DIA 07/04 ÀS 21H
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Violência derruba valor de imóveis na Zona Oeste do Rio!!!
a guerra entre traficantes e milicianos pelo controle de favelas da Praça Seca, na Zona Oeste, se acirrou, tornando ainda mais frequentes as trocas de tiros na região. A violência no bairro tem levado medo à população e, também, atrapalhado o mercado imobiliário. O movimento numa das imobiliárias mais tradicionais da região, a MR Imóveis, caiu drasticamente de um ano para cá. O número de 60 vendas por mês despencou para apenas três.
Mustafá Rezende, diretor da imobiliária, relata que no início de 2017, possuía duas equipes de vendas, uma com 12 funcionários e outra, com 13. Hoje, são dois corretores. A procura de pessoas interessadas nos imóveis também despencou. Há um ano, eram 450 chamadas por mês. Atualmente, são entre 20 e 25. Para Mustafá, a violência, aliada à crise econômica, tem sido determinante para a queda expressiva no interesse de clientes por imóveis na Praça Seca.
— Todo mundo quer vender seu imóvel na Praça Seca, mas ninguém quer comprar. Por semana, recebo de seis a sete novos imóveis para colocar à venda aqui, mas não há procura. Estou há 12 anos na Praça Seca, e a situação da violência nunca esteve tão ruim. Como se não bastasse isso, a crise econômica fez com que a população quebrasse — opina Mustafá.
A situação narrada pelo dono da MR Imóveis é justamente a vivida por X., moradora da Praça Seca que tenta vender um imóvel no bairro há seis meses. Assustada com a violência, ela quer se mudar, mas não consegue fechar negócio:
— Já estive perto de vender duas vezes, mas, por causa dos tiroteios, as pessoas desistem. Quero ir embora daqui mas, para isso, preciso vender meu apartamento. Eu me sinto refém.
Vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio), Leonardo Schneider afirma que a violência é um fator que historicamente contribui para a desvalorização imobiliária. Nos últimos três anos, o preço do metro quadrado para venda de imóveis na Praça Seca caiu 9%. O valor estava em R$ 4.190, em março de 2015, e caiu para R$ 3.807, este ano.
— No caso da Praça Seca e da região de Jacarepaguá, os índices de criminalidade vêm aumentando desde 2015, e geram uma fuga de moradores, que acarreta no aumento da quantidade de imóveis disponíveis — diz.
Na noite de sábado, houve troca de tiros na região. Policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) entraram em confronto com suspeitos num Corolla branco, na Rua Capitão Meneses, próximo ao morro do Barão. Um homem morreu e outro ficou ferido. Foram apreendidos o carro, que era roubado, e revólver.
Entenda a guerra
Os tiroteios na Praça Seca se acirraram no fim de 2017, quando o miliciano Hélio Albino Filho, o Lica, foi expulso do Morro da Chacrinha. Ele era responsável pela cobrança de taxas na comunidade. Lica então se aliou à maior facção criminosa do Rio para tomar Chacrinha e Bateau Mouche, favelas que eram dominadas por Horácio Souza Carvalho, preso em fevereiro deste ano. As comunidades ficam separadas pela Rua Cândido Benício.
Hoje, o tráfico domina a parte alta da Bateau Mouche, e milicianos, baseados na Chacrinha, continuam exigindo taxas de moradores da parte baixa da comunidade e tentam retomar a Bateau Mouche , enquanto traficantes buscam aumentar seus domínios.
POLICIAL MORRE EM ASSALTO NO RIO!!! É O 31° POLICIAL MORTO ESSE ANO!!!
Reformado há pouco mais de um mês, o subtenente Marcílio de Melo Ferreira morreu após ser baleado durante um assalto, em Campo dos Afonsos, na Zona Norte do Rio.
O PM abastecia sua Kombi em um posto de combustíveis localizado na Estrada Intendente Magalhães quando três criminosos chegaram anunciando o roubo. Ele tentou impedir e acabou atingido pelos bandidos.
O trio fugiu em um HB20 amarelo levando a arma do subtenente, mas acabou preso minutos depois por policiais do 9°BPM. A pistola do PM foi recuperada.
Atingido na cabeça, o subtenente Marcílio chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu. O policial era conhecido no bairro e um dos funcionários do posto ligou para sua esposa para avisar do ocorrido. Ele tinha se reformado no último dia 12 de fevereiro.
esses são os marginais que balearam o policial
Texto Roberta Trindade
Advogadas se unem pela busca da igualdade de gênero na profissão
Nos últimos anos, mulheres de todas as partes do mundo levantaram-se, buscaram a união e estão mostrando que é o momento delas na luta contra machismo, assédios sexuais e morais na vida pessoal e, principalmente, profissional.
Movimentos como #metoo (eu também), #timesup (tempo acabou), #BalanceTonPorc (“delate seu porco”), #meuprimerioassedio, #meuamigosecreto e muitos outros ganharam as redes sociais, manchetes dos principais jornais e revistas, nacionais e internacionais, chegaram às ruas e deram voz para milhares de mulheres.
O discurso visa debater o lugar delas no mercado de trabalho e a importância da presença feminina nos cargos de chefia. Os homens ainda são maioria no ambiente de comando, só 15% dos postos de CEO no mundo são ocupados por mulheres. No direito, 11 advogadas brasilienses se uniram para lutar contra isso.
A associação “Elas Pedem Vista” começou a ser discutida há dois anos, mas só em 11 de setembro de 2017, no Dia do Advogado, realmente nasceu. “Sentíamos falta de um grupo de apoio, onde pudéssemos conversar sobre a experiência dentro da advocacia, quebrar estereótipos e fragilidades vividas por algumas mulheres”, explica a advogada e presidente da associação, Ana Carolina Caputo Bastos.
Convites para pequenos eventos ligados à profissão, como happy hours e jantares, por exemplo, são estendidos apenas aos homens. As mulheres ficam em dúvida se devem ir e indagam se outra advogada estará presente. “O mundo masculino é muito unido, precisávamos nos articular também”, diz Ana Carolina.
Cristina Neves da Silva e Ana Carolina A. Caputo Bastos
Ela lembra de uma situação vivida por uma colega de profissão. Durante uma reunião social de advogadas, os homens saíram para fumar charuto e um amigo da moça a chamou para ir junto, ela o acompanhou. Resultado? Ficou mal falada no meio e foi chamada de “oferecida”. O ambiente era despojado, mas não deixava de ser uma oportunidade para falar de negócios.
“Ainda tem divisão. Ela julgou estar protegida e não estava. Muitas vezes o pessoal e o profissional se misturam nesses encontros. Precisamos nos organizar para não nos tornarmos pequenas ilhas e sofrer assédios. Você quer fumar charuto? Eu fico do seu lado. Vamos tornar a mescla mais natural. É a hora da união”, fala a advogada.
A vice-presidente da associação Cristina Maria Gama Neves da Silva diz não se tratar de um combate com o sexo masculino. “A gente não quer competir, brigar, mas está na hora de olhar para nós, mulheres. Ver nossas prioridades, preferências, estilos de vida. Nos fortalecer em uma rede com iniciativas que nos promovam”, defende.
As advogadas foram aconselhadas a desistir do direito, pois “advocacia não é para meninas”. Filhas de dois ex-ministros do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Eduardo Caputo Bastos e Fernando Neves da Silva, elas creditam a paixão pela profissão aos exemplos que tiveram em casa. E não pensam em largá-la, por isso a urgente necessidade de mudança.
“Elas Pedem Vista” na prática
O nome do grupo explica muito. “Judiciário e Congresso usam esse termo. Pedir vista é uma trava para analisar, estudar melhor a questão antes de votar, podendo divergir ou acompanhar o relator com outro argumento. Serve para melhorar a análise”, explica Ana Carolina.
Além de discutir temas sensíveis à sociedade, difundir e fortalecer a opinião das mulheres sobre o direito, a associação quer dar mais visibilidade ao trabalho das advogadas. Por exemplo, publicação de artigos e palestras.
JP RODRIGUES
Eventos jurídicos geralmente têm, em sua maioria, mesas compostas apenas por homens. A ideia é reverter esse quadro e estender o convite a mulheres capacitadas para os debates.
“Temos no grupo especialistas do direito do trabalho, tributário, constitucional, eleitoral, processual, estamos cobrindo uma gama de áreas para nos fortalecer. Queremos aumentar a presença feminina no debate”, explica Cristina.
Uma das preocupações do grupo é o fato de as mulheres representarem 48% do registro do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas pouquíssimas ocupam cargos de poder na advocacia pública ou privada.
“Nas Universidades, faculdades de direito, mulheres são maioria. Mas, nos Tribunais Superiores só se encontra homens. O Supremo teve até hoje três ministras. Atualmente, a corte é composta por duas e isso não é uma realidade só do Brasil. Então, por que não chegamos nos postos de poder? Começamos a nos questionar. É uma opção? Falta de apoio? De articulação? O que elas precisam fazer para isso?”, indaga Ana Carolina.
Vice-presidente da OAB/DF Daniela Teixeira
A vice-presidente da OAB/DF Daniela Teixeira diz que, até 2020 as mulheres serão maioria inscritas no órgão. Isso porque está aumentando o número de jovens do sexo feminino fazendo o exame. Se pegarmos os últimos cinco anos de formados, já são maioria, com 52%.
Ela já está acostumada a ser a única mulher nas solenidades e eventos oficiais. Para Daniela, essa situação precisa mudar e ela se mantém otimista, pois acredita estar indo a passos largos. “Se olhar para o poder judiciário como um todo, há 20 anos só tinha homem. Meus professores eram homens, na Advocacia Geral da União (AGU) só tinha homens. Hoje, as presidentes da AGU, PGR, Supremo, STJ, reitora da UnB, são todas mulheres”, fala.
E a vice-presidente deixa um recado: “Essas posições não são nossas por cotas. São nossas por direito. Precisamos nos engajar e participar, começar desde cedo a mostrar que lugar de mulher é na OAB”.
Para Ana Carolina, as vozes femininas alinhadas incentivam umas as outras e a igualdade tende a melhorar. “Vamos fazer dois eventos até maio. O primeiro, em uma universidade, será um talk show para conversar sobre exemplos de mulheres no direito, desafios da carreira e outros temas. O segundo será em um escritório de advocacia, para falar sobre maternidade, assunto ainda difícil no nosso meio. Não temos uma regulamentação certa para a licença, então, como uma pode ajudar a outra usando a experiência vivida?”.
Nesse período pré-eleitoral, elas também vão lutar pela participação feminina na política brasileira. Atualmente, o Brasil tem o pior desempenho na representatividade feminina no Legislativo de todos os países da América do Sul. No Brasil, as mulheres correspondem a 52% da população brasileira e possuem menos de 10% das cadeiras no Congresso Nacional, ficando abaixo da média mundial, que chega a ser de 22,1%.
SÉRIE DE ASSALTOS EM CAMPO GRANDE!!!!
Ontem , domingo (1) Por volta das 21 horas de ontem ,houve uma série de assaltos entre o centro esportivo e Agulhas Negras em Campo Grande .
As primeiras informações de que uma Hamburgueria chamada Jones foi assaltada nas mediações do centro esportivo em Campo Grande, foram roubados, dinheiro e todos os clientes que estavam na loja.
Um outro assalto bem próximo dali, no bairro Agulhas Negras, um homem foi assaltado no portão de sua casa levaram o seu celular e Tentaram entrar na residência da vítima, porém, estavam nervosos e foram embora, levaram apenas o celular .
pedimos para ter atenção redobrada nessa região para os moradores e fica aqui um alerta para as autoridades tomarem conhecimento dos fatos
Estudante que vendia o bombons no ônibus para pagar faculdade se forma em medicina
Casado e pai de duas meninas, Jessé Soares vendia bombons nos ônibus de Belém para pagar as despesas com material da faculdade de medicina da Universidade do Estado do Pará (UEPA).
Nascido em Limoeiro do Ajuru, cidade com 25 mil habitantes localizada no nordeste do Pará, ele completou o ensino médio graças ao esforço da mãe, agente comunitária de saúde, e do pai, carpinteiro. Em 2009 ele conqusitou uma vaga na faculdade, quando se mudou para um quitinete no bairro do Guamá, em Belém. No mesmo ano, a namorada dos tempos de cursinho ficou grávida da primeira filha. Com a necessidade de reforçar os ganhos, ele passou a vender bombons por R$ 0,50 nos coletivos da capital. Em 2013, Jessé fez uma campanha nas redes sociais para arrecadar dinheiro suficiente para se manter até o final do curso.
No último dia 20, Soares concluiu o curso e conseguiu seu registro profissional e agora espera receber o primeiro salário para poder comemorar a conquista com amigos e a família.
“Foram vários momentos em que batia uma angústia de querer estudar e não ter condições, mas sempre vinha um sentimento de que, quando eu terminasse, as coisas seriam melhores. E estão melhorando”, comemora em entrevista ao site G1 . “A cerimônia na universidade foi simples, agora aguardo o fim do mês para receber e fazer uma comemoração com os amigos”, disse.
O próximo passo segundo o recém-formado médico é escolher uma área de especialização. “Estou estabilizando minha vida para fazer residência. Eu quero oncologia ou neuro, que são áreas que exigem bastante dedicação e estudo. Ainda não decidi se vou fazer as provas no final do ano ou em 2016”, relata.
Segundo Soares, sua dificuldade serviu de motivação para garantir o futuro das filhas Ewelyn e Ana Clara. “Eu vou investir na educação delas, para que não aconteça com elas o que aconteça comigo. A minha história é legal porque terminou bem, mas não desejo o que eu passei para ninguém. Espero que elas tenham uma vida mais fácil”, disse.
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DESCANSE EM PAZ BRENDA!!!! JUSTIÇA!!!
Brenda Valentina , uma criança de apenas dois anos de idade morreu após levar um tiro na cabeça na manhã deste sábado (31/3) em Conceição do Jacareí, no município de Mangaratiba, no litoral sul fluminense. A menina teria sido atingida enquanto a família sofria uma tentativa de assalto, os bandidos atiraram contra o carro em que viajavam.
Segundo o comando do 33º Batalhão de Polícia Militar, de Angra dos Reis, uma equipe policial que fazia patrulhamento foi acionada. Segundo uma das vítimas, os criminosos armados o abordaram e atiraram contra o automóvel, deixando sua filha ferida.
A menina foi levada a uma unidade hospitalar da região mas foi transferida para o Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, bairro da zona oeste do Rio. Os médicos tentaram salvar a criança, mas ela não resistiu ao ferimento e morreu no hospital, informou a Secretaria Municipal de Saúde do Rio.
Agentes fazem buscas na região conhecida como Morro do Chapéu, também em Mangaratiba, para tentar prender os autores do crime.
XUXA QUEBRA O PÉ ,MAS, UM DETALHE CHAMA ATENÇÃO…
A apresentadora Xuxa Meneghel deixou os fãs surpresos ao postar uma foto no Instagram. Na imagem, a artista mostra o pé enfaixado e anuncia que sofreu um acidente e não poderá dançar. Dessa forma, as apresentações dela no Dancing Brasil, programa exibido pela Record TV, devem ser suspensas.
“Quebrei o pé… Queria muito poder dançar, muitoooo, mas ‘num’ vai dar… Sinto muito”, escreveu a loira na rede social. No entanto, apesar de muitos comentários desejarem melhoras à apresentadora, outro detalhe chamou a atenção dos internautas: a feiura do pé de Xuxa. “Melhoras, Xu. Mas que unha feia essa do dedão do pé kkk”, escreveu um seguidor.
Morador de Campo Grande abre produtora para ajudar jovens que saíram do Degase
Gelson Henrique da Silva, de 19 anos, anda pelas brechas. Busca sempre ver o copo meio cheio e entende que o sucesso vem com muito esforço e alguma oportunidade. Morador de Campo Grande, define-se como um jovem “periférico que entrou na universidade”. E batalha para replicar isso. Então, criou, em parceria com cinco amigos, o Na Pista, projeto social que se tornou, no mês passado, uma produtora de conteúdo audiovisual para dar oportunidade a jovens que cumpriram medida no Departamento Geral de Ações Sócio Educativas (Degase).
— A gente quer achar uma outra saída para mostrar a esses jovem que eles podem, que eles têm uma outra oportunidade. É difícil. Mas a gente tem que criar as oportunidades e caminhar pelas brechas — explica Gelson.
O rapaz é um “Extraordinário”, série criada pelo EXTRA para comemorar os 20 anos do jornal, contando a cada domingo uma história, de um total de 20, de moradores do estado do Rio que batalham para melhorar a vida de outras pessoas.
— Eu moro em Campo Grande. Estive há pouco tempo num evento na Lapa. Eu tive que sair de lá quase à meia-noite. Tive que andar até a Avenida Presidente Vargas só com duas pessoas. Esperamos um ônibus por um tempão. Cheguei em casa quase às 2h da manhã. Até dormir, eram quase 3h. Para acordar hoje cedo e ir para o corre. O jovem periférico é resistência. Para fazer qualquer coisa é um sufoco — diz.
Filho de um motorista de caminhão da Comlurb e uma técnica de contabilidade, Gelson se sente um privilegiado por ter sido estimulado pelos pais a fazer faculdade. Agora, cursa Ciências Sociais na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. A virada definitiva aconteceu em um estágio na Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. Ali, conheceu Eduardo Caon, criador do TV Novo Degase (curso de audiovisual para internos), que o auxiliou com o Na Pista.
— Foi aí que conheci os espaços de participação política para jovens e adolescentes e me envolvi. Por causa disso, viajei por 21 dias pela Bélgica para dar uma série de palestras sobre protagonismo e genocídio do povo negro — diz.
A história de vida de Gelson é diferente da dos meninos e meninas que acabam em conflito com a lei. Uma pesquisa de 2015 feita pelo Degase mostra que nenhum interno havia completado o ensino médio.
— Mas quando eles saem de lá, nós somos iguais. Eles são nossos vizinhos. Somos jovens, negros e periféricos — aponta.
‘Vamos passar por cima’
O jovem entende que não adianta virar as costas para os adolescentes que caem no crime. A lógica dele é que, se faltarem oportunidades, elas podem ser criadas.
— Não adianta virar as costas e falar: tá aí porque quer. Eu, particularmente, não acredito nisso — diz Gelson. — Fui o primeiro da minha família toda a sair do país. O primeiro a entrar na faculdade pública. Sou o primeiro de muitas coisas. Mas não nos cabe ser só o primeiro. Tem que ter mais jovens, negros, favelados, ex-internos na faculdade pública e produzindo. Nós queremos estar na ponta, recebendo as políticas públicas, e as produzindo. Política pública não é algo longe: é nossa escola, nosso hospital, nosso ônibus.
Gelson lembra de cabeça que, de cada cem pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras. O dado é do Atlas da Violência 2017, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Mesmo assim, o rapaz teima em manter a esperança. E ele tem bons motivos:
— No macro a coisa está muito feia. Mas as coisas acontecem nas brechas. A juventude periférica, preta, pobre, de favela está fazendo. A Tamira, no Alemão, a Samira, o Raul. A Mayara na Maré, a Priscila, do Autoestima Diva. O Luã com as crianças dele na escola municipal. As coisas estão acontecendo e vamos passar por cima, como a gente está fazendo.
JOVENS SÃO ESTUPRADAS AO ENTRAREM EM CARRO PENSANDO QUE ERA UBER
Duas meninas de 15 e 16 anos foram estupradas na madrugada desse domingo (31), ao entrarem em um carro, na Praça da Mandioca, acreditando ser um Uber.
Conforme o boletim de ocorrência, elas relataram que estavam saindo da Praça da Mandioca, no Centro da Capital, Campo Grande-MS, quando viram um homem parado em um Corola de cor cinza e perguntaram se ele era motorista de Uber.
Ele respondeu que sim e elas entraram no veículo. Porém, durante o percurso ele desviou do caminho original e entrou no Bairro Santa Marta, atrás do prédio Torre do Parque.
No local, ele parou o veículo, pegou uma faca, passou a ameaçar as adolescentes e as violentou sexualmente.
Depois do estupro, elas conseguiram abrir a porta do carro e correram. Em seguida o suspeito fugiu.
As adolescentes chamaram a Polícia Militar e foram encaminhadas à Central de Flagrantes.
Não há a informação se o acusado era realmente motorista de Uber, mas é importante sempre conferir se a placa do veículo bate com a indicada no aplicativo.
Violência sexual é crime, denuncie! Disque 180 e fale na Central de Atendimento à Mulher.