Um mesário morreu após passar mal na manhã deste domingo (28/10) em uma zona eleitoral de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), João Carlos Felix foi vítima de um infarto.
“Lamentavelmente aconteceu esse episódio, foi na zona 156”, confirmou a diretora-geral do TRE-RJ, Adriana Brandão. “Eu gostaria até de aproveitar a oportunidade e em nome do TRE-RJ prestar nossos sentimentos à família desse mesário que estava ali num momento tão importante para a cidadania”, completou.
Para ele, foi apenas um treino. Para ela, é a principal chance de conseguir a tăo sonhada vaga em Medicina. Em 20 anos, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passou de uma avaliaçăo de desempenho ao fim da educaçăo básica para se tornar o maior vestibular do país – e o segundo do mundo. Depois de muitas mudanças e 100 milhőes de inscritos, a prova que ocorre nos próximos dois domingos está em amadurecimento, com nova matriz curricular e alteraçőes na aplicaçăo sendo estudadas.
O médico Daniel Doca, de 37 anos, foi um dos 157 mil jovens que se inscreveram para a primeira ediçăo, em 1998, criada para servir como um referencial dos conhecimentos adquiridos no ensino médio. Ele lembra que foi incentivado pelo pai, professor do cursinho Objetivo, a fazer o exame como um treino para os vestibulares. “Estava muito tranquilo porque para mim era um simulado, uma oportunidade de saber como estava em relaçăo aos outros estudantes. Năo tinha pressăo.”
O Enem começou a caminhar para a atual amplitude já no ano seguinte de sua criaçăo, quando importantes instituiçőes do País, como a Universidade de Săo Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), passaram a usar a nota do exame como um dos critérios para seleçăo de ingressantes. E foi, a partir de 2009, que firmou sua importância, com a criaçăo do Sistema de Seleçăo Unificada (Sisu), substituindo os vestibulares das instituiçőes federais para selecionar alunos.
Atualmente, é o exame que seleciona os estudantes para 240 mil vagas em 130 instituiçőes públicas brasileiras, além de particulares e de outros países, como Portugal. A adesăo das universidades ao Enem foi proporcional ao aumento da pressăo que passou a exercer em jovens, como Giovanna Castanheira, de 20 anos. Aluna de escola pública, ela enxerga a prova como a principal porta de entrada para o ensino superior.
“(O Enem) me dá um leque imenso de oportunidades. Se for bem, posso entrar em universidades do País todo”, diz a aluna, que estuda e trabalha para ter bolsa no cursinho Poliedro. No ano passado, ela chegou a ficar na lista de espera para uma vaga em Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Sua preferência é pela USP, que passou a usar o Enem também para selecionar alunos, além do vestibular próprio, a Fuvest. “Acredito que pelo Enem seja mais fácil, porque é uma prova mais ampla. Está bastante conteudista, mas ainda avalia outras habilidades do aluno, o que eu acho mais justo”, diz a jovem, que é filha de uma dona de casa e um motorista de ônibus e busca ser a primeira da família a fazer uma faculdade.
Aperfeiçoamento
Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) na época da criaçăo do Enem, Maria Helena Guimarăes de Castro diz que o exame se firmou como uma das principais políticas educacionais do País e năo corre riscos, mas ainda precisa de melhorias. Para ela, a nova matriz curricular (que estabelece os conteúdos cobrados na prova) que está sendo desenhada é fundamental para o aperfeiçoamento.
“Até 2009 era mais uma prova de conhecimentos gerais, mas, quando se transformou em vestibular, ficou mais conteudista por uma demanda dos reitores. O problema é que, a cada pedido das faculdades, a matriz do Enem foi virando uma colcha de retalhos”, avalia.
Idealizadora do Enem e atual presidente do Inep, Maria Inês Fini diz que a nova matriz vai seguir as orientaçőes da Reforma do Ensino Médio e da Base Nacional Comum Curricular – ainda em discussăo – que só devem ser implementadas em 2021. “Vamos fazer os ajustes de acordo com o que a base nos indicar, que é uma visăo mais abrangente de aprendizado. Năo podemos só pensar nos conteúdos tradicionais e como avaliá-los, mas também associá-los a outras habilidades e competências adquiridas pelos alunos.”
Para Maria Inês, a discussăo atual sobre a matriz curricular marca o início da “terceira onda” do Enem. “Temos uma avaliaçăo forte e importante, reconhecida internacionalmente. Agora, ela vai ser aprimorada.”
Com 5,5 milhőes de inscritos para a ediçăo deste ano, o Enem é a segunda maior prova de acesso ao ensino superior do mundo, atrás apenas do Gaokao, o vestibular chinês, que tem anualmente cerca de 9 milhőes de inscriçőes.
Logística
Para as duas educadoras, uma mudança importante para os próximos anos é a forma de aplicaçăo do exame – e elas defendem que seja feito online. Maria Inês explica que, mesmo com o investimento em tecnologia, a aplicaçăo seria mais barata e segura. Em 2017, a prova custou R$ 505,5 milhőes – apenas 25% dos gastos săo cobertos pelo valor da taxa de inscriçăo, de R$ 82 – e envolveu mais de 600 mil pessoas na elaboraçăo, distribuiçăo, aplicaçăo e correçăo do exame.
“É muito espetaculoso e hoje já temos tecnologia que poderia tornar o processo mais simples e seguir o exemplo de grandes vestibulares do mundo, como o SAT nos Estados Unidos”, diz Maria Helena. Para ela, essa alteraçăo deveria ser uma das prioridades do próximo ministro da Educaçăo, já que a transiçăo para uma prova totalmente online pode demorar alguns anos. A digitalizaçăo também possibilitaria realizar o Enem mais de uma vez ao ano.
O candidato Fernando Haddad (PT) afirma que pretende aprimorar a produçăo da prova, ampliando os bancos de questőes para fazer várias ediçőes do exame ao longo do ano em versăo digital. Também afirmou que quer retomar o “caráter reflexivo” da prova para testar a capacidade de raciocínio e năo a de memorizaçăo. A campanha de Jair Bolsonaro (PSL) foi procurada, mas năo respondeu se tem alguma proposta para o Enem.
“Sempre podemos aperfeiçoar a prova, mas ela nunca vai deixar de existir. O Enem năo é do MEC, năo vai ser de Bolsonaro nem de Haddad. Ele é do Brasil, uma conquista do estudante”, diz Maria Inês.
AEscola Estadual Humberto de Campos, em Sorocaba, interior de São Paulo, foi invadida por vândalos, que destruíram 11 das 15 urnas eletrônicas. Os equipamentos seriam usados para as eleições neste domingo (28). A suspeita é que a ação aconteceu durante a madrugada.
De acordo com informações da TV TEM, equipes que chegaram pela manhã presenciaram a depredação e encontraram um bilhete com a frase: “Vão para o inferno”. Diversas salas de aula da unidade de ensino estavam reviradas.
Usando um colete à prova de balas, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, votou neste domingo (28), às 9h17, na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, em Deodoro, na Zona Oeste do Rio.
O capitão do exército estava acompanhado da mulher, Michele. Depois de votar, o candidato fez uma breve aparição na frente do local e acenou para apoiadores que esperavam desde cedo por sua chegada, gerando correria e breve tumulto. Ele não deu declarações aos jornalistas.
Uma hora antes do início da votação, o local passou por uma varredura em busca de explosivos. Cães e equipamentos foram usados na vistoria de segurança. Os eleitores que votam na escola tiveram que passar por uma barreira para revista por oficiais das Forças Armadas
Um homem foi preso depois de matar a esposa a facadas e dizer à polícia que a vítima havia se suicidado. O crime foi cometido na madrugada desse sábado (27), em Itumbiara, no sul de Goiás. O suspeito, Amilson Custódio Cardoso, funcionário de uma loja de materiais elétricos, disse que, ao presenciar a morte da mulher, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu).
“Ela entrou para tomar banho e quando saiu do banheiro já estava nervosa. Falou que tinha que dar um rumo na vida dela, que não aguentava mais aquilo, pegou a faca e… Ela veio, passou pela mesa, jorrou sangue na mesa toda, ela caiu de joelhos, eu segurando ela por trás e ela acabou de deitar com a barriga no chão. Não tive como fazer nada”, disse Cardoso, em entrevista à TV Anhanguera.
Apesar da versão contada pelo suposto autor do crime, o delegado responsável pelo caso, Ricardo Chueire, afirmou que a situação não condiz com um suicídio. “Primeiro que ninguém consegue se matar com três facadas no tórax, segundo que a casa estava toda revirada, mostra que houve luta, havia sangue nas paredes, no chão, na geladeira, objetos caídos”, explicou o delegado.
Ele ainda acrescentou que, além disso, ele entrou em contradição algumas vezes. “Estava com roupas limpas e só os pés sujos e ainda alterou a cena, lavando a faca e a jogando fora da casa”, explicou. O suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes de feminicídio e fraude processual. Ele pode ficar preso por até 30 anos.
Aex-presidente Dilma Rousseff (PT) votou cedo neste domingo (28) em Belo Horizonte e disse acreditar em uma virada de Fernando Haddad (PT).
“Bolsonaro morreu pela boca”, disse à reportagem, mencionando a fala do candidato do PSL sobre acabar com opositores e a fala do filho dele sobre fechar o STF.
A respeito de sua derrota em Minas, onde foi candidata ao Senado, Dilma disse que ficou estarrecida e que foi uma surpresa.
As pesquisas indicavam que a ex-presidente seria eleita. Dilma afirmou que é preciso investigar “o que aconteceu no WhatsApp”, referindo-se à reportagem da Folha de S.Paulo sobre disparos contra o PT pagos por empresários.
Dilma entrou por uma porta lateral do colégio onde vota na região da Pampulha. Veio sozinha e não houve tumulto.
A ex-presidente votou por volta de 8h05, logo que a escola abriu.
No primeiro turno, ela chegou a pé pela porta principal, acompanhada de deputados petistas por volta das 10h. Houve vaias e gritos de apoio.
A ex-presidente viaja ainda neste domingo para São Paulo, para acompanhar a apuração. Com informações da Folhapress.
Osenador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) chegou em seu local de votação, em Vila Isabel, zona norte do Rio, por volta das 8h. Ele disse que está confiante em uma larga vitória do pai, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).
“Se tivesse acabado hoje já teria valido a pena tudo o que a gente passou, resgatar o orgulho do brasileiro de usar o verde o amarelo, sua bandeira. Estamos confiantes no resultado, as ruas mostraram isso para nós”, disse à reportagem.
Questionado sobre a diminuição da diferença entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT), ele se disse despreocupado. “Se o Datafolha está dando 10 pontos a mais, a gente está com 20 a mais, não tem nem dúvida. Vai ser larga a diferença, o povo brasileiro cansou do PT. Ninguém aguenta mais”, afirmou.
O senador eleito disse, ainda, que no governo do pai todas as indicações serão por competência. “Não vai ter no governo de Bolsonaro ninguém que não seja competente para estar nas respectivas pastas e, com isso, vamos otimizar, enxugar a máquina e fazer o dinheiro chegar onde precisa.”
Quanto à disputa no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, que cumpriu agenda na rua com o ex-juiz Wilson Witzel (PSC), desejou boa sorte aos dois candidatos e disse que o eleitor saberá identificar o que não quer que volte.
Witzel disputa o governo do estado com o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM). Jair Bolsonaro se manteve neutro na corrida estadual.
“A população vai identificar o que é melhor para o Rio de Janeiro, o que quer para o futuro, o que não quer que volte”, disse. Com informações da Folhapress.
OTribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a votação para eleitores brasileiros que estão no exterior foi encerrada em 16 países. De acordo com o TSE, o balanço se refere aos locais de votação, em geral as próprias embaixadas do Brasil, que estão à frente no fuso horário.
De acordo com o boletim, a votação já terminou na Nova Zelândia, Austrália, no Japão, na Coreia do Sul, China, em Taiwan, Cingapura, nas Filipinas, na Malásia, em Honk Kong, no Timor Leste, na Indonésia, no Vietnã, na Tailândia, Índia e no Nepal.
Os 500 mil eleitores que estão aptos a votar fora do país em 99 nações votaram somente para presidente da República. O resultado da votação no exterior será divulgado somente após o término da votação no Brasil. Com informações da Agência Brasil.
Neste domingo, dia 28, milhões e milhões de brasileiros vão às urnas. Como qualquer cidadão, os famosos também vão depositar seus votos. O EXTRA listou 11 nomes, de cada um dos lados, que apoiam Fernando Haddad, candidato a presidente pelo PT, e Jair Bolsonaro, que disputa o mesmo cargo, pelo PSL.
Os famosos que apoiam Haddad
Chay Suede
Chay Suede postou vídeo se posicionando contra Jair Bolsonaro Foto: reprodução/ instagram
“Bolsonaro não! Porque ele é incompetente, porque em 30 anos de vida pública foi incapaz de apresentar sequer um projeto relevante que pudesse transformar a vida do povo brasileiro”, disse Chay num vídeo postado por ele nas redes sociais.
Bruna Marquezine
Bruna Marquezine aderiu à campanha #elenão Foto: reprodução/ instagram
Anitta
Anitta publicou um vídeo se posicionando contra Bolsonaro Foto: reprodução/ instagram
Marcelo Serrado
Marcelo Serrado apoia Fernando Haddad Foto: Marcos Ramos / Agência O Globo
“Meu total apoio à candidatura de Fernando Haddad, em nome do amor, da democracia e do afeto. A gente tem que seguir junto, de mãos dadas, a favor da democracia”, disse Serrado num vídeo postado por ele nas redes sociais.
Bruno Gagliasso
Bruno Gagliasso se posicionou contra Bolsonaro Foto: reprodução/ instagram
Caio Blat
Caio Blat declarou apoio a Fernando Haddad Foto: Bárbara Lopes / Agência O Globo
“O voto em Bolsonaro é inadmissível. Pela forma como ele elogioa à tortura, os torturadores, a ditadura. Isso deveria ser proibido num país sério”, disse Caio em um vídeo postado em sua conta no Instagram.
Marília Mendonça
Marília Mendonça aderiu à campanha #elenão Foto: reprodução/ instagram
Marieta Severo
Marieta Severo declarou apoio a Haddad Foto: Leonardo Aversa : Leo Aversa
“A minha juventude foi passada na ditadura. É horrível você ser censurado quando quer mudar o mundo. Queria dizer isso para vocês”, disse Marieta, em seu discurso na Lapa, no ato a favor de Haddad, no dia 23.
Camila Pitanga
Camila Pitanga declarou apoio a Haddad Foto: reprodução/ instagram
Patrícia Pillar
Patricia Pillar vai votar em Haddad para presidente Foto: reprodução/ instagram
Os famosos que apoiam Bolsonaro
Regina Duarte
Regina Duarte declarou apoio a Jair Bolsonaro para presidente Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
“Essa felicidade que faz com que eu me sinta fazendo parte de um imenso desejo de milhões de brasileiros. Pertencente a uma causa que defende o país de todos, terra de uma uma gente do bem”, disse Regina no Instagram.
Zezé Di Camargo
Zezé Di Camargo apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
Netinho
Netinho apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
“Fui à casa de Bolsonaro para conhecê-lo e saí de lá com a certeza que ele é o único caminho para a gente começar a tirar o Brasil desse mar de corrupção”, disse Netinho, em um vídeo postado por ele no Instagram.
Latino
Latino apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
Roberto Justus
Roberto Justus apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
Mario Gomes
Mario Gomes apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
“Sou um brasileiro, e o Brasil pertence a nós, brasileiros. Não pertence a uma organização crimonosa que busca o poder a qualquer preço. O PT não combina com o estado democrático de direito”, disse Mario Gomes, no Facebook.
Luiza Tomé
Luiza Tomé apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
Monica Carvalho
Monica Carvalho apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
Oscar Magrini
Oscar Magrini apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
Victor Fasano
Victor Fasano apoia Jair Bolsonaro para presidente Foto: reprodução/ instagram
“Nasci convocado nessa terra que eu tanto amo. Depois que nós lutamos tanto por essas novas medidas contra corrupação: PT nunca mais”, disse Fasano, em um vídeo postado por ele no Instagram.
Primeiros a votar no exterior, os brasileiros residentes na Nova Zelândia deram vitória a Jair Bolsonaro (PSL). No país, o placar ficou 58,3% para o candidato do PSL contra 41,7%, registrados por Fernando Haddad (PT).
No total, foram 346 votos, inclusive 39 manifestações em branco e nulo. As informações foram reveladas pelo jornalista Sandro Fernandes, correspondente brasileiro na Europa, em sua conta no Twitter.