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Homem é preso suspeito de espancar filha de três meses no RJ; criança sofreu traumatismo craniano.

Homem é preso suspeito de espancar filha de três meses; criança sofreu traumatismo craniano.

Pai do bebê foi preso e indiciado pelo crime de maus tratos.
Um homem foi preso pela suspeita de ter espancado a própria filha de três meses. A criança está desde a noite da última segunda-feira internada no Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, Zona Norte do Rio. De acordo com a Polícia Civil, a menina apresentou um quadro de traumatismo craniano, além de outras lesões “compatíveis com características de agressões domésticas”. O caso foi registrado na delegacia do Méier, a 23ª DP, que investiga o caso. Já o pai da criança teve a prisão cautelar decretada pela Justiça.

Segundo os agentes, o avô paterno da menina procurou os policiais depois que soube do que ocorrera com a neta — ele já desconfiava do pai dela. Na ocasião, relatou aos policiais que, ao chegar na casa onde vivia a criança, localizada no bairro do Rocha, também na Zona Norte, a mãe da menina estava desesperada, com o bebê desfalecido em seu colo. Ele, então, acompanhou o casal até o hospital para o socorro da vítima.

Aos agentes, a mãe do bebê contou que deixara a criança com o marido no momento em que foi tomar banho e que, ao retornar, o bebê estava “todo mole”. Questionou o companheiro sobre o que havia acontecido; mas ele alegou que nada tinha acontecido. A mulher, no entanto, ressaltou para os policiais que ele não “tinha paciência com a criança” e que já havia ocorrido outro episódio de agressões.

O pai da menina, por sua vez, apresentou aos policiais versões com contradições e inclusive tentou atribuir a culpa das as lesões na criança à mulher. Em outro momento, após tomar ciência de sua prisão em flagrante, afirmou que dormiu e a criança teria deitado sobre seu peito. A menina, ele argumentou para os agentes, teria caído da cama o que explicaria o traumatismo craniano.

Ainda segundo a Polícia Civil, a médica responsável pela documentação hospitalar constatou que o quadro clínico da vítima não era compatível com a versão apresentada e que a equipe de pediatras concordaram que “se tratava de um caso suspeito de maus tratos”.

Além disso, o médico que prestou os primeiros socorros à menina afirmou que, além da hemorragia e dos hematomas, um exame de Raio-X demonstrou haver traços de uma fratura na perna esquerda do bebê, já com sinais de calcificação, ou seja, é anterior às tratadas pelo médico naquela noite.

Bebê recém-nascido morre engasgado com leite materno, enquanto dormia

Uma fatalidade foi registrada em Cuiabá na madrugada desta quinta-feira (30), quando um bebê recém-nascido, de apenas 18 dias, morreu depois de engasgar com leite materno. Ele foi levado para um hospital particular, mas não resistiu. A Polícia Civil vai investigar o caso.

De acordo com o boletim de ocorrência, foi o avô da criança quem correu com o bebê para o hospital São Judas Tadeu, no bairro Praeiro, em Cuiabá.

A Polícia Militar foi acionada pela enfermeira que socorreu o bebê, identificada como Aila Padilha. Segundo a profissional, a criança já teria chegado à unidade de saúde sem os sinais vitais, mas sem fratura. Ela contou também que poderia ser um caso de broncoaspiração.

Consta no registro da ocorrência que os médicos realizaram um procedimento para desobstruir as vias aéreas da criança, mas não tiveram êxito. Ainda conforme a enfermeira, teria havido sangramento nas vias aéreas do bebê, e encontrados vestígios de leite, o que não foi considerado normal.

Os pais da criança estiveram no hospital depois que a PM saiu. Em prantos, a mãe teria contado que percebeu a fatalidade quando acordou e viu que o bebê estava roxo. Disse ainda ter percebido a presença de leite e sangue no lençol da cama.

O investigador Giovani Damasceno, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoas (DHPP), esteve no local para as providências. O caso vai ser investigado.

Após morte de criança, Regina Casé e Globo sofrem processo milionário

A apresentadora Regina Casé está sendo processada por danos morais por um casal morador de Campinas, em São Paulo. Segundo o jornalista Leo Dias, do Fofocalizando, o caso se deu após a TV Globo exibir uma imagem de uma entrevista com uma criança de 8 anos durante o programa Esquenta, comandado por Regina.

Nas imagens, o menino, que tinha um tumor cerebral e estava internado, fala sobre sua condição. O garoto, porém, é filho do casal responsável por iniciar a ação judicial.

Conforme Dias, a criança não teve autorização dos pais para gravar a entrevista, portanto a imagem dele no Esquenta foi indevidamente transmitida. Para piorar toda a história, o menino morreu cinco dias após a visita da Globo ao hospital no qual ele estava.

Desta forma, processando tanto Regina quanto a emissora carioca, os pais pedem indenização de R$ 3,9 milhões. A apresentadora global já foi convocada pela 18ª Vara Cível a depor no próximo dia 20 de setembro, no Rio de Janeiro, e apresentar defesa.

Homem mata namorada com tiro na cabeça

Na manhã desta quinta-feira (30), por volta das 11h30, João Carlos dos Reis Arantes, 23 anos, desferiu um tiro na cabeça da namorada, Mônica Gonzaga Bentavina, 23. O crime ocorreu na Rua Imperatriz, Vila Verdes Mares, em Goianira.

A Polícia Militar recebeu uma denúncia a respeito de um tiro que pessoas teriam ouvido na rua mencionada. No endereço, os moradores da região disseram aos policiais que após ouvirem o disparo, um indivíduo pediu socorro. A vítima morreu a caminho do hospital.

O acusado foi detido em flagrante pela Polícia Militar. De acordo com João Carlos, o tiro foi “acidental e queria apenas assustar a vítima”. Ele alega que pensou não haver munição na arma, apontou para a namorada e disparou. Os dois começaram um relacionamento no dia 15 de julho deste ano. o caso está sendo investigado pela Polícia Civil da cidade.

*Fabrício Moretti é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Thaís Lobo

Candidata a deputada, MC Bandida promete prótese gratuita no bumbum

Candidata a distrital, MC Bandida promete prótese gratuita no bumbum

A estratégia eleitoral de Valéria de Valeria Maria de Santana (Avante), mais conhecida como MC Bandida, é investir na retaguarda. Na tarde desta quinta (30/8), a funkeira e candidata a deputada distrital prometeu trabalhar para que mulheres com baixa autoestima possam ter direito a próteses gratuitas de silicone no bumbum.

O procedimento, que segundo ela seria custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), também valeria para implantes nos seios.

“Vou lutar pelas mulheres de baixa renda e pouca autoestima. Essas batalhadoras merecem ser empoderadas”, disse MC Bandida, conhecida por fazer protestos seminua em frente ao Congresso Nacional.

Não é a primeira vez que a funkeira se candidata a cargos eletivos. Em 2014, ela tentou vaga de distrital. Naquele ano, estava filiada ao PHS e teve 237 votos.

Menino de 9 anos comete suicídio após contar a colegas de escola que era gay

O debate sobre bullying e suicídio volta à tona após a morte do menino americano Jamel Myles, de 9 anos. Ele teria tirado a própria vida, na última quinta-feira, dia 23, poucos dias após ter dito a seus colegas de classe que era gay, segundo sua mãe, Leia Pierce. Em entrevista ao jornal “Denver Post”, ela contou que atribui a atitude desesperada do filho ao deboche e aos comentários cruéis de outras crianças da Escola Fundamental Joe Shoemaker, em Denver, nos EUA.

Leia Pierce relatou ao jornal que, durante as férias de verão, o menino disse a ela pela primeira vez que era homossexual. Logo depois, ele teria contado aos colegas.

— Ele parecia tão assustado quando me contou. Ele disse: “Mamãe, eu sou gay”. Eu pensei que ele estava brincando, então olhei para trás, porque estava dirigindo, e ele estava tão assustado. E eu disse: “E eu continuo amando você” — contou Leia, acrescentando que o filho queria muito contar para seus colegas da escola. — Ele foi para a escola e disse que iria contar para as pessoas que era gay porque estava muito orgulhoso.

As aulas começaram em uma segunda-feira. Quatro dias depois, Jamel foi encontrado morto em casa.

— Quatro dias foi tudo o que durou na escola. Eu nem consigo imaginar o que disseram para ele — lamentou Leia. — Meu filho contou para a irmã mais velha que as crianças da escola disseram a ele para se matar. É tão triste que ele não tenha me procurado.

Comissão de conselheiros foi instalada na escola de Jamel

O Distrito Escolar do Condado de Denver instalou uma comissão de conselheiros para os estudantes da escola de Jamel. Cartas foram enviadas aos pais na sexta-feira, lamentando a morte de Jamel, “uma perda inesperada para a nossa comunidade escolar”, e aconselhando as famílias a ficarem atentas a sinais de estresse nas crianças.

“Nosso objetivo é ajudar vocês a contarem a notícia aos seus filhos da forma mais apropriada possível, com todo o apoio necessário. Então, sintam-se à vontade para nos procurar para saberem como lidar com a situação”, diz a carta.

Em entrevista à BBC, Will Jones, porta-voz do distrito, afirmou que os professores da Escola Fundamental Joe Shoemaker “estão criando um espaço para os estudantes compartilharem como estão se sentindo e processarem suas emoções”. Professores do 4º e do 5º ano se reunirão com as famílias individualmente:

— Nossa prioridade é cobrir todas as questões envolvidas neste caso, para manter todos os estudantes seguros e revisar de forma justa e completa os fatos envolvidos nesta trágica perda.

Apesar da dor, a mãe do menino tenta alertar as famílias sobre as consequências do bullying. Ela também cobra responsabilização dos pais daquelas crianças que praticam bullying contra outras.

— Nós, pais, devemos ter responsabilidade pelo bullying — afirmou Leia. — Eu acho que os pais devem ser punidos porque, obviamente, eles estão ensinando as crianças a agirem assim ou estão tratando-as dessa forma.

Ajuda profissional é importante, dizem especialistas

De acordo com Fabio Barbirato, psiquiatra infantil da Santa Casa de Misericórdia do Rio, a primeira coisa que pais devem fazer nessa situação é procurar ajuda profissional, de psicólogos ou psiquiatras especializados em desenvolvimento infantil. Isso porque, com apenas 9 anos, a sexualidade ainda não está definida, nem a criança tem capacidade cognitiva de compreender o assunto.

— Uma criança de 9 anos não tem essa percepção da sexualidade, nem tem interesse sexual. Acho pouco provável que um menino de 9 anos saiba definir isso, porque a sexualidade é construída ao longo da vida. Aos 9 anos, a criança ainda é considerada assexual — explica ele.

Barbirato destaca que os pais precisam estar atentos aos possíveis porblemas pelos quais os filhos passam.

— Homossexualidade é normal, não é doença. Mas o estranho é que o menino tenha tido a capacidade de se perceber homossexual ainda aos 9 anos. O que ocorre muitas vezes é uma sexualidade precoce estimulada por fatores externos — diz ele. — Acredito que, talvez, ele estivesse sofrendo transtornos de identidade de gênero ou depressão, e isso não tenha sido observado e tratado corretamente. Os pais precisam dispnesar algum tempo em sua rotina diária para conversar com os filhos, jantar, passar um tempo livre com eles. Só assim conhecerão o que preocupa seus filhos.

Segundo a psicóloga Sally Carvalho, especialista em clínica infantil pela PUC-Rio, não basta que uma criança que se diz homossexual tenha aceitação e apoio dentro da própria família. Ela precisa, também, se sentir aceita pelos grupos sociais nos quais está inserida — e a escola é, em geral, o principal deles. Por isso, além de dar suporte, é importante que qualquer família nessa situação informe à escola e discuta esse assunto com diretores, professores e psicólogos.

— No caso de Jamel, quando ele disse “mãe, eu sou gay”, ele estava dizendo ” mãe, eu sou gay, o que eu faço?”. Era um pedido de orientação, de ajuda. Ele teve como resposta que é amado pela família, o que é muito importante, mas não costuma bastar. Ele também tinha a necessidade de ser aceito pelo grupo, ainda mais em se tratando de uma criança. A mãe, por não ser orientada sobre como lidar com o assunto, não falou sobre essa questão com a escola e com os responsáveis por outros ambientes que o filho pudesse frequentar. Ela pode ter subestimado a situação. A família deveria, ao tomar conhecimento, ir à escola e, junto à coordenadora e ao psicólogo, falar para a turma. Isso contribuiria para que o menino fosse mais protegido contra o bullying — afirma Sally.

A poucos dias do início da campanha Setembro Amarelo, dedicado à prevenção ao suicídio, a psicóloga ressalta que é importante falar sobre o assunto. Só assim é possível, segundo ela, evitar que mais pessoas — inclusive crianças — cheguem ao extremo. Sally defende o fim do tabu em torno do suicídio.

— A sociedade tem que ficar mais aberta a discutir isso. Tratar como tabu ou como vergonha é ruim — pontua ela.

Já quanto à descoberta da sexualidade ainda na infância, Sally defende que esse entendimento ocorre em fases diferentes da vida para cada indivíduo. De acordo com ela, alguns compreendem sua própria sexualidade ainda crianças, enquanto outros só vão articular isso mais tarde. Isso vale, claro, para heterossexuais ou homossexuais.

— Pode ser que uma criança com 9 anos já perceba como é a própria sexualidade. Já outras pessoas podem racionalizar isso só anos depois. Só que, se essa sexualidade não for o que a sociedade como um todo espera da pessoa, o que é o caso dos homossexuais, pode haver um conflito interno. Isso é gerado por um sentimento de exclusão do grupo — destaca ela.

Polícia Civil realiza operação contra pedofilia e abuso sexual no RJ

A Polícia Civil realiza, na manhã desta quinta-feira, uma operação de combate a pedofilia e abusos sexuais contra crianças e adolescentes, na Baixada Fluminense. A ação, batizada de Haziel (anjo protetor das crianças), busca cumprir 29 mandados de busca e apreensão. Até o momento, oito pessoas foram presas.

A Polícia Civil vai atuar nos municípios de Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Nova Iguaçu e Seropédica. Será feita uma análise em dispositivos eletrônicos nos próprios locais onde serão realizadas as buscas e, caso os agentes encontrem conteúdo de pedofilia, os responsáveis pelos aparelhos serão presos em flagrante e os arquivos serão apreendidos.

As investigações duraram cinco meses, decorrente de várias denúncias de abusos sexuais praticado em Caxias. Vinte e nove alvos foram identificados. Segundo a polícia, são pessoas comuns, que moram na Baixada, e que fazem por contra própria os vídeos dentro de suas residências e, a partir dai, vendem o material.

Um dos oito presos na operação contra pedofilia da Polícia Civil na Baixada – Jornal O DIA

Os investigadores usaram recursos de informática para rastrear a navegação dos pedófilos na internet. Ao longo das investigações, fotos e vídeos com crianças foram encontradas, inclusive, vídeos envolvendo sexo com bebês.

Segundo a delegada Fernanda Fernandes, titular da Delegacia da Mulher (DEAM) de Caxias, os criminosos conhecem as crianças, começam a ganhar convivência com elas e começam a fazer a produção do material. Normalmente, são pessoas ligadas à família das vítimas.

“Os criminosos tem inúmeros perfis: trabalham, têm filhos, sobrinhos. A pedofilia não tem cara. O pedófilo pode estar perto de você e você não imagina”, disse.

Entre os presos, há um funcionário de supermercado e um policial militar reformado, identificado como José Carlos Nascimento, que foi preso em flagrante após exames feitos pelos agentes em seu computador. Segundo a polícia, ele baixava constantemente vídeos de pedofilia.

José Carlos do Nascimento, PM reformado, preso em flagrante em Caxias, por pedofilia – Jornal O DIA

Alguns criminosos tinham até mil vídeos armazenados em dispositivos eletrônicos. Alguns alvos da operação fazem parte da rede internacional de pedofilia e vendem esse material no mercado clandestino por preços altíssimos. Um dos usuários possuía um computador com mais de 150 mil vídeos nesta rede.

Os presos podem responder por armazenamento, produção ou disponibilização dos conteúdos de pedofilia, podendo ter pena de até oito anos de cadeia.

Galeria de Fotos

Ação visa cumprir 29 mandados de busca e apreensão em cinco municípios da Baixada. Quatro pessoas já foram presasJORNAL O DIA

Um dos oito presos na operação contra pedofilia da Polícia Civil na BaixadaJORNAL O DIA

José Carlos do Nascimento, PM reformado, preso em flagrante em Caxias, por pedofiliaJORNAL O DIA

Desesperada, mãe busca pistas de adolescente que fugiu de casa em Bairro na Zona Oeste!!

A família da estudante Letícia Russo Damasceno, de 15 anos, está desesperada após o desaparecimento da jovem na tarde desta quarta-feira. Lelê, como é carinhosamente tratada pelos amigos, saiu de casa, na Barra, na Zona Oeste do Rio, e deixou apenas um bilhete para a mãe dizendo que lamentava o que estava fazendo, mas que não era culpa de ninguém.

A mãe da adolescente, a secretária executiva Helen Russo, acredita que a filha tenha ido para a casa de alguém.

 

 

— A minha filha levou apenas uma mochila com poucas roupas e sequer levou um casaco. Acredito que ela tenha ido para casa de alguém — disse a mãe, que passou a noite sem dormir e não tem qualquer pista da menina.

De acordo com Helen Russo, o namorado de Letícia também ficou surpreso e tentou falar com ela, sem sucesso.

Cartaz de desaparecimento Foto: Reprodução

Helen Russo disse que Letícia não deu qualquer sinal de que tinha a intenção de fugir de casa. Não houve mudanças de comportamento nos últimos dias e, no dia do desaparecimento, frequentou a aula normalmente. Letícia cursa o 9º ano do Ensino Fundamental II no Colégio Alfa Cem, a poucos metros de sua residência.

No entanto, uma atiitude chamou a atenção de todos. Na quarta-feira, após sair de casa, Letícia apagou as fotos do WhatsApp e do Facebook. Em seu perfil, excluiu as últimas postagens.

As câmeras do circuito de segurança do condomínio onde a jovem mora mostram que ela saiu de casa e pegou um BRT na Avenida Abelardo Bueno. Helen Russo disse que, na manhã desta quinta-feira, estão em busca de imagens internas dos ônibus para saber onde Letícia desembarcou.

A família registrou o caso na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) e pede ajuda a quem tiver informações que a ajudem encontrar Letícia. Os telefones da DDPA são: 2202-0338/2582-7129.

Pai é preso suspeito de enforcar a própria filha de 17 anos

Um homem foi preso por lesão corporal, injúria e ameaça após enforcar a própria filha de 17 anos e xingar a mulher dele, na madrugada desta quinta-feira (30/8), no Condomínio Porto Rico, em Santa Maria (DF).

Segundo informações da Polícia Militar, as agressões ocorreram por volta das 3h30. A filha do suspeito acionou a corporação. Quando os policiais chegaram na residência da família, a adolescente denunciou que o pai teria tentado matá-la.

 

 

O agressor foi encaminhado para a 20ª Delegacia de Polícia (Gama), responsável pela investigação. Na DP, a esposa dele confirmou a versão da filha e revelou que também havia sido agredida verbalmente pelo marido.

Consultada por médico negro pela 1ª vez, idosa se supreende e viraliza

A reação de uma idosa, que se consultou com um médico negro pela primeira vez, está viralizando nas redes sociais e fez provocar uma indagação: com quantos médicos negros você já se consultou no Brasil?

Na semana passada, dona Eunice, de 74 anos, foi ao hospital público Ana Moreira em Conceição de Macabú, interior do estado do Rio de Janeiro, para fazer uma consulta. Para surpresa dela, lá estava Fred William Nicácio, de 31 anos, que está no 6º ano de medicina pela UNIG e é médico interno no hospital no Hospital São José do Havaí, em Itaperuna.

“Ela já havia visto dois médicos negros em sua vida, mas foi a primeira vez que foi consultada por um. Eu tive o prazer e a honra de ser esse médico que representa a vitória e ascensão do povo negro aos altos cargos, que antes eram vistos apenas por pessoas brancas”, disse Fred William em entrevista ao SóNotíciaBoa.

Além da alegria de conhecer o médico negro, Eunice também saiu feliz do consultório sabendo que está bem de saúde.

“Dona Eunice está ótima, é superativa. Uma mulher participativa na comunidade dela, que é respeitada e querida”, contou Fred.

Viralizou

Quando viu a reação da senhora, Fred, que é bolsista social pela própria faculdade, tirou uma foto com ela, postou nas redes sociais e a história viralizou.

“Essa é a Dona Eunice, e no auge dos seus 74 anos, foi a primeira vez que foi consultada por um médico negro. Obrigado por me dar essa honra, Dona Eunice”, escreveu ele no Facebook.

Mais de 18 mil pessoas curtiram e 9,3 mil compartilharam o post até agora. E os comentários não param:

“Nao sei o que é mais lindo: a declaração, a foto ou o médico”, disse uma seguidora.

“Que médico hein!!! Mas, digo não apenas por sia beleza e sim por Toda sua sensibilidade e principalmente pelo empenho. Deveriam ter mais negros formados, mais médicos, mais tudo… mais igualdade. Você é um exemplo!!!”, escreveu outra seguidora.

Médico e modelo

Fred vem de família humilde de Campos, no estado do Rio de Janeiro. Pai e mãe são servidores públicos.

Ele conta que aos 15 anos começou a fazer trabalhos como modelo fotográfico.

“No começo [foi] como hobbie, depois uma tentativa de me profissionalizar mas não fluiu. Preferi estudar para garantir uma renda estável. Hoje faço trabalhos como modelo em parceiras por causa do alcance do meu Instagram”.

Com 1,80 metro de altura, 97 kg e 1.800 fotos, Fred William Nicacio tem mais de 24 mil seguidores no Instagram.

Focado e determinado, ele pretende ser cirurgião plástico.

“Sou médico interno no Hospital São José do Havaí. Residente do ano que vem, se Deus quiser. Residência de cirurgia plástica”, revela.

E ele comemora e agradece por ter chegado onde chegou.

“Me sinto honrado e lisonjeado em ser representante do meu povo, da minha gente. Porque lugar de negro e negra é aonde eles quiserem estar! Representatividade importa muito sim!”, concluiu.

A pesquisa Demografia Médica no Brasil 2018, da Faculdade de Medicina da USP mostra que apenas 1,8% dos médicos recém-formados no Brasil se declararam negros e 16,2% pardos.

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa