Um bebê recém-nascido foi encontrado morto no lixão de Casimiro de Abreu na noite desta terça-feira (24), no bairro Ribeirão, que fica na área rural da cidade da Baixada Litorânea.
Segundo informações da Polícia Militar, um funcionário do local teria encontrado a criança enquanto estava trabalhando e entrou em contato com a PM. Policiais estiveram no local e trabalham com a hipótese de que a mãe tenha deixado o feto no local ao sofrer um aborto ou até mesmo ter assassinado a criança.
O crime foi registrado na Delegacia de Casimiro de Abreu, onde será investigado. Já o corpo do bebê foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Macaé, onde passará por exames para identificar a causa da morte.
Em “Imagens da Escravidão Afro-atlântica: O Outro do Outro”, Lilia Schwarcz desconstrói estereótipos criados pelas representações permeadas de metas e padrões europeus.
1. A IMAGEM QUE TEMOS DA ESCRAVIDÃO É CONSTRUÍDA
O Brasil foi a última nação a abolir a escravidão na América, permitindo a artistas estrangeiros documentar a história africana no País em desenhos, gravuras, pinturas e fotografias. Esses registros foram divulgados pelo mundo como retratos da trajetória das nações africanas trazidas ao continente. “São elementos que carregam intenções visuais europeias em que artistas reproduzem uma visão colonial passível de ser adaptada a qualquer lugar”, afirma Lilia Schwarcz. Repetidas, copiadas e aplicadas a novos contextos, essas imagens revelam a política de dominação ao retratar pessoas escravizadas: africanos fortes, sem sapatos, com poucas roupas, sendo disciplinados, levando cargas pesadas, seguindo e servindo seus mestres bem vestidos.
2. A HISTÓRIA FOI RETRATADA DE FORMA A ANIQUILAR A INDIVIDUALIDADE DOS ESCRAVOS
Essas obras de arte – muitas criadas por nomes notórios, como Debret e Rugendas – guardam detalhes pouco comentados mas fundamentais na compreensão do Brasil. “Não havia espaço para individualidade, rebelião, fugas, quilombos – estes eram raramente retratados”, explica Schwarcz. “São imagens que retratam a invisibilidade e o anonimato”, complementa. Numa ilustração quase maternal da escravidão, revela-se uma relação baseada na violência e afeição, com indivíduos agrupados no anonimato e com “nações reduzidas a blocos biológicos em vez dos vários povos que fazem parte da diáspora”.
3. AS INTERPRETAÇÕES ARTÍSTICAS DA ESCRAVIDÃO PERPETUAVAM A DOMINAÇÃO
5. A RECONCILIAÇÃO CRIADA COM A ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO É UMA FARSA
Com a abolição da escravidão, surgem novos padrões imagéticos, retratando a reconciliação, do ponto de vista branco-europeu: “os escravos mostram gratidão, como se a liberdade não fosse um direito”, diz Schwarcz. Iniciou-se também a denúncia do sistema escravocrata, que identifica o engajamento do artista, em imagens de situações bizarras, de pessoas sendo comercializadas. Por outro lado, persiste uma abordagem condescendente, com negros agradecendo a liberdade. Esse processo nega a história, mesmo no movimento de emancipação, criando uma “amnésia nacional da escravidão”, como afirma Schwarcz.
6. AS IMAGENS DA ESCRAVIDÃO SE REPETEM EM ACONTECIMENTOS ATUAIS
Apesar de velado, o fantasma da escravidão é real no Brasil. “Ao contrário do que é perpetuado, o País não é um caldeirão cultural sem preconceitos. Vivemos em uma democracia racial cercada de racistas por todos os lados”, constatou Lilia Schwarcz . O sistema de cotas na universidade mudou este cenário, mas ainda é um começo. Segundo ela, precisamos politizar essas imagens que não vivem no passado, pois a cultura não é consequência ou produto, mas sim uma produção.
OUTRAS PALAVRAS
Lilia Schwarcz indica um livro, um filme e uma música que ilustram a apresentação da antropóloga e historiadora
Livro “Beloved” (Amado, em tradução livre, 1987), de Toni Morrison: “É um tema muito caro para mim, mostra como o presente é cheio de passado e que esses fantasmas são mais reais do que imaginamos”.
Filme “Do the Right Thing” (Faça a Coisa Certa, 1989), de Spike Lee: “Esse filme me chamou a atenção por falar da dificuldade de diálogo das etnicidades e de como contar essas histórias, sem criar exclusão”.
Música “Parabolicamará”, de Gilberto Gil (gravada em 1991): “O mundo dá voltas, e as temporalidades são distintas”
Um fato revoltante aconteceu hoje , nessa tarde de quinta feira (25), na estrada do Mendanha , no bairro de Campo Grande , zona oeste do Rio de Janeiro
Uma mãe de um aluno de uma escola municipal, agrediu covardemente uma monitora do ônibus da liberdade, condução essa da prefeitura que leva e traz alunos para as suas escolas.
O motivo? A criança estava sem a carteirinha para entrar na condução, que é obrigatório , a funcionária cumprindo com o seu papel, nao deixou o aluno entrar e foi ai que começou a confusão que resultou na agressão da funcionária.
A mãe sem razão alguma feriu a funcionáriia com socos e chutes , conforme vocês podem ver nas fotos, a ação foi vista por centenas de pessoas e a confusão só parou com a chegada da Guarda Municipal e em seguida , todos foram levados para a delegacia do bairro.
Fica aqui o nosso registro dessa covardia diante de uma trabalhadora , cumprindo com a sua obrigação
Dois homens morreram e nove ficaram feridos após traficantes de uma facção rival à que controla o tráfico de drogas na comunidade do Areal, em Angra dos Reis, na Costa Verde, invadirem um campo de futebol onde era realizado um campeonato. O ataque ocorreu na noite desta quarta-feira.
Marca de um dos tiros disparados pelos bandidos Foto: Divulgação/Polícia Civil
Segundo o delegado Bruno Gilaberte, titular da 166ªDP (Angra dos Reis), cerca de 15 a 20 bandidos da facção Terceiro Comando Puro (TCP) chegaram em três ou quatro carros na comunidade do Areal, que é controlada pelo Comando Vermelho (CV), no momento em que acontecia um jogo de futebol. Dezenas de pessoas estavam no local, entre elas muitas crianças.
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Os traficantes atiraram a esmo e mataram dois homens no local. Os nove feridos estão no Hospital Geral de Japuíba. Nesta quinta-feira, todos foram ouvidos pelos policiais civis. Segundo Gilaberte, dos nove apenas um tem envolvimento com o tráfico e é apontado como gerente.
Um vídeo feito por moradores da comunidade e publicado nas redes sociais não mostra imagens da ação, mas o som do intenso tiroteio na hora do ataque no campo de futebol.
Pela manhã, policiais civis fizeram uma operação nas comunidades do Areal e Belém. Um carro usado pelos traficantes foi encontrado. Dentro do veículo que, segundo o delegado, tem placa clonada, os policiais encontraram cápsulas de fuzil, drogas e ainda uma camisa da Polícia Civil falsificada. Gilaberte disse que serão realizados exames papiloscópicos.
Campo de futebol em Areal Foto: Divulgação/Polícia Civil
A disputa pelo controle do tráfico de drogas em Angra dos Reis já dura vários meses e tem causado tiroteios diários.
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mostra que o vírus da zika é capaz de infectar e matar as células de tumores cerebrais com grande eficácia, sem causar danos àquelas saudáveis.
De acordo com os autores, os resultados sugerem que, no futuro, vários tipos de tumores agressivos do sistema nervoso central poderiam ser tratados com algum tipo de abordagem envolvendo o uso do vírus da zika, conhecido por sua preferência por atacar células do cérebro em formação.
Realizada por cientistas do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da USP, sob coordenação da geneticista Mayana Zatz, a análise foi publicada na revista científica Cancer Research, da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer.Segundo Keith Okamoto, autor principal da publicação, observações anteriores já haviam mostrado que o vírus da zika tem uma grande afinidade por células do sistema nervoso central, em especial as células-tronco neurais, que dão origem aos neurônios. Assim, quando um feto é infectado, o vírus ataca seu sistema nervoso e reduz drasticamente a quantidade de células-tronco neurais, gerando problemas como a microcefalia.
Por outro lado, segundo Okamoto, estudos feitos pelo grupo da USP sobre tumores do sistema nervoso central mostravam que as células que compõem esses tumores têm características semelhantes às das células-tronco neurais e estão ligadas ao processo de disseminação do câncer – a metástase.
“Essas células tumorais são especialmente resistentes aos tratamentos convencionais como quimioterapia e radioterapia. Por isso, decidimos investigar se o vírus da zika, que infecta células-tronco normais, poderia também infectar e matar as células tumorais que têm características de células-tronco”, disse Okamoto.
Para realizar a pesquisa, os cientistas infectaram com zika células humanas derivadas de dois tipos de tumores cerebrais que afetam especialmente crianças de até cinco anos de idade: meduloblastoma e tumor teratóide rabdóico atípico. O procedimento também foi feito com células de câncer de mama, de próstata e de intestino.
Camundongos
Em um dos experimentos, os pesquisadores utilizaram essas células tumorais humanas para induzir o crescimento de tumores cerebrais “humanos” em camundongos. Depois de desenvolver o câncer em estágio avançado, os animais receberam uma injeção com o vírus da zika. Os tumores regrediram em 20 dos 29 animais tratados com o vírus – em sete deles, a remissão foi completa e o tumor desapareceu. O vírus também bloqueou e reverteu metástases.
“O estudo mostrou que o vírus da zika de fato possui afinidade com as células do sistema nervoso central, infectando e matando as células tumorais de forma seletiva. O mesmo não ocorreu com os tumores de mama, próstata e intestino. As células-tronco tumorais se mostraram ainda mais suscetíveis a serem destruídas pelo vírus do que as células-tronco sadias. Observamos também que o vírus não foi capaz de infectar os neurônios maduros”, explicou Okamoto.
Segundo o cientista, o fato do vírus da zika não afetar os neurônios maduros é crucial do ponto de vista da segurança, já que a destruição de neurônios saudáveis seria uma barreira para o uso do vírus em uma futura terapia contra o câncer cerebral.
“Mostramos que o vírus tem propriedade oncolítica, isto é, ele é capaz de atacar preferencialmente as células tumorais, preservando as células normais do mesmo tecido. Essa linha de estudos é bastante nova e nosso estudo é o primeiro com o vírus da zika a mostrar resultados em células humanas”, disse o pesquisador.
Okamoto conta que as propriedades oncolíticas já haviam sido observadas em outros vírus e a estratégia do uso de vírus como “arma” contra o câncer já é uma realidade. Em 2015, a FDA – a agência americana responsável pela regulação de fármacos, terapias e alimentos – aprovou um tratamento que utiliza uma forma modificada do vírus da herpes para tratar melanoma.
No ano passado, quando os cientistas brasileiros já haviam enviado o novo artigo para publicação, um grupo de cientistas americanos publicou uma analise que também mostrou como o vírus da zika destrói células de glioblastoma – outro tipo de câncer cerebral -, mas o estudo foi feito sem o uso de células humanas
“O estudo sobre o glioblastoma é importante, porque é um tipo de câncer agressivo que carece de tratamento. Mas não foi feito com células de tumores humanos – e sim com células de tumores de camundongos, que respondem de forma diferente”, ressaltou Okamoto.
Como foram utilizadas células de tumores humanos nos camundongos, o estudo brasileiro conseguiu demonstrar não apenas que o vírus da zika consegue reduzir os tumores, mas também inibir a metástase. No caso do glioblastoma, a metástase é rara, já que o paciente costuma morrer antes que o tumor se alastre.
“Outra novidade importante é que pela primeira vez foi feito um estudo de escalonamento da dose. Isto é, nós adicionamos quantidades crescentes do vírus às células tumorais para descobrir qual é a quantidade mínima capaz de promover a infecção. Verificamos que uma dose do zika 50 vezes menor que a utilizada pelos americanos já é suficiente para eliminar os tumores”, explicou Okamoto.
Reprodução com eficiência
O estudo brasileiro também mostrou que depois de atacar as células-tronco tumorais, o vírus da zika não consegue se reproduzir com eficiência — o que evitaria a infecção viral nos pacientes tratados contra o câncer.
“Normalmente, quando um vírus infecta uma célula, ele sequestra sua maquinaria para se replicar e depois libera uma quantidade imensa de partículas virais que irão infectar outras células. Mas descobrimos que, por algum motivo, o vírus não consegue se replicar de forma eficiente na célula de câncer, porque as partículas virais produzidas são defeituosas, com pouca capacidade para destruir células normais.”
Presos em operação no Rio começam a deixar presídio após terem prisão preventiva revogada
Dos 159 detidos,137 tiveram a prisão preventiva revogada pelo juiz Eduardo Marques Hablitschek, da 2ª Vara Criminal de Santa Cruz.
Alex Sandro Silva de Paula foi o primeiro a sair da prisão nesta quinta-feira
Os primeiros presos da operação policial contra a milícia, que ganharam liberdade nesta quarta-feira (25), começaram a deixar o Complexo Penitenciário de Bangu, Zona Oeste do Rio, por volta das 14h desta quinta-feira (26). Entre os 159 detidos na operação, que aconteceu no dia 7 de abril, 137 tiveram a prisão preventiva revogada pelo juiz Eduardo Marques Hablitschek, da 2ª Vara Criminal de Santa Cruz.
Até às 14h30, 9 detidos tinham saído da prisão. Mais cedo, a assessoria de comunicação da Defensoria Pública informou que os 137 vão ser liberados com alvarás individuais. A expectativa é que sejam liberados em ordem alfabética.
Alex Sandro Silva de Paula foi o primeiro a sair do presidio de Gericinó. “Alívio, muito alívio! Foram quase 20 dias de sufoco. A gente ficou mais preocupado com nossos familiares aqui fora”, disse. Nove presos já tinham deixado a prisão antes das 14h15. Os agentes do presídio disseram que só receberam, até o momento, nove alvarás e que todos foram cumpridos.
Alexandre Mourão, que também estava na lista dos primeiros a sair do presídio, disse que os detidos na operação foram maltratados pela Polícia Civil.
“Foi uma festa em que as pessoas entraram e pagaram o ingresso. A polícia foi muito cruel, tanto no sítio quanto na Cidade da Polícia. Fomos agredidos a socos, pontapés, há relatos de agressões até mais sérias”, disse Mourão. “O estado está nos deixando sequelas que jamais serão apagadas”, acrescentou.
Bolo que menina comeu antes de morrer seria levado para o pai em presídio; mãe está em choque
A pequena Kethelly Katrinny, de 1 ano e 11 meses, comeu seria levado para o presídio Evaristo de Moraes, em Sena Madureira, interior do Acre.
A menina morreu no hospital de Manoel Urbano na quarta-feira (25) após comer o bolo feito pela mãe dela. Segundo a família, o doceseria levado para o pai da criança.
A família mora na cidade de Manoel Urbano. A polícia informou que a mãe da criança deixou o bolo em cima de uma mesa e não viu quando a filha comeu. Dois adolescentes parentes da menina também comeram do bolo e passaram mal. Eles estavam internados em observação.
O corpo da menina foi levado para o Instituto Médico Legal IML (IML), em Rio Branco, para ser submetido a exames cadavéricos. O gerente de comércio e tio da criança, Ditímo Almeida, espera a liberação do corpo para retornar ao interior do estado.
“Pediram para eu acompanhar. Trouxeram as embalagens do leite, manteiga, fermento. Ela não tinha problemas, era uma menina tranquila e não tinha nenhuma doença. Quando adoecia era por causa de alguma gripe”, contou o tio.
Ainda segundo Almeida, a mãe da menina, que tem 18 anos, está em choque. O parente disse que o pai de Kethelly ficou transtornado dentro do presídio quando soube da morte da filha.
“Está louco, louco. Quebrou tudo dentro da cela. Ela sempre levava comida, bolo e essas coisas pra ele nas quartas. A polícia levou ele lá em Manoel Urbano. Ele queria se matar dentro do presídio”, comentou.
O tio revelou ainda que Kethelly era a única filha do casal. Ele confirmou que os adolescentes que passaram mal são primos da criança.“Eles vomitaram, passaram mal, mas reagiram. Disseram que iam ter alta ontem. Vamos saber o que tinha no bolo depois dos laudos. Não sabemos nada”, explicou.
Intoxicação
O médico que atendeu a criança na Unidade Mista de Manoel Urbano, Julio Andres Antezana, explica que a causa da morte foi intoxicação alimentar e pneumonia química. Ele conta que a menina chegou com vômito, dores fortes abdominais e sonolenta.
“O caso é de intoxicação alimentar, agora onde está o tóxico, o que foi esse tóxico, eu não sei. Não sei explicar, não sabemos como a criança teve acesso a isso”, explica.
Ele confirma ainda que dois adolescentes chegaram com os mesmos sintomas de dores abdominais e vômito na unidade, mas que não sabia da relação com o caso da menina.
“O que posso falar, clinicamente, é que foi um caso de intoxicação que ocorreu por um acidente indesejável, quando os pais por um descuido não viram o que a filha pôde ter acesso. Tecnicamente, foi isso que aconteceu”, explicou.
O exame do IML deve definir o que causou essa intoxicação.
Uma mulher , ainda não identificada, foi atropelada por um trem, na manhã de hoje (25), na estação de Padre Miguel.
A vitima está sem documentos e foi encaminhada para o hospital Municipal Albert Schweitzer em Realengo, zona oeste do Rio, mas , infelizmente veio a falecer
Segundo testemunhas, a vitima está fazendo um despacho e nao viu o trem,
Mais informações sobre a identificação da mulher em instantes
O que poderia ter sido o reencontro de uma vida, acabou em um brutal assassinato no Condado de Ozark, no estado do Missouri, nos Estados Unidos. Savannah Leckie era um bebê quando foi colocada para adoção e, 16 anos depois, veio a conhecer não apenas sua mãe biológica, mas a mulher que iria torturá-la e matá-la.
De acordo com o The Washington Post, Rebecca Ruud, que é motorista de caminhonetes, bombeira voluntária e tem 39 anos, foi presa na última segunda-feira (21/8) como principal suspeita de assassinar a adolescente. Savannah, que foi adotada quando bebê, começou a se reaproximar de Ruud em 2016.
Ela começou a viver com Rebecca depois que os pais adotivos se separaram. A relação chegou ao ponto delas abrirem uma loja na qual vendiam sabonetes juntas. Porém, essa fachada escondia o sofrimento que Savannah estava passando. O caso começou a ser elucidado após um incêndio na fazenda onde elas viviam, no dia 18 de julho.
]Mesmo afirmando que a filha havia se ferido, Rebecca impediu que qualquer pessoa a visse. Poucos dias depois, entrou em contato com a polícia para notificar o desaparecimento da jovem. Os agentes, então, desconfiaram da mulher e do namorado dela, Robert Peet Jr. Foi quando eles confessaram que torturavam a adolescente de formas brutais, fazendo ela rastejar com os porcos no curral e esfregando álcool e sal nas suas feridas.
Com essas informações e o depoimento, a polícia vasculhou a fazenda e encontrou os restos mortais de Savannah. Nesse meio tempo, o casal havia fugido para se casar em outra cidade, mas foi encontrado e, agora, os dois estão presos aguardando julgamento. Eles podem ser condenados à morte.
Em um conjunto habitacional na Vila Catiri, sub-bairro de Bangu, na Zona Oeste, os moradores não são mais visitados pelos carteiros e entregadores dos Correios: quem leva as correspondências e encomendas são milicianos que atuam na região. Os criminosos já foram de porta em porta avisar que, a partir de maio, uma taxa de R$7 por mês será cobrada a cada um dos cerca de 500 domicílios do conjunto Tom Jobim, que inclui cerca de oito ruas paralelas à Estrada do Gericinó, a principal da localidade.
Após a revelação da cobrança pelo DIA, o delegado Paulo Henrique da Silva Pinto, da 34ª DP (Bangu), afirmou que investigará. “Vamos abrir inquérito amanhã (hoje) para apurar essa nova forma de atuação dos paramilitares”, afirmou. Acrescentou que, segundo investigações, o líder da milícia local seria Marco Figueiredo, o Marquinho Catiri.
Há duas semanas, o condomínio de casas foi incluído na lista das áreas de risco onde os Correios se recusam a fazer entregas. A empresa passou a deixar as correspondências de todos na sede da Associação dos Moradores do conjunto. “Mas a Associação não estava mais funcionando. Então, a milícia tomou conta. Já pagamos outros R$ 38 reais mensais de uma taxa fixa de moradia. Tem muita gente ali sem condições, esse dinheiro faz falta”, disse um familiar de moradores do condomínio, que prefere não se identificar. Além da cobrança da milícia, a comunidade é penalizada pela taxa de R$3 por entrega que os Correios passaram a cobrar, em março, em todo o Grande Rio por causa da violência.
Os Correios informaram que as áreas de restrição são definidas pela incidência de assaltos a veículos da empresa e, que, a entrega pode ser feita em caixas postais coletivas para deixar encomendas mais próximas dos clientes.
Homens armados fazem ‘pedido’
Moradores contam que a cobrança é feita com uma ameaça é velada. “Vem um homem, explica qual é o esquema e diz ‘paga quem quer’, mas é uma pessoa armada, óbvio que estão coagindo”, explicou uma moradora da região. “Também não entendo como os Correios podem entrar no conjunto e ir até a Associação de Moradores, mas não podem fazer entregas nas casas, se já entraram lá mesmo”, argumentou.
Além da taxa sobre moradia e da nova taxa para entregas de correspondências, os comerciantes da região também precisam pagar taxas proporcionais aos rendimentos dos estabelecimentos. Moradores relatam também que os paramilitares fazem um controle rígido de quem entra no conjunto, não autorizando a entrega de botijões de gás de empresas não vinculadas à milícia, por exemplo. Os grupos também exploram serviços clandestinos de internet e TV a cabo, venda de imóveis e terrenos, e taxas a motoristas de vans. O delegado Paulo Henrique da Silva Pinto, da 39ª DP, pede que os moradores denunciem as cobranças ao disque-denúncia (2253-1177).