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Acervo de invertebrados foi salvo, diz diretora do Museu Nacional

Em meio às chamas e aguardando o controle do incêndio, a vice-diretora do Museu Nacional do Rio de Janeiro, Cristina Serejo, afirmou que “nem tudo foi perdido do acervo” do museu. Uma coleção de invertebrados escapou do fogo, pois fica em um prédio anexo, que não foi afetado pelas chamas. O museu tem três andares e prédios anexos, localizados na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na Zona Norte da capital.

 

 

 

 

 

Segundo Cristina Serejo, alguns pesquisadores conseguiram sair do prédio com seus acervos pessoais. Outros funcionários tiveram condições de retirar computadores pessoais.

O Museu Nacional do Rio reunia um acervo de mais de 20 milhões de itens de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia. No local, estava a maior coleção de múmias egípcias das Américas, havia ainda esqueletos de dinossauros e várias peças de arte.

É a mais antiga instituição histórica do país, pois o local foi fundado por dom João VI, em 1818. O museu é vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com perfil acadêmico e científico. Tem nota elevada nos institutos por reunir pesquisas diferenciadas, como esqueletos de animais pré-históricos e livros raros.

ROMÁRIO CHAMA GAROTINHO DE LADRÃO E EDUARDO PAES DE ASSASSINO!!!

O  O senhor pareceu acanhado no seu primeiro debate na TV, na Band. Que nota se dá?

 

Romário: Me dou nota seis. Me senti um pouco tenso. Mais tenso do que quando bati pênalti na final da Copa. Mas tudo tem a sua primeira vez, né? Serei mais incisivo e mais claro nos próximos. O Romário vai ser mais Romário (o próximo debate na televisão será o do SBT, dia 19).

Em que a sua candidatura difere da de Paes?

Paes quer posar de bom gestor. Ele é gestor, mas não bom. Fez uma ciclovia de papel e, por isso, é coautor de duas mortes. Fez um BRT que ninguém sabe onde começa e onde termina. Que bom gestor é esse? Além disso, vários secretários do atual governador fazem campanha para ele. Paes é a continuidade do governo Pezão (MDB).

E em que seu projeto difere do de Garotinho?

Garotinho é um desses caras que destruíram o estado. É um grupo diferente do atual, mas também é um grupo ruim. O cara tem três prisões, roubou mais de R$ 250 milhões da Saúde. Não sou eu que estou dizendo, está provado. Garotinho e Paes não poderiam nem estar disputando a eleição. Os dois só estão por (meio de) liminar. Infelizmente, isso só acontece no Brasil. No início, minha intenção era fazer uma campanha propositiva, mas não posso deixar esses caras falarem de mim. Eles não têm moral para isso.

A sua vida financeira tem sido questionada, por causa das dívidas que o senhor acumula.

Tenho as minhas dívidas, e isso está sendo resolvido na Justiça. Existe um valor acima do que a gente entende que é normal, com juros exorbitantes, e estou contestando isso. E eu tô falando de dinheiro meu; não tem dinheiro público envolvido. Dinheiro meu, eu dou para quem eu quiser.

Mas o questionamento é em relação à sua capacidade como administrador.

Na vida pessoal, tenho problemas que vão ser resolvidos. Nada com corrupção. Como administrador público, não podem dizer se sou bom ou ruim. Nunca fui. Quero ter a oportunidade de ser. Os que foram estão na Lava Jato. Na vida pública, como deputado e senador, sempre estive na lista dos melhores parlamentares daquele prêmio ‘Congresso em Foco’. Sou negro. Cresci na favela. Garoto, quando ficava doente, ia para hospital público. Para ir treinar, usava o transporte público. Estudei em escola pública. Sei o que o povo passa. Vou fazer de tudo para melhorar isso.

Como jogador, o senhor tinha fama de marrento. Caso se eleja governador, como gostaria de ser reconhecido?

Trabalhador.

FONTE : O DIA

Prédio do Museu Nacional não corre risco de desabar, segundo os Bombeiros

O prédio do Museu Nacional, que sofre um incêndio na noite deste domingo (2), não corre risco de desabar, afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Roberto Robadey. Segundo ele, as paredes externas do prédio são bastante grossas e, embora muito antigas, resistiram ao fogo. “Algumas partes internas desabaram”, afirmou.

O comandante dos bombeiros contou também que os dois hidrantes existentes ao redor do imóvel não funcionaram, por isso o combate ao fogo começou com atraso. “Tivemos que acionar a Cedae (companhia estadual de água e esgoto), que nos forneceu água. Agora tenho a certeza de que não faltará água, mas no início realmente tivemos problema”, afirmou.

Segundo Robadey, o prédio não tinha um sistema adequado de proteção contra incêndios. A legislação que exige esse tipo de estrutura é de 1976, quando o prédio já tinha mais de cem anos. Conforme o comandante dos bombeiros, há cerca de um mês representantes do museu procuraram os bombeiros para tratar da instalação de um sistema de proteção contra incêndios.

Funcionários do museu e bombeiros conseguiram salvar uma parte do acervo, retirado antes de ser atingida pelo fogo. Uma das partes salvas foi a coleção de tipos de malacologia (ramo da zoologia que estuda os moluscos). O comandante disse que outras partes também foram preservadas, mas às 23h45 o incêndio ainda não estava controlado e não era possível fazer uma avaliação definitiva.

 

Há 3 meses, Museu Nacional assinou contrato de patrocínio com o BNDES

Há três meses, por ocasião da celebração de seus 200 anos, o Museu Nacional assinou com o BNDES um contrato de patrocínio no valor de R$ 21,7 milhões. Os recursos serviriam à restauração do prédio histórico e fizeram parte da terceira fase do Plano de Investimento para a revitalização do Museu Nacional, e somaram-se a R$ 24 milhões destinados nas duas fases anteriores pelo BNDES. O museu pegou fogo neste domingo, 2.

O valor teria as seguintes finalidades: “A recuperação física do prédio histórico; a recuperação de acervos – de modo a garantir mais segurança às coleções e otimizar o trabalho dos pesquisadores -; a recuperação de espaços expositivos – estimulando maior atração de público e promoção de políticas educacionais vinculadas a seus acervos -; a revitalização do entorno do museu; e o fortalecimento da instituição gestora”, conforme divulgado à época pelo BNDES.

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O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, disse que o dano do fogo ao acervo é “irreparável”, e afirmou que o acidente poderia ter sido evitado. Ao tomar ciência do incêndio, ele divulgou a seguinte nota: “Um incêndio está destruindo o Museu Nacional, que pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro. É uma imensa tragédia. Trata-se do museu mais antigo do país. Completou 200 anos em junho. Tem um acervo fabuloso em diversas áreas. Aparentemente vai restar pouco ou nada do prédio e do acervo exposto. A reserva técnica não foi atingida. É preciso descobrir a causa e apurar a responsabilidade. O BNDES assinou em junho um contrato de patrocínio no valor de R$ 21,7 milhões. Tenho procurado ajudar a instituição desde que entrei no MinC. O Instituto Brasileiro de Museus realizou diversas ações. Infelizmente não foi o suficiente. Temos que cuidar muito melhor do nosso patrimônio e dos acervos dos museus. A perda é irreparável. Certamente a tragédia poderia ter sido evitada. O MinC está de luto. A cultura está de luto. O Brasil está de luto É vital refazer o Museu Nacional, revendo também seu modelo de gestão. E investir agora para que isso não aconteça nos demais museus públicos e privados”.

 

Museu Nacional abrigava múmias e o crânio de mais antiga brasileira( FOTOS)

Ofogo que consome as estruturas do Museu Nacional é a imagem-símbolo de como o Brasil costuma lidar com a ciência e a preservação de nossa história. Com 200 anos completos no dia 6 de junho,essa era a mais antiga instituição científica do Brasil e dona do maior acervo de história natural da América Latina, com mais de 20 milhões de itens. Nos últimos anos, entretanto, o orçamento destinado ao museu ficou cada vez mais reduzido, deixando evidente a necessidade de reformas para a preservação do acervo. Não deu tempo.

O incêndio, que começou por volta das 19h30 deste domingo (2 de setembro), não deixou feridos. Ainda não é possível saber como o fogo começou e nem a extensão dos danos ao acervo do museu, localizado no Palácio de São Cristovão, na Quinta da Boa Vista. Mas as imagens divulgadas dão conta que o estrago é grande: milhares de itens em exposição e que estavam nos arquivos da instituição correm o risco de serem destruídos pelo fogo.

São verdadeiras relíquias da história: a maior coleção de meteoritos do Brasil, fósseis de milhões de anos e o crânio de Luzia, o mais antigo registro humano das Américas que foi encontrado em Lagoa Santa (MG). Além de itens históricos dos povos que formaram o país, o Museu Nacional também abrigava uma acervo com objetos da Antiguidade greco-romana e até a maior coleção de história egípcia da América Latina.

Sob o nome de Museu Real, a instituição foi fundada pelo rei Dom João VI em 6 de junho de 1818, quando o Brasil ainda era uma colônia portuguesa. Ao longo do século 19, após a independência, o museu se tornou uma das instituições mais importantes das Américas. O Palácio de São Cristovão, antiga residência destinada à monarquia brasileira e localizado na zona norte do Rio de Janeiro, tornou-se sede do Museu Nacional em 1892, após a Proclamação da República.

Durante  200 anos, a instituição recebeu diferentes itens que contam o passado brasileiro. Nas últimas décadas, o Museu Nacional era vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que passa por problemas financeiros graves. Desde 2014, o museu recebia apenas parcialmente a verba anual de R$ 520 mil destinada à conservação do local. Em 2018, algumas salas estavam fechadas por conta da falta de verbas.

Confira a seguir alguns dos principais itens que pertenciam ao acervo do Museu:

Meteorito do Bendegó
Descoberto em 1784 no interior da Bahia, o meteorito do Bendegó é o maior já encontrado no país e pesa 5,36 toneladas. Composto de ferro e níquel, mede mais de dois metros de comprimento. Foi transferido para o museu a mando do imperador brasileiro Dom Pedro II.

O crânio de Luzia
Com idade estimada entre 12,5 mil e 13 mil anos, o fóssil foi encontrado em 1974 na região de Lagoa Santa (Minas Gerais) e batizado como “a primeira brasileira”. Em 1988, o pesquisador Walter Neves percebeu que a ossada era bem diferente da dos índios brasileiros atuais. Assim, os cientistas começaram a desconfiar que, além da primeira, uma segunda onda migratória, com traços mais asiáticos, poderia ter ocorrido há mais de 12 mil anos.

Coleção egípcia
O Museu Nacional era um dos únicos do planeta que preservava uma múmia do Antigo Egito de maneira intacta. Adquiridas em 1826 por Dom Pedro II, a coleção de sarcófagos e de restos mortais mumificados era a maior da América Latina. Um dos túmulos nunca foi aberto por um pedido expresso do imperador: os pesquisadores cumpriram a promessa e fizeram posteriormente uma análise a partir de tomografias computadorizadas.

No acervo, há o esqueleto de um gato mumificado (animal que era considerado uma divindade no Egito Antigo), além da múmia de uma cantora religiosa que atuava no templo do deus Amon. Ao realizar uma análise, foi possível verificar que a garganta da mulher fora “preservada” com tecido e resina para cumprir seu papel no pós-morte.

Arqueologia clássica
Assim como nos grandes museus europeus, a instituição brasileira possuía um acervo de obras e estátuas da Antiguidade graças ao apoio da família imperial brasileira: Tereza Cristina, que se casou com Dom Pedro II, trouxe uma coleção de objetos resgatados da cidade romana de Pompeia, destruída em 79 d.C após a erupção do vulcão Vesúvio. O museu também adquiriu posteriomente dezenas de objetos da época clássica, como cálices do século 8 a.C, vasos do século 4 a.C e estátuas atribuídas a divindades greco-romanas.

Paleontologia
Com um dos maiores acervos da América Latina, o Museu Nacional contava com fósseis encontrados no Brasil de diferentes períodos geológicos. A coleção de pterossauros era considerada uma das mais completas do planeta, além de exemplares de dinossauros que habitavam o território que atualmente corresponde ao nosso país.

 

lobo. 

Nota do MEC sobre incêndio fala em esforço para recuperar patrimônio

O Ministério da Educação (MEC) lamentou em nota o incêndio que atinge o Museu Nacional no Rio de Janeiro na noite deste domingo (2). Segundo a nota divulgada pela pasta, o MEC “não medirá esforços para auxiliar” a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) “no que for necessário para a recuperação desse nosso patrimônio histórico”.

O Ministério também lembra que, criado por Dom João VI, o museu completa 200 anos em 2018. O espaço é especializado em história natural e mais antigo centro de ciência do País

Que triste!! Incêndio atinge Museu Nacional na Quinta da Boa Vista no RJ!!

O Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, foi atingido por um incêndio na noite deste domingo (2/9). Ainda não há informações sobre o que teria iniciado as chamas.

Os bombeiros estão no local tentando conter o fogo. Também não há informações, no momento, sobre possíveis feridos.

No momento do incêndio, o local estava fechado para visitantes, mas havia funcionários de plantão no local.

 

Filhas ainda não sabem da morte de policial do Bope em operação no RJ!!

Policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) fizeram um desabafo sobre a sobrecarga de trabalho dos agentes da unidade de elite da PM do Rio. Eles também criticaram o pouco tempo de descanso e o sucateamento de viaturas durante o velório de Carlos Lucio Neppel de Araújo, de 41 anos, agente do batalhão que morreu em uma operação na manhã deste sábado na comunidade São Jorge, em Engenheiro Pedreira, no município de Japeri, na Baixada Fluminense. Ele foi enterrado com honras militares na tarde deste domingo no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

O segundo sargento foi atingido no peito. Ele chegou a ser atendido na emergência de um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Desde 2001 na corporação, o policial era visto como um exemplo de pai, marido e filho.

— Nessa profissão de risco, existem os bons e os maus. Ele era um dos bons! Um herói! — lembrou Maria Conceição, tia da esposa de Carlos.

Em uma rede social, a esposa, Joyce Neppel, fez uma homenagem. Abalada com a perda, ela escreveu: “O homem que escolheu essa magrinha aqui para travar as lutas da vida ao seu lado. Sou mais forte e também sou caveira como você. Obrigada por realizar meu grande sonho de ser mãe de gêmeas e, principalmente, de torná-lo pai. Sei que as fizemos e criamos com todo amor do mundo. Sua magrinha vai bancar a missão! Orgulhosa de você, meu herói. Nosso herói! Te amo desde os 14 e até sempre! Nossa família é linda!”.

Também presente no enterro, Ricardo Ramos de Oliveiro, primo do sargento Adilson Ferreira Rissa Filho (morto no ano passado enquanto estava de folga) cobrou uma resposta do governo estadual para o crescente número de policiais mortos:

— Sentimento é de impunidade. Nada se faz no Rio de Janeiro! Pessoas que estão para garantir a segurança, estão sem segurança. Mais um guerreiro se foi…

POLICIAIS RECLAMAM DA FALTA DE RECONHECIMENTO TÁTICO

Policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) fizeram um desabafo sobre a sobrecarga de trabalho dos agentes da unidade de elite da PM do Rio. Eles também criticaram o pouco tempo de descanso e o sucateamento de viaturas durante o velório do agente do batalhão que morreu em uma operação na manhã do último sábado, na comunidade São Jorge, em Engenheiro Pedreira, no município de Japeri, na Baixada Fluminense. O enterro aconteceu na tarde deste domingo no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

Policiais, amigos e parentes durante o velório do policial do Bope Carlos Lucio Neppel de Araújo, de 41 anos Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

— Estava demorando para acontecer! Ninguém aguenta pegar 4h de um dia e sair 12h do dia seguinte. Quando vira rotina, os três dias de descanso já não são suficientes — lamentou um PM da unidade.

Carlos Lucio Neppel de Araújo, de 41 anos, foi atingido no peito Foto: Reprodução

Outro policial, que pediu para não ser identificado, relatou que, ao contrário do planejamento normal do batalhão em operações, não houve um reconhecimento tático da área antes da ação na Baixada Fluminense, segundo ele, porque se tratou de uma guerra de facções inesperada. A equipe do batalhão não conhecia o local.

Em nota, a Polícia Militar assumiu que ainda sente reflexos da crise financeira do Estado, com a perda de recursos materiais. Mas que, após a intervenção na área de segurança, a corporação está conseguindo colocar novas viaturas nas ruas e realizar a manutenção das antigas e dos blindados.A Assessoria de Imprensa ainda informou que respeita a escala de operações é 24hx72h, adotada pelo BOPE.

Sobre a operação que ocorreu no último sábado (01/09), a PM justificou ter sido uma ação emergencial para restabelecer a segurança em uma área conflagrada pela presença de criminosos.

Cão labrador é baleado e morto no Rio após tentativa de assalto

Um crime ocorrido em Vaz Lobo, no Rio de Janeiro, chocou os moradores. Enquanto passeava com seu cão labrador, um adolescente foi vítima de assalto. O animal foi baleado e morreu.

 

O crime ocorreu na última quinta-feira, por volta das 23 horas, quando um adolescente de 16 anos estava conversando com dois amigos próximo ao portão de casa.

 

 

Um homem armado saiu do ônibus e, assustados, os adolescentes correram, em direção ao quintal de casa, sob tiros. Ao retornarem, encontraram o cão, chamado Netuno, baleado. Eles ainda tentaram levar o cachorro, de 4 anos, ao hospital universitário, mas ele não resistiu.

Abalado, o dono do animal afirmou que preferia que a bala tivesse acertado ele.

Mil brasileiros têm o pênis amputado todos os anos por falta de higiene

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) cerca de 1000 homens têm o pênis amputado parcial ou totalmente todos os anos. O motivo? Em sua maioria, falta de higienização adequada nessa região do corpo.

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Isso porque a limpeza correta da genitália evita infecções causadas por fungos e bactérias, diminuindo os chances do desenvolvimento de câncer peniano. “A higienização diminui as chances do homem obter HPV [papilomavírus humano], vírus sabidamente relacionado ao desenvolvimento da doença”, afirma Alexandre César Santos, membro da SBU-SP, à GALILEU.

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Como funciona um transplante de pênis?

Por isso é essencial que o homem limpe a região com sabonete e água abundantes, removendo todas as secreções — principalmente as que ficam nas dobras na região do prepúcio. A secagem correta da região também é essencial, ou seja, usar uma toalha úmida para enxugar o pênis muitas vezes não resolve, é preciso utilizar uma seca ou papel higiênico.

Em relação aos pêlos, Santos afirma que podem ser aparados, mas não devem ser removidos totalmente. “Eles têm a função natural de manter a pele úmida e ajudar algumas glândulas que ajudam na hidratação local. Sua remoção pode resultar em abcessos ou foliculite”, diz o especialista.

O médico da Sociedade Brasileira de Urologia também conta que a questão socioeconômica está relacionada com a maior incidência de casos de câncer peniano no país: cerca de 2% da população. Mas não é só isso, “muitas vezes por vergonha ou medo o homem não busca o médico, o que é grave, pois a doença pode se agravar e atingir camadas mais profundas do órgão”.

Por isso, Santos lembra que é essencial buscar um profissional ao menor sinal de problema. Os homens precisam ficar de olho na aparição de manchas, verrugas, úlceras e feridas: “Quanto antes for diagnosticado, maiores são as chances de sucesso no tratamento e da não remoção do pênis”.

Homens trans
Homens transsexuais que já passaram pela cirurgia de mudança de sexo também têm chances de desenvolver câncer peniano. Por isso, essa parcela da população também deve se manter alerta aos sintomas. “Se houve contaminação por HPV ou verruga genital antes da cirurgia, a possibilidade do aparecimento do câncer crescem”, relata Santos.

Entretanto, por conta do procedimento cirúrgico, muitas vezes os homens trans têm de ser diagnosticados por ginecologistas, já que a mudança de sexo conta com sistemas da genitália feminina.

*Com supervisão de Isabela Moreira.

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