Por volta das 7 horas da manhã desse Domingo ( 4) , na estação de trem de Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, segundo testemunhas , uma mulher ainda não identificada tentou o suicidio.
Ela estava na plataforma de embarque, quando o véiculo estava se aproximando para parar, quando a vitima se jogou, o trem bateu e a jogou longe.
Bombeiros chegaram ao local e resgataram a vitima ainda com vida!!
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Sem atuaçăo prévia na gestăo pública ou na vida parlamentar, o governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), era uma incógnita no meio político até entrar na disputa pelo Palácio do Buriti. Assim que ele se consagrou campeăo da corrida pelo governo, uma dúvida surgiu entre representantes da máquina pública, de sindicatos, do setor produtivo e de parlamentares: qual será o perfil adotado pelo futuro chefe do Executivo local, que toma posse em 1º de janeiro?
Antes mesmo de assumir o cargo, Ibaneis começou a dar sinais de qual será seu estilo de comando. Ele nega que seja centralizador e promete delegar tarefas, mas já antecipou que concentrará atribuiçőes importantes, como a articulaçăo política. Diplomático, abaixou o tom ríspido da campanha e fez elogios ao adversário, Rodrigo Rollemberg (PSB), ao lado de quem terá que conduzir a transiçăo. Sinalizou ainda que pretende ouvir a sociedade organizada antes de tomar decisőes importantes — até a escolha de secretários passou por consultas a segmentos interessados em cada área.
Essa ânsia de agradar a vários setores e de fugir de embates, entretanto, pode trazer empecilhos a Ibaneis, sobretudo diante da dificuldade em chegar a consensos com relaçăo a algumas decisőes. A escolha do futuro secretário de Saúde é um exemplo. Na última terça-feira, o governador eleito anunciou que divulgaria o nome do futuro chefe da pasta no fim do dia, após uma série de reuniőes com representantes do segmento.
Ele ouviu integrantes de sindicatos de médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, e de especialistas na área, como o ex-secretário de Saúde Jofran Frejat. Mas, depois da bateria de encontros, năo chegou a um nome para a secretaria. Ainda sem um titular capaz de agradar a integrantes de todas as carreiras da saúde, a saída foi criar uma equipe de transiçăo, que discutirá os principais problemas do sistema de atendimento médico, para só depois anunciar o escolhido. Além da Secretaria de Saúde, o emedebista já anunciou que pretende criar ainda uma pasta específica para cuidar apenas da atençăo básica de saúde.
Outra promessa de campanha foi cumprida na primeira semana da transiçăo. Após a eleiçăo da listra tríplice de delegados para a escolha do cargo de diretor-geral da Polícia Civil, Ibaneis Rocha anunciou que nomeará o mais votado: Robson Cândido teve 242 votos na eleiçăo interna da categoria, realizada na última quarta-feira. O atual comandante da instituiçăo, Eric Seba, nomeado por Rollemberg, também havia ficado em primeiro lugar entre os delegados.
Acostumado a lidar com o poder após administrar a Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB-DF) por três anos, o emedebista garante que năo é centralizador. “Sou de delegar e cobrar resultados. Vou anotando as tarefas que passo para depois exigir respostas. O governo tem dia para começar e para terminar, entăo teremos que tomar medidas e exigir os resultados com rapidez”, explica.
A decisăo de aumentar o número de secretarias é usada por Ibaneis como exemplo de que privilegia sempre a delegaçăo de tarefas. Ele lembra que a OAB-DF tinha 50 comissőes, cada uma responsável por temas específicos e que, por isso, sabia sempre a quem recorrer quando precisava tratar de algum assunto. “Com mais secretarias, terei de quem cobrar cada tarefa, por mais específica que seja”, acrescenta o governador eleito. “Em algumas pastas estratégicas, como saúde, educaçăo, segurança e obras, quero estar sempre junto. E, nessas áreas, năo haverá indicaçőes políticas”, garante.
Coordenador de campanha de Ibaneis e confirmado como secretário de Fazenda da futura gestăo, André Clemente diz que o chefe “é uma pessoa de grupo”. “Ele tem uma necessidade enorme de conhecer todas as áreas, năo necessariamente de controlá-las. Ele delega muito e exige resultados sempre”, garante Clemente. “Grandes líderes têm sempre măo boa para escolher pessoas e formar equipes de credibilidade”, acrescenta o auditor da Fazenda.
Outra característica do perfil de Ibaneis que já transpareceu ainda na transiçăo é que, muitas vezes, ele age por impulso. Um exemplo foi o anúncio de que o empresário José Humberto Pires ocuparia a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Desejoso de ter Pires em seu secretariado, o governador eleito anunciou seu nome, mas, logo depois da divulgaçăo, o empresário divulgou nota para esclarecer que năo aceitaria o convite “por conta de compromissos institucionais e profissionais”.
O emedebista indicou ainda que pretende manter relaçőes institucionais fortes na Esplanada dos Ministérios. Além de visitar o presidente da República Michel Temer um dia após as eleiçőes, Ibaneis sinalizou por várias vezes que quer um bom relacionamento com o presidente eleito, Jair Bolsonaro. Disse que vai consultá-lo para escolher o secretário de Segurança e declarou voto no capităo da reserva.
Ibaneis visitou ainda a Câmara Legislativa e o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, nos primeiros dias de gestăo. Numa sinalizaçăo de que quer boas relaçőes com outros estados, já esteve com os governadores eleitos de Goiás e de Săo Paulo, Ronaldo Caiado (DEM) e Joăo Doria (PSDB).
Desde que foi eleito, o advogado Ibaneis Rocha (MDB) tem buscando o diálogo com personalidades do meio político e jurídico. Na segunda-feira, esteve no Palácio do Planalto com o presidente Michel Temer, para tratar de recursos para o Distrito Federal, e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.
No dia seguinte, Ibaneis foi à Câmara Legislativa, para conversar com os deputados distritais sobre o orçamento para 2019.
Na quarta-feira, embarcou para Săo Paulo, onde esteve com o governador eleito, Joăo Doria (PSDB). Ontem, houve um novo encontro com o tucano, no hotel onde Ibaneis está hospedado. Dessa vez, participou também o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).
Um incêndio atinge agora a área de ambulâncias do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Os bombeiros já estăo trabalhando no local, mas ainda năo têm informaçőes se o fogo foi controlado.
De acordo com o Centro de Operaçőes Rio, a Avenida Ayrton Senna está com a pista lateral, no sentido Linha Amarela, interditada e o tráfego na rodovia tem retençőes nesse trecho, que fica próximo ao terminal de ônibus Alvorada, no entroncamento da Avenida das Américas com a Ayrton Senna. Os motoristas devem seguir pela pista central.
Ao menos três pacientes morreram durante a transferência da Coordenaçăo de Emergência Regional (CER), que pegou fogo na tarde deste sábado, (3/11), para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Parte do Hospital Lourenço Jorge foi destruída por um incêndio que começou, por volta das 15h40, no segundo andar, e rapidamente se alastrou.
Médicos, socorristas e os maqueiros agiram com agilidade e conseguiram levar os pacientes para outras alas do hospital, com segurança, antes mesmo da chegada dos bombeiros. A CER é uma porta de entrada do hospital, de atençăo imediata, e tem a funçăo de direcionar os pacientes em situaçőes muito graves ao hospital.
“De acordo com uma enfermeira, “se o fogo tivesse começado por baixo, tinha morrido todo mundo, pois năo daria tempo para a gente entrar. Houve muito grito, desespero, mas conseguimos salvar todo mundo”, disse. Os funcionários năo quiseram se identificar temendo represálias. Eles já vêm sofrendo ameaças de demissăo e estăo com mais de dois meses de salários atrasados.
Morador do entorno, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, acompanhou, no local, a açăo do Corpo de Bombeiros. A secretaria de saúde do município investiga o ocorrido. O incêndio teve também forte impacto no trânsito. O Centro de Operaçőes da Prefeitura do Rio interditou aa pista lateral da Avenida Ayrton Senna, no sentido da Linha Amarela. O tráfego foi desviado para a pista central.
Por volta das 16h, a Av. Ayrton Senna tinha retençőes a partir da Av. Pref. Dulcídio Cardoso. Os motoristas tinham que passar pelo Recreio (Av. Alfredo Baltazar da Silveira) ou pelo Pepê (Av. Érico Veríssimo). A indicaçăo da Prefeitura, para quem trafegava pela Av. das Américas, era seguir pela Av. Luis Carlos Prestes, Av. José Silva de Azevedo Neto e Av. Juan Manuel Fanjo, até acessar a Av. Ayrton Senna, na altura do Via Parque.
Com informaçőes da Agência Estado
TEM CHUVA VINDO… Segundo o Alerta Rio, devido à instabilidades em altos níveis na atmosfera, núcleos de chuva de intensidade moderada a forte atuam sobre a Costa Verde e se deslocam em direção ao município do Rio. Com isso, a previsão para as próximas horas é de pancadas de chuva com intensidade moderada, ocasionalmente forte, a começar pela Zona Oeste da cidade.
Principal suspeito do assassinato brutal do ex-jogador Daniel Corrêia Freitas, o empresário Edison Brittes Júnior, de 38 anos, ligou para a mãe da vítima para dar os pêsames pela morte do filho, dois dias depois do crime ter ocorrido. A informação é da Polícia Civil.
O atleta foi encontrado morto em São José dos Pinhais, próximo de Curitiba, no dia 27 de outubro.
O empresário se entregou a polícia na última quinta-feira(1º), e em depoimento prestado à polícia confessou o assassinato do jogador. Segundo ele, Daniel teria tentado estuprar sua esposa Cristiana Brittes, de 35 anos, e após agir por impulso ele teria assassinado o jogador ex-São Paulo.
O crime ocorreu depois de uma festa de aniversário de 18 anos da filha do casal, Allana, na noite de sexta (26), na qual também estava Daniel, numa casa noturna de Curitiba. A festa continuou na madrugada de sábado (27) na casa da família Brittes.
De acordo com informações da Polícia Civil apuradas pelo G1, Daniel teria sido morto e espancado na casa dos Brittes, e depois levado por Edison Júnior para um matagal, onde seu corpo foi encontrado.
Assim como Edison, Cristiane e Allana também estão presas, suspeitas de participar da morte do jogador.
A prisão da esposa e filha de Edison são temporárias, porque segundo apurado nas investigações elas poderiam ter ameaçado e coagido as vítimas do caso, que estavam na festa, para que elas apresentassem uma versão uniforme do caso. A prisão delas foi decretada por 30 dias, para evitar que os depoimentos testemunhais possam ser corrompidos.
Defesa
Na versão contada pelo advogado de defesa do suspeito, Edison teria agido em legítima defesa, para proteger sua esposa que teria sido atacada por Daniel enquanto dormia. A versão da defesa ainda diz que Edison arrombou a porta do quarto pois teria ouvido os gritos de socorro da esposa, Cris Brittes. Ao entrar no local ele teria visto o atleta de cuecas sobre ela tentando ter relação sexual.
O suspeito teria tomada a decisão de matar Daniel depois que viu as mensagens trocadas por ele e um amigo, em que ele afirmava já ter tido relações sexuais com Cris, e inclusive teria mandado uma foto deitado ao lado dela na cama.
Conversas de WhatsApp
Conversas do WhatsApp, aos quais o ‘UOL Esporte’ teve acesso, mostram diálogos de Allana com um amigo em comum, com a mãe de Daniel e com uma tia dele depois do crime. As informações coletadas nas investigações contradizem a versão dada pela filha de Edison no seu depoimento à polícia.
Allana disse em uma conversa com a tia de Daniel que “ele só levantou e foi embora”, “às 8h e pouco”. À polícia, ela afirmou que viu Daniel tentando estuprar sua mãe.
Ao ser questionada pela tia da vítima sobre uma possível briga, a jovem responde: “Claro que não, imagina. Era a minha casa. Ele só levantou e foi embora.”
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Em outra conversa, com o amigo de Daniel, quando o jogador ainda estava desaparecido, Allana dá outra versão:
Amigo: “O Dani tá aí?”
Allana: “Oi, bebê, não nem vi a hora que ele foi embora.”
Amigo: “Vê com quem ele foi embora, se foi com alguma menina e manda o número da menina.”
Allana: “Então, a menina com quem ele ficou tá aqui. Acordei e ela tava de PT no sofá. (…) Certeza que já aparece, deve estar com alguma gata.”
Ohumorista Sérgio Mallandro entrou na Justiça contra uma academia de ginástica de Belo Horizonte (MG) que usou sua imagem para fazer propaganda sem qualquer autorização. No processo, aberto no 6º Juizado Especial Cível do Rio, o artista pede R$ 20 mil de indenização.
De acordo com a coluna do Ancelmo Gois, do jornal ‘O Globo’, o artista de 63 anos ainda pleiteou o benefício de prioridade na tramitação da ação, que está previsto pelo Estatuto do Idoso.
Um incêndio atinge, na tarde deste sábado, o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. A unidade é referência em urgência na Zona Oeste do Rio.
A produçăo artesanal ganhou lugar cativo no comércio brasiliense. Empresários da capital desenham e manufaturam os próprios produtos com técnicas antigas. A proposta é oferecer um bem exclusivo ao comprador. Pode ser uma carteira de couro, a encadernaçăo clássica de um livro querido ou uma bolsa, peça de roupa ou sapato costurados sob medida.
É, também, um mercado que enfrenta desafios, os mesmos impostos a qualquer pequena empresa, mas com uma capacidade de confecçăo limitada ao número de pessoas que dominam aquela técnica. E, para superá-los, a aliada acaba sendo a tecnologia. Internet, redes sociais e lojas colaborativas estăo entre as principais soluçőes para manter a lucratividade da produçăo limitada.
Cada peça pensada, desenhada, recortada e costurada à măo contrasta com o equivalente produzido em série e seus milhares de semelhantes. É sabendo disso que Will Pedrosa, 35 anos, e Felipe Kuhlmann, 31, optaram por manter a confecçăo de carteiras e outros artigos de couro limitada a eles e outros cinco funcionários.
A Brave Man, empresa que a dupla criou em 2013, sobrevive de vendas pela internet. “Começamos em um quarto na casa do Felipe. Compramos couro e produzimos uma quantidade de carteiras para ver se ia dar certo. Fazíamos a produçăo e a divulgaçăo”, conta Will.
Ele recorda, ainda, que, quando começaram, năo sabiam “pregar um botăo na camisa”. Aos poucos, aprenderam o uso das ferramentas e fizeram cursos. Felipe chegou a viajar para os Estados Unidos, para qualificar o trabalho. Hoje, a dupla vende o material pela internet, mas tem endereço próprio para produzi-lo e acondicioná-lo.
“Hoje, o Will cuida da produçăo e eu do marketing e administraçăo. Nossos desafios estăo mais relacionados à expansăo dos negócios. A Brave Man ainda pode crescer muito, mas temos que fazer isso conservando a essência do nosso modelo de negócio. A industrializaçăo banaliza e conflita com os pilares da empresa”, explica
Até a entrada da Encadernadora Martins, no início da Asa Norte, remete a uma Brasília de outros tempos. Um biombo pintado com tinta-óleo cinza, um balcăo e um banco de madeira semelhante àqueles antigos de praça, mas sem muitos detalhes, escondem a oficina repleta de prensas, pesos, martelos, estiletes, linhas e outras ferramentas para encadernaçăo e recuperaçăo de livros.
Thiago Balieiro Martins, 36, toca o trabalho que era do pai, Clóvis Martins, que morreu em 2017, aos 71 anos, e chama o local de trabalho de “sala de encadernaçăo e recuperaçăo”. “Atendemos alguns juízes do DF, cartórios do DF e Entorno, e somos muito procurados para restauraçăo de livros, principalmente quando há um apego especial”, revela Thiago.
A encadernadora também faz livros contábeis e trabalhos universitários. A marca é a capa de couro, as letras douradas, tudo nos mínimos detalhes. “Dependendo do tipo de restauraçăo, da idade do livro e de quanto ele está danificado, desmanchamos todo o processo antigo e reencadernamos completamente. Até a capa fazemos a partir do zero”, afirma, mostrando pedaços de couro de diversas cores.
“Meu pai trouxe a técnica do Rio Grande do Sul. Mas aprendeu grande parte do ofício com um amigo chamado Teodorico, que já era bem velho quando começou a ensiná-lo. Tem ferramentas que eram dele, passaram para o meu pai e, depois, para mim.”
O negócio é familiar e funciona há 50 anos. Thiago começou em 2000, aos 18 anos. Trabalha ao lado do irmăo, Luciano Baleiro, 40, e conta com a ajuda de um primo. O segredo é a dedicaçăo. “No trabalho artesanal, cada peça é única e cada livro tem uma necessidade. Um trabalho em larga escala năo nos permitiria observar esses pequenos detalhes. O material usado em encadernaçőes de larga escala também é de menor qualidade. A maioria dos livros que recebo para restaurar tem um apreço, um valor sentimental do dono”, observa Thiago, que pretende levar o trabalho para a internet para diversificar a clientela.
Leonardo Antônio Limeira Ribeiro, 32 anos, e a irmă, Ana Angélica Limeira Ribeiro, 30 anos, estăo à frente da Couro Chique. A loja é antiga na capital, com 35 anos de praça. O serviço de restauraçăo e produçăo de calçados também segue a tradiçăo. Tem até um sapateiro que faz questăo de trabalhar diretamente em cada uma das encomendas.
Darcílio Alves, 62, começou a confeccionar calçados aos 12 anos. Agora, o material produzido também pode ser encontrado na rede social Instagram. “Nosso foco é o conserto, mas fazemos sapatos sob medida também. Temos vários clientes, mas os principais săo portadores de necessidades especiais”, destaca Leonardo.
“O trabalho artesanal nos permite corrigir defeitos que a produçăo em larga escala năo calcula. Além disso, usamos materiais de melhor qualidade. Um sapato masculino ou feminino de couro, se bem cuidado, vai durar muito mais tempo que um tênis de marca”, garante Darcílio. “Uma das nossas dificuldades é o imposto. Na parte de produçăo, pagamos imposto por serviço, de 15%, que é mais caro que o de vendas, que fica entre 12% e 13% do faturamento”, completa Leonardo.
As bolsas da Nuvii Bolsas, por sua vez, podem ser encontradas no Instagram da marca ou em uma loja colaborativa da Asa Norte. Cada peça é fabricada pela criadora da grife, Maiara Nunes, 29, moradora de Ceilândia Norte. Ela entrou para a formalidade recentemente e está aprendendo a lidar com a parte administrativa do empreendimento.
“A Nuvii Bolsas surgiu depois do meu período de maternidade. Tive dois filhos e queria fazer alguma coisa que me permitisse cuidar deles. Veio a ideia da costura, comprei uma máquina e comecei a aprender. Fui desenvolvendo as técnicas e passei a ter gosto pelo trabalho. Eu me arrisco até a desenhar as peças”, relata.
Maiara produz cerca de 50 bolsas por semana. Assim, consegue atender a loja e o perfil na rede social. “É uma quantia que está dentro do orçamento. Trabalho sozinha e produzo cada peça com muito amor. Tem uma energia boa em uma peça feita por uma microempreendedora”, reflete.