Davi Ricardo Moreira Amâncio, segurança do Supermercado Extra da Barra da Tijuca que é suspeito de causar a morte de Pedro Gonzaga, de 19 anos, na última quinta-feira, ao imobilizar o jovem com um golpe conhecido como mata-leão, poderá passar a responder por crime de homicídio doloso, ou seja quando há intenção de matar. No dia da morte, o segurança foi autuado por homicídio culposo, quando não existe intenção. Na ocasião, ele pagou fiança de R$ 10 mil e foi liberado. Laudo do IML confirmou que o rapaz morreu asfixiado por estrangulamento.
Nesta segunda-feira, o delegado Antônio Ricardo, diretor do Departamento Geral de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) disse que a tipificação do crime pode mudar.
— A tipificação ainda não está fechada. Temos um prazo se 30 dias para concluir a investigação. Se tivermos indicadores que houve homicídio doloso, ou seja, que o segurança assumiu o risco de morte, a investigação será alterada — disse o diretor do DHPP.
Nesta segunda-feira, a Divisão de Homicídios recebeu novas imagens de câmeras de segurança do supermercado. Elas serão confrontadas com a versão dada pelo segurança, que afirmou que Pedro tentou tirar a arma do coldre que Davi levava. A Polícia Civil também já recebeu o laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Pedro Gonzaga. Peritos revelaram que o rapaz morreu por asfixia causada por estrangulamento. A investigação também já apurou que o rapaz ainda chegou vivo na Unidade de Pronto Atendimento da Barra. Ele recebeu os primeiros socorros, mas após sofrer três paradas cardiorrespiratórias, acabou não resistindo. Nesta terça-feira, a mãe do rapaz, que estava com ele quando o segurança o imobilizou dentro do supermercado, será ouvida pela polícia.
O depoimento está marcado para ocorrer às 14h. Se a Polícia Civil concluir que houve homicídio doloso qualificado e não um homicídio culposo, o segurança estará sujeito a uma pena , em caso de condenação, que vai de 20 a 30 anos de prisão.
Irmão de Elaine Peres Caparroz, 55 anos, mulher espancada durante quatro horas na madrugada do último sábado (16), afirmou que não consegue reconhecer a própria irmã. Rogério Peres, 45 anos, afirmou que cada vez que vê a irmã no Hospital Casa de Portugal, fica mais chocado.
“Aquela pessoa que está ali, desfigurada, não representa diretamente a fisionomia da minha irmã. Cada vez que eu vejo a minha irmã, eu não consigo reconhecê-la. Ele deixou minha irmã numa situações que eu não a reconheço. Cada vez que eu chego para ver a Elaine, fico chocado. Não tem como se acostumar com a imagem com a qual ela ficou”, afirma Rogério.
Entenda o caso
A empresária e paisagista Elaine Caparróz, segundo o Extra, foi encontrada desacordada por policiais militares dentro do próprio apartamento após vizinhos ouvirem gritos de socorro e chamarem o zelador.
A vítima contou ao “Fantástico”, da TV Globo, que conversou com o agressor, identificado como Vinícius Batista Serra, durante 8 meses até marcarem um encontro: um jantar no apartamento dela. Os dois dormiram e, segundo Elaine, ela acordou com socos desferidos por Vinícius, que ainda tentou dar uma “gravata” nela.
Durante as agressões, ela levou, ainda, uma mordida no braço. Com o rosto desfigurado e hematomas pelo corpo, Elaine foi levada em estado grave no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, e, em seguida, transferida para uma unidade particular.
O irmão de Elaine, Rogério Peres, afirmou que ela teve o nariz fraturado, maxilar e dentes quebrados.
À polícia, o agressor disse que tomou vinho, dormiu e acordou em surto psicótico.
O delegado-adjunto Rodrigo Freitas de Oliveira, da 16ª DP, onde o boletim de ocorrência foi registrado, afirmou que, pela gravidade das agressões e pela desproporcionalidade física, Vinícius tentou matar Elaine.
Ele vai responder por tentativa de feminicídio.
No pedido de prisão preventiva, o delegado afirma que Vinícius é perigoso e que precisa ficar preso por representar ameaça. Ele foi transferido para a Cadeia Pública Frederico Marques, em Benfica.
esde que Jean Wyllys anunciou sua renúncia ao mandato na Câmara, seu paradeiro era uma incógnita. Em Berlim, ele fez sua primeira aparição pública na estreia do filme Marighella e, nesta segunda-feira (18/02), realizou uma coletiva de imprensa. No evento, o ex-deputado do Psol comentou sua decisão de deixar o Brasil e falou sobre o atual cenário político do país.
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Aos jornalistas, Wyllys disse que está vivendo em Berlim e que conta com a ajuda de amigos até encontrar um lugar para morar e um trabalho. Com planos de fazer doutorado, ele revelou já estar em contato com diversas instituições que têm interesse em acolhê-lo como pesquisador ou professor visitante.
Jean Wyllys participou de coletiva de imprensa em Berlim
Foto: DW / Deutsche Welle
O ex-deputado afirmou ainda que não pretende pedir asilo político na Alemanha, país onde planeja permanecer por um tempo. “Tive uma oferta de asilo político por parte do governo francês, mas o asilo político demora um tempo para sair, e há outras pessoas que precisam dele. Para mim, permanecer aqui com visto de estudante e pesquisador é muito melhor”, disse.
“O recado político já foi dado. Minha decisão foi um ato de preservação da minha vida e proteção da minha família, mas também um recado ao mundo e uma maneira de deixar de naturalizar o que estava sendo naturalizado no Brasil.”
Wyllys afirmou que, mesmo fora do país, pretende continuar atuando como ativista pelos direitos LGBT e em defesa da democracia. Ele descartou voltar ao Brasil enquanto o grupo político ligado ao presidente Jair Bolsonaro estiver no poder.
“Alertar o mundo democrático e fazer com que os olhos deste mundo se voltem ao Brasil é uma maneira de colocar o país sob vigilância e proteger as pessoas que estão ameaçadas. Nesse sentido, minha saída é muito mais útil e poderosa do que a minha permanência”, argumentou.
Sobre seus planos para o futuro, Wyllys relatou que pretende estudar o fenômeno das notícias falsas, focando como as fake news e discursos de ódio afetam processos eleitorais, o modo de vida de minorias e as democracias de maneira geral.
“As novas tecnologias permitiram a dissolução da fronteira entre a verdade e a mentira”, destacou. “Os fatos já não interessam. As pessoas não se interessam mais por fatos. Vemos mentiras produzidas em larga escala por uma massa de mídias e, ao mesmo tempo, uma ameaça violenta contra pessoas que se insurgem contra essas mentiras e querem colocar a verdade.”
Em entrevista à DW após a coletiva, Wyllys afirmou que as redes sociais – como importantes meios de comunicação e de expressão e sendo a principal plataforma de propagação de notícias falsas – precisam pensar em como conter as fake news e em como usar esse espaço para instruir a população sobre o que é verdade e o que é mentira.
“Os governos democráticos devem pensar juntos em formas e legislações, porém sem produzir censura, para controlar essas plataformas e evitar que elas afetem os processos eleitorais e sejam utilizadas para destruir a democracia”, opinou.
Governo Bolsonaro
Na coletiva, o ex-deputado fez duras críticas ao governo Bolsonaro e, principalmente, às propostas anticrime apresentadas pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. “Por trás desse pacote de segurança pública está na verdade uma tentativa de legalizar a repressão contra a oposição política que vai haver ao governo Bolsonaro e às medidas ultraliberais”, disse.
Wyllys ainda chamou de lamentável a suposta reação de Bolsonaro ao anúncio de que ele estava deixando o país – em 24 de janeiro, logo após a decisão se tornar pública, o presidente escreveu “Grande dia” no Twitter, embora negue que estivesse se referindo ao deputado do Psol. Para Wyllys, a atitude só reforçou a impressão de que o país realmente não era mais seguro para ele.
“Um presidente deve cuidar de toda a população de seu país. Depois de eleito, ele é responsável pela população. Mas esse sujeito ainda não age como presidente da República. Ele continua agindo como se ainda estivesse em campanha. Tratando as 40 milhões de pessoas que não lhe deram votos, que votaram em outros candidatos, como inimigos”, afirmou.
O ex-deputado classificou o atual governo de uma ditadura. A DW questionou o porquê dessa definição, uma vez que Bolsonaro foi eleito nas urnas. Wyllys argumentou que o Brasil enfrenta um estado de pós-democracia, que seria caracterizado, segundo ele, pela permanência de instituições democráticas vazias e pela hegemonia do mercado unido a um Estado repressivo.
“Neste novo estágio, temos um Estado mínimo em respeito a políticas sociais, um mercado livre com todos os seus males, e um Estado máximo em respeito à repressão e penalização. Essa é a nova face deste governo brasileiro, que foi de fato eleito, mas podemos questionar essa eleição, que não foi baseada num debate público, mas somente em fake news”, disse.
A esquerda brasileira
Na coletiva, Wyllys fez ainda críticas à esquerda brasileira, que, segundo ele, não enfrentou questões sociais importantes como a igualdade de gênero, o machismo, o racismo, o antissemitismo e a homofobia. Ele destacou, no entanto, que a esquerda não deve ser culpada pela eleição de Bolsonaro.
“As esquerdas trabalham com a ideia de diversidade e acham que minorias étnicas e religiosas não podem ser consideradas responsáveis por crises econômicas, que problemas complexos, como a segurança pública, não podem estar na conta de pretos pobres que moram em favelas. As esquerdas não podem fugir desses debates, se eles incomodam a classe média. E, se a classe média vota num fascista, o problema não é da esquerda.”
Para o ex-deputado, a eleição de Bolsonaro foi movida pela falta de memória sobre a escravidão no Brasil, pelo machismo, pela homofobia, pela rede de manipulação de notícias falsas, por empresários que financiaram as campanhas difamatórias e também, segundo ele, pela intervenção direta da política americana na América Latina.
Questionado pela DW sobre a reação da esquerda – que lamentou a decisão de sua renúncia, mas aparentemente não fez qualquer movimento para lutar por sua permanência no país -, Wyllys disse que tanto o presidente do Psol, Juliano Medeiros, quanto o líder da bancada na Câmara, Ivan Valente, tentaram dissuadi-lo da decisão, mas sabiam que não havia como garantir a sua segurança.
“As pessoas compreenderam que eu tinha razão e tinham consciência de que não podiam me dar essa proteção. A rede de solidariedade surgiu imediatamente, mas foi no sentido de ‘conte com nosso apoio aí fora'”, afirmou. Segundo ele, a repercussão do anúncio, inclusive internacional, foi muito maior do que imaginava. “Num momento que havia uma divergência entre as esquerdas, por conta da eleição do presidente da Câmara, minha decisão serviu para uma união.”
Ameaças e difamação
Na coletiva, Wyllys reiterou que a decisão de deixar o mandato e o país foi muito dolorosa e difícil. O ex-deputado contou que aqueles que o ameaçavam tinham fotos da casa da sua mãe, do carro do seu irmão e cópias de e-mails pessoais de seus familiares, para onde eram enviadas ameaças de morte.
“Vocês não têm ideia do que eu vivia na Câmara dos Deputados, sendo um homossexual orgulhoso e assumido, das piadas infames no banheiro aos ataques deliberados na tribuna. Resisti por dois mandatos, praticamente sozinho”, afirmou, dizendo ter chegado ao seu limite. “Estava morrendo mesmo. Se não fosse assassinado, morreria de depressão, pois não há ser humano que suporte o volume de agressão simbólica e real que eu estava suportando sem poder viver uma vida livre no meu país.”
Wyllys contou que recebe ameaças desde 2011. Segundo ele, inquéritos da Polícia Federal até hoje não conseguiram identificar quem está por trás de todas essas intimidações, bem como das mentiras divulgadas sobre ele na internet. Com a execução da vereadora Marielle Franco, em março de 2018, o ex-deputado percebeu que as ameaças poderiam se tornar realidade.
“As causas que eu defendo não precisam de um mártir. Já há uma mártir, Marielle Franco. As causas que eu defendo precisam de ativistas”, afirmou, acrescentando que, após o anúncio de que estava deixando o Brasil, sua família passou a ser o alvo das ameaças.
Quando renunciou ao mandato, Wyllys disse ter havido omissão das autoridades em relação às ameaças que recebeu. A declaração foi contestada por Moro, que citou a prisão de Marcelo Valle Siqueira Mello, um dos autores dos ataques ao ex-deputado.
Ao ser questionado sobre a posição do ministro, Wyllys disse achar curiosa a contestação, pelo fato de Moro ter acabado de assumir a pasta. “A declaração é no mínimo irresponsável. O Marcelo, que ele cita, não foi preso pelas ameaças contra mim, ele foi preso por outro motivo. As ameaças contra mim foram ignoradas”, argumentou.
O ex-deputado afirmou ainda que, se houve um interesse real em solucionar o caso, o Estado poderia ter identificado os autores das ameaças e difamações, descoberto se há políticos envolvidos, quem financia as redes de propagação de notícias falsas e se essa rede é a mesma que contribuiu para a eleição de Bolsonaro, além de oferecer proteção à sua família e abrir inquéritos sobre pessoas que estavam o associando à pedofilia.
Entre os constantes boatos divulgados sobre ele na internet, Wyllys considera as acusações de pedofilia as piores. Principalmente por isso ele virou também alvo de insultos nas ruas. O ex-deputado contou que passou a ter medo das pessoas. “Não sabia se iam me golpear, me elogiar ou insultar. E a grande maioria me insultava”, afirmou.
Após anunciar sua saída do país, novamente Wyllys foi alvo de uma enxurrada de notícias falsas sobre os motivos de sua decisão. À DW, o ex-deputado afirmou que já esperava essa reação.
“Esse governo eleito precisa manter essa chama acesa, precisa continuar se sustentando e falando a uma plateia através de fake news para implementar uma agenda ultraliberal econômica que destrói direitos trabalhistas e, ao mesmo tempo, implementar um conjunto de políticas de segurança que criminalizam movimentos sociais.”
O ex-deputado contou que outros ativistas estão deixando o Brasil por receber ameaças de mortes, que se intensificaram durante as eleições e depois do resultado. Além da antropóloga Debora Diniz, que defende a descriminalização do aborto, Wyllys disse que a filósofa Marcia Tiburi e o escritor Anderson França também buscaram abrigo em outros países.
“A postura do presidente e a maneira como ele conduziu sua campanha têm autorizado sicários, organizações criminosas, policiais corruptos e fanáticos religiosos a ameaçarem defensores de direitos humanos”, acusou.
Mistério em Campo Grande, Bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, mulheres que ficam tirando fotos a semana toda , geralmente fazendo biquinho em frente ao espelho , chega nos fins de semana, bebem até cair no chão na balada, chegam duras de grana e voltam pra casa bebadas e com alguns trocados!!!
Essas moças não trabalham, não estudam e saem todos os finais de semana , com belas roupas e bebem igual macho!! Como vivem?
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, informou nesta segunda-feira (18/2) que a Secretaria Municipal de Educação vai preencher 200 vagas de professores na rede municipal de educação. Os profissionais vão repor vagas abertas com aposentadorias e exonerações que ocorreram nos últimos meses.
– Serão 74 vagas para a educação infantil, 48 para os anos iniciais e 78 para os anos finais – explicou o prefeito.
De acordo com o secretário da Casa Civil, Paulo Messina, o levantamento de vagas na rede é feito frequentemente.
O ato de convocação será publicado no Diário Oficial desta terça-feira (19/02), com os nomes dos novos professores e os direcionamentos para a posse.
Uma onda de indignação e estarrecimento percorre nossas veias quando acompanhamos pelo rádio, TV e jornais notícias sobre balas perdidas ou ocorrências, até frequentes, de seguranças próprios ou terceirizados que pelas mais diversas razões chegam a ferir ou até levar a óbito suspeitos ou inocentes no exercício do trabalho.
O caso mais recente envolveu um segurança de uma grande rede de supermercados no Rio, o Extra, e a morte de um jovem de 25 anos. Mesmo dominando a vítima e sendo interpelado pelas pessoas ao redor para que parasse, o segurança insistiu de forma violenta em mostrar a sua autoridade e brutalidade. O jovem veio a falecer pouco tempo depois.
Não podemos de deixar de apontar o funcionário da segurança como culpado pelo ocorrido. Mas pergunto: qual a culpa que leva a rede de supermercados ou a empresa terceirizada responsável pela segurança neste ocorrido?
Em primeiro lugar, há de se notar que as grandes empresas têm os meios de contratar assessorias de imprensa que rapidamente conseguem fazer desaparecer as notícias dos veículos de comunicação. Em segundo: o público em geral não consegue mais acompanhar o caso, que rapidamente cai em esquecimento. Não resta dúvida que o segurança no caso será processado e provavelmente enquadrado na lei. Mas as empresas que, de certa forma, são corresponsáveis, o que acontecem com elas além de terem que prestar depoimentos na delegacia responsável por apurar o caso?
Temos que levar a reflexão ao âmbito da Governança Corporativa. Além de ter que ser transparente e prestar contas aos seus stakeholders, o que pedem as boas práticas de Governança Corporativa, o compliance como ferramenta de governança e a serviço dos Conselhos de Administração deveria apresentar a todos as regras da empresa relacionadas a questões de segurança, proteção a seus clientes e exigências frente a contratação de empresas terceirizadas.
Queira ou não a rede de supermercados e a empresa terceirizada deveriam ser corresponsabilizadas pelo sinistro acontecimento. Mais uma vez pergunto: será que as autoridades investigam a fundo as normas de contratação de empresas de segurança?.
O compliance da contratante deveria, durante o processo de seleção de prestadores de serviços, exigir de forma detalhada os procedimentos e critérios adotados na contratação dos homens que prestarão os serviços de segurança. Afinal, uma das missões dessas empresas é proteger vidas e zelar pela ordem pública. Será que todas as regras, processos e procedimentos são estudados e analisados pelas autoridades? Caso sejam verificados desvios ou descumprimentos, as empresas ou seus gestores são punidos?
Com certeza muito ainda terá que ser realizado nesta área, começando pela transparência das empresas. O público não é levado em consideração. Presume-se também que as contratações tanto de empresas de segurança, como daqueles que farão a segurança propriamente dita, carecem de cuidados especiais.
Ao contratarmos uma empresa de engenharia para construir nossa casa e esta subcontrata uma hidráulica para instalar os encanamentos, que por uma ou outra razão se rompem após um certo tempo, quem será por nós chamada a prestar esclarecimentos e ser eventualmente punida? Não resta dúvida que é a empresa de engenharia.
No caso discutido neste breve artigo, quem deverá levar a culpa: o segurança, a empresas de segurança ou a rede de supermercados?
O juiz Alex Quaresma Ravache, que presidiu a audiência na Central de Audiência de Custódia (Ceac) do Tribunal de Justiça do Rio, determinou também o encaminhamento do acusado para avaliação médica psiquiátrica.
Vinícius foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio tentado, punido com pena privativa de liberdade máxima superior a quatro anos. Os policiais relataram que, ao fazer a prisão do acusado, encontraram a vítima gravemente ferida, constatando sangue em diversos cômodos do apartamento. Já o segurança do condomínio contou ter acionado a polícia e que Vinicius foi detido na portaria do prédio, com as roupas manchadas de sangue.
depois – reproduções
Com mais de 40 pontos na boca, hematomas provocados pelos socos e chutes no tórax, Elaine está irreconhecível. Assim define o irmão da empresária, ao chegar nesta segunda-feira no hospital Casa de Portugal, no Rio Comprido, onde ela está internada. Na tarde desta segunda-feira, a empresária deixou o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e foi encaminhada para o quarto da unidade. Ela foi espancada na primeira vez que encontrou o agressor pessoalmente.
“Cada vez que eu vejo a minha irmã eu não consigo reconhecê-la. Aquela pessoa que está ali desfigurada não representa, diretamente, a fisionomia da minha irmã. Ele deixou a minha irmã numa situação que eu a não reconheço. Toda vez que eu chego lá para visitá-la eu fico chocado. Não tem como se acostumar como ela ficou”, desabafa Rogério Perez, 44 anos.
“Ela teve um problema de pulmão, de creatina por insuficiência renal, e tem múltiplas fraturas no rosto. Ela está muito abalada e traumatizada.Estão averiguando se ela tem edema cerebral, mas parece que não tem. Mas tem várias fraturas, de face, nariz, globo ocular, maxilar, dentes, fronte, trauma de pulmão, insuficiência renal. Ela está muito ruim”, falou o irmão.
O estudante Vinícius Serra, que espancou a paisagista Elaine Peres Caparroz por quatro horas, já foi denunciado uma vez pelo próprio pai, Zacarias Batista de Lima, depois de agredir o irmão Diego, que é deficiente. A agressão ocorreu no dia 8 de fevereiro de 2016.
De acordo com a queixa, por volta de 2h30m daquele dia, Zacarias foi despertado por gritos. Ao chegar ao quarto dos filhos, viu que Vinicius estava em cima do irmão aplicando golpes de jiu-jítsu.
Ainda de acordo com o pai, a razão da agressão era a suspeita de que o irmão tivesse pegado R$1.200 que pertenceriam a Vinicius. Na briga, Vinícius acabou acertando também um golpe no rosto do pai.
Na delegacia, Zacarias contou que o filho era faixa roxa de jiu-jítsu e andava “muito destemperado”. O caso chegou ao Juizado Especial Criminal depois que a vítima, o pai, desistiu da denúncia contra o filho.
Como atleta de jiu-jítsu, Vinicius frequentava a academia BTT, na Lagoa, e chegou a conquistar o primeiro lugar naquele ano na categoria medio-pesado.
Além de espancar Elaine, Vinícius ameaçou funcionários do condomínio na Barra, na Zona Oeste: “Entra então aqui para você ver o que acontece“. A informação foi passada pelo irmão da vítima, Rogério Peres. Segundo ele, Elaine foi socorrida por funcionários e vizinhos:
— Um dos funcionários chegou a passar pela porta da minha irmã e dizer “vamos parar com isso”. Aí o Vinícius teria dito “entra então aqui para você ver o que acontece”. Nesse momento, eles foram pedir reforço para os seguranças e pegaram o Vinicius já na portaria, onde ele foi algemado pela polícia e preso em flagrante — conta Rogério, ainda abalado.
Inicialmente, as pessoas acharam que se tratava de uma briga de casal. Somente quando os gritos de socorro ficaram mais fortes, é que os seguranças foram até o local e já encontraram a porta entreaberta e Elaine deitada em uma poça de sangue. As agressões contra Elaine ocorreram no sábado. Elas começaram por volta de 1h e se estenderam até quase 5h30m. Foram socos e mordidas, entre outros golpes. À polícia, Vinícius alegou que havia tomado vinho antes de dormir com Elaine e surtou.
Paisagista segue internada
Elaine permanece internada no Hospital Casa de Portugal, no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio. Segundo Rogério, ela levou quase 40 pontos dentro da boca. Também sofreu fratura no nariz e nos ossos da órbita (região próxima aos olhos). Elaine passará por uma avaliação nesta segunda-feira com um médico bucomaxilofacial. Ela fez uma tomografia, que não apontou danos neurológicos. Elaine também perdeu um dente.
— Domingo à noite ela estava estável, e os médicos estão acompanhando a evolução do caso. Os traumas em si é que estão muito ruins.
Um boletim médico divulgado na manhã desta segunda-feira informou que Elaine será transferida da UTI para um quarto. Segundo o informe, ela segue em estado estável e permanecerá em observação. Apesar do coordenador da clínica médica do hospital, Hélio Primo, ter afirmado que não há necessidade de cirurgias, já que o tratamento será feito com medicamentos, a família buscou outro médico e decidiu pela operação.
Elaine vai ser operada por um especialista conhecido da família, que já atendeu Elaine outras vezes. A decisão é por motivos estéticos. Rogério Peres, irmão da vítima, explica que serão reconstruídos ossos da face, do nariz e da boca, já que a parte superior da gengiva afundou com os golpes.
Nome falso
Rogério obteve no condomínio o documento que registra as entradas no local, mostrando que Vinícius usou um nome falso. Segundo o registro, ele se identificou como Felipe quando teve o nome questionado.
— Vou entregar o papel para a polícia hoje (segunda-feira). Não o consegui antes porque o porteiro que estava de plantão só voltou no domingo. Minha irmã já havia me contado que o porteiro falou que o nome do rapaz era Felipe. Ela achou estranho mas liberou porque estava esperando alguém e achou que o porteiro havia se enganado.
Parte do teto do Colégio Estadual Stella Matutina, no bairro do Tanque, Zona Oeste do Rio, desabou nesta segunda-feira, em decorrência das chuvas, e deixou cinco estudantes feridos, de acordo com o Corpo de Bombeiros. As vítimas — três meninas de 16 anos e dois meninos, um de 16 e outro de 17 anos — foram atendidas sem gravidade, de acordo com a corporação, e foram encaminhadas ao Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Após exames, todos já foram liberados, segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc).
Em nota, a Seeduc informa que o secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes, determinou abertura de inquérito administrativo e afirma que a unidade recebeu R$ 300 mil para reformas no ano passado. “Cabe avaliar se houve responsabilidade por parte da empresa contratada à época”, diz o texto.
Em redes sociais, circulam imagens que mostram como ficou a sala de aula após o teto cair. É possível ver reboco sobre as cadeiras. No Facebook, um dos estudantes do colégio relatou que alunos já haviam pedido à direção para trocar de sala, mas não foram atendidos. O EXTRA tenta contato com a direção do colégio.
Sala de aula após parte do teto cair, na Zona Oeste do Rio
Após polêmica que ganhou forças nesse fim de semana envolvendo a separação de José Loreto e Débora Nascimento, o apresentador Léo Dias, do ‘Fofocalizando’, do SBT, contou detalhes do caso durante o programa desta segunda-feira (18).
Segundo ele, Débora colocou Loreto para fora de casa na quinta-feira (14) dias depois da atriz Marina Ruy Barbosa dar uma festa privada em sua casa. O evento era tão restrito que os convidados foram proibidos de levar namorados (as) e maridos/esposas.
“A Débora é uma pessoa muito ciumenta, com opinião forte, muita gente acha ela chata e resmungona, ela nunca deixaria passar uma situação dessa. Ela flagrou mensagens e tinha um certo encantamento com a Marina Ruy Barbosa”, afirmou Léo Dias.
O jornalista afirma ainda que não se baseou em perfis de fofoca no Instagram para apurar o caso. De acordo com Léo, algumas atrizes famosos da Globo foram suas fontes reais.
“Marina, nós sabemos que não foram os instagrans de fofoca [que deram a notícia]. Respeitamos demais você, mas essa fofoca surgiu na TV Globo e é lá de onde surgiram essas informações. Eu me baseei em fontes e essa moça aqui [Lívia Andrade] acompanhou tudo de perto”, disse.