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Último dia para concorrer a vagas com salários de R$ 10 mil no Sebrae

As inscrições do processo seletivo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) encerram nesta segunda-feira (3/9). No total, são oito vagas imediatas e salários de R$ 10.697,23 iniciais. Os interessados em participar da seletiva podem se inscrever aqui, até as 18h. A taxa, de R$ 100, deve ser paga até 5 de setembro.

Os selecionados atuarão em Brasília, com contratação pela CLT e carga horária de 40h semanais. As oportunidades são para analista-técnico, cargo que exige nível superior de escolaridade.

O processo seletivo busca profissionais para atuarem nas seguintes áreas: administração, tecnologia da informação, marketing, design, engenharia de produção e gestões de negócio, processo e projeto.

A seleção se dará inicialmente com avaliação curricular para comprovação dos pré-requisitos. Em seguida, os candidatos farão uma prova objetiva de conhecimentos básicos, específicos do cargo que pretendem e, em alguns casos, inglês. Essa etapa está marcada para o dia 30 de setembro, um domingo.

O quadro a seguir apresenta como serão divididas as questões:

REPRODUÇÃO/EDITAL

PIN THIS!

Também há previsão de provas de redação, na qual serão avaliados linguagem, estrutura do texto, correção gramatical, argumentação e conhecimento do tema apresentado. A etapa seguinte são entrevistas pessoais realizadas com gestores do Sebrae. Consulte o edital completo aqui.

ESSE SENHOR MORREU AOS 106 ANOS!! ELE FEZ UM BEM A HUMANIDADE…

Morreu nesta quarta-feira um verdadeiro herói. O inglês Sir Nicholas Winton foi o homem que, durante a Segunda Guerra, organizou o resgate de 669 crianças que seriam enviadas a campos de concentração nazistas.

 

 

 

 

Na época um corretor do mercado financeiro, Winton providenciou um total de oito trens para remover crianças judias da cidade de Praga, então ocupada pelo exército nazista. Ele morreu aos 106 anos, justamente na data em que, há 76 anos, o maior dos trens, com 241 crianças, deixou a capital da República Tcheca.

 

Em 1939, o inglês largou seu trabalho em Londres para ir a Praga salvar as crianças da morte quase certa. Os oito trens viajaram através de quatro países até o Reino Unido. Então, ele e seus parceiros de empreitada conseguiram convencer funcionários na fronteira a deixar as crianças entrarem no país, apesar da documentação incompleta.

Já em solo inglês, Sir Nicholas encontrou famílias para cuidar dos pequenos publicando anúncios em jornais.

Durante décadas, não se falou sobre o heroísmo do ex-corretor de valores. Mas, desde que os detalhes de sua aventura circularam pela Europa, ele vem sendo comparado ao empresário Oskar Schindler, que também salvou centenas de judeus durante a Segunda Guerra e teve sua história contada pelo filme “A lista de Schindler”, de Steven Spielberg. Sir Nicholas recebeu o título de cavalheiro da Rainha Elizabeth em 2003.

Seu enteado Stephen Watson disse à imprensa que Winton morreu tranquilamente, enquanto dormia, no hospital onde estava internado.

 

 

 

Após incêndio, cientistas avaliam o que restou do Museu Nacional

Os 200 anos de história do país foram queimados.” Em entrevista ao canal GloboNews, a avaliação de Luiz Fernando Dias Duarte, vice-diretor do Museu Nacional, fornece um resumo trágico do resultado do incêndio que devastou a mais antiga instituição científica do Brasil. Após os bombeiros controlarem o incêndio principal, em um trabalho que só foi concluído às 3h desta segunda-feira (03 de setembro), os pesquisadores iniciaram a avaliação das perdas do acervo. E, como já se temia, o estrago foi irreparável.

O físico Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), publicou em sua página do Facebook um relato do professor Paulo Buckup, que se reuniu a outros pesquisadores para tentar salvar parte do acervo durante o incêndio. “O prédio principal (Palácio da Quinta da Boa Vista) foi perda total, com a possível exceção da coleção de material tipo de moluscos que pude ajudar a salvar graças ao Claudio (técnico da Coleção) que nos guiou em meio à escuridão”, escreveu o professor do programa de pós-graduação em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Os funcionários que participaram do mutirão dos últimos momentos estão de parabéns pela coragem e dedicação, embora muito pouco tenhamos conseguido fazer.”

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De acordo com o relato de Buckup, as principais perdas aconteceram nos itens expostos e nas coleções que estava no prédio principal. Ele enumera o patrimônio mais atingido: “arquivo e acervo histórico, maior parte das coleções entomológicas, antropológicas, coleções de aracnologia, e crustáceos. O acervo de paleontologia e mineralogia talvez possa ser parcialmente resgatado se for feito um trabalho cuidados após o rescaldo. Das coleções de vertebrados, perderam-se os exemplares das exposições antigas que seriam incorporados na nova exposição, mas a maior parte do acervo científico está preservada”.

Entre as possíveis perdas, há verdadeiras relíquias da história, como o crânio de Luzia, o mais antigo registro humano das Américas que foi encontrado em Lagoa Santa (MG).Além de itens históricos dos povos que formaram o país, o Museu Nacional também abrigava uma acervo com objetos da Antiguidade greco-romana e até a maior coleção de história egípcia da América Latina.

Em uma imagem gravada por cinegrafistas da TV Globo, é possível verificar que o meteorito do Bendegó não foi destruído pelas chamas: descoberto em 1784 no interior da Bahia, é o maior já encontrado no país e pesa 5,36 toneladas. Composto de ferro e níquel, mede mais de dois metros de comprimento.

O Palácio de São Cristovão, antiga residência da família imperial que se tornou a sede do Museu Nacional, não tinha infraestrutura para a prevenção de incêndios. Desde 2014, o museu recebia apenas parcialmente a verba anual de R$ 520 mil destinada à conservação do local. Em comemoração aos 200 anos da instituição, em junho deste ano, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) assinou uma linha de investimento de R$ 21 milhões junto aos administradores do museu para a instalação da estrutura de segurança. Não deu tempo.

Durante as primeiras horas do incêndio, os bombeiros tiveram dificuldades para combater o fogo porque os hidrantes do local estavam descarregados. Foi necessário utilizar caminhões-pipa e a água de um lago do parque da Quinta da Boa Vista para que os 80 homens do Corpo de Bombeiros conseguissem controlar as chamas.

Algumas partes do museu desabaram e, mesmo após o controle do incêndio principal, ainda era possível notar pequenos focos de fogo na manhã desta segunda-feira. O início das chamas começou às 19h30, por motivos ainda não especificados. Não há registros de mortos ou feridos.

NÃO FOI FATALIDADE!!! NÃO FOI ACIDENTE!! FOI CRIME!!!

 

UM CRIME DE LESA-PATRIMONIO OCORREU NO RIO DE JANEIRO
Nao foi uma fatalidade ! Nao foi um acidente ! Foi um Crime de Lesa-Patrimonio devido ao descaso e inoperancia ! Ao longo dos anos TODOS foram avisados !

Nós, os Preservacionistas temos advertido PUBLICAMENTE contra o descaso e agora o Brasil perdeu o seu patrimonio nacional e tambem perdeu o Patrimonio de outros paises que ele guardava como se fosse um Depositario .

O Egito, certa data mandou representante que ao constatar o descaso com a Coleçao egipcia, solicitou que o acervo fosse devolvido. Em Agosto de 1995, descuidos na restauração do telhado ocasionaram o alagamento de todas as coleçoes de uma ala do Museu e mumias ficaram encharcadas e a perda foi total nos papiros e outros itens frageis .

A instituição foi criada há 200 anos. O acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, que foi consumido por um incêndio na noite desde domingo, tinha um dos maiores acervos histórico e científico do país – com cerca de 20 milhões de peças.

Entre os itens destruídos pelo fogo estam:
1) o fóssil mais antigo encontrado no Brasil, achado em 1974 e batizado de Luzia.
2) nas coleções de paleontogia, havia o Maxakalisaurus topai, dinossauro encontrado em Minas Gerais, o primeiro de grande porte a ser montado no Brasil.
3) o acervo de etnologia tinha artefatos da cultura indígena, como objetos raros do povo Tikuna,
4) acervo afro-brasileiro,
5) itens de culturas do Pacífico,
6) cerca de 1.800 artefatos de civilizações pré-colombianas.
7) acrevo precioso objetos de arte italiana, etrusca, greco-romanos trazidos com a Imperatriz Teresa Cristina,
8) centenas de artefatos egípcios, como múmias e sarcógafos.
9) outra raridade era o trono do rei africano Adandozan (1718-1818), doado pelos embaixadores do rei ao príncipe regente D. João VI, em 1811.
10) acervo de botanica e mineralogia
11) a Mumia Brasileira achada na caverna da Babilonia.
12) reserva tecnica de Arqueologia com centenas de projetos de pesquisa de Arqueologia inexoravelmente perdidos

E agora começamos a semana apurando as responsabilidades e cartas de Demissão sao esperadas para esta segunda feira !

Cão alerta mãe com latidos e salva criança de morrer asfixiada

Foto: Steve Finn

Louie, um cãozinho de 4 anos, da raça Cavalier King Charles Spaniel, está sendo considerado um herói depois que salvou uma criança de morrer asfixiada.

A menina Chloe Showell, de Dartford, Kent, na Inglaterra, se engasgou com seu próprio vômito.

Foi então que Louie saiu latindo feito um louco, correndo pelo apartamento, para alertar a mãe de Chloe, que correu pra verificar o que estava acontecendo. O curioso é que ele estava visitando a casa com a avó da menina.

Quando Shannon ouviu Louie latindo, ela pensou que ele pudesse ter visto alguém entrando no apartamento.

“Ele ficava latindo e latindo. Ele quase nunca faz isso, então eu não sabia o que pensar. Ele entrava e saia do quarto da Chloe. Eu disse para minha avó:’ Há algo errado’”, contou Shannon, a mãe da criança.

“Eu entrei e Chloe estava virada de bruços, pálida e não estava respirando. Ela vomitou e engasgou com o próprio vômito. Tudo que eu lembro de ter feito foi gritar”.

“Eu a peguei, dei um tapinha nas costas e ela vomitou novamente. Ela estava muito pálida, seus lábios ficaram azuis. Foi um grande choque. Foi a pior noite da minha vida.”

O socorro

O pai de Chloe, Tom, de 24 anos, a levou às pressas para o Darent Valley Hospital, onde os médicos disseram que Louie salvou sua vida.

A criança foi diagnosticada com bronquite e uma virose, desde então, está se recuperando.

Shannon, que tem mais dois filhos, garantiu que Chloe está viva graças ao cãozinho.

“Os médicos disseram que se não fosse por Louie e eu não tivesse chegado lá, Chloe poderia não ter sobrevivido”, disse Shannon.

“Ele realmente a salvou. Louie é meu herói. Se não fosse por ele, eu não teria minha filha linda. Ela estava com medo dele, mas agora eles são inseparáveis.”

O cão salva-vidas pertence a avó de Shannon, Maureen Tarrant, que o levou a casa da família naquele dia.

Shannon Weeks e a filha Chloe Foto: Steve Finn

Com informações do Daily Mail

Acervo de invertebrados foi salvo, diz diretora do Museu Nacional

Em meio às chamas e aguardando o controle do incêndio, a vice-diretora do Museu Nacional do Rio de Janeiro, Cristina Serejo, afirmou que “nem tudo foi perdido do acervo” do museu. Uma coleção de invertebrados escapou do fogo, pois fica em um prédio anexo, que não foi afetado pelas chamas. O museu tem três andares e prédios anexos, localizados na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na Zona Norte da capital.

 

 

 

 

 

Segundo Cristina Serejo, alguns pesquisadores conseguiram sair do prédio com seus acervos pessoais. Outros funcionários tiveram condições de retirar computadores pessoais.

O Museu Nacional do Rio reunia um acervo de mais de 20 milhões de itens de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia. No local, estava a maior coleção de múmias egípcias das Américas, havia ainda esqueletos de dinossauros e várias peças de arte.

É a mais antiga instituição histórica do país, pois o local foi fundado por dom João VI, em 1818. O museu é vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com perfil acadêmico e científico. Tem nota elevada nos institutos por reunir pesquisas diferenciadas, como esqueletos de animais pré-históricos e livros raros.

ROMÁRIO CHAMA GAROTINHO DE LADRÃO E EDUARDO PAES DE ASSASSINO!!!

O  O senhor pareceu acanhado no seu primeiro debate na TV, na Band. Que nota se dá?

 

Romário: Me dou nota seis. Me senti um pouco tenso. Mais tenso do que quando bati pênalti na final da Copa. Mas tudo tem a sua primeira vez, né? Serei mais incisivo e mais claro nos próximos. O Romário vai ser mais Romário (o próximo debate na televisão será o do SBT, dia 19).

Em que a sua candidatura difere da de Paes?

Paes quer posar de bom gestor. Ele é gestor, mas não bom. Fez uma ciclovia de papel e, por isso, é coautor de duas mortes. Fez um BRT que ninguém sabe onde começa e onde termina. Que bom gestor é esse? Além disso, vários secretários do atual governador fazem campanha para ele. Paes é a continuidade do governo Pezão (MDB).

E em que seu projeto difere do de Garotinho?

Garotinho é um desses caras que destruíram o estado. É um grupo diferente do atual, mas também é um grupo ruim. O cara tem três prisões, roubou mais de R$ 250 milhões da Saúde. Não sou eu que estou dizendo, está provado. Garotinho e Paes não poderiam nem estar disputando a eleição. Os dois só estão por (meio de) liminar. Infelizmente, isso só acontece no Brasil. No início, minha intenção era fazer uma campanha propositiva, mas não posso deixar esses caras falarem de mim. Eles não têm moral para isso.

A sua vida financeira tem sido questionada, por causa das dívidas que o senhor acumula.

Tenho as minhas dívidas, e isso está sendo resolvido na Justiça. Existe um valor acima do que a gente entende que é normal, com juros exorbitantes, e estou contestando isso. E eu tô falando de dinheiro meu; não tem dinheiro público envolvido. Dinheiro meu, eu dou para quem eu quiser.

Mas o questionamento é em relação à sua capacidade como administrador.

Na vida pessoal, tenho problemas que vão ser resolvidos. Nada com corrupção. Como administrador público, não podem dizer se sou bom ou ruim. Nunca fui. Quero ter a oportunidade de ser. Os que foram estão na Lava Jato. Na vida pública, como deputado e senador, sempre estive na lista dos melhores parlamentares daquele prêmio ‘Congresso em Foco’. Sou negro. Cresci na favela. Garoto, quando ficava doente, ia para hospital público. Para ir treinar, usava o transporte público. Estudei em escola pública. Sei o que o povo passa. Vou fazer de tudo para melhorar isso.

Como jogador, o senhor tinha fama de marrento. Caso se eleja governador, como gostaria de ser reconhecido?

Trabalhador.

FONTE : O DIA

Prédio do Museu Nacional não corre risco de desabar, segundo os Bombeiros

O prédio do Museu Nacional, que sofre um incêndio na noite deste domingo (2), não corre risco de desabar, afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Roberto Robadey. Segundo ele, as paredes externas do prédio são bastante grossas e, embora muito antigas, resistiram ao fogo. “Algumas partes internas desabaram”, afirmou.

O comandante dos bombeiros contou também que os dois hidrantes existentes ao redor do imóvel não funcionaram, por isso o combate ao fogo começou com atraso. “Tivemos que acionar a Cedae (companhia estadual de água e esgoto), que nos forneceu água. Agora tenho a certeza de que não faltará água, mas no início realmente tivemos problema”, afirmou.

Segundo Robadey, o prédio não tinha um sistema adequado de proteção contra incêndios. A legislação que exige esse tipo de estrutura é de 1976, quando o prédio já tinha mais de cem anos. Conforme o comandante dos bombeiros, há cerca de um mês representantes do museu procuraram os bombeiros para tratar da instalação de um sistema de proteção contra incêndios.

Funcionários do museu e bombeiros conseguiram salvar uma parte do acervo, retirado antes de ser atingida pelo fogo. Uma das partes salvas foi a coleção de tipos de malacologia (ramo da zoologia que estuda os moluscos). O comandante disse que outras partes também foram preservadas, mas às 23h45 o incêndio ainda não estava controlado e não era possível fazer uma avaliação definitiva.

 

Há 3 meses, Museu Nacional assinou contrato de patrocínio com o BNDES

Há três meses, por ocasião da celebração de seus 200 anos, o Museu Nacional assinou com o BNDES um contrato de patrocínio no valor de R$ 21,7 milhões. Os recursos serviriam à restauração do prédio histórico e fizeram parte da terceira fase do Plano de Investimento para a revitalização do Museu Nacional, e somaram-se a R$ 24 milhões destinados nas duas fases anteriores pelo BNDES. O museu pegou fogo neste domingo, 2.

O valor teria as seguintes finalidades: “A recuperação física do prédio histórico; a recuperação de acervos – de modo a garantir mais segurança às coleções e otimizar o trabalho dos pesquisadores -; a recuperação de espaços expositivos – estimulando maior atração de público e promoção de políticas educacionais vinculadas a seus acervos -; a revitalização do entorno do museu; e o fortalecimento da instituição gestora”, conforme divulgado à época pelo BNDES.

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O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, disse que o dano do fogo ao acervo é “irreparável”, e afirmou que o acidente poderia ter sido evitado. Ao tomar ciência do incêndio, ele divulgou a seguinte nota: “Um incêndio está destruindo o Museu Nacional, que pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro. É uma imensa tragédia. Trata-se do museu mais antigo do país. Completou 200 anos em junho. Tem um acervo fabuloso em diversas áreas. Aparentemente vai restar pouco ou nada do prédio e do acervo exposto. A reserva técnica não foi atingida. É preciso descobrir a causa e apurar a responsabilidade. O BNDES assinou em junho um contrato de patrocínio no valor de R$ 21,7 milhões. Tenho procurado ajudar a instituição desde que entrei no MinC. O Instituto Brasileiro de Museus realizou diversas ações. Infelizmente não foi o suficiente. Temos que cuidar muito melhor do nosso patrimônio e dos acervos dos museus. A perda é irreparável. Certamente a tragédia poderia ter sido evitada. O MinC está de luto. A cultura está de luto. O Brasil está de luto É vital refazer o Museu Nacional, revendo também seu modelo de gestão. E investir agora para que isso não aconteça nos demais museus públicos e privados”.

 

Museu Nacional abrigava múmias e o crânio de mais antiga brasileira( FOTOS)

Ofogo que consome as estruturas do Museu Nacional é a imagem-símbolo de como o Brasil costuma lidar com a ciência e a preservação de nossa história. Com 200 anos completos no dia 6 de junho,essa era a mais antiga instituição científica do Brasil e dona do maior acervo de história natural da América Latina, com mais de 20 milhões de itens. Nos últimos anos, entretanto, o orçamento destinado ao museu ficou cada vez mais reduzido, deixando evidente a necessidade de reformas para a preservação do acervo. Não deu tempo.

O incêndio, que começou por volta das 19h30 deste domingo (2 de setembro), não deixou feridos. Ainda não é possível saber como o fogo começou e nem a extensão dos danos ao acervo do museu, localizado no Palácio de São Cristovão, na Quinta da Boa Vista. Mas as imagens divulgadas dão conta que o estrago é grande: milhares de itens em exposição e que estavam nos arquivos da instituição correm o risco de serem destruídos pelo fogo.

São verdadeiras relíquias da história: a maior coleção de meteoritos do Brasil, fósseis de milhões de anos e o crânio de Luzia, o mais antigo registro humano das Américas que foi encontrado em Lagoa Santa (MG). Além de itens históricos dos povos que formaram o país, o Museu Nacional também abrigava uma acervo com objetos da Antiguidade greco-romana e até a maior coleção de história egípcia da América Latina.

Sob o nome de Museu Real, a instituição foi fundada pelo rei Dom João VI em 6 de junho de 1818, quando o Brasil ainda era uma colônia portuguesa. Ao longo do século 19, após a independência, o museu se tornou uma das instituições mais importantes das Américas. O Palácio de São Cristovão, antiga residência destinada à monarquia brasileira e localizado na zona norte do Rio de Janeiro, tornou-se sede do Museu Nacional em 1892, após a Proclamação da República.

Durante  200 anos, a instituição recebeu diferentes itens que contam o passado brasileiro. Nas últimas décadas, o Museu Nacional era vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que passa por problemas financeiros graves. Desde 2014, o museu recebia apenas parcialmente a verba anual de R$ 520 mil destinada à conservação do local. Em 2018, algumas salas estavam fechadas por conta da falta de verbas.

Confira a seguir alguns dos principais itens que pertenciam ao acervo do Museu:

Meteorito do Bendegó
Descoberto em 1784 no interior da Bahia, o meteorito do Bendegó é o maior já encontrado no país e pesa 5,36 toneladas. Composto de ferro e níquel, mede mais de dois metros de comprimento. Foi transferido para o museu a mando do imperador brasileiro Dom Pedro II.

O crânio de Luzia
Com idade estimada entre 12,5 mil e 13 mil anos, o fóssil foi encontrado em 1974 na região de Lagoa Santa (Minas Gerais) e batizado como “a primeira brasileira”. Em 1988, o pesquisador Walter Neves percebeu que a ossada era bem diferente da dos índios brasileiros atuais. Assim, os cientistas começaram a desconfiar que, além da primeira, uma segunda onda migratória, com traços mais asiáticos, poderia ter ocorrido há mais de 12 mil anos.

Coleção egípcia
O Museu Nacional era um dos únicos do planeta que preservava uma múmia do Antigo Egito de maneira intacta. Adquiridas em 1826 por Dom Pedro II, a coleção de sarcófagos e de restos mortais mumificados era a maior da América Latina. Um dos túmulos nunca foi aberto por um pedido expresso do imperador: os pesquisadores cumpriram a promessa e fizeram posteriormente uma análise a partir de tomografias computadorizadas.

No acervo, há o esqueleto de um gato mumificado (animal que era considerado uma divindade no Egito Antigo), além da múmia de uma cantora religiosa que atuava no templo do deus Amon. Ao realizar uma análise, foi possível verificar que a garganta da mulher fora “preservada” com tecido e resina para cumprir seu papel no pós-morte.

Arqueologia clássica
Assim como nos grandes museus europeus, a instituição brasileira possuía um acervo de obras e estátuas da Antiguidade graças ao apoio da família imperial brasileira: Tereza Cristina, que se casou com Dom Pedro II, trouxe uma coleção de objetos resgatados da cidade romana de Pompeia, destruída em 79 d.C após a erupção do vulcão Vesúvio. O museu também adquiriu posteriomente dezenas de objetos da época clássica, como cálices do século 8 a.C, vasos do século 4 a.C e estátuas atribuídas a divindades greco-romanas.

Paleontologia
Com um dos maiores acervos da América Latina, o Museu Nacional contava com fósseis encontrados no Brasil de diferentes períodos geológicos. A coleção de pterossauros era considerada uma das mais completas do planeta, além de exemplares de dinossauros que habitavam o território que atualmente corresponde ao nosso país.

 

lobo.