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PRÉDIOS SÃO DEMOLIDOS EM CAMPO GRANDE!!

O Complexo Jambalaia, em Campo Grande, Zona Oeste, foi implodido na manhã deste domingo. Os cinco prédios abrigavam cerca de 280 famílias, que viviam no local em situação de risco. Elas foram removidas pela prefeitura e vão receber aluguel social. Posteriormente, será construído um condomínio do programa ‘Minha Casa Minha Vida’, onde os antigos moradores serão realocados. No local, Crivella foi quem acionou o botão dos 150 quilos de explosivos que levaram o complexo ao chão.

“Hoje damos um passo adiante no processo da cidadania do Rio. Essas famílias que viviam sem condição de habitabilidade e em risco de serem soterradas na lama e no lixo dos escombros, como em São Paulo, estão livres disso. Todas elas estão no aluguel social, e em um ano estarão no Minha Casa Minha Vida que vamos construir aqui”, disse o prefeito Crivella.

Crivella acionou botão para implosão de condomínio na Zona Oeste – Paulo Araújo

Os cinco prédios, que viviam em uma área de 70 mil metros quadrados, foram condenados pela Defesa Civil. As unidades apresentavam problemas estruturais, risco de incêndio e desabamento. Por precaução, as pessoas que residem em um raio de 150 metros do local desocuparam suas casas uma hora antes da ação. Participaram da operação equipes da Guarda Municipal, CET-Rio, Comlurb, Defesa Civil, e as secretarias municipais de Infraestrutura e Habitação, e de Assistência Social e Direitos Humanos, além da Polícia Militar, Companhia Estadual de Gás (CEG) e Corpo de Bombeiros.

Limpeza da área

Após a liberação da área pela Defesa Civil, a Comlurb entrou em campo com 40 garis e 12 fiscais e agentes de limpeza urbana. Eles atuaram com 15 sopradores, uma varredeira de grande porte, uma pá mecânica, dois caminhões (um compactador e um basculante) e três carros-pipa para a lavagem hidráulica das vias com água de reuso. Além da Avenida Manoel Caldeira de Alvarenga, estavam no roteiro as ruas Murilo de Alvarenga, Waldemar Medrado Dias, José Pedro Maduro e Nova Era.

Tiroteio entre PMs e criminosos assusta moradores no RJ

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Policiais militares e criminosos trocaram tiros na manhă deste domingo (23/9) no alto da Rua Sacopă, ao lado do Morro dos Cabritos, na Lagoa, bairro nobre da zona sul do Rio. A regiăo dá acesso às comunidades dos Cabritos e Tabajaras, em Copacabana.

Segundo informaçőes da Unidade de Polícia Pacificadora do Tabajaras e Cabritos, bandidos escondidos na mata do morro atiraram contra policiais militares na parte alta da Rua Sacopă. Houve tiroteio, mas ainda năo há informaçőes sobre feridos. Năo houve prisőes nem apreensőes. A ocorrência foi registrada na 12ª Delegacia de Polícia, de Copacabana.

Na noite de sábado, 22, um suspeito ficou ferido após intenso tiroteio na favela da Quitanda, no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, na zona norte da cidade. De acordo com informaçőes da PM, agentes do 41º Batalhăo da Polícia Militar foram atacados por homens fortemente armados durante uma operaçăo na comunidade. Após o tiroteio, os militares apreenderam um fuzil.

No fim da manhă deste domingo, um homem foi preso em flagrante por policiais rodoviários federais enquanto assaltava pedestres com uma faca na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Por volta das 12h, agentes da PRF faziam patrulhamento na rodovia, na pista sentido Săo Paulo, quando perceberam que um homem apontava uma faca para pedestres numa passarela, na altura do quilômetro 186. Segundo a PRF, ele estava assaltando as pessoas que passavam pelo local. Os policiais conseguiram prendê-lo, e nenhuma vítima ficou ferida. A ocorrência foi registrada na 52ª Delegacia de Polícia, de Nova Iguaçu.

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Fonte: Brasil

Carro de PM sequestrado é localizado na Zona Oeste do Rio. Militar está desaparecido

A Polícia Militar encontrou , neste domingo, um Honda CR-V completamente queimado, próximo a um viaduto da Rio-Santos, na altura de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Segundo a assessoria da PM, o veículo é o mesmo que era dirigido pelo cabo PM André Luiz Moreira da Silva, quando ele foi sequestrado por homens armados, neste sábado .

PM André Luiz Moreira da Silva foi sequetrado quando chegava em casa, em Santa Cruz Foto: Reprodução, redes sociais

Lotado no 27º BPM (Santa Cruz), o militar continua desaparecido. PMs de quatro batalhões estão envolvidos numa operação para tentar encontrar o colega de farda.

 

 

O sequestro aconteceu quando o PM, a mulher e os filhos voltavam de um aniversário, na Zona Oeste do Rio. Dois veículos fecharam o carro do cabo, na altura de Santa Cruz. Homens de coletes, usando fuzis e pistolas, renderam o militar. Em seguida, ele foi algemado e colocado em um carro branco que deixou o local em alta velocidade.

Os bandidos levaram ainda o Honda CR-V, mas liberaram a família do PM. Segundo a Polícia Militar, logo após o sequestro, o veículo teria seguido em direção a Rodovia Rio-Santos. Policiais do 27º BPM, 24º BPM (Queimados), 40º BPM (Campo Grande) e do Batalhão de Policimento de Vias Expressas montaram um cerco na região, mas não conseguiram localizar o cabo.

Em 2017, o cabo André Luiz Moreira da Silva chegou a ser detido administrativamente após disparar um tiro na antessala do comando do 27ºBPM. Na ocasião, ele tentava obter uma licença médica e chegou a gritar que queria ir para o Hospital da Polícia Militar.

O sequestro do militar está sendo investigado pela 36ª DP (Santa Cruz). Informações que possam ajudar a polícia a encontrar o policial sequestrado podem ser passadas para pelo Disque Denúncia (2253-1177).

URGENTE!! MAIS DE 80 PRESOS NUMA FESTA EM SANTA CRUZ!!!

NESTE MOMENTO ACONTECE UMA OPERAÇÃO CONTRA O GRUPO PARAMILITAR EM SANTA CRUZ.

RELATO: Esta acontecendo neste exato momento, operação contra o grupo paramilitar no Salão de Festa Eu e Ela localizado na vala do sangue em Santa Cruz.

O encontro seria a comemoração de Aniversário do responsável do grupo paramilitar da reta da base em Santa Cruz. Com a chegada da civil, bope e até caverão, o aniversariante conseguiu fugir, a Rua está lotada, tem ônibus e tudo.

OBS.: O candidato a Deputado Estadual Elton Babú, ainda se encontra no local, ele participava da comemoração do aniversariante.

Menina de 13 anos é estuprada com consentimento da avó em troca de favores

Um homem de 47 anos foi preso na noite do sábado (22), próximo a Nova Ubiratã (476 quilômetros de Cuiabá), acusado de abusar sexualmente de uma menina de 13 anos, com consentimento da avó, de 56 anos, que também foi presa.

Segundo informações da Polícia Militar, L.C. submetia a neta aos abusos praticados pelo vizinho E.S.M. em troca de cestas básicas e serviços na chácara onde mora, no Distrito Entre Rios.

Ainda conforme a ocorrência, a polícia foi acionada pelo conselho tutelar, que há tempos estava recebendo denúncias de exploração sexual supostamente praticada pela avó – e a quem a menina teria confirmado os abusos.

E.S.M. e L.C. foram presos e a criança está sob os cuidados do conselho tutelar do município.

Policial militar é sequestrado por homens armados no RJ

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Um policial militar foi sequestrado por homens armados em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. O cabo André Luiz Moreira da Silva estava de folga na tarde deste sábado (22/9) quando o carro em que viajava com sua família foi abordado pelos criminosos.

Segundo a Polícia Militar, os filhos do policial foram deixados na rua, mas Silva foi levado pelos bandidos. A família pediu socorro ao 27º Batalhăo da Polícia Militar, de Santa Cruz, que desde entăo faz buscas para tentar localizar e resgatar a vítima.

Os agentes receberam informaçőes preliminares de que o carro com Silva a bordo teria seguido em direçăo à Rodovia Rio-Santos (BR-101), mas o policial ainda năo tinha sido encontrado até a tarde deste domingo, 23.

A operaçăo de resgate mobiliza esforços de agentes de três batalhőes de polícia (27º, 24º e 40ºBPM), do Batalhăo de Policiamento em Vias Expressas (BPVE), do Grupamento Aeromóvel (GAM), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Delegacia Antissequestro (DAS).

No fim da manhă, o carro do policial militar foi encontrado incendiado nas proximidades da rodovia, na pista sentido Costa Verde, na altura do distrito industrial de Santa Cruz. O local foi isolado para realizaçăo da perícia.

Policiais do Comando de Operaçőes Especiais (COE) fazem operaçăo ao longo deste domingo em três favelas da regiăo: as comunidades Aço, Antares e Rodo. Ainda năo há informaçőes sobre detidos ou apreensőes.

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Fonte: Brasil

Após sequestrar filhos, pai e crianças são achados mortos em matagal

Um jovem de 23 anos sequestrou e matou seus dois filhos de 3 e 1 ano de idade. A tragédia aconteceu na cidade de Boituva (SP). Raí Santos estava desaparecido com as crianças desde quinta-feira (20/9). Ele buscou os meninos, Gustavo Santos e Bernardo Alves, na creche e o corpo dos três só foi encontrado na noite de sábado (22).

A Polícia Militar informou ao site Mix Vale que os três foram achados numa área rural de mata fechada, por uma força-tarefa com Bombeiros e cães farejadores. Raí estava enforcado ao lado dos corpos dos filhos. A Polícia Civil ainda investiga as circunstâncias das mortes, mas já se sabe que o homem discutiu com a mãe das crianças, por não aceitar o fim do relacionamento.

Ele teria feito ameaças à vida dela, em seguida, passou na creche onde estavam Gustavo e Bernardo, pegou os meninos e seguiu para uma loja de produtos agropecuários. No local, ele comprou um pedaço de corda e seguiu de táxi para uma área mais afastada da cidade.

REPRODUÇÃO

O delegado responsável pelo caso, Carlos Antunes, afirma que Raí possuía autorização para buscar as crianças na escola. O jovem tinha antecedentes por tráfico de drogas e também seria usuário. O corpo será enterrado neste domingo (23), sem velório e com escolta da guarda municipal, pois a população ameaça depredar o caixão.

Temporal no RS deixa mais de 360 mil residências sem luz

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O forte temporal que atingiu várias cidades do Rio Grande do Sul na madrugada deste domingo (23/9) deixou mais de 360 mil pontos sem energia elétrica. De acordo com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), no auge da tempestade, mais de 300 mil usuários ficaram sem luz.

“No final da manhă, ambas as regiőes seguiam com a maioria dos casos a serem resolvidos: em torno de 95 mil na Grande Porto Alegre e 30 mil em Pelotas e arredores. Conforme mediçăo de institutos de Meteorologia, a velocidade dos ventos ultrapassou a marca dos 80 km/h no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. Também houve registro de chuva forte, colaborando para a queda de galhos que danificam a rede elétrica”, informou a assessoria da empresa.

Os municípios da regiăo Metropolitana de Porto Alegre foram os mais prejudicados. Também houve danos significativos no sul do estado, especialmente das cidades de Canguçu, Capăo do Leăo, Arroio Grande, Jaguarăo e Pelotas.

A CEEE atua na regiăo Metropolitana, Sul, Litoral e Campanha gaúcha, atendendo a 72 municípios, aproximadamente a 34% do mercado consumidor do Rio Grande do Sul. A empresa orienta que, em situaçőes como essa, as pessoas năo devem se aproximar de fios ou galhos caídos para evitar o risco de choque.

Além dos clientes atendidos pela CEEE, o temporal trouxe prejuízos para os usuários atendidos pelas distribuidoras RGE e RGE-SUL que também tiveram o fornecimento de energia interrompido. As duas empresas atendem 264 municípios, nas regiőes norte e nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, com aproximadamente 1,4 milhăo de consumidores.

Pela manhă, cerca de 18 mil residências atendidas pela RGE estavam sem luz. A maioria nas cidades de Gravataí, Taquara e cidades no entorno de Caxias do Sul, na Serra. Na área da RGE Sul, săo mais 45 mil pontos sem luz, concentrados na regiăo Metropolitana.

No início da tarde, a empresa atualizou os dados. Segundo a assessoria, o forte temporal atingiu as redes elétricas da RGE e da RGE Sul, causando diversos tipos de danos, principalmente por galhos e objetos jogados pelo vento forte sobre fios e outros equipamentos. A empresa disse ainda que as equipes seguem trabalhando para normalizar o fornecimento no menor tempo possível.

“Neste momento, há 14 mil clientes sem energia elétrica na área da RGE, sendo a maioria em Gravataí, Taquara, cidades no entorno de Caxias do Sul e Regiăo dos Vinhedos. Na RGE Sul săo 39 mil clientes sem energia elétrica, concentrados na regiăo Metropolitana e Vales”, disse a assessoria.

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Fonte: Brasil

Cada vez mais quadrilhas se especializam em roubo de celular

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A cada hora, cinco pessoas săo vítimas de furto de celular no DF (foto: PCDF/Divulgaçăo)

A cada hora, cinco brasilienses săo vítimas de furto ou roubo de celular no Distrito Federal. Os dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostram que ocorreram 33.818 crimes dessa natureza entre janeiro e agosto deste ano. Isso significa que ao menos 140 aparelhos săo subtraídos por dia na capital. Especialistas e as forças de segurança alertam que a prática deixou de ocorrer como “casos isolados”. Associaçőes criminosas passaram a se especializar nesse tipo de delito, usando estratégias de açăo refinadas. Para desova dos produtos roubados, centros comerciais e locais de grande circulaçăo de pessoas se transformaram em ponto para a venda dos telefones surrupiados.

Em comparaçăo aos primeiros oito meses do ano passado, os números registraram queda de 13,4%, quando foram registrados 39.073 casos em 2017. Entretanto, o índice ainda coloca em alerta os brasilienses. Nesse mesmo período de 2018, apenas 1.199 celulares foram recuperados pela polícia, ou seja, pouco mais de 3% do total.

Quando se avalia apenas os furtos, o índice aponta crescimento em comparaçăo ao ano passado. De janeiro a maio deste ano, 5.277 pessoas foram vítimas desse tipo de crime, quando, em igual período de 2017, ocorreram 3.590 casos. No total, o número de ocorrências aumentou mais de 46%. Mesmo com o valor expressivo, de outubro a agosto de 2018, apenas 6.530 vítimas realizaram o bloqueio de aparelhos subtraídos pelo programa Fora da Rede da Polícia Civil.

O estudante de enfermagem Edson Freitas, 26 anos, é mais uma das vítimas do expressivo número de casos registrados no DF. Em fevereiro deste ano, dois criminosos o abordaram e levaram o celular dele. “Eu estava saindo de uma festa, no Setor Comercial Sul, e seguia para a Rodoviária do Plano Piloto. Um deles colocou a faca na minha barriga e outro levou o celular. Năo tinha como reagir”, conta.

 

Quadrilha desarticulada. Polícia Civil apreendeu aparelhos celulares na casa de dono de loja na Feira dos Importados (foto: Thiago Melo/Esp. CB/D.A Press)

 

 

Edson afirma que realizou o bloqueio do aparelho, registrou boletim de ocorrência, mas năo conseguiu reaver o celular, que tinha apenas quatro meses de uso. “Foi um prejuízo, mas melhor perder um telefone do que a vida”, pondera. De acordo com o estudante, que mora em Samambaia, os casos săo comuns e é quase rotina escutar algum caso sobre alguém que teve o celular roubado ou furtado. “O ruim é que a gente trabalha para conseguir alguma coisa e vem alguém e leva”, diz.

Comércio ilegal 

No Distrito Federal, năo é difícil encontrar pontos de venda de celulares sem qualquer tipo de fiscalizaçăo. Os “comerciantes” (interceptadores perante a lei) atuam em pontos de grande circulaçăo de pessoas ou em polos comerciais. Na Feira dos Importados, localizada no Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA), há diversas lojas que vendem aparelhos sem fornecer qualquer tipo de documentaçăo ou nota fiscal, como foi o caso de uma quadrilha presa na última quinta-feira (confira Memória).

Os celulares ficam expostos em vitrine e săo vendidos sem caixa ou acessórios. Em alguns estabelecimentos, é possível realizar o desbloqueio dos aparelhos, que, geralmente, săo travados pelos donos ao perderem o item em alguma situaçăo. “É superseguro. A gente consegue limpar tudo e ele fica novinho, como se tivesse saído da loja”, garante um vendedor, ao ser questionado sobre o serviço. O preço para fazer o procedimento varia de acordo com a marca do celular e pode chegar a R$ 200. Os comerciantes năo se inibem em oferecer o serviço, alguns até anunciam a prática em placas.

De acordo com os comerciantes, há marcas de celulares, como os da Apple, em que nem sempre é possível realizar o desbloqueio. No entanto, os vendedores encontram outra saída para năo perder o cliente. “Se você trouxer o aparelho aqui, posso dar uma olhada. Se năo der para resetar ele, a gente compra as peças”, informa.

Nas lojas de manutençăo, diversos celulares desmontados ficam expostos para a clientela. Um vendedor conta que as peças chegam das mais diversas formas. “Algumas, compramos pela internet, mas muita gente traz celular aqui, a gente compra, desmonta e usa em outros serviços. Eles chegam sem nota mesmo, pegamos só o aparelho”, diz.

No centro de Brasília, na Rodoviária do Plano Piloto, cerca de 700 mil pessoas circulam pelo local, de acordo com dados do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans). Apesar de o lugar ser monitorado por equipes da Agência de Fiscalizaçăo (Agefis) e contar com constantes rondas da Polícia Militar, a venda irregular de celulares se tornou comum. A grande movimentaçăo de público atrai os “comerciantes”, que querem fechar o negócio de forma rápida.

Abordagem

Os vendedores, geralmente, se instalam na plataforma superior da Rodoviária, próximo ao ponto de táxi. Eles ficam com os celulares na măo e abordam as pessoas que passam oferecendo o produto. “Tenho dois modelos aqui, um deles está R$ 250 e outro R$ 450. Vamos levar? Se você quiser, até troco em pulseira ou relógio”, oferece um “comerciante”, sem qualquer receio. Ele ainda informa que o celular vem fora da caixa e, caso o cliente exija, ele consegue “arrumar” um carregador. A poucos metros dele, havia quatro policiais militares, que năo davam nenhuma atençăo para a venda irregular.

O aparelho de valor inferior oferecido pelo ambulante é um Moto G, da marca Motorola. Nas lojas, ele é vendido por até R$ 800, ou seja, na Rodoviária, ele estava sendo comercializado cerca de 70% a menos do que o valor de mercado. O outro celular, um Samsung Galaxy G6, é encontrado nas lojas por cerca de R$ 1 mil, mais de 50% a menos do que a oferta do “comerciante”.

Em nota, a Agefis informa que tem equipe permanente na área central de Brasília, incluindo a Rodoviária. O órgăo também ressalta que năo fiscaliza nenhum produto específico e, por isso, năo tem dados de apreensăo somente de celulares. “Temos equipes de auditores combatendo atividades econômicas sem o devido licenciamento, que faz operaçőes nos pontos mais congestionados, mais denunciados e em eventos”, destaca.

 

Esquema de crime organizado

 

O comércio ilegal de celulares furtados e roubados no Distrito Federal se tornou uma forma de negócio organizada e bem profissional. Primeiro ocorre a subtraçăo do item, em seguida, ele é repassado para um revendedor e, por fim, chega às măos do consumidor final. Todas as etapas do esquema săo consideradas crime, mas se tornaram um comércio sólido na capital, que acaba impulsionando os índices criminais.

Este ano, a Polícia Civil realizou ao menos três operaçőes para combater organizaçőes criminosas especializadas em furto e roubo de celulares. Em uma delas, deflagrada em 5 de junho, os agentes prenderam 15 pessoas, acusadas de subtrair os aparelhos durante a Parada LGBT de Săo Paulo. Eles foram encontrados com 43 celulares na Rodoviária Interestadual de Brasília. Na última quinta-feira, os investigadores desarticularam grupo responsável por clonar cartőes de créditos de Săo Paulo, comprar aparelhos no Rio de Janeiro e revendê-los na Feira dos Importados.

As investigaçőes duraram 4 meses e conseguiram identificar que o grupo criminoso participava de diversos eventos em outros estados, furtavam os celulares e revendiam na capital do país. De acordo com a apuraçăo policial, até mesmo o pagamento dos motoristas que realizavam o transporte do bando era realizado com os aparelhos. Como năo foi possível configurar flagrante, os suspeitos năo responderăo por furto, mas por associaçăo criminosa e receptaçăo.

Esse tipo de açăo demonstra como o celular se tornou um objeto de desejo, tanto para o consumidor, quanto para os criminosos. De acordo com o delegado Ronney Matsui, da Coordenaçăo de Repressăo aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), os aparelhos săo compactos e de alto valor no mercado, o que faz com que ele seja tăo cobiçado pelos criminosos. “Existe um canal, um comércio irregular para receptar essas mercadorias e reincorporá-las no mercado”, explica o delegado. De acordo com ele, essa logística se consolidou justamente por causa dos consumidores. “O grande problema năo é a subtraçăo, mas sim as pessoas que compram esses produtos e fomentam o comércio”, constata.

Por causa das várias etapas do esquema, desde o roubo, ou furto, até a revenda, Matsui ressalta que o crime se tornou cada vez mais difícil de ser combatido. “Săo muitas pessoas envolvidas e năo temos um efetivo tăo grande na Polícia Civil para acompanhar todos os casos nem os pontos irregulares de venda”, lamenta. Matsui explica que, por ter pessoas com grande poder aquisitivo, o Distrito Federal se tornou um atrativo para os criminosos. “Apesar do trabalho de repressăo da polícia, que acaba afastando esses bandidos, temos um público que porta celulares de alto valor, que săo os preferidos dos assaltantes”, diz.

O investigador aponta que, além das vendas realizadas nas ruas ou em feiras comerciais, ainda há uma grande movimentaçăo do mercado pela internet. “Os aparelhos săo vendidos com um valor muito inferior ao comum. Quem pratica o roubo ou furto repassa por um preço baixo ao comerciante, que realiza um reajuste um pouco maior para o consumidor final”, destaca.

Para o delegado, a forma ideal de combater esse tipo de crime começa pelo consumidor. “Se as pessoas parassem de comprar os produtos, açăo que é considerada crime, năo haveria essa movimentaçăo no mercado, o que desmotivaria os assaltantes”, comenta. Segundo Matsui, quem for comprar um aparelho deve exigir nota fiscal. O delegado relata que a Polícia Civil investiga receptadores no Distrito Federal, e que novas operaçőes devem ser deflagradas ao longo do ano. “Estamos com investigaçőes em curso para levar esses comerciantes ilegais para a prisăo”, afirma.

É crime

Confira as penas para quem participa de alguma forma do esquema de comércio ilegal de celulares roubados ou furtados

Quem compra celulares de forma ilegal responde por receptaçăo dolosa e pode cumprir pena de 1 a 4 anos de detençăo.

Quem comercializa celulares advindos do crime responde por receptaçăo qualificada e pode cumprir pena de 3 a 8 anos de prisăo.

A legislaçăo prevê pena de 1 a 10 anos de prisăo para quem comete furto.

Para quem cometer o crime de roubo, a pena pode variar entre 4 e 10 anos.

Memória 

20 de setembro de 2018 

A Polícia Civil deflagrou a Operaçăo Hermes, que resultou na prisăo de duas pessoas responsáveis por clonar cartőes de crédito em Săo Paulo, para realizar a compra de celulares no Rio de Janeiro e revendê-los na Feira dos Importados, em Brasília. Celulares, computadores, máquinas de cartăo e dezenas de documentos foram apreendidos pelos agentes durante a operaçăo.

13 de julho de 2018 

Policiais da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) indiciaram 15 pessoas por receptaçăo, por terem adquirido celulares advindos de crimes. A operaçăo resultou na apreensăo de 25 aparelhos que foram subtraídos durante crimes como roubos e furtos. Com o auxílio do depoimento das vítimas, os policiais conseguiram identificar os suspeitos, que estavam em cidades do DF e do Entorno.

8 de março de 2018 

Agentes da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) prenderam oito pessoas acusadas de participar de um esquema criminoso especializado em desbloqueio de celulares furtados e roubados. A investigaçăo indicou que os suspeitos atuavam em Taguatinga, Ceilândia, na Feira dos Importados, em Águas Lindas de Goiás (GO) e em Goiânia. Dentro da associaçăo criminosa, cada integrante cumpria um papel. Havia aqueles que atuavam na ponta, cometendo furtos e roubos, e pessoas que repassavam ao grupo os aparelhos já subtraídos das vítimas. Os reféns bloqueavam os dados do celular acreditando que ele ficaria inutilizado, mas, por meio de um programa, criminosos conseguiam desbloquear o código e utilizar normalmente o celular.

20 de junho de 2017  

Policiais civis desarticularam uma organizaçăo criminosa especializada em furto de aparelhos celulares em comércio. O grupo, que se organizava em Santo Antônio do Descoberto (GO), atuava em pelo menos nove unidades da federaçăo, inclusive o DF. Eles planejavam cada etapa dos crimes de forma articulada. Três ou quatro integrantes entravam na loja pouco antes do fechamento e saíam pela manhă, quando o estabelecimento era reaberto, carregando os itens. Em seguida, os produtos eram revendidos de forma clandestina a receptadores. No total, 19 crimes foram cometidos na capital e o grupo teria faturado mais de 2 mil celulares avaliados em mais de R$ 2 milhőes. Os policiais cumpriram 34 mandados de prisăo.

10 de dezembro de 2017 

Investigadores da Delegacia de Repressăo a Roubos e Furtos (DRF) prenderam um funcionário da empresa de aviaçăo Latam Cargo por desviar smartphones que estavam em trânsito. O emprego foi preso com uma carga com 400 celulares, avaliada em R$ 250 mil. A suspeita é de que o homem repassa os aparelhos para uma banca da Feira dos Importados, que vende os celulares com preço abaixo do mercado. Ele também foi preso. A investigaçăo apontou que os criminosos deram prejuízo de mais de R$ 1,5 milhăo.

 

 

 

 

 

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Fonte: Cidades

SAIBA O QUE SERÁ NO LOCAL DOS PRÉDIOS IMPLODIDOS HOJE EM CAMPO GRANDE..

Com direito a contagem regressiva e palmas, o complexo Jambalaia, em Campo Grande, foi implodido às 7h deste domingo. Os cinco edifícios inacabados na Zona Oeste abrigavam 280 famílias em situação de risco, segundo a prefeitura do Rio. O procedimento durou 12 segundos e contou com 150 quilos de explosivos. Condenados pela Defesa Civil, os prédios tinham sérios problemas estruturais e riscos iminentes de incêndio e de desabamento. Parte de uma das construções chegou a desabar em 2013.

Em 2015, uma reportagem do EXTRA mostrou como os moradores viviam em condições insalubres, entre montanhas de lixo e esgoto a céu aberto. Uma das unidades chegava a ser ocupada por cavalos. As famílias que não queriam tomar banho de baldinho dividiam um único chuveiro improvisado ao ar livre: um cano por onde saía apenas um filete de água.

Segundo o prefeito Marcelo Crivella, que acompanhou a implosão, um condomínio do programa habitacional Minha Casa Minha Vida será construído no local. O novo condomínio terá 300 unidades, em que os antigos moradores serão reassentados, com previsão de entrega em pouco mais de um ano.

Neste ano, a prefeitura já realizou duas operações semelhantes na Mangueira, na Zona Norte. O primeiro prédio implodido foi o do IBGE, na Rua Visconde de Niterói, no dia 13 de maio. Na mesma rua, o segundo edifício era uma propriedade do Ministério da Fazenda abandonada, que foi implodida no dia 27 de agosto.

De acordo com o município, todos os antigos moradores serão reassentados em 1.200 apartamentos do Minha Casa Minha Vida que serão construídos na região.

fonte : extra