“Fale aí, o porque que ele lhe bateu”, pergunta mulher que registrava o ocorrido.
“Eu dizia pra ele que votava no Bolsonaro”, respondeu a vítima, enquanto agonizava no chão.
Confira o vídeo abaixo e deixe seu repúdio nos comentários
“Fale aí, o porque que ele lhe bateu”, pergunta mulher que registrava o ocorrido.
“Eu dizia pra ele que votava no Bolsonaro”, respondeu a vítima, enquanto agonizava no chão.
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Foi como uma tsunami que varreu tudo que tinha pela frente”. Essa metáfora pode dizer o que aconteceu na madrugada deste sábado, no bairro Prado Verde, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, após uma adutora da Cedae se romper. Pelo menos 70 famílias do entorno foram afetadas pela correnteza da água, que não poupou carros, casas e até animais.
Nesta manhã, o que se via no local eram rastros de destruição. Moradores contabilizavam o prejuízo, comerciantes não sabiam o que fazer e funcionarios da Cedae tentavam reparar o problema.
As ruas Tulipas e Lírios foram as mais afetadas pela água. Uma das vítimas do desastre foi uma comerciante, dona de uma padaria, que perdeu 10 freezers. Com faturamento de mil reais por dia, Ana Paula de Menezes, de 34 anos, diz que nos próximos dias não sabe o que fará.
“Perdi tudo. Os mantimentos estão jogados no chão, a força da água destruiu tudo o que eu levei anos para construir. Eu estava em casa, em Campo Grande, quando a minha vizinha me ligou dizendo o que tinha acontecido. Cheguei aqui e encontrei esse rastro de destruição. É desesperador, pois a mesma água que abençoa é a água que amaldiçoa e destrói”.
De acordo com a mulher, que está há 15 anos no local, esta é a quarta vez que a adutora se rompe. A última vez foi há, aproximadamente, um ano e seis meses .
Há 200 metros do local onde a adutora se rompeu, uma família inteira ficou ilhada. Três crianças, uma de 5 meses, uma de dois anos e uma de quatro anos, por pouco nãoo morreram afogas dentro de casa.
Próximo ao local, há um sítio, onde dezenas de animais morreram afogados. O terreno de 1km abrigava criações de porcos, galinhas e coelhos. Praticamente todos os animais morreram na enxurrada: 100 galinhas, uma coelha com 5 filhotes, além de dez porcos.
Mayra Vale dos Santos, de 23 anos, mãe das três crianças, conta que viveu um momento de terror. “Foi um desespero, eu só queria tirar as minhas crianças daqui. A água começou a entrar pelo buraco do ar condicionado e rapidamente levou tudo”.
Segundo Douglas Lino de Andrade , pai das crianças e cuidador do sítio, o mais triste é saber que ele já havia feito cinco denúncias na Cedae devido a um vazamento que estava acontecendo há meses no local.
“Liguei dezenas de vezes e falei de um remendo que havia sido mal feito, mas eles não deram importância, perdemos a nossa fonte de renda”, lamenta.
Caminhando pelo bairro, é possível ver que vários muros foram derrubados pela força da água e carros foram arrastados pela enxurrada. Na rua das Tulipas, uma das mais atingidas, Antônio Carpegiane, de 26 anos, balconista, conta que trabalhou o dia inteiro no Dia das Crianças. No final da noite, chegou com os presentes dos filhos, um de 5 anos e outro de 8 anos. Segundo o homem, poucas horas depois, ele viu a casa, os móveis e os brinquedos debaixo d’água.
“Sai do Nordeste há 4 anos para dar uma vida mais digna para a minha família e acontece isso. A gente tenta algo de melhor para as nossas vidas e em dois minutos perde-se o que conquistou em anos. Eu nao curti o Dia das Criaças com os meus filhos. Dei os presentes e hoje eles estao embaixo d’água”.
Na casa de Antônio não sobrou absolutamente nada. Vizinhos, como Walter Correa de Miranda, de 30 anos, autônomo, e Jéssica da Silva Ferreira , de 27 anos, dona de casa, também perderam tudo.
Há dois meses morando na casa, o desespero tomava conta do casal, que tem dois filhos. “Não sobrou nada, nem os documentos dos nossos filhos”, conta Jéssica.
O esposo, Walter, faz um tratamento de saúde e precisa tomar remédios controlados. Cada um esta avaliado em R$ 350,00. Hoje ele não sabia como iria continuar o tratamento, já que perdeu todos os remédios na enxurrada.
“Eu não sei o que eu vou fazer. Estamos com a casa toda inundada, não temos apoio de ninguém e os nossos filhos estão até agora com sede e com fome. A gente tinha comprado as nossas coisinhas com muito sufoco. A máquina de lavar era zero, tinha algumas semanas. Agora está lá, debaixo d’água. Eu nunca pensei que passaria por isso na minha vida” desabafa.
Nesta manhã, equipes da Defesa Civil de Nova Iguaçu e funcionários da Cedae faziam o recadastramento dos moradores que perderam tudo.
De acordo com uma fonte da concessionária, que pediu para não ser identificada, os moradores afetados deverão fazer três orçamentos diferentes de tudo o que foi perdido e encaminhar, a partir da próxima quarta-feira, para um dos polos da Cedae, que fica no Rio Guandu.
“Para não sacrificarmos mais os moradores afetados, estamos mobilizando uma força tarefa para limpar a região e cadastrar, o mais rápido possível, as pessoas que foram vítimas. Caminhões pipa e caminhões de sucção, para retirar a água que está empoçada nas casas, virão para o local. Estamos mobilizando todas as equipes da Cedae que estão espalhadas pelo Rio de Janeiro para dar prioridade para essa situação” disse o representante da concessionária, que durante toda a manhã acompanhou as ações no local.
De acordo com a Cedae, pelos próximos dias, serão distribuidas 500 quentinhas para os moradores, além de água e atendimento médico. Equipes de limpeza começarão a fazer a remoção dos escombros ainda nesta tarde.
Equipes da Prefeitura de Nova Iguaçu destribuiem hipoclorito de sódio para ajudar na limpeza das casas. O produto serve para desinfectar o ambiente e os alimentos afetados pela lama. Representantes reclamam, mais uma vez, que não é a primeira vez que essa tragédia contece no local. Eles ainda denunciam que na última vez em que a Cedae compareceu ao local, pouca coisa foi resolvida.
Imagens obtidas com exclusividade pela GloboNews mostram o resgate feito pelo Corpo de Bombeiros de um notebook que tinha registros de propina e que foi jogado em um lago em Paraíba do Sul, no interior do Estado do Rio de Janeiro, na fazenda de Carlos Miranda, apontado como o operador financeiro de um esquema de corrupção que seria liderado por Sérgio Cabral.
Miranda contou em depoimento que tinha jogado o computador no local quando a Lava Jato começou. Segundo ele, era ali que guardava as planilhas com as transações do grupo do ex-governador. Entre elas, estariam os pagamentos feitos ao então procurador-geral de Justiça do RJ, Cláudio Lopes, denunciado na última terça (9) por formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, além de e quebra de sigilo funcional, crimes cometidos entre o final de 2008 e dezembro de 2012. (confira a retirada do equipamento do lago no vídeo)
“Eu joguei no lago da minha fazenda, em Paraíba do Sul, no intuito de destruir a prova”, destacou Carlos Miranda em depoimento.
O depoimento de Carlos Miranda e de outros delatores foi o que levou os investigadores ao ex-procurador-geral de Justiça. De acordo com a denúncia, ele teria recebido R$ 7 milhões em propina, em pagamentos mensais.
“Eu colocava em um envelope R$ 50 mil e entregava” afirmou Sérgio de Castro, destacando que a negociação acontecia nos palácios Laranjeiras ou Guanabara, sede do poder estadual.
A propina seria para que Lopes blindasse a organização e protegesse os envolvidos de investigações do Ministério Público do RJ. Ele teria, inclusive, pedido favores ao grupo de Cabral.
Notebook retirado do fundo de lago no Rio Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ GloboNews
Os consumidores que vivem à caça de promoções e já querem iniciar as compras para as festas de fim de ano já podem se planejar para a 25ª edição do Aniversário Guanabara. A temporada de ofertas — evento que já faz parte do calendário do varejo na cidade — será aberta no próximo dia 19 (sexta-feira), com descontos que podem chegar a 60%. De acordo com a empresa, as comemorações vão durar 43 dias, em todas as 26 filiais da rede, incluindo a nova unidade de Campo Grande (Estrada Rio do A 1.415) inaugurada em setembro.
As lojas abrirão às 8h. Ao todo, mais de dois mil itens estarão em promoção. Segundo a empresa, 22 mil pessoas estão sendo mobilizadas para o evento. Para garantir as ofertas, a rede vem negociando com 550 fornecedores. Em 2018, o Guanabara completa 68 anos.
A coordenadora de eventos Gisele Salgado, de 36 anos, diz que é cliente fiel do Aniversário Guanabara há cinco anos. Além disso, ela conta que não perde uma semana de promoção, seja de produtos de limpeza ou beleza.
— Vale muito a pena aproveitar o aniversário porque os preços são muito baixos. Eu compro muitos produtos de limpeza e alimentos, porque faço estoque. Quanto aos itens de limpeza, eu consigo guardar mercadorias por até um ano. No caso dos alimentos não perecíveis, consigo estocar por até seis meses — contou a consumidora, que gasta até R$ 1.200 em um dia de compras.
Para esta edição do Aniversário Guanabara, a rede aumentou o estoque em 15%, segundo o diretor de Marketing, Albino Pinho.
— A expectativa de público é de 400 mil clientes no primeiro dia — declarou o diretor, acrescentando que a empresa reforçou a equipe com quatro mil trabalhadores.
Ainda de acordo com ele, as filiais que mais recebem consumidores são as de São Gonçalo, Niterói, Barra da Tijuca, Vila Isabel e Nova Iguaçu.
— Esperamos que a nova loja de Campo Grande também registre um fluxo de clientes intenso — disse Pinho.
O câncer de mama é o segundo tipo de tumor mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, depois do câncer de pele, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. Segundo o INCA, Instituto Nacional de Câncer, a estimativa de novos casos em 2018 é de 59.700. Neste mês de conscientização à prevenção da doença, conheça algumas famosas que já passaram pelo câncer de mama e venceram a doença.
Patrícia Pillar
Em 2002, a atriz Patrícia Pillar anunciou que lutava contra um raro câncer no seio esquerdo. Por meio do autoexame, Patrícia notou um nódulo em sua mama, além de aspectos incomuns em seu mamilo.
Após exames médicos, descobriu que estava com Doença de Paget, que envolve a pele do mamilo. Na época, com 37 anos, a atriz passou por um longo tratamento. Mesmo assim o câncer se espalhou para os ossos e Patrícia passou por cirurgia, várias sessões de quimioterapia e radioterapia.
A atriz influenciou muitas mulheres a fazerem o autoexame e alertou para a grande diferença que um diagnóstico precoce pode causar. “Meu câncer de mama se espalhou e houve metástase para meus ossos […] Talvez se eu soubesse dessa doença anteriormente, ela não teria se espalhado”, disse a atriz em um comunicado à imprensa na época.
Patricia Pillar como Cássia, sua personagem na série Onde Nascem os FortesDivulgação/TV Globo
Patricia Pillar Estevam Avellar/TV Globo/Divulgação
Patrícia Pillar é um dos principais nomes da Rede Globo, com atuações em novelas clássicas da emissora, como Rei do Gado (1997) e A Favorita (2009) Divulgação
Patricia Pillar como Cássia, sua personagem na série Onde Nascem os FortesDivulgação/TV Globo
Patricia Pillar Estevam Avellar/TV Globo/Divulgação
Patrícia Pillar é um dos principais nomes da Rede Globo, com atuações em novelas clássicas da emissora, como Rei do Gado (1997) e A Favorita (2009) Divulgação
Patricia Pillar como Cássia, sua personagem na série Onde Nascem os FortesDivulgação/TV Globo
Joana Fomm
Aos 67 anos, Joana Fomm descobriu em 2007 que estava com a doença. A atriz foi diagnosticada com dois tumores em um seio e três no outro e, então, foi submetida a duas mastectomias (cirurgias de retirada das mamas) e a quimioterapia. Por conta da retirada dos seios, recorreu à outro procedimento cirúrgico, para colocar próteses de silicone.
Devido ao longo tratamento, Joana ficou cinco anos fora da televisão. Mesmo com a dificuldade que teve em lidar com a doença, a atriz brasileira conseguiu concluir os tratamentos e se curar.
A atriz Joana Fomm na novela Apocalipse, da Record Reprodução / Instagram
Joana teve que retirar as duas mamas. Depois de um longo tratamento, voltou a atuarReprodução / Instagram
Joana Fomm Reprodução / Instagram
A atriz Joana Fomm na novela Apocalipse, da Record Reprodução / Instagram
Joana teve que retirar as duas mamas. Depois de um longo tratamento, voltou a atuarReprodução / Instagram
Joana Fomm Reprodução / Instagram
A atriz Joana Fomm na novela Apocalipse, da Record Reprodução / Instagram
Elba Ramalho
Em 2010, Elba Ramalho, descobriu a doença ainda em seu estágio inicial, quando tinha 59 anos. A situação, porém, foi encarada pela cantora de forma otimista. Como a doença foi descoberta ainda no início, rapidamente a artista fez a cirurgia de retirada do tumor, que também incluiu a retirada de uma parte da mama. Após este processo, começou a radioterapia e manteve a rotina saudável que já tinha.
Desde então, a cantora sempre fala no assunto, alertando para a necessidade da prevenção da doença e do diagnóstico precoce. “O nome câncer tem um fardo muito mais pesado do que a doença em si. Descobrindo no início como o meu, é tranquilo. A prevenção é tudo”, afirmou em uma entrevista no programa Encontro, em 2013.
Elba Ramalho em show Bruno Campos
A cantora descobriu a doença ainda em seu estágio inicial. Por isso, teve uma rápida recuperação Gabriel Jabur/Agência Brasília
Elba Ramalho
Elba Ramalho em show Bruno Campos
A cantora descobriu a doença ainda em seu estágio inicial. Por isso, teve uma rápida recuperação Gabriel Jabur/Agência Brasília
Elba Ramalho
Elba Ramalho em show Bruno Campos
Arlete Salles
A atriz Arlete Salles, 76 anos, descobriu que estava com câncer de mama em janeiro de 2014, aos 72. Ao ser diagnosticada, como todas as pessoas que passam pela situação, ela teve grandes dificuldades para lidar com a notícia. “É muito doloroso. Mesmo tendo o apoio de tantos amigos, é solitário, devastador”, disse em entrevista à revista Contigo!, na época.
Foi necessário que fizesse cirurgia para a retirada do tumor no seio esquerdo, além da quimioterapia e radioterapia, procedimentos que levaram a atriz a sofrer grande perda de cabelo. Mas, através do trabalho, a atriz tirou forças para superar a doença e passar por todos os tratamentos necessários. Quatro meses depois da cirurgia, voltou a atuar no teatro. Ao final do mesmo ano, Arlete se disse curada.
Arlete Salles na novela Segundo Sol Paulo Belote/TV Globo/Divulgação
Através do trabalho, a atriz teve mais forças para vencer a doença Artur Meninea/Gshow
Arlete Salles João Miguel Júnior/TV Globo
Arlete Salles na novela Segundo Sol Paulo Belote/TV Globo/Divulgação
Através do trabalho, a atriz teve mais forças para vencer a doença Artur Meninea/Gshow
Arlete Salles João Miguel Júnior/TV Globo
Arlete Salles na novela Segundo Sol Paulo Belote/TV Globo/Divulgação
Ana Furtado
A apresentadora de televisão Ana Furtado, de 44 anos, divulgou, em maio deste ano, pelo Instagram, a descoberta do câncer de mama a partir de um autoexame seguido de mamografia. Quando anunciou, Ana já havia passado por uma cirurgia para retirada do tumor, mas ainda iria começar sessões de quimioterapia. Desde o início, a apresentadora do É de Casa chamou atenção dos internautas pela forma como lidou com a doença, falando abertamente sobre o assunto e se mostrando otimista em suas redes sociais.
Após seis meses da cirurgia, completados no último dia 8 de outubro, Ana postou um texto afirmando que ainda passará por uma série de exames, mas que está animada. “Ando com fé em Deus e muita coragem para continuar caminhando. Agradecendo por cada dia a mais”, disse.
Apresentadora cortou os cabelos em meio ao tratamento Reprodução/Instagram
Ana Furtado compartilha com os fãs os processos de seu tratamentoReprodução/Instagram
Ana foi diagnosticada com câncer de mama em março deste ano Reprodução/Instagram
Apresentadora cortou os cabelos em meio ao tratamento Reprodução/Instagram
Ana Furtado compartilha com os fãs os processos de seu tratamentoReprodução/Instagram
Ana foi diagnosticada com câncer de mama em março deste ano Reprodução/Instagram
Apresentadora cortou os cabelos em meio ao tratamento Reprodução/Instagram
Dois bebês foram usados como ‘escudo’ por traficantes durante um patrulhamento da Polícia Militar em Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo testemunhas, os dois suspeitos utilizaram as crianças para evitar uma abordagem dos policiais que patrulhavam uma área considerada perigosa da comunidade Prainha.
O registro do flagrante foi obtido pelo G1 na manhã desta terça-feira (9). Segundo informações da polícia, a cena foi notada durante diligências feitas por equipes da Polícia Militar que agem na região, após a morte por fuzilamento do cabo da Polícia Militar José Aldo dos Santos, ocorrida em 26 de setembro.
O G1 apurou que os dois estavam em um dos becos da comunidade Prainha, área em que é registrado, segundo a polícia, “alto índice de criminalidade”. Um grupo de policiais fazia a abordagem de um suspeito quando, ao lado, uma mulher seguia com os dois filhos pequenos pelas ruas do bairro.
Momentos depois, dois rapazes, que estavam nos fundos de um beco, avançaram, abordaram a mulher e, em seguida, pegaram as crianças e ficaram as segurando no colo. Olhando para os policiais, eles as balançavam, disfarçando e, também, intimando e ameaçando os militares a não agirem por conta da presença das crianças.
Segundo informações da polícia, as imagens registradas já estão sendo analisadas pelo setor de inteligência, com o objetivo de identificar quem são os suspeitos que foram flagrados durante a operação. Até a publicação desta reportagem, porém, ninguém havia sido preso.
Policial militar foi executado a tiros em Guarujá, SP — Foto: Rogério Soares/A Tribuna Santos
Desde a execução do policial, autoridades ocuparam as comunidades da região do Distrito de Vicente de Carvalho, onde o cabo vivia com a mulher. A operação contou com o apoio estrutural do Exército, por meio da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, que cedeu à PM barracas e outros equipamentos.
Também houve a participação da Companhia Marítima da PM Ambiental, que fez patrulhas marítimas, uma vez que as comunidades ocupadas ficam às margens do Estuário, canal de navegação do Porto de Santos. Ao menos seis lanchas são utilizadas nos trabalhos, inclusive barcos de pequeno porte para acessar os mangues.
Segundo informações oficiais das polícias Civil e Militar, quatro homens morreram em confronto com policiais em áreas entre as comunidades de Vicente de Carvalho entre a madrugada do dia 27 de setembro e a manhã do dia 28. Os comandos informaram ao G1 que os suspeitos estavam comercializando entorpecentes, que foram apreendidos, e resistiram à prisão.
Policiais militares ambientais realizam cerco pelo mar em comunidade de Guarujá, SP — Foto: G1 Santos
Aldo era lotado no 21º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo patrulhamento em Bertioga, e sofria ameaças. No momento da execução, ele não estava fardado e não teve tempo de reagir. Pelo menos 10 perfurações foram identificadas pela perícia no para brisa do veículo em que ele estava.
Também foram contabilizados mais de 50 projéteis no local do crime, que foi analisado por equipes do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar. O corpo do policial foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade.
Equipes do Exército estão instaladas em Vicente de Carvalho, Guarujá (SP), desde 27 de setembro — Foto: Reprodução/Guarujá Notícias
Imagens obtidas pelo G1 mostram momentos antes da execução do policial, quando um veículo passa antes do carro do cabo. Em seguida, um ônibus municipal recua devido aos disparos. Outro veículo preto foi utilizado por parte da quadrilha e localizado no mesmo dia, queimado, no bairro Monte Cabrão, em Santos, e também foi alvo de análise da perícia.
No dia 30, três foram presos acusados de praticar tráfico de drogas na mesma região. Um deles, que era foragido da Justiça, foi encontrado dentro da casa da mãe e reagiu à abordagem dos oficiais do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep), mas foi preso. A polícia investiga eventual ligação deste suspeito com o crime.
Vídeo mostra momentos antes de execução de policial em Guarujá
Policial Militar foi morto com, ao menos, 10 tiros de fuzil em Vicente de Carvalho, em Guarujá (SP). — Foto: Arquivo Pessoal
A policial militar de São Paulo conhecida por matar um assaltante em frente a uma escola em Suzano, na Grande São Paulo, em 12 de maio deste ano, está sendo processada pela mãe do jovem. Kátia da Silva Sastre, 42 anos, eleita deputada federal de SP, utilizou imagens do ocorrido em seu guia eleitoral. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
“Ao exibir a cena na propaganda eleitoral, dia após dia, ela me torturou e à minha família de um modo terrível”, afirmou Regiane Neves da Silva Ferrari, mãe de Elivelton, em entrevista ao jornal. A cozinheira pede R$ 477 mil na ação contra a policial, o equivalente a 500 salários mínimos.
Kátia Sastre compartilhou o guia no Facebook no início de setembro e afirmou: “Atirei, e atiraria de novo”. Na propaganda eleitoral, as imagens do ocorrido apareciam do lado esquerdo da tela. O jovem ainda chegou a ser levado para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Com trajes militares, a cabo diz que sua filha e outras crianças estavam na mira do assaltante e que agiu como policial e mãe. “Vou ter sempre a mesma atitude no combate ao crime. Coragem eu tenho”, concluiu. A cabo foi a sétima deputada mais votada no estado de São Paulo. Ela recebeu 264.013 votos, o equivalente a 1,25% dos válidos.
“Quando dizia que matou e que mataria de novo, eu pensava que era a mim que ela estava querendo matar”, prossegue a mãe do jovem. “Toda vez que a cena aparecia na TV, meus netos gritavam: ‘vó, estão matando o Zoca de novo, venha ver’”. A cozinheira ainda complementou que o jovem era um adolescente maravilhoso, mas começou a se envolver com crimes por causa das companhias. “Tentei de tudo, fiz tudo o que uma boa mãe faz pelo filho, mas não consegui tirá-lo da criminalidade”, prosseguiu em entrevista à Folha.
Na época do fato, Sastre chegou a ser homenageada pelo governador do estado, Márcio França, fato que também foi criticado pela mãe do assaltante. “Ela foi homenageada por ser Dia das Mães, mas ele também tinha mãe”, finaliza.
Em 5 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo chegou a conceder uma liminar em que proibia a veiculação das imagens, em representação proposta pela Coligação Sem Medo de Mudar São Paulo, composta por PSOL e PCB, contra Kátia Sastre. O PR entrou com recurso e conseguiu anulação da liminar em 19 de setembro.
Kátia Sastre foi procurada pela reportagem da Folha de S. Paulo, mas disse que não foi notificada da ação e que, por isso, não poderia fazer nenhum comentário.
Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Vila Cruzeiro prenderam, na noite desta sexta-feira, o traficante conhecido como Pirata.
De acordo com a Polícia Militar, o criminoso é do Complexo da Penha, na Zona Norte, e foi preso dentro do Shopping Nova América, em Del Castilho, que fica a cerca de oito quilômetros de distância.
Candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro aproveitou o tempo maior de programa eleitoral na TV para manifestar seus agradecimentos à vida – em alusão ao atentado do qual foi vítima – e aos votos recebidos no primeiro turno. Também procurou humanizar a própria imagem, inclusive com apresentação de sua trajetória política, e dirigiu ataques ao Partido dos Trabalhadores.
Em trecho da peça exibida no começo da tarde desta sexta-feira (12/10), o presidenciável intensificou o esforço de aproximação ao eleitorado feminino ao relatar, com olhos marejados e voz embargada, a experiência pessoal de ter uma filha após desfazer uma vasectomia.
“Mudou, sim, e muito, a minha vida, com a chegada da Laura. Agradeço a Deus e à minha esposa”, declarou o postulante ao Palácio do Planalto, ao destacar a “realização” da mulher quando se torna mãe. De acordo com o representante do PSL na corrida ao Executivo nacional, a decisão ocorreu até para a manutenção do casamento. A declaração é um contraponto ao discurso feito anteriormente, quando classificou o nascimento da filha como uma “fraquejada”.
Bolsonaro afirmou que é hora de o Brasil se unir e eleger um presidente que vai fazer o país crescer e melhorar “de verdade”. O programa na TV exibiu imagens de lideranças do PT associadas a países da América Latina em crise, como Venezuela e Cuba, e destacou o que considera ser “um sinal de alerta” para o que os brasileiros não desejam. Em depoimentos colhidos entre eleitores, foram mencionadas críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com ênfase ao fato de ele estar preso em Curitiba, no âmbito da Operação Lava Jato.
Fernando Haddad
Já a inserção do candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, chamou a atenção para a escalada da violência no país atribuída à campanha do adversário na sucessão presidencial, Jair Bolsonaro.
O programa na TV também afirmou a necessidade de união do país em defesa da democracia. O candidato teve a biografia apresentada em ritmo de cordel, exaltada ainda com registros de declarações do ex-presidente Lula.
Trecho de um vídeo em que o candidato do PSL fala em “fuzilar a petralhada” foi destacado na peça do petista. Eleitores de Haddad relataram em depoimentos “medo” e “pânico” com os episódios de violência e morte em razão de discordâncias políticas. “Esse é o Brasil de Bolsonaro”, disse. “Se a violência já chegou a esse nível, imagina se ele for presidente”, acrescentou o programa do ex-prefeito de São Paulo.
O petista disse querer conversar com todos os eleitores, mesmo que o voto em primeiro turno tenha sido dado a algum dos concorrentes. “Nossa campanha é da sinceridade e da paz”, afirmou o candidato. “Vamos nos unir, a hora é agora. Quero contar com todos que apoiam a democracia e os direitos do povo”, completou.
O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o governo do estado, sob a atual gestão de Márcio França (PSB), a pagar R$ 150 mil de indenização a Nayara Rodrigues da Silva, amiga da jovem Eloá Pimentel, por danos morais, materiais e estéticos. As informações são da Folha de S. Paulo.
O governo do estado afirmou, por meio de sua Procuradoria-Geral, que interpôs um recurso especial contra o acórdão e aguarda julgamento do caso.
A data para a avaliação do recurso, pela Justiça, ainda não foi definida, acrescentou.
Nayara foi baleada uma vez no maxilar por Lindemberg Alves durante o sequestro e assassinato de Eloá Pimentel, em 17 outubro de 2008, em Santo André (Grande ABC). O sequestro de Eloá durou quatro dias.
Durante esse período, Nayara chegou a ser libertada por Lindemberg. Porém foi levada novamente ao cativeiro pela própria polícia. Lindemberg foi condenado a 98 anos de prisão, em 2012.
A decisão para que o estado pague a Nayara foi assinada pelo desembargador Evaristo dos Santos e publicada em 19 de setembro.
Ele afirma que Nayara só foi ferida por conta “da conduta equivocada dos policiais militares que a levaram de volta ao local do crime […] fazendo-a ingressar novamente no cativeiro”.