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Neguinho da Beija-Flor desfilará pela União de Maricá em 2027

Neguinho da Beija-Flor será destaque da quarta alegoria da União de Maricá no Carnaval 2027, na Marquês de Sapucaí. Assim, o desfile marcará a primeira participação do artista na avenida por uma agremiação diferente da Beija-Flor de Nilópolis.

Neguinho na União de Maricá terá papel inédito na avenida

O intérprete desfilará como destaque de um carro alegórico pela primeira vez. Além disso, ele participará da Sapucaí por outra escola do Grupo Especial que não seja a Beija-Flor, agremiação pela qual conquistou 15 títulos ao longo de quase cinco décadas.

A despedida da escola de Nilópolis, portanto, não encerrou a relação de Neguinho com a avenida. Na União de Maricá, ele ocupará a quarta alegoria do desfile, que terá como enredo “Utopia Brasil: Darcy Ribeiro”. Em seguida, o carnavalesco Edson Pereira desenvolverá o tema.

“É uma maravilha! Estou muito feliz com o convite da Maricá para vir, pela primeira vez, como destaque principal de um carro alegórico. Muito obrigado pelo convite e toda a felicidade do mundo para vocês. Espero estar à altura do carnaval que a escola irá apresentar na Marquês de Sapucaí. Além disso, tenho certeza que será lindo”, afirmou Neguinho.

União de Maricá estreará no Grupo Especial em 2027

Campeã da Série Ouro em 2026, a União de Maricá fará sua estreia no Grupo Especial no Carnaval 2027. Além disso, a escola será a primeira a desfilar no domingo, 7 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí.

Assim, o desfile marcará tanto a estreia da agremiação na elite do carnaval quanto a participação inédita de Neguinho como destaque de uma alegoria por outra escola do Grupo Especial.

PMs são acusados de forçar suspeitos a vestir camisetas do PT

Policiais militares de Piracicaba, no interior de São Paulo, são acusados de obrigar três suspeitos de tráfico de drogas a vestir camisetas do PT antes de levá-los à delegacia. Além disso, a mãe de um dos detidos e a deputada estadual Professora Bebel (PT) afirmam que a cena foi forjada.

Acusações sobre as camisetas do PT

A abordagem ocorreu na manhã de quarta-feira, 21, na Comunidade Pantanal. Dois homens, de 21 e 24 anos, foram presos em flagrante, enquanto um adolescente de 17 anos foi apreendido e encaminhado à Fundação Casa.

Na audiência de custódia, o homem de 21 anos foi solto; já o de 24 permaneceu preso. A mãe de um dos jovens disse que o filho é usuário de drogas, não traficante, e que ele não participa de campanhas políticas.

Ela também relatou que policiais entraram na casa da família e agrediram sua filha, de 14 anos. Além disso, testemunhas ouvidas disseram que os três não usavam camisetas do PT durante a abordagem e que houve agressões.

Versões divergentes sobre a abordagem

A Polícia Militar afirma que a ação começou após uma denúncia anônima ao 190, gravada em áudio. Segundo a corporação, a denúncia descrevia três homens vendendo drogas, usando camisetas alusivas a Lula, e um deles armado.

A PM declarou ter apreendido um revólver calibre .32 com numeração suprimida, 160 porções de cocaína e R$ 340. Já a Secretaria da Segurança Pública (SSP) detalhou que 23 porções estavam com o adolescente e 137 com os adultos.

As autoridades registraram o caso como tráfico, porte ilegal de arma de uso restrito e ato infracional. A SSP informou que investigará eventual denúncia contra a conduta dos agentes; até o momento, porém, não havia registro de ocorrência nesse sentido.

A PM disse que não tinha recebido informações sobre as acusações até aquele momento. Além disso, a corporação afirmou que não compactua com desvios de conduta e que pune com rigor os casos comprovados.

Nas redes sociais, Professora Bebel questionou o fato de os três suspeitos aparecerem com camisetas iguais, novas e aparentemente maiores do que o tamanho deles. Além disso, a deputada protocolou uma representação na Corregedoria da PM.

Vídeo dos detidos e pedido do PT

A chegada dos detidos à delegacia foi filmada. Em seguida, o senador eleito Guilherme Derrite (PL) publicou o vídeo.

O PT pediu à Procuradoria-Geral Eleitoral a abertura de investigação e a oitiva de Derrite, da mãe dos detidos e dos policiais envolvidos. Além disso, o partido sustenta que a intenção teria sido produzir imagens falsas para incendiar as redes e prejudicar a campanha.

Influenciador automotivo é preso sob suspeita de vender peças roubadas

A Polícia Civil prendeu em flagrante o influenciador automotivo Gustavo Gonçalves Porto Melo na quarta-feira (21/10), em Itaipu, Niterói. Conhecido como “GT” ou “Rei dos Batidos”, ele é suspeito de integrar um esquema de obtenção, receptação e comercialização de peças retiradas de veículos roubados.

Com cerca de 12 mil seguidores nas redes sociais, Gustavo divulgava serviços de restauração de carros batidos e publicava registros de viagens e passeios. Durante a busca e apreensão na residência, policiais civis também detiveram um segundo homem.

Influenciador automotivo e apreensões em Niterói

Na casa do investigado, as equipes encontraram uma pistola calibre .380 com 29 munições, um simulacro de fuzil e duas réplicas de distintivos da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ). Além disso, apreenderam colete, balaclava, rádio comunicador, máquina de contar dinheiro, celulares, peças automotivas e veículos.

Entre os bens recolhidos estavam um carro BYD, um Chevrolet Spin, uma motocicleta BMW e um jet ski. Além disso, Gustavo afirmou ter comprado a pistola por R$ 5 mil em um grupo de WhatsApp chamado “Monopólio”.

Sobre os veículos, ele alegou que eram de sua propriedade. Os registros oficiais, porém, indicavam que estavam em nome da avó, pensionista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Polícia Civil vai analisar a origem dos recursos e a relação entre o patrimônio exibido e a capacidade financeira do investigado.

Investigação sobre peças de carros roubados

As apurações indicam que Gustavo recebia pedidos de componentes automotivos de alto valor e intermediava peças retiradas de carros roubados. Além disso, o caso está sob responsabilidade da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis de Niterói e São Gonçalo (DRFA-NSG).

Em setembro de 2026, durante a investigação de um flagrante de receptação, policiais localizaram dois motores roubados em uma oficina. Na ocasião, o responsável pelo comércio declarou formalmente que Gustavo havia indicado o serviço automotivo.

O suspeito tem registros policiais anteriores por desobediência, receptação e crimes relacionados a automóveis. Em um episódio anterior, policiais o prenderam em flagrante enquanto dirigia uma motocicleta roubada, sem placa e com o chassi cortado.

A autoridade policial autuou Gustavo em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, desobediência e associação criminosa armada.

Processos por stalking no Rio crescem 2.150% em cinco anos

Os processos por stalking no Rio passaram de 337, em 2021, para 7.584 até 29 de setembro de 2026, alta de aproximadamente 2.150% em cinco anos. Além disso, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) divulgou os dados em 22 de outubro.

As medidas protetivas de urgência também cresceram: foram 149 em 2021 e 3.611 nos primeiros nove meses de 2026. No entanto, o aumento das demandas judiciais não significa, necessariamente, que os crimes tenham crescido na mesma proporção.

Stalking no Rio: o que mostram os números

De acordo com o tribunal, a maior circulação de informações sobre stalking tem ajudado vítimas a reconhecer comportamentos abusivos e buscar ajuda. Além disso, o Brasil criminalizou a prática em 2021.

O crime envolve perseguições repetidas que ameaçam a integridade física ou psicológica, restringem a liberdade ou invadem a privacidade. Além disso, as partes não precisam ter tido uma relação amorosa: ex-companheiros, conhecidos e desconhecidos podem estar envolvidos.

Câmeras escondidas e mensagens intimidatórias

Entre os casos que chegaram à Justiça fluminense, um homem instalou uma câmera escondida no elevador do prédio onde a vítima morava. O equipamento permitia acompanhar horários, deslocamentos e roupas que ela usava ao sair de casa. Em seguida, ele comentava essas informações, indicando que a mantinha sob vigilância.

Em outro episódio, um perseguidor monitorava a rotina digital de uma mulher, identificava as músicas que ela ouvia e usava diferentes endereços de e-mail para continuar enviando mensagens após ser bloqueado.

A perseguição chegou a incluir uma mensagem intimidatória sobre uma pizza que a vítima havia pedido enquanto estudava com uma amiga. Sem saber como o homem descobrira a refeição e com medo de que o alimento tivesse sido adulterado, as duas ficaram assustadas. Além disso, o tribunal relatou os episódios como exemplos do medo que pode ocorrer mesmo sem a presença física do autor.

A juíza Luciana Fiala de Siqueira Carvalho, titular do V Juizado de Violência Doméstica e Familiar, explicou que a repetição das condutas e seus efeitos na vida da vítima diferenciam o stalking de uma tentativa isolada de contato. Em situações mais graves, pessoas perseguidas mudam trajetos, evitam compromissos e até deixam de sair de casa para não encontrar quem as vigia.

Stalking no Rio: contato por Pix também pode fazer parte

Bloquear um telefone ou perfil em rede social nem sempre encerra a perseguição. Entre as estratégias identificadas em casos analisados pela Justiça estão criar novos canais de contato e enviar pequenos valores por Pix acompanhados de mensagens intimidatórias.

Esses recursos podem integrar o crime quando fazem parte de uma sequência de atos de perseguição. A avaliação depende das circunstâncias de cada caso. Além disso, a lei prevê pena de seis meses a dois anos de reclusão, multa e possibilidade de aumento nas situações previstas no Código Penal.

Como buscar ajuda e preservar provas

O TJRJ orienta as vítimas a não apagar mensagens, e-mails ou históricos de ligações que possam comprovar a repetição do comportamento. Além disso, gravações de câmeras, fotografias e relatos de vizinhos, porteiros ou colegas de trabalho podem ajudar na investigação.

Quando for seguro, a pessoa pode informar que não deseja manter contato. Se a perseguição continuar, deve procurar a polícia e registrar a ocorrência. Conforme as circunstâncias, a Justiça pode conceder medidas protetivas que proíbam aproximação ou contato, inclusive por redes sociais e aplicativos de mensagens.

Mulheres em situação de violência também podem buscar orientação na Defensoria Pública, nos Centros Integrados de Atendimento à Mulher (Ciam) e nos Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceam). Além disso, esses serviços oferecem acolhimento e encaminhamento especializado.

Em perigo imediato, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190. Já a Central de Atendimento à Mulher, pelo 180, oferece orientação e recebe denúncias.

Assim, comportamentos tratados como ciúme, tentativa de reconciliação ou insistência podem configurar crime quando passam a ameaçar a liberdade e a segurança de outra pessoa.

Justiça aprova recuperação judicial da Casas Bahia

Nesta quarta-feira (21), a Justiça de São Paulo aprovou o processamento da recuperação judicial da Casas Bahia. A varejista busca reestruturar R$ 17,3 bilhões em dívidas com mais de 28 mil credores.

A empresa tem 30 dias para entregar documentos pendentes ao juízo. Caso não cumpra o prazo, a Justiça poderá revogar a decisão.

Recuperação judicial exige documentos complementares

A juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), determinou que o grupo apresente fluxos de caixa individualizados das seis empresas. Além disso, a lista de credores segue em atualização.

Na decisão, a magistrada afirmou que as pendências podem ser esclarecidas ou complementadas e não impedem, por si só, o processamento do pedido.

A juíza manteve ainda a proteção de 180 dias contra a execução de dívidas, conhecida como stay period. A medida havia sido concedida em agosto, depois que a companhia relatou uma “corrida de credores contra o patrimônio” desde a abertura do processo, em 16 de agosto.

Além disso, a AJ Ruiz Consultoria Empresarial foi nomeada administradora judicial. A empresa deverá avaliar se há necessidade de prorrogar o prazo do stay period.

Perícia aponta queda nas vendas digitais

A Casas Bahia atribui a crise aos juros elevados, à restrição de crédito e à pressão sobre o consumo. Como parte da reestruturação, fechou quase 300 lojas e demitiu 3 mil funcionários.

Uma perícia judicial identificou redução de estoques, áreas ociosas em alguns centros de distribuição e 4,6 mil funcionários a menos no quadro em agosto. Além disso, as vendas digitais recuaram 35% entre julho e agosto.

A ACFB Administração Judicial realizou a análise em 744 lojas e 29 centros logísticos. O grupo continuava operando, embora o laudo tenha apontado sinais de retração em parte da estrutura.

Em seguida, os peritos registraram atividade irregular em nove lojas e três centros de distribuição. Já a fábrica da Bartira, marca de móveis do grupo, funcionava normalmente.

Na operação on-line, a equipe fez sete compras pelos canais digitais da Casas Bahia. Além disso, todos os pedidos chegaram dentro dos prazos informados.

Apesar disso, entre julho e agosto, as vendas digitais caíram 35,3% em valor transacionado. O número de pedidos também diminuiu: passou de 1.068.648 para 706.335 registros, uma redução de 33,9%.

Em 17 de agosto, a empresa protocolou o pedido de recuperação judicial para reorganizar as operações e negociar as dívidas com os credores.

DELEGADO APOSENTADO DO RIO TRAZ À TONA DEBATE SOBRE BOLSONARISMO, MILÍCIAS E O SUBMUNDO DO CRIME

 

 

A relação entre política, criminalidade organizada e segurança pública volta ao centro do debate brasileiro. No Rio de Janeiro, onde as milícias e o tráfico de drogas representam desafios históricos para as autoridades, a experiência de profissionais que atuaram diretamente no combate ao crime ajuda a compreender a complexidade desse cenário.

Um dos nomes que conhecem de perto essa realidade é Vinícius George, delegado aposentado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, com mais de três décadas de experiência na área da segurança pública. Ao longo de sua trajetória profissional, ele ocupou diferentes funções estratégicas e acompanhou de perto os desafios enfrentados pelas instituições responsáveis por investigar e combater organizações criminosas.

A experiência de George inclui passagens por delegacias distritais e especializadas, além de atividades na Chefia de Polícia e na Secretaria de Segurança Pública. Nessas instituições, trabalhou em setores relacionados à inteligência e ao controle interno, áreas consideradas fundamentais para identificar irregularidades, investigar condutas suspeitas e fortalecer os mecanismos de fiscalização dentro das forças de segurança.

Sua atuação também alcançou o Poder Legislativo estadual. Na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), coordenou duas importantes Comissões Parlamentares de Inquérito: a CPI das Milícias e a CPI do Tráfico de Armas, Munições e Explosivos.

As investigações relacionadas a esses temas são especialmente relevantes em um estado marcado pela presença de grupos armados que disputam territórios, exploram atividades econômicas ilegais e exercem influência sobre comunidades. A atuação desses grupos levanta questões sobre corrupção, financiamento de atividades criminosas e possíveis conexões entre integrantes do crime organizado e agentes públicos.

É nesse contexto que ganha força o debate sobre o bolsonarismo e suas possíveis relações com o submundo do crime. O tema desperta interesse político e social, especialmente diante das discussões sobre milícias, armas, segurança pública e a atuação de grupos que buscam ampliar sua influência nas instituições.

Entretanto, é fundamental distinguir fatos documentados, investigações oficiais, declarações públicas e suspeitas. A existência de questionamentos políticos ou de investigações envolvendo determinadas pessoas não comprova, por si só, uma ligação criminosa entre todo um movimento político e organizações ilegais.

A experiência de um profissional que participou de investigações sobre milícias e tráfico de armas pode contribuir para esclarecer como essas estruturas funcionam, quais são suas estratégias de atuação e quais dificuldades as autoridades enfrentam para combatê-las.

O assunto também levanta uma questão central para a sociedade: até que ponto as instituições públicas conseguem impedir que interesses criminosos influenciem decisões políticas e comprometam a segurança da população?

As informações apresentadas sobre a trajetória de Vinícius George demonstram sua experiência profissional nesses campos. Para estabelecer conclusões específicas sobre eventuais vínculos entre integrantes do bolsonarismo e organizações criminosas, porém, é necessário conhecer suas declarações concretas, os documentos apresentados e as evidências disponíveis.

Em um cenário de intensa polarização política, transparência, investigação rigorosa e responsabilidade na divulgação das informações são essenciais para que a população possa compreender os fatos e cobrar respostas das autoridades.

TSE avalia suspender canais políticos no WhatsApp durante eleição

Uma minuta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê desativar canais políticos no WhatsApp com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores e nas 24 horas posteriores ao segundo turno, marcado para o próximo domingo (25). Além disso, a proposta ainda depende de aprovação do plenário.

Se aprovada, a medida entrará em vigor imediatamente, conforme o texto. Além disso, a minuta começou a circular entre os ministros após eles discutirem o tema em reuniões informais na sexta-feira (16) e na terça-feira (20).

O que prevê a proposta para canais políticos no WhatsApp

O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, redigiu a minuta. Em nota, seu gabinete afirmou que a autoria coube a ele por tradição, já que o vice-presidente costuma redigir as normas eleitorais, e que a iniciativa não foi pessoal.

Segundo a nota, o objetivo discutido é proteger a integridade do pleito no período próximo à votação, quando pode não haver tempo hábil para responder a conteúdos ilícitos ou corrigi-los. Além disso, o gabinete informou que o texto partiu de um consenso interno.

A nota acrescenta que os critérios em análise são objetivos e impessoais. Além disso, eles se aplicariam igualmente a canais político-eleitorais de grande alcance, independentemente de candidato, partido ou orientação política.

Se a proposta for aprovada, poderá atingir o canal “Exército do Lula”, que chegou a 7 milhões de inscritos no WhatsApp nesta quarta-feira (21). Além disso, a medida desativaria o canal “Tropa do Flávio”, com 2 milhões de inscritos.

13/10/2026 – Canal do Whatsapp exército do Lula . Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Restrições e risco apontado na minuta

O texto prevê aplicar aos canais de transmissão político-eleitorais com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já valem para conteúdo de campanha impulsionado, cujo alcance é ampliado mediante pagamento às plataformas.

A minuta também considera que canais com grande audiência podem ter alcance desproporcional na difusão de conteúdos ilícitos. Além disso, aponta que o intervalo entre as 48 horas anteriores e as 24 horas posteriores à eleição concentra risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado.

O texto justifica esse entendimento pela falta de tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva durante esse período.

Disputa judicial sobre o canal Exército do Lula

A proposta surgiu após decisões divergentes sobre o canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, retirou o canal do ar após um pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Em seguida, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou que não havia elementos para justificar a medida e que Nunes Marques não poderia suspendê-lo por via administrativa, pois o caso já tramitava judicialmente em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, Nunes Marques voltou a suspender o canal. O ministro alegou que, embora a ferramenta fosse administrada por um apoiador — o deputado André Janones (Rede-MG) —, ela teria vínculo com a campanha oficial e deveria estar registrada no TSE como tal.

Por fim, o presidente do TSE liberou o canal após a campanha oficial realizar o registro.

São Paulo (SP), 19/10/2026 – O deputado federal André Janones (Rede-MG) teve alta do Hospital Vila Nova Star, no início da tarde desta terça (20). O parlamentar havia sido internado na madrugada de segunda (19) com arritmia cardíaca grave e falta de ar. Foto: andrejanones/Instagram

Mulher confessa envenenamento e esquartejamento do companheiro em Nova Iguaçu

No caso de Nova Iguaçu, a Polícia Civil prendeu Esther Pestana Cabral na noite de terça-feira (21), em Austin, na Baixada Fluminense. Ela admitiu ter envenenado, decapitado e esquartejado o companheiro, Edmilson Batista Vila Verde. Conforme as investigações, o homicídio ocorreu em 16 de outubro.

A apuração começou quando o filho de Edmilson encontrou parte do corpo do pai na residência e chamou a Polícia Militar. Após a verificação inicial no local, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense assumiu o caso.

Pistas no imóvel e no carro da vítima

Na casa, os agentes encontraram o tronco de Edmilson. Além disso, localizaram um comprovante fiscal da compra de um par de luvas, material que, segundo a investigação, pode ter sido usado no esquartejamento.

Com base no recibo, os investigadores foram à farmácia indicada no documento. Em seguida, a equipe confirmou que a própria companheira de Edmilson havia comprado as luvas.

Ao mesmo tempo, outra equipe encontrou a cabeça e os membros da vítima dentro do carro dele. O automóvel estava estacionado em uma rua a quase meio quilômetro da residência.

Confissão no caso de Nova Iguaçu e situação judicial

Levadas à delegacia para prestar depoimento, Esther inicialmente tentou sustentar outra versão. No entanto, ela confessou os atos depois que os investigadores apresentaram as provas reunidas durante o dia.

Esther admitiu ter escondido os restos mortais do companheiro em locais diferentes, após o crime de envenenamento e esquartejamento. A confissão, portanto, ocorreu durante o depoimento à polícia.

A polícia autuou a mulher em flagrante por ocultação de cadáver. Como o assassinato havia ocorrido dias antes, a autoridade policial pediu a prisão temporária da suspeita por homicídio qualificado.

O pedido de prisão temporária ainda aguarda decisão judicial. Enquanto isso, a investigação policial aponta que o homicídio ocorreu em 16 de outubro e que as partes do corpo foram encontradas em locais distintos.

Flávio Bolsonaro encerrará campanha diante da casa do pai no Rio

Flávio Bolsonaro escolheu a Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, para encerrar a campanha à Presidência da República. O ato ocorrerá em frente à casa de seu pai, Jair Bolsonaro, antes do segundo turno marcado para domingo (25/10). Além disso, o governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL), participará da mobilização.

Flávio Bolsonaro volta a endereço marcante

A residência tem significado político e familiar para a campanha. Em 2018, Jair Bolsonaro continuou ali a recuperação após receber alta do hospital, onde foi atendido por causa da facada sofrida durante um ato em Juiz de Fora, Minas Gerais, em setembro daquele ano.

Na ocasião, aliados políticos, jornalistas e apoiadores acompanharam a recuperação do então candidato no local. Além disso, manifestações diante da casa se tornaram frequentes na reta final da eleição, vencida por Bolsonaro contra Fernando Haddad (PT).

O endereço volta a receber um ato presidencial oito anos depois. Além disso, a expectativa é que os discursos mencionem o atentado de 2018 e a recuperação do ex-presidente.

Participação de Douglas Ruas na campanha

Douglas Ruas, eleito governador do Rio no primeiro turno, tem percorrido municípios fluminenses para participar de carreatas e atos em apoio a Flávio Bolsonaro. Assim, sua presença na Barra da Tijuca também representa a participação do PL do estado na campanha presidencial.

No segundo turno, Flávio Bolsonaro enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes do ato final, o senador participará do debate presidencial da TV Globo, previsto para sexta-feira (23/10), no Rio de Janeiro.

Agenda de Flávio Bolsonaro até o segundo turno

No sábado (24/10), último dia de campanha nas ruas, o candidato terá compromissos em Belo Horizonte e na capital fluminense. Em seguida, a programação terminará com a mobilização em frente à casa do pai, na Barra da Tijuca.

Já no domingo (25/10), Flávio Bolsonaro votará no Rio de Janeiro e, em seguida, acompanhará na cidade o segundo turno da eleição presidencial.

Rio oferece avaliação para diagnóstico de autismo em adultos

O Centro Estadual de Diagnóstico para o Transtorno do Espectro Autista (CedTEA) 18+ oferece avaliação especializada para autismo em adultos na rede estadual de saúde do Rio de Janeiro. Localizado no Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro (CPRJ), na Gamboa, o serviço atende pessoas de 18 a 65 anos que ainda não têm diagnóstico confirmado.

Nos três primeiros meses de funcionamento, 78 adultos foram encaminhados para investigar a suspeita de TEA. Para isso, os municípios usaram os sistemas de regulação de saúde.

Como funciona a avaliação de autismo em adultos

A equipe realiza a avaliação em oito encontros com profissionais de diferentes especialidades. Inicialmente, a assistência social acolhe o paciente e busca compreender seu contexto de vida.

Em seguida, o atendimento inclui consultas de psiquiatria e neuropsicologia. Segundo a neuropsicóloga Stephanie Duarte, dificuldades de interação social estão entre as queixas mais relatadas por pessoas adultas.

A avaliação neuropsicológica utiliza instrumentos padronizados para investigar funções cognitivas e aspectos comportamentais. Além disso, os resultados complementam a história clínica e a avaliação médica, contribuindo para uma análise mais precisa.

Diogo Aguilar, morador de Paraty, tem 20 anos e passou pelo serviço. Ele relatou que tinha dificuldade para se comunicar e que isso começou a incomodá-lo. Durante a avaliação, esclareceu questões sobre a memória e situações em que outras pessoas o interpretaram mal.

“Consegui compreender um pouco mais sobre mim. Agora tenho respostas que sozinho não conseguiria ter. Acho que vai melhorar bastante a minha vida”, afirmou Diogo.

Avaliação também identifica outras condições

A investigação não se limita ao TEA: ela também pode apontar características relacionadas a outras condições do neurodesenvolvimento. Por exemplo, Diego José Torres da Silva, de 18 anos, recebeu diagnóstico de deficiência intelectual após a avaliação multiprofissional.

Morador de Japeri, o estudante contou que sofreu bullying ao longo da vida e não entendia por que isso acontecia. Para ele, o diagnóstico é positivo porque permite buscar o tratamento adequado.

O que acontece após o diagnóstico

O CedTEA 18+ é uma unidade da Secretaria de Saúde administrada pela Fundação Saúde. Além disso, o serviço se dedica exclusivamente à avaliação diagnóstica e não oferece tratamento continuado.

Quando a equipe confirma o TEA, o paciente recebe orientações sobre direitos, benefícios, atendimento prioritário e emissão da carteira de identificação. Em seguida, ele retorna ao município de origem para dar continuidade ao cuidado na rede local.