Relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) aponta que aumentou de 25 barragens, em 2016, para 45 em 2017 o número de áreas com risco de rompimento no país. A maioria está localizada no Norte e Nordeste, em estados como Acre, Alagoas e Bahia. De acordo com os técnicos, há problemas de baixo nível de conservaçăo, insuficiência do vertedor e falta de documentos que comprovem a estabilidade da barragem.
As informaçőes constam do Relatório de Segurança de Barragens – 2017 (RBS), de 84 páginas, coordenado anualmente pela ANA, divulgado nesta segunda-feira (19/11). No período coberto pelo relatório foram identificados 14 episódios de acidentes e incidentes, sem vítimas fatais.
Das 45 barragens, 25 pertencem a órgăos e entidades públicas, segundo a agência. No país há um cadastro que reúne 24.092 barragens para diferentes finalidades, como acúmulo de água, de rejeitos de minérios ou industriais e para geraçăo de energia.
Porém, os técnicos calculam que o número de represamento artificiais espelhados pelo país seja pelo menos três vezes maior. De acordo com a ANA, a quantidade exata só será conhecida quando os órgăos e entidades fiscalizadoras cadastrarem todas as barragens sob sua jurisdiçăo.
Das 24.092 barragens registradas, 3.545 foram classificadas pelos agentes fiscalizadores segundo a Categoria de Risco (CRI) e 5.459 quanto ao Dano Potencial Associado (DPA). Das barragens cadastradas, 723, o equivalente a 13%, foram classificadas simultaneamente como de CRI e DPA altos.
O Brasil possui 43 potenciais agentes fiscalizadores, dos quais quatro săo federais e 39, estaduais. No ano passado, 31 órgăos atuavam efetivamente como fiscalizadores por terem instaladas sob sua jurisdiçăo empreendimentos com as características especificadas pela PNSB.
Investimentos
A ANA informou que foram aplicados R$ 34 milhőes, no ano passado, para serviços de operaçăo, manutençăo e recuperaçăo de barragens. Em 2016, foram investidos R$ 12 milhőes.
Elaborado anualmente, sob a coordenaçăo da ANA, o relatório se baseia em informaçőes enviadas pelas entidades ou órgăos fiscalizadores de segurança de barragens no Brasil. O documento é remetido pela agência ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), que o remete ao Congresso Nacional.
Tragédia Mariana
A tragédia de Mariana, em Minas Gerais, completou três anos na última segunda-feira (5/11). Na ocasiăo, uma barragem da mineradora Samarco se rompeu liberando rejeitos de mineraçăo no ambiente. No episódio, 19 pessoas morreram e comunidades foram destruídas, como o distrito de Bento Rodrigues. Houve também poluiçăo da bacia do Rio Doce e devastaçăo de vegetaçăo. Desde novembro de 2016, tramita na Justiça Federal de Ponte Nova (MG) uma açăo criminal sobre a tragédia, que se tornou o maior desastre ambiental já registrado no país.
Mesmo após o reassentamento nos distritos reconstruídos, previsto para começar em 2020, os atingidos manterăo a propriedade dos antigos terrenos, mas o que será feito do local onde um dia eles moraram ainda será debatido com a prefeitura e com o Conselho do Patrimônio de Mariana (Compat). As comunidades devastadas de Bento Rodrigues e Paracatu, atualmente, estăo interditadas pela Defesa Civil. O acesso só é permitido com autorizaçăo. Os atingidos têm passe livre.
Dorothy estava viúva havia 25 anos. Richard perdeu a esposa de 60 anos para o câncer e quase não saía de casa.
Depressão
“Eu estava realmente deprimido. Eu não queria falar com ninguém, eu dizia às pessoas para que me deixassem em paz”, lembra ele sobre o tempo após a morte de sua esposa.
Um belo dia, o idoso teve um vazamento no telhado e ligou para John Williams, dono de uma empresa de reforma doméstica em Macomb, Michigan, nos EUA, onde mora.
Quando Williams chegou à casa de Richard, os dois começaram a conversar, e o idoso mostrou a Williams algumas de suas recordações polonesas na parede.
Williams percebeu que Richard era um homem legal e parecia solitário. Então ele o convidou para uma polca, que é uma dança típica, que sua família freqüenta uma vez por mês e ele surpreendentemente aceitou.
O encontro
Quando Williams foi para casa e contou para a mãe Dorothy que morava com ele. “Ela se apavorou”, conta o homem.
“Ela disse: ‘Eu não quero que ninguém venha aqui’” e ele respondeu: ‘Mãe, ele não se importa com você, ele só quer se juntar à polca.”
No dia da dança, Dorothy Williams lembra que foi a contragosto. Ela não tinha planos de falar com o estranho que seu filho havia convidado.
Mas quando Richard apareceu na casa, ele caminhou até Dorothy Williams e perguntou: “Qual é o seu nome?”
“Dorothy”, respondeu ela.
Richard respondeu: “Eu nunca conheci uma Dorothy que eu não gostasse.”
Ela disse que imaginou que talvez ele não fosse tão ruim.
Todos se divertiram juntos na polca naquele dia, mas Williams disse que não tinha ideia de que os dois estavam se apaixonando.
A paixão
“Foi um pouco chocante quando o vi aparecendo na casa com flores por dois, três dias seguidos”, disse.
“Ele também trazia pequenos presentes para nós.”
John Williams olhou para sua mãe e viu que ela estava feliz.
Richard disse que seus sentimentos vieram do nada. “Nós fomos juntos, foi casual e, de repente, houve faíscas no ar”, disse ele.
Dorothy Williams contou que nunca namorou depois que o marido morreu, apesar de ter oportunidades. “Eu nunca, nunca quis”, disse ela.
“Então ele veio e eu não pude acreditar. Ele é um cavalheiro completo. Ele ainda abre as portas e leva você pelo braço, todas as coisas boas.”
Eles começaram a passar mais tempo juntos e a coisa foi ficando séria, depois de dois anos.
“Então as palavras mágicas saíram: ‘Quero passar o resto da minha vida com você’”, disse Richard. “Foi como ser atingido com um taco de beisebol.”
O pedido
Daí o pedido veio num jantar em família:
“Quando me ajoelhei, disse: ‘Dorothy Williams, você vai se casar comigo?”, disse ele.
Claro que ela disse sim.
O casamento
A família, incluindo seis crianças, 13 netos e cinco bisnetos, ajudou a planejar o casamento de 150 convidados.
Parentes vieram de todo o país para ver o casal feliz, que dançou a polca por horas em seu casamento no último dia 14 de setembro.
Dorothy Williams ficou emocionada por ter uma grande festa e disse que sua única preocupação era que suas pernas estavam um pouco doloridas de tanta dança.
Williams saiu da casa do filho e entrou na casa de Richard, do outro lado da cidade.
“Os dois estão andando como dois pássaros do amor, beijando e de mãos dadas”, contou John Williams.
Amor aos 90
Dorothy Williams disse que foi a melhor coisa da vida se apaixonar aos 90 anos. E ela quer que os outros saibam que o amor tardio é muito semelhante ao amor do início da vida.
“Você não tem toda a energia e a excitação, mas ainda está lá”, disse ela. “Não importa se você tem 93 ou 16 anos, você ainda tem os mesmos sentimentos.”
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Adupla sertaneja Rodrigo e Adriel foi assaltada durante uma apresentação, na noite desse domingo (18), em Peruíbe, no litoral de São Paulo. Os músicos tiveram os instrumentos musicais furtados do carro. Por esse motivo, a agenda de shows dos artistas, que têm oito anos de carreira, teve de ser cancelada.
“Fizemos a abertura do show do Maurício e Mauri e guardamos o equipamento no carro. Depois voltamos para para fazer a participação com eles no show final. Quando fomos embora, tinham levado nosso equipamento. Ficamos sem nada. Temos shows para fazer, é véspera de feriado. É uma situação de desespero ter que começar do zero”, lamentou Adriel Veiga.
De acordo com informações do G1, o veículo estava estacionado em frente à casa de shows, na esquina da rua Jaçanã com a Avenida 24 de Dezembro, no Centro de Peruíbe. A esposa de Adriel, Carol Dantas, detalhou o que foi levado e o prejuízo causado. A dupla registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Sede de Peruíbe.
“Levaram microfones, aparelhagem de som, um violão que custa mais de R$ 3 mil, parte da bateria de um outro músico, iPad do meu cunhado, uma maleta com itens pessoais, incluindo a chave da nossa casa, que tivemos que arrombar o portão pra entrar depois de um dia complicado”, contou Carol.
Adriel Veiga fez um post nas redes sociais:
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Aatriz Cristiane Machado, que já atuou em diversas novelas da Globo, foi casada com o empresário e ex-diplomata Sergio Schiller Thompson-Flores. A história, que parecia de conto de fadas, não passava de um pesadelo e, para provar as agressões que sofria do marido, a atriz resolveu instalar câmeras de segurança em casa.
No vídeo, gravado em agosto deste ano, é possível ver Sergio empurrando Cristiane, tirando seus sapatos e lhe dando uma surra e tentando lhe enforcar, segundo o G1. Áudios de celular mostram também ameaças feitas pelo empresário contra a atriz, que já inspirou o artista Vik Muniz na escultura feita para a abertura da novela Passione, em 2010. Com medo de se tornar mais uma vítima do feminicídio, Cristiane resolveu filmar as agressões para provar o crime.
Após ser denunciado, a justiça emitiu um mandado de prisão contra Sergio, que está foragido. Os advogados do acusado afirmam que as imagens foram editadas.
O casal se conheceu em março de 2017 e se casou em novembro do mesmo ano. “Ele era extremamente amoroso, cuidadoso. Eu tinha encontrado o amor da minha vida. Ele era o meu príncipe”, contou Cristiane em entrevista ao Fantástico. Ela conta que as agressões começaram logo a seguir ao casamento. “Começa muito sutil (…) com empurrão, ou às vezes uma palavra grosseira”, diz Cristiane. “Ele me diminuía, me chamava de burra. Eu não podia mais ter senha no meu celular, ele tinha que ter acesso ao meu celular. Sempre que eu discordava dele era uma briga”, revela.
Depois de quatro anos, a piscina mantida pelo tráfico de drogas no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, Zona Norte do Rio, foi destruída, na madrugada desse domingo (18), pelo Bope. O local, de acordo com a Polícia Militar, era utilizado como “barricada” pelos traficantes.
No momento em que agentes destruíam a piscina, segundo o EXTRA, houve tiroteio na região. Ninguém ficou ferido. Moradores se revoltaram com a derrubada da estrutura. “O que fizeram foi maior esculacho. O bagulho (sic) era a alegria das crianças”, disse um morador.
“Destruíram a piscina do Juramento porque é irregular… Mas construir espaço de lazer para a comunidade ninguém quer, né?”, questionou uma internauta no Twitter. O “point”, considerado irregular, passou por melhorias recentemente, sendo ladrilhado.
Ainda no mandato de deputado federal pelo PSL do Rio de Janeiro, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, destinou R$ 2 milhões em uma emenda individual parlamentar para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora (MG), hospital que prestou o primeiro atendimento após o então candidato à Presidência levar uma facada durante um ato de campanha na cidade mineira em setembro.
Como parlamentar, Bolsonaro tem direito a direcionar R$ 15,4 milhões em emendas ao Orçamento da União de 2019, sendo que metade do valor tem de ser destinada para ações e serviços públicos de saúde, como determina a Constituição.
Logo após ter se recuperado do ataque, Bolsonaro chegou a dizer que “nasceu de novo” no hospital. Ele também quis doar para a instituição um valor do montante arrecadado para sua campanha e que acabou não ocorrendo. Esse tipo de doação não é permitida pela legislação eleitoral por se tratar de recursos de campanha.
A emenda para a Santa Casa de Juiz de Fora, no entanto, difere de grande parte das rubricas orçamentárias historicamente apresentadas por Bolsonaro ao longo dos 27 anos em que é deputado federal. Ele sempre priorizou o repasse para instituições de saúde, de educação e de outras áreas ligadas às Forças Armadas.
Este tipo de emenda é impositiva, ou seja, o governo é obrigado a executá-la. Elas são destinadas, em geral, para as demandas que chegam das bases eleitorais dos 594 congressistas – incluindo deputados e senadores – e é uma forma de os parlamentares participarem da elaboração do orçamento anual encaminhado ao Congresso pelo Executivo.
Na justificativa para a emenda apresentada, Bolsonaro afirma que o déficit da instituição em 2017 foi de R$ 27,1 milhões, referentes aos atendimentos a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo a média mensal de R$ 2,3 milhões. “Este déficit é decorrente da defasagem da tabela do SUS sem reajuste há mais de 12 anos”, diz o texto da emenda.
Forças Armadas
Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo em janeiro mostrou que Bolsonaro destinou 60% das suas emendas para a saúde dos militares entre 2014 e 2018. No total do período, foram mais de R$ 45 milhões em rubricas para atividades relacionadas às Forças Armadas dos mais de R$ 76 milhões indicados por ele no Orçamento.
Para 2019, Bolsonaro manteve a tradição. Ele apresentou 21 emendas, sendo que 60% destinadas para saúde e educação de militares. Foram R$ 7,2 milhões para hospitais e equipamentos de saúde e R$ 1,9 milhão para escolas militares.
O restante foi destinado para a Rede Sarah, o Hospital de Barretos, o Instituto Nacional do Câncer e a Associação Brasileira de Assistência aos Cancerosos, além da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. Nenhuma emenda foi destinada para segurança pública.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de Bolsonaro, mas não obteve resposta até a conclusão desta edição. Com informações do Estadão Conteúdo.
A ansiedade é uma emoção caracterizada por sentimentos de tensão, preocupação, insegurança, normalmente acompanhados por alterações físicas como o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, sudorese, secura da boca, tremores e tonturas. Quando o estado ansioso ocorre por muito tempo ou com muita frequência, torna-se patologia que pode levar a ataques de pânico.
Por ser algo irracional, que parece superar a vontade humana em momentos de maior fragilidade, seja por depressão, medo ou ansiedade, os ataques de pânico acontecem a qualquer época do dia, deixando o próprio e indivíduos em redor, na maioria das vezes, sem saber o que fazer.
A revista Vejaapontou sete passos para ajudar (a si ou ao próximo) da próxima que se deparar com a situação.
Perceba o corpo: O ataque é passageiro. É importante focar nesta ideia de controle sobre o próprio corpo.
Respire: Forcar-se na própria respiração pode ser o suficiente para se sentir melhor. À medida que passa, abstrai-se de outras situações. Ao mesmo tempo, obriga o corpo a baixar a frequência cardíaca.
Relaxe os músculos: Concentre-se nos próprios músculos e tente desprendê-los. Atém das vantagens físicas, é mais um método com o qual se pode abstrair.
Limite os estímulos: É preciso conhecer o corpo. Ambientes com muitas pessoas e barulho não são os mais indicados, por isso, em momentos de maior ansiedade, no qual se prevê um ataque de ansiedade, o melhor será procurar um espaço mais silencioso, com poucas pessoas e se possível, escuro. Lá, foque-se nos exercícios de respiração e relaxamento muscular.
Escreva: Diz um estudo apresentado no SAGE Journals que escrever os pensamentos para posteriormente rasgar a folha e jogar fora é uma boa forma de tornar os medos e ansiedades em algo material que pode, depois, ser descartado.
Esqueça o café: Cafeína em excesso deixa o corpo mais acelerado, o que pode funcionar como um estímulo para um estado de maior ansiedade. Optar por bebidas que afetem menos a frequência cardíaca e que mantenham a hidratação é o mais aconselhado, caso tenha tendência para comportamentos de muita ansiedade.
Ouça música: Momentos de maior agitação e multidão são inevitáveis, por isso, aposte nas músicas.
Para 76.500 brasileiros, o melhor presente neste Natal deve ser uma oportunidade de trabalho ainda que temporária. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), esta é projeção de contratação para o fim deste ano, o que deverá representar um avanço de 2,8% em comparação com o número de vagas ofertadas no mesmo período de 2017. Para quem busca uma colocação imediata no mercado, o EXTRA reúne, pelo menos, 1.613 chances de emprego já abertas em shopping centers. Veja abaixo como se candidatar a cada uma.
— O cenário este ano é um pouquinho melhor, pois as vendas vão crescer. E contratar é uma aposta que o comércio faz nesta data totalmente relacionada à expectativa. O Natal é a principal data do ano para o comércio, pois, além do apelo de consumo, coincide com o pagamento do 13º salário. A diferença dos números comparados aos da segunda maior data comemorativa para o varejo, o Dia das Mães, é enorme: movimentação de R$ 44 bilhões contra R$ 7 bilhões — revelou Fabio Bentes, economista-chefe da CNC.
Segundo a confederação, os segmentos com a maior oferta de oportunidades são vestuário e calçados (49.600 vagas), seguidos por hiper e supermercados (14.100) e lojas de artigos de uso pessoal e doméstico (8.900).
Bentes explica, em linhas reais, qual o perfil profissional desejado nesta época:
— Nos meses de novembro e dezembro, poucos segmentos do comércio exigem experiência dos trabalhadores. A duração do contrato varia de loja para loja, mas, em geral, gira em torno de dois meses. A expectativa salarial média para os temporários é de R$ 1.211. Eles recebem comissões.
Trata-se, portanto, de uma boa oportunidade para melhorar o currículo. Mas não pense que o trabalho é fácil. Kely Rodrigues, responsável pela loja Mercatto do Bangu Shopping, ensina.
— O trabalho temporário exige disposição. Para ter um bom desempenho, o vendedor tem que saber o que está vendendo, as tendências, as cores e os estilos, além de dar um bom atendimento ao público — afirmou a profissional, ressaltando que quem se dedica pode ser recompensado pela rede futuramente: — Quem se destaca pode, sim, ser efetivado. Quando não temos oportunidades aqui, encaminhamos para outras unidades da Mercatto.
COMO SE CANDIDATAR
Outlet Premium
O shopping oferece cerca de 200 postos, como os de gerente, vendedor, operador de caixa e estoquista. Quem se interessar pode buscar informações no portal do centro comercial (http://vagas.intranetmall.com.br/oprj/) ou levar os currículos diretamente às lojas que já estão contratando, como McDonald’s, Calvin Klein, Colcci, New Balance, Vans e Reserva. Endereço: Rodovia Washington Luiz, Km 109, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Barra Shopping
A loja Puket tem duas vagas: uma para auxiliar de loja e outra para estoquista. É necessário ter experiência no setor. Inscrições podem ser feitas pelo e-mail curriculosadm2014@gmail.com. Para ficar atento a outras chances que venham a ser abertas, acesse o endereço virtual www.barrashopping.com.br/trabalhe-conosco.
Bangu Shopping
A Aquamar está recebendo currículos de mulheres, na loja ou pelo e-mail sac@aquamar-rio.com.br. Não é preciso ter experiência. Já a South tem 20 oportunidades para vendedores e recebe currículos na loja. Fica na Rua Fonseca 240.
Shopping Jardim Guadalupe
Onze vagas estão abertas na loja Riachuelo, sendo três para operador de caixa e oito para assistente de vendas. Os candidatos devem levar seus currículos até a loja e informar que desejam concorrer às vagas temporárias de Natal. O centro comercial fica na Avenida Brasil 22.155, em Guadalupe, na Zona Norte.
Carioca Shopping
Oferece 700 vagas para maiores de 18 anos, que tenham ensino fundamental completo. Entre as chances oferecidas estão oportunidades para vendedores, estoquistas, operadores de caixa e atendentes de lanchonetes. As lojas recebem currículos diretamente (Avenida Vicente de Carvalho 909), mas também é possível se cadastrar na página virtual www.cariocashopping.com.br.
Caxias Shopping
Candidatos com mais de 18 anos e ensino fundamental completo podem se candidatar a uma das 600 vagas oferecidas. As inscrições podem ser feitas pelo endereço virtual www.caxiasshopping.com.br. Outra opção é entregar currículos diretamente nas lojas, como Aquamar e Mercatto. Endereço: Rodovia Washington Luiz 2.895.
Passeio Shopping
São 80 vagas para maiores de 18 anos. A maioria é para vendedor, mas há oportunidades em outras áreas. Os interessados podem entregar seus currículos nas lojas ou na administração do centro comercial (Rua Viúva Dantas 100, em Campo Grande), assim como enviá-los para o e-mail recepcao@passeioshopping.com.br.
Recreio Shopping
As vagas exigem mais de 18 anos e um pouco de experiência. Os interessados devem enviar currículos para My Place (recreio@myplace.com.br), Boticário (novostalentos@grupoboticario.com.br) e Corpo & Alma (corpoealmarecreio@corpoealma.com).
Shopping Nova Iguaçu
Na Mr. Cat, há vagas para caixa. Em Redley, WQSurf, Espaço Rubronegro, Sonho dos Pés, Cacau Show, Di Santinni, Zinzane e outras, a procura é por vendedores. No Frontera, procura-se pizzaiolo com experiência. No Werner Coiffeur, há chances para profissionais de beleza. Na Espaço Laser e na Euro Colchões, há vagas definitivas para gerentes de vendas. Nos restaurantes Giraffas e Degani Donuts Café, há postos para atendentes. Mais informações podem ser obtidas no aplicativo do shopping center, disponível gratuitamente em Google Play e App Store.
COMO DEVE SER O CONTRATO
O contrato de trabalho temporário ainda gera dúvidas entre os selecionados para vagas de fim de ano. Por isso, Antônio Carlos Aguiar, advogado e diretor do Instituto Mundo do Trabalho, explica que as empresas podem recrutar trabalhadores para vagas extra-Natal, mas também podem chamar um temporário para substituir um funcionário afastado por férias ou licença-maternidade. Seja qual for o motivo, há regras a seguir.
— O trabalhador precisa ficar atento. Seus direitos são jornada de oito horas, com remuneração de horas extras, que não podem passar de duas horas diárias; férias proporcionais ao tempo trabalhado; adicional por trabalho noturno; e indenização por dispensa sem justa causa ou término normal do contrato, correspondente a 1/12 do pagamento recebido; além de recolhimento para o INSS — disse o advogado, destacando que o trabalhador pode ir à Justiça em caso de descumprimento da legislação por parte da empresa.
O contrato deve ser feito por uma prestadora de serviços de terceirização de mão de obra.
— O temporário não tem seu contrato firmado diretamente com o empregador. Na verdade, sua relação contratual é com a agência, ou seja, a empresa contratada pelo tomador de serviços. Mas é preciso prestar atenção: é necessário verificar se essa empresa que faz a contratação está registrada no Ministério do Trabalho — disse Aguiar.
O trabalhador também deve ter um contrato com validade de, no máximo, 180 dias, com obrigatoriedade de carteira assinada. Segundo o especialista, a posterior efetivação, em geral, ocorre diretamente na empresa que contratou a prestadora de serviços.
Uma mulher morreu após ser esfaqueada pelo ex-marido no início da noite deste domingo, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio. Fernanda Siqueira, de 29 anos, estava na porta do prédio onde morava com Vanclecio Cordeiro, de 28 anos, para devolver a chave do imóvel quando o rapaz a esfaqueou na região do pescoço. A vítima foi levada por vizinhos para o Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. O crime aconteceu na Rua Tarira, às 19h.
— Foi na calçada, todo mundo viu. Ainda tentaram empurrá-lo, mas ele conseguiu golpear a Fernanda e foi embora logo em seguida, no carro dele — contou uma testemunha que pediu para não ser identificada.
De acordo com amigos e familiares de Fernanda, o ex-companheiro não aceitava o fim do relacionamento. Eles se casaram em março de 2015, após alguns anos de namoro, e estavam separados há cerca de três meses. Pessoas próximas contam que ele chegou a apresentar comportamentos agressivos, principalmente quando ingeria bebidas alcoólicas, mas que nunca havia agredido fisicamente Fernanda. No entanto, discussões tornaram-se comuns entre o casal nos últimos meses de relacionamento. Segundo testemunhas, Vanclecio tinha bebido neste domingo.
Fernanda e Vanclecio se casaram em março de 2015 Foto: Reprodução Facebook
A cunhada de Fernanda, a faturista Myriane Pedreira, de 44 anos, afirma que Vanclecio era muito ciumento e que a separação aconteceu após uma das brigas do casal. Na ocasião, ele chegou a quebrar o vidro do banheiro com um carregador do celular. Neste domingo, Fernanda estava com a família na casa dos pais quando ele ligou pedindo a entrega das chaves do imóvel no qual moraram juntos.
— Nós passamos o domingo juntos, a ficha ainda não caiu. Após a separação, ele ficou fazendo ameaças de que ia queimar todas as coisas dela que ainda estavam na casa do casal, que ia quebrar tudo e deixá-la sem nada. Ele era muito ciumento com ela, mas nunca imaginamos que ele fosse fazer algo assim — conta a cunhada.
O pai de Fernanda, Walter Siqueira, esteve com outros dois filhos na Delegacia de Homicídios (DH) da Capital no início da madrugada desta segunda-feira, onde o caso está registrado. Ele chegou a passar mal no Getúlio Vargas e precisou ser medicado. Nas redes sociais, a família faz um apelo para encontrar o acusado, que teria fugido após o crime. Segundo relatos, na fuga Vanclecio bateu com o carro próximo à estação de BRT Marambaia e fugiu a pé. Policiais estiveram no local para perícia.
Veículo foi deixado pelo ex-marido na Avenida Vicente de Carvalho Foto: Reprodução
Nas redes sociais, amigos e parentes comentam a brutalidade do caso e lamentam a morte de Fernanda: “Nossa, nem dá para acreditar… uma menina boa, amiga e ótima amiga de trabalho”, comentou uma internauta no perfil de Fernanda. “Não acredito! Ela era um amor de pessoa, super amiga, alto astral, estudiosa…”, escreveu outra amiga da vítima.
Alguns amigos também comentam sobre a personalidade de Fernanda: “Isso acontece todo o tempo, e agora com uma menina — porque ela sempre teve jeitinho de menina — que eu conheci na época da escola”, lembrou uma amiga. “Meu Deus, não posso acreditar. Ela era um ser maravilhoso! Estou em choque!”, escreveu, abalada, outra pessoa.
Rua onde o casal morou, em Vicente de Carvalho Foto: Reprodução Google Street View
Postagem nas redes sociais
Fernanda e Vanclecio não tinham filhos. Ela era formada em Nutrição, mas, segundo amigos, nunca exerceu a profissão. Atualmente cursava Administração e tinha feito um curso de Gestão de Recursos Humanos.
Nas redes sociais, a vítima mantinha dois perfis ativos. Em um deles (Instagram), todas as fotos do casal foram apagadas. No outro (Facebook), ainda há registros da época em que eram um casal. Numa das últimas publicações, na última terça-feira, Fernanda compartilhou um texto que aborda a rotina feminina: “Mulheres, em geral, só estão cansadas. Cansadas de dar conta de tudo, cansadas de “dar um jeito” e de, mesmo assim, estarem sempre no final da fila. Principalmente na final da fila da sua própria vida.”
Uma das últimas publicações de Fernanda nas redes sociais Foto: Reprodução do Facebook
Com 15 anos de magistério, Fabíola (nome fictício a pedido da entrevistada), 38, pela primeira vez afastou-se do trabalho por motivo de saúde. Na semana passada, entregou à Secretaria de Educaçăo do DF um atestado psiquiátrico de 15 dias. No documento, consta a CID 10 F41.0, o que, no sistema de classificaçăo de doenças, significa transtorno de pânico.
A professora de história já pensa em mudar de profissăo. Acostumada a malcriaçőes e rebeldias de estudantes adolescentes, jamais pensou, porém, que o comportamento de alunos fosse afetá-la a ponto de adoecer. Desde o ano passado, ela diz sofrer ameaças e constrangimentos pelo teor de suas aulas. “Criaram perfis falsos para me atacar no Facebook. Apaguei todas as redes sociais. Na sala de aula, apontam o celular para mim”, relata. No período eleitoral, a perseguiçăo ficou acentuada, segundo a professora. “Recebi mensagem no Facebook dizendo que seria torturada por ‘ideologia de gênero’”, afirma Fabíola.
Mesmo antes da aprovaçăo da polêmica Escola sem Partido, o Projeto de Lei nº 7180/14, programa que proíbe “doutrinaçăo ideológica” em sala de aula, professores relatam assédio de alunos, pais e até colegas de profissăo. “Eu năo concordo com doutrinaçăo, năo acho que sala de aula é palanque. Mas as coisas tomaram uma proporçăo assustadora. A escola é, ou deveria ser, um ambiente de livre debate. Aí, você dá uma aula sobre direitos civis, sobre voto feminino, e te acusam de ideologia de gênero, uma coisa que nem existe”, revolta-se. Além de perseguiçăo, ela diz que, entre os professores, o temor é de processos e, especialmente nos estabelecimentos particulares, de demissăo.
Na semana passada, procuradores dos direitos dos cidadăos instauraram procedimentos administrativos para acompanhar episódios de assédio moral contra professores de nível básico, técnico e superior em 10 estados. De acordo com o Ministério Público Federal, entre 5 e 9 de novembro, o órgăo abriu açőes do tipo em quase todas as capitais e em diversos municípios. Vinte e quatro instituiçőes públicas receberam recomendaçăo do MPF para năo atuarem de forma abusiva contra os docentes em Pernambuco, Santa Catarina, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Amapá, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.
Ensino plural
Contrária à criaçăo da Escola sem Partido, que considera inconstitucional, a procuradora federal dos Direitos do Cidadăo, Deborah Duprat, afirma que tentar impedir a abordagem e o debate de ideias, sejam filosóficas, religiosas, políticas, sejam ideológicas, viola a legislaçăo. “Um ensino e uma aprendizagem efetivamente plurais, que săo os objetivos fundamentais de nosso sistema educacional, somente podem se desenvolver em um ambiente de liberdade de ideias e de respeito à imensa diversidade que caracteriza o nosso país”, defende.
Um dos estados acionados, Pernambuco foi palco de ameaças contra professores e estudantes do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal. No dia 6, uma carta năo assinada listava “doutrinadores e alunos que serăo banidos do CFCH-UFPE em 2019”. O texto, afixado na instituiçăo e reproduzido em redes sociais, chamava as pessoas listadas de escória e anunciava: “O mito vem aí”, em referência ao presidente eleito, Jair Bolsonaro. O futuro governante é um entusiasta do PL da Escola sem Partido e defende que os estudantes filmem os professores em sala de aula. O MPF e a Polícia Federal investigam ameaças.
Medo
Paulo aceitou falar com a reportagem sob várias condiçőes: nome fictício, năo fornecer idade nem disciplina que ministra. Professor em uma escola de classe média alta em Brasília, ele teme ser identificado e perder o emprego. Conta que a direçăo alertou os funcionários para evitarem “assuntos sensíveis”, incluindo feminismo, sexualidade, aborto e, especialmente, política. “Um professor de física ou de matemática pode se adaptar a essa mordaça com mais facilidade. Mas como um professor de humanas vai fazer?”, questiona.
Ele ressalta que, no colégio onde trabalha, mesmo antes das discussőes do Escola sem Partido, muitos alunos intimidavam os professores. “Eles pagam, eles mandam, né?”, ironiza. “Eu năo cheguei a ser diretamente atacado por alunos, embora tenha colegas que foram, inclusive foram filmados pelos estudantes na maior cara de pau. Você já vai trabalhar naquele clima de terror. Como é que você vai educar alguém assim?”.
Lei em discussăo
A comissăo especial que analisa a lei da Escola sem Partido (7180/14) năo votou o substitutivo do relator, deputado Flavinho (PSC-SP), na semana passada. O relatório do parlamentar mantém a proibiçăo de professores do ensino básico e superior promoverem suas preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias. Também proíbe ensinamentos sobre gênero e orientaçăo sexual. “O nosso projeto năo diz que năo possam ser ensinadas e debatidas. Diz que essas questőes devem ser abordadas cientificamente, mostrando dois, três lados, as principais correntes acerca da ideia”, defendeu o fundador do movimento Escola Sem Partido, Paulo Miguel Nagib.
Cartilha de orientaçăo na Bahia
Na sexta-feira, o Sindicato dos Professores das Instituiçőes Federais de Ensino Superior da Bahia lançou uma cartilha para orientar os professores a se protegerem de situaçőes de intimidaçăo e assédio. “A cartilha foi motivada pelo momento de lamentáveis retrocessos, a educaçăo e a atividade docente, assim como os movimentos sindicais e sociais, têm sido os primeiros alvos”, justifica a assessoria de comunicaçăo do sindicato. A Confederaçăo Nacional dos Trabalhadores em Educaçăo (CNTE) se manifestou em nota sobre o projeto de lei: “A lei da mordaça se pauta em conceitos e critérios políticos, sociais e pedagógicos diametralmente opostos aos estabelecidos na Constituiçăo Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educaçăo Nacional, que têm a gestăo democrática e o pluralismo de ideias e concepçőes pedagógicas como pilares da educaçăo”, diz.
A professora de artes da rede estadual de Pernambuco Valéria Alves de Almeida, 26 anos, teme que, se o PL for aprovado, os professores sejam mais assediados e perseguidos. “Já tem aluno olhando para você e fazendo aquele gesto de arma com as măos”, diz, em referência a um dos símbolos de campanha do presidente eleito. Ela năo acredita que os estudantes, ao menos do nível básico, sejam fechados à discussăo de ideias. Para Valéria, eles têm sofrido grande influência dos pais e das redes sociais. “Esses reacionários văo criar geraçőes de pessoas completamente submissas ao que lhes forem imposto, porque os jovens estăo sendo ensinados a năo questionar, năo pensar, năo discutir. Temos de resistir a isso, mas precisamos que as instituiçőes estejam ao nosso lado. A aprovaçăo desse projeto será catastrófica.”