Uma romeira que seguia a pé em direçăo ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no Vale do Paraíba, foi atropelada nas margens da Rodovia Presidente Dutra, na altura da cidade de Roseira, na tarde desta quinta-feira (11/10). Ela sofreu ferimentos leves. Esta foi a terceira vítima de atropelamento durante a peregrinaçăo a Aparecida nos últimos dois dias.
Fé
Segundo a CCR NovaDutra, concessionária que administra a estrada, a mulher foi atingida depois de uma colisăo traseira entre dois carros no km 76 da Dutra, no sentido do Rio de Janeiro.
A romeira é de Guarulhos e fazia parte de um grupo de oito pessoas que caminhava pelo acostamento da rodovia. Ela foi encaminhada para o Pronto-Socorro Municipal de Guaratinguetá.
Chovia no momento da ocorrência, o que, de acordo com a concessionária, pode ter contribuído para o acidente. A NovaDutra orienta que os peregrinos interrompam a caminhada quando chove ou anoitece.
O motorista de um dos veículos fugiu. O outro condutor parou para prestar socorro. O acidente năo causou congestionamento na rodovia.
Atropelamentos
Além do caso desta quinta, dois romeiros foram atropelados por um automóvel na Dutra nesta quarta-feira, 10, em Taubaté. Um deles foi levado em estado grave ao Hospital Regional do Vale do Paraíba, e o outro teve ferimentos leves e acabou atendido no local. Dois ocupantes do veículo também ficaram feridos – sem gravidade.
As rodovias de acesso a Aparecida estăo em alerta para o risco de acidentes com os peregrinos.
“Năo temos como proibir a manifestaçăo na rodovia, mas trabalhamos para diminuir essas ocorrências e reafirmamos os perigos ao realizar essas romarias na rodovia”, disse Virgílio Leocádio, gestor de atendimento da NovaDutra.
eise Cipriano, cantora do grupo “Fat Family”, segue em tratamento contra o câncer no fígado na UTI do Instituto do Câncer de São Paulo.
Um comunicado divulgado no Instagram da cantora, nesta sexta-feira (2), diz que ela continua entubada, mas está apresentando melhoras: “Deise vem apresentando melhoras, as defesas do seu corpo estão aumento e os padrões pulmonares melhorando bastante”.
“A presença e o amor da família são fundamentais. Fazemos cultos na UTI, com muita oração, adoração e louvores a Deus. Temos fé que logo ela estará bem e cantando como nunca”, declarou a família de Deise.
Na estreia do horário eleitoral gratuito no segundo turno no rádio, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) partiu para o ataque contra o PT e seu adversário, Fernando Haddad. Já o programa do petista ligou o concorrente à onda de violência gerada na campanha à Presidência da República e não citou, como havia feito no primeiro turno, o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Bolsonaro, que praticamente estreou no horário eleitoral, já que na primeira fase da campanha tinha menos de 10 segundos por programa, lembrou a ascensão do socialismo e do comunismo na América Latina, citou a criação do Foro de São Paulo, “grupo liderado por Lula e Fidel Castro (ex-presidente de Cuba)” e até divulgou um áudio do ex-presidente brasileiro, preso em Curitiba. “Todos que participaram do Foro de São Paulo chegaram ao poder”, diz Lula.
O programa do candidato do PSL informou que Cuba é o país mais atrasado do mundo, lembrou as crises na Venezuela e do Brasil, governado pelo PT entre 2003 e 2016. “Estamos à beira do abismo (…) fizeram de Brasília um balcão de negócios e muitos estão presos”. A locução citou também que o vermelho, cor do PT, jamais foi a cor da esperança.
Nesse primeiro programa eleitoral de Bolsonaro, Haddad foi chamado de “boneco de Lula”, e declarações de pessoas procuram afastar as acusações de racista e machista de Bolsonaro. “Sou mulher e negra. PT nunca mais. A nossa bandeira é verde e amarela”, afirma uma apoiadora do deputado federal. Na parte final, Bolsonaro é apresentado ao eleitor e reforça a questão feminina, com a repetição do relato emocionado de uma reversão de vasectomia para que pudesse ter uma filha, Laura, a única mulher após quatro homens.
Haddad
Na abertura do programa do candidato petista, a mensagem foi a de que a “democracia está em risco” e o que o segundo turno, “que deveria ser de debate de propostas, foi transformado por seguidores de Bolsonaro em onda de violência”. As declarações do candidato do PSL de que iria “fuzilar a petralhada”, é alternada com vários relatos de violência, como o assassinato do mestre de capoeira e produtor cultural Môa do Katendê, em Salvador (BA), com 12 facadas, após defender o voto no PT. Em seguida, Haddad repete o bordão que seu sonho é oferecer aos brasileiros ao menos uma oportunidade, com educação e emprego, “um livro em uma mão e uma carteira assinada na outra”.
Ao contrário de Bolsonaro, que está no terceiro casamento, o programa do petista cita a relação de 30 anos com Ana Estela e filhos Frederico e Carolina. Lembrou que Haddad foi ministro da educação e reforça o pedido de paz antes de citar algumas propostas para o governo, caso eleito – além de emprego, a retomada de obras paradas, incentivo à construção civil e a criação do ensino médio federal.
Ao final, Haddad afirma que é hora de “olhar para frente”, pede união e o voto “mesmo que você eleitor tenha votado em outro candidato no primeiro turno, eu quero conversar com você”, disse “Essa campanha não é de um partido, é dos que querem mudar para melhor o nosso País (…) Vamos nos unir, a hora é agora. Quero contar com todos que são a favor da democracia e dos direitos do povo”.
Ao contrário do primeiro turno, quando Lula dominou os programas de Haddad, o ex-presidente, ao menos neste primeiro, não foi lembrado. Com informações do Estadão Conteúdo.
A Justiça de Brasília deferiu o pedido de protesto feito pelos representantes de Mayã Frota contra o pai, Alexandre Frota. O nome do recém-eleito deputado federal por São Paulo está negativado. Ou seja, Frota não pode requerer financiamentos ou fazer compras através de crediários.
A decisão certificada pela diretora da 4ª vara de Família de Brasília, Renata Bittar, se baseia nos trâmites do processo que Mayã move contra Frota pela dívida de pensão alimentícia. Na segunda-feira, 15, será pleiteado ainda o pedido de prisão do ex-ator.
No último dia 10, Alexandre Frota pagou parte da pensão devida, cujo montante agora é de R$ 42. 418,39 e propôs um acordo, mas os advogados de Mayã rejeitaram que ele parcelasse o débito e tampouco que depositasse em juízo.
Mayã Frota trocou farpas com o o pai, Alexandre Frota nas redes sociais Foto: reprodução/instagram
Um pedido de prisão já havia tramitado no fim de setembro, mas de acordo com a Justiça Eleitoral, o ainda candidato não poderia ser detido num prazo de 15 dias. O que já passou.
Mayã nasceu em maio de 1999. Em agosto, do mesmo ano, Samantha Gondim, a mãe do garoto, entrou com pedido de pensão na Justiça através da Defensoria Pública. A Justiça havia pré-determinado o pagamento de dez salários mínimos, mas Frota teria oferecido apenas R$ 200 na época, o que não foi aceito pela mãe do menino.
Processado criminalmente
Mayã Frota se manifestou. Alexandre Frota contra-atacou o filho. E Samantha Gondim, a mãe de Mayã, vai processar o ex nas varas cível e criminal. De acordo com a advogada Juliana Pocaro, que cuida do caso, ela e Samantha vão entrar com os dois processos na Justiça.
Injúria, difamação e porte de drogas são apenas algumas das infrações nas quais Alexandre Frota pode ser enquadrado. No texto que publicou em seu perfil no Facebook, no qual rebate as acusações do filho, de abandono e não pagamento de pensão, ele deixa claro que fez sexo e consumiu drogas com Samantha num hotel de Brasília.
“Ela tinha 16 anos na época. Não trabalhava e nem poderia trabalhar como bartender como afirma o senhor Alexandre Frota. Não foi apenas uma relação. os dois tiveram um envolvimento”, explica a advogada: “Tomaremos todas as medidas cabíveis na Justiça”.
Na última quinta-feira, em nota, Samantha esclareceu pontos sobre sua relação com Alexandre Frota por meio de sua advogada, Juliana Porcaro.
Samantha Gondim teve um relacionamento com o ex-ator em 1998 Foto: reprodução/instagram
“A Sra. Samanta Lima Gondim, por meio de sua Advogada Juliana Porcaro, vem a público esclarecer que:
Teve um relacionamento com o Sr. Alexandre Frota. Na época tinha 16 anos e ele 36 anos. Desse relacionamento, que não foi de apenas uma noite, nasceu Mayã Frota hoje com 18 anos. A questão veio a público por declarações do Sr. Alexandre Frota que se ressentiu das constantes execuções de alimentos e autorizou seu advogado a falar publicamente sobre os alimentos que deve a seu filho. Não é verdade que o Sr. Alexandre Frota sustentou o filho e a Sra. Samanta. A Sra. Samanta nunca pediu alimentos para si. Não é verdade que a Sra. Samanta trabalhava de bartender. Até porque, tinha apenas 16 anos à época. Sobre as afirmações quanto a uso de bebidas alcoólicas e drogas, é necessário lembrar novamente que Samanta tinha apenas 16 anos à época. Mas, Alexandre Frota, 36. Então, sua exposição pública tem por consequência, no mínimo, a confissão de cometimento de crimes. Esclarece, ainda, que não fez e não faz uso de drogas ilícitas.
Também é interessante notar que Alexandre Frota tem conduta recorrente em ofender pessoas por suas redes sociais. Inclusive, já fez crítica ferrenha em situação semelhante à presente, tendo sido determinado pela Justiça a retirada daquelas postagens, da internet, sob pena de multa diária. Assim, esclarece que não veio a público – nesses 19 anos – para atacar a honra de Alexandre Frota, aliás, sempre se manteve silente tanto quanto ao relacionamento, como aos alimentos devidos ao filho. Mas, agora, e apenas para se defender das inverdades por ele recentemente ditas de forma pública, vem fazer esses esclarecimentos. Registramos nosso total repúdio à tentativa de linchamento virtual e desmoralização da mulher e da família que o Sr. Alexandre Frota, que se diz defensor, fez”.
Mayã Frota e a mãe, Samantha Gondim moram na Bélgica Foto: reprodução/instagram
Mãe e filho na Bélgica
Samantha, que é personal trainer, mora hoje na Antuérpia, Bélgica, com dois dos três filhos, Mayã e um bebê de poucos meses, fruto de um novo relacionamento. Na época do envolvimento com o ex-ator, ela era menor de idade e engravidou dele. Alexandre assumiu a paternidade, mas não quis conviver com o garoto, como ele mesmo disse em inúmeras entrevistas que deu anos depois.
A relação familiar que já era inexistente foi posta em xeque com um post de Mayã no Twitter, logo após o resultado do primeiro turno das eleições no Brasil, quando foi confirmada a vitória de Alexandre na corrida da Câmara Federal, com 155 mil votos. “Eu sou filho de um ex-ator pornô e ex-viciado em cocaína, que defende a família, mas queria me abortar. Como ele virou atual deputado federal de São Paulo eu não sei ”, escreveu Mayã.
Mayã Frota trocou farpas com o o pai, Alexandre Frota nas redes sociais Foto: reprodução/instagram
Frota disse que fez sexo quando ele e Samantha estavam drogados
No textão que escreveu, Frota assume o vício e ataca a ex. “Não sei se você sabe de tudo, mas quando foi concebido em um quarto de hotel em Brasília, eu e sua mãe, um bar tender na época, que conheci e na mesma noite saiu comigo para uma noitada, já havíamos enchido a cara na festa e resolvemos ir para o hotel. No hotel estávamos bebendo cheirando, fumando e fazendo sexo, ambos bem loucos. Eu e ela ok”, descreve.
“Sei que é difícil para você entender, mas precisamos deixar claro a verdade. E é na loucura que cometemos loucuras. Detalhe: sempre fui contra o aborto como sou até hoje, e nunca quis abortar você, não sei o que Samantha te falou. O estranho é só agora você questionar isso, depois da minha vitória. Você teve 18 anos para me perguntar e só agora aparece ?”, continuou Frota.
Alexandre Frota: ele diz ter sofrido pressão para ser pai Foto: reprodução/instagram
Frota: “Ela ligou dizendo que teria o bebê e não me deu chance de opinar”
A relação de Alexandre Frota e Samantha Gondim teve um começo romântico. Eles se conheceram em 1998, durante uma micareta em Brasília, no mês de agosto. Se reencontraram uma semana depois, no programa “Galera”, que Frota comandava na Record. Depois, ele passou o fim de semana com Samantha, em Brasília. Mayã nasceu no dia 1º de maio de 1999.
Em agosto do mesmo ano, Samantha entrou com pedido de pensão na Justiça através da Defensoria Pública. A Justiça havia pré-determinado o pagamento de dez salários mínimos, mas Frota teria oferecido apenas R$ 200 na época, o que não foi aceito pela mãe do menino.
Mayã Frota não aceitou acordo Foto: reprodução/instagram
Em entrevista à revista “Isto é Gente”, em 2000, Frota disse que ficou sem ver o filho por mais de um ano por sofrer “pressão familiar” de Samantha. “Quando ela engravidou, me ligou dizendo que teria o bebê e não me deu chance de opinar”, defendeu-se.
No post em que respondeu aos ataques de Mayã, o ex-ator e agora deputado federal diz que sempre foi contra o aborto: “Sempre fui contra o aborto como sou até hoje, e nunca quis abortar você”, escreveu.
Bandidos armados assaltaram, na noite desta quinta-feira, a Pizzaria Braz, na Avenida Érico Veríssimo, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Segundo as informações, quatro criminosos entraram no estabelecimento e levaram celulares, relógios, carteiras e outros pertences dos clientes. Esta é a segunda vez em pouco mais de um mês que o estabelecimento é roubado.
De acordo com a Polícia Militar, policiais do 31ªBPM (Recreio) estavam realizando um patrulhamento na área, quando passaram na frente do estabelecimento e foram alertados do assalto. Os criminosos já haviam fugido do local, a PM chegou a realizar um cerco, mas ninguém foi preso.
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Segundo destaca o TechTudo, o Flychat é uma boa opção para quem quer organizar as conversas de forma mais prática.
O aplicativo já começa a funcionar assim que é ativado e o conteúdo da mensagem é exibido na própria tela, sendo possível responder rapidamente usando texto e emojis.
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A jovem de 19 anos que registrou boletim de ocorrência relatando ter sido marcada com uma suástica, símbolo do nazismo, em Porto Alegre, desistiu de dar continuidade à denúncia. Ela abriu mão da chamada representação criminal e tem seis meses para retomar a denúncia, caso deseje. A Polícia Civil, entretanto, seguirá investigando o caso.
Ela conta ter sido agredida ao descer do ônibus na noite de segunda-feira, 8 por três homens que a identificaram como LGBT e apoiadora do movimento #elenão [contra Jair Bolsonaro (PSL)]. O boletim de ocorrência foi registrado no dia seguinte, e o caso foi divulgado nas redes sociais por uma jornalista moradora de Brasília, amiga da estudante. O exame de corpo de delito deve ficar pronto em até 30 dias.
O delegado responsável pelo caso, Paulo Jardim, afirmou que o desenho gravado não é uma suástica, mas um símbolo budista, de “paz e amor”. A afirmação se deve ao fato de o ícone no corpo da vítima estar invertido (veja a reprodução do símbolo budista abaixo) em relação ao símbolo nazista.
Símbolo budista que lembra a suástica nazista
Símbolo budista que lembra a suástica nazista (iStock/Getty Images)
Ele investiga grupos nazistas no Rio Grande do Sul há 15 anos De fato, existe um símbolo do budismo que lembra a suástica. Porém, o contexto da denúncia da garota indica que a intenção dos agressores seria a de marcar um símbolo nazista, mesmo que errado, e não um símbolo budista.
“Ela não desejou representar criminalmente. Inicialmente, ela não tinha interesse em fazer o registro, só fez [o B.O] porque uma amiga queria colocar a notícia no Facebook, para dar mais qualidade [ao relato]”, disse o delegado a VEJA sobre o depoimento que tomou da jovem na terça-feira, 10.
Questionada sobre a afirmação, a advogada da estudante, Gabriela Souza, que acompanhou o depoimento, disse que ela está muito assustada com a repercussão. “Eu estava junto. Temos que lembrar que ela é uma menina de 19 ano, respeitar o ‘luto’ e o medo dela [após a agressão]. Ela ficou com receio, não contou para os pais. Tive que falar com a mãe dela, é muito grave, estão caindo em cima dela [nas redes sociais]”, afirmou à reportagem.
Sobre a afirmação de se tratar de um símbolo budista, a advogada diz que não se pode “confundir um símbolo de ódio com um símbolo de amor”. “As pessoas não olham o contexto, ele olhou um símbolo e viu as ‘pernas’ da suástica para outro lado e disse que era símbolo do amor”.
Segundo Jardim, a Polícia Civil continuará investigando, mesmo que a jovem tenha desistido do caso neste momento. A intenção, segundo o delegado, é esclarecer o que ocorreu e descobrir se há “outro tipo de crime”, sem especificar quais.
No dia 12 de outubro de 1923, o Rio de Janeiro, então capital federal, sediou um evento que reuniu estudiosos de infância e políticos de vários países. Era o Congresso Sul-Americano da Criança, cuja pauta discutia questões educacionais, alimentares e de desenvolvimento.
Um político notou a comoção provocada pelo tema na época. No ano seguinte, o recém-eleito deputado federal Galdino do Valle Filho (1879-1961) propôs uma lei instituindo, no 12 de outubro, o Dia das Crianças no Brasil.
Em 5 de novembro de 1924, o então presidente da República Arthur Bernardes (1875-1955) sancionou o Decreto 4.867. “Artigo único. Fica instituído o dia 12 de outubro para ter lugar, em todo o território nacional, a festa da criança, revogadas as disposições em contrário”, diz o texto.
E, assim, foi criado o Dia das Crianças.
Mas a data custou a pegar. Não havia feriado e o comércio não atentava para ela.
Em 1940, o presidente Getúlio Vargas (1882-1954), criou um novo decreto. Por pouco, o Dia das Crianças não “mudava” de data.
Na lei de Vargas, que “fixava as bases da organização da proteção à maternidade, à infância e à adolescência em todo o País”, o artigo 17 do capítulo 6 dizia: “será comemorado em todo o País, a 25 de março de cada ano, o Dia da Criança”.
“Constituirá objetivo principal dessa comemoração avivar na opinião pública a consciência da necessidade de ser dada a mais vigilante e extensa proteção à maternidade, à infância e à adolescência”, dizia o texto.
Mas o 25 de março não saiu do papel.
Nos anos 1950, uma intensa campanha de marketing criou, de fato, o Dia das Crianças no Brasil.
Bebê robusto
Foi uma promoção conjunta entre duas gigantes da indústria: a fábrica de brinquedos Estrela e a Johnson & Johnson. Em 1955, elas lançaram a Semana do Bebê Robusto. Era uma ação para aumentar as vendas dos produtos, é claro. Mas envolvia a população, pois os clientes eram convidados a enviar fotos de seus filhos — de 6 meses a 2 anos. E os pais do “bebê Johnson do ano” embolsavam um prêmio, enquanto o rebento tinha o rosto e a fofurice estampados em revistas e jornais.
Com a adesão de outras empresas, em pouco tempo a Semana do Bebê Robusto se tornou Semana da Criança. Foi quando os fabricantes decidiram concentrar os esforços em uma única data. Recuperaram o decreto de 1924 e, desde então, todo brasileiro sabe: dia 12 de outubro é dia de presentear a criançada.
“Essas datas surgem, pois o comércio precisa conseguir vender também em épocas de baixa sazonalidade”, contextualiza a administradora de empresas Mariana Munis, especialista em marketing e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie de Campinas.
“Do meu ponto de vista, algumas datas comemorativas pegam mais do que outras porque surgiram primeiro. Dia das Crianças, Natal, Dia dos Namorados e Dia das Mães são exemplos bem-sucedidos.”
“Também acho que o Dia das Crianças desperta sentimentos de nostalgia. Aproxima os pais dos filhos”, acrescenta Munis. “É quando os pais, em meio a uma vida tão corrida, querem dar algo para os filhos. Por isso acabou se tornando uma data tão importante para o calendário brasileiro.”
Comércio paulistano
De acordo com o economista Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo, o Dia das Crianças “não tem peso significativo para o comércio” — ao contrário de datas como Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados.
Por outro lado, ele afirma que “como o Dia das Crianças se encontra em um período próximo ao Natal, ele representa para os lojistas um termômetro “de como vai ser o fim do ano”.
“Se no Dia das Crianças as vendas de brinquedos forem boas, por exemplo, é sinal de o comércio está mais aquecido e isso deve se refletir positivamente no Natal”, exemplifica.
Solimeo ressalta que, depois da forte crise econômica, o comércio vem se recuperando. E isto já pode ser notado pelas vendas em datas comemorativas. “Acreditamos este ano em um crescimento na casa dos 3% em relação a 2017 no movimento de vendas do varejo paulistano no Dia das Crianças”, prevê.
“É um ritmo moderado e aproximado ao que o setor tem apresentado: no período acumulado de janeiro a agosto de 2018, as vendas cresceram em média de 2,8%. Importante lembrar que a realização do primeiro turno das eleições no fim de semana anterior ao Dia das Crianças pode diminuir o movimento nas lojas, já que a atenção do consumidor tende a estar voltada para o cenário político e à escolha dos candidatos”, lembra ele.
Ainda de acordo com os dados da Associação Comercial, nos últimos anos, o Dia das Crianças sentiu quedas bruscas nas vendas — de 6,9% em 2016 e 13% em 2015. “Em 2017 o movimento voltou a crescer, 3%, mas sobre uma base muito fraca”, salienta o economista.
Outros países
Ao redor do mundo, outros países também celebram o Dia das Crianças, mas em outras datas. Em 1925, houve uma Conferência Mundial para o Bem-Estar da Criança em Genebra, na Suíça. Ali ficou instituído o dia 1º de junho como o Dia Internacional da Criança – e esta data entrou para o calendário de diversas nações, como Portugal, China, Eslovênia, Polônia e Angola.
Já a Organização Mundial das Nações Unidas (ONU) reconhece outra data. Dia 20 de novembro é considerado o Dia Mundial da Criança porque foi neste dia, em 1959, que foi aprovada a Declaração Universal dos Direitos da Criança. Finlândia, França, Trinidad e Tobago, Reino Unido e Canadá estão entre os países que levam em conta esta data.
Mas há muitos exemplos diferentes. A Austrália instituiu como Dia da Criança a última quarta-feira de outubro. Na Argentina, é o segundo domingo de agosto. Na África do Sul, o primeiro sábado de novembro. Países da África Central — Congo, Chade, Camarões e outros — comemoram a data junto ao Natal, 25 de dezembro. O Japão tem uma data para meninas (3 de março) e outra para meninos (5 de maio). Na Hungria, é o último domingo de maio.
Nossa Senhora Aparecida
Mas não se engane. O feriado brasileiro de 12 de outubro não tem nada a ver com o Dia das Crianças. A data foi criada em 1980 por causa de outra comemoração de 12 de outubro: Nossa Senhora Aparecida.
A santa já era oficialmente padroeira do Brasil desde 1930, após decreto papal. Em 30 de junho de 1980, João Paulo II (1920-2005) se tornava o primeiro papa a pisar em solo brasileiro. O presidente João Figueiredo (1918-1999), último da ditadura militar do Brasil, aproveitou a data para declarar feriado nacional o dia da Padroeira, 12 de outubro.
A partir daquele ano, portanto, ficou “declarado feriado nacional o dia 12 de outubro, para culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil”, conforme o texto da lei.
“O Dia das Crianças, no meu entender, não ofusca a festa de Nossa Senhora Aparecida. As celebrações, entre crianças e a padroeira, são compartilhadas”, acredita o pesquisador e estudioso da vida de santos José Luís Lira, fundador da Academia Brasileira de Hagiologia. “Vez por outra, vemos até a imagem de Nossa Senhora Aparecida estilizada para crianças.”
O tempo instável permanece no Rio durante o feriado. O dia terá predomínio de céu nublado, com ventos fracos a moderados e chuva fraca a qualquer momento, podendo ser moderada de forma isolada, principalmente durante a madrugada e manhã desta sexta. O calor também continua por aqui: máxima prevista de 29°C e mínima de 20°C.
Candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (11/10) os nomes de três ministros em um eventual governo. Ao lado de apoiadores, o postulante ao Palácio do Planalto confirmou o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM) para a Casa Civil; o general Augusto Heleno para a Defesa; e o economista Paulo Guedes para a Fazenda.
“Ainda não há nomes para outros ministérios, até porque temos de esperar com prudência o dia 28 de outubro, onde podemos ter a certeza de anunciar nomes”, afirmou Bolsonaro – o militar da reserva aparece com 58% dos votos válidos na primeira pesquisa divulgada referente ao segundo turno.
Bolsonaro iniciou a primeira entrevista coletiva concedida após o primeiro turno agradecendo a Deus por sobreviver ao atentado sofrido em Juiz de Fora (MG). O candidato à vice-presidência na chapa do PSL, general Hamilton Mourão, e o assessor econômico Paulo Guedes não participaram da coletiva – que aconteceu em menos de meia hora numa sala reservada do hotel Windsor Barra, na zona oeste do Rio de Janeiro. Em entrevista recente, o presidenciável afirmou que evitará o contato dos dois com a imprensa, por ambos não terem “traquejo”.
Repórter é hostilizada
O postulante à mais alta cadeira do país falou ininterruptamente por cerca de 15 minutos. Em seguida, permitiu que a imprensa fizesse algumas poucas perguntas. Apesar do grande número de jornalistas presentes, somente alguns tiveram a oportunidade de questionar o candidato.
Primeira inscrita da imprensa nacional, uma repórter da Folha de S. Paulo foi vaiada e hostilizada por apoiadores de Bolsonaro que cercaram a imprensa durante a coletiva. Foi preciso que o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, pedisse respeito para que a repórter pudesse perguntar.
“Valorizaremos a família e vamos fazer negócio com o mundo todo sem viés ideológico. Vamos jogar pesado na questão de segurança. Garantiremos, sim, a liberdade de imprensa, não tem aquela história de controle social. Vamos garantir o legítimo direito à defesa do cidadão. Falta pouco para começarmos a mudar o nosso Brasil”, discursou Bolsonaro.
O candidato disse ainda que vai valorizar a pesquisa tecnológica e “garantir o legítimo direito à defesa do cidadão”, em alusão ao porte de arma. “Queremos que a imprensa seja independente e tenha responsabilidade no que escreve”, complementou.
O presidenciável ainda se posicionou em relação ao assassinato do capoeirista baiano Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Moa do Katendê, morto nesta semana por um admirador do candidato do PSL. “Não podemos admitir crime nenhum; se foi uma pessoa que votou em mim, dispensamos esse tipo de voto. Quem quer que seja, cometeu um crime, tem de pagar”, enfatizou.
Jair Bolsonaro negou ser de extrema direita e ter contratado o marqueteiro de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para coordenar sua corrida ao Planalto: “Nós não temos recursos para pagar campanha”.