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Mulher é assassinada pela companheira em Barra Mansa

Uma mulher foi assassinada pela companheira em Barra Mansa, no Sul do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu na casa delas, na Rua Boa Esperança, no bairro Vila Coringa. A PM informou que a vítima foi identificada como Natiele Caitano dos Santos, de 33 anos.

De acordo com a PM, as duas começaram a discutir e se agredir. Em seguida, a autora do crime, também de 33 anos, matou a mulher. A suspeita, Sabrina Amaro, mandou mensagem no WhatsApp para a mãe dela contando do crime e pegou carona em um caminhão, sem contar o destino.

O corpo de Natiele foi encontrado na noite de quinta-feira (14) próximo à cama do quarto da residência. Ele já estava em estado de decomposição e foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Volta Redonda. O caso foi registrado na delegacia de Barra Mansa, onde foi verificado que a vítima tinha mais de 20 passagens pela polícia e a autora do crime, duas. Natiele era de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e estava há pouco tempo em Barra Mansa.

O corpo passava por necrópsia, e não havia informações sobre a causa da morte até a publicação desta reportagem. A PM informou que a morte pode ter sido provocada por estrangulamento.

Jovem perde namorado em batida e se apaixona por socorrista

“O Paulo me trouxe o sorriso de volta. Havia perdido o gosto de viver e ele me fez querer isso novamente”. É dessa maneira que a universitária Katriana Braga do Nascimento, de 21 anos, define seu relacionamento com o bombeiro Paulo Gomes Júnior, de 23, que começou após um grande trauma da jovem. Em 2009, a estudante sofreu um grave acidente de carro e acabou perdendo o namorado. Resgatada por bombeiros, após a recuperação ela foi até o quartel de Cachoeiro de Itapemirim, município que mora, ao Sul do Espírito Santo, e acabou conhecendo o atual companheiro. A relação de amizade foi o ponto de partida para o amor.

Por conta do acidente, Katriana ficou muito machucada e teve que permanecer internada por cinco dias. Não precisou realizar nenhuma cirurgia, mas uma lesão no braço a deixou presa à sessões de fisioterapia por alguns meses. “Depois que o Luan, meu namorado antes do Paulo, morreu, minha vida perdeu o sentido. Não tive mais vontade de nada, tudo perdeu a graça. Pensava que tão cedo eu não queria me envolver com mais ninguém. Foi um momento muito difícil na minha vida”, relatou.

Minha vida tinha perdido o sentido. O Paulo me trouxe o sorriso de volta”
Katriana Braga do Nascimento , universitária

Recuperada fisicamente, ela foi até o quartel do município para agradecer aos profissionais que a haviam resgatado e acabou conhecendo Paulo. Segundo o militar, a atração foi à primeira vista. “Quando a vi pela primeira vez já notei algo diferente, vi que era especial. Procurei ela em uma rede social e começamos a conversar. Depois pedi o telefone”, lembrou.

O relacionamento entre a universitária e o bombeiro, de fato, começou apenas depois de um ano que o casal se conheceu. “Não me sentia preparada para outro namoro depois de tudo o que me aconteceu, mas o Paulo soube esperar. Tudo começou como amizade, ele me dava forças para eu ir retomando a minha vida. Só depois de mais de um ano que já nos conhecíamos que eu realmente consegui me render a esse sentimento, que descobri ser amor. Ele teve aquele gostinho da conquista”, explicou Katriana.

Dia dos Namorados
O Dia dos Namorados é comemorado no Brasil no dia 12 de junho, nesta quarta-feira, mas o casal contou que resolveu se antecipar. Paulo está há dois meses em Brasília fazendo um curso de Tripulante Operacional, para bombeiros que querem trabalhar em helicópteros. Para não deixarem de comemorar a data, Katriana seguiu para a capital do Brasil nesta quinta-feira (6). “Vamos aproveitar para ir a alguma lugar diferente em Brasília, cidade que eu nunca estive. Acredito que vai ser bem marcante”, disse a jovem.

A universitária considera a data especial e contou que ela e o namorado sempre se presenteiam. “O meu aniversário é no dia 14, então às vezes aproveitamos para comemorar as duas datas juntas. Uma vez ele preparou uma festa surpresa para mim. Mas não é só nessa época que ele me surpreende, já aconteceu de me presentear fora desses dias”, lembrou.

Namorados passaram a fazer rapel juntos
(Foto: Paulo Gomes Junior/ Arquivo Pessoal)

Sintonia
A estudante disse que a confiança, amizade e companheirismo dos dois estão entre os principais motivos para o relacionamento dar certo, mas destacou a sintonia entre eles como uma característica especial do namoro.

“Temos muitos gostos em comum, mas quando isso não acontece, procuramos aceitar a preferência do outro. Acho importante lidar com as diferenças. Tento gostar de fazer as mesmas coisas que ele e um exemplo disso é o rapel. Antes eu morria de medo só de olhar, mas venci isso, hoje acompanho ele e acho super legal. Sempre procuro apoiar as decisões dele também, como no caso desse curso de Brasília. Eu sabia que teríamos que ficar um bom tempo sem nos ver, mas entendi que seria o melhor para ele”, falou.

O casal não deixou de acrescentar que também tem seus “altos e baixos”, como na maioria dos namoros, mas que isso nunca abalou o relacionamento. Para o bombeiro, o amor entre eles é obra do destino. “Acredito nisso, mas o destino pra mim tem nome, Deus. Tudo que acontece é planejado por Ele”, definiu Paulo.

Incentivo para profissão
Katriana é estudante do curso de Educação Física e também trabalha como recepcionista, mas depois que conheceu Paulo descobriu o que realmente quer para o futuro: ser bombeira, assim como o namorado.

A decisão foi tomada há pouco tempo e, por isso, ainda não foi possível tentar nenhum concurso, mas a universitária declarou que já se prepara para o próximo. “Acho que tem uma prova para o início do ano que vem. Essa minha decisão foi gradativa, pois após o meu acidente passei a admirar o trabalho dos bombeiros, é uma profissão muito bonita. O Paulo me incentiva muito a isso, ele foi a minha inspiração”, disse.

Ela ainda contou que o aprendizado no curso da faculdade também vai ajudar no futuro trabalho. “Eu não tinha nenhuma ambição de emprego antes, mas então entrei para o curso de Educação Física e percebo que a minha formação vai me ajudar muito como bombeira. Pretendo atuar nessa área física da corporação”, explicou a universitária.

Para Paulo, a escolha da namorada demonstra, mais uma vez, a sintonia entre o casal. “Eu dou muito incentivo e torço muito para que ela consiga realizar esse sonho. Ser bombeiro é o que eu mais gosto de fazer e é o que eu quero continuar fazendo o resto da minha vida. Ter ela para me acompanhar nessa carreira seria ótimo”, falou.

Contratação de Porteiros para as escolas municipais do Rio está em fase de licitação

Foi dada a largada para a contratação de Porteiros (Controladores de Acesso) pela SME- Secretaria Municipal de Educação do Rio. Foi publicado no Diário Oficial, página 15, dia 15 de março de 2019. Há uma grande necessidade de contratação destes profissionais, ainda mais com esta triste onda de violência pelo Brasil. Confira a publicação abaixo.

 

 

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Despacho do Subsecretário de Gestão

 

Expediente de 14/03/2019

 

Processo n° 07/008450/2018

 

Autorizo a abertura de licitação, na modalidade Pregão Eletrônico/SRP, no valor estimado de R$ 80.000.370,00 (oitenta milhões e trezentos e setenta reais), cujo objeto refere-se a prestação de serviço de agenciamento de controlador de acesso.

Mulher fica totalmente careca seis meses após nascimento do filho

Rima Theisen, 37 anos, perdeu todos os pelos do corpo após dar à luz seu segundo filho, atualmente com 17 meses. De acordo com relato da britânica, os primeiros fios começaram a cair logo depois do parto de Tennyson, o primogênito, de 3 anos. Desde então, sua vida mudou.

“Muitos fios estavam saindo na escova”, conta ela. Cerca de seis meses após o nascimento do mais velho, veio o choque. “Eu também comecei a encontrar pedaços de cabelo no chão. Pesquisei na internet e descobri que a perda de cabelo pós-parto é normal”, relembra.

A mulher explica que era dona de uma cabeleira vasta, portanto, a perda de alguns fios não apresentou diferença em seu visual. Contudo, novamente, seis meses depois de Clementine vir ao mundo, “mais e mais cabelo estava caindo”. “Fui ao meu médico e ele me tranquilizou: ‘Alguma perda de cabelo é normal após a gravidez’.”

“Mas em apenas quatro semanas, foi muito pior do que antes. Toda vez que eu tomava banho, meu cabelo saía em punhados”, diz Rima, que passou a não conseguir disfarçar as falhas no couro cabeludo. A britânica admite ter sofrido crises de autoestima. Porém, decidiu assumir a careca com a ajuda do marido e de familiares.

No trabalho, perguntavam se ela lutava contra um câncer. A situação piorou quando Rima perdeu as sobrancelhas e todos os pelos restantes do corpo. “Meu rosto parecia estranho e alienígena”, lamenta. Rima, contudo, tatuou sobrancelhas e aderiu aos cílios postiços.

Agora, a mulher – diagnosticada com uma forma de alopécia – se conforma com sua aparência. “Com o passar dos meses, sem nenhum sinal de crescimento natural, aceitei que meu cabelo provavelmente se foi para sempre”, diz, segundo a revista Crescer.

É normal perder cabelo pós-parto?

De acordo com a dermatologista Alciara Lima Cubo, da Associação Brasileira de Dermatologia, perder cabelo após dar à luz é normal. Chamado de eflúvio telógeno, o processo se dá devido aos hormônios acelerados que, durante a gestação, faz com que os fios cresçam e fiquem mais fortes. Passada a gravidez, estes fios caem.

Porém, diante do caso de Rima Theissen, Alciara explica que a britânica sofreu com outro processo, denominado alopecia areata. Considerada uma doença, não tem causa padrão, mas pode ocorrer devido a fatores de estresse, anemia, fatores imunológicos e tendência genética. Nos homens, da mesma forma.

Conforme a dermatologista, pessoas como Rima são aconselhadas a fazerem tratamento que podem ou não gerar resultados a fim de resgatar os fios. “Em torno de um ano, a tendência é que a pessoa recupere o cabelo perdido”, diz a especialista. Ela contrasta, afirmando que tudo dependerá de como o paciente responderá ao processo. Por último, Alciara conclui que a alopecia areata não é grave.

 

Atriz da Globo é elogiada por fãs após ficar nua e mostrar estrias

A atriz Alice Milagres, conhecida por seu papel em Malhação: Vidas Brasileiras, arrancou elogios dos seguidores no Instagram. A intérprete de Maria Alice postou uma foto nua, em que deixa as estrias evidentes.

Com o clique, muitos seguidores se sentiram representados. A imagem foi postada no Instagram, na noite desta segunda-feira (11/3), com a legenda: “Pele”. Rapidamente a publicação ganhou quase 40 mil curtidas.

A atriz é filha da comediante Gorete Milagres, conhecida por interpretar a personagem Filó, no SBT. Nos comentários, é possível ver mensagens como: “Você me representa tanto, obrigada por ser luz e existir”, “Uau, belíssima” e “Mas é uma sereia mesmo”.

 

Menina pede para distribuir quentinhas a moradores de rua no seu aniversário de 8 anos no RJ

A menina Adrielly, do Rio de Janeiro, pediu aos seus pais para entregar quentinhas a pessoas em situação de rua no seu aniversário de 8 anos, no dia 10 fevereiro. Foi o único “presente” que ela quis ganhar numa data tão especial.

A mãe, Luciana Machado, contou ao Razões para Acreditar que no início não levou muito a sério o pedido da filha. Mas conforme o aniversário se aproximava, “ela continuava falando que queria sair para distribuir quentinhas para pessoas que não tinham o que comer”.

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Luciana e o pai de Adrielly, Ricardo Soares, toparam fazer as quentinhas após a menina insistir muito. Mas eles nem precisaram. Um dia antes do aniversário da filha, Luciana trabalhou numa festa onde foi servido feijoada. A dona da festa faz aniversário junto com Adrielly. “Eu comentei com ela o que minha filha tinha pedido.”

Luciana ganhou toda a feijoada que sobrou no final da festa para realizar o pedido de aniversário da filha. “Iríamos fazer outro tipo de comida, mas como recebemos essa doação, só completamos”, disse Luciana. Adrielly e os pais distribuíram 50 quentinhas para moradores em situação de rua em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

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Mas antes de distribuírem as quentinhas Luciana e Ricardo cantaram parabéns pra filha. “Compramos um bolo pra ela cantamos parabéns. Depois veio um amigo ajudar a gente a levar as quentinhas”, conta Luciana. E o que Adrielly estava sentindo naquele momento?

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Adrielly e Luciana

“Quando entramos no carro do nosso amigo a Adrielly disse que era o melhor aniversário que ela já teve. Queria até levar o bolo para cantar parabéns com eles. Mas o bolo foi pequeno, não daria para todo mundo”, lembra Luciana, orgulhosa da atitude da filha.

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“Eu fiquei muito orgulhosa, pois ela estava fazendo 8 anos. Com o pensamento nas pessoas que não teriam o que comer. Ela entregou as quentinhas com um sorriso de felicidade no rosto inexplicável. E disse que queria entregar mais vezes”, completa.

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Cielo oferece vagas de emprego com chances em 15 cargos

A Cielo, empresa de tecnologia e serviços para o varejo, divulgou oportunidades de emprego para preenchimento de vagas em 15 cargos na empresa. A empresa procura entre os seus colaboradores aqueles com perfil, competências, habilidades e conhecimentos técnicos compatíveis com a posição em aberto.

A empresa oferece um portfólio de soluções inteligentes e conectadas entre si para atender às necessidades de mais de 1,6 milhão de clientes ativos, desde empreendedores até os maiores varejistas do país.

“Lideramos o segmento de pagamentos eletrônicos na América Latina e nos tornamos uma das dez maiores corporações brasileiras em valor de mercado. Em 2016, capturamos em nossas plataformas mais de 6 bilhões de transações e R$ 585 bilhões em volume financeiro”, descreve a empresa.

“Nossa missão é encantar nossos clientes com as melhores soluções de uma empresa líder, rentável e sustentável com colaboradores apaixonados. Inquietos, somos máquina, internet, celular e o que mais vier. Acreditamos que nenhum negócio nasceu para ficar parado e a nossa vocação é despertar essa mesma inquietude em cada um dos nossos clientes”, conclui.

Vagas

As oportunidades divulgadas são destinadas aos cargos de:

 

  • Analista de Desenvolvimento Comercial II;
  • Analista de Gestão de Cobrança (Backoffice);
  • Analista de Processos Financeiros;
  • Analista Sr Business Analytics;
  • Coordenador Desenvolvimento Comercial;
  • Coordenador Desenvolvimento Financeiro;
  • Especialista de Estratégia de Retenção Preditiva/ Cliente;
  • Especialista em CRM/ DBM;
  • Especialista em Desenvolvimento Comercial (DBM/ CRM);
  • Especialista em Desenvolvimento Comercial I;
  • Especialista em Produtos; Especialista Mainframe;
  • Gerente de Churn;
  • Supervisor Comercial Hunter.

Inscrição

Os interessados em concorrer a uma das vagas poderão se inscrever através do site: https://cielo.gupy.io/

Dormir para esquecer a fome

A fome dá sono. A fome deixa traumas nas vítimas para o resto da vida. E, em muitas famílias pobres da periferia do Rio de Janeiro, a fome atravessa gerações.

A fome é descrita por algumas mães como uma dor física que atinge o estômago como um soco. Para outras, ela é acompanhada de um sofrimento emocional imensurável quando não conseguem alimentar adequadamente os filhos pequenos ou têm de enganá-los com alguma coisa que não seja comida de verdade. Quando o alimento é insuficiente em casa, a mãe deixa de comer para alimentar os pequenos.

Essas histórias das mulheres chefes de família para alimentar e criar os filhos estão a apenas 80 quilômetros do centro do Rio de Janeiro, no segundo estado mais rico do país, no município de Japeri, onde há bolsões de pobreza e de fome. O município tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região metropolitana.

Ana Lúcia Araújo/Agência Pública
A precariedade nos serviços públicos é uma rotina em Engenheiro Pedreira, distrito de Japeri
A miséria é agravada pela violência e pelo desemprego. Três facções de tráfico de drogas – Amigos dos Amigos, Comando Vermelho e Terceiro Comando – disputam o controle de territórios, o que dificulta a circulação e a busca por emprego. Os jornalistas que chegam ao município são aconselhados a circular com as janelas do carro abertas e com o pisca alerta ligado para que os bandidos não os confundam com a polícia ou com integrantes de facções rivais.

Por causa dessa violência, dois dos sete Centros de Assistência Social (Cras) da prefeitura ficaram fechados no segundo semestre de 2018. Os tiroteios ocorrem a qualquer hora do dia ou da noite e nenhum bairro de Japeri é considerado seguro. Nem mesmo Engenheiro Pedreira, distrito que concentra a maior parte da população, do comércio e dos serviços bancários.

Com uma população de 103 mil habitantes estimada pelo IBGE, Japeri tinha 10.323 beneficiários do programa Bolsa Família em dezembro de 2018. Nossa reportagem localizou mulheres em situação de extrema pobreza que hoje não recebem o benefício por falta de documentos, ou que tiveram o pagamento bloqueado. Segundo o secretário de Ação Social do município, Márcio Rosa, o governo federal suspendeu cerca de 6 mil benefícios em 2018 porque as famílias não atenderam aos requisitos exigidos – como recadastramento e pesagem das crianças – ou por divergência de informações sobre o rendimento familiar apontada pelo cruzamento dos dados oficiais.

Cadastramento itinerante
O secretário considera que o número de assistidos é muito pequeno diante da pobreza visível nas ruas. Por isso, ele decidiu montar um sistema itinerante para cadastrar a população carente que está fora do programa. “Acreditamos que muitos não se inscrevem por desinformação, medo, ou falta de dinheiro para se deslocar até a prefeitura”, disse Márcio Rosa. Segundo ele, a prefeitura alugará um ônibus para percorrer bairros pobres e fazer o cadastramento.

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Os beneficiários do Bolsa Família, considerados extremamente pobres, recebem um piso mensal de R$ 89,00. O valor é acrescido de R$ 41 por criança (máximo de cinco, de 0 a 15 anos), de R$ 48 por jovem (de 16 a 17 anos, limitado a dois). Para manter o benefício nas famílias com filhos, é preciso comprovar vacinação, pesagem e medição das crianças até 6 anos.

A ajuda da prefeitura de Japeri para amenizar a fome é mínima. A secretaria distribui apenas 600 cestas básicas por ano. O número, esclarece o secretário, refere-se à quantidade de unidades distribuídas, e não de famílias atendidas. Ou seja, o atendimento não alcança todas as famílias em situação de extrema pobreza.

Por causa da violência, a prefeitura suspendeu eventos públicos para vacinação, corte de cabelo e serviços à população. “Como vamos colocar funcionários públicos e a população na rua com três facções brigando entre si?”, indagou o secretário. No início da entrevista, ele mostrou no celular áudios de tiroteios gravados naquela manhã e na véspera.

Há gerações, o sono funciona para escapar da fome
Dormir é um dos artifícios para ludibriar o estômago vazio, diz Sônia Regina Campos, de 61 anos, ao relatar sua história. Nascida no município vizinho de Mesquita, na Baixada Fluminense, ela tem dez filhos e 14 netos. Abandonou os estudos no terceiro ano do ensino fundamental, como aconteceu com a mãe dela.

As semelhanças com a mãe vão além: ambas tiveram dez filhos que não conseguiram alimentar adequadamente. O pai dela, alcoólatra, teve vários ofícios. “Lembro dos dias sem comida na casa de meus pais. Minha mãe punha a gente pra dormir para a fome passar, porque a fome dá sonolência. Isso durou até eu ficar grande. Aos 14 anos, fui morar com minha avó, porque faltava comida na casa da minha mãe”, disse.

Ana Lúcia Araújo/Agência Pública
Sônia Regina Campos: “Muitas vezes coloquei meus filhos para dormir para esquecer a fome, como minha mãe fazia”
Sônia se casou aos 19 anos, contra a vontade da avó, e repetiu o drama vivido pela mãe. O marido vivia de biscates e frequentemente ficava sem trabalho. Ela fazia faxinas para colocar alguma comida na mesa. Mas era insuficiente. “Muitas vezes coloquei meus filhos para dormir para esquecer a fome, como minha mãe fazia.”

Ela lembra que o marido ficava nervoso quando estava desempregado e não havia o que comer, e descarregava a ira espancando-a. “Eu tentava consolar ele, mas ele me batia muito, muito. Batia como se estivesse dando em um homem. Até grávida eu apanhava. Tive meu primeiro filho aos 20 anos. Aos 30, já tinha seis.”

Para alimentar os filhos, Sônia catava sobras de legumes nas feiras e alimentos fora da validade descartados pelos supermercados. “Graças a Deus, meus filhos nunca adoeceram por causa disso.” Ficou viúva aos 53 anos e, como o marido não deixou pensão, passou a sobreviver de faxinas e de R$ 127 por mês que recebe do Bolsa Família.

Hoje, Sônia mora de aluguel em um pequeno cômodo no bairro de Engenheiro Pedreira e divide o espaço com o filho mais novo. Ela dorme na cama de solteiro e o filho, no chão. Não há geladeira nem armário na casa. Há um velho televisor analógico de 14 polegadas e um rádio de pilha.

Suas filhas também têm dificuldade para alimentar os filhos. Uma mora em um cômodo vizinho ao da mãe, com três crianças. Também sobrevive do Bolsa Família e de doações dos vizinhos. Sônia diz que acompanha angustiada a situação da filha e dos três netos pequenos. “Sei que passam fome lá, porque ela vem me pedir comida. Mas posso ajudar pouco, porque também dependo dos vizinhos.”

Sônia Regina Campos com um dos dez filhos durante a pesagem do Bolsa Família

Pesagem do Bolsa Família no posto de saúde em Japeri
Angu com mato
O faminto transforma mato em alimento, como relata Fátima Regina dos Santos, de 53 anos, que nasceu e se criou na pobreza, na Baixada Fluminense:
“Alimentei meus filhos com maxixe e maracujá do mato, com banana verde, angu com mato [capim] e com talo [haste] de pena de galinha assado no fogão a lenha. Passei e ainda passo muita fome. Tem dia que eu queria comer um pão, e não posso”.

Fátima não tem boas lembranças da infância. Contou que a mãe era alcóolatra e se prostituía: “Minha infância foi muito ruim. Passei fome e vestia roupas de saco”, afirmou. Ela teve seis filhos de dois maridos que não a ajudaram no sustento das crianças. Sobrevive com o dinheiro de faxinas ocasionais, com R$ 320 mensais que recebe do Bolsa Família e com a ajuda de vizinhos que às vezes lhe dão “uma pontinha de carne”.

Ana Lúcia Araújo/Agência Pública
Fátima Regina dos Santos: uma infância sofrida onde haste de pena de galinha assada substituía o arroz e feijão
Ela mora em uma casa abandonada em uma favela dominada pelo tráfico de drogas do bairro São Jorge, cujos proprietários fugiram para escapar da violência. Vive em companhia de uma neta e da filha mais nova, de 14 anos. Contou que outra filha também mora em casa abandonada na mesma favela e, assim como ela, cria filhos sem a ajuda dos pais e passa fome com frequência.

Comida de presídio
Quem vê Luzia Jesus Mendonça caminhando pelas ruas do bairro Jardim Belo Horizonte, em Japeri, não imagina a dramática situação em que se encontra. Aos 41 anos, sofre de depressão e não possui nenhuma fonte de renda, exceto alguns trocados que obtém com a venda de chinelos e perfumes para vizinhos quase tão pobres quanto ela.

Ana Lúcia Araújo/Agência Pública
Luzia Jesus Mendonça busca todos os dias alimentos que sobram do presídio em Japeri
Tem quatro filhos e vive com dois deles e com um companheiro em uma construção inacabada cercada por um matagal, na margem da linha do trem. Do outro lado dos trilhos ficam os presídios onde a família busca diariamente os pães para o café da manhã e as sobras das refeições da guarda.

O filho menor, de 10 anos, é quem busca o pão. Entre 7h e 8h, o menino desce do morro por uma trilha estreita e escorregadia, atravessa a linha do trem, passa pela Escola Municipal Belo Horizonte, onde estuda, e sobe a ladeira até a entrada da Casa de Custódia Cotrim Melo, que faz parte do complexo penitenciário de Japeri, incluindo os presídios Milton Dias e João Carlos da Silva.

Segundo Luzia, nem todos os guardas comem a refeição que é servida. Na maioria das vezes, o garoto volta para casa com pães e manteiga, mas há dias em que leva também guaraná ou achocolatado.

O garoto almoça na escola e por isso à tarde cabe a ela ir ao presídio esperar pelas marmitas recusadas pela guarda, que são distribuídas por volta das 14h. Muitas famílias, segundo ela, matam a fome com a comida do presídio. A marmita – com arroz, feijão, macarrão, farofa e carne – é dividida para o almoço e o jantar da família.

Ela vive sob medicamentos antidepressivos. “Morei na favela do Jacaré [no Rio de Janeiro] quando menina. Vi muitas mortes, muitos tiroteios e fiquei com a cabeça ruim”, resumiu. A família recebe ajuda dos fiéis do templo da Igreja Assembleia de Deus, que ela frequenta. “Tenho ajuda da igreja e do presídio. É lá e cá”, resume.

Excluídas do Bolsa Família
Luzia Mendonça, que depende da comida do presídio para sobreviver, está entre os 6 mil que tiveram o Bolsa Família suspenso. Desde julho, quando o filho de 15 anos foi morar com o pai e abandonou a escola, ela deixou de receber o benefício. A manutenção do pagamento exige frequência escolar mínima de 85% até os 15 anos e de 75% dos 16 aos 17 anos. Com a ausência da sala de aula, veio a perda da ajuda.

Já Luciene da Costa Lima e seus quatro filhos foram suspensos do programa Bolsa Família em setembro de 2018. Segundo ela, o governo bloqueou o pagamento mensal de R$ 525 que recebiam porque o cruzamento dos dados de renda mostrou que a filha menor, de 3 anos, passou a receber pensão do INSS de um salário mínimo em razão da morte do pai, em um acidente de trem.

Ana Lúcia Araújo/Agência Pública
Luciene da Costa Lima, analfabeta, luta para ter alimento no prato todos os dias
Sob a ótica fria dos números, a pensão de R$ 950 que a menina passou a receber tirou a família da situação de extrema pobreza. Mas a realidade é outra. Com a pensão da menina, Luciene paga o aluguel da casa, de R$ 250 mensais, e corre para o supermercado para garantir a compra do mês: 35 quilos de arroz, 8 quilos de feijão, oito latas de óleo, 20 quilos de açúcar, sete caixas de leite e bastante fubá para o angu. Não compra café por economia. A carne entra eventualmente no cardápio, mas só as partes menos nobres da galinha, que são mais baratas. “As crianças pedem um iogurte, mas não posso dar”, diz.

A casa é minúscula – sala, quarto e cozinha –, mas os cômodos são limpos e enfeitados com os brinquedos das crianças doados por igrejas. Luciene é analfabeta. Abandonou a escola no segundo ano do ensino fundamental e só sabe desenhar as letras do próprio nome.

Resignação e luta
Aos 29 anos, Joice Aparecida dos Santos Ferreira desdobra-se para criar seis filhos. Os dois mais velhos são pré-adolescentes e a mais nova tem 1 ano. Todas as crianças têm nomes iniciados com K: Kauã, Kaio, Kaíque, Karen, Kailane e Kauane.

Ana Lúcia Araújo/Agência Pública
Joice Aparecida dos Santos Ferreira enfrenta uma jornada duro de trabalho para criar seus seis filhos
Todos são filhos do auxiliar de pedreiro Agnaldo Orlando Silva. Sem emprego fixo, ele vive de “bicos”. O casal separou-se e ela precisou ir à Justiça para obrigá-lo a ajudar no sustento dos filhos. Mas a jovem mostra-se resignada com suas duras condições de vida. Não se queixa do ex-marido omisso e elogia uma tia dele, empregada doméstica em Copacabana, que a ajuda com dinheiro e mantimentos.

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Joice vive com as crianças em um “puxadinho” de dois cômodos nos fundos da casa da avó, Maria Ernestina Santos, de 70 anos, ex-empregada doméstica que se alfabetizou depois de aposentada. A avó diz que sofre ao ver as dificuldades da neta. “Ela não me pede nada, mas sei que passa muita dificuldade. Eu a ajudo disfarçadamente, pra não deixá-la com vergonha.”

Os filhos maiores de Joice estudam na Escola Espírita Joanna de Angelis, onde tomam o café da manhã, almoçam e fazem o lanche da tarde. Os menores estão em uma creche municipal, onde também almoçam. A casa em que vivem não tem guarda-roupas, geladeira, mesa nem cadeiras. Apenas uma cama de casal e uma de solteiro, um velho armário e um fogão na cozinha. A única distração na casa é uma pequena TV analógica de 14 polegadas.

Para sustentar os filhos, Joice se desdobra: faz três faxinas por semana e borda vestidos e bermudas em casa, enquanto os filhos estão na escola ou dormindo. Ela presta serviços a uma costureira que paga R$ 2 por short bordado. O pastor da igreja que ela frequenta é feirante e costuma lhe dar verduras.

Ela não imaginava assim seu futuro: “Pensava que seria muito melhor, mas farei tudo o que puder para que meus filhos tenham uma situação melhor que a minha”.

Moradores de Japeri recebem ajuda de religiosos
Na Vila Santa Amélia, um dos bairros mais desassistidos de Japeri, a Instituição Espírita Joanna de Angelis mantém uma escola com 125 alunos em horário integral. Fundada em 1980 pela alagoana Terezinha Oliveira Lopes, de 86 anos, é um projeto liderado por mulheres. As mães dos alunos dedicam um dia do mês para ajudar na cozinha, limpar e cuidar das instalações. As salas são arejadas e enfeitadas com flores e cortinas coloridas. Árvores frutíferas dão sombra que amenizam a temperatura. O amplo refeitório é usado pelos moradores para festas de casamento e aniversários.

Ana Lúcia Araújo/Agência Pública
Bairro Santa Amélia, em Japeri. A violência é constante no município com características rurais
A fundadora nasceu em uma família de 20 filhos. Eram pobres, mas nunca passaram fome. “Se não fosse a comida daqui, muitos passariam fome”, conta Terezinha.

Os alunos recebem uniforme e material escolar e têm café da manhã, almoço e lanche da tarde. Além das matérias curriculares, aprendem música, informática e costura. Os custos são bancados por integrantes do Centro Espírita Joanna de Angelis, de Copacabana, e por amigos da fundadora. As famílias dos alunos contribuem com 1 quilo de alimento por mês.

Terezinha é professora aposentada e mora em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, cerca de 100 quilômetros de distância dali. Apesar da idade avançada, enfrenta o calor e os engarrafamentos e vai todos os dias úteis a Japeri. “Nunca fui assaltada nem abordada por traficantes. Tampouco recebi ordem de toque de recolher na escola. Sou respeitada por meu trabalho”, diz.

Ana Lúcia Araújo/Agência Pública
Terezinha Oliveira de Souza com estudantes: ““Se não fosse a comida daqui, muitos passariam fome”
Ela atribui às entidades espíritas a decisão de construir a escola. Tinha recebido dois lotes em herança e foi até lá com a intenção de vendê-los. Ao ver que não havia nenhuma escola na região, comprou mais dois lotes. “Esta é minha fonte de energia e minha razão de vida”, resume.

Poucos líderes religiosos locais têm a segurança de ir e vir descrita por ela. O pastor Marcos Antônio, 43 anos, da igreja Assembleia de Deus, em Vila Laranjal – outro bairro de Japeri – dirigia seu Ford Focus quando um menino com aparência de 12 anos lhe apontou uma arma e gritou: “Perdeu pastor! Precisamos do seu carro”. Horas depois, outro garoto lhe avisou sobre o local onde o carro havia sido abandonado.

Marcos Antônio imaginava que seria a última pessoa no bairro a ser alvo dos bandidos, não só porque conhece todos os moradores, mas principalmente porque todas as segundas-feiras ele “põe o juízo de lado” e vai às bocas de fumo pregar a Bíblia para os traficantes. Começa as pregações dizendo: “Jesus te ama. Aceite a palavra de Jesus”.

Segundo o pastor, 300 famílias vivem na Vila Laranjal e pelo menos 40% estão em extrema miséria e dependem do Bolsa Família. Nenhum fiel da igreja paga conta de luz. Todos têm ligações clandestinas. Os moradores cortaram o cano de água da igreja para abastecer as casas. “A pobreza aqui é muito grande: há desemprego e violência. As meninas se tornam mães com 14 anos ou menos, e a vida para os rapazes acaba muito cedo. A situação é muito complexa. É preciso reestruturar as famílias.”

Ana Lúcia Araújo/Agência Pública
Suelen Paulino de Assis na luta para recuperar o benefício do Bolsa Família: uma enchente inundou seu barraco e ela perdeu os seus documentos e as certidões dos filhos
Pastoral é fonte de alimentação para moradores da Baixada

Toda primeira semana de mês, o pátio da igreja católica Sagrada Família, no bairro da Posse, município de Nova Iguaçu, também na Baixada Fluminense, é tomado pela algazarra de cerca de 50 crianças que são levadas pelas mães para serem medidas e pesadas. Ao final, recebem suplementos alimentares e roupas doadas por fiéis. A equipe da Pastoral da Criança, entidade da Igreja Católica, conhece as necessidades de cada mãe e faz o acompanhamento permanente das mais necessitadas.

É o caso de Suelen Paulino de Assis, de 24 anos, que teve o quinto filho três dias antes do réveillon, uma menina, registrada como Alícia. Ela mora só com os filhos em uma casa abaixo do nível da rua. Quando chove, a água cobre os poucos móveis e o fogão. Mãe e filhos trazem manchas de escabiose, um tipo de sarna transmitida por cachorros. Eles perderam o benefício do Bolsa Família em 2017 porque as certidões de nascimento e as carteiras de vacinação foram levadas pela enchente e não providenciaram novos documentos.

A história de Suelen é igual à de muitas outras jovens pobres da Baixada Fluminense. Os cinco filhos são de quatro pais diferentes. Ela os cria sozinha, sem ajuda financeira de nenhum deles. Engravidou dos namorados no início dos relacionamentos e foi mãe pela primeira vez aos 15 anos. Como consegue alimentar os seus filhos? “Com a ajuda dos outros, dou arroz e feijão. Às vezes, as pessoas me dão um litro de leite”, conta. Verduras e legumes não fazem parte de nenhuma refeição das crianças.

Também atendidas pela Pastoral, Marcela da Cruz Barbosa, de 25 anos, e Marcela Ferreira da Silva, de 36, vivem igualmente na extrema pobreza. A primeira estudou até o quarto ano do ensino fundamental e mora com o marido e três filhos em um barraco de tábua e piso de terra batida. A outra tem cinco filhos e mora na beira de um valão, na periferia de Nova Iguaçu.

Ana Lúcia Araújo/Agência Pública
Marcela da Cruz Barbosa com a sogra Marilene Gomes dos Santos: vida difícil para quem mora em um barraco e depende da rede de solidariedade
“Meu sonho é ter uma casa de tijolos. Mas sou caprichosa e mantenho tudo limpo”, acrescenta, com orgulho, Marcela Barbosa. Ela faz faxinas e o marido recebe R$ 216 por semana em um lava-jato. A renda do casal é completada com R$ 350 do Bolsa Família. Eventualmente, os pais dormem com fome.

A outra Marcela é analfabeta, tal como a sua mãe, que também mora na Baixada. “Sempre quis estudar e ser cuidadora de idosos, mas minha mãe não deixou. Ela dizia: se eu não pude ir à escola, você também não pode.”

Ana Lúcia Araújo/Agência Pública
Analfabeta como a mãe, Marcela Ferreira da Silva tem cinco filhos e mora na beira de um valão na periferia de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense
Ela trabalhou como babá até o nascimento do segundo filho e faz faxinas para completar os R$ 241 mensais que recebe do Bolsa Família. O cardápio se limita a arroz com feijão, mas ela diz que não falta esse básico para as crianças. “Sou supermãe. Meus filhos estão sempre em primeiro lugar na minha vida.”

*Colaboraram Angelina Nunes, Claudia Lima e Cristina Alves.

Este texto é resultado do Concurso de Microbolsas de Reportagem Fome, realizado pela Agência Pública em parceria com a Oxfam Brasil.

CABRAL PROMETE ENTREGAR AÉCIO NEVES

Sérgio Cabral está disposto a contar fatos graves sobre Aécio Neves. Em especial, sobre supostos esquemas ilegais do tucano para formar sua chapa de 2014, na disputa pela Presidência da República.

O MPF do Rio de Janeiro já foi informado sobre isso.

 

Em 2014, o PMDB do Rio de Janeiro apoiou oficiosamente Aécio Neves, e incitou o voto Aezão — em Aécio Neves e em Luiz Fernando Pezão.

Cabral disse que ele sabe cada detalhe sobre o que o PSDB e o PMDB fizeram naquele verão.

Veja a lista com o nome dos 29 empresários, que teriam feito sexo com adolescente de 15 anos

Estamos divulgando neste sábado a lista com os 29 nomes de empresários nque teriam feito sexo com uma adolescente de 15 anos em Manaus.

Entre os nomes, como já divulgamos, estão o filho do ex-senador Romero Jucá, Rodrigo, e o gerente da concessionária Mercedes-Benz em Manaus, Ítalo Vasconcelos.

VEJA A LISTA COMPLETA:

1. Bruno Oliveira Lima (namorado)

2. Professor Júnior Vieira

3. Willer Lira #colanopai

4. Felikis

5. Jhontan de Jesus

6. Rodrigo Jucá

7. Italo Vasconcelos

8. Daniel Pinheiro

9. Thales Israel

10. Rodrigo Maciel Castro

11. Felipe Albuquerque 3

12. Gabriel Mourão

13. Eduardo Furlin

14. Rodrigo Mesquita

15. Márcio Gondim

16. Fernando C Fernandes

17. Iago Campos

18. Estacio Mello

19. Yuri Leitao

20. Luis Guilherme

21. Felipe Seabra

22. Fabrissio Gyn

23. Neto pereira

24. Rodrigo Talamas

25. Matheus Tomaz

26. Aldo Neto

27. Bebeto Reis

28. Fernando Alves

29. Christian Otero