O pai da Repórter Renata Capucci, Sr Eduardo caiu no golpe do falso sequestro (que marginais estariam com sua filha sequestrada) e saiu de casa com destino ao Itaú Personalité da Barra para efetuar o saque da quantia solicitada como resgate, ele estava em seu carro um Toyota Etios prata e não deu mais notícias, segundo Coronel Dávila amigo da família informou que acionou o 40 BPM (Campo Grande) pois a família conseguiu rastrear o celular e mostrava um local próximo ao West Shopping, e Sr Eduardo foi localizado na Rua Rouxinol e encaminhado para 35 DP prestou esclarecimentos sobre os fatos e foi liberado
Gerente do tráfico do Rola, na Zona Oeste do Rio, é preso ao andar de moto roubada
Considerado gerente do tráfico da comunidade do Rola, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, Ueslei Ramos Costa, o Taz, de 35 anos, foi preso na tarde desta quarta-feira por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Vila Kennedy e do 14º BPM (Bangu).
O criminoso foi localizado a partir de denúncias feitas por moradores da região, na Rua Joel de Carvalho, conduzindo uma motocicleta roubada, de acordo com o comando da unidade.
Segundo a polícia, ele tinha seis mandados de prisão em aberto. O caso foi registrado na 34ª DP (Bangu).
No final do dia 1º de abril de 2015, a menos de 24 horas de perder Thomaz, seu caçula, Lu Alckmin, 66 anos, saiu de um compromisso de trabalho, mudou a rota, não foi para casa. Parou no apartamento em que morava o filho, de 31 anos. Conversaram por duas horas, se abraçaram sem saber que aquilo era a despedida.
Ninguém pode prever o fim de um jovem forte e cheio de vida. Muito menos a mãe, conectada a ele pela alma. Lu não escondia; tinha a mais profunda afinidade e identidade com Thomaz. Amiga, confidente, ela compreendia as aflições do caçula desde a infância hiperativa dele. Falavam-se todos os dias. “Dos meus três filhos, era o mais ligado a mim”, conta a mulher de Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo. Antes de a visita terminar, Thomaz levou a mãe à garagem para mostrar o carro novo e possante, deixado à disposição dele pela empresa que o contratara como piloto de helicóptero. Convidou Lu para dar uma volta. A primeira-dama aceitou sem informar aos seguranças e à secretária particular (uma oficial da Polícia Militar), que a aguardavam na rua. A intenção era essa mesma, arrancar velozmente, voar baixo e deixar a equipe de dona Lu segui-los desesperadamente em manobras ousadas. Thomaz pisava fundo, a mãe ria, leve e cúmplice na pequena aventura que guardaria para sempre. Quando desceram, encontraram o staff de cabelo em pé, porém aliviado. Dona Lu fez o sinal da cruz na testa do seu menino, beijou-o, desejou bom sono, voltou para o Palácio dos Bandeirantes – sede do governo e sua residência – e dormiu descontraída.
No dia seguinte, 2 de abril, a caminho de Campos do Jordão (SP), onde passaria a Semana Santa, Lu olhou da janela do veículo que a conduzia. Estranhou que o céu lindo contrastasse com a terra sem brilho, que parecia chorar. Clicou no celular. A foto foi captada às 17h04. Nesse exato momento (nenhum segundo a menos, diz ela), despencava em Carapicuíba (SP) o Eurocopter, modelo EC-155, com Thomaz a bordo, de carona. O que aconteceu depois – o silêncio, a dor, a falta do filho, a peregrinação pela paulista Rota da Luz, de 218 quilômetros, parando só para comer e dormir – está relatado no livro Amor Que Transforma(Planeta), lançado em outubro. A CLAUDIA, Maria Lúcia Guimarães Ribeiro Alckmin conta, algumas vezes chorando, como passou a encarar a morte e o que a experiência de andarilha significou para ela.
(Divulgação//A morte de um filho não é o fim/Divulgação)
Sobre o que a senhora falou com seu filho no último encontro?
Amenidades. Eu ficaria fora nos feriados e decidi passar para ver minha neta, Júlia, que ainda não tinha completado 2 meses. Minha nora Tatá (a arquiteta Thais Fantato) havia saído para levar o bebê ao pediatra e, depois, jantaria na casa da mãe dela. Meu filho também seguiria para lá. Eu disse que na segunda-feira, dia 6 de abril, faria um jantarzinho em casa para comemorar o aniversário dele. Thomaz ficou contente, gostava de festas mais íntimas. Ele me mostrou o vaso onde plantara as mudas de ráfia que eu tinha dado – estavam lindas – e me contou como se via feliz no novo emprego de piloto. Finalmente tinha se encontrado. Falou de planos e em financiar, até o fim daquele ano, o apartamento em que morava. Thomaz quis mostrar o carro que passaria a usar a trabalho e sugeriu: “Vamos dar um perdido na sua segurança”. Eu topei. No carro, a gente ria muito. Parecíamos duas crianças olhando para trás e vendo minha equipe me seguir, apavorada.
Como soube da morte de Thomaz?
Saí de um compromisso de trabalho (é presidente do Fundo Social de Solidariedade) no centro da cidade direto para Campos do Jordão. Meu marido seguiria para lá à noite; meus filhos, Sophia e Geraldo Neto, chegariam com suas famílias, depois. Tatá me ligou preocupada. Disse que havia tentado falar com Thomaz muitas vezes e ele não atendeu. Eu estava tranquila, tentei acalmá-la. Lembrei que meu filho me contara que o helicóptero estava em manutenção e não podia voar por um mês. Ele não estaria no ar. Às 7 da noite, meu marido ligou e pediu: “Volta para São Paulo”. Imediatamente perguntei: “Ele está machucado?”. Eu me referia a Thomaz sem pronunciar seu nome. Geraldo apenas insistiu com um “Vem agora”. Pus o terço na mão e fui. No céu, vi uma estrela sozinha brilhando muito. Só podia ser meu filho. Meu marido me esperava na garagem. Ele me abraçou chorando, não precisou falar nada. Sophia e Geraldo Neto não tiveram coragem de descer para me receber. Subi. Perguntei aos meus filhos, ainda soluçando, se eles se recordavam do luto que tinha vivido quando perdi minha mãe. Eles disseram que sim. Havia sido traumático para todos. Então, prometi que eu agiria diferente. Que faria a vida continuar. Por eles, pelos meus seis netos e também por mim.
Que idade tinha quando perdeu sua mãe, Renata? O que aconteceu? Você se deprimiu?
Eu tinha 45 anos e não estava preparada. O curioso é que a morte de alguém mais velho, que está doente, vem na ordem natural das coisas. Perder um filho é inverter essa ordem. Mas eu reagi muito mal à morte dela, sofri 365 dias. Isso mesmo, um ano inteiro. Perdi tempo com tanta tristeza. Meus filhos sofreram. Eu cuidava deles, mas estava sem brilho. Tinha febre todas as noites, não aceitava ficar longe dela. Minha mãe era minha referência de amor, uma mulher incrível. Autodidata, aprendeu a falar várias línguas, sozinha, lendo. Às escondidas, devorava os livros de meu avô. Ele era intelectual, crítico de arte, mas achava que mulheres não deviam estudar, ter cultura. Eu era muito pequena quando meu pai morreu. Mamãe criou 11 filhos com garra; vendia produtos de limpeza para nos manter. Minhas irmãs mais velhas e eu não pudemos fazer faculdade. E os irmãos mais novos tiveram o curso pago pelos cunhados. Aprendi muito com minha mãe. Eu era exigente comigo mesma, queria acertar sempre, e ela, um dia me falou: “Filha, não se ache tão importante. Você não é tão importante assim, pode errar”. É verdade, ninguém é imprescindível. Sou primeira-dama, e isso não tem a menor importância. Vejo apenas como uma oportunidade de desenvolver o serviço social que amo. A amizade que eu tinha com ela era parecida com a que mantive com Thomaz. Muito intensa.
No livro, há um texto de Sophia em que ela diz que algumas vezes se irritou porque a senhora não impunha limites ao caçula, permitia que Thomaz fizesse o que bem entendesse…
Thomaz foi uma criança hiperativa. Às vezes, a escola não está preparada para acompanhar crianças assim. Os dois mais velhos faziam as lições sozinhos. Eu ficava do lado de Thomaz o tempo todo. Ele não conseguia se concentrar para estudar, cumprir as tarefas. E, mais tarde, tinha dificuldade em se ver trancado em um trabalho. Foi assim até se tornar piloto. Os pais precisamos entender isso. Não podemos decidir que um filho se comporte como os outros. Também não devemos escolher a profissão deles ou querer que realizem os desejos que não conseguimos concretizar. Nós os colocamos no mundo, mas eles não são nossos. Eu compreendia Thomaz. Aos 20 anos, ele namorou uma moça do cerimonial do Palácio que tinha 26 anos e ficou grávida. Eles não se casaram. A chegada de Bella (Isabella, hoje com 12 anos) foi uma alegria para nós. Thomaz, ela e eu brincávamos de rolar no chão como três crianças. Eu fazia uma monstra, ela se divertia. Meu filho foi diferente desde sempre. Um tio perguntava para todos os meninos e meninas da família o que eles queriam ser. Um respondia que seria advogado, os outros, médico ou engenheiro. E Thomaz só repetia: “Eu quero ser feliz”.
Thomaz parecia se expor muito a riscos, não só no motocross, que praticava. Algumas vezes, os jornais noticiaram episódios como aquele em que sofreu uma tentativa de assalto; ou o que envolveu um segurança morto a tiros. Isso a preocupava?
Ele visitava a namorada quando o segurança foi atingido. Sofreu muito com o episódio. Aliás, todos sofremos. O que se aconselhava é que não ficassem no carro parado de madrugada. Meu filho, de fato, se expunha mais que os irmãos. Uma noite, Geraldo e eu voltávamos de um jantar, e Thomaz passou por nós de moto em alta velocidade. Eu mentalizei: “Vá com Deus”. Nunca ficava pensando coisas ruins, que ele iria se machucar. Era inquieto, mas tinha um enorme amor à vida dele e à dos outros. No Palácio, era amigo das cozinheiras, de todo mundo. Ele se sensibilizava. Aos 15 anos, carregava para o banho uma mulher de 80 anos, doente. Tratava-se da mãe da senhora que ajudou a criar Geraldo, que ficou órfão aos 10 anos. Quando Thomaz era pequeno, eu notava as dificuldades dele e fui me aconselhar com meu sogro, de quem gostava muito. Ele me tranquilizou. Disse: “Não se aflija, Lu. Thomaz é bom. O que uma pessoa precisa é ser boa”. Ele me ajudava com ideias no meu trabalho; gostávamos de muitas coisas parecidas; tínhamos um papagaio em comum, o Horácio, que está morando comigo.
De que maneira superou a morte de um filho tão querido?
Indo para o velório, eu disse para as pessoas que trabalham comigo: “Vocês me esperem por 30 dias. Esse é o prazo que preciso para reassumir minhas atividades”. Todos acreditavam que eu morreria, que não suportaria. Por um mês, fiquei o tempo inteiro com a família, com meus netos. Não tive depressão e me surpreendi com meu comportamento. Fui conversar com um padre, porque pensava: “Será que estou certa em compreender tão prontamente a partida de Thomaz? Será que estou ficando louca?”. Imaginava que me trancaria, perderia o humor, duvidaria de Deus. Mas, pelo contrário, eu chorava e, no momento seguinte, ria, brincava com as crianças. Choro ainda, mas de saudade. Não de revolta por tê-lo perdido. Falei dessa saudade com Jou Eeel Jia, com quem faço acupuntura. Ele explicou que Thomaz queria fazer coisas extraordinárias. Concluí que meu filho podia seguir fazendo o extraordinário por meio das minhas ações. Sempre penso: “Meu filho, é você quem está realizando isso através de mim”.
Nossa cultura não nos prepara para a morte. Temos dificuldade na ruptura, na despedida, depois em nos desapegar das coisas que nos lembram os que se foram. Como administrou tudo isso?
Não me afastei do caixão um só minuto; passava a mão na sua testa me despedindo. Deixei um helicóptero pequenininho, que ele amava, ir com ele para a sepultura. Alguns rituais são necessários. Há famílias que não tocam no assunto. Não é saudável; devemos enfrentar a morte. Descobrimos que, falando da pessoa que se foi, permitimos que ela continue vivendo de uma outra forma. Eu sinto meu filho em todos os lugares aonde vou. Mas, para compreender a partida precisamos entender muitas coisas. E agir também. Foi importante me desfazer das roupas dele, que podiam servir para os que não têm nada. Perguntei para os da família o que queriam manter. Bella quis ficar com um boné, que Thomaz não tirava da cabeça. Dei uma bota a seu Pedro, o caseiro do nosso sítio em Pindamonhangaba (SP), que era o melhor amigo de Thomaz e com quem desmontava motos. Uma vez, os dois fizeram uma geladeira virar máquina de pintar carro. Seu Pedro anda de pé no chão, não se acostuma com sapatos, mas achou bom ganhar as botas. Tirei tudo. Não seria legal manter o quarto de Thomaz montado em Pinda. Voltei de lá chorando de pingar, mas fiquei com o que é mais valioso: as boas lembranças.
Muitas vezes, a tentativa de consolo mais atrapalha que ajuda. A senhora sentiu isso?
Nunca pensei que fosse precisar tanto de que rezassem por mim. Montei seis encadernações de cartas de solidariedade. Sou eternamente grata. Mas há, sim, profundo incômodo com aqueles que querem que você tenha forças. Às vezes isso não é possível. Muita gente marcava audiência de trabalho, mas, na verdade queira dar conselhos, dizer o que eu devia fazer. Eu não precisava; já havia me encontrado. Estava bem, mas vinham, falavam, falavam… acabavam me deixando mal. No fim, eu é que os consolava. É um desgaste físico e emocional. O outro tem de respeitar; cada um se cura de um jeito muito particular e no próprio tempo.
Como a peregrinação entrou na sua vida?
O padre Rosalvino (Viñayo), que desde 2001 conduz romeiros a Aparecida (SP) pela Via Dutra, me pedia ajuda para tornar menos perigosa aquela viagem. Sou madrinha dos peregrinos e também me preocupava com os acidentes. Muitos morreram. Além do mais, quem consegue ter um encontro com Deus naquela rodovia barulhenta? Criamos uma rota alternativa à Dutra, que vai de Mogi das Cruzes (SP) ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Enquanto planejávamos a Rota da Luz, Thomaz dizia que, na inauguração, faria o trajeto de moto ou a cavalo. Eu nunca havia caminhado com os romeiros. Apenas os esperava chegar à igreja. Em 2016, quando a partida de meu filho completava um ano, fiz o percurso a pé. Havia uma caminhonete que dava suporte ao nosso grupo, de 40 pessoas, mas em momento algum precisei viajar nela. Fiz questão de percorrer 218 quilômetros caminhando. Não carreguei mochila, mas apenas uma bolsinha com barrinhas de cereal e água. Quase não tem banheiro, é preciso pedir para entrar na casa dos moradores. Para comer e dormir, parava em pequenas pousadas do caminho. Chegava suada, tomava um banho, e do corpo descia um caldo marrom. Mandava dois, três pratos de arroz e feijão – foi a comida mais gostosa que já comi na vida – e ia dormir em cama simples, mas com uma sensação maravilhosa. Os seguranças que me acompanhavam haviam pedido férias e pagaram do próprio bolso as hospedagens. Eles assumiram o espírito da caminhada.
A senhora não parece ter o preparo físico dos atletas.Seu corpo reagiu bem?
Eu não me perguntava se ia aguentar. Simplesmente, seguia. Chorava, rezava, meditava. Depois de 100 quilômetros, na altura de Redenção, senti uma enorme dor no joelho. Tinha uma pessoa que era massagista e me ajudou muito. Depois da massagem, acordei boa, às 2 horas da madrugada, e continuei a caminhar.
Por que tão cedo assim?
Fazia muito calor. Essa era a melhor hora para sair. Quando estava subindo a serra perto de Taubaté, ouvi o barulho da cachoeira. As lanternas das pessoas não conseguiam iluminar à distância, porém era possível sentir a força das águas. Nunca mais vou esquecer aquele momento. Eu me vi diante de Deus. Tenho de estar pronta para partir a qualquer momento. A morte não nos permite carregar nada. Não podemos levar nem mesmo aqueles que amamos. Deixei de pensar no futuro. Tenho que ser inteira no presente. É isso que interessa. Voltei desejando escrever o livro.
As Clínicas da Família e os Centros Municipais de Saúde do município fazem os testes para HIV e sífilis gratuitamente. Além dos exames, são prestados aconselhamento e informações sobre as formas de transmissão e de prevenção, com abordagem de questões relacionadas aos riscos de infecção por contato sexual ou não.
Todos os que desejarem realizar os testes podem procurar as Unidades de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) portando o documento de identidade. Os resultados estarão disponíveis em 10 dias na unidade onde foi realizada a coleta. Para saber a unidade de saúde mais próxima de sua casa, basta entrar no site da SMS.
Em caso de resultado positivo, uma equipe de saúde estará preparada para orientar sobre o tratamento e tirar dúvidas. Durante todo o ano o teste pode ser feito em todas as unidades de Atenção Primária. O paciente receberá orientações e uma solicitação de alguns exames para o acompanhamento de seu caso.
Uma iraniana identificada como Sahar Tabar tem obsessão por Angelina Jolie e resolveu fazer de tudo para ficar parecida com a atriz americana.
Desde então, Sahar já se submeteu a 50 cirurgias plásticas para moldar o corpo ao da estrela do cinema.
Até na magreza, a iraniana decidiu imitar a atriz. Com o objetivo se se tornar a “Angelina 2.0”, ela já perdeu 40 quilos.
Chamada muitas vezes de “monstro” e “aberração” nas redes sociais – só no Instagram, ela tem mais de 280 mil seguidores – Sahar dá de ombros. Para ela, o que importa é se olhar no espelho e ver “Angelina”.
Técnicos da Vigilância Sanitária estarão, nesta quarta-feira (29/11), na Barra da Tijuca, para fiscalizar os estabelecimentos locais e verificar as condições de higiene em que produtos e serviços de alimentos e saúde são comercializados. Trata-se do quarto grande centro de comércio da operação “Vigilância de ponta a ponta: a prevenção de riscos em todos os cantos da cidade”. Serão realizadas atividades educativas durante as inspeções.
A operação abrange bares, lanchonetes, supermercados, óticas, farmácias, climatização de ambientes, banheiros, água de consumo, acondicionamento de descarte do lixo e as condições de trabalho dos funcionários dos estabelecimentos. Os locais que apresentarem condições inadequadas serão multados ou até interditados.
Durante a fiscalização, comerciantes e população serão informados, por meio de materiais gráficos e orientações dos fiscais, sobre os riscos à saúde que locais de grande circulação de pessoas podem oferecer. A operação já aconteceu nas ruas de Campo Grande, Taquara e Freguesia. Nos próximos meses, outras regiões vão receber as inspeções.
Nos estabelecimentos de alimentos serão verificadas as condições do ambiente, a manipulação de alimentos, bem como a conservação, o armazenamento, a rotulagem, as condições e as características sensoriais (aparência e odor). Já nos estabelecimentos que comercializam produtos e serviços de saúde, como salões de beleza, óticas e farmácias, serão verificadas as condições do ambiente, higiene e esterilização de materiais utilizados, além de presença de profissionais capacitados.
Em centros comerciais serão verificadas a climatização dos vãos de maior circulação de pessoas, os sanitários, a água de consumo e a destinação do lixo. Em todos os estabelecimentos serão conferidos o licenciamento sanitário e as condições de trabalho em que os funcionários se encontram.
A coibição da comercialização de produtos impróprios para consumo também pode ser feita com auxílio da população, por meio de denúncias à Central de Atendimento da Prefeitura (1746). As demandas serão encaminhadas aos técnicos da Vigilância Sanitária, que comparecerão aos estabelecimentos denunciados para avaliarem as condições e, caso necessário, aplicarem as penalidades previstas em lei.
Para saber o que denunciar, o órgão disponibiliza em seu site dicas e orientações sobre a comercialização adequada de produtos e serviços relacionados a alimentos e saúde.
Ontem, terça feira (28), um policial de folga lotado do 40° batalhão de Campo Grande ao transitar pela Rua João Melo foi abordado por três elementos que anunciaram um assalto, ato contínuo o policial deu voz de prisão aos elementos, onde um deles estava com um Simulacro de Pistola. De imediato pediu apoio ao 40° Batalhão, que encaminhou a ocorrência a 35 DP, após avaliação da Autoridade Policial os elementos ficaram presos.
Lucas Miziony começou a cantar na igreja aos 6 anos e, aos 14, lançou seu primeiro CD de música gospel. Premiado como revelação em 2016 e com uma carreira de sucesso no meio, Lucas Fernandes, como era conhecido, se preparava para lançar o terceiro CD gospel. Mas abandonou a carreira religiosa e “saiu do armário” com muito estilo.
Inspirado em sua ídola Pabllo Vittar, o cantor paulista, hoje com 23 anos, lançou neste mês o EP “Homem e mulher”, em que aparece na capa vestido como homem gay e como drag queen.
Estava tudo certo para o terceiro CD gospel, mas eu pensei: vou ficar famoso, é melhor parar por aqui. Sou gay, a igreja não aceita a homossexualidade. De que adianta viver de aparência para as pessoas e para Deus eu colocar uma máscara? Fiquei com muito medo de me assumir, mas decidi parar de fingir para agradar os amigos – contou o artista.
Miziony é fã de Beyoncé, Anitta e Ludmilla, mas sua grande inspiração é Pabllo Vittar. As músicas de Pabllo dão confiança para o cantor na nova empreitada, e o sonho dele é um dia dividir o palco com a diva drag e lutar junto com ela para acabar com o preconceito. A Pabllo foi inclusive a referência para a capa do novo EP.
— Eu amo a Pabllo Vittar, acho que ela é a pessoa que me representa, me faz ficar mais forte. Penso que vou conseguir guerrear junto com ela para quebrar esse preconceito na humanidade. Como eu sou muito fã, pensei em fazer de um lado da capa o que eu realmente sou, um menino gay independente. Mas por dentro de mim você vai ver uma menina, e foi quem eu coloquei do outro lado. Foi o jeito que eu consegui para mostrar como sou por dentro e por fora — explicou.
A última rodada do Brasileiro reserva fortes emoções para os clubes cariocas. Vasco, Flamengo e Botafogo têm boas chances de conseguir uma vaga na Libertadores. Apesar de não ser o melhor do Rio na classificação, o clube de São Januário é a equipe com mais possibilidades matemáticas. As informações são do site “Infobola”, de Tristão García.
Em sétimo lugar, o Vasco encerra a sua participação no Brasileiro, em casa contra a Ponte Preta, já rebaixada. O clube da Colina tem 60% de chances de se classificar para a Libertadores. Em sexto, o Flamengo tem menos chances. A equipe joga contra o Vitória, em Salvador, com a equipe baiana lutando contra a degola. O clube da Gávea tem 57%. O Botafogo, que encara o Cruzeiro em casa, está em oitavo e tem 38%.
Os três clubes do Rio lutam por duas vagas ao lado de Chapecoense e Atlético-MG. Santos, Grêmio e o campeão Corinthians já garantiram vaga, além do Cruzeiro, que venceu a Copa do Brasil. Caso o clube gaúcho vença a Libertadores, nesta quarta-feira, o G-7 se transforma em G-8 e haverá a possibilidade dos três clubes cariocas conseguirem disputar a competição mais importante do continente.
A escritora americana Rebecca Solnit se preparava para deixar aquela festa quando um sujeito importante e rico a abordou. “Não vá ainda, quero conversar com você”. O homem, no entanto, não estava interessado em dialogar, queria fazer um monólogo.
Encostou a escritora contra a parede — coitadinha, ela tinha “tanto a aprender”! — e começou a discursar sobre um livro “muito importante” que ela tinha de ler. A americana tentou falar durante vários minutos, sendo sempre interrompida. Um dos presentes, então, revelou ao homem o tamanho do seu papelão: Rebecca era a autora da obra em questão.
É com esse relato que ela abre seu novo livro, “Os homens explicam tudo pra mim” (Editora Cultrix, 208 págs, R$34). Com a publicação, ela pretende confirmar: a arrogância masculina não é só um defeito, é uma marca do machismo. “A maioria das mulheres luta em duas frentes — uma pelo tópico em questão, qualquer que seja, e outra, simplesmente, pelo direito de falar, de ter ideias, de ser reconhecida como alguém conhecedora de fatos e de verdades, alguém com valor, um ser humano”, argumenta.
Nas discussões feministas, tem-se chamado esse fenômeno de mansplaining (homexplicar). Eu não uso esse nome porque termos do inglês são elitistas e excludentes de mulheres que não falam o idioma. Também não gosto de me deixar colonizar pelo pensamento feminista americano. Não, eu acredito em um movimento igualitário e diverso, que se alimenta, sim, de ideias de outros países, mas adaptando-as à própria realidade. Sugiro falarmos de homexplicar ou, simplesmente, de arrogância masculina.
Isso acontece quando, igual com Rebecca, um homem tira de uma mulher o direito de fala para explicar para ela sobre um assunto que ele não domina, mas ela, sim. Nesses casos, ele devia ter a posição humilde de calar-se e ouvir, aprender em vez de tentar ensinar.
Quantas vezes não passamos por isso no trabalho? Eu mesma já me encontrei com fornecedores de empresas interessadas em me contratar como palestrante de igualdade de gênero que, em reunião, passaram hora e meia me explicando como eu deveria ensinar as pessoas a combater o machismo. O homem não havia dedicado um dia sequer de sua vida àquilo; eu mergulhara na área desde 2009.
Isso ocorre por conta de uma série de estereótipos de gênero, como “mulheres são frágeis, pouco racionais, superficiais” ou “homens são mais inteligentes, sabem mais, têm mais autoridade”. No entanto, toda vez que um homem nos rouba o poder de voz, ele nos tira o papel de sujeito intelectual, de pessoa detentora de conhecimento com direito de compartilhá-lo.
Quer saber que males isso causa ao mundo? Como bem lembra Rebecca em seu livro, o ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro talvez pudesse ter sido evitado se o governo tivesse escutado os apelos da agente do FBI Coleen Rowley, que havia muito tempo lançava alertas sobre a Al-Qaeda.