jornalista foi morto vítima de bala perdida, na noite deste domingo, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. De acordo com familiares, Daniel Lucas Gomes Delfino, de 27 anos, voltava para casa após um chá de bebê quando foi atingido por uma disparo na barriga na Rua Francisco Portela.
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Daniel trabalhou na Folha Dirigida, BandNews FM e TV Bandeirantes. Atualmente, ele trabalhava como analista de conteúdo em uma empresa de comunicação. Nas redes sociais, familiares e amigos deixaram homenagens ao jovem conhecido pela alegria e amor a profissão. “Nunca vi ele triste ou sisudo. Estava sempre animado ou animando a todos. Passava uma energia muito boa nos ambientes que passava”, disse um amigo.
Andre Felipe mostra homenagem nas redes sociais para o irmão – Maíra Coelho / Agência O Dia
“Ele era um cara que, podia acontecer o que acontecesse, estava sempre com um sorriso no rosto, com alegria. Não tinha dia ruim. Era contagiante. Uma tragédia”, lamentou outro.
“Um menino bom de grande coração, inteligente, esforçado e com tantas qualidades boas. Vai fazer muita falta, meu lindo. Meu irmão emprestado, uma dor imensa”, escreveu mais uma.
Nesta manhã, o irmão de Daniel, o supervisor André Delfino esteve no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, para liberar o corpo do jornalista. Ainda não informações sobre o velório e sepultamento do jovem.
Andre Felipe, 30 anos, supervisor (blusa rosa), irmão de Daniel, morto por bala perdida em Guadalupe esteve nesta manhã no IML – Maíra Coelho / Agência O Dia
Segundo informações do 41ºBPM (Irajá), o batalhão foi acionado para verificar ocorrência em uma rua do bairro de Guadalupe, nas proximidades da Avenida Brasil. O jovem não resistiu e morreu no local. Ainda segundo a corporação, não houve operação ou ocorrência envolvendo policiais militares na localidade.
De acordo com a Delegacia de Homicídios (DH) Capital foi instaurado um inquérito para apurar as circunstâncias e autoria do crime. A perícia foi realizada e diligências estão em andamento.
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Daniel Lucas Gomes DelfinoREPRODUÇÃO FACEBOOK
Daniel DelfinoREPRODUÇÃO FACEBOOK
Andre Felipe, 30 anos, supervisor (blusa rosa), irmão de Daniel, morto por bala perdida em Guadalupe esteve nesta manhã no IMLMAÍRA COELHO / AGÊNCIA O DIA
Andre Felipe mostra homenagem nas redes sociais para o irmãoMAÍRA COELHO / AGÊNCIA O DIA
Andre Felipe, 30 anos, irmão de Daniel, morto por bala perdida em GuadalupeMAÍRA COELHO / AGÊNCIA O DIA
Dois homens, ainda não identificados, foram assassinados na manhã desta segunda-feira na Rua João Barbalho, em Quintino, na Zona Norte do Rio. Bruno Bonfim Menezes foi vítima de bala perdida. Atingido no braço, ele foi socorrido e levado para o Hospital municipal Salgado Filho, no Méier.
De acordo com policiais da Delegacia de Homicídios (DH) Capital, dois homens ainda não identificados foram encontrados mortos no interior de um veículo.
Segundo informações passadas para a polícia, as vítimas estavam no interior de um veículo Siena quando um segundo veículo, Siena preto ( placa não anotada) emparelhou e de dentro deste, indivíduos efetuaram disparos de arma de fogo.
Bruno Bonfim Menezes, segundo relatos, colocava compras de mercado na mala de seu automóvel no momento dos disparos. Atingido no braço, Bruno está sendo submetido a uma cirurgia.
As investigações já estão em andamento na DH-capital para identificar a autoria e motivação para o crime.
O assassinato ocorreu por volta das 9h30, quando o aplicativo Onde Tem Tiroteio (OTT-RJ) alertou sobre tiros nas imediações da Igreja de São Jorge.
Um carro branco, envolvido na situação, está no local com várias marcas de perfurações. Ainda não se sabe se os dois mortos têm envolvimento com crimes.
A área fica na divisa de duas regiões. Uma controlada pelo tráfico e, a outra, por milícia.
Um menino de 9 anos, encontrado em uma praça de Ceilândia, no Distrito Federal, na noite deste domingo, contou a policiais militares que foi expulso de casa por sua mãe, que é alcoólatra, por ter se recusado a roubar. O Conselho Tutelar foi acionado e levou a criança para a residência de uma de suas duas irmãs.
De acordo com o sargento Edimilson, do 10º Batalhão de Polícia Militar, uma funcionária do Conselho Tutelar reconheceu o menino e confirmou que a mãe dele sofre com o alcoolismo. O policial militar disse ao EXTRA que uma das irmãs estaria tomando conta de outras crianças e não teria condições de abrigar também o irmão mais novo, que estuda em uma escola de Ceilândia. O pai deles já morreu.
Ainda segundo o sargento, a funcionária do Conselho Tutelar lembrou que levou o menino para a casa de uma das irmãs na semana passada, mas, por algum motivo que ela desconhecia, ele voltou a morar com a mãe. O PM afirmou que as pessoas na praça ficaram bastante comovidas ao escutarem a história do pequeno.
O pai do cantor Rick, que faz dupla com Renner, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) na madrugada da última quinta-feira (13/9), em Palmas (TO). O estado dele é grave
Vítor Antonio de Carvalho, de 86 anos, foi submetido a uma cirurgia de emergência depois de o quadro dele se agravar.
O artista cumpria agenda de shows em Rio Verde, quando recebeu a informação de que o pai havia piorado, Ele seguiu para Tocantins e está ao lado do pai.
No começo do mês, Rick postou uma foto ao lado do pai e do irmão. Um dia depois postou uma foto do de Vítor Antonio, comentando que ele é o único herói que ele conhece.
“Pai, marido, avô, um homem de verdade no qual me espelho para ser um ser humano cada vez melhor”, escreveu Rick na legenda da imagem.
HOMEM É MORTO EM PEDRA DE GUARATIBA.
Acabaram de matar um homem aqui saida da estrada do catruz ,com a estrada da matriz. ( ele atende pelo apelido de Galo , ele ja teve um restaurante aqui no vila mar ,perto do sancris ) segundo testemunhas , ele tomou 2 tiros… meus pesames aos familiares e amigos da vitima . Os motivos do crime ,ainda são desconhecidos e serão apurados pela Delegacia de homicidios
Ao todo, 237 pessoas estăo envolvidas no esquema fraudulento (foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpre, nesta segunda-feira (17/9), 45 mandados de prisăo contra acusados de integrar uma quadrilha nacional especializada em crimes cibernéticos e lavagem de dinheiro. Os mandados estăo sendo cumpridos em seis estados: Săo Paulo, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia, além do Rio de Janeiro.
Os investigados foram denunciados pelo Grupo de Atuaçăo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro, pela prática de crimes patrimoniais, com subtraçăo de valores das contas bancárias por meio de transaçőes fraudulentas, além de lavagem de dinheiro e organizaçăo criminosa.
Ao todo, 237 pessoas estăo envolvidas no esquema fraudulento. Esta é a segunda etapa da Operaçăo Open Doors, cuja primeira fase foi desencadeada em agosto de 2017.
Uma das fraudes aplicadas pelo grupo é o envio aleatório de e-mails e mensagens por celular a milhares de pessoas. As mensagens eram identificadas como sendo de instituiçőes bancárias e pediam para que os clientes atualizassem suas senhas clicando em um endereço específico na internet.
Ao clicar nesses endereços, as vítimas eram direcionadas a websites com programas capazes de capturar informaçőes de contas e senhas, que permitiam à quadrilha retirar quantias dessas contas de forma fraudulenta.
Outro golpe do grupo, que causava prejuízos ainda maiores segundo o Ministério Público (chegando a R$ 500 mil em alguns casos), era a ligaçăo telefônica para potenciais vítimas. Os fraudadores se faziam passar por funcionários de bancos para obter dados pessoais. Entre os alvos estavam inclusive funcionários do setor financeiro de grandes empresas.
“Os integrantes da organizaçăo adotaram mecanismos para camuflar a origem ilícita do produto de seus crimes econômicos, na figura típica conhecida como lavagem de dinheiro, por meio da utilizaçăo de ‘laranjas’ na compra de terrenos, apartamentos e salas comerciais e para a ocultaçăo de patrimônio”, diz nota do MP.
Como faz toda semana, o site TorrentFreak liberou nesta segunda-feira, 17 de setembro, mais uma edição da sua tradicional lista com os dez filmes que mais foram compartilhados em plataformas de torrent nos últimos sete dias.
Há quatro novidades nesta semana em relação à última lista. São elas: “Han Solo: Uma História Star Wars”, “Sicario: Dia do Soldado”, “Missão: Impossível – Efeito Fallout” e a animação “Next Gen”. Dois deles são originais vazados da Netflix.
Moon Jae-in, que se reuniu duas vezes com Kim Jong Un este ano, teve um papel chave de intermediário para tornar possível o encontro histórico entre o líder norte-coreano e o presidente americano Donald Trump (foto: AFP)
Seul, Coreia do Sul – A desnuclearizaçăo será a prioridade do presidente sul-coreano Moon Jae-in, que nesta terça-feira (18/9) chegará a Pyongyang para sua terceira reuniăo de cúpula com o líder norte-coreano Kim Jong Un, anunciou nesta segunda-feira a presidência sul-coreana.
O encontro representa uma nova etapa na aproximaçăo entre os dois países, apesar da estagnaçăo das negociaçőes do Norte com os Estados Unidos sobre a desnuclearizaçăo.
“Vamos pressionar por uma desnuclearizaçăo avançada do Norte e uma medida recíproca dos Estados Unidos, retomando rapidamente um diálogo sincero para estabelecer novas relaçőes pacíficas”, declarou o chefe do Estado-Maior do presidente sul-coreano, Im Jong-seok.
Moon Jae-in, que se reuniu duas vezes com Kim Jong Un este ano, teve um papel chave de intermediário para tornar possível o encontro histórico entre o líder norte-coreano e o presidente americano Donald Trump, celebrado em junho em Singapura.
Nesta reuniăo, Kim se comprometeu a “desnuclearizar a península”, mas sem entrar em detalhes. As partes năo chegam a um acordo sobre o que isto significa exatamente.
Washington quer uma “desnuclearizaçăo definitiva e totalmente verificada” do Norte.
As autoridades norte-coreanas denunciaram os métodos de “gângster” dos Estados Unidos, que acusam de querer um desarmamento unilateral sem fazer concessőes a cada etapa.
Im Jong-seok explicou que o presidente sul-coreano vai tentar mediar a situaçăo entre Washington e Pyongyang.
Durante a visita, Moon deve se reunir com Kim pelo menos duas vezes. Também assistirá a um concerto e visitará vários pontos da capital norte-coreana com sua delegaçăo, que inclui o herdeiro do grupo Samsung, Lee Jae-yong, e o vice-presidente da Hyundai Motor.
Maria José Batista: “Elas (empresas) năo se importam com uma possível puniçăo. Acho que a legislaçăo poderia ser mais dura” (foto: Fotos: Arthur Menescal/CB/D.A Press
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O Código de Defesa do Consumidor (CDC) completa 28 anos este mês e se consolida como um instrumento fundamental da relaçăo de consumo. Além de garantir os direitos de quem compra, a legislaçăo fez com que agentes públicos e as empresas adotassem medidas para respeitar e fidelizar o cliente. Apesar disso, ainda săo necessários ajustes para reduzir ainda mais os conflitos de consumo.
No Distrito Federal (DF), em média, 100 pessoas procuram o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon), diariamente, para tentar resolver desavenças com fornecedores, seja pessoalmente, seja por meio da plataforma on-line. Nos últimos dois anos, mais de 131 mil brasilienses buscaram o órgăo por se sentirem lesados. “A lei fica mais conhecida a cada dia. Com o consumidor sabendo dos seus direitos, ele exige pontualidade e valores justos. A relaçăo mudou muito, mas, infelizmente, ainda existe um desrespeito, principalmente quanto à qualidade do serviço”, disse o advogado especialista em direito do consumidor, Humberto Vallim.
As principais queixas no DF săo direcionadas a instituiçőes bancárias e financeiras, e às empresas de telefonia celular, cartőes de crédito, televisăo por assinatura e telefonia fixa. Alguns desses serviços săo administrados por agências reguladoras, e muitas vezes, as condutas específicas dos órgăos de regulaçăo văo de encontro à legislaçăo de proteçăo ao consumidor. “As agências estăo dominadas por interesses que năo atendem às necessidades dos usuários. É preciso construir um diálogo e dar voz a quem está sendo regulado. Dessa forma, será possível conciliar os interesses dos consumidores com o desenvolvimento econômico do serviço”, apontou Humberto.
A funcionária pública Maria José Batista, 65 anos, concorda com a afirmaçăo de Humberto. Para ela, os prestadores de serviços ainda desrespeitam o consumidor. Por cinco meses, ela recebeu cobranças indevidas de uma companhia telefônica, mesmo depois de cancelar o contrato. Recorreu ao Procon, e além de conseguir que as faturas parassem de ser enviadas, recebeu uma compensaçăo da empresa. “É bom saber que existe um código, mas as empresas parecem năo se intimidar quando o consumidor avisa que vai reclamar ou entrar na Justiça. Elas năo se importam com uma possível puniçăo. Acho que a legislaçăo poderia ser mais dura”, defendeu.
Ricardo Morishita, diretor do Departamento Nacional de Defesa do Consumidor (DNPC) entre 2003 e 2010, e presidente dos Órgăos Iberoamericanos de Defesa do Consumidor entre 2004 e 2006, defende a construçăo e năo reduçăo de direitos. “Precisamos de uma pactuaçăo entre as partes mais harmônica, sem retirar o debate do âmbito da populaçăo. Embora uma das partes seja a mais forte, isso năo significa que ela possa impor a sua vontade contra o mais fraco”, defende (leia Três Perguntas Para).
Avanços
Mesmo com pontos a melhorar, a legislaçăo é apontada como um marco para a sociedade brasileira. Estima-se que 92% da populaçăo nacional saiba do que o código trata e 96% tenham conhecimento dos seus direitos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “O código nasceu moderno e garante proteçăo à relaçăo de consumo. Ele surgiu para assegurar, além da proteçăo financeira, a honra, a dignidade e a saúde dos consumidores, algo que năo existia antes de 1990. Um ponto ou outro pode ser alterado, mas basta que o empresário entenda que o CDC é o melhor instrumento de marketing que existe”, ressaltou o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relaçőes de Consumo (Ibedec), Geraldo Tardim.
O acesso à informaçăo, o combate às propagandas enganosas e práticas abusivas, a reparaçăo do consumidor em situaçăo de dano e contratos menos extensos săo algumas das conquistas do código, que trouxe melhorias năo apenas para o cidadăo. “O código melhorou a relaçăo comercial no nosso país. Ainda năo vivemos em um cenário ideal, mas o consumidor já é visto pelas empresas de uma forma mais carinhosa. Quem năo se adaptou, saiu do mercado. Afinal, as pessoas esperam o mínimo de compromisso das empresas”, analisou Geraldo.
Três perguntas para
Ricardo Morishita, diretor do Departamento Nacional de Defesa do Consumidor (DNPC) entre 2003 e 2010, e presidente dos Órgăos Iberoamericanos de Defesa do Consumidor entre 2004 e 2006
Qual o principal ganho que o Código de Defesa do Consumidor trouxe para a sociedade brasileira?
Tanto fornecedores quanto consumidores participaram de um importante processo de cidadania. A grande contribuiçăo que a legislaçăo deixou para o Brasil foi, năo apenas a proteçăo de direitos, mas também a construçăo de relaçőes respeitosas entre clientes e empresas. Embora uma das partes seja a mais forte, isso năo significa que ela possa impor a sua vontade contra o mais fraco. Esse equilíbrio é uma mensagem de justiça muito importante, além de ser um valor essencial para o desenvolvimento do país.
Como as empresas podem trabalhar para evitar o descumprimento da legislaçăo?
A direçăo técnica dos fornecedores precisa construir um diálogo com a sociedade para conciliar as vontades dos consumidores. Está previsto na lei que os prestadores de serviços devem harmonizar os interesses da sociedade. O debate é importante para trazer segurança às pessoas. Esse é um movimento necessário para os próximos 30 anos de legislaçăo. Temos que construir direitos e năo reduzi-los. Precisamos de uma pactuaçăo mais harmônica, sem retirar o debate do âmbito da populaçăo. Tratar bem os clientes, além de ser uma relaçăo de respeito, é também um grande vetor de desenvolvimento.
O que pode ser feito para melhorar as relaçőes de consumo?
A melhora depende de cada um de nós. Em determinada medida, também somos fornecedores e, nesse posto, todos podem mudar a vida de outras pessoas e serem melhores consigo mesmos. Estamos mais sensíveis pelas relaçőes que sejam mais verdadeiras e respeitosas. Esse senso de justiça será guia fundamental para levar a sociedade a um patamar de mais civilidade. Se fizermos a coisa certa, estaremos no caminho certo.
O Museu Nacional exibiu hoje (16) uma pequena parte de seu acervo ao público na Quinta da Boa Vista, em tendas montadas em frente ao prédio centenário que foi parcialmente destruído por um grande incêndio há duas semanas. A exibiçăo envolveu a chamada coleçăo didática, que antes do incêndio era usada em mostras itinerantes do museu e emprestada para escolas.
Essa foi a primeira vez que o Museu Nacional exibiu sua coleçăo didática ao público desde o incêndio ocorrido em 2 de setembro. Visitantes da Quinta da Boa Vista, parque municipal onde se localiza o museu, tiveram a oportunidade de ver e tocar em animais empalhados, ossos de animais, amostras de rochas e insetos.
“Nosso objetivo é estar aqui todo domingo e manter essa relaçăo com a populaçăo, em permanente contato com o público que frequenta a Quinta da Boa Vista”, disse a educadora museal Andrea Costa.
Aline Souza, que mora perto da Quinta da Boa Vista, aproveitou a exibiçăo para mostrar as peças ao filho de 5 anos, que năo teve a oportunidade de conhecer o museu antes do incêndio. “Meu filho chorou quando soube do incêndio, porque ele nunca tinha vindo no museu. E a gente mora aqui do lado, deixou o museu queimar para depois vir”, lamentou.
“O Museu Nacional está vivo e, dentro das circunstâncias que vivemos, estamos nos adaptando para mostrar à populaçăo o que estamos fazendo e trazer a populaçăo para junto da instituiçăo neste momento tăo difícil”, disse o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner. Ele informou que pretende instalar um contêiner em frente ao prédio para dar informaçőes à populaçăo sobre a reconstruçăo da instituiçăo.
Recuperaçăo do museu
Alexander Kellner afirmou também é preciso esperar a conclusăo da estabilizaçăo estrutural do edifício atingido pelas chamas no último dia 2 para iniciar o trabalho de resgate do acervo que ainda está dentro do prédio. A garantia da estabilizaçăo das estruturas é importante também para que a Polícia Federal conclua sua perícia, segundo Kellner.
“Ainda tem acervo lá dentro que a gente năo sabe como está. Mas estou com grandes esperanças [de encontrar itens năo afetados pela tragédia]”, afirmou o diretor.
Ele espera que ainda seja possível incluir uma emenda parlamentar para o Museu Nacional no Orçamento da Uniăo de 2019. “Para que haja uma quantia vultosa e a gente possa reerguer pelo menos a parte estrutural, que a gente consiga fazer aquelas primeiras obras, como o teto permanente, tubos, cabos, enfim tudo aquilo que um prédio precisa”, disse.
Segundo o diretor, museus e governos de outros países têm entrado em contato com o Museu Nacional para oferecer ajuda. “O que a gente pede enquanto museu é: năo nos deem dinheiro, nos deem acervos. Só que nós temos que merecer esse acervo, ter as condiçőes năo só dignas mas excepcionais para cuidar desse acervo e nunca mais uma tragédia dessa aconteça”, disse.