Um acidente envolvendo um carro e um ônibus escolar em um trecho da BR-251, no Distrito Federal, deixou dois mortos e 16 crianças feridas na manhã desta terça-feira (12). Os bombeiros informaram ao G1 que as duas vítimas que morreram ainda no local do acidente estavam no carro. O estado de saúde das crianças ainda não foi informado.
Ainda segundo o G1, o ônibus transportava 41 pessoas e estava com licenciamento e vistoria em dia, de acordo com o Detran-DF. A BR-251 segue interditada. O veículo transitava pelo local contratado para transporte de alunos do Centro Educacional do PAD-DF. Ainda não se sabe o que ocasionou o acidente.
A Delegacia de Homicídios (DH) da Capital e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) prenderam na manhã desta terça-feira o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. Na quinta-feira, os assassinatos completam um ano. Os dois tiveram prisões preventivas decretadas pelo juiz substituto do 4º Tribunal do Júri Gustavo Kalil após denúncia da promotoria. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP) do Rio, Lessa teria atirado nas vítimas, e Elcio era quem dirigia o Cobalt prata usado na emboscada. O segundo acusado foi expulso da corporação.
Sargento reformado da Polícia Militar, Ronnie Lessa é apontado como um dos suspeitos pela morte de Marielle Franco Foto: Editoria de arte
De acordo com a denúncia das promotoras Simone Sibilio e Leticia Emile, o crime foi “meticulosamente” planejado três meses antes. Os denunciados foram presos às 4h desta madrugada. Além das prisões, a operação busca cumprir mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados para recolher documentos, telefones celulares, computadores, armas, acessórios, munições e outros objetos. Chamou a atenção o pente-fino que a polícia fez dentro da casa de Ronnie Lessa, na Barra da Tijuca.
As equipes comandadas pelo delegado Giniton Lages, titular da Delegacia de Homicídios da capital, vasculharam os dois andares da residência do sargento aposentado. Para isso, foram usados até detectores de metais. Os policiais buscaram fundos falsos em todo o terreno da casa, tiraram telhas e usaram uma escada para ter acesso à caixa-d’água, à procura de possíveis esconderijos de armas e munição. De lá foram levados computadores, documentos e um cilindro de plástico. A casa de Élcio Queiroz, no bairro do Engenho de Dentro, também passou por um trabalho minucioso. A polícia também cumpriu 34 mandados de busca e apreensão em outros endereços em busca de informações que podem levar ao mandante do crime, pergunta que ainda está sem resposta.
Lessa e Elcio foram denunciados pelo assassinato e também pela tentativa de homicídio de Fernanda Chaves, assessora da vereadora que estava no carro e sobreviveu ao ataque. A ação foi batizada de Operação Lume, uma referência ao local no Centro de mesmo nome, na Rua São José, onde Marielle prestava contas à população sobre medidas tomadas em seu mandato. Ali ela também desenvolvia o projeto Lume Feminista.
As promotoras pedem ainda a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa. Também foi requerida uma indenização por danos morais aos familiares das vítimas e a fixação de pensão em favor do filho menor do motorista Anderson até que ele complete 24 anos. Em certo trecho da denúncia, elas ressaltaram: “É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia. A barbárie praticada na noite de 14 de março de 2018 foi um golpe ao Estado Democrático de Direito”.
O ex-PM Elcio Vieira de Queiroz é acusado de ter dirigido o carro usado no crime Foto: Reprodução
O policial Lessa mora no condomínio Vivendas da Barra, na Avenida Lúcio Costa, 3.100, por coincidência, o mesmo do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Não há, porém, nenhuma ligação, a não ser o fato de serem vizinhos. O condomínio fica de frente para o mar, com seguranças na portaria.
A principal prova colhida pelos investigadores é fruto da quebra do sigilo de dados digitais de Ronnie Lessa. Ao verificar os arquivos acessados por ele via celular antes do crime, armazenados na “nuvem” (ficam guardados em servidor externo e podem ser vistos remotamente), descobriu-se que o suspeito monitorava o cotidiano de Marielle, inclusive sua agenda de eventos. Um dos locais ligados à vereadora pesquisados foi um antigo endereço dela, quando ainda morava na Rua do Bispo, na Tijuca. Para a polícia, isso é um indício fundamental de que Marielle estava tendo seus passos rastreados. Segundo a investigação, ela participou de pelo menos uma das agendas pesquisadas pelo suspeito.
De acordo com uma fonte que investiga o caso, Lessa usava na época do crime um telefone “bucha” (comprado com o CPF de terceiros, para não ser rastreado). Já o aparelho registrado na operadora telefônica em nome do próprio sargento foi usado no dia do duplo assassinato por uma mulher em um bairro da Zona Sul, longe do local da emboscada, no Estácio. O objetivo do sargento, segundo o investigador, foi confundir a polícia caso os agentes fossem verificar as antenas de telefonia das estações de rádio-base (ERBS) para checar se o celular pessoal dele estava sendo usado nas imediações de onde ocorreram os assassinatos.
E foi exatamente o que os agentes fizeram. Para chegar ao celular “bucha” usado pelo PM, os investigadores realmente tiveram que fazer o que eles chamam de triangulação de antenas, ou seja, levantar as ERBS da região e traçar uma localização mais precisa, refinando assim as buscas pelo celular dos criminosos. O resultado deste levantamento dos telefones ligados na região onde a vereadora passou, da saída da Câmara dos Vereadores até o Estácio, gerou uma extensa lista. Era como achar uma agulha no palheiro.
O policial teve a prisão preventiva decretada após denúncia Foto: Reprodução
Durante vários meses, os policiais da área de tecnologia da DH trabalharam na pesquisa, reduzindo os alvos, mas, ainda assim, o número era elevado. Apesar da complexidade, os investigadores, baseados numa imagem registrada por câmeras de segurança da Rua dos Inválidos, no Centro, no dia 14 de março, chegaram aos horários em que um objeto semelhante a um celular aparece aceso dentro do Cobalt prata dos executores. O carro estava estacionado perto da Casa das Pretas, onde Marielle participava de um debate como mediadora.
Com o registro do horário, a polícia fez uma nova triagem e descobriu que um dos aparelhos que constavam da lista pesquisada fez contato com uma pessoa relacionada à Lessa. Daí, a polícia partiu para buscar os dados na nuvem do policial.
COMO FOI FEITA A INVESTIGAÇÃO
A Delegacia de Homicídios (DH) investiu no acesso à nuvem dos celulares usados pelos assassinos no dia da morte de Marielle, já que a arma e o carro utilizados no crime nunca foram encontrados
1
Antenas detelefonia da estaçãode rádio-base (ERBS)
Sinais de celulares são captados
por
antenas das estações de
rádio-base (ERBS)
Celularem uso
2
A polícia rastreou todos os telefones que estavam ligados nos
locais por onde Marielle passou, desde a saída da Câmara
Municipal até o local da emboscada
Servidor que armazena os dados em “nuvem”
Sinais enviadospor celulares
3
Os dados gerados por esses
aparelhos são enviados para
os servidores das operadoras
SANTOCRISTO
e armazenados. Com isso, a
CENTRO
polícia obteve uma lista
R. do Senado
extensa de telefones
CIDADENOVA
R. Estáciode Sá
suspeitos
Av. Salvadorde Sá
ESTÁCIO
Ponto de partidaRua dos Inválidos
Local do assassinatoRua João Paulo I
4
Tendo como base o horário em
que uma câmera de segurança
captou a luz de um celular
,
dentro do carro dos assassinos
parado na Rua dos Inválidos,
onde Marielle participava de
um debate, a polícia fez uma
triagem e chegou ao telefone
Luz da tela do celularacesa dentro do carro
de Ronnie Lessa
5
Após identificar o número do
aparelho, a polícia conseguiu
seus dados de acesso a
aplicativos.
Com uma ordem
, investigadores acionaram
judicial
as empresas responsáveis por
esses programas e obtiveram
informações armazenadas na
nuvem
6
A polícia descobriu que
Lessa monitorava a agenda de Marielle
. Para a investigação, isso deixa claro que ele estava rastreando
A operação desta terça, além de estar ancorada na interceptação dos dados digitais do suspeito, também se sustenta num trabalho de inteligência e de depoimentos de informantes, inclusive presos no sistema carcerário. Para não perder mais tempo, após quase 12 meses de investigação, polícia e o Ministério Público do Rio concordaram em desmembrar o inquérito em duas partes: uma, transformada em denúncia, identificando os atiradores. E outra, ainda em andamento, para chegar aos mandantes. O que os investigadores têm certeza é de que havia três pessoas dentro do veículo.
O atentado sofrido pelo PM reformado no dia 27 de abril, no mês seguinte aos homicídios da vereadora e do motorista, também chamou a atenção dos investigadores. Ele e um amigo bombeiro foram baleados no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Um homem de motocicleta teria abordado o carro onde viajavam, mas os dois reagiram e balearam o criminoso, que fugiu.
Na época, a Polícia Civil informou que não descartava nenhuma hipótese para o crime, mas que havia grande possibilidade de ter sido uma tentativa de assalto. Lessa, baleado, foi levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas teria deixado logo a unidade sem prestar esclarecimentos. Os investigadores apuram as circunstâncias do crime.
Não é a primeira vez que o nome do PM reformado aparece no noticiário. Em 2009, Lessa foi vítima de um atentado, em Bento Ribeiro, quando uma bomba explodiu dentro da Toyota Hillux blindada que dirigia. Ele escapou da morte, mas perdeu uma das pernas, sendo obrigado desde então a usar uma prótese.
AS REVIRAVOLTAS DO CASO
Em um ano, há três frentes de investigação que já passaram pelas mãos de três delegados, três promotores e uma procuradora da República
2018
A Delegacia de Homicídios (DH) e o Ministério Público do Rio (MPRJ) começam a investigar o caso
14 de marçoAssassinato de Marielle e Anderson
9 de maioUm policial ligado a uma milícia diz a investigadores que ouviu Curicica e Siciliano falarem em “dar um jeito em Marielle”. Ambos negaram, e Curicica foi transferido para um presídio no Rio Grande do Norte
Orlando CuricicaMiliciano preso
Marcelo SicilianoVereador
19 de agostoO Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ começa uma investigação paralela sobre a morte de Marielle, devido à suspeita de envolvimento de uma milícia no crime
20 de setembroOrlando de Curicica afirmou ter sido coagido pela DH para assumir o crime. E em novo depoimento ao Ministério Público Federal, ele atribuiu a autoriado assassinato a uma quadrilha especializada em matar por encomenda, que contaria com a proteção da polícia
1 de novembroA procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu à Polícia Federal que investigue as denúncias de Curicica contra a DH, o que passa a ser chamado de “a investigação da investigação”
Raquel DodgeProcuradora-geralda República
19 de dezembroO MPRJ e a DH romperam relações por divergências na condução do caso: cada um passou a seguir uma linha de investigação
2019
22 de janeiroA operação Os Intocáveis, realizada pelo Gaeco com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil prende milicianos da comunidade de Rio das Pedras; inclusive suspeitos de integrar o grupo de matadores de aluguel denunciado por Curicica
12 de marçoO Gaeco chega a Ronnie Lessa
Lessa era ‘ficha-limpa’
Policial nunca foi investigado e vivia de forma discreta
Ninguém jamais havia investigado Ronnie Lessa. Embora os corredores das delegacias conhecessem a fama do sargento reformado, de 48 anos, associada a crimes de mando pela eficiência no gatilho e pela frieza na ação, Lessa era até a operação desta terça-feira um ficha limpa. Egresso dos quadros do Exército, foi incorporado à Polícia Militar do Rio em 1992, atuando principalmente no 9º BPM (Rocha Miranda), até virar adido da Polícia Civil, trabalhando na extinta Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE), com a mesma função da atual Desarme, na Delegacia de Repressão à Roubo de Cargas (DRFC) e na extinta Divisão de Capturas da Polinter Sul.
A experiência como adido foi o motor da carreira mercenária de Lessa. A prática de cessão de PMs para a Polícia Civil começou no início dos anos 2000, quando o Rio ainda enfrentava uma onda de sequestros irrompida na década anterior. A primeira leva, transferida para a Divisão Anti-Sequestro (DAS), forjou outros nomes que posteriormente fariam fama no mundo criminal, como o do sargento da reserva da PM Geraldo Antônio Pereira, o Pereira; e o sargento Marcos Vieira de Souza, o Falcon, ex-presidente da Portela, ambos já foram assassinados em 2016, em situações diversas.
O próprio Orlando de Oliveira Araújo, o Orlando da Curicica, apontado inicialmente como principal suspeito, também é oriundo da DAS. No caso dele, como já havia sido expulso pela Polícia Militar, atuava como informante da delegacia ou X-9, como era vulgarmente conhecido. O alcaguete andava em viaturas da polícia, além de portar armas, inclusive fuzis.
O CASO MARIELLE FRANCO EM IMAGENS
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Eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL em 2016, com 46 mil votos (a quinta candidata mais bem votada do município), Marielle Franco teve o mandato interrompido por 13 tiros na noite de 14 de março de 2018, num atentado que vitimou também seu motorista Anderson Gomes Foto: Márcia Foletto / Agência O GloboA chegada dos caixões de Marielle e Anderson à Câmara de Vereadores do Rio no velório que marcou início de inúmeras manifestações populares que passaram a ocorrer no Rio e no mundo por conta da morte da parlamentar Foto: Guilherme Pinto / Agência O GloboNascida e criada na Maré, Marielle estudou Sociologia na PUC, com o apoio de uma bolsa integral, e fez mestrado em Administração Pública na UFF. Ela dedicou seu mandato à luta em defesa dos direitos humanos, das mulheres e de negros e moradores de favelas Foto: Marcos de Paula / Agência O GloboHoras antes do assassinato, Marielle havia participado de uma roda de conversa com mulheres no local conhecido como Casa das Pretas, na rua dos Inválidos, na Lapa Foto: Divulgação/PSOLA vereadora e sua equipe deixaram o local por volta das 21h do dia 14 de março. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o carro em que estavam a vereadora, o motorista e uma assessora deixaram o local e foram seguidos por outro veículo que estava estacionado logo atrás deles. Um segundo veículo partiu logo em seguida dando cobertura aos assassinos Foto: Reprodução
Por volta de 21h30, na Rua Joaquim Palhares, no Estácio, próximo à prefeitura do Rio, os executores emparelharam o carro com o veículo em que estavam Mariele e sua equipe e realizam 13 disparos. A vereadora foi atingida por três tiros na cabeça e um no pescoço; Anderson levou ao menos três tiros nas costas Foto: ReproduçãoA cada mês, novas manifestações marcavam a cobrança por celeridade nas investigações. A foto mostra voluntários da Anistia Internacional em um desses atos, quando o crime completou três meses Foto: Pablo Jacob / O GloboEntão ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann foi autor de uma série de afirmações sobre as investigações que nunca se confirmaram. Em 10 de maio do ano passado, Jungmann disse que a investigação no caso Marielle estava chegando em sua etapa final, acrescentando que os resultados chegariam em breve Foto: Jorge William / Agência O GloboEm 31 de agosto, foi a vez do general Braga Netto, então interventor federal na área de segurança no Rio, fazer suas afirmativas: ‘Estamos perto. Até o fim do ano, quando a intervenção tiver sido concluída, o caso já deverá estar solucionado’, prometeu Foto: Armando Paiva / Raw ImageRivaldo Barbosa, então chefe da Polícia Civil do Rio, repetiu a promessa em 1º de novembro. O delegado garantiu que o crime estaria ‘muito próximo de sua elucidação’. Três semanas depois, o então secretário estadual de Segurança, Richard Nunes, disse que o caso seria resolvido até o fim do ano Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
Em 12 de janeiro de 2019, o governador do Rio de Janeiro, WilsonWitzel, também garantiu que o caso Marielle estava próximo de uma solução, estimando que a investigação poderia ser concluída até o final daquele mês. Na foto, Witzel, em outubro do ano passado, durante a campanha, aparece discursando sobre um carro de som ao lado do então candidato a deputado estadual Rodrigo Amorim, que quebrou a placa com nome de Marielle Franco Foto: ReproduçãoEntre as principais linhas de investigação para o crime, o vereador carioca Marcelo Siciliano e o miliciano Orlando Curicica se tornaram suspeitos em maio de 2018 de serem autores do crime depois que uma testemunha disse à polícia que viu um encontro entre os dois em que eles teriam falado em matar a vereadora por conta de sua luta em defesa dos direitos humanos em áreas dominadas por milícias. Siciliano, assim como Curicica, negaram a acusação Foto: Carolina Heringer / Agência O GloboO ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando da Curicica, condenado pela Justiça a quatro anos e um mês de prisão por posse ilegal de arma de fogo. Ele foi apontado por uma testemunha como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes Foto: ReproduçãoUma segunda linha de investigação surgiu em agosto. Nesta, Marielle teria sido morta por vingança, uma vez que trabalhou durante 11 anos como assessora de Marcelo Freixo, do PSOL, até ser eleita para o cargo no Legislativo carioca. Hoje na Câmara Federal, Freixo exercia o mandato de deputado estadual na época do crime Foto: ReproduçãoEsta segunda linha de investigação levou os deputados estaduais do MDB Jorge Picciani (na foto), Paulo Melo e Edson Albertassi, adversários políticos de Freixo, a serem investigados. Os três, que na época do crime estavam presos por crimes de corrupção, também negaram envolvimento na morte de Marielle e Anderson Foto: Márcio Alves / Agência O Globo
Também em agosto foi divulgada a descoberta do Escritório do Crime: um grupo de matadores de aluguel formado por policiais e ex-policiais. Um possível envolvimento desse grupo no assassinato de Marielle e Anderson ajudaria a explicar a dificuldade para esclarecer o caso. Na foto, agentes apreendem materiais durante a operação ‘Os Intocáveis’, em janeiro deste ano Foto: Márcia Foletto / Agência O GloboUma das linhas de investigação liga o assassinato de Marielle ao Escritório do Crime, grupo de extermínio chefiado por milicianos. Em janeiro, laços do clã presidencial com Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado como fundador da quadrilha, vieram à tona. Ex-capitão do Bope, ele foi condecorado pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro e elogiado por Jair Bolsonaro na tribuna da Câmara. Sua mãe e sua mulher ganharam cargos no gabinete do filho do presidente, hoje senador. Nóbrega é considerado foragido da Justiça Foto: Adriano Machado / ReutersMônica Benício, viúva da vereadora assassinada, diz não ter dúvida de que a morte de Marielle teve motivação política Foto: Daniel Marenco / Agência O GloboDesde sua morte, Marielle tornou-se símbolo de muitas manifestações políticas e culturais, sendo lembrada em diversos atos ao logo do ano. Na foto, manifestantes carregam faixa durante marcha em homenagem a Marielle Franco e Anderson Gomes em 14 de abril de 2018, um mês após o crime Foto: Brenno Carvalho / Agência O GloboA luta da vereadora inspirou homenagens, inclusive, no carnaval. Não só nos blocos de ruas, onde placas, fotos e cartazes em homenagem a vereadora foram levantados por foliões, mas também nas escolas de samba. A Mangueira, campeã do carnaval, levou para a avenida um enredo que fala da história do Brasil pela perspectiva dos heróis omitidos pelos livros convencionais e homenageia, entre outras heroínas negras, a vereadora Marielle. Na foto, a última ala da escola, que trouxe a bandeira nacional verde e rosa e com os dizeres “Índios, negros e pobres” no lugar de “Ordem e progresso” Foto: Antonio Scorza / Agência O Globo
A jovem Cacá Nascimento, destaque da comissão de frente da Mangueira, ergue faixa em homenagem a Marielle Foto: GABRIEL MONTEIRO / Agência O GloboO caso Marielle corre em segredo de Justiça Foto: Michel Filho / Agência O Globo
Lessa, como outros adidos, conhecia mais das ruas do que qualquer policial civil. Logo, destacou-se e ganhou respeito pela agilidade e pela coragem na solução dos casos. Esta fama, segundo os bastidores da polícia, chegou aos ouvidos do contraventor Rogério Andrade, na época cada vez mais ocupado em fortalecer o seu exército numa sangrenta disputa territorial com o também contraventor Fernando Iggnácio de Miranda. Em jogo, o legado do bicheiro Castor de Andrade, morto em 1997.
Arregimentado por Andrade, Lessa não demorou a crescer na organização e ocupar o destacado posto de homem de confiança do chefe. Até que, em abril de 2010, a explosão de uma bomba no carro do bicheiro não apenas matou o filho dele, Diogo Andrade, de 17 anos, como fulminou a credibilidade de Lessa junto ao chefe, por não conseguir protegê-lo, assim como sua família. O guarda-costa e exímio atirador foi incapaz de evitar a morte do jovem.
Chama atenção que o método de detonação da bomba usada no atentado que matou o filho do contraventor, segundo peritos da época, foi o mesmo usado no atentado ao sargento da PM, em 2 de outubro de 2009, que perdeu a perna. Um laudo do Esquadrão Antibombas da Polícia Civil revelou que para explodir o Toyota Corolla blindado de Andrade foi usado um dispositivo acionado à distância por meio de um telefone celular.
Com a sua reforma por invalidez, Lessa acabou deixando de ser adido, mas ainda frequentava as delegacias da Polícia Civil, principalmente a antiga Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE). Até que, em 2011, ciente da migração dos adidos para as fileiras do crime, a Secretaria de Segurança do Estado vetou para sempre a cessão de quadros da PM para a Polícia Civil e acabou com a DRAE. A medida foi resultado da Operação Guilhotina da Polícia Federal, que investigou a corrupção policial envolvendo policiais civis e os adidos, além de integrantes da cúpula da instituição.
Com as portas fechadas na polícia, o ambiente mafioso tornou-se um caminho sem volta para Lessa. A mira certeira, decisiva para a expansão territorial de Rogério Andrade, foi também o passaporte do ex-sargento para a organização criminosa formada por matadores de aluguel, considerada mais temida e eficiente do Rio. Num cenário em que o dinheiro da corrupção garantia a impunidade destes mercenários, Lessa nem sequer se dava ao trabalho de agir às sombras. Para agenciá-lo, bastava dar uma passada no bar onde o ex-adido fazia ponto no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca.
Uma opinião unânime assombra os que conheceram Lessa pessoalmente. Há quem diga que ele é capaz de tudo para cumprir as empreitadas criminosas, sem medir as consequências. Hábil no manejo principalmente de fuzis, é conhecido por gostar de atirar sentado, embora uma prótese moderna disfarce bem o problema físico quando em pé. Jamais volta para a base sem ter cumprido o que fora acertado com o contratante.
É esse homem que, agora, a polícia pretende levar para o banco dos réus como o principal acusado da morte de Marielle e Anderson.
Homenagem pelos ‘bons serviços prestados’
Lessa recebeu moção do deputado estadual Pedro Fernandes, avô do atual Secretário estadual de Educação
‘Militar discreto, mas eficaz’, diz moção dada pelo deputado Pedro Fernandes Foto: Editoria de arte
Extremamente operacional, Ronnie Lessa encontrou no 9º BPM (Rocha Miranda) a unidade perfeita para o seu perfil. Afinal, o batalhão, nos idos de 1992, tinha fama de ser violento, aparecendo com frequência nas manchetes de jornal. Não é à toa que os policiais que davam serviço naquela época eram conhecidos como “Cavalos Corredores”. Foi da unidade de Rocha Miranda que saíram os PM condenados pela chacina de Vigário Geral, em 1993, quando 21 pessoas — oito delas evangélicos de uma mesma família — foram executadas.
Na época, o batalhão tinha praticamente todo o seu efetivo com casos de auto de resistência, situação que ganhou o holofote justamente por causa do massacre. Ronnie Lessa ainda era soldado e se integrava aos colegas. Sua guarnição era uma das campeãs de louvores da corporação pelas operações que incluíam a apreensão de armas e drogas, o estouro de locais de endolação de drogas e prisões. O chefe do grupo era um capitão que inclusive ainda é lembrado nos dias de hoje como um dos três oficiais mais operacionais que passaram pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope): Cláudio Luiz Silva de Oliveira. Do público em geral, hoje ele é conhecido como o tenente-coronel Cláudio, condenado a 36 anos de prisão como mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em 2011. Ele cumpre pena na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
SUSPEITO RECEBIA MUITOS ELOGIOS
Ronnie Lessa e sua guarnição, quase sempre formada pelos mesmos integrantes, eram parabenizados duas vezes por mês, em média
Relação como caso Patrícia Acioli
O tenente coronel Claudio Oliveira foi condenado a 36 anos de prisão pelo assassinato da juíza em 2011
Era um louvor por mês, sendo que, em 1997, no mês de março houve duas menções. Mas a PM não havia mais espaço para Lessa que junto com outros colegas da mesma guarnição passaram a dar serviço nas delegacia especializadas do Rio, como as que cuidavam de roubos de cargas – justamente porque a maioria dos alvos era de favelas da área do quartel de Rocha Miranda, que a guarnição conhecia bem -, de capturas de presos (Polinter) e para coibir os sequestros.
Entre os colegas que seguiram com Lessa estão: Roberto Oliveira Dias, conhecido como Beto Cachorro; e os irmãos Ivan Jorge Evangelista de Araújo e Floriano Jorge Evangelista Araújo.Todos foram investigados na Operação Guilhotina, deflagrada pela Polícia Federal que apurava a corrupção policial na Polícia Civil. Lessa conseguiu não foi indiciado na época.
DISCRETO MAS EFICAZ
O então deputado estadual Pedro Fernandes (PSD), avô do secretário estadual de educação, de mesmo nome, homenageou Lessa por ser um “brilhante exemplo” para a corporação
Lessa também recebeu moção do deputado estadual Pedro Fernandes (PSD), em 23 de novembro de 1998, avô do atual secretário de Educação Pedro Fernandes. Fernandes destacou na época: “a maneira como vem pautando sua vida profissional como policial-militar do 9º BPM. Sem nenhum constrangimento posso afirmar que o referido militar é digno desta homenagem por honrar, permanentemente, com suas posturas, atitudes e desempenho profissional, a sua condição humana e de militar discreto mas eficaz.
Constituindo-se, deste modo, em brilhante exemplo àqueles com quem convive e com àqueles que passam a conhecê-lo. Por tudo isto, sinto-me orgulhoso e honrado ao propor esta moção de louvor”.
O bilionário Ehud Arye Laniado, conhecido por ser dono da Omega Diamonds, empresa de diamantes com base na Bélgica, morreu no sábado, 2, aos 65 anos, após se submeter a uma cirurgia de aumento peniano e sofrer uma parada cardiorrespiratória.
O empresário se internou em uma clínica localizada na icônica avenida Champs-Elysées, em Paris, e segundo dois funcionários da empresa, próximos a Laniano, morreu durante o procedimento.
A clínica em que a cirurgia ocorreu ainda tentou, de acordo com o jornal “Le Soir”, durante uma hora, realizar uma massagem cardíaca para reanimar o bilionário antes de chamar o serviço de emergência.
Em nota, a empresa confirmou a morte do empresário. “Depois de uma vida excepcional, Ehud será trazido de volta para Israell, seu destino final de descanso. Nós sentiremos sua falta”, diz o texto.
Conhecido por “se preocupar muito com as aparências”, segundo amigos que não quiseram se identificar informaram ao Daily Mail, o empresário mantinha uma cobertura avaliada em R$ 150 milhões em Mônaco e armava festas rodeado de celebridades e modelos.
Em vida, Laniado vendeu alguns dos diamantes mais caros da história. O mais famoso deles é o Blue Moon, leiloado por R$ 185 milhões, em 2015, para um empresário de Hong Kong, Joseph Lau Luen Hung.
Um ano após negociações, a SuperVia, empresa que opera trens urbanos em 12 municípios do Rio de Janeiro, transportando 600 mil passageiros por dia, vai, finalmente, mudar de mãos. O Cade, que regula a concorrência no Brasil, recomendou no último dia 06 de março a aprovação da aquisição pelo conglomerado japonês Mitsui das ações em poder da Odebrecht TransPort, atual controladora indireta da companhia. O negócio é estimado, segundo uma fonte, em cerca de R$ 800 milhões. Com o aval do Cade, o negócio deve ser concluído no fim de abril deste ano, ressaltou essa mesma fonte.
No último dia 28 de fevereiro, a Supervia informou que os dois acionistas firmaram acordo de compra e venda das ações. Após a conclusão da transação, a Odebrecht Transport vai reduzir sua participação indireta de 72,8% para 11,33% dos papéis da concessão ferroviária. E a Mitsui – através de sua controlada Gumi – ficará com os 88,67% restantes.
Dona de uma dívida de cerca de R$ 1,5 bilhão, o negócio deve ser aprovado pelos bancos credores, como Itaú e Bradesco, e o governo do Estado do Rio, por se tratar de uma concessão. A Mitsui havia feito uma proposta à Odebrecht em novembro do ano passado.
A fatia da Mitsui na SuperVia se dava de forma indireta. O grupo japonês, ao lado de outras duas empresas do Japão, tem 40% da Odebrecht Mobilidade que, por sua vez, tinha 60% da SuperVia.
A expectativa com o novo dono é que a SuperVia consiga aumentar os investimentos, melhorar a qualidade de seus serviços e equacionar suas dívidas. Entre as queixas mais frequentes dos usuários estão vagões lotados em viagens mais longas e em horários de pico, enquanto nos fins de semana a frequência das saídas é reduzida.
Em parecer, o Cade disse que pode haver uma potencial integração entre a Mitsui e a Supervia com a compra de produtos. “Tal relação, porém, não seria capaz de gerar preocupação de ordem concorrencial. A participação da Mitsui nesse segmento no Brasil é insignificante”, disse o Cade. Segundo um especialista, a Mitsui pode dar novo impulso à SuperVia. Isso porque recentemente a Mitsui vendeu parte dos 40% de suas ações na Odebrecht Mobilidade para empresas japonesas que atuam no setor. Ou seja, indiretamente, segundo o Cade, a Mitsui já tem 24% das ações da SuperVia.
– Uma dessas empresas é a West Japan Railway, que transporta mais de 5 milhões passageiros por dia no Japão. Além disso, a Mitsui também vendeu parte das ações da Odebrecht Mobilidade para a Empresa Japonesa de Investimento em Infraestrutura de Transporte e Desenvolvimento Urbano no Exterior, com foco em transporte. A expectativa é que a SuperVia passe a ter uma nova gestão com sócios especializados no setor – disse esse analista.
Mitsui atua em energia e alimentos
A SuperVia já estava à venda há pelos menos dois anos. Nesse período, chegaram a analisar a companhia o fundo soberano dos Emirados Árabes, Mubadala, um consórcio formado pela brasileira Starboard Restructuring Partners, que tem o fundo americano Apollo como acionista, e o grupo brasileiro RTM Brasil, composto por executivos do setor financeiro e de transporte.
No Brasil, a Mitsui atua em vários segmentos. A empresa tem atuação nos setores, além de mobilidade, químico, de energia e TI. Na área de alimentos, a japonesa vende café no Brasil com a marca “Café Brasileiro”. É dona ainda da Agrícola Xingu, empresa que atua no agronegócio, por meio do cultivo de lavouras na produção de commodities agrícolas e processos industriais para o beneficiamento de algodão e sementes de soja.
Na área de transporte, a companhia já forneceu equipamentos e composições para o metrô de Salvador. Além disso, a empresa tem projetos para o Metrô de São Paulo. No setor automotivo, através de uma empresa chamada Veloce, a companhia forneces soluções para as montadoras, importando peças pelos escritórios no exterior, e serviços de logística.
Uma mulher foi atropelada pelo namorado, com quem estava há dois anos, após uma discussão numa festa de aniversário infantil, por volta das 20h, em Caarapó, Mato Grosso do Sul. Este foi o terceiro caso de feminicídio registrado no país neste domingo. Um ocorreu no Paraná, logo no início do dia, e outro no Ceará, de noite.
Segundo o delegado Anezio Rosa de Andrade, o autor do crime, identificado como Thiago Belastorre, de 29 anos, nem tentou fugir. Ele foi preso e não esboçou qualquer arrependimento de ter atropelado e matado Carla Sampaio Tanan, de 36 anos.
— No depoimento, ele chegou a forçar um choro, mas nós vimos que não era sincero — disse Anezio. — Pela forma como estava o veículo, estão descartadas as hipóteses de acidente e de que ele não viu a vítima. Foi feminicídio consumado.
Ainda de acordo com o delegado, o casal morava em Dourados, a 52 quilômetros de Caarapó, para onde foi comemorar os 4 anos do sobrinho de Thiago.
— O namorado estava meio chateado porque a Carla estava dançando. Era uma festa infantil, num ambiente familiar, e ela estava feliz, mas o Thiago é possessivo e ciumento. O próprio cunhado dele confirmou isso. Eles discutiram e foram para a casa do cunhado dele, onde a briga continuou. O Thiago alega que não a viu na frente do veículo, mas testemunhas dizem que o carro passou por cima dela mais de uma vez, e a perícia apontou pelo menos duas vezes — contou Andrade.
O pai do aniversariante (cunhado de Thiago) confirmou para a polícia que ele tinha muitos ciúmes da Carla. Segundo ele, o autor do crime tinha dito na festa que aquela seria a última vez que ele a veria. Andrade contou que o cunhado não entendeu muito bem o que Thiago quis dizer com aquilo, imaginando que talvez eles fossem terminar o namoro.
— A discussão teria começado por causa do ciúme. Os parentes disseram que o relacionamento era conturbado, mas não havia boletins de violência doméstica registrados contra ele — afirmou o delegado. — Infelizmente foi mais um caso de violência doméstica.
O último post de Carla no Facebook traz um trecho do salmo 123, que diz: “O Senhor te guardará de todo mal; guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua saída e a tura entrada, desde agora e para sempre”.
Nas redes sociais, amigos escrevem mensagens de despedida para a vítima.
“Era muito querida por todos, uma pessoa alegre. Te dei vários conselhos pra você largar dele, mas você amava muito esse desgraçado. Sempre vou lembrar de você, das risadas,das festas da gente dançando juntas. É triste saber que você partiu dessa forma, minha linda. Que Deus te receba de braços abertos. Meu coração está de luto por você”, afirmou uma pessoa.
Assim como a esteticista, a jovem Lidiane Oliveira, de 24 anos, não estava sozinha em casa. Ela foi morta, também a facadas, em Ponta Grossa (PR). A mãe dela, de 60 anos, tentou ajudá-la, mas foi esfaqueada pelo namorado da filha, identificado como Jhonatan Campos, de 22 anos. Ela está internada no Hospital Regional da cidade, segundo o delegado Nagib Palma. A estudante, porém, não resistiu aos ferimentos e já foi encontrada morta pela equipe de emergência. Ela havia registrado queixa contra Jhonatan cerca de uma ou duas horas antes. Agentes da 13ª Subdivisão Policial (SDP) realizam diligências para localizar o autor do feminicídio.
Um médico, que atendia na Unidade de Pronto Atendimento de Cabo Frio, foi exonerado após um vídeo viralizar na internet, mostrando um comportamento totalmente inapropriado com os pacientes.
No vídeo, gravado pelo paciente Jonathan Gonçalves Mendes, é possível ouvir claramente o médico chamando o paciente de “burro”, além de cobrar o valor de R$50,00 por consultas dentro da unidade pública de saúde.
Depois que o vídeo viralizou na internet, diversos pacientes relataram problemas com relação ao atendimento do médico. Muitos deles, incluíam a receita de medicamentos inadequados para o problema do paciente.
A Prefeitura de Cabo Frio informou que, após analisar as imagens, o secretário de Saúde, Marcio Mureb, decidiu exonerar o médico. Além disso, a comissão de ética da UPA vai encaminhar o relatório ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj). Assista ao vídeo:
Uma atitude de Anitta durante o Carnaval provocou debate sobre a criminalização do corpo negro. No sábado (9), a cantora comandava o Bloco das Poderosas pelas ruas do Rio de Janeiro, quando teria visto lá do alto, um jovem supostamente furtando telefones celulares.
Ela, então, pediu ajuda da Polícia Militar e o suposto criminoso acabou preso. No entanto, horas depois a PM confirmou que o jovem negro foi chamado injustamente de ladrão. Durante depoimento na 5ª DP de Mem de Sá, os policiais perceberam o equívoco. Inocente, ele foi liberado no mesmo instante.
A atitude de Anitta repercutiu mal nas redes sociais. Usuários acusaram a funkeira de racismo ao associar, sem provas substanciais, um homem negro com atos criminosos. Soa familiar?
Anitta acusou um jovem negro de roubo. Ele era inocente
“Alô, polícia. Tem um ladrãozinho aqui no meio. O último que veio aqui para roubar se lascou. Nasci pobre, estou aqui ralando. Ninguém precisa tirar nada de ninguém!”, disse a cantora do alto do trio elétrico.
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Anitta levou o sermão para a meritocracia. A carioca destacou a origem pobre e criticou o furto, mesmo sem ter visto o autor. “Eu também não tinha condições de ter minhas coisas e nem por isso ia pegando as de ninguém. Não importa se a gente nasceu…infelizmente se a gente não teve as mesmas oportunidades. A gente tem que ralar mais? Tem! Mas isso não quer dizer que a gente tem que pegar o que é dos outros”, encerrou para o deleite dos presentes.
A situação salta aos olhos pela potência do racismo. Diante de uma multidão de milhões de pessoas, a pele negra se destaca instantaneamente como ameaça. Assim como Anitta, muitos foliões concluem sem delongas que a culpa é do negro. E se não for? Até o momento a funkeira não se pronunciou sobre o assunto ou pediu desculpas.
Teve quem viu diferente. O perfil feminiismo publicou o relato de Lola Ferreira. Ela afirmou que estava trabalhando no Bloco das Poderosas e que não foi Anitta, mas sim os foliões que acusaram o jovem errado de roubo.
“Anitta não interrompeu o bloco para prender o menino. Ele já estava rendido pelos seguranças”. Lola disse que não pretendia defender a cantora. No entanto, segundo ela, “Anitta só parou de cantar porque o menino tava há um tempo rendido sem a PM chegar. A interrupção foi para chamar a PM.
O biógrafo americano Walter Isaacson, é conhecido por pesquisar com afinco a vida de cada figura que compõem um livro. O alvo da vez foi o pintor e multidisciplinar Leonardo da Vinci, que viveu entre 1452 e 1519.
Para compor as mais de 600 páginas do livro Leonardo da Vinci, Walter analisou 30 diários do gênio italiano, que contabilizam 7.200 páginas. As informações trazidas sobre o ícone do renascimento, pode mudar o conceito de muita gente sobre ele.“O maior gênio da história era filho ilegítimo, gay, vegetariano, canhoto, muito disperso e, às vezes, herético”. Sim, Leonardo, comumente, abordava figuras sacras em seu repertório. O Batismo de Cristo e Madona são exemplos clássicos.
Segundo o autor, Da Vinci não tinha vergonha de sua sexualidade, e se afirmava enquanto gay tendo sido por duas vezes denunciado por sodomia, tendo quase sido preso. Outro artista emblemático também condenado pela homossexualidade, foi Oscar Wilde, autor do atemporal, o Retrato de Dorian Gray. O livro também afirma que Da Vinci mantinha práticas heréticas, e que muito provavelmente era ateu.
A credibilidade da pesquisa fez o livro de Walter ser recebido como a biografia definitiva de Da Vinci. O maior gênio da história redesenhou o mundo em muitos aspectos além de suas obras e suas percepções. Sim, Da vinci trabalhava empiricamente. Seus trabalhos também apontavam para um futuro promissor e progressista.
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Criminoso perde o penis após trocar tiros com polícias militares do grupamento de ações táticas do 41BPM, em Acari.
O criminoso foi socorrido para o HECC, em Marechal Hermes e logo em seguida operado.
Ainda não temos a nota da secretaria de saúde sobre o atual estado de saúde do criminoso.