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Copacabana: Réveillon tem 641 pessoas atendidas em postos de saúde

Seiscentos e quarenta e uma pessoas foram atendidas na virada do ano, em Copacabana, nos quatro postos montados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para o Réveillon. Segundo informou hoje (1º) a assessoria de imprensa da SMS, desse total, 70 pacientes foram removidos para hospitais da rede de urgência e emergência da capital fluminense.

A maior parte dos atendidos apresentava traumas, incluindo cortes e quedas, além de excesso de bebida e de drogas. O paciente com situação mais preocupante foi uma mulher de 49 anos, que apresentou extenso ferimento nas costas causado, provavelmente, segundo a SMS, por um rojão que foi solto antes das 24h. A mulher está internada no Departamento de Cirurgia Plástica do Hospital Souza Aguiar, no centro da cidade. Seu quadro é estável.

 

 

A equipe da SMS que atuou em Copacabana era integrada por cerca de 200 profissionais, entre médicos e enfermeiros. Com informações da Agência Brasil.

Começa o governo de Jair Bolsonaro: o 38° Presidente do Brasil

Quando o capitão da reserva do Exército Brasileiro Jair Messias Bolsonaro, 63 anos, subir a rampa do Palácio do Planalto e receber das mãos do advogado Michel Temer a faixa presidencial, o Brasil ganhará o seu 38º presidente da República. Será a primeira vez que o país estará sob o comando de um homem egresso das fileiras militares desde a redemocratização, em 1985.

Conservador nos costumes e liberal na economia, Bolsonaro trará de volta valores enaltecidos pelos militares durante os quase 21 anos nos quais conduziram a vida dos brasileiros. Amor pela Pátria e por símbolos nacionais, princípios cristãos, proteção da propriedade privada e da família tradicional deverão permear a rotina da nova cúpula do governo federal.

A agenda social mantida nos 13 anos de gestões petistas, que priorizava populações tradicionalmente excluídas, dará lugar a um governo “para todos”, indistintamente, conforme o novo presidente anunciou durante sua diplomação, em 10 de dezembro, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A partir de 1º de janeiro, serei o presidente dos 210 milhões de brasileiros. Governarei em benefício de todos, sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade ou religião
Jair Messias Bolsonaro

A trajetória política de Bolsonaro rumo à Presidência da República foi calcada em décadas de exercício de mandatos parlamentares. Primeiramente, a partir de 1988, exerceu por dois anos o cargo de vereador do Rio de Janeiro pelo extinto PDC. Depois, cumpriu sete mandatos consecutivos como deputado federal na Câmara dos Deputados – foram 28 anos, e nove partidos políticos, integrando o chamado baixo clero, ala numerosa, mas considerada de pouca expressão na cúpula do Legislativo federal.

Por vezes, tentou puxar o protagonismo para si, sem muito sucesso. Em fevereiro de 2017, quando concorreu à Presidência da Câmara, por exemplo, recebeu apenas 4 votos, o que mostrava sua pouca influência no Parlamento à época. No entanto, o resultado não parecia refletir sua aprovação crescente nas ruas do país.

Natural de Glicério (SP), o presidente sedimentou o próprio caminho rumo ao Palácio do Planalto com bandeiras de fortalecimento dos sistemas de segurança pública e de combate à corrupção, temas que nortearam seu discurso político.

A favor do ex-militar estava a derrocada do Partido dos Trabalhadores (PT) e seus principais líderes. Bolsonaro crescia aos olhos dos brasileiros, enquanto os representantes mais expressivos do PT e dos governos federais petistas definhavam à sombra dos escândalos do Mensalão e Petrolão, seguidos pelo impeachment, em 2016, da presidente Dilma Rousseff e, em 2018, pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um movimento que também tirou forças da chamada esquerda política do país como um todo.

Sem Lula – seu principal opositor – na disputa eleitoral, abriu-se o caminho de Bolsonaro rumo ao Planalto, ancorado no discurso do fortalecimento dos sistemas de segurança pública e de combate à corrupção, além da defesa da família e propriedade, da justiça social e do crescimento econômico, com emprego e renda para todos, sem concessões ou benesses especiais a qualquer segmento social, sejam mulheres, indígenas, negros, LGBTs ou outras minorias.

O discurso de Bolsonaro, fortalecido digitalmente pelo filho Carlos (vereador da capital fluminense), parecia dar resultados. Ele soube igualmente explorar viagens, palestras e agendas populares para se consolidar entre os eleitores.

As mídias sociais on-line seguirão como o norte da comunicação do novo presidente da República. Boa parte do primeiro escalão foi anunciado por Bolsonaro via Twitter. O método lembra o formato adotado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – de quem o brasileiro é fã declarado.

Apesar de se afastar da campanha nas ruas do país após sofrer um atentado à faca durante agenda em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro, o ex-paraquedista do Exército agradou tanto pelo conteúdo do discurso quanto pela forma direta de falar a 55.205.640 milhões de brasileiros que lhe conferiram 55,54% dos votos válidos nas últimas eleições presidenciais.

Confira imagens da campanha eleitoral e da trajetória de Bolsonaro rumo ao Planalto:


Guinada à direita

Do ponto de vista ideológico, a posse do capitão reformado Jair Bolsonaro na Presidência da República representa a chegada ao poder de grupos formados no polo direito da política brasileira. Minoritários desde a abertura política, os seguidores do novo ocupante do Palácio do Planalto resgatam o discurso do anticomunismo, predominante durante o regime militar.

Os novos titulares da Esplanada agregam, ainda, elementos contemporâneos, como a influência das igrejas neopentecostais e dos setores mais radicais do agronegócio. Nesses campos, comungam das mesmas bandeiras conservadoras nos costumes e no enfrentamento aos ambientalistas.

Desde o fim da ditadura, na economia, os presidentes empossados alternaram programas liberais e heterodoxos, em diferentes gradações. Também com variáveis níveis de prioridade, aplicaram políticas sociais compensatórias e tomaram medidas em defesa dos direitos humanos.

O governo Bolsonaro assume, inicialmente, com uma equipe liberal na economia. Responsável pelo comando dessa área, o ministro Paulo Guedes tem origem no mercado financeiro e demonstra disposição para implantar seus princípios. Nesse aspecto, sinaliza semelhanças com a linha adotada por Zélia Cardoso de Mello na administração do presidente Fernando Collor de Mello.

A mesma sintonia com o mercado se verificou no final do governo de Itamar Franco, nas gestões de Fernando Henrique Cardoso e no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Na reta final dos oitos anos no Planalto, o petista adotou medidas anticíclicas para enfrentar a crise econômica internacional.

Lula deixou a marca de esquerda na potencialização de programas sociais. Dilma Rousseff aprofundou as ações anticíclicas até o final do primeiro mandato e sofreu impeachment quando tentava mudar de rumo. Em seu governo-tampão, de dois anos e sete meses, Michel Temer alinhou-se ao mercado na economia e segurou gastos na área social.

Primeiro presidente depois do regime militar, José Sarney convocou a Assembleia Nacional Constituinte. Elaborada sob o comando do deputado Ulysses Guimarães (do então PMDB-SP), a Constituição Cidadã deu ao Brasil um conjunto de leis modernas em relação ao meio ambiente e liberalizante nos costumes e quanto às práticas religiosas. Estabeleceu, também, cláusulas e rigorosas em relação à proteção dos direitos humanos. Essas cláusulas, agora, são contestadas pelos grupos que assumem o poder.

Com Bolsonaro, PSL sobe ao poder

RAFAEL CARVALHO/GOVERNO DE TRANSIÇÃO
Bancada federal do PSL se reúne com Bolsonaro na sede da transição, em Brasília


A chegada de Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto marca também o crescimento do Partido Social Liberal (PSL) no país. Até então nanica, a legenda – presidida pelo deputado federal eleito por Pernambuco, Luciano Bivar – foi a que mais surpreendeu nas eleições de outubro passado.

Passou de zero para três governadores: o pecuarista goiano Antonio Denarium, em Roraima, o comandante do Corpo de Bombeiros Carlos Moisés, em Santa Catarina, e o coronel da Polícia Militar de Rondônia, Marcos Rocha, venceram o pleito. Todos no segundo turno da votação.

Outros noves peesselistas que disputavam o comando de seus estados, no entanto, nem sequer foram para a rodada final das eleições: Josan Leite, em Alagoas; Cirilo Fernandes, no Amapá; Hélio Góis, no Ceará; Carlos Manato, no Espírito Santo; Maura Jorge, no Maranhão; Ogier Buchi, no Paraná – ele teve a candidatura negada pelo TRE-PR; Fábio Sérvio, no Piauí; João Tarantella, em Sergipe; e César Simoni, no Tocantins.

A sigla, que teve apenas um deputado federal eleito em 2014, conseguiu emplacar 52 parlamentares em 2018. No Senado, foram quatro nomes aprovados pelo voto popular, entre eles o de Flávio Bolsonaro, filho do presidente.

O crescimento exponencial da bancada fará com que o PSL receba neste ano R$ 110 milhões do fundo partidário, abastecido com verbas públicas. Valor 17 vezes maior que o embolsado pela sigla em 2017.

Esse aumento na bancada também trouxe mais problemas para administrar. Antes mesmo de tomar posse, os futuros parlamentares entraram em conflitos com nomes da legenda. Houve atrito entre a deputada eleita Joice Hasselmann e o senador eleito Major Olímpio (ambos por SP), e entre o deputado eleito Julian Lemos (PB) e o vereador carioca Carlos Bolsonaro, filho do presidente e que não pertence ao partido. O baixo número de ministérios concedidos ao partido e a preferência de Bolsonaro pelo DEM também causou ciúmes dentro do PSL.

Diretora-Executiva

Mulher sofre queimadura grave durante virada do ano em Copacabana

 Uma mulher de 49 anos sofreu queimaduras graves enquanto esperava a queima de fogos, no Réveillon da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na noite desta segunda-feira, dia 31.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o ferimento foi na região lombar e a vítima, provavelmente, foi atingida por um rojão antes da meia-noite.

A paciente tem quadro geral estável e aguarda cirurgia plástica no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou 641 atendimentos médicos nos quatro postos montados na orla de Copacabana para atender o público que comemorou a chegada de 2019. O esquema especial de assistência em saúde foi iniciado às 17h30 e, até o fim do evento, encaminhou 70 pessoas, com casos mais graves, para hospitais da rede.

No réveillon anterior, a equipe da SMS realizou 657 atendimentos e 58 remoções.

Witzel chora durante discurso e promete combater corrupção e criminalidade

Em um discurso de 22 minutos, durante a cerimônia de posse na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o governador Wilson Witzel (PSC) assumiu os compromissos de “libertar o estado da corrupção” e “derrotar o crime organizado”. O governador também colocou entre suas prioridades a racionalização de custos e a retomada do crescimento econômico do estado. Witzel traduziu o resultado das urnas como “o grito de milhares de mulheres e homens cansados da traição e dos atos de corrupção” e sentenciou: “não temos o direito de errar”.

O governador foi às lágrimas ao agradecer o apoio da esposa, Helena Witzel. Ele também agracedeu as orações do prefeito Marcelo Crivella, que estava presente na cerimônia. O discurso arrancou aplausos do público presente quando o governador classificou os traficantes do Rio de narcoterroristas. “Como terroristas serão tratados”, afirmou.

CRÍTICAS À CORRUPÇÃO

O combate à corrupção foi um dos pontos centrais no discurso de Witzel. “É chegada a hora de libertar o estado da irresponsabilidade e da corrupção, que marcaram as últimas duas décadas da política estadual”, afirmou.

Ao assumir a missão de racionalizar os custos e obter mais recursos para os municípios, Witzel fez uma referência à reforma da Previdência: “buscaremos apoiar o governo federal no processo de mudanças de ordem tributária, previdenciária e econômica, para garantir o futuro das próximas gerações e inverter a pirâmide de arrecadação”.

COMBATE AO CRIME

A segurança pública foi outro ponto nevrálgico no discurso. “Não podemos mais viver sem liberdade, com medo de sair às ruas sem saber se voltaremos”, afirmou o governador, que promete reorganizar as estruturas policiais.

O governador falou sobre o Conselho de Segurança, criado para substituir temporariamente a Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), que por sua vez foi extinta em um decreto publicado no primeiro Diário Oficial da nova gestão. O conselho executivo, previsto para durar seis meses, terá o papel de fazer a interface entre as polícias Militar e Civil, que foram alçadas à condição de secretarias.

“A instalação do Conselho de Segurança, fruto da nossa experiência e estudos aprofundados por mais de 20 anos, vai aproximar as instituições e permitir que a segurança não seja mais apenas um caso de polícia, e sim uma política pública da responsabilidade de todos os poderes, conforme determina a Constituição Federal”, disse Witzel.

OUTROS SETORES

Cultura, turismo, educação, saúde, emprego e produção agrícola também foram citados durante o discurso. “O resgate moral da nossa cidadania também passa pelo fortalecimento da cultura”, pontuou Witzel, afirmando que o tema será tratado como política pública estratégica, mas sem se aprofundar em metas.

Ao mencionar as áreas de educação e saúde, o governador comprometeu-se a “integrar todos os órgãos federais, estaduais e municipais com vistas a reduzir custos e melhorar o acesso”.

Com o objetivo de retomar o crescimento econômico do estado, Witzel apontou caminhos para a produção do campo, classificada por ele como “um dos pilares do desenvolvimento no interior”. “Nenhuma economia saudável consegue se desenvolver de costas para seus agricultores”, afirmou. Entre outras ações previstas para esse setor, o governador pretende diminuir as necessidades de importação de alimentos de outras regiões e facilitar o acesso dos produtores locais ao mercado.

O governador chamou o turismo de “o novo petróleo do Rio”, e traçou como metas fortalecer e expandir o setor.

Por fim, Witzel citou uma frase de Carlos Lacerda, governador do Estado da Guanabara na década de 1960: “A impunidade gera a audácia dos maus. O futuro não é o que se teme. O futuro é o que se ousa”.

A seguir, leia a íntegra do discurso de Wilson Witzel:

“Senhoras e senhores,

Bom dia

Tomo posse hoje como governador do Estado do Rio de Janeiro graças ao desejo de mudança da população do nosso querido estado, que acreditou na esperança de dias melhores. Portanto, meu primeiro agradecimento é ao povo, com quem assumo o compromisso de não deixar apagar essa chama de confiança em um futuro melhor para o Estado do Rio.

Senhor presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro: em seu nome, cumprimento todos os deputados e deputadas estaduais eleitos e os que encerram seus mandatos;

Senhor presidente da Câmara dos Deputados, uma honra tê-lo presente: em seu nome, cumprimento todos os deputados e deputadas federais eleitos e os que encerram os seus mandatos;

Senhor vice-governador: minha gratidão por sua fidelidade e pelos aconselhamentos;

Senhor prefeito da Cidade do Rio de Janeiro: em seu nome, agradeço a presença de todos os demais colegas do Poder Executivo;

Senhor presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, digno representante do Poder Judiciário: em seu nome, cumprimento todos os meus colegas estaduais e federais. Aproveito e agradeço a estas casas, que muito contribuíram para a formação do meu caráter e capacidade para tomar decisões que viriam a definir os destinos de muitos cidadãos, sempre com firmeza e confiança;

Trago na bagagem a mesma coragem que a toga e o mister como juiz federal tão bem me ensinaram e que muito me ajudarão a governar este Estado;

Senhor Procurador Geral de Justiça: desejo-lhe sucesso em mais um mandato à frente do Ministério Público Fluminense, cujo ato de nomeação tenho a honra de assinar. Tudo farei para colaborar com ideias e ações, fruto de minha experiência na área criminal. Em seu nome, minhas cordiais saudações a todos os representes da instituição;

Senhor Defensor Público Geral: em seu nome, cumprimento todos os que honram a missão de defender quem mais precisa. É uma imensa alegria poder citar, neste momento, a instituição à qual pertenci e que muito contribuiu para minha formação jurídica;

Tenho certeza de que, como governador, poderei colaborar muito mais na defesa dos necessitados.

Sua Eminência Cardeal Dom Orani Tempesta: em seu nome, reverencio todas as autoridades religiosas e seus fiéis, que clamam pelo governo dos justos contra a praga dos ímpios;

Aos servidores públicos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro: minha homenagem e minha solidariedade. Podem ter certeza de que tudo farei para melhorar as condições de trabalho e resgatar a sua dignidade e a de suas famílias;

À minha amada esposa Helena, chama que ilumina meus sonhos, que sempre esteve ao meu lado, clareando os caminhos deste grande desafio. Minha eterna gratidão pelo apoio incondicional a mim e aos meus filhos. Este momento também lhe pertence;

Senhoras e senhores, militantes partidários, familiares e amigos: meus sinceros agradecimentos por todo o apoio e confiança;

Dirijo-me, sem distinção e de forma igualitária, a todos os que vivem no Rio de Janeiro.

A página que hoje começamos a escrever na história do nosso Estado expressa a vontade soberana da maioria da população, que a mim confiou o destino do Rio pelos próximos quatro anos;

É chegada a hora de libertar o Estado da irresponsabilidade e da corrupção, que marcaram as últimas duas décadas da política estadual;

Sob a proteção de Deus, renunciei à minha carreira na magistratura federal e iniciei uma jornada que simbolizou, além de minha indignação, um ato de amor ao nosso Estado;

Trabalharei incansavelmente para unir o Rio de Janeiro. Nossa tarefa será racionalizar os custos e obter mais recursos para os municípios, sempre buscando o bem-estar de todos os cidadãos, independentemente de ideologias partidárias.

Também buscaremos apoiar o Governo Federal no processo de mudanças de ordem tributária, previdenciária e econômica, para garantir o futuro das próximas gerações e inverter a pirâmide de arrecadação, com a descentralização dos serviços e atribuições.

O resultado da última eleição simbolizou o grito de milhares de mulheres e homens cansados da traição e dos atos de corrupção que estão tirando de nós o sentimento de esperança por dias melhores para nós e para nossos filhos.

Acreditando na nossa caminhada, somaram-se ao meu partido, o PSC, o PROS e o PSL. E, ao longo do segundo turno, mais uma dezena de outros, que reconheceram a força de milhares de vozes que clamavam por uma alternativa contra políticos marcados por denúncias, prisões, erros e desrespeito ao voto popular.

Não temos o direito de errar.

Minha história de vida se confunde com a de muitos brasileiros. Nasci em um lar cristão. Meus pais enfrentaram inúmeras dificuldades para criar a mim e a meus três irmãos. Não herdarei fortuna, e sim o ensinamento do amor e do respeito ao próximo, assim como valores morais e fraternos. São esses valores que conduziram um dos filhos da família Witzel a ser escolhido para liderar o processo de mudança e resgate da dignidade do povo do Estado do Rio de Janeiro.

Em nome dos meus pais, expresso a importância do papel das famílias como base da sociedade.

Senhoras e senhores,

Não podemos mais viver sem liberdade, com medo de sair às ruas sem saber se voltaremos. Criminosos assumiram, pelo poder das armas, o domínio de porções do nosso território, trazendo a desgraça e a desordem aos cidadãos de bem. Vamos reorganizar as estruturas policiais para serem capazes de investigar e prender aqueles que comandam o crime organizado e fazem da lavagem de dinheiro a fonte que abastece o comércio de drogas, armas e corrupção.

A instalação do Conselho de Segurança, fruto da nossa experiência e estudos aprofundados por mais de 20 anos, vai aproximar as instituições e permitir que a segurança não seja mais apenas um caso de polícia, e sim uma política pública da responsabilidade de todos os poderes, conforme determina a Constituição Federal.

Cidadãos fluminenses, não permitirei a continuidade desse poder paralelo. Ao receber minha carta patente como integrante do Corpo de Fuzileiros Navais, jurei, perante nossa bandeira, defender o Estado Democrático.

Usarei todos os meios e conhecimentos para derrotar o crime organizado, reconstruindo, reaparelhando, aperfeiçoando o processo penal e as estruturas judiciais, treinando nossas forças policiais, e colocando à disposição dos profissionais da segurança todos os instrumentos para conter essa ameaça à nossa democracia.

A mudança em nossa estrutura de segurança é fundamental para aproximar as instituições que compõem todo processo criminal, sendo a atividade policial apenas uma parte deste gigantesco aparato de punição e ressocialização.

O resgate moral da nossa cidadania também passa pelo fortalecimento da cultura em toda sua diversidade e da educação, que será tratada como política pública estratégica tanto para o desenvolvimento humano quanto para a retomada do crescimento econômico do Rio.

Tanto no que diz respeito à educação quanto à saúde, trabalharemos para integrar todos os órgãos federais, estaduais e municipais com vistas a reduzir custos e melhorar o acesso e o atendimento de forma mais racional.

É grande o desafio de manter os serviços públicos em condições dignas de funcionamento e, ao mesmo tempo, reorganizar os gastos.

Não menos desafiadora será a retomada do crescimento econômico com geração de emprego e renda. O Estado tem papel fundamental como indutor desse processo, garantindo segurança jurídica e credibilidade aos investidores.

A produção do campo é um dos pilares do desenvolvimento no interior. Nenhuma economia saudável consegue se desenvolver de costas para seus agricultores. O território fluminense é abençoado pela diversidade natural e climática, viabilizando produzir todo tipo de alimento com qualidade.

É preciso diminuir a necessidade de importação de alimentos de outras regiões e facilitar o acesso dos produtores locais ao mercado, garantindo o abastecimento e a segurança alimentar de nosso Estado.

Construiremos uma política consistente para a agricultura e a produção pesqueira, dando atenção especial à agricultura familiar, ao garantir o acesso ao crédito, à tecnologia e à assistência diferenciada.

Também são metas estratégicas da nossa gestão fortalecer e expandir o setor produtivo do turismo, o novo petróleo do Rio de Janeiro, em consonância com diretrizes ambientais sustentáveis.

Finalizo citando Carlos Lacerda, que, como governador, deixou inegável legado de desenvolvimento ao Estado do Rio de Janeiro.

“A impunidade gera a audácia dos maus. O futuro não é o que se teme. O futuro é o que se ousa”.

Muito obrigado.”

ESTÁ NA CADEIA O COVARDE QUE AGREDIU IDOSO

ESTÁ NA CADEIA O COVARDE QUE AGREDIU IDOSO

“Agressor de idoso no Pina vai passar o réveillon na cadeia.

Em vez da Praia de Serrambi (Ipojuca), onde planejava celebrar o réveillon, o comerciante e ex-fisiculturista Bruno Nunes Elihimas, de 35 anos, vai ver a chegada de 2019 na cadeia, para onde foi encaminhado no início da noite desta segunda-feira (31). 
Na manhã de sábado (29), câmeras de segurança flagraram Bruno agredindo um idoso de 63 anos, o flanelinha William José de Souza, com socos e chutes.

Bruno Nunes Elihimas chegou à Delegacia, acompanhado pelo advogado Marcelo Soares às 15h30. A delegada Beatriz Leite chegou ao local às 16h50. O mandado de prisão foi expedido na tarde desta segunda-feira. O empresário era considerado foragido e ainda tinha o agravante de se encontrar em liberdade condicional por receptação e falsificação de produtos fitoterápicos. Na entrevista ao repórter Tiago Raposo, ele disse que temia voltar ao Cotel, onde havia ficado 59 dias, por ter sido ameaçado de morte por facção criminosa.

Bruno disse que adorava idosos, pediu perdão à família de William, reclamou das críticas que vinha recebendo na internet e disse que agiu de forma violenta como reação a um episódio de conflito com o flanelinha. “Eu também fui vítima porque perdi um filho. Ele perdeu um dente”, alegou.

Segundo Bruno, sua namorada foi agredida com uma panelada por William no último dia 26 de dezembro. Ela teria apresentado um sangramento e foi atendida em casa por um obstetra, que teria atestado a perda do bebê, então com dez semanas de gestação. “Ela não prestou queixa por estar ainda no clima de Natal, por estar com duas crianças em casa. Nesse contexto de crianças e de família, ela se viu constrangida de ir em uma delegacia e se expor nessa medida”.

O comerciante reiterou que vai apresentar o laudo do médico à Polícia. Ele não quis mostrar o documento e informou apenas o nome do médico. “Me arrependo por ter me excedido. Podia ter sido um pouco mais brando, um pouco mais leve”.

 

Grávida baleada na cabeça no início do ano recebe prótese no crânio

Grávida baleada na cabeça no início do ano recebe prótese no crânio

Michelle Nascimento foi baleada no início do ano quando estava grávida de oito meses. Onze meses depois, ela comemora o recomeço após colocar uma prótese craniana.
Em janeiro deste ano, Michelle Nascimento foi baleada na cabeça durante um assalto no Rio de Janeiro. Ela estava grávida de oito meses e foi submetida a uma cesariana de emergência. O bebê e a mãe ficaram em estado grave de saúde durante alguns dias mas se recuperaram após algumas semanas.
Meses após o tiro, Michelle sofre com as sequelas e constantes dores de cabeça. Operação que colocou uma prótese craniana para ajudar Michelle a ter uma vida normal.

Você ganhou? Confira os números da Mega-Sena da Virada

A Mega-Sena da Virada pode pagar nesta segunda-feira,  R$ 302.536.382,66 milhões. O prêmio especial de fim de ano não acumula e, caso ninguém acerte, o rateio será dividido entre os acertadores da quina. Confira as seis dezenas sorteadas: 05 – 10 – 12 – 18 – 25 – 33

Segundo a Caixa Econômica Federal, 52 apostas acertaram os seis números. Cada um vai ganhar R$ 5.818.07,5. O sorteio paga ao todo um dos maiores prêmios de uma loteria já registrado na história. Outras 7.688 pessoas acertaram a quina e vão ganhar R$ 6.644,73 cada. Na quadra foram 303.857 ganhadores, com prêmio de R$ 240,17.

No prêmio principal, 17 estados figuraram entre os vencedores, além de três por meio da internet. Dez apostadores acertaram em SP, oito no estado do Rio, sete na Bahia, seis em MG e três de MS. Goiás, Pará, Paraná e Maranhão registaram dois acertos. Acre, Ceará, Distrito Federal, Paraíba, Pernambuco, Santa Catarina e Amazonas tiveram um prêmio cada um.

A maior parte dos vencedores é do Rio, com quatro apostas.

Pessoas relatam roubos e agressões na orla de Copacabana na noite do réveillon

O clima é de festa na orla de Copacabana, mas nem todos terão muitos motivos para comemorar no último dia do ano. Próximo ao Hotel Copacabana Palace, muitas pessoas relatam terem sido assaltadas e até agredidas. A reportagem do GLOBO chegou a flagrar o momento em que um jovem era detido, suspeito de realizar roubos na área.

Enquanto aguardavam a averiguação dos policiais, o paranaense Thiago Soares acompanhava o amigo, que ele conta, foi agredido por um grupo de homens.

– Eles o derrubaram, deram socos e chutes. Levaram tudo dele, até o chinelo! Nós nos aproximamos e eles foram embora – relatou.

Um casal carioca também esperava o atendimento policial para denunciar um grupo que jogou garrafas contra eles.

– Um bando estava cometendo roubos. Nós os encaramos e eles começaram a jogar objetos na gente. Saímos correndo – conta Sandra cruz.

De acordo com agentes da polícia, são muitos os relatos de roubo e as pessoas flagradas cometendo crimes estão sendo apreendidas e levadas para a 12ª DP (Copacabana).

Chegada do ano novo é celebrada por milhares na praia de Copacabana

Pular sete ondas, abraçar quem se ama, entrar o ano se equilibrando apenas no pé direito. Como sempre, as superstições foram cumpridas pelos milhares de cariocas e turistas na Praia de Copacabana enquanto mentalizavam aqueles desejos com os quais costumamos abraçar o Ano Novo. Mas, depois de um 2018 marcado pela crise, pela insegurança nas ruas, pelo desemprego e por uma intensa polarização política, o momento da virada, desta vez, ganhou amplitude e inspiração coletiva, com pedidos de uma renovação total. Que o belíssimo espetáculo de fogos no céu, que durou 14 minutos e desta vez veio acompanhado de uma projeção inédita do nosso Cristo, transmitida para telões na areia, ilumine a reinvenção do Rio.

De braços abertos na orla, o Redentor vai nos redimir, com a ajuda de Ogum, que regerá o ano de 2019. Prova de que a fé é ecumênica foi que muitas pessoas, independentemente da religião, ostentavam algo vermelho na roupa, nem que fosse uma fitinha rendendo homenagens ao orixá da força, que, no sincretismo, se faz São Jorge, o santo guerreiro. Será um ano de lutas, lembrava Mônica da Silva, que saiu cedo de Quintino, na Zona Norte, junto com a amiga, Andreia Araújo, para ver a festa de perto. Para ela, a multidão na orla chancela a ideia de que é possível conciliar interesses pessoais e esperanças mais universais.

— Quando vemos todo mundo junto num evento como esse, nos conscientizamos que é possível ter união, independente de posição política, de time de futebol. Quando a intenção é uma só, o carioca sabe se unir — pregou.

Atração principal no palco, em frente do Hotel Copacabana Palace, Gilberto Gil reforçou o tom, falando do “simbolismo potente” dos mais de dois milhões de pessoas reunidas no réveillon na orla. Ele mesmo, que subiu ao palco depois de Baby do Brasil, e antes da funkeira Ludmilla, era a prova de que a mistura, ainda que de ritmos, pode dar boa liga:

 — É importante. Já vivemos o tempo quase todo com questões de trabalho, dificuldades sociais e econômicas. Esses momentos, esses rituais reiteram nossa crença, nossa expectativa na melhoria da vida, que seja melhor para todos. Que o ano que vem seja mais harmonioso para cada um, na saúde, no corpo, e no sentido social, de mais harmonia e compreensão.

As preces para um ano mais feliz uniram as vozes de moradores de todas as partes da cidade. No lugar dos debates quentes, que dividiram a população nas urnas, que deram vitória a Jair Bolsonaro, agora presidente, prevaleceu a vontade de confraternizar. O mesmo valeu para quem não votou no ex-juiz, Wilson Witzel, que, contrariando as expectativas, se tornou governador do Rio. Ficaram para trás MDB, prisões de governadores, incêndio no Museu Nacional. A dor pela morte da vereadora Marielle Franco, outra grande amargura de 2018, foi lavada no mar, mas os pedidos de Justiça vão ecoar no ano vindouro.

A astróloga Glória Bittar diz que até o ímpeto de Marte conspira a favor.

— Estamos entrando em 2019 com a força de Marte, o equivalente a força de um guerreiro. Não podemos desistir jamais de lutar.

A professora Maiara de Jesus, que levou oferendas a Iemanjá, lembrou que é preciso, mais do que só pedir, saber escolher.

— Este é um ano de mudanças. A renovação pode ser para o bem ou para o mal. Temos que ter esperança no Brasil — disse.

Apesar do reforço do policiamento e de guardas municipais com armas de choque, houve muitos relatos de assaltos, alguns com agressões às vítimas.