueli pensava em como Luis Miguel estaria, a altura a que havia chegado, do que gostava ou se um dia poderia tocá-lo e ouvir a voz dele. Em todo esse tempo, a única informação que podia ajudá-la nas buscas era de que o bebê havia nascido com uma uma anomalia chamada de sindactilia, quando dois dedos dos pés ou das mãos são grudados.

Ao Metrópoles, ela detalhou que, por muitos anos, foi convencida de que o bebê havia morrido. “A dona do orfanato em que cresci me dizia para eu parar de procurá-lo pois, provavelmente, ele já estava morto. Mas sentia que não era verdade. Sabia que ele estava vivo. Orava todos os dias pela vida dele”, afirmou, emocionada.

JP RODRIGUES/METRÓPOLES

Sueli Gomes da Silva Rochedo e a carta enviada ao MPF

 

Em 30 de julho de 2013, ela escreveu, à mão, uma carta enviada à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal (MPF). No texto, Sueli explica o motivo de só procurar as autoridades após mais de 30 anos dos fatos: “Passei muito tempo paralisada em pequenos trilhos, acreditando que, mesmo impotente, deveria ter feito algo no dia. Gritar, pedir socorro. Acredito que a Justiça teria me ouvido. Mas estou certa de que vou encontrar meu filho, covardemente tirado de mim”.

No documento, ela escreveu em detalhes toda a sua história desde 1972. E, finalmente, foi ouvida. A denúncia deu origem a um inquérito instaurado no mesmo ano, na 14ª Delegacia de Polícia (Gama). Com base no relato, os policiais iniciaram uma investigação complexa, que mudaria não só a vida de Sueli, mas do filho e da própria equipe envolvida nas diligências.

 

Criatividade e persistência
Para solucionar o caso quase quatro décadas depois, os policiais tiveram que mergulhar na história de Sueli, conhecer os personagens que fizeram parte da vida dela, adotar técnicas diferenciadas de investigação, ter criatividade e, principalmente, persistência. À época, documentos não eram digitalizados, e alguns envolvidos já haviam falecido ou se mudado do Distrito Federal, lembrou o delegado responsável pelo inquérito, Murilo de Oliveira Freitas.

O que nos motivou durante todos esses anos foi a possibilidade de propiciar um encontro. Os crimes que teriam ocorrido eram graves. Porém, muitos estavam prescritos. Nosso propulsor foi promover esse reencontro de Sueli com um pedaço de si mesma. Foi impossível não nos sensibilizarmos com a história. Instigou, até o fim, o mais cético dos investigadores“
Murilo de Oliveira Freitas, delegado responsável pelo inquérito

Com a dona do orfanato morta, os investigadores não tinham muitas pistas para iniciar a apuração. Procuraram o casal com o qual Sueli morou por muitos anos. Com idade avançada, eles não cooperaram muito. Inúmeras buscas foram feitas no arquivo do HRG e em cartórios da cidade.

“Encontramos salas inteiras abarrotadas de documentos. O prontuário de Sueli não foi localizado, desapareceu. Muitas vezes não sabíamos o que procurar. Não tínhamos o nome em que a criança foi registrada ou até mesmo se a data de nascimento nessa certidão estaria correta”, explicou o delegado Murilo Freitas.

 

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No ano passado, o médico responsável pelo parto foi ouvido pela Polícia Civil. Voltou a dizer que não tinha envolvimento e não se recordava bem do caso. Mas a mulher dele lembrou de uma informação que foi fundamental para a conclusão do caso. Disse que o porteiro do prédio em que eles moravam à época, na 103 Sul, conhecia a dona do orfanato em que Sueli morou. Segundo a mulher, ele poderia ter pego e cuidado da criança.

CRISTIANO SILVA GOMES/ARTE/METRÓPOLES

Disse ainda aos investigadores o nome da mulher e informou que ela teria sido professora em uma escola no Gama. “O que parecia ser uma boa pista nos colocou novamente diante de novas dificuldades. Não existia qualquer registro de funcionários no prédio referente aos anos de 1980 e 1983. O nome dado pelo médico estava incorreto”, explicou o delegado.

Os policiais recorreram à Secretaria de Educação em busca de algum dado que os pudesse levar até a professora. Mas sem o nome completo da docente as buscas foram frustradas. “Ninguém sabia se ela trabalhava em escola particular ou pública. Nesse momento, não tínhamos nem a certeza de que essa professora, de fato, existiu”, ressaltou o policial.

 

Postagem no Instagram
No final de 2018, entretanto, uma publicação no Instagram deu novo gás à investigação. Tratava-se de um texto de protesto, em que familiares de uma mulher cobravam esclarecimentos sobre a morte dela, na cidade de Arara, na Paraíba. O nome batia com o que fora informado pela esposa do médico. Era a companheira do porteiro.

Com a nova pista, as investigações foram concentradas no cartório do município paraibano. Após apurações, os policiais encontraram a família do casal. Descobriram que eles tiveram dois filhos. Um deles, Ricardo Santos Araújo, com 38 anos. Os policiais apuraram, ainda, que a família residia em Brasília em 1981, data do parto de Luís Miguel.

Segundo os policiais, Ricardo e a irmã sabiam que eram adotados, mas não tinham conhecimento sobre suas mães biológicas. Acreditavam que tinham sido colocados de forma voluntária para adoção. Com fortes indícios de que Ricardo seria o bebê sequestrado na porta do Hospital Regional do Gama, o entrevistaram por telefone.

“Foi uma ligação difícil. Era necessário uma sensibilidade ímpar. A princípio, ele não se mostrou fechado à possibilidade de a mãe biológica o procurar. Mas disse que não tinha interesse na história. Quatro dias depois, eu retornei e ele estava diferente. Afirmou que não conseguia dormir e queria entender o que aconteceu. Também confirmou que nasceu com sindactilia e operou ainda criança”, lembrou o delegado.

Daí para o exame de DNA foi um pulo. Sueli ainda não encontrou ou falou com Ricardo. A comunicação entre os dois é intermediada pela polícia. “Soube que ele leu a carta que escrevi e deu início a isso tudo. Está disposto a me conhecer. Não quero falar com o meu filho por telefone ou mensagem. Preciso abraçá-lo e quero que ele coloque o número dele no meu celular para, a partir daí, iniciarmos a nossa história”. O esperado encontro deve ocorrer nos próximos dias.