Mais um mesário morreu, neste domingo (28), durante a votação do segundo turno das eleições. Ambos os casos foram registrados no Rio de Janeiro.
Andreia Cristina Duarte Gouvea, de 51 anos, estava atuando na seção eleitoral do Tijuca Tênis Clube, Zona Norte do Rio, quando teve um infarto. Ela chegou a ser socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros, e foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas não resistiu.
“Lamentavelmente, tivemos o conhecimento de que uma outra mesária durante os trabalhos de votação na tijuca passou mal. Foi chamada a ambulância, foi conduzida para a unidade de atendimento da Tijuca, que é bem perto da seção, mas veio a falecer. Foi um infarto”, disse a diretora-geral do TRE-RJ, Adriana Brandão.
Segundo o órgão, Andreia era servidora pública e mesária desde 2010. As informações são do portal G1.
Uma cena inusitada chamou a atenção dos convidados de um casamento em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, na noite deste sábado. Uma viatura da Polícia Militar foi usada para transportar a noiva até o local do casamento. Fotos postadas na página do 27º BPM (Santa Cruz) no Facebook mostravam a mulher dentro do veículo e informavam que o noivo é um cabo do 3º BPM (Méier).
Em nota, a Polícia Militar informou que o comando do 2º Comando de Policiamento de Área se sensibilizou pelo relato de vida da noiva, que é filha de policial militar morto em serviço, e atendeu o pedido da mulher para que chegasse ao local de seu casamento em uma viatura policial. Ainda de acordo com a PM, o emprego do veículo foi de aproximadamente dois minutos para deslocamento da porta do evento até onde se realizou a cerimônia, o que significaria cerca de 100 metros.
Um dia após dizer em vídeo que não tomaria lado no segundo turno das eleições, Ciro Gomes (PDT-CE) rejeitou as críticas sobre sua neutralidade no pleito presidencial. Após votar em Fortaleza, o candidato derrotado no primeiro turno – com a terceira colocação – afirmou que nunca mais pretende fazer campanha com o PT:
– Eu não estou neutro. Desde a primeira hora eu tomei posição. Só não quero fazer campanha com o PT, nunca mais – enfatizou.
Ao ser indagado sobre sua decisão de viajar para a Europa durante todo o primeiro turno, Ciro foi direto:
– A quem eu estou devendo essa presença?
Derrotado no primeiro turno, quando ficou em terceiro lugar, ele afirmou ter compromisso com a democracia, com as liberdades e contra a intolerância. Mas reforçou que vai se manter na oposição, independente do resultado das urnas.
Para ele, o antagonismo extremo trouxe resultados drásticos para o país, como o colapso de endividamento empresarial e um radicalismo intolerante e ‘rasteiro’.
– Se depender de mim, PT nunca mais. Meu caminho é o de fazer oposição, temos que desarmar essa bomba odienta que se instalou no país, essa polarização. Fez com que o Brasil parasse. Enquanto isso, temos milhões de pessoas endividadas e com o nome do SPC – disse o ex-presidenciável, que tinha como principal proposta o alívio das dívidas dos brasileiros.
Indagado se esse posicionamento seria uma estratégia pensando em uma candidatura à Presidência em 2022, Ciro afirmou que sua posição sempre foi a favor da democracia, e que isso não seria novidade. E completou que ainda precisa descansar antes de pensar numa próxima candidatura. Apesar disso, seus apoiadores já dizem que, a partir de agora, devem começar a conversar com as lideranças de todo o país para que possam conhecer melhor o projeto do pedetista.
Logo depois de ter confirmada a derrota no primeiro turno, Ciro Gomes foi questionado sobre a disputa final entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro (PSL). Na ocasião, ele sinalizou oposição do militar: ” Ele não, sem dúvida “. Enquanto ainda concorria, o próprio Ciro chegou a dizer que votaria no ex-prefeito de São Paulo caso o petista fosse para o segundo turno em vez dele. No entanto, o pedetista viajou para a Europa logo após a primeira votação e frustrou a intenção do PT de tê-lo ao seu lado na campanha.
Haddad critica falta de posicionamento
Mais cedo, Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência, criticou Ciro Gomes e disse que é preciso “olhar para os brasileiros que tiveram postura de honradez”.
— Vamos olhar para os brasileiros que tiveram, num momento dificil da vida nacional, uma postura de honradez defendendo o Brasil e a democracia — afirmou, ao ser perguntado se o apoio de Ciro poderia lhe ajudar a conquistar votos.
A candidatura de Ciro à Presidência sofreu um forte baque quando o PT decidiu retirar a pré-candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco para evitar que o PSB fechasse uma aliança nacional com o PDT. Com a saída dela, o governador Paulo Câmara (PSB), que conseguiu a reeleição, ficou com o caminho aberto. A articulação foi comandada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Na noite de sexta-feira, o clima entre os apoiadores de Ciro que o aguardavam no aeroporto era de campanha para uma nova disputa pelo Planalto daqui a quatro anos.
Uma jovem de 25 anos morreu esmagada pelo portão eletrônico da própria residência, no Park Way, em Brasilia na madrugada deste domingo (28/10). Marcella Azambuja, de 25 anos, não resistiu aos ferimentos. De acordo com informações de familiares, a jovem chegou em casa por volta das 5h, quando ocorreu a tragédia.
O Metrópoles apurou que o portão da garagem abre para cima. Com medo de assalto, a jovem tinha o costume de acionar o equipamento para fechá-lo e entrar correndo. Não se sabe o que ocorreu, mas a porta fechou em cima dela.
Bacharel em direito, Marcela Azambuja era neta de Therezinha May, pioneira do Distrito Federal. A família decidiu doar os órgãos da jovem.
O corpo será velado no Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, a partir das 8h desta segunda-feira (29). O enterro está marcado para às 11h.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do caso.
Senador eleito pelo Rio de Janeiro e filho do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), Flávio Bolsonaro usou as redes sociais para comemorar os votos recebidos pelo pai no exterior. Até as 11h deste domingo (28/10), as votações do segundo turno da eleição presidencial foram encerradas em 33 países. O parlamentar compartilhou boletins de urnas de países do outro lado do mundo, como Nova Zelândia e Austrália. Para Flávio, os resultados fazem parte de um “tsunami” a favor de Jair Bolsonaro.
A vereadora Josefa Eliana da Silva Bezerra, do PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, foi presa em flagrante, no início da tarde deste domingo (28/10), em Santana do Ipanema – município a 206 km de Maceió, distribuindo lanches e brindes a eleitores com adesivos do candidato à Presidência da República, Fernando Haddad (PT), próximo a uma seção eleitoral do município
A prisão foi feita pelo promotor de Justiça Luiz Tenório, que após receber a denúncia, dirigiu-se ao local e constatou que a vereadora do partido de Bolsonaro estava com um veículo repleto de adesivos de Fernando Haddad.
“Diante do flagrante, a vereadora foi encaminhada à delegacia da cidade”, informou o promotor, por meio de assessoria. Um inquérito foi instaurado para saber se a vereadora estava praticando suposta compra de votos.
Em nota, o Ministério Público Estadual informou que o promotor que efetuou a prisão não pode afirmar nada por enquanto, para não emitir juízo de valor. “A instauração do inquérito já foi solicitada por ele, exatamente para que sejam apuradas as circunstâncias do ocorrido”, informou o órgão, por meio de assessoria.
Os eleitores brasileiros residentes na França deram a vitória ao candidato petista Fernando Haddad, que chegou em primeiro lugar, com 69,4% dos votos; Jair Bolsonaro, do PSL, ficou com 30,5%, de acordo com os boletins das seções eleitorais fixados pelo consulado brasileiro de Paris no local de votação e encaminhados ao TSE; a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, disse que Haddad era “competente” e “um defensor da democracia”; votação de brasileiros em 33 países já foi encerrada
247 e RFI – Os eleitores brasileiros residentes na França deram a vitória ao candidato petista Fernando Haddad que chegou em primeiro lugar, com 69,4% dos votos. Jair Bolsonaro, do PSL, ficou com 30,5%, de acordo com os boletins das seções eleitorais fixados pelo consulado brasileiro de Paris no local de votação e encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, declarou apoio à eleição do petista. “Na véspera do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, todo o meu apoio ao meu amigo Fernando Haddad. Conheci o Fernando quando ele era prefeito de São Paulo. Ele é um homem de valor, um defensor da democracia, competente e corajoso”, disse ela pelo Twitter.
A votação em Paris terminou às 17h pelo horário local, (13h em Brasília) e transcorreu sem incidentes, com 16 urnas eletrônicas instaladas no Espace Cléry, um centro de eventos alugado pelo Consulado Brasileiro no 2° distrito da capital francesa.
A abstenção foi considerada bastante alta neste domingo, já que 57,6% dos inscritos não apareceram para votar, repetindo o mesmo índice do primeiro turno. As férias escolares de outono, que duram até o início de novembro, podem ter sido uma das principais causas do alto índice, já que muita gente aproveita a época para viajar.
A votação em Haddad no segundo turno confirma uma tendência observada nas últimas eleições para presidente. Desde 1998, o PT ganhou quase todas as disputas em Paris, com Lula e Dilma vencendo com folga em 2002, 2006 e 2010. Perdeu somente em 2014, quando a vitória foi de Aécio Neves.
A votação de brasileiros em 33 países já foi encerrada, informou na manhã deste domingo (28) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que centraliza a organização das eleições.
As urnas já foram fechadas na Nova Zelândia, Austrália, Japão, Coreia do Sul, China, Taiwan, Cingapura, Filipinas, Malásia, Hong Kong, Timor Leste, Indonésia, Vietnã, Tailândia, Índia e Nepal.
Também já se encerrou a votação em Omã, Emirados Árabes, Israel, Arábia Saudita, Palestina, Chipre, Quênia, Rússia, Kuwait, Ucrânia, Turquia, Finlândia, Catar, Tanzânia, Líbano, Grécia, Jordânia.
Um mesário morreu após passar mal na manhã deste domingo (28/10) em uma zona eleitoral de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), João Carlos Felix foi vítima de um infarto.
“Lamentavelmente aconteceu esse episódio, foi na zona 156”, confirmou a diretora-geral do TRE-RJ, Adriana Brandão. “Eu gostaria até de aproveitar a oportunidade e em nome do TRE-RJ prestar nossos sentimentos à família desse mesário que estava ali num momento tão importante para a cidadania”, completou.
Para ele, foi apenas um treino. Para ela, é a principal chance de conseguir a tăo sonhada vaga em Medicina. Em 20 anos, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passou de uma avaliaçăo de desempenho ao fim da educaçăo básica para se tornar o maior vestibular do país – e o segundo do mundo. Depois de muitas mudanças e 100 milhőes de inscritos, a prova que ocorre nos próximos dois domingos está em amadurecimento, com nova matriz curricular e alteraçőes na aplicaçăo sendo estudadas.
O médico Daniel Doca, de 37 anos, foi um dos 157 mil jovens que se inscreveram para a primeira ediçăo, em 1998, criada para servir como um referencial dos conhecimentos adquiridos no ensino médio. Ele lembra que foi incentivado pelo pai, professor do cursinho Objetivo, a fazer o exame como um treino para os vestibulares. “Estava muito tranquilo porque para mim era um simulado, uma oportunidade de saber como estava em relaçăo aos outros estudantes. Năo tinha pressăo.”
O Enem começou a caminhar para a atual amplitude já no ano seguinte de sua criaçăo, quando importantes instituiçőes do País, como a Universidade de Săo Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), passaram a usar a nota do exame como um dos critérios para seleçăo de ingressantes. E foi, a partir de 2009, que firmou sua importância, com a criaçăo do Sistema de Seleçăo Unificada (Sisu), substituindo os vestibulares das instituiçőes federais para selecionar alunos.
Atualmente, é o exame que seleciona os estudantes para 240 mil vagas em 130 instituiçőes públicas brasileiras, além de particulares e de outros países, como Portugal. A adesăo das universidades ao Enem foi proporcional ao aumento da pressăo que passou a exercer em jovens, como Giovanna Castanheira, de 20 anos. Aluna de escola pública, ela enxerga a prova como a principal porta de entrada para o ensino superior.
“(O Enem) me dá um leque imenso de oportunidades. Se for bem, posso entrar em universidades do País todo”, diz a aluna, que estuda e trabalha para ter bolsa no cursinho Poliedro. No ano passado, ela chegou a ficar na lista de espera para uma vaga em Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Sua preferência é pela USP, que passou a usar o Enem também para selecionar alunos, além do vestibular próprio, a Fuvest. “Acredito que pelo Enem seja mais fácil, porque é uma prova mais ampla. Está bastante conteudista, mas ainda avalia outras habilidades do aluno, o que eu acho mais justo”, diz a jovem, que é filha de uma dona de casa e um motorista de ônibus e busca ser a primeira da família a fazer uma faculdade.
Aperfeiçoamento
Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) na época da criaçăo do Enem, Maria Helena Guimarăes de Castro diz que o exame se firmou como uma das principais políticas educacionais do País e năo corre riscos, mas ainda precisa de melhorias. Para ela, a nova matriz curricular (que estabelece os conteúdos cobrados na prova) que está sendo desenhada é fundamental para o aperfeiçoamento.
“Até 2009 era mais uma prova de conhecimentos gerais, mas, quando se transformou em vestibular, ficou mais conteudista por uma demanda dos reitores. O problema é que, a cada pedido das faculdades, a matriz do Enem foi virando uma colcha de retalhos”, avalia.
Idealizadora do Enem e atual presidente do Inep, Maria Inês Fini diz que a nova matriz vai seguir as orientaçőes da Reforma do Ensino Médio e da Base Nacional Comum Curricular – ainda em discussăo – que só devem ser implementadas em 2021. “Vamos fazer os ajustes de acordo com o que a base nos indicar, que é uma visăo mais abrangente de aprendizado. Năo podemos só pensar nos conteúdos tradicionais e como avaliá-los, mas também associá-los a outras habilidades e competências adquiridas pelos alunos.”
Para Maria Inês, a discussăo atual sobre a matriz curricular marca o início da “terceira onda” do Enem. “Temos uma avaliaçăo forte e importante, reconhecida internacionalmente. Agora, ela vai ser aprimorada.”
Com 5,5 milhőes de inscritos para a ediçăo deste ano, o Enem é a segunda maior prova de acesso ao ensino superior do mundo, atrás apenas do Gaokao, o vestibular chinês, que tem anualmente cerca de 9 milhőes de inscriçőes.
Logística
Para as duas educadoras, uma mudança importante para os próximos anos é a forma de aplicaçăo do exame – e elas defendem que seja feito online. Maria Inês explica que, mesmo com o investimento em tecnologia, a aplicaçăo seria mais barata e segura. Em 2017, a prova custou R$ 505,5 milhőes – apenas 25% dos gastos săo cobertos pelo valor da taxa de inscriçăo, de R$ 82 – e envolveu mais de 600 mil pessoas na elaboraçăo, distribuiçăo, aplicaçăo e correçăo do exame.
“É muito espetaculoso e hoje já temos tecnologia que poderia tornar o processo mais simples e seguir o exemplo de grandes vestibulares do mundo, como o SAT nos Estados Unidos”, diz Maria Helena. Para ela, essa alteraçăo deveria ser uma das prioridades do próximo ministro da Educaçăo, já que a transiçăo para uma prova totalmente online pode demorar alguns anos. A digitalizaçăo também possibilitaria realizar o Enem mais de uma vez ao ano.
O candidato Fernando Haddad (PT) afirma que pretende aprimorar a produçăo da prova, ampliando os bancos de questőes para fazer várias ediçőes do exame ao longo do ano em versăo digital. Também afirmou que quer retomar o “caráter reflexivo” da prova para testar a capacidade de raciocínio e năo a de memorizaçăo. A campanha de Jair Bolsonaro (PSL) foi procurada, mas năo respondeu se tem alguma proposta para o Enem.
“Sempre podemos aperfeiçoar a prova, mas ela nunca vai deixar de existir. O Enem năo é do MEC, năo vai ser de Bolsonaro nem de Haddad. Ele é do Brasil, uma conquista do estudante”, diz Maria Inês.
AEscola Estadual Humberto de Campos, em Sorocaba, interior de São Paulo, foi invadida por vândalos, que destruíram 11 das 15 urnas eletrônicas. Os equipamentos seriam usados para as eleições neste domingo (28). A suspeita é que a ação aconteceu durante a madrugada.
De acordo com informações da TV TEM, equipes que chegaram pela manhã presenciaram a depredação e encontraram um bilhete com a frase: “Vão para o inferno”. Diversas salas de aula da unidade de ensino estavam reviradas.