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FUNCIONÁRIOS DE UPA NA ZONA OESTE EM GREVE!!

FUNCIONÁRIOS DO UPA DE MAGALHÃES BASTOS – JARDIM NOVO ENTRAM EM GREVE

Os funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Magalhães Bastos – Jardim Novo, na Zona Oeste do Rio, entraram em greve neste domingo (14). Segundo informações dos funcionários os profissionais da UPA estão com quase três meses de salários atrasados. Eles são contratados pela Organização Social (OS) Cruz Vermelha. Há relatos também de falta de materiais.

“O amor salvou minha vida”. Conheça Duda, 12 anos, transexual

São Francisco e Nossa Senhora protegem a imagem de um menino abraçado à avó, no altar montado na sala. Na foto emoldurada, João Vitor tem o sorriso de uma criança amada. Quando olha para aquele retrato, Duda sente-se bem. João e Duda são partes da mesma pessoa.

Duda, 12 anos, é aluna do sétimo ano, adora livros, Harry Potter, maquiagem, fala articuladamente, emite opiniões sobre política, dança balé e é também uma menina em transição de gênero. Nasceu em corpo biologicamente masculino, chamava-se João Vitor, mas nunca se identificou como menino.

“O João Vitor sempre vai estar em mim, mas nunca vai ser tão forte quanto a Duda. Todo mundo tem um lado oposto, ele é o meu”, diz com uma autoconfiança rara para alguém de sua idade.

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Ela é a filha caçula do que alguns chamariam de tradicional família brasileira: os pais são católicos, professores, com três filhos, donos de uma casa confortável com quintal, piscina e cachorros.

Para muitos a presença de Duda seria o ponto fora do foco nessa imagem. A família, porém, fez da descoberta da transexualidade uma chance de reafirmar seu amor e apoio incondicionais.

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

Duda com os pais e o irmão

 

Ao perceber-se transgênero, Duda começou acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Em uma das sessões, a psicóloga questionou: “Você já teve vontade de morrer por causa disso?”. Ao que ela respondeu: sim.

“Aquilo cortou o meu coração de uma maneira difícil de explicar. Assumimos o compromisso de fazer com que a Duda nunca mais se sentisse assim”, lembra a mãe, Patrícia Maia Gomes Pereira, 48 anos.

O pai, Eberson Chaves Pereira, é lutador e professor de capoeira. “Muita gente esperava de mim uma reação diferente da que tive ao aceitar tudo com naturalidade. Me lembrei de quando a Duda nasceu e abriu os olhos para me olhar. Amor se paga com amor”, relata Eberson.

Os irmãos de Duda completam o ambiente de acolhimento. “Meu pai mostrou que tem o maior coração de todos. A Duda nos ensinou muito sobre respeito. Ela nunca se escondeu e temos orgulho dela”, relata o irmão Erick, 20 anos. Ela ainda tem uma irmã, Iara, que é mais velha, casada e não mora mais com os pais.

Nesse clima de aceitação, Duda encontrou espaço para ser quem era. Aos 4 anos, disse à mãe que não era um menino e queria ser como ela. Aos 7, numa conversa com um primo que é médico, perguntou como deixar de ser João Vitor. Quis saber também se algum dia poderia ter um bebê. Ao ouvir que não, chorou.

“Algumas pessoas se recusam a acreditar que crianças transexuais existem. Falam em influência da televisão, dos pais, da mídia. Tenho dois outros filhos e só a Duda é trans. Ela nasceu assim. Não apoiá-la não mudaria isso”, explica Patrícia.

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

Apoio familiar e acompanhamento psicológico foram essenciais

Os pais perceberam que Duda era uma criança atípica quando ela ainda era um bebê. Eles notavam nela características femininas, mas pensavam que teriam um filho homossexual. Uma coordenadora de escola chegou a sugerir que o pai participasse mais ativamente da vida do filho para “resolver” a questão. “Desde muito cedo, quando a Duda ainda era bebê, nós víamos quem ela era. Nos preparamos para entender, dar apoio, para ela ser feliz”, diz Eberson.

Duda me ensinou a olhar as pessoas com outros olhos, a enxergar o ser humano
Eberson, pai

Na escola, graças a uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE), publicada em janeiro de 2018, Duda usa seu nome social — Maria Eduarda –, o que diminuiu o bullying sofrido por ela.

Agora, a família lutará na Justiça para mudar o nome e o gênero da menina na certidão de nascimento. Há somente um caso conhecido no Brasil em que o juiz decidiu favoravelmente a esse tipo de pedido, o de uma menina de 9 anos, no Mato Grosso. Na decisão, o juiz Anderson Candiotto afirma:

“A personalidade da criança, seu comportamento e aparência remetem, imprescindivelmente, ao gênero oposto de que biologicamente possui, conforme se pode observar em todas as avaliações psicológicas e laudos proferidos pelo Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual, do Instituto de Psiquiatria, do Hospital das Clínicas de São Paulo, evidenciando a preocupação dos pais em buscar as melhores condições de vida para a criança”.

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

“Uma cor é só uma cor. Sou diferenciada”, diz Duda

O nascimento de Duda
Duda passou a usar vestidos primeiro só em casa, depois nos passeios e no colégio. Deixou o cabelo crescer e mudou oficialmente de nome no fim de 2017. Em uma conversa com a mãe, quis saber como ela se chamaria se tivesse nascido biologicamente mulher. Patrícia afirmou que seria Maria Eduarda e a menina abraçou a opção.

Digo a ela: você é perfeita, não deixe que ninguém te diga que há algo errado em você. Se você não tivesse um braço, eu seria o seu braço, nada falta em você
Eberson, pai da Duda

“Fizemos tudo aos poucos, passo a passo. Nunca quis ser uma pessoa padrão, sou diferenciada. Quero que todo mundo me veja como eu sou. Gosto de falar para as pessoas, de dar opinião e não ligo para as coisas ruins que falam de mim”, afirma Duda. A menina atribui aos pais a firmeza ao lidar com as adversidades. “Eles disseram que seria muito difícil, mas que juntos a gente ia conseguir.”

Maria Eduarda faz parte de um universo crescente, o de pessoas que na infância começam esse processo de transição. A partir dos 12 anos, pode ser feito o bloqueio hormonal, para que o corpo não desenvolva as características indesejadas como barba e seios.

Aos 16, após avaliação médica, inicia-se a administração de hormônios femininos ou masculinos, com aprovação do Conselho Federal de Medicina (CFM) baseada em estudos internacionais que constataram a manutenção da incongruência de gênero na vida adulta em todos os avaliados.

No Brasil, um a cada 30 mil homens e 1 entre 100 mil mulheres são transexuais. Somente após os 21 anos é possível passar por uma cirurgia de redesignação sexual, popularmente chamada de mudança de sexo.

Cerca de 350 menores de 18 anos já passaram pela triagem do Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual (Amtigos) do Hospital das Clínicas de São Paulo, referência no cuidado de jovens transexuais, onde Duda faz o acompanhamento.

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

Uma das atividades favoritas de Duda é dançar balé

Rede de apoio contra a violência
Uma equipe formada por médicos, psicólogos, assistente social, fonoaudiólogos e outros profissionais presta o serviço. “Nós fazemos avaliações cuidadosas para efetivar a incongruência ou saber se é apenas um encantamento por aquele universo”, explica o coordenador do projeto Alexandre Saadeh.

Atualmente, 82 crianças e adolescentes são atendidos no local. Há outras 132 pessoas na fila de espera. O Amtigos foi alvo de várias críticas e tentativas de desmonte. “Fui chamado de anticristo, ameaçado. Essas crianças sofrem, não dá para negar a existência delas. Cada história nos emociona, a vida delas muda para muito melhor com esse acompanhamento”, afirma Saadeh.

Evitamos que essa criança se considere um monstro, uma aberração. Queremos adultos mais integrados e tranquilos para lidar com quem são
Alexandre Saadeh, coordenador do Amtigos

O ambulatório não recebe verba estadual, apenas usa as instalações da universidade. Os recursos vêm principalmente de doadores e voluntários. Há quatro servidores que trabalham em horário parcial no projeto e 40 colaboradores não remunerados. A Unicamp e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) também oferecem esse tipo de auxílio a menores de 18 anos.

Em Brasília, o Adolescentro, na 605 Sul, presta orientação a esse público com psicólogo, assistente social e médicos, há 1 ano. É o único projeto no Brasil que não está vinculado a universidades. Cerca de 30 jovens participam e 10 deles estão em transição de gênero — os outros são homossexuais.

“O projeto com jovens em processo de transição surgiu porque havia muitas automutilações e tentativas de suicídio entre eles, muitos nem saíam de casa. É uma fase intensa de mudanças, que precisa de atenção”, esclarece a gerente do Adolescentro, Ana Paula Tuyama. A iniciativa ganhou recentemente um prêmio do Ministério da Saúde pela prática inovadora. Também funciona na capital do país o Ambulatório Trans, para maiores de 18 anos.

Criada a rede de apoio dentro do lar, a violência do lado de fora é a maior preocupação de Duda e sua família. O Brasil é o país que mais mata LBGTs no mundo, registrou 445 casos de assassinatos de homossexuais em 2017, segundo o levantamento do Grupo Gay da Bahia. A ONG Transgender Europe informou que, entre 2008 e junho de 2016, 868 travestis e transexuais perderam a vida de forma violenta em solo brasileiro.

Neste Dia das Crianças, Duda espera que outras crianças sejam acolhidas como ela foi. “Pessoas como eu precisam saber que estão no caminho certo e ajudar umas as outras”, diz. Para ela, amar também é uma forma de se defender.

Plano de Bolsonaro prevê ensino religioso em creches

Economistas que assessoram o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) preparam um plano para ampliar vagas em creches, que prevê ensino religioso para crianças de 0 a 3 anos. Direcionado para famílias pobres, com renda per capita de até um salário mínimo, pretende universalizar o acesso à creche para essa faixa. Segundo o documento, para alcançar essa meta, o governo repassaria dinheiro para instituições não governamentais, como igrejas, e para pais que optarem por escolas particulares.

Hoje, há creches conveniadas às prefeituras, mas as instituições sem fins lucrativos precisam provar que já trabalham com educação. O projeto cita que “serão estipulados indicadores da qualidade dos serviços”, com punição de descredenciamento para as instituições que não cumprirem os requisitos. A proposta não detalha, porém, como será a seleção das entidades.

A ideia em análise prevê que convênios com escolas privadas sejam feitos por meio da política conhecida como vouchers, alinhada com o projeto liberal do economista Paulo Guedes, que coordena boa parte do plano de governo de Bolsonaro. Por esse sistema, o governo repassaria dinheiro às famílias pobres para que elas paguem creches privadas.

O presidente americano Donald Trump deu ênfase aos vouchers. Mas o sistema ainda é controverso por lá. Estudos sobre estados americanos que adotaram a política não indicam melhora na qualidade do ensino.

Verbas
No Brasil, só 30% das crianças de 0 a 3 anos estão em creches. O Plano Nacional de Educação prevê que o atendimento seja de 50%. Pesquisas têm mostrado que a educação infantil de qualidade é crucial para o desenvolvimento.

O custo do projeto seria de R$ 49 bilhões, o equivalente a metade do orçamento atual do Ministério da Educação (MEC). Os cálculos foram feitos por Alexandre Ywata e Adolfo Sachsida, ambos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), uma fundação pública vinculada ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Eles têm papel de destaque nas discussões do programa de Bolsonaro e atuam na campanha em suas horas vagas.

A proposta prevê que o governo federal repasse R$ 7 mil por aluno ao ano e projeta vagas para cerca de 6 milhões de crianças que estão fora das creches. “É interessante a ideia de priorizar as vagas para os mais vulneráveis, mas não consigo saber de onde vai sair tanto dinheiro”, diz a especialista em financiamento da educação Mariza Abreu. Segundo ela, a previsão é que o MEC destine este ano R$ 13,6 bilhões para todo o ensino básico, que inclui creches, pré-escolas, fundamental e médio, por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). “Difícil usar quase quatro vezes esse valor só para creche.”

Os desembolsos começariam em 2019. No primeiro ano, seriam R$ 12 bilhões, para famílias com renda de até um quarto de salário mínimo per capita. O montante seria elevado gradualmente até chegar a R$ 49 bilhões. A elevação de gastos seria compensada pelo fim de desonerações tributárias – isenções dadas a empresas, que tiveram o pagamento de tributos reduzido temporariamente. O programa de Bolsonaro considera como “fundamental” a redução das renúncias fiscais.

O problema é que o mesmo programa fala em zerar já em 2019 o déficit nas contas públicas. Como ele já prometeu que não irá aumentar impostos, a equipe de Guedes terá de promover um expressivo corte de despesas. A elevação de gastos significaria, no mínimo, um esforço maior de cortes em outras áreas.

Legislação
Creches com ensino religioso também são vistas com ressalvas. Segundo a lei, ele pode ser oferecido só no ensino fundamental (1.º ao 9.º ano) e “com respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo”. Em 2017, no entanto, o Supremo Tribunal Federal declarou que não era inconstitucional oferecer ensino confessional – direcionado a uma religião.

“A pedagogia não pode estar submetida à orientação religiosa. A escola é um lugar de diversidade, ainda mais a educação infantil, que é a primeira instituição da criança”, diz a professora da Universidade Federal de Minas Gerais Monica Baptista. Ela defende que a ampliação se dê com creches públicas e parâmetros de qualidade já definidos.

Apoio a mais vagas
No programa de Fernando Haddad, a ampliação de vagas em creche também aparece como prioridade, mas a estratégia é outra. O ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo propõe apoiar “fortemente os municípios” para a criação de vagas “com qualidade”.

O programa afirma que o cuidado com a primeira infância – período que vai do nascimento da criança até os 6 anos – será “uma diretriz estratégica do governo, de caráter transversal, com ações de proteção integral, em todas as áreas”. Haddad também defende políticas voltadas para a pré-escola.

Witzel e Paes preparam estratégias que incluem Bolsonaro, Lava Jato e desconstrução de imagem

Personagens de um até então improvável duelo no segundo turno para a disputa ao governo do Rio, Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM) preparam a artilharia para os próximos dias. De um lado, Witzel vai focar no mesmo discurso do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) para fisgar os seus eleitores: o combate à corrupção e a segurança como prioridade. Do outro, Paes dedicará o restante da campanha a desconstruir o adversário, associando-o à falta de experiência para administrar o estado e nas consequências de a população eleger um candidato desconhecido.

Com pouco mais de 3 milhões de votos no primeiro turno (o dobro da votação de Paes) e vencedor em 84 dos 92 municípios, Witzel ganhará reforço nas redes sociais de eleitores da família Bolsonaro. O comando de campanha do ex-juiz federal tentou articular agendas dele ao lado do deputado estadual Flávio Bolsonaro, um dos filhos do candidato à Presidência, eleito senador pelo Rio com 4,1 milhões de votos. O pai ficará neutro na disputa ao Palácio Guanabara.

“Continuaremos no mesmo caminho. O povo do Rio deu a resposta nas urnas no primeiro turno. A sociedade não aguenta mais corrupção”, afirma o vice na chapa de Witzel, o vereador Cláudio Castro (PSC), um dos estrategistas da equipe do ex-juiz federal.

O deputado estadual mais votado, Rodrigo Amorim (PSL), disse ao DIA que a prioridade, neste momento, é eleger Jair Bolsonaro. Segundo ele, por enquanto, não há qualquer orientação do comando do PSL para que integrantes da legenda entrem de cabeça na campanha de Witzel.

“Como as bandeiras e o plano de governo são parecidos (com os de Witzel), votamos nele. Mas não é uma orientação oficial”, disse Amorim, que teve 140 mil votos.

Diante da desvantagem nas urnas, Paes se viu obrigado a deixar a zona de conforto após liderar as pesquisas durante toda a campanha. Uma das maiores preocupações era se descolar das imagens de aliados como o ex-governador Sérgio Cabral, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Jorge Picciani, e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, todos do MDB e presos na Operação Lava Jato por corrupção e outros crimes.

Diante da surpreendente onda Bolsonaro a favor de Witzel, porém, Paes teve que mudar a tática para ter chances de virar o jogo. Evitando criticar o presidenciável para não perder votos, o ex-prefeito reforçará nos programas eleitorais e nos debates que é o mais preparado para governar.

“As pessoas votaram, na sua maioria absoluta, em alguém que elas não fazem ideia de quem seja”, disse Paes ao DIA. “Tenho apoios, mas sou candidato pelo que fiz e pelo que represento. Não me escondo atrás de ninguém”, disparou.

Para contra-atacar Paes, Witzel mostrará que tem experiência de juiz federal há mais de uma década e que não fará nomeações políticas caso eleito. O candidato do PSC afirmará ainda nos programas e nos debates que vai montar uma equipe formada por técnicos. Ele recebeu apoio formal no segundo turno do PRB, do prefeito Marcelo Crivella. Witzel também será apoiado por PSD e PRTB, dos candidatos derrotados Indio da Costa e André Monteiro, respectivamente.

A guerra entre Witzel e Paes começou depois que o ex-juiz federal disse, em um vídeo publicado nas redes sociais, que daria ‘voz de prisão’ caso o rival cometesse injúria contra ele nos debates. Paes reagiu. O acusou de ‘autoritário’ e ‘arrogante’ e afirmou que, na disputa, não haveria ‘carteirada’.

Transparência e servidor

“Durante 17 anos em que fui magistrado, as minhas audiências sempre transcorreram com equilíbrio. Nunca fui acusado de abuso de autoridade. Nunca dei soco em ninguém na rua e nem carteirada. É só olhar a minha vida pregressa. Sempre fui elogiado pelos advogados e pelo Ministério Público. Conduzi as minhas sentenças de forma equilibrada. Muitas foram confirmadas pelo tribunal”, disse Witzel durante uma caminhada na Baixada Fluminense.

Na última semana, Eduardo Paes apelou até para a Operação Lava Jato. Mesmo citado em delações premiadas de ex-executivos de empreiteiras envolvidas em pagamento de propinas, o ex-prefeito anunciou a criação da Secretaria Estadual de Integridade Pública. De acordo com Paes, a pasta funcionaria como uma espécie de ‘controladoria turbinada’ para dar mais transparência a sua administração caso seja eleito. Para assumir a secretaria, Paes disse que convidaria um integrante da força-tarefa do Ministério Público Federal.

Sem perder tempo e de olho nos votos dos servidores públicos estaduais, Wilson Witzel anunciou o nome do seu futuro presidente do RioPrevidência em um possível governo. O escolhido é o amigo Sérgio Aureliano.

“Ele é uma das maiores autoridades em atuária do país e do mundo. O Sérgio já aceitou o convite para que a gente possa recuperar a previdência e a aposentadoria dos servidores. Em especial, das forças de segurança”, afirmou o candidato do PSC.

Bruxismo pode aparecer em qualquer idade e geralmente tem fundo psicológico

Você acorda com os músculos da mandíbula doloridos ou com dor de cabeça? Então, pode estar sofrendo de bruxismo, que é um ranger ou um forte apertar dos dentes enquanto dorme. A doença acomete milhares de pessoas em todo o mundo e, segundo especialistas, é causada predominantemente pelo estresse, que, associado a respostas emocionais, ativa o sistema nervoso, que, por sua vez, aciona uma atividade muscular intensa, na tentativa de preservar alguns órgãos, como o estômago.

De acordo com especialistas a doença é adquirida de forma psicológica ou por problemas ocasionados por mal encaixe dos dentes. Dessa forma, descarregamos toda a tensão do estresse na atividade mastigatória, ocasionando o bruxismo. Felipe Araújo, especialista e mestre em implantodontia e CEO da O’don Dental Care, explica que os efeitos causados pelo estresse na saúde bucal estão relacionados com o próprio bruxismo, uma vez que, quando uma pessoa está estressada, poderá ser acometida pela doença.

“O bruxismo é uma doença de fundo psicológico, na qual um paciente ansioso ou que esteja passando por um período de estresse, descarrega a tensão nos dentes. Essa tensão fará com que os dentes se apertem uns nos outros de forma espontânea. Fará também com que o paciente passe a rangê-los, seja durante o dia ou à noite”, explica o especialista. O especialista garante que o bruxismo não desencadeia nenhuma outra doença. Pode aparecer em qualquer idade, porém, tem maior incidência em adultos.

CONTROLE

 

Felipe ressalta que a cura do bruxismo pode ser por meio de tratamento com psicólogo ou psiquiatra, visando controlar a ansiedade ou alguma situação incômoda. “Pode ser a perda de um ente querido, o fim de um relacionamento, problemas financeiros, enfim, diversos fatores que desencadeiam o bruxismo e que cabe a um profissional encontrar esse motivo e sanar o problema.”

Quanto ao desgaste dos dentes, o dentista poderá fazer faceta de porcelana ou coroa em resina para reconstruir o dente desgastado. “Podemos atuar também com o botox, por exemplo, para minimizar a força do músculo. E também por meio de uma placa de plástico, que amortecerá todo o impacto que for gerado ao se ranger os dentes.”

“Um paciente ansioso ou que esteja passando por um período de estresse descarrega
a tensão nos dentes”

(foto: Arquivo pessoal)

. Felipe Araújo,
especialista em implantodontia 

Saiba mais

Distúrbio de ATM

A ATM é uma das articulações mais complexas do corpo humano e realiza a comunicação entre uma extremidade óssea e outra. Ela é responsável por realizar os movimentos da boca, como o de abrir e fechar. É denominado disfunção ou distúrbio de ATM quando o adequado funcionamento desse sistema de músculos, ligamentos e ossos é interrompido. O problema acarreta dores de cabeça, de ouvido e ao bocejar. Além disso, causa a sensação de desencaixe bucal e flacidez na mandíbula. Segundo o Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, cerca de 10 milhões de brasileiros são portadores de disfunção da ATM.

Bolsonaro acusa Boulos e Gleisi de incitarem invasão em sua casa

Um vídeo feito durante uma manifestação contra  o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL),  na Avenida Paulista, nesta semana, tem gerado polêmica. No registro, Guilherme Boulos (PSOL) fala para uma multidão que o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocupa terreno improdutivo, e que a casa do candidato do PSL não seria produtiva.

 

No evento, os manifestantes entoam a frase “Ô Bolsonaro, presta atenção a sua casa vai virar ocupação”. Em resposta, Boulos diz: “O MTST [Movimento dos Trabalhadores Sem Teto] ocupa terreno improdutivo, a casa do Bolsonaro não me parece uma coisa muito produtiva não”.

 

Em publicação no Twitter, Bolsonaro afirmou que entendeu como ameaça a afirmação de Boulos. “Esta ameaça vai ser transmitida pela mídia ou só quando eu responder como defenderei minha família e propriedade, tentando me imputar novamente como o maior vilão do universo?”, disse o presidenciável ao compartilhar o vídeo do protesto.

 

Também através da rede social, o ex-candidato ao Planalto pelo PSOL afirmou que a frase teve tom de ironia e provocou ao dizer que faltou interpretação de texto. “Bolsonaro usou agora trecho de meu discurso na Avenida Paulista essa semana para dizer que ameacei “invadir” sua casa. Quem viu o vídeo e junta lé com cré percebe que foi uma ironia. Como disse Leonardo Sakamoto, falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto”, publicou.

Mulher morre queimada após explosão em festa de casamento

Uma mulher morreu queimada e outras sete pessoas ficaram feridas após um recipiente conhecido como “rechaud” explodir durante uma festa de casamento na Zona Rural de São Pedro da União, no Sul de Minas Gerais. O incidente aconteceu na madrugada desse sábado (13).

Segundo testemunhas, um garçom teria acendido o fogo do recipiente, que é utilizado para manter a comida aquecida, quando as chamas se espalharam e atingiram pessoas que estavam ao redor.

De acordo com o ‘G1’, as vítimas foram levadas para a Santa Casa de Guaxupé (MG). A mulher foi sepultada em Cabo Verde (MG), neste sábado (13).

TRE proíbe apoio de Bolsonaro ao candidato a governador Wilson Witzel

Chuva forte atinge o Rio e município entra em estágio de atenção

Como previsto pelo Centro de Operações Rio (COR), chuva forte atinge a cidade na noite deste sábado, resultado da combinação entre a alta temperatura durante o dia e aproximação de frente fria. Devido à intensidade, o município entrou em estágio de atenção. O COR recomenda que a população evite os deslocamentos nas regiões onde chove mais forte, como em Santa Cruz, na Zona Oeste.

Também há alta concentração de chuva no no Recreio dos Bandeirantes e na Grota Funda, na Avenida Brasil na altura do Mendanha, também na Zona Oeste, e em Copacabana, na Zona Sul. Em outros pontos da cidade os registros são de chuva moderada a fraca.

A previsão é que a chuva permaneça na Zona Oeste, acompanhada de ventanias e raios.Também há núcleos próximos da Zona Norte que devem provocar pancadas moderadas a fortes de chuva. A situação deve se manter na madrugada de domingo.

Nas redes sociais, moradores relataram preocupações com ventos fortes e a chuva intensa. Em Curicica, na Zona Oeste, há relatos de queda de energia elétrica em parte do bairro.

Como parte do estágio de atenção, a prefeitura recomenda que a população permaneça ou procure um local seguro, evitando áreas sujeitas a alagamentos ou deslizamentos. Se necessário, use os telefones de emergência 193 (Corpo de Bombeiros), 199 (Defesa Civil) ou 1746 (Central de Atendimento da Prefeitura).

Gerente pede que idoso saia de lanchonete para não assustar os clientes…

Uma gerente de um estabelecimento na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, pediu que um idoso de 65 anos deixasse o local porque sua aparência estava “assustando” outros clientes. Kirby Evans, que venceu um câncer de pele há sete anos, contou à emissora “ABC News 4” que a funcionária pediu que ele cobrisse o rosto ou fosse embora, pouco após se sentar para comer rosquinhas.

“Como uma pessoa pode comer alguma coisa com o rosto coberto?”, indagou o idoso, que passou por uma cirurgia para remover um tipo de câncer de pele chamado carcinoma basocelular. Por isso, perdeu seu olho esquerdo e seu nariz.

A filha de Kirby ficou indignada com o que aconteceu na última segunda-feira e relatou o caso em seu perfil do Facebook no dia seguinte. Desde então, a publicação angariou mais de 10 mil compartilhamentos e 6 mil curtidas.

Após ter viralizado, uma mulher se identificou como a gerente da loja de conveniência em questão. Ela firsou que não abordou o idoso sobre aquele assunto na frente dos clientes.

“Eu não vejo absolutamente nada de errado com o que eu fiz”, comentou na rede social.

Segundo Kirby, a gerente chamou que ele a acompanhasse até uma sala separada, onde fez o pedido, numa situação que considerou “humilhante”. O idoso disse ainda ter saído do estabelecimento chorando.

“As palavras que saíram da boca dela me machucaram profundamente”, afirmou. “Nós (pessoas com deficiência) não queremos ser tratados assim. Somos seres humanos”.