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Assassino ligou à mãe de atleta para dar os pêsames

Principal suspeito do assassinato brutal do ex-jogador Daniel Corrêia Freitas, o empresário Edison Brittes Júnior, de 38 anos, ligou para a mãe da vítima para dar os pêsames pela morte do filho, dois dias depois do crime ter ocorrido. A informação é da Polícia Civil.

O atleta foi encontrado morto em São José dos Pinhais, próximo de Curitiba, no dia 27 de outubro.

O empresário se entregou a polícia na última quinta-feira(1º), e em depoimento prestado à polícia confessou o assassinato do jogador. Segundo ele, Daniel teria tentado estuprar sua esposa Cristiana Brittes, de 35 anos, e após agir por impulso ele teria assassinado o jogador ex-São Paulo.

O crime ocorreu depois de uma festa de aniversário de 18 anos da filha do casal, Allana, na noite de sexta (26), na qual também estava Daniel, numa casa noturna de Curitiba. A festa continuou na madrugada de sábado (27) na casa da família Brittes.

De acordo com informações da Polícia Civil apuradas pelo G1, Daniel teria sido morto e espancado na casa dos Brittes, e depois levado por Edison Júnior para um matagal, onde seu corpo foi encontrado.

Assim como Edison, Cristiane e Allana também estão presas, suspeitas de participar da morte do jogador.

A prisão da esposa e filha de Edison são temporárias, porque segundo apurado nas investigações elas poderiam ter ameaçado e coagido as vítimas do caso, que estavam na festa, para que elas apresentassem uma versão uniforme do caso. A prisão delas foi decretada por 30 dias, para evitar que os depoimentos testemunhais possam ser corrompidos.

Defesa

Na versão contada pelo advogado de defesa do suspeito, Edison teria agido em legítima defesa, para proteger sua esposa que teria sido atacada por Daniel enquanto dormia. A versão da defesa ainda diz que Edison arrombou a porta do quarto pois teria ouvido os gritos de socorro da esposa, Cris Brittes. Ao entrar no local ele teria visto o atleta de cuecas sobre ela tentando ter relação sexual.

O suspeito teria tomada a decisão de matar Daniel depois que viu as mensagens trocadas por ele e um amigo, em que ele afirmava já ter tido relações sexuais com Cris, e inclusive teria mandado uma foto deitado ao lado dela na cama.

Conversas de WhatsApp

Conversas do WhatsApp, aos quais o ‘UOL Esporte’ teve acesso, mostram diálogos de Allana com um amigo em comum, com a mãe de Daniel e com uma tia dele depois do crime. As informações coletadas nas investigações contradizem a versão dada pela filha de Edison no seu depoimento à polícia.

Allana disse em uma conversa com a tia de Daniel que “ele só levantou e foi embora”, “às 8h e pouco”. À polícia, ela afirmou que viu Daniel tentando estuprar sua mãe.

Ao ser questionada pela tia da vítima sobre uma possível briga, a jovem responde: “Claro que não, imagina. Era a minha casa. Ele só levantou e foi embora.”

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Em outra conversa, com o amigo de Daniel, quando o jogador ainda estava desaparecido, Allana dá outra versão:

Amigo: “O Dani tá aí?”

Allana: “Oi, bebê, não nem vi a hora que ele foi embora.”

Amigo: “Vê com quem ele foi embora, se foi com alguma menina e manda o número da menina.”

 

Allana: “Então, a menina com quem ele ficou tá aqui. Acordei e ela tava de PT no sofá. (…) Certeza que já aparece, deve estar com alguma gata.”

Sérgio Mallandro pede prioridade em ação por ser idoso

Ohumorista Sérgio Mallandro entrou na Justiça contra uma academia de ginástica de Belo Horizonte (MG) que usou sua imagem para fazer propaganda sem qualquer autorização. No processo, aberto no 6º Juizado Especial Cível do Rio, o artista pede R$ 20 mil de indenização.

 

 

 

De acordo com a coluna do Ancelmo Gois, do jornal ‘O Globo’, o artista de 63 anos ainda pleiteou o benefício de prioridade na tramitação da ação, que está previsto pelo Estatuto do Idoso.

Formas tradicionais de comércio se reinventam e atraem novos clientes

Leonardo Antônio Limeira Ribeiro (E) está à frente da sapataria em que o experiente sapateiro Darcílio Alves trabalha (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

 

A produçăo artesanal ganhou lugar cativo no comércio brasiliense. Empresários da capital desenham e manufaturam os próprios produtos com técnicas antigas. A proposta é oferecer um bem exclusivo ao comprador. Pode ser uma carteira de couro, a encadernaçăo clássica de um livro querido ou uma bolsa, peça de roupa ou sapato costurados sob medida.

É, também, um mercado que enfrenta desafios, os mesmos impostos a qualquer pequena empresa, mas com uma capacidade de confecçăo limitada ao número de pessoas que dominam aquela técnica. E, para superá-los, a aliada acaba sendo a tecnologia. Internet, redes sociais e lojas colaborativas estăo entre as principais soluçőes para manter a lucratividade da produçăo limitada.

Cada peça pensada, desenhada, recortada e costurada à măo contrasta com o equivalente produzido em série e seus milhares de semelhantes. É sabendo disso que Will Pedrosa, 35 anos, e Felipe Kuhlmann, 31, optaram por manter a confecçăo de carteiras e outros artigos de couro limitada a eles e outros cinco funcionários.

A Brave Man, empresa que a dupla criou em 2013, sobrevive de vendas pela internet. “Começamos em um quarto na casa do Felipe. Compramos couro e produzimos uma quantidade de carteiras para ver se ia dar certo. Fazíamos a produçăo e a divulgaçăo”, conta Will.

Ele recorda, ainda, que, quando começaram, năo sabiam “pregar um botăo na camisa”. Aos poucos, aprenderam o uso das ferramentas e fizeram cursos. Felipe chegou a viajar para os Estados Unidos, para qualificar o trabalho. Hoje, a dupla vende o material pela internet, mas tem endereço próprio para produzi-lo e acondicioná-lo.

“Hoje, o Will cuida da produçăo e eu do marketing e administraçăo. Nossos desafios estăo mais relacionados à expansăo dos negócios. A Brave Man ainda pode crescer muito, mas temos que fazer isso conservando a essência do nosso modelo de negócio. A industrializaçăo banaliza e conflita com os pilares da empresa”, explica

 

Thiago Balieiro Martins herdou o negócio e o ofício do pai, encadernador (foto: Marilia Lima/CB/D.A Press)

 

Entre geraçőes

Até a entrada da Encadernadora Martins, no início da Asa Norte, remete a uma Brasília de outros tempos. Um biombo pintado com tinta-óleo cinza, um balcăo e um banco de madeira semelhante àqueles antigos de praça, mas sem muitos detalhes, escondem a oficina repleta de prensas, pesos, martelos, estiletes, linhas e outras ferramentas para encadernaçăo e recuperaçăo de livros.

Thiago Balieiro Martins, 36, toca o trabalho que era do pai, Clóvis Martins, que morreu em 2017, aos 71 anos, e chama o local de trabalho de “sala de encadernaçăo e recuperaçăo”. “Atendemos alguns juízes do DF, cartórios do DF e Entorno, e somos muito procurados para restauraçăo de livros, principalmente quando há um apego especial”, revela Thiago.

A encadernadora também faz livros contábeis e trabalhos universitários. A marca é a capa de couro, as letras douradas, tudo nos mínimos detalhes. “Dependendo do tipo de restauraçăo, da idade do livro e de quanto ele está danificado, desmanchamos todo o processo antigo e reencadernamos completamente. Até a capa fazemos a partir do zero”, afirma, mostrando pedaços de couro de diversas cores.

“Meu pai trouxe a técnica do Rio Grande do Sul. Mas aprendeu grande parte do ofício com um amigo chamado Teodorico, que já era bem velho quando começou a ensiná-lo. Tem ferramentas que eram dele, passaram para o meu pai e, depois, para mim.”

O negócio é familiar e funciona há 50 anos. Thiago começou em 2000, aos 18 anos. Trabalha ao lado do irmăo, Luciano Baleiro, 40, e conta com a ajuda de um primo. O segredo é a dedicaçăo. “No trabalho artesanal, cada peça é única e cada livro tem uma necessidade. Um trabalho em larga escala năo nos permitiria observar esses pequenos detalhes. O material usado em encadernaçőes de larga escala também é de menor qualidade. A maioria dos livros que recebo para restaurar tem um apreço, um valor sentimental do dono”, observa Thiago, que pretende levar o trabalho para a internet para diversificar a clientela.

 

Felipe Kuhlmann e Will Pedrosa vendem carteiras e pulseiras de couro (foto: Marilia Lima/CB/D.A Press)

 

Em família

Leonardo Antônio Limeira Ribeiro, 32 anos, e a irmă, Ana Angélica Limeira Ribeiro, 30 anos, estăo à frente da Couro Chique. A loja é antiga na capital, com 35 anos de praça. O serviço de restauraçăo e produçăo de calçados também segue a tradiçăo. Tem até um sapateiro que faz questăo de trabalhar diretamente em cada uma das encomendas.

Darcílio Alves, 62, começou a confeccionar calçados aos 12 anos. Agora, o material produzido também pode ser encontrado na rede social Instagram. “Nosso foco é o conserto, mas fazemos sapatos sob medida também. Temos vários clientes, mas os principais săo portadores de necessidades especiais”, destaca Leonardo.

“O trabalho artesanal nos permite corrigir defeitos que a produçăo em larga escala năo calcula. Além disso, usamos materiais de melhor qualidade. Um sapato masculino ou feminino de couro, se bem cuidado, vai durar muito mais tempo que um tênis de marca”, garante Darcílio. “Uma das nossas dificuldades é o imposto. Na parte de produçăo, pagamos imposto por serviço, de 15%, que é mais caro que o de vendas, que fica entre 12% e 13% do faturamento”, completa Leonardo.

As bolsas da Nuvii Bolsas, por sua vez, podem ser encontradas no Instagram da marca ou em uma loja colaborativa da Asa Norte. Cada peça é fabricada pela criadora da grife, Maiara Nunes, 29, moradora de Ceilândia Norte. Ela entrou para a formalidade recentemente e está aprendendo a lidar com a parte administrativa do empreendimento.

“A Nuvii Bolsas surgiu depois do meu período de maternidade. Tive dois filhos e queria fazer alguma coisa que me permitisse cuidar deles. Veio a ideia da costura, comprei uma máquina e comecei a aprender. Fui desenvolvendo as técnicas e passei a ter gosto pelo trabalho. Eu me arrisco até a desenhar as peças”, relata.

Maiara produz cerca de 50 bolsas por semana. Assim, consegue atender a loja e o perfil na rede social. “É uma quantia que está dentro do orçamento. Trabalho sozinha e produzo cada peça com muito amor. Tem uma energia boa em uma peça feita por uma microempreendedora”, reflete.

Fonte: Cidades

MULHER É ESTUPRADA EM CAMPO GRANDE!! NUM LUGAR PERIGOSO DA REGIÃO

Não é de hoje que funcionários da empresa Atento, que fica localizado na rua Campo Grande, denunciam os constantes assaltos naquela região.

Porém, hoje , sabado (3) aconteceu algo bem pior, uma funcionária daquela empresa, fui estrupada e quem nos conta é uma colega de trabalho da vitima que prefere não se identificar…

Olá. Sou uma funcionará da empresa atento de campo grande. É com tristeza que venho informar que uma colega de trabalho minha foi estuprada hoje por volta das 7 horas da manhã no buraco da linha do trem embaixo do viaduto novo de campo grande. Ela chegou agora na empresa atento com as roupas toda rasgada. Não se sabe ao certo se ele a liberou ou ela conseguiu fugir. Não é a primeira vez que isso acontece ali, fora os assaltos que acontecem diariamente e a qualquer horário. Não aguentamos mais essa situação. Precisamos que as autoridades nos ajude porque a empresa não faz a sua parte.”

 

Pedimos as autoridades que olhem com carinho para dessa denuncia

É hoje: adiante seu relógio, horário de verão começa meia-noite

O horário de verão de 2018 estar prestes a ter início. À meia-noite deste sábado (3/11) ou 0h de domingo (4) – de acordo com a preferência de cada um –, os relógios dos moradores de 11 unidades da Federação deverão ser adiantados em uma hora.

A mudança de horário atinge Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e o Distrito Federal.

Como já há uma diferença de fuso, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul continuam com 1h a menos do que o restante das unidades da Federação afetadas pela mudança.

Entenda a alteração: 

Em 2017, o horário de verão teve início no terceiro domingo do mês de outubro. Neste ano, a alteração ficou para o primeiro domingo de novembro a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para evitar que o novo horário entrasse em vigor durante a votação em primeiro e segundo turno das Eleições 2018.

O horário de verão terminará no terceiro domingo de fevereiro de 2019, quando os relógios devem ser atrasados em uma hora na madrugada de sábado (16/2) para domingo (17), a partir da meia-noite.

Norte e Nordeste
O Ministério de Minas e Energia explica que o Norte e o Nordeste não adotam o horário de verão porque a alteração é mais eficaz nas regiões mais distantes da Linha do Equador, onde há uma diferença significativa na luminosidade do dia entre o verão e o inverno.

Nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, os dias de verão são mais longos. O objetivo é estimular as pessoas e as empresas a encerrarem as atividades do dia mais cedo, a aproveitarem a iluminação natural e evitarem que equipamentos eletrônicos sejam ligados. Tudo para reduzir o consumo e a demanda energética entre 18h e 21h, os horários de pico.

O ministério explica que no período também há aumento da temperatura e, consequente, do uso de aparelhos de ar-condicionado, o que neutraliza o impacto no sistema elétrico quando o horário de verão entra em vigor.

Enem
A mudança acontece no mesmo dia que será realizada a primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018. O Ministério da Educação divulgou diferentes horários de abertura e fechamento dos portões nos locais de provas. Confira o cronograma de todos os estados. (Com informações da Agência Brasil)

 

Drogas: Demi moore diz que conseguiu largar com ajuda de desconhecidos

Demi Moore, que chegou a ser uma das queridinhas de Hollywood, recebeu homenagem de Mulher do Ano, pela Friendly House no sábado (27/10). Durante o discurso, falou sobre a experiência com as drogas e como conseguiu dar a volta por cima

A atriz disse que conseguiu sair do problema com a ajuda de dois desconhecidos. “Talvez tenha sido intervenção divina, mas duas pessoas que eu mal conhecia se levantaram, tomaram uma atitude e me presentearam com uma oportunidade, que eu acho que era mais um ultimato. A menos que eu estivesse morta, seria bom aparecer [na clínica]”, contou.

 

 

Em 2012, Demi Moore passou por tratamento de reabilitação e chegou a perder dentes por causa da dependência e do intenso estresse. “Nunca me senti bem o suficiente. Eu não tinha absolutamente nenhuma autoestima e, nesse caminho autodestrutivo, isso rapidamente me levou a uma crise”, desabafou. A atriz conta que foi muito difícil lidar com a fama.

No seu perfil oficial no Twitter, o editor da revista americana Variety, Marc Malkin, publicou o vídeo do momento em que Demi Moore recebe a homenagem e fala sobre a ajuda que recebeu. “Isso me deu uma chance de redirecionar o curso da minha vida antes que eu destruísse tudo. É claro que eles viram mais coisas do que eu vi em mim e sou muito grata. Sem essa oportunidade e sem a crença deles em mim, eu não estaria em pé hoje”, agradeceu Demi Moore.

 

Em seis meses, Brasil teve mais de 200 casos de intolerância religiosa

Adna Santos, a Măe Baiana, teve o terreiro incendiado e depredado em 2015: “Precisam respeitar nossa fé” (foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)

Constitucionalmente, o Brasil é laico há mais de 120 anos e năo discrimina nenhuma religiăo. Na prática, o país ainda mostra as faces da intolerância religiosa, com agressőes físicas, xingamentos, depredaçőes, destruiçőes de imagens, tentativas de homicídio e incêndios criminosos. Levantamento feito pelo Ministério dos Direitos Humanos (MDH), com base nas ligaçőes para o Disque 100, aponta que, no primeiro semestre deste ano, foram registradas 210 denúncias de discriminaçăo por religiăo. Os estados campeőes săo Rio Grande do Norte, Săo Paulo e Rio de Janeiro. Desde 2015, o estado potiguar lidera o ranking, e os outros dois têm alternado o segundo e o terceiro lugares.

Em comparaçăo com 2017, em que ocorreram 255 casos no mesmo período, as ocorrências diminuíram. No entanto, os números podem ser ainda maiores, pois a taxa de subnotificaçăo é alta. Entre as religiőes que mais sofrem discriminaçăo, está a umbanda, com 34 denúncias; o candomblé, com 20; e a evangélica, com 16 casos. O Distrito Federal aparece com apenas uma denúncia. Porém, a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social do DF registra nove ocorrências de discriminaçăo religiosa, de janeiro a setembro. No mesmo período do ano passado, foram oito casos. A pesquisa do MDH também traçou o perfil dos agressores. A maioria das açőes de intolerância é praticada por mulheres. Elas também encabeçam a lista das vítimas — săo 45,18%, contra 37,35% dos homens.

Adna Santos, 56 anos, mais conhecida como Măe Baiana, sentiu na pele a discriminaçăo contra o candomblé, religiăo à qual pertence. Chefe da Divisăo de Proteçăo de Patrimônio da Casa Palmares, ela possui um terreiro no Lago Norte, na divisa com o Paranoá. Em novembro de 2015, o Ylê Axé Oyá Bagan foi incendiado e vários santos e instrumentos religiosos foram queimados ou destruídos. Um laudo da polícia apontou curto-circuito, conclusăo contestada por membros da comunidade. No mesmo ano, foram registrados mais de 10 ataques a terreiros no DF.

“Sofro preconceito. Sou preta, măe de santo, com um terreiro instalado em uma área nobre. A situaçăo melhorou com a implantaçăo da delegacia contra crimes religiosos e com a visibilidade da Palmares. Antes, o próprio governo desconhecia o nosso povo. A populaçăo nos tratava como macumbeiros”, diz Măe Baiana. Ela afirma que, no Distrito Federal, săo 330 terreiros registrados, a maioria em Ceilândia e em Planaltina. “Os ataques diminuíram, mas continuam em outros estados. Precisamos que respeitem a nossa história e a nossa fé, assim como respeitamos a dos outros”, afirma.

 

Desconforto

Para o pastor da 2ª Igreja Batista do Cruzeiro Velho, Lúcio Flávio Grosso Rezende, a regiăo onde a igreja está localizada é receptiva. No entanto, ele salienta que os ataques aos evangélicos pelo país săo lamentáveis. “O evangélico tem uma forma mais ortodoxa de ler a Bíblia e de colocar os princípios bíblicos em prática, o que causa desconforto a quem năo tem essa mesma visăo. Um exemplo: o evangélico năo consome bebida alcoólica, e, se se depara com alguém que bebe, pode gerar preconceito e discussăo”, diz.

O padre Geraldo Ascari, da Paróquia Santa Terezinha, no Cruzeiro Novo, ressalta que os ataques às crenças religiosas já foram piores, mas que “é necessário que a populaçăo saiba respeitar os valores de rituais diferentes”. Do lado católico, diz, “a diretriz é de respeito e acolhimento dos diferentes. Nesta semana mesmo, celebramos o casamento de um espírita com uma católica. A religiăo dá o autoconhecimento e oferece o lado humano da convivência.”

A religiăo wicca também sofre preconceito. A Uniăo Wicca do Brasil (UWB) estima que cerca de 300 mil pessoas pratiquem bruxaria no país. A estudante de psicologia e taróloga Luana Cavalari, 35 anos, é uma das adeptas. Ela relata que a maioria das pessoas associam wicca a feitiçaria, mas que a religiăo nada tem a ver com isso. “Dizem que fazemos maldade, pacto com o capeta, mas năo. É uma religiăo neopagă, politeísta, que estuda o paganismo de uma forma nova. Năo existe sacrifício nem nada do tipo, pelo contrário. As oferendas consistem em frutas e flores. Celebramos as mudanças das estaçőes do ano e as fases da lua. É um culto voltado aos deuses”, explica.

“É necessário que a populaçăo saiba respeitar os valores de rituais diferentes. A religiăo dá o autoconhecimento e oferece o lado humano da convivência”  
Padre Geraldo Ascari, da Paróquia Santa Terezinha, no Cruzeiro Novo

 

 

Para Lia Zanotta, da UnB, discursos radicais no período eleitoral colocaram sob ataque direitos básicos da cidadania (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Racismo predomina 

A antropóloga da Universidade de Brasília (UnB), Lia Zanotta, observa que, no Brasil, as religiőes que tendem a ser mais discriminadas e enfrentam maior intolerância săo as de matriz africana. “Tem por trás disso um racismo grande. Além disso, a pessoa acha que sua religiăo é melhor que a do outro. Temos episódios frequentes de derrubada e queima por parte de pessoas que dizem agir em nome de uma religiăo superior”, diz. Zanotta aponta ainda que a açăo de radicais observada no período eleitoral colocou em jogo a dignidade da pessoa.

“Vemos a hierarquizaçăo de héteros sobre homossexuais, homem sobre mulher, cristăos sobre năo cristăos. Isso está vindo pela questăo política. A dignidade humana năo discute quem vale mais. Essas questőes năo deveriam estar na pauta das eleiçőes. Săo direitos básicos, garantidos. Uma democracia consolidada năo discute isso. É preciso respeitar a diversidade, esquecer divisőes hierárquicas e fantasiosas. As religiőes devem estar abertas à conversaçăo e ao respeito mútuo”, afirma.

O advogado criminalista e constitucional Adib Abdouni, alerta que liberdade religiosa é garantida pela Constituiçăo Federal, no artigo 5º, inciso VI: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteçăo aos locais de culto e a suas liturgias”.

Detençăo

Abdouni ressalta ainda que o Código Penal prevê, no artigo 208, a condenaçăo da discriminaçăo religiosa: ‘Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou funçăo religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso é penalizada com detençăo de 1 mês a um ano ou multa. Se houver emprego de violência, a pena é aumentada em um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.”

A Secretaria da Segurança Pública informa que denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia ou na Delegacia Especial de Repressăo aos Crimes por Discriminaçăo Racial, Religiosa ou por Orientaçăo Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin). Outros serviços disponíveis săo a Delegacia Eletrônica, acessada pelo site da Polícia Civil (http://www.pcdf.df.gov.br), e ainda o Disque 100.

 

Fonte: Brasil

Mari Alexandre desabafa sobre divórcio com Fábio Jr.: ‘sofri muito’

Sexta esposa do cantor Fábio Jr., a atriz Mari Alexandre participou do programa Sensacional, da RedeTV!, e desabafou sobre o fim do seu casamento Fábio Jr.

 

 

 

“Eu sofri muito, então eu fiquei assim, nem acreditava mais tanto no amor. Tinha perdido meu romantismo, agora eu estou voltando com isso” disse ela.

 

 

Apesar do fim traumático, Mari Alexandre conta que a relação foi um aprendizado e que está mais consciente. “Antes eu era muito ciumenta, e acho que o ciúme não leva a nada. Não sou mais como eu era. Os anos, a vida… porque não adianta muito esse negócio de você querer controlar a vida do outro. Ele vai fazer o que ele quer em primeiro lugar, não adianta. E quando a gente controla muito, aí é que eles fazem, né?”, explicou.

CONVERSAS DE WHATSAPP APONTAM QUE FILHA DE SUSPEITO FEZ CONTATO COM FAMÍLIA DE JOGADOR( fotos)

CONVERSAS DE WHATSAPP APONTAM QUE FILHA DE SUSPEITO FEZ CONTATO COM FAMÍLIA DE JOGADOR

Conversas de Whatsapp obtidas com exclusividade pela Tribuna do Paraná edivulgadas agora a pouco, mostram que Allana, Brittes, 18 anos, não só conhecia o ex-jogador Daniel Corrêa de Freitas, 24, como também teria mantido contato com a família dele horas após a morte do jovem.

O crime aconteceu no último final de semana e foi descoberto quando o corpo de Daniel foi encontrado, no sábado (27), num matagal de uma estrada rural na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais. Edison confessou o assassinato, mas alegou que matou o ex-jogador porque o flagrou tentando estuprar a esposa dele.

Nesta quinta-feira (1), menos de uma semana do crime, Edison foi preso e junto com ele também foram detidas a esposa, Cristina Brittes, e a filha do casal, Allana Brittes, de 18 anos. A defesa divulgou um vídeo, em que o homem confessa o crime e diz que, ao matar Daniel, buscava “defender a honra das mulheres de todo o Brasil”. Ele sustenta a informação de que o assassinato foi motivado por uma tentativa de estupro e diz que a porta do quarto em que Daniel estaria com a mulher estava trancada.

Contradições
Embora a defesa alegue a tese de que o crime foi uma tentativa de estupro, algumas afirmações do empresário começaram a ser colocadas em dúvida depois do testemunho de uma pessoa que estava na casa no dia do crime. Contradizendo pontos importantes da versão do suspeito, essa testemunha disse que a porta do quarto estava trancada com todos os envolvidos no momento das agressões contra a vítima, e não trancada com a necessidade de arrombamento, como Edison afirmou.

A entrevista foi feita pela Rede Globo, em São Paulo, para onde a testemunha foi com medo de ser identificada e perseguida. “Chegando à casa (da família de Allana, ficamos bebendo e comemorando mais, o pai dela tinha convidado a gente para ficar lá, porque ela estava fazendo 18 anos. Um tempo em que estávamos lá, o rapaz sumiu do lugar”, disse. Segundo a testemunha, nesse momento, Edison e outro rapaz entraram na casa. “Passaram uns 10 ou 5 minutos, ouvi muita gritaria e pedidos de socorro para que não acontecesse uma tragédia. Fui pelo lado de fora, pela janela, porque a porta do quarto estava trancada, e avistei o que estava acontecendo. O rapaz estava sendo enforcado, apanhando muito, muito, e nisso entraram mais dois rapazes, ajudaram a bater nele, depois veio mais um rapaz, tiraram ele do quarto e jogaram ele para fora da garagem e continuaram a espancar”, detalhou.

Outra contradição vem da filha de Edison, Allana. Num vídeo divulgado pela defesa da família, a jovem diz que não tinha convidado Daniel para a festa em casa e que conhecia ele há menos de um ano. Apesar disso, uma foto de uma postagem de rede social diz o contrário: no post, Allana está com Daniel numa festa de aniversário dela, de 17 anos, e escreveu: “a nossa foto do meu aniversário do ano passado, a desse ano você não me mandou”.

Investigações continuam
Os três, Edison, Cristina e Allana, foram presos em caráter temporário e as prisões têm validade de 30 dias, prazo esse que pode ser prorrogado se a polícia pedir e a Justiça entender a necessidade. Enquanto isso, a Polícia Civil de São José dos Pinhais vai continuar a investigar o crime. Nesta quinta-feira, em entrevista coletiva, o delegado Amadeu Trevisan, responsável pelas investigações, disse que, ainda que tenha havido um estupro, o que não está confirmado pela polícia até o momento, a reação de Edison não foi a correta. “O que é preciso entender, é que a resposta dele foi totalmente desproporcional, não vamos perder isso de vista. Ele jamais poderia ter agido dessa forma, como ele tira a vida de alguém?”, disse.

O delegado ainda confirmou que Daniel conhecia Allana e já tinha participado da festa de 17 anos dela, no ano passado. Apesar disso, para Amadeu Trevisan, o crime não foi premeditado. “Foi cometido no calor dos acontecimentos, a motivação está bem clara e aconteceu na casa, onde houve o espancamento. Depois, ele pegou a faca e aí sim tinha a intenção de matar. Mas com certeza não o fez sozinho, outras pessoas participaram”, explicou