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Morre Toto Riina, ex-poderoso chefão da máfia siciliana

“Não é Toto Riina para mim, você é apenas meu pai. E te desejo um feliz aniversário, papai, neste dia triste mas importante. Te amo”, escreveu seu outro filho, Salvatore, no Facebook nesta quinta.

De acordo com o arcebispo de Monreale, que também responde por Corleone, Riina não poderá ter um funeral público, porque era um “pecador”.

“Se a família pedir, podemos considerar uma oração privada no cemitério”, explicou o arcebispo Michele Pennisi em um e-mail à Associted Press. Ainda não se sabe, no entanto, se o corpo de Riina será levado para Corleone.

Sem arrependimento

Riina havia solicitado a libertação em julho, alegando uma doença grave, mas o pedido foi rejeitado depois que um tribunal determinou que o atendimento médico na prisão era tão adequado quando o que receberia fora do sistema penitenciário.

Os médicos afirmaram na ocasião que Riina estava “lúcido”. Em uma conversa interceptada há alguns meses, o ex-poderoso chefão afirmou que “não se arrependia de nada”. “Nunca poderão lidar comigo, mesmo que me condenem a 3 mil anos de prisão”, disse.

Foto de 16 de janeiro de 1996 mostra o ‘chefe dos chefes’ da máfia siciliana, Toto Riina, sendo escoltado até o tribunal em Bolonha, na Itália. (Foto: Gianni Schicchi/ AP)

Camponês que virou líder da Cosa Nostra

Salvatore Riina nasceu em 16 de novembro de 1930, em Corleone, perto de Palermo, capital da Sicília, em uma família de camponeses pobres. Com apenas 18 anos entrou para a máfia.

A cidade natal de Riina se tornou famosa por ser o local onde Vito Corleone, protagonista do romance ficcional “O poderoso chefão”, nasceu.

Depois de uma primeira passagem pela prisão por assassinato, Riina, soldado fiel do líder mafioso Luciano Liggio desde os anos 1950, avançou na organização até substituir o chefe em 1974.

Em 1969, a Justiça emitiu a primeira ordem de prisão contra ele, mas Riina conseguiu viver na clandestinidade durante quase 25 anos – período em que, provavelmente, nunca saiu da Sicília.

Riina, à frente do clã dos Corleone, se apoderou de todas as atividades rentáveis da máfia, do tráfico de drogas aos sequestros, passando pela extorsão, após uma guerra nos anos 1980 que deixou centenas de mortos entre as “famílias palermitanas”.

Depois de vencer a guerra em 1982, Riina assumiu o poder total e virou o chefe da “Cúpula” (o Executivo da Cosa Nostra), e iniciou uma campanha de violência contra os representantes do Estado.

Foto mostra carro-bomba que matou Paolo Borsellino e seus guarda-costas na década de 1990. (Foto: Arquivo/ AP )

Ele ordenou os assassinatos dos juízes de combate à máfia Giovanni Falcone (1992) e Paolo Borsellino (1993), que tinham trabalhado sem trégua para levar mais de 300 mafiosos a julgamento em 1987.

Também foi um dos cérebros dos atentados que deixaram 10 mortos em Roma, Milão e Florença em 1993. “Que Deus o perdoe, porque nós não faremos isto”, afirmou uma associação de vítimas do atentado em Florença, segundo o jornal “Fatto Quotidiano”.

Tradição de família

Toto Riina era casado desde 1974 com Antonietta Bagarella, uma professora que pertencia a uma grande família mafiosa. Ela teria continuado a mandar no império criminal construído pelo marido mesmo após a prisão dele em janeiro de 1993, segundo os investigadores. O casal teve quatro filhos – e dois deles seguiram os passos do pai.

Ninetta Bagarella teve quatro filhos com Toto Riina (Foto: Reprodução/Twitter/@AdnKronos )

Giuseppe Salvatore, nascido em 1977, foi condenado a oito anos e 10 meses de prisão por associação mafiosa em 2009. Giovanni, nascido em 1976, cumpre pena de prisão perpétua por assassinato.

Cosa Nostra mais discreta

“Com a estratégia de massacres sangrentos na Sicília e na Itália (…) ele (Toto Riina) tornou visível a máfia, com centenas de assassinatos, primeiro com kalashnikov e depois com bombas” explica Attilio Bolzoni, analista do jornal “La Repubblica”.

Os juízes confirmam que a Cosa Nostra não foi derrotada, mas que nos últimos anos se tornou mais discreta, abandonando as execuções e os crimes de sangue do período Riina.

“Não acontecem mais assassinatos ou acontecem poucos”, afirmou recentemente à AFP Ambrogio Cartosio, um promotor que trabalhou por mais de 20 anos no departamento especial de combate à máfia.

Foto de 12 de abril mostra vila de Corleone, onde nasceu Toto Riina, o poderoso chefão da máfia siciliana (Foto: Filippo Monteforte / AFP)

Mas a organização criminosa não desapareceu, muito pelo contrário. “Me parece que está muito mais presente que antes nas estruturas políticas, retomou o controle de território. Atua de maneira distinta. É menos militar, menos sanguinária, mas muito eficaz”, completou o promotor.

Nos anos 1990, a máfia conseguiu abalar o Estado italiano, que finalmente reforçou a legislação e criou uma unidade especializada na luta contra o crime organizado, não apenas contra a Cosa Nostra, mas também contra a ‘Ndrangheta’ (Calabria), a Camorra (Campania) e a Sacra Corona Unita (Apulia).

“Graças a uma luta intensa liderada pela magistratura e as forças de segurança, mas também graças ao apoio de amplos setores da população durante anos, enfraquecemos o aparato militar da máfia na Sicília”, destaca o promotor Cartosio.

63,7% dos desempregados no Brasil são pretos ou pardos, aponta IBGE

Dos 13 milhões de brasileiros desempregados no terceiro trimestre deste ano, 8,3 milhões (63,7%) eram pretos ou pardos. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ambulantes vendem sombrinhas e guarda-chuvas na rodoviária do Plano, no DF (Foto: Larissa Batista/G1)

De acordo com o IBGE, o dado indica que a taxa de desocupação dessa parcela da população ficou em 14,6%, enquanto a da população branca ficou em 9,9%.

“As pessoas pretas e pardas estão sempre em desvantagem no mercado de trabalho, desde a inserção a depois de se inserir. São desigualdades que a gente já conhece, mas é sempre bom lembrar”, diz Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

A situação de desemprego dos pretos e pardos contrasta com os números do mercado de trabalho. De acordo com o IBGE, esta parcela da população representa mais da metade dos trabalhadores brasileiros (53%).

Mesmo sendo maioria na força de trabalho, a proporção de pretos e pardos ocupados (52,3%) foi menor que a da população branca (56,5%) no terceiro trimestre.

“Estamos falando de uma população que tem origem afrodescendente, que entrou no país através da escravidão. Em 100 anos de libertação dos escravos, esta pesquisa mostra que existe desigualdade ainda expressiva no país”, disse Azeredo.

Segundo o pesquisador, essa raiz histórica da população preta e parda “gera esse contexto de falta de oportunidade”.

Ele lembrou que, dentre os pretos e pardos, “muitos não têm acesso a escola, educação, e isso tem consequências diversas”, como a presença desta população em postos de trabalho que exigem pouca formação e em grupamentos de atividade com menor remuneração. “O poder de compra dessa população acaba sendo menor.”

Diferença de salários

O contraste racial no mercado de trabalho se estende, também, à remuneração. Segundo o IBGE, pretos e pardos recebem, em média, R$ 1.531 – quase a metade do rendimento médio dos brancos, que é de R$ 2.757.

Situação semelhante é observada no percentual de trabalhadores com carteira assinada no país. Pretos e pardos nesta condição somavam 71,3%, abaixo do observado no total do setor (75,3%).

Dos 23,2 milhões de pretos e partos empregados no setor privado no país no terceiro trimestre deste ano, 16,6 milhões tinham carteira de trabalho assinada. Foi o menor contingente nesta condição desde o 3º trimestre de 2012, quando pretos e pardos somavam 16,4 milhões de empregados com carteira de trabalho assinada.

O pico na série histórica desta parcela da população foi observado no quarto trimestre de 2014, quando somou 17,9 milhões.

Segundo o pesquisador, a Pnad já vem mostrando que está aumentando a geração de postos de trabalho sem carteira de trabalho assinada e em grupos de atividades com menor qualidade de trabalho, em termos de renda e outras características. “Os indicadores mostram que a população preta e parda acaba sendo mais direcionada a estes trabalhos.”

Trabalho informal

“Está crescendo mais a ocupação dos pretos e pardos em relação à população total. Isso está relacionado com o aumento do trabalho informal”, ponderou Azeredo. “Mais de um quarto dos trabalhadores de cor preta ou parda estão ocupados por conta própria, o que indica o trabalho informal”, destacou Azeredo.

De acordo com a pesquisa, o percentual desta população com este tipo de ocupação somou 26,1% no primeiro trimestre deste ano. Em 2014, somava 24,9%.

O IBGE destacou, ainda, que havia no terceiro trimestre deste ano 1,8 milhão de ambulantes no país. Deste total, 1,2 milhão eram pretos ou pardos, o que representa 66,7%.

Trabalho doméstico

De acordo com o levantamento do IBGE, a ocupação da população preta e parda superava a da população branca em quatro dos dez grupos de atividade pesquisados pelo instituto: na agricultura, na construção, nos serviços de alojamento e alimentação e, principalmente, nos serviços domésticos.

A distribuição percentual dos trabalhadores entre grupos de atividades mostra que 8,5% do total de negros e pardos ocupados no país atuavam com serviços domésticos, enquanto 5% do total da população branca ocupada atuava na mesma área.

Em contrapartida, do total de brancos ocupados no país, 19,2% estavam na administração pública, contra 15,6% representados por pretos e pardos.

Fonte: G1

CONFIRA OS ÁRBITROS DA COPA DO MUNDO

Fifa definiu os árbitros que vão trabalhar na Copa do Mundo da Rússia do ano que vem. No total, foram selecionados 36 profissionais de diferentes nacionalidades, sendo que de oito a dez deles serão reservas. O mineiro Sandro Meira Ricci, de 42 anos, é o representante do Brasil. O GloboEsporte.com teve acesso à lista completa.

A confederação europeia (UEFA) tem a maior quantidade de árbitros destacados: 10. Da Oceania (OFC), dois. E Ásia (AFC), América do Sul (Conmebol), América do Norte e Central (Concacaf) e África (CAF) têm seis cada. Ainda não há a definição dos auxiliares e tampouco dos eventuais árbitros de vídeo – o uso do VAR no Mundial será discutido em fevereiro.

Sandro Meira Ricci estará na Copa do Mundo do ano que vem (Foto: AP )

Confira a lista:

AFC (6)

  • Fahad Al Mirdasi (Arábia Saudita)
  • Alireza Faghani (Irã)
  • Ravshan Irmatov (Uzbequistão)
  • Mohammed Mohamed (Emirados Árabes)
  • Ryuji Sato (Japão)
  • Nawaf Shukralla (Bahrein)

CAF (6)

  • Mehdi Abid Charef (Argélia)
  • Malang Diedhiou (Senegal)
  • Bakary Gassama (Gâmbia)
  • Ghead Grisha (Egito)
  • Janny Sikazwe (Zâmbia)
  • Bamlak Tessema (Etiópia)

OFC (2)

  • Mattew Conger (Nova Zelândia)
  • Norbert Hauata (Taiti)

CONCACAF (6)

  • Joel Aguilar (El Salvador)
  • Mark Geiger (Estados Unidos)
  • Jair Marrufo (Estados Unidos)
  • Ricardo Montero (Costa Rica)
  • John Piiti (Panamá)
  • César Ramos (México)

CONMEBOL (6)

  • Julio Bascuñán (Chile)
  • Enrique Cáceres (Paraguai)
  • Andrés Cunha (Uruguai)
  • Néstor Pitana (Argentina)
  • Sandro Meira Ricci (Brasil)
  • Wilmar Roldán (Colômbia)

UEFA (10)

  • Felix Brych (Alemanha)
  • Cüneyt Çakır (Turquia)
  • Sergey Karasev (Rússia)
  • Björn Kuipers (Holanda)
  • Antonio Mateu Lahoz (Espanha)
  • Szymon Marciniak (Polônia)
  • Milorad Mažić (Sérvia)
  • Gianluca Rocchi (Itália)
  • Damir Skomina (Eslovênia)
  • Clémet Turpin (França)

Fonte: G1

CRISE EM RELAÇÃO À PLANOS DE SAÚDE

O número de pessoas com plano de saúde aumentou entre setembro e outubro, mas segue menor que no ano passado, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (17) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Em outubro, 47,4 millhões pessoas eram beneficiárias de planos de saúde, um aumento de 0,17% na comparação com o mês imediatamente anterior, mas um recuo de 0,97% em relação a 2016.

Entre as pessoas que possuíam plano de saúde em outubro, 31,6 milhões eram beneficiárias de um plano empresarial, o que representa 66,7% do total. Outras 9,2 milhões tinham planos individuais, o que representa 19,4% do total.

Ao longo da crise econômica, que aumentou o desemprego do país, o número de beneficiários de planos de saúde caiu. Em março deste ano, foi a registra a primeira alta mensal após 19 quedas consecutivas. Desde então, o indicador vem oscilando, com leves reduções e aumento no quadro de beneficiários.

A pesquisa também mostra que, enquanto a quantidade de beneficiários de planos de saúde empresariais aumentou 0,36% entre setembro e outubro (apesar de ainda registrar queda de 0,41% sobre o ano passado), o número de pessoas com planos individuais caiu 0,15% no mesmo mês.

Fonte: G1

ESSE CARRO VEM PRATICANDO ASSALTOS EM CAMPO GRANDE E REGIÃO!! (VIDEO)

DIVERSOS ASSALTOS
Paciência e Sta Margarida/RJ

ATENÇÃO MORADORES
Um Auto HB20 Branco vêm Realizando Diversos Assaltos nas Regiões de Santa Cruz e Campo Grande desde o Início desta Noite (17/11).

No Vídeo uma das Vítimas tem seu Celular Subtraido pelo(s) Elementos.
Aguardando Novas Informações.

DENUNCIE: 190
WhatsApp 40°BPM: (21) 99488-2034
WhatsApp 27°BPM: (21) 96907-1016
C O M P A R T I L H E

Psol pede expulsão de deputado que votou pela libertação de Picciani

O Psol pediu a expulsão do deputado Paulo Ramos depois que este votou a favor da libertação de Jorge Picciani (PMDB), Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB). Ele contrariou a orientação da bancada e dos outros quatro deputados do partido que votaram a favor da manutenção da prisão

Em nota, o Psol afirmou que Paulo Ramos “tomou hoje uma altitude inaceitável”. “Dessa forma, o deputado se colocou ao lado da máfia dos transportes, das empreiteiras e de todos aqueles que saquearam o Estado do Rio. Ao se colocar ao lado dessas máfias, Paulo Ramos perdeu completamente as condições de permanecer nas fileiras do nosso partido”, diz a nota, distribuída por membros do partido ainda no plenário da Alerj, após a votação.

O deputado, que está afastado do Psol, defendeu o seu voto em plenário. “O Judiciário não respeita a Constituição. Hoje, a maioria do Poder Legislativo enfrentou uma decisão extravagante do Poder Judiciário porque a própria Constituição diz que o deputado só pode ser preso em delito flagrante delito ou crime inafiançável”, disse.

Votação

Com 39 votos favoráveis, 19 contra e 1 abstenção, os deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovaram, nesta sexta-feira, 17, a libertação do presidente da Casa, deputado Jorge Picciani, do deputado Paulo Melo e do líder do governo, deputado Edson Albertassi, todos do PMDB.

O projeto de resolução 577/17 que revoga a prisão e o afastamento do mandato dos três havia sido também aprovado pela maioria dos deputados da Comissão de Constituição e Justiça. Foram quatro votos a dois na comissão. O filho de Picciani, Rafael Picciani (PMDB), se absteve.

A decisão da Alerj também determina que eles retomem o exercício regular do mandato. O secretário da Mesa Diretora foi entregar a decisão na prisão de Benfica para a soltura dos deputados. A prisão tinha sido determinada na última quinta-feira, 16, por decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).

PROTESTO NA AVENIDA CESÁRIO DE MELLO!!! TRANSITO PARADO!! (VIDEO)

PROTESTO DE MORADORES
3 PONTES – Santa Cruz/RJ

BRT INTERROMPIDO
CESÁRIO DE MELO INTERDITADA
Neste Momento Ocorre Frente a Comunidade do 3 Pontes, na Avenida Cesário de Melo em Santa Cruz um Protesto de Moradores.

A Manifestação se dá em Resposta à Operação Policial que Ocorreu Ontem (16/11) onde 2 Agentes da Policia Civil foram Baleados no Local.

A Circulação do BRT TransOeste está Interrompida na Via, Carros de Passeio e Vans Seguem Desviando Trânsito pela Avenida Antares.
Policiais do 27°BPM se Encontram no Local afim de Liberar o Trânsito.

C O M P A R T I L H E

Como ter sucesso com a amamentação?

Esta semana, completamos, lá em casa, um mês do desmame do Solano, meu filho mais novo. Depois de mais de quatro anos com o meu corpo a serviço de outro ser — entre gestações e períodos de amamentação — eu me libertei. Posso usar qualquer blusa ou sutiã, encher a cara sem culpa, viajar sem que meus peitos virem duas pedras e eu precise ficar ordenhando pelo caminho. Viva!

Essas são, de fato, frases de alguém que estava bem cansada de dar mamá. Mas, embora não pareça, a minha relação com a amamentação sempre foi superbacana. Tanto com Solano quanto com Miguel, o mais velho, não tive muita dificuldade no processo inicial e pratiquei livre demanda (quando o bebê mama sempre que quer, sem horários definidos). Curti de verdade essa fase e acho que meus filhos também.

Por conta dessas experiências, compartilho aqui algumas dicas que acho essenciais para uma amamentação bem-sucedida:

Demora para pegar o jeito.Não, não é instintivo. As primeiras vezes são doloridas – ou porque o bebê não tem a “pega” correta ou porque seu útero vai contrair enquanto ele suga (e dói), ou as duas coisas. Ninguém prepara as grávidas para isso. E eu devo dizer: achei “quase” mais difícil que parir.

Eu não sabia se ele estava sugando mesmo ou se era hora de trocar de peito. Também não sabia que o leite demorava para descer, pois existe um tempo para a produção se adequar às necessidades da criança. Comigo, com os dois filhos, foram umas duas semanas de adaptação (e, com o mais novo, ainda tive bico de seio rachado). É duro, mas, quando pegamos o jeito, tudo flui.

Você precisa de ajuda profissional. Como consequência de toda essa dificuldade, o melhor a se fazer é recorrer a pessoas que entendem do assunto. Não estou falando da sua mãe, da sua sogra ou da amiga que já tem três filhos. Todo mundo tem uma dica (bem-intencionada), mas o mais importante é consultar as profissionais do banco de leite ou, se você tiver condições, uma consultora em amamentação.

Na primeira vez, a doula fez, também, esse papel, e salvou a minha vida. Chegou lá em casa quando eu mal conseguia encostar nos seios, de tão cheios. Ela me ensinou a conferir a pega, a ordenhar e a colocar Miguel em diversas possíveis posições para mamar. Foram lições importantes que me deram autoconfiança para seguir adiante.

Sem rede de apoio, não vai funcionar. Se as pessoas à sua volta não forem favoráveis à amamentação, tudo vai ficar muito mais difícil. Já é complicado lidar com os primeiros dias, se tiver alguém soltando frases do tipo: “mas vai mamar de novo?” ou “eu não levantaria tantas vezes da cama para isso”, o caminho será ainda mais tortuoso.

Tive a sorte de ter um companheiro que sempre apoiou a amamentação. Mesmo nos momentos mais difíceis, quando Solano estava acordando sete vezes por noite, ele nunca me colocou na berlinda, falando algo como: “ah, mas você amamenta porque quer”. Também teve toda sensibilidade para entender (e vivenciar comigo) a privação de sono e a, digamos, transformação dos meus seios em fonte de alimento para nossos filhos (sem que isso virasse um problema).

O pediatra tem que estar alinhado. Entra na rede de apoio, mas é ainda mais importante porque nós, pais e mães, tendemos a acreditar em tudo que o médico fala – e muitos profissionais falam bobagens. É importante que o pediatra seja favorável à amamentação e tire dúvidas da família sem colocar a capacidade da mulher em xeque.

Mais uma vez, fui sortuda. O médico que acompanha os meninos sempre me incentivou a fazer a livre demanda e a prolongar a amamentação. Miguel nasceu muito magro (2,260kg) e, em nenhum momento, ele sugeriu que usássemos fórmulas para engordá-lo mais rapidamente. Ele simplesmente verificou que meu filho estava ganhando peso, no ritmo dele, e deixou tudo fluir.

Tem que ter disposição. Por fim, e não menos importante: a mulher tem que estar realmente a fim. Peito não é só alimento, é colo, chamego e carinho para o neném. Muitas vezes, a criança vai querer mamar para se sentir segura, não porque está com fome. E é normal a gente ficar cansada, de saco cheio, querendo desistir.

Eu, como feminista, também acho que nenhuma mãe deve ser obrigada a dar mamá porque “é função” dela. Defendo o direito das mulheres sobre o próprio corpo, mesmo em uma circunstância assim. Mas, com os bebês, a entrega, embora exaustiva, é recompensadora. Dar o peito é o nosso momento, uma troca exclusiva, íntima, que fortalece os vínculos. Quem pode e quer, que viva esse momento!

Facebook vai acabar com notificação de convites para joguinhos

Parece que o Facebook ouviu as preces de quem usa a rede e se irrita bastante com os convites de jogos que os amigos enviam. Quem não lembra da febre de Candy Crush e Farmville? A rede anunciou, na quinta-feira (16/11), que irá acabar com estas notificações.

Em breve, o sistema do Facebook não dará mais suporte aos App Invites (convites para aplicativos, em português). As informações foram publicadas em uma página voltada para desenvolvedores e o aviso diz que as mudanças serão implementadas até fevereiro de 2018.

Além dos jogos, a mudança também afeta, por exemplo, empresas que usam o Facebook para divulgar seus aplicativos. Além dessa mudança no App Invites, a rede social também informou outras alterações como:

Os botões “enviar” e “seguir”, presentes em aplicativos de terceiros, também não terão mais suporte. Logo, deixarão de funcionar. Segundo a empresa, existem outras formas de compartilhar um conteúdo e o botão “seguir” se tornou redundante, já que há diversas maneiras de os usuários interagirem com as páginas.

Os comentários feitos em sites não aparecerão mais na linha do tempo do usuário. É o chamado “espelho de comentários”.