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Passageiro morre após passar mal em avião de Montes Claros para São Paulo

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Equipe médica do Aeroporto de Guarulhos chegou a socorrer o passageiro
(foto: Reproduçăo da internet/Facebook/GRU Airport – Aeroporto Internacional de Săo Paulo)

Um passageiro de um voo de Montes Claros para Săo Paulo morreu na manhă desta sexta-feira. O homem tinha 38 anos e era da cidade do Norte de Minas Gerais. O voo partiu de Montes Claros com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos no início da manhă, com uma escala no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande BH. 

 

Segundo uma passageira que pediu para năo ser identificada, já no caminho para Săo Paulo, uma mulher que estava na poltrona ao lado percebeu que ele estava desmaiado e avisou a aeromoça. “Aí apareceram três médicos e começaram a fazer massagem cardíaca. O aviăo năo dispunha de desfibrilador. Tentaram e nada. Quando o aviăo pousou veio a equipe, mas pelo jeito já era tarde”, contou. 

 

Ela explica que a passageira que estava ao lado do homem é médica e percebeu que ele năo estava passando bem cerca de meia hora depois da decolagem de Confins. Durante todo o trajeto, os médicos a bordo tentaram reanimá-lo deitado no corredor. Eles chegaram a usar um aparelho de oxigênio. Quando o aviăo pousou em Săo Paulo, uma equipe de socorro de Guarulhos também tentou socorrê-lo e chegou a retirar o homem do aviăo, mas ele morreu. 

Os passageiro souberam da morte por meio de um dos médicos que auxiliou no socorro. “Falaram que a gente poderia sair pela porta de trás, mas depois mandaram todo mundo sentar porque era preciso aguardar a Polícia Federal”, contou a passageira. Eles ficaram no aviăo por cerca de uma hora e quarenta minutos. O desembarque foi autorizado por volta das 11h40, mas, conforme a passageira, agentes da PF năo entraram na aeronave.  

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Fonte: Brasil

Nubank ganha botão 'Cobrar' para lembrar amigos de transferência para NuConta

Usuários da NuConta, a conta corrente da fintech Nubank, agora têm um novo recurso que facilita na hora de cobrar amigos que prometeram dividir ou pagar aquela conta. O aplicativo agora possui um botão literalmente chamado “Cobrar” que lembra contatos de fazer uma transferência para a sua NuConta.

Basta tocar no botão e escolher o valor de cobrança desejado. Com isso, será gerado um link e um QR Code que pode ser enviado para amigos, juntamente com uma mensagem, por meio de qualquer rede social ou app de mensagem, como WhatsApp, Messenger ou por e-mail.

“Entre os usuários da NuConta, o valor é transferido automaticamente”, explica o Nubank. “Caso o amigo em questão ainda não seja cliente Nubank, os dados gerados pelo link ou QR code podem ser utilizados para fazer uma transferência via TED por meio de qualquer outro banco.”

Em outras palavras, o botão “Cobrar” é mais um lembrete a ser enviado para contatos pelo WhatsApp ou Facebook do que qualquer outra coisa. O recurso começou a ser liberado nesta semana e vai chegar gradativamente a todos os usuários.

Para ter acesso à NuConta, é preciso se inscrever em nubank.com.br/nuconta ou por meio do aplicativo do Nubank, disponível para Android e iOS.

Fonte: Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

Nascido sem pênis, homem recebe implante e perde a virgindade aos 45 anos

Andrew Wardle, nasceu com uma anomalia conhecida como extrofia da bexiga, uma condição que fez com que sua bexiga fosse formada na parte externa do corpo e o deixasse sem pênis. A condição raríssima afeta uma em cada 20 milhões de pessoas.

Durante anos, o morador de Manchester (Inglaterra) manteve tudo em segredo, até que decidiu falar sobre o caso do documentário “O homem sem pênis”, da Discovery Networks International, exibido em 2015 pela TLC.

Agora, o britânico voltou a ser notícia. Aos 45 anos, ele perdeu a virgindade após receber um implante de pênis.

Andrew Wardle Foto: Reprodução/Facebook

órgão biônico foi implantado durante cirurgia que durou 10 horas, no London’s University Hospital. A pele para cobrir o órgão artificial foi retirada do antegraço esquerdo do paciente.

Funcionou. Andrew teve sua primeira noite de amor, com a namorada húngara Fedra Fabian, de 28 anos, que ele conheceu um acampamento de férias onde os dois trabalhavam.

O britânico teve que permanecer com ereção por dez dias e teve que esperar seis semanas até ter a primeeira experiência sexual com penetração. Andrew usa um botão na virilha para inflar o pênis artificial.

“Fedra tinha marcado uma viagem romântica a Amsterdã (Holanda). Toda a manhã, eu tinha que testar o órgão e mantê-lo ereto por 20 minutos. Dois dias antes de partirmos, aconteceu. Foi legal e natural, como eu queria que fosse”, contou o inglês, segundo reportagem do “Metro”.

DESCANSE EM PAZ CRIANÇAS!!! QUEREMOS JUSTIÇA!!!

Abalada com a perda da mãe e dos dois únicos filhos, de 5 e 7 anos, atropelados na noite de quinta-feira, em Sulacap, Thamires Moura Silva, de 27 anos, disse que seu único pedido nesse momento é que o atropelador seja identificado e punido. Os familiares não conseguiram liberar nesta manhã os corpos da idosa Míriam de Moura, de 60 anos, e dos netos, que foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Campo Grande, na Zona Oeste. Com isso, o sepultamento está programado para acontecer na manhã deste sábado, no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte da cidade.

— Peço justiça. Ele (o atropelador) acabou com a minha família. Nenhuma dor vai trazê-los de volta, mas queria que houvesse punição para esse atropelador, pois da mesma forma que fez comigo vai fazer com outros — desabafou Thamires, que precisou ser amparada por parentes e amigos.

Ela contou que a rotina dos meninos Raphael, de 5 anos, e Kaio, de 7, era a escola, as aulas de reforço com uma explicadora, durante o dia, e as aulas de judô, à noite. Nesta quinta-feira, os dois saíram direito da explicadora para o culto na igreja messiânica do bairro, em companhia da avó Miriam. Os três foram atropelados quando voltavam para casa e estavam na Estrada do Catonho, a dez minutos de distância da residência.

Thamires contou que, no momento do acidente, estava saindo de Olinda, em Nilópolis, em direção à casa da mãe, para onde se mudou com os meninos, há cerca de um ano, desde que se separou do ex-marido. No caminho ela estranhou ao receber um telefonema pedindo para que voltasse para a Baixada Fluminense. O atropelador fugiu.

— Como já era muito tarde, imaginei logo o pior e que poderia ser algo envolvendo a minha mãe e meus filhos. Quando cheguei, me disseram o que tinha acontecido.

Pela manhã, Thamires publicou no seu perfil do Facebook um vídeo com uma colagem de fotos dos meninos e da mãe. Como música de fundo ela utilizou a canção “Espera eu chegar”, de MC Kevin, cuja letra diz “Que mundo é esse tão cruel que a gente vive / A covardia superando a pureza”. Ela contou que era uma das preferidas das crianças.

— Meus filhos eram crianças levadas, como é comum nessa idade, mas eram muito queridos por todos. Gostavam muito de cantar, de dançar e não cansavam de repetir que me amavam — contou, emocionada.

Miriam, mãe de Thamires, completaria 61 anos no próximo dia 28. A filha contou que estava preparando uma surpresa para comemorar a data. A polícia ainda não sabe se os três andavam na calçada ou tentavam atravessar a rua na hora do acidente. Moradores se queixam de que os motoristas passam em alta velocidade pela estrada.

Homem é morto quando chegava para abrir empresa na Zona Oeste

Homem é morto quando chegava para abrir empresa na Zona Oeste

Vítima teria reagido e levado ao menos dois tiros no rosto. Delegacia de Homicídios investiga o caso, ocorrido entre Realengo e Magalhães Bastos

Um homem foi morto a tiros na Estrada Marechal Fontenelle, no trecho entre Realengo e Magalhães Bastos, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta sexta-feira. Ele chegava de carro para abrir a empresa em que trabalhava quando foi rendido por criminosos armados.

O crime aconteceu por volta das 6h30. A vítima, ainda não identificada, trabalhava numa empresa que presta serviços de limpeza e conservação de ambientes. Diariamente, ele abria a empresa. Ele estava em seu Fiat Uno quando foi rendido. Ele teria esboçado reação e levou ao menos dois tiros no rosto, morrendo no local.Amigos que trabalhavam com a vítima disseram que ele trabalhou muito pra juntar dinheiro e comprar um Fiat Uno, que foi levado pelos bandidos. Abalados, eles falaram pouco sobre o crime.
“Esse bairro virou um parque de diversões para os bandidos. As pessoas saem para trabalhar de manhã e são assaltadas. O pior horário é de 5h até 9h. Todo dia tem assalto. É preciso ter leis mais duras para quem mata uma pessoa a troco de nada”, disse um aposentado de 61 anos, que mora naquela região.A Delegacia de Homicídios (DH-Capital) está no local e faz uma perícia na cena do crime. Diligências serão realizadas para desvendar o crime

ONU: aumenta o número de migrantes que entram na Europa por via terrestre

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Genebra, Suíça – Quase 18.000 migrantes em situaçăo irregular entraram na Europa por terra desde janeiro, número sete vezes maior que o registrado no mesmo período em 2017, anunciou a ONU, que indica a rota que vai da Turquia à Grécia como a mais utilizada.

De acordo com a Organizaçăo Internacional para as Migraçőes (OIM), mais de 20% dos migrantes sem documentaçăo que chegam ao continente europeu viajam por terra. “Os 17.966 que chegaram por via terrestre na Europa entre janeiro e setembro de 2018 representam um grande aumento na comparaçăo com os 2.464 registrados no mesmo período do ano passado”, afirma OIM em um comunicado.

O aumento coincide com uma reduçăo do número de pessoas que viajam pelo mar, pois a rota a partir da Líbia se tornou mais complicada com o aumento das patrulhas. A OIM indica que 74.500 migrantes chegaram ao continente europeu atravessando o Mediterrâneo desde o início do ano, contra mais 129.000 no mesmo período em 2017.

A agência da ONU destaca que a estrada entre Turquia e Grécia foi utilizada por 12.166 migrantes. Nos 12 meses do ano passado, a Grécia registrou a entrada de 5.550 pessoas por terra.

Em relaçăo aos outros 6.000 migrantes que chegaram à Europa desde janeiro por terra, a maioria optou por Ceuta e Melilla, territórios da Espanha na regiăo norte de Marrocos.

Os territórios, as únicas fronteiras terrestres da Uniăo Europeia com a África, săo cercados por grandes barreiras, “atacadas” com frequência pelos migrantes que desejam entrar na Espanha.

Mais de 50% das pessoas que entraram na Grécia partiram da Síria, Iraque e Afeganistăo, segundo a OIM.

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Fonte: Mundo

Série principal de 'Final Fantasy' retorna à Nintendo depois de mais de 20 anos

Em novembro de 1994, “Final Fantasy III” chegava às lojas dos Estados Unidos. Lançado na época para o Super Nintendo, o jogo fazia parte de uma era completamente diferente da história dos games: dominando o mercado ao lado da Sega, a Nintendo era ainda a principal parceira da Square, desenvolvedora da tradicional série de RPGs.

O que o público ocidental chamou de “Final Fantasy III” no Super Nintendo era, na verdade, o sexto episódio da série – no Japão, era “Final Fantasy VI”. Ele também era, até agora, o último jogo da série principal a sair para um console Nintendo.

Nos anos seguintes, a relação entre Nintendo e Square foi abalada e a desenvolvedora passou a ser uma das principais parceiras da Sony. “Final Fantasy VII”, lançado em 1997, é visto até hoje como um dos principais responsáveis pelo sucesso do PlayStation, fracasso do Nintendo 64, e da consolidação da Sony no mercado de consoles. Ele é também um dos mais aclamados jogos não apenas da franquia, como também da história dos games.

Depois de mais de 20 anos, “Final Fantasy VII” enfim será lançado para um console da Nintendo. E, junto dele, outros três jogos da série principal: “Final Fantasy IX”, “Final Fantaxy X/X-2 HD Remaster” e “Final Fantasy XII: The Zodiac Age”. A Square-Enix promete eles para 2019, mas ainda não deu data específica e nem preço.

A fabricante japonesa aproveitou o Nintendo Direct realizado na quinta-feira, 13, para anunciar o retorno de “Final Fantasy” para os seus consoles. Embora remakes e spin-offs da série tenham sido lançados depois que Nintendo e Square-Enix (uma fusão da antiga Squaresoft com a também japonesa Enix) voltaram a ser parceiras, o episódio principal mais recente disponível para fãs da Nintendo ainda era aquele lançado em 1994 para o Super Nintendo.

Além dos já citados, outros quatro jogos da franquia também estão a caminho do Switch: “Final Fantasy XV Pocket Edition”, que já tinha sido anunciado, chega nos próximos dias ao console. “World of Final Fantasy Maxima” será lançado no dia 6 de novembro, e “Chocobo’s Mystery Dungeon Every Buddy” sai até o fim do ano. Em 2019 será a vez de “Final Fantasy Crystal Chronicles Remastered Edition”, remasterização do game que marcou o retorno da franquia à Nintendo ao ser lançado em 2003 para o GameCube.

Dos jogos citados, todos vão chegar também ao Xbox – exceto “Crystal Chronicles” e “Chocobo’s Mistery Dungeon”. Apesar dos clássicos da franquia estrearem no console da Microsoft, a série “Final Fantasy” já estava presente no Xbox, com a trilogia “Final Fantasy XIII”, e no Xbox One, com “Final Fantasy XV”.



Fonte: Olhar Digital :: Olhar Digital Geral

Chuva que caiu no DF na noite de quinta pode se repetir nos próximos dias

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DF vive momento de transiçăo de temperaturas (foto: Ed Alves/CB/D.A Press
)

Dois dias após a tarde mais quente do ano no Distrito Federal, o tempo voltou a surpreender os brasilienses, que enfrentaram chuvas em pontos isolados na última quinta-feira (13/9). E a previsăo para esta sexta-feira (14/9) é de que o dia continue com mudanças na temperatura, indo de uma mínima de 17ºC para uma máxima de 31ºC, com um calor pela tarde que pode ser interrompido pelos 25% de chance de chuva em algumas regiőes.

Mas essas alteraçőes de temperaturas săo normais, apesar de assustarem aqueles que saíram de casa despreparados. O meteorologista Amilton Carvalho, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explicou: “O que estamos vivendo agora é um momento de transiçăo. Existe uma massa de ar seco sobre a regiăo central do Brasil, causando altas temperaturas e seca, mas ela vai diminuindo quando chega perto da segunda metade do mês de setembro. Ontem isso fez com que aumentasse a umidade, e acabou chovendo em pontos isolados”.

Apesar dessa transiçăo deixar o tempo mais instável, ela pode começar a ser um alívio para quem sofreu com desidrataçăo, lábios rachados e sangramento nasal, tăo comuns na seca de Brasília. A umidade relativa do ar já começa a aumentar, saindo do nível abaixo dos 20%, quando a populaçăo liga ainda mais o alerta. Para esta sexta, ela varia entre 70% e 25%, com um céu parcialmente nublado a períodos de nublado e possibilidade de chuva. 

Final de semana

Aqueles que já estăo fazendo planos para o final de semana no DF precisam estar prevenidos. A previsăo do Inmet é de um sábado e domingo com temperaturas altas, em cerca de 30ºC, mas com possibilidade de chuva. “Serăo dias quentes, mas a umidade năo fica tăo baixa. Devemos ter uma umidade do ar de 80% a 20%, e a chance de chuva deve ficar em torno de 30%”, finalizou Amilton. 

Na noite de quinta, quem passou por Taguatinga se surpreendeu com a chuva. Tanto que a pista molhada causou um acidente entre dois ônibus na regiăo, às 21h, deixando dois feridos e alertando para os cuidados nesse tempo. As vítimas foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros em estado estável e encaminhadas ao hospital, sem gravidade.

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Fonte: Cidades

APRESENTADOR VAI SE AFASTAR DA TV PARA CUIDAR DO VICIO DA COCAINA!

No Morning Show da Rádio Jovem Pan desta quinta-feira, 13, Leo Dias falou sobre seu vício em cocaína e anunciou que vai se afastar da televisão para dar início a um tratamento. Atualmente, ele tem um quadro diário no Fofocalizando, do SBT.

Ele contou que começou a usar a droga em 2001, quando morava na Austrália, e que a usa como uma espécie de fuga. “É fuga. Eu sou atacado diariamente por artistas e anônimos na internet. Eu lembro de uma vez que cheirei quase três dias seguidos, quando a Viviane Araújo prestou queixa contra mim na delegacia. Aquilo me deixou tão mal. Eu fujo. A cocaína foi a minha melhor companhia durante muito tempo”, falou.

“Eu não quero que ninguém tenha pena de mim, o culpado disso sou eu, fui eu que procurei a cocaína. Eu sei exatamente os meus erros e sei exatamente que eu sou responsável por tratar deles para ter uma vida digna”, disse ele, que revelou já ter tentado um tratamento em uma clínica de reabilitação convencional, que não funcionou.

Dias deu mais detalhes sobre seu tratamento, que vai durar duas semanas e que deve usar uma droga alucinógena chamada Ibogaína. “É um tratamento inovador, revolucionário, que pode chocar muita gente. Serão 12 horas ininterruptas de alucinação”, contou, dizendo que teve autorização do Ministério da Saúde para trazer essa droga para o Brasil. “Pode dar certo? Pode. Pode dar errado? Pode. Mas eu quero me submeter a isso.

Ele ainda falou que decidiu procurar tratamento após se dar conta de como isso estava atrapalhando seu trabalho. “Teve um problema com a Mara há um tempo, e aí eu soube que os diretores do SBT queriam a minha demissão, por ‘n’ razões, uma delas é porque eu faltei alguns dias. Aí o Silvio Santos falou assim: ‘Eu não vou demiti-lo por dois motivos. Porque ele é bom e porque ele tá doente’. Quando eu percebi que o Silvio sabia da minha doença – eu não era um drogado, eu era um doente. Eu sou pequeno demais perto do Silvio Santos”, falou. Leo Dias sai do Fofocalizando na segunda-feira, 17.

Fonte: Estadão Conteúdo

NÃO CONSEGUI EVITAR O SUICIDIO DA MINHA FILHA DE 24 ANOS….

Ana Luísa era doce, segundo seus familiares. Estava prestes a se formar na faculdade de moda e sonhava em abrir o próprio negócio. Como muitas garotas de 24 anos, tinha planos de se casar – e já tinha um namorado.

Ana Luísa queria viver, mas não conseguia. Ela sentia dor, o coração pulava do peito e os desmaios eram frequentes.

Nas últimas semanas de vida, já não dormia. Evitava os remédios que ajudavam no sono porque, segundo ela, os pesadelos e as lembranças vinham à tona sempre que fechava os olhos.

A mãe, a produtora de eventos Ana Rosa Augusto, de 52 anos, afirma que tentava de tudo. Dormia com a filha, dava carinho, procurou especialistas e fazia questão de não deixá-la sozinha.

Quando eu ia trabalhar, ela ia comigo. Se era dia de evento, a deixava com a avó. No último dia de vida de minha filha, pedi que ajudasse a avó a cuidar do meu sobrinho, de quem Ana Luísa era muito próxima. Ela foi. E não voltou mais”.

Pouco antes de entregar o trabalho de conclusão de curso, Ana Luísa passou a desmaiar, ter crises fortíssimas de ansiedade e palpitação. Como ela era magrinha, nós víamos o coração dela saltar do peito. Tanto eu como o pai achamos que era ansiedade por causa dos trabalhos finais na faculdade, mas, como os sintomas eram físicos, decidimos levá-la a neurologistas e cardiologistas. Fez todos os exames, que não apontaram qualquer tipo de anormalidade. Voltamos a acreditar na ideia da ansiedade e procuramos um psiquiatra, que fez o mesmo diagnóstico.

A gente sabe que para uma terapia funcionar, é preciso sintonia entre o paciente e o terapeuta. Não foi o que aconteceu com a minha filha. Ele receitou alguns ansiolíticos e remédios para dormir, mas as medicações não deram conta da dor que ela sentia. Ela apresentou o TCC, se formou na faculdade, mas os sintomas continuaram. Então, procuramos psicólogos. Entendemos que havia algo acontecendo e que ela não queria nos contar, e, talvez, com a terapia, nossa filha conseguisse se abrir. Depois de um ano de buscas, Ana Luísa se identificou com um terapeuta. Seis meses antes do suicídio, ela contou o que tinha acontecido.

Minha filha foi abusada sexualmente aos dez anos de idade, na escola particular onde estudava, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ela revelou isso à psicóloga e pediu para que a especialista contasse a mim e ao pai dela. Foi quando descobri que a minha menina foi estuprada por seis meses por um garoto seis anos mais velho, no banheiro, nas aulas de Educação Física. Por alguns meses, ela relutava e chorava, pedia para não participar das aulas esportivas. Eu não entendia. Mesmo sem saber o que estava acontecendo, consegui um atestado médico que a liberou. As férias chegaram e, no ano seguinte, o menino não estava mais na escola. Ana Luísa voltou à Educação Física sem pestanejar.

A partir de então, só ia à escola com uniforme masculino, roupas largas, que não mostravam o corpo. Um dia, ela me disse que um coleguinha do colégio comentou que meninos não gostam de meninas que usam roupas largas. Por isso, ela passou a usar. Não queria ser notada. Com o tempo, vieram roupas pretas, os cabelos descoloridos, uma tentativa de apagar a imagem daquela garotinha de dez anos. Ana Luísa passou a vida fugindo de si mesma. O gatilho para que a lembrança viesse à tona foi o namoro. Ela conheceu um rapaz, que cuidava e se preocupava muito com ela, e passou a lembrar dos momentos sombrios.

Em filmes, quando havia cenas de abuso, ela chorava e gritava. Se automutilava, cortava braços e pernas. Fazia cortes tão profundos que precisava levar pontos, na maioria das vezes. Fazia isso para aliviar a dor que sentia. Nas duas últimas semanas de vida, minha filha leu notícias sobre um estuprador que havia atacado mulheres em São Paulo e não conseguiu mais dormir. Coloquei ela na minha cama, deitávamos abraçadas, mas não adiantava. Quando dei por mim, ela não estava mais tomando os remédios para dormir. E me disse que, quando pegava no sono, era atormentada por pesadelos. Por isso, preferia esperar a dor passar acordada. Mas não passava.

Ana Luísa tentou se suicidar duas vezes, ingerindo doses maiores das medicações. Eu e o pai dela começamos a esconder todos. A cada dia, precisávamos escolher um esconderijo diferente.

Eu não a deixava sozinha em hipótese alguma. Quando tinha crise, a levava comigo para o trabalho. Conversávamos sobre tudo, inclusive sobre a sua vontade de morrer. Eu tentava de tudo. No dia em que tirou a própria vida, há três anos, eu disse que ela precisava ajudar minha mãe a cuidar do meu sobrinho, que tinha três anos à época. Ele e minha filha eram muito apegados. Levei ela até a casa da avó, esperei que entrasse no condomínio e segui para o evento que estava organizando. Uma hora depois, meu marido me ligou e disse que ela não havia chegado. Eu rebati dizendo que era impossível, eu a havia deixado lá dentro.

Ela não estava. Para a psicóloga, deixou uma mensagem de agradecimento, similar a que deixou para mim, para o pai e para o namorado. Ela dizia que não aguentava mais e ressaltava que a culpa não era nossa, mas que não conseguia viver com as lembranças. Se despedia e dizia que nos amava muito. Quando soube do sumiço dela, já imaginei o que tinha acontecido. Ao analisar as câmeras de segurança do prédio, vi que ela entrou, sentou no sofá do hall de entrada e ficou parada por um tempo. Pegou o celular, mandou as mensagens, e saiu. Foi a última vez que vi minha filha.

Sempre que Ana Luísa e eu falávamos sobre suicídio, ela explicava que não devemos divulgar a forma como as pessoas tiraram a própria vida. “Pode estimular outras pessoas a fazerem o mesmo”, ela dizia. Eu nunca contei o que houve, apesar de a notícia ter se espalhado. Hoje, faço parte de grupos que visam a prevenção do suicídio e tento ajudar garotas que, como a minha filha, têm uma dor para ser cuidada. Pelo Facebook, muita gente me procura para pedir ajuda – tanto pais como jovens. Transformei o luto em luta e só estou viva porque posso mudar outras vidas.

Desesperada, liguei para um amigo policial, descrevi a roupa que minha filha estava usando naquele dia. Eu imaginava onde ela estava e como ela tinha feito, não me pergunte porquê. Ele pediu para um colega averiguar, e esse agente a encontrou. Apesar de todas as certezas, corri para a minha casa. Pensei: “E se ela estiver em casa, no quarto dela, encolhidinha na cama?”. Não estava.

Não sinto culpa, eu fiz tudo o que pude. Conversei com ela e cuidei em todos os momentos. Ela nunca nos culpou. Eu sempre estive ao lado dela, éramos muito cúmplices. Onde eu ia, ela ia comigo. Se ela tinha trabalhos, eu a acompanhava. Ela sempre dizia: “Mamãe, quero ir com você”. Me chamava de “mamãe”. Hoje, quando converso com meninas que foram vítimas de abuso, descubro que o agressor sabe escolher a vítima certa, aquela que não vai abrir a boca. O abusador da minha filha dizia que, se ela dissesse algo, mataria a mim e ao pai dela. Ela aguentou tudo isso sozinha.

Aos pais, só peço uma coisa. Acreditem nos seus filhos e passem a sensação de que eles podem confiar em vocês. Quando nós descobrimos o que tinha acontecido com a Ana Luísa, a depressão já estava no grau máximo. Se ela tivesse compartilhado isso com a gente antes, talvez tivéssemos conseguido salvar a vida dela.

Hoje, sinto saudade. É um sentimento que cresce a cada dia que passa. A dor de perder um filho não passa nunca.”

*Se você está passando por algo semelhante ou conhece alguém que precise de ajuda, disque 188 – Centro de Valorização da Vida