Filho da paisagista Elaine Peres Caparroz, de 55 anos, espancada durante cerca de quatro horas na madrugada do último sábado, o lutador Rayron Gracie, de 17, mora nos Estados Unidos e, após o episódio, está vindo para o Brasil para ver a mãe. De acordo com a família da vítima, os dois conversaram por telefone e Elaine pediu para o jovem retornar e visitá-la no Hospital Casa de Portugal, onde a mulher está internada.
— Ele não pode voltar para o convívio da sociedade, não pode encontrar outras pessoas e não pode fazer isso com mais ninguém. A família está consternada. É uma situação chocante, não tem como a gente prever o que um caso como esse vai proporcionar na família. Meu pai é cardíaco, a minha outra irmã está muito traumatizada. A vida da gente parou para a gente dar suporte e atenção a ela — afirma Rogério, ainda muito abalado.
O rosto de Elaine após as agressões sofridas Foto: Instagram / Reprodução
O irmão da vítima conta que todos os vizinhos, amigos e patentes de Elaine estão assustados com o caso. A vítima é tida como uma pessoa de fácil relação e querida por todos. Ainda de acordo com Rogério, todos que a conhecem estão sentidos com o fato.
— Vocês podem perguntar para quem quiser, ela é uma pessoa super querida. Uma pessoa muito tranquila, vive cercada de amigos.
Elaine permanece internada. Segundo Rogério, ela levou quase 40 pontos dentro da boca. Também sofreu fratura no nariz e nos ossos da órbita (região próxima aos olhos). Elaine passará por uma avaliação nesta segunda-feira com um médico bucomaxilofacial. Ela fez uma tomografia, que não apontou danos neurológicos. Elaine também perdeu um dente.
— Domingo à noite ela estava estável, e os médicos estão acompanhando a evolução do caso. Os traumas em si é que estão muito ruins.
A empresária Elaine Peres Caparroz, de 55 anos, conta como o estudante de Direito, Vinícius Batista Serra, de 27 anos, com quem se encontrara pela primeira vez, passou a agredi-la em seu apartamento na Barra
Um boletim médico divulgado na manhã desta segunda-feira informou que Elaine será transferida da UTI para um quarto. Segundo o informe, ela segue em estado estável e permanecerá em observação. Apesar do coordenador da clínica médica do hospital, Hélio Primo, ter afirmado que não há necessidade de cirurgias, já que o tratamento será feito com medicamentos, a família buscou outro médico e decidiu pela operação.
Elaine vai ser operada por um especialista conhecido da família, que já atendeu Elaine outras vezes. A decisão é por motivos estéticos. Rogério Peres, irmão da vítima, explica que serão reconstruídos ossos da face, do nariz e da boca, já que a parte superior da gengiva afundou com os golpes.
A empresária Elaine Caparróz, de 55 anos, está internada em um hospital particular no Rio de Janeiro, depois de passar 4 horas sendo agredida por um cara que conheceu nas redes sociais. Era o primeiro encontro dos dois.
O agressor, preso em flagrante, foi identificado como Vinícius Batista Serra, de 27 anos. Para a polícia, disse que tomou um vinho, dormiu e acordou em surto. Depois de desfigurar Elaine, ele agora diz que não se lembra de nada.
Ao jornal Extra, Elaine contou: ‘Ele falou deita no meu ombro pra gente dormir abraçadinho, pra dormir juntinho’. Acordou com ele esmurrando seu rosto. Exames já constataram várias fraturas na face.
Elaine é ex-cunhada de Kyra Gracie. A lutadora usou o Instagram para comentar o caso. “Vinícius, advogado, morador do leme, agrediu brutalmente uma mulher muito próxima da minha família de maneira premeditada e tentou feminicídio. Um monstro”.
A vítima não tem culpa
“Está mal contada essa história” foi o primeiro comentário que ouvi a respeito da notícia. Os motivos de desconfiança são os de sempre: “como ela marcou o primeiro encontro dentro do próprio apartamento?”. “O que uma coroa queria com um garotão?”.
De fato, a primeira dica de segurança para mulheres que estão em aplicativos de relacionamento ou conhecem gente nas redes sociais é marcar o primeiro encontro em um local público.
Agora Vinicius não se lembra de nada
Reprodução/Instagram
Ainda não temos como saber o que levou Elaine a abrir as portas da própria casa para seu algoz entrar, mas a verdade é que a violência não teria como ser evitada.
Se ela tivesse ido encontrar o cara num restaurante, e fosse de lá para um motel, teria sido agredida do mesmo jeito. Porque sim, uma coroa pode estar interessada apenas no sexo com um garotão.
O problema não é o lugar. É confiar em um estranho. O ocorrido, infelizmente, é um alerta importante para todas. A gente nunca sabe DE VERDADE quem é o boy do outro lado do celular.
Os aplicativos e as redes sociais aproximam, muitas vezes, pessoas que jamais se cruzariam na vida real. E as conversas, que muitas vezes migram para outros apps, como o Whatsapp, dão uma sensação de proximidade. Criam uma falsa intimidade. É comum a gente se pegar conversando com uma criatura de quem não sabemos nem o nome completo, só o apelido.
Quando vai ver, a amizade estabelecida ganha contornos de realidade e, com ela, a possibilidade de uma confiança que não deveria existir. O script é o mesmo, na maior parte dos casos. Bom papo, bonitão, sedutor, e a idealização daquela criatura se instaura sem que a gente perceba.
Não duvido que esse tenha sido o caso de Elaine. Mais jovem, bem diagramado, Vinícius parecia um bom parceiro. No mínimo, poderia valer o sexo casual. Não custava arriscar. Mas, como já diziam os antigos, quem vê cara não vê coração. E muito menos a mão pesada que vai deformar seu rosto.
Alguns anos atrás, quando alguém sofria um ataque cardíaco, a pessoa tinha poucas chances de sobrevivência, pois não sabia o que estava acontecendo e ignorava os sintomas até que fosse tarde demais. Com a avanço da medicina, começaram a identificar sinais de alerta comuns, como desconforto e pressão no peito, dor nos braços e falta de ar. Então divulgaram esses sinais de alerta e isso aumentou muito a taxa de sobrevivência das vítimas de ataque cardíaco.
De um modo parecido, nós cristãos também sofremos ataques, porém, espirituais. E quando estamos sendo atacados pelo inimigo, é fundamental conhecermos os “sinais de alerta” se quisermos sobreviver a esta guerra:
1) Perda do desejo de buscar a Deus
O objetivo principal de qualquer ataque de Satanás é impedir a obra de Deus na sua vida. Por isso, o primeiro sinal de que você está sendo atacado espiritualmente, é que você não tem mais vontade de buscar a Deus. Eu sei que não devemos depender dos nossos sentimentos, pois fomos chamados a viver pela fé (Romanos 1:17), mas existe uma diferença entre fazermos as coisas para Deus apenas por obrigação, e fazermos porque estamos sentindo desejo. Quando estamos apaixonados por Deus, nós temos prazer nas Suas coisas naturalmente, e é esse prazer que o inimigo tentará roubar de você.
2) Desgaste físico
O segundo sinal de um ataque espiritual é o desgaste físico. Eu sei que isso não parece muito “espiritual”, mas lembre-se de que nós somos espírito, alma e corpo. Se o nosso corpo está muito fraco, nós temos dificuldade em vigiar nossos pensamentos (alma) e isso pode afetar negativamente o nosso espírito. Muitas vezes nós recebemos nossos maiores ataques pouco antes de uma grande vitória ou logo após ela. Lembre-se disso quando você estiver passando por uma grande provação, pois um ataque espiritual pode ser um sinal de que você está prestes a ter uma grande vitória em sua vida!
3) Falta de recursos
O terceiro sinal de que você está sofrendo um ataque espiritual é quando todas as portas se fecham. Nesses momentos parece que todos os nossos seus recursos secam ao mesmo tempo. Os ataques do inimigo neste caso, são para tirar os nossos olhos de Deus e colocá-los no dinheiro ou em um caminho mais fácil. Se o diabo conseguir fazer com que você fique preocupado ao invés de adorar ao Senhor, você poderá tomar as decisões baseado nas oportunidades que surgirem e não na direção de Deus. Lembre-se que existem dois momentos na sua vida no qual é mais fácil cair em tentação: quando você não tem nada e quando você tem tudo. Por isso fique perto de Deus em ambos os momentos: bons ou ruins.
4) Vida de oração fraca
O quarto sinal de que você está sofrendo ataque espiritual é uma vida de oração fraca, e isso acontece justamente quando você está precisando orar mais. Foi o que aconteceu quando Jesus estava para ser entregue para ser crucificado e os discípulos não tiveram forças para orar junto com ele. Veja:
“Então, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo. “Vocês não puderam vigiar comigo nem por uma hora?”, perguntou ele a Pedro. “Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mateus 26:40,41)
5) Sobrecarregado pelas circunstâncias
Você está se sentindo oprimido pelas circunstâncias? Isso pode ser um sinal de que você está sendo atacado espiritualmente. Quando nós perdemos a esperança por algum motivo, o nosso coração fica “doente” e não demora muito para que fiquemos fracos para superar as adversidades. A Bíblia diz: “A esperança adiada desfalece o coração, mas o desejo atendido é árvore de vida” (Provébios 13:12). Ela também nos diz: “A fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” (Hebreus 11:1). Se o inimigo conseguir fazer com que você perca a esperança, ele fará com que você perca a sua fé. Então, se algo não deu certo em sua vida; se as promessas de Deus parecem demorar, ou se alguém traiu sua confiança, não desista! Não feche seu coração e nem pare de buscar a Deus. Não deixe o inimigo roubar a semente de fé e esperança que o próprio Deus colocou em você!
6) Hábitos e pecados antigos começam a voltar
O sexto sinal de que você está sofrendo um ataque espiritual é que os pecados antigos começam a ressurgir em sua vida. Muitas vezes você começará a sentir vontade de praticar velhos hábitos e dar lugar a pecados que você já tinha sido liberto no passado. Isso acontece quando as coisas ficam difíceis e sua carne quer ter um momento de “descanso” e “prazer”. Então você começa a ter pensamentos como: “Ah, eu mereço um descanso! Tenho passado por tantas lutas e se eu posso cometer aquele pecado, Deus não vai se importar. Ele sabe que estou carente, precisando de uma alegria, um amor etc.” Se você está assim, ouça o que eu vou te dizer: Não ignore as advertências do Espírito Santo. Seja sincero em suas orações e peça ajuda a Deus. Muitos, por voltar à pratica de velhos pecados, acabaram desistindo da fé e hoje têm uma dificuldade enorme para voltar aos caminhos de Deus. O melhor caminho é vigiar, orar e não desistir.
“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” (Gálatas 5:1).
7) Afastar das amizades espirituais
Quando os pecados antigos começam a voltar, o próximo sinal de ataque espiritual é este: você começa a se afastar das amizades que Deus colocou no seu caminho. Olhe ao seu redor. Você já parou de relacionar-se com as pessoas de sua igreja ou célula? Os seus amigos que gostam de cometer pecados estão mais perto de você do que seus amigos espirituais? Se sim, saiba que você está pisando em terreno perigoso e o inimigo está planejando tirá-lo da presença de Deus. A Bíblia diz: “Não se deixem enganar: “as más companhias corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15:33).
5 atitudes para destruir os ataques do inimigo:
Depois de você tomar uma posição contra os ataques do inimigo, aqui estão cinco atitudes que você deve tomar:
1) Não se esqueça de quem você é. Você não mudou apenas de religião quando aceitou a Cristo como seu Senhor e Salvador. Você mudou de lado (espiritualmente falando). Você estava nas trevas e agora está na luz. Você estava do lado do perdedor e agora está do lado de Jesus Cristo, que te faz vencedor em todas as coisas!
2) Não ignore seu tempo e lugar de oração. Essas duas coisas são vitais para uma vida abençoada: um tempo de oração todos os dias e um lugar para você orar.
3) Não abandone o lugar onde você recarrega suas energias: a sua igreja ou reunião em células na casa de alguém, por exemplo.
4) Não saia de perto dos seus amigos espirituais. É sempre bom estar perto de pessoas que viveram mais, fizeram mais do que você e podem te dar conselhos sábios.
5) Não saia debaixo da proteção pastoral. Geralmente, quando as pessoas querem se desviar dos caminhos de Deus, elas fogem dos líderes espirituais com medo deles apontarem o dedo. Mas isso é um grande engano, pois os líderes são pessoas escolhidas por Deus para cuidar de sua vida e não para te jogar pedras. Se você fez isso, não espere até que o inimigo o machuque ainda mais para você procurar o auxílio daqueles que tem um papel pastoral em sua vida.
Se você estiver sendo atacado espiritualmente pelo inimigo, lembre-se que Deus te deu o livre arbítrio. Então, se você decidir buscá-Lo, não há poder neste mundo que possa te derrotar. Deus é o maior interessado em sua vida e você deve seguir as dicas acima para estar preparado para vencer!
água de coco é uma bebida que não pode faltar no calor. Seja nas praias ou cidades, ela é ideal para refrescar o corpo durante os dias mais quentes do ano.
Além de saborosa, ela ainda pode trazer diversos benefícios para a saúde, incluindo melhora do sistema digestivo, dores de cabeça e até mesmo ajudar na perda de peso. Em um artigo publicado originalmente pela LifeHack.org foram listados oito benefícios da bebida, que você confere abaixo.
1 – Fortalecimento do sistema imunológico
O consumo diário de água de coco pode ajudar no fortalecimento do sistema imunológico e auxiliar na remoção das bactérias no corpo, entre elas as que promovem a gengivite e infecções do trato urinário. A bebida também ajuda o sistema a combater os vírus responsáveis por resfriados, tifo e outras doenças infecciosas.
2 – Aumento de energia
A bebida aumenta os níveis de hormônios secretados pela glândula tireoide, fornecendo um impulso de energia a nível celular. Após uma semana consumindo água de coco consistentemente, você perceberá que sua disposição e energia estarão mais fortes do que nunca.
3 – Limpeza do trato urinário
A água de coco elimina as toxinas do corpo e promove a quebra das pedras nos rins. Considerada um diurético natural, ela é muito útil para pessoas que sofrem com doenças renais. É capaz de limpar o trato urinário, bem como canais da bexiga. Logo, após uma semana de consumo, você certamente se sentirá mais saudável.
4 – Benefícios para o sistema digestivo
Uma vez que possui a quantidade diária ideal de fibras, é excelente para o sistema digestivo. Ao consumir água de coco por uma semana, você verá que seu intestino funcionará muito melhor e regularmente. Quando o ácido gástrico é eliminado, há um aumento de energia no corpo, que realiza suas funções cada vez mais eficientemente.
5 – Promove a perda de peso
Beber água de coco consistentemente durante uma semana ajuda a perder peso. Esse benefício é um resultado indireto, conforme é consumida, causa a redução do apetite. Além disso, a quantidade de energia que ela promove ajudará você a fazer cada vez mais exercícios.
6 – Alívio para dores de cabeça
Se você sofre com dores de cabeça regularmente, saiba que a água de coco pode ser um meio de ajudar na hidratação correta do corpo e problemas de hipertensão, eventualmente prevenindo dores de cabeças diárias – neste caso, quando relacionadas à desidratação. Por ser capaz de agir dessa forma, ela também é uma opção muito boa para curar ressacas.
7 – Pele mais radiante
Um copo diário de água de coco trará efeitos de hidratação consideráveis à pele, deixando-a mais radiante, uma vez que a aparência ruim dela é, na maioria das vezes, causada pela falta de hidratação. Ao adicionar a água de coco à mineral, poderá obter uma hidratação ainda maior, com efeitos positivos que poderão ser vistos em todo corpo.
8 – Fonte da juventude?
Se você não é muito fã de cenouras, saiba que a água de coco tem poderes semelhantes relacionados à visão, podendo reverter até mesmo problemas como glaucoma e catarata. Ainda, ao consumi-la você correrá menos riscos de sofrer ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, e o processo de envelhecimento será reduzido a nível celular
Davi Ricardo Moreira Amâncio, segurança do Supermercado Extra da Barra da Tijuca que é suspeito de causar a morte de Pedro Gonzaga, de 19 anos, na última quinta-feira, ao imobilizar o jovem com um golpe conhecido como mata-leão, poderá passar a responder por crime de homicídio doloso, ou seja quando há intenção de matar. No dia da morte, o segurança foi autuado por homicídio culposo, quando não existe intenção. Na ocasião, ele pagou fiança de R$ 10 mil e foi liberado. Laudo do IML confirmou que o rapaz morreu asfixiado por estrangulamento.
Nesta segunda-feira, o delegado Antônio Ricardo, diretor do Departamento Geral de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) disse que a tipificação do crime pode mudar.
— A tipificação ainda não está fechada. Temos um prazo se 30 dias para concluir a investigação. Se tivermos indicadores que houve homicídio doloso, ou seja, que o segurança assumiu o risco de morte, a investigação será alterada — disse o diretor do DHPP.
Nesta segunda-feira, a Divisão de Homicídios recebeu novas imagens de câmeras de segurança do supermercado. Elas serão confrontadas com a versão dada pelo segurança, que afirmou que Pedro tentou tirar a arma do coldre que Davi levava. A Polícia Civil também já recebeu o laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Pedro Gonzaga. Peritos revelaram que o rapaz morreu por asfixia causada por estrangulamento. A investigação também já apurou que o rapaz ainda chegou vivo na Unidade de Pronto Atendimento da Barra. Ele recebeu os primeiros socorros, mas após sofrer três paradas cardiorrespiratórias, acabou não resistindo. Nesta terça-feira, a mãe do rapaz, que estava com ele quando o segurança o imobilizou dentro do supermercado, será ouvida pela polícia.
O depoimento está marcado para ocorrer às 14h. Se a Polícia Civil concluir que houve homicídio doloso qualificado e não um homicídio culposo, o segurança estará sujeito a uma pena , em caso de condenação, que vai de 20 a 30 anos de prisão.
Irmão de Elaine Peres Caparroz, 55 anos, mulher espancada durante quatro horas na madrugada do último sábado (16), afirmou que não consegue reconhecer a própria irmã. Rogério Peres, 45 anos, afirmou que cada vez que vê a irmã no Hospital Casa de Portugal, fica mais chocado.
“Aquela pessoa que está ali, desfigurada, não representa diretamente a fisionomia da minha irmã. Cada vez que eu vejo a minha irmã, eu não consigo reconhecê-la. Ele deixou minha irmã numa situações que eu não a reconheço. Cada vez que eu chego para ver a Elaine, fico chocado. Não tem como se acostumar com a imagem com a qual ela ficou”, afirma Rogério.
Entenda o caso
A empresária e paisagista Elaine Caparróz, segundo o Extra, foi encontrada desacordada por policiais militares dentro do próprio apartamento após vizinhos ouvirem gritos de socorro e chamarem o zelador.
A vítima contou ao “Fantástico”, da TV Globo, que conversou com o agressor, identificado como Vinícius Batista Serra, durante 8 meses até marcarem um encontro: um jantar no apartamento dela. Os dois dormiram e, segundo Elaine, ela acordou com socos desferidos por Vinícius, que ainda tentou dar uma “gravata” nela.
Durante as agressões, ela levou, ainda, uma mordida no braço. Com o rosto desfigurado e hematomas pelo corpo, Elaine foi levada em estado grave no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, e, em seguida, transferida para uma unidade particular.
O irmão de Elaine, Rogério Peres, afirmou que ela teve o nariz fraturado, maxilar e dentes quebrados.
À polícia, o agressor disse que tomou vinho, dormiu e acordou em surto psicótico.
O delegado-adjunto Rodrigo Freitas de Oliveira, da 16ª DP, onde o boletim de ocorrência foi registrado, afirmou que, pela gravidade das agressões e pela desproporcionalidade física, Vinícius tentou matar Elaine.
Ele vai responder por tentativa de feminicídio.
No pedido de prisão preventiva, o delegado afirma que Vinícius é perigoso e que precisa ficar preso por representar ameaça. Ele foi transferido para a Cadeia Pública Frederico Marques, em Benfica.
esde que Jean Wyllys anunciou sua renúncia ao mandato na Câmara, seu paradeiro era uma incógnita. Em Berlim, ele fez sua primeira aparição pública na estreia do filme Marighella e, nesta segunda-feira (18/02), realizou uma coletiva de imprensa. No evento, o ex-deputado do Psol comentou sua decisão de deixar o Brasil e falou sobre o atual cenário político do país.
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Aos jornalistas, Wyllys disse que está vivendo em Berlim e que conta com a ajuda de amigos até encontrar um lugar para morar e um trabalho. Com planos de fazer doutorado, ele revelou já estar em contato com diversas instituições que têm interesse em acolhê-lo como pesquisador ou professor visitante.
Jean Wyllys participou de coletiva de imprensa em Berlim
Foto: DW / Deutsche Welle
O ex-deputado afirmou ainda que não pretende pedir asilo político na Alemanha, país onde planeja permanecer por um tempo. “Tive uma oferta de asilo político por parte do governo francês, mas o asilo político demora um tempo para sair, e há outras pessoas que precisam dele. Para mim, permanecer aqui com visto de estudante e pesquisador é muito melhor”, disse.
“O recado político já foi dado. Minha decisão foi um ato de preservação da minha vida e proteção da minha família, mas também um recado ao mundo e uma maneira de deixar de naturalizar o que estava sendo naturalizado no Brasil.”
Wyllys afirmou que, mesmo fora do país, pretende continuar atuando como ativista pelos direitos LGBT e em defesa da democracia. Ele descartou voltar ao Brasil enquanto o grupo político ligado ao presidente Jair Bolsonaro estiver no poder.
“Alertar o mundo democrático e fazer com que os olhos deste mundo se voltem ao Brasil é uma maneira de colocar o país sob vigilância e proteger as pessoas que estão ameaçadas. Nesse sentido, minha saída é muito mais útil e poderosa do que a minha permanência”, argumentou.
Sobre seus planos para o futuro, Wyllys relatou que pretende estudar o fenômeno das notícias falsas, focando como as fake news e discursos de ódio afetam processos eleitorais, o modo de vida de minorias e as democracias de maneira geral.
“As novas tecnologias permitiram a dissolução da fronteira entre a verdade e a mentira”, destacou. “Os fatos já não interessam. As pessoas não se interessam mais por fatos. Vemos mentiras produzidas em larga escala por uma massa de mídias e, ao mesmo tempo, uma ameaça violenta contra pessoas que se insurgem contra essas mentiras e querem colocar a verdade.”
Em entrevista à DW após a coletiva, Wyllys afirmou que as redes sociais – como importantes meios de comunicação e de expressão e sendo a principal plataforma de propagação de notícias falsas – precisam pensar em como conter as fake news e em como usar esse espaço para instruir a população sobre o que é verdade e o que é mentira.
“Os governos democráticos devem pensar juntos em formas e legislações, porém sem produzir censura, para controlar essas plataformas e evitar que elas afetem os processos eleitorais e sejam utilizadas para destruir a democracia”, opinou.
Governo Bolsonaro
Na coletiva, o ex-deputado fez duras críticas ao governo Bolsonaro e, principalmente, às propostas anticrime apresentadas pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. “Por trás desse pacote de segurança pública está na verdade uma tentativa de legalizar a repressão contra a oposição política que vai haver ao governo Bolsonaro e às medidas ultraliberais”, disse.
Wyllys ainda chamou de lamentável a suposta reação de Bolsonaro ao anúncio de que ele estava deixando o país – em 24 de janeiro, logo após a decisão se tornar pública, o presidente escreveu “Grande dia” no Twitter, embora negue que estivesse se referindo ao deputado do Psol. Para Wyllys, a atitude só reforçou a impressão de que o país realmente não era mais seguro para ele.
“Um presidente deve cuidar de toda a população de seu país. Depois de eleito, ele é responsável pela população. Mas esse sujeito ainda não age como presidente da República. Ele continua agindo como se ainda estivesse em campanha. Tratando as 40 milhões de pessoas que não lhe deram votos, que votaram em outros candidatos, como inimigos”, afirmou.
O ex-deputado classificou o atual governo de uma ditadura. A DW questionou o porquê dessa definição, uma vez que Bolsonaro foi eleito nas urnas. Wyllys argumentou que o Brasil enfrenta um estado de pós-democracia, que seria caracterizado, segundo ele, pela permanência de instituições democráticas vazias e pela hegemonia do mercado unido a um Estado repressivo.
“Neste novo estágio, temos um Estado mínimo em respeito a políticas sociais, um mercado livre com todos os seus males, e um Estado máximo em respeito à repressão e penalização. Essa é a nova face deste governo brasileiro, que foi de fato eleito, mas podemos questionar essa eleição, que não foi baseada num debate público, mas somente em fake news”, disse.
A esquerda brasileira
Na coletiva, Wyllys fez ainda críticas à esquerda brasileira, que, segundo ele, não enfrentou questões sociais importantes como a igualdade de gênero, o machismo, o racismo, o antissemitismo e a homofobia. Ele destacou, no entanto, que a esquerda não deve ser culpada pela eleição de Bolsonaro.
“As esquerdas trabalham com a ideia de diversidade e acham que minorias étnicas e religiosas não podem ser consideradas responsáveis por crises econômicas, que problemas complexos, como a segurança pública, não podem estar na conta de pretos pobres que moram em favelas. As esquerdas não podem fugir desses debates, se eles incomodam a classe média. E, se a classe média vota num fascista, o problema não é da esquerda.”
Para o ex-deputado, a eleição de Bolsonaro foi movida pela falta de memória sobre a escravidão no Brasil, pelo machismo, pela homofobia, pela rede de manipulação de notícias falsas, por empresários que financiaram as campanhas difamatórias e também, segundo ele, pela intervenção direta da política americana na América Latina.
Questionado pela DW sobre a reação da esquerda – que lamentou a decisão de sua renúncia, mas aparentemente não fez qualquer movimento para lutar por sua permanência no país -, Wyllys disse que tanto o presidente do Psol, Juliano Medeiros, quanto o líder da bancada na Câmara, Ivan Valente, tentaram dissuadi-lo da decisão, mas sabiam que não havia como garantir a sua segurança.
“As pessoas compreenderam que eu tinha razão e tinham consciência de que não podiam me dar essa proteção. A rede de solidariedade surgiu imediatamente, mas foi no sentido de ‘conte com nosso apoio aí fora'”, afirmou. Segundo ele, a repercussão do anúncio, inclusive internacional, foi muito maior do que imaginava. “Num momento que havia uma divergência entre as esquerdas, por conta da eleição do presidente da Câmara, minha decisão serviu para uma união.”
Ameaças e difamação
Na coletiva, Wyllys reiterou que a decisão de deixar o mandato e o país foi muito dolorosa e difícil. O ex-deputado contou que aqueles que o ameaçavam tinham fotos da casa da sua mãe, do carro do seu irmão e cópias de e-mails pessoais de seus familiares, para onde eram enviadas ameaças de morte.
“Vocês não têm ideia do que eu vivia na Câmara dos Deputados, sendo um homossexual orgulhoso e assumido, das piadas infames no banheiro aos ataques deliberados na tribuna. Resisti por dois mandatos, praticamente sozinho”, afirmou, dizendo ter chegado ao seu limite. “Estava morrendo mesmo. Se não fosse assassinado, morreria de depressão, pois não há ser humano que suporte o volume de agressão simbólica e real que eu estava suportando sem poder viver uma vida livre no meu país.”
Wyllys contou que recebe ameaças desde 2011. Segundo ele, inquéritos da Polícia Federal até hoje não conseguiram identificar quem está por trás de todas essas intimidações, bem como das mentiras divulgadas sobre ele na internet. Com a execução da vereadora Marielle Franco, em março de 2018, o ex-deputado percebeu que as ameaças poderiam se tornar realidade.
“As causas que eu defendo não precisam de um mártir. Já há uma mártir, Marielle Franco. As causas que eu defendo precisam de ativistas”, afirmou, acrescentando que, após o anúncio de que estava deixando o Brasil, sua família passou a ser o alvo das ameaças.
Quando renunciou ao mandato, Wyllys disse ter havido omissão das autoridades em relação às ameaças que recebeu. A declaração foi contestada por Moro, que citou a prisão de Marcelo Valle Siqueira Mello, um dos autores dos ataques ao ex-deputado.
Ao ser questionado sobre a posição do ministro, Wyllys disse achar curiosa a contestação, pelo fato de Moro ter acabado de assumir a pasta. “A declaração é no mínimo irresponsável. O Marcelo, que ele cita, não foi preso pelas ameaças contra mim, ele foi preso por outro motivo. As ameaças contra mim foram ignoradas”, argumentou.
O ex-deputado afirmou ainda que, se houve um interesse real em solucionar o caso, o Estado poderia ter identificado os autores das ameaças e difamações, descoberto se há políticos envolvidos, quem financia as redes de propagação de notícias falsas e se essa rede é a mesma que contribuiu para a eleição de Bolsonaro, além de oferecer proteção à sua família e abrir inquéritos sobre pessoas que estavam o associando à pedofilia.
Entre os constantes boatos divulgados sobre ele na internet, Wyllys considera as acusações de pedofilia as piores. Principalmente por isso ele virou também alvo de insultos nas ruas. O ex-deputado contou que passou a ter medo das pessoas. “Não sabia se iam me golpear, me elogiar ou insultar. E a grande maioria me insultava”, afirmou.
Após anunciar sua saída do país, novamente Wyllys foi alvo de uma enxurrada de notícias falsas sobre os motivos de sua decisão. À DW, o ex-deputado afirmou que já esperava essa reação.
“Esse governo eleito precisa manter essa chama acesa, precisa continuar se sustentando e falando a uma plateia através de fake news para implementar uma agenda ultraliberal econômica que destrói direitos trabalhistas e, ao mesmo tempo, implementar um conjunto de políticas de segurança que criminalizam movimentos sociais.”
O ex-deputado contou que outros ativistas estão deixando o Brasil por receber ameaças de mortes, que se intensificaram durante as eleições e depois do resultado. Além da antropóloga Debora Diniz, que defende a descriminalização do aborto, Wyllys disse que a filósofa Marcia Tiburi e o escritor Anderson França também buscaram abrigo em outros países.
“A postura do presidente e a maneira como ele conduziu sua campanha têm autorizado sicários, organizações criminosas, policiais corruptos e fanáticos religiosos a ameaçarem defensores de direitos humanos”, acusou.
Mistério em Campo Grande, Bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, mulheres que ficam tirando fotos a semana toda , geralmente fazendo biquinho em frente ao espelho , chega nos fins de semana, bebem até cair no chão na balada, chegam duras de grana e voltam pra casa bebadas e com alguns trocados!!!
Essas moças não trabalham, não estudam e saem todos os finais de semana , com belas roupas e bebem igual macho!! Como vivem?
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, informou nesta segunda-feira (18/2) que a Secretaria Municipal de Educação vai preencher 200 vagas de professores na rede municipal de educação. Os profissionais vão repor vagas abertas com aposentadorias e exonerações que ocorreram nos últimos meses.
– Serão 74 vagas para a educação infantil, 48 para os anos iniciais e 78 para os anos finais – explicou o prefeito.
De acordo com o secretário da Casa Civil, Paulo Messina, o levantamento de vagas na rede é feito frequentemente.
O ato de convocação será publicado no Diário Oficial desta terça-feira (19/02), com os nomes dos novos professores e os direcionamentos para a posse.
Uma onda de indignação e estarrecimento percorre nossas veias quando acompanhamos pelo rádio, TV e jornais notícias sobre balas perdidas ou ocorrências, até frequentes, de seguranças próprios ou terceirizados que pelas mais diversas razões chegam a ferir ou até levar a óbito suspeitos ou inocentes no exercício do trabalho.
O caso mais recente envolveu um segurança de uma grande rede de supermercados no Rio, o Extra, e a morte de um jovem de 25 anos. Mesmo dominando a vítima e sendo interpelado pelas pessoas ao redor para que parasse, o segurança insistiu de forma violenta em mostrar a sua autoridade e brutalidade. O jovem veio a falecer pouco tempo depois.
Não podemos de deixar de apontar o funcionário da segurança como culpado pelo ocorrido. Mas pergunto: qual a culpa que leva a rede de supermercados ou a empresa terceirizada responsável pela segurança neste ocorrido?
Em primeiro lugar, há de se notar que as grandes empresas têm os meios de contratar assessorias de imprensa que rapidamente conseguem fazer desaparecer as notícias dos veículos de comunicação. Em segundo: o público em geral não consegue mais acompanhar o caso, que rapidamente cai em esquecimento. Não resta dúvida que o segurança no caso será processado e provavelmente enquadrado na lei. Mas as empresas que, de certa forma, são corresponsáveis, o que acontecem com elas além de terem que prestar depoimentos na delegacia responsável por apurar o caso?
Temos que levar a reflexão ao âmbito da Governança Corporativa. Além de ter que ser transparente e prestar contas aos seus stakeholders, o que pedem as boas práticas de Governança Corporativa, o compliance como ferramenta de governança e a serviço dos Conselhos de Administração deveria apresentar a todos as regras da empresa relacionadas a questões de segurança, proteção a seus clientes e exigências frente a contratação de empresas terceirizadas.
Queira ou não a rede de supermercados e a empresa terceirizada deveriam ser corresponsabilizadas pelo sinistro acontecimento. Mais uma vez pergunto: será que as autoridades investigam a fundo as normas de contratação de empresas de segurança?.
O compliance da contratante deveria, durante o processo de seleção de prestadores de serviços, exigir de forma detalhada os procedimentos e critérios adotados na contratação dos homens que prestarão os serviços de segurança. Afinal, uma das missões dessas empresas é proteger vidas e zelar pela ordem pública. Será que todas as regras, processos e procedimentos são estudados e analisados pelas autoridades? Caso sejam verificados desvios ou descumprimentos, as empresas ou seus gestores são punidos?
Com certeza muito ainda terá que ser realizado nesta área, começando pela transparência das empresas. O público não é levado em consideração. Presume-se também que as contratações tanto de empresas de segurança, como daqueles que farão a segurança propriamente dita, carecem de cuidados especiais.
Ao contratarmos uma empresa de engenharia para construir nossa casa e esta subcontrata uma hidráulica para instalar os encanamentos, que por uma ou outra razão se rompem após um certo tempo, quem será por nós chamada a prestar esclarecimentos e ser eventualmente punida? Não resta dúvida que é a empresa de engenharia.
No caso discutido neste breve artigo, quem deverá levar a culpa: o segurança, a empresas de segurança ou a rede de supermercados?