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Filho de Bolsonaro faz pedido polêmico para Professores

Odeputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) postou neste sábado (5) em suas redes sociais uma orientação aos professores do ensino médio do país sobre o que eles devem ensinar a seus alunos.

“Atenção professores: seu aluno que inicia agora o 1º ano do ensino médio não precisa saber sobre feminismo, linguagens outras que não a língua portuguesa ou história conforme a esquerda, pois o vestibular dele será em 2021 ainda sob a égide de pessoas da estirpe de Murilo Resende”, escreveu o parlamentar, que informa em sua biografia ser formado em direito e ter atuado profissionalmente como escrivão da Polícia Federal antes de ingressar na política.

Na postagem, ao citar Murilo Resende, Eduardo se referiu ao novo diretor de Avaliação da Educação Básica, órgão responsável pelo Enem e pela Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica). O deputado replicou mensagem postada por Jair Bolsonaro, segundo quem Resende terá como foco “a medição da formação acadêmica e não somente o quanto ele foi doutrinado em salas de aula”.

Eduardo Bolsonaro

@BolsonaroSP

Atenção professores: seu aluno q inicia agora o 1º ano do ensino médio não precisa saber sobre feminismo, linguagens outras q não a língua portuguesa ou história conforme a esquerda, pois o vestibular dele será em 2021 ainda sob a égide de pessoas da estirpe de Murilo Resende.

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Resende é doutor em economia e foi aluno do curso online de Olavo de Carvalho, guru de setores da direita e da família Bolsonaro, a quem chama de “o maior amigo”.

Desde 2015, é professor universitário em Goiás. Sua falta de experiência foi apontada como um possível entrave para a atuação na diretoria por servidores do Ministério da Educação ouvidos pela Folha de S.Paulo.

+ Bolsonaro se revolta com publicação de Haddad e volta a atacar o PT

ENEM

Em vídeo divulgado em suas redes sociais logo após ser eleito, Bolsonaro disse que, em seu governo, “vai tomar conhecimento da prova antes” da realização do Enem pelos estudantes, medida que confronta critérios técnicos e de segurança do exame.

Segundo disse à época, o objetivo de conhecer a prova com antecedência era evitar questões como a que citou, no ano passado, um texto jornalístico que abordava um dialeto da comunidade LGBT.

A pergunta pedia ao participante a compreensão sobre o conceito de dialeto -não exigia, portanto, que o candidato tivesse conhecimento sobre LGBT.

Em entrevista antes de assumir o cargo, o agora ministro Ricardo Vélez Rodríguez (Educação) afirmou que dará aval para a consulta prévia das provas do Enem pelo presidente Bolsonaro. “Se o presidente se interessar, ninguém vai impedir. Ótimo que o presidente se interesse pela qualidade das nossas provas”.

Para que isso aconteça, porém, Bolsonaro terá que mudar normas administrativas para conseguir acesso antecipado ao conteúdo do Enem a partir do ano que vem. E, se quiser evitar eventuais questionamentos judiciais, deverá fazer até mesmo ajustes da legislação.

A intenção provocou reação de educadores, para quem há risco à credibilidade técnica e ao sigilo do Enem, que neste ano teve 5,5 milhões de alunos inscritos.

Bolsonaro pode ajudar SBT e RecordTV a avançar sobre a Globo

esde 1º de janeiro, a Globo não tem mais prioridade no Palácio do Planalto por conta da relação tensa entre Jair Bolsonaro e as TVs da família Marinho.

Tudo indica que a emissora líder em audiência no País terá dificuldade em conseguir informações e entrevistas exclusivas com a cúpula do governo.

O presidente e sua equipe escolheram o SBT para a primeira entrevista após a posse. A exibição aconteceu no SBT Brasil de quinta-feira, dia 3.

O telejornal dedicou 41 minutos a Jair Bolsonaro. A conversa foi conduzida pelo âncora Carlos Nascimento, com a participação dos repórteres Thiago Nolasco e Débora Bergamasco.

Bolsonaro dá sinais de que vai prestigiar o jornalismo das principais concorrentes da Globo

Foto: Fotomontagem: Blog Sala de TV

A expectativa era que, neste início de mandato, a RecordTV tivesse prioridade para entrevistar Bolsonaro em retribuição ao apoio manifestado pelo dono da emissora e líder da Igreja Universal, bispo Edir Macedo, e pela convergência entre o presidente e o canal nas pautas evangélicas.

Tudo indica que a aproximação de Bolsonaro com Silvio Santos, ampliada num almoço em dezembro, na mansão do apresentador-empresário, colocou o SBT em lugar de destaque na comunicação do Planalto.

A animosidade do novo presidente com a Globo pode impulsionar o jornalismo da RecordTV e do SBT.

Ter fontes quentes nos gabinetes e a boa vontade de quem está no poder são condições imprescindíveis aos jornalistas para superar a concorrência.

Há quem diga que a Globo e a GloboNews já se movimentam para conquistar a simpatia de políticos do primeiro escalão a fim de evitar um ‘boicote’.

Somente o tempo dirá como a linha-dura de Bolsonaro vai dificultar ou beneficiar o telejornalismo e o desempenho individual das grandes redes de TV na cobertura das notícias de Brasília.

Desejamos boa sorte para o Presidente Jair Messias Bolsonaro

acg

Repórter da Globo News ironiza ministra Damares e internautas enlouquecem

O clima esquentou no debate promovido pela Globo News, onde Andréia Sadi usou um vestido azul para protestar e provocar a nova ministra Damares.

Damares, a nova ministra da pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos, decidiu se explicar após dar declaração polêmica de que “meninas vestem rosa e meninos vestem azul”. O vídeo viralizou na web e revoltou os internautas.

Entrevistada por Andréia Sadi, que usava um lindo conjunto na cor azul-turquesa, a ministra esclareceu alguns pontos de sua fala em debate promovido pela Globo News, que aconteceu nesta quinta-feira, 03.

Além disso, após fazer a declaração, Damares afirmou que agora o “Brasil vive em uma nova era.”

O fato curioso de Andréia usar uma blusa azul chamou a atenção dos internautas, que sugeriram que a repórter escolheu a cor do figurino com a intenção de provocá-la. Veja a reação dos internautas.

Famosos protestam após declaração polêmica de ministra

Vários famosos usaram seus perfis nas diversas redes sociais para protestar contra a nova ministra. Entre eles estão Luciano Huck, Angélica, Monica Iozzi, Paola Carosella, cantora Maria Gadu e Debora Falabella.

Destaque para Lívia Andrade que postou uma foto ousada em seu Instagram com a seguinte legenda: Visto rosa, visto azul e, se eu quiser, não visto nada.”

Paola Carosella 

@PaolaCarosella

Meninos azul e meninas rosa. Que bonito. Era tão fácil de resolver meu. Como não reparamos antes ! Era só comprar a roupa da cor certa!!!! – ja vou trocando a foto de perfil desculpa –

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Lila@laruptur3

A @AndreiaSadi de azul entrevistando a ministra

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Pedro Maranhão@pdrmaranhao

Andreia Sadi de azul na entrevista com a ministra Damares Alves. Que coisa maravilhosa. Agora na .

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joão@joaopedro_cita

andreia sadi de azul na globo news, senti o protesto

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don’t call me barbie@gramich

Com certeza a Andréia Sadi de azul foi proposital.

Bolsonaro passará por outra cirurgia esse mês…

Opresidente Jair Bolsonaro confirmou hoje (3) a retirada da bolsa de colostomia no dia 28 de janeiro. A cirurgia estava marcada para 19 de janeiro, mas foi adiada em virtude da participação do presidente no Fórum Econômico Mundial de Davos, de 22 a 25 de janeiro. Segundo Bolsonaro, sua participação foi um pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes. “Eu pedi para adiar em uma semana [a cirurgia], o médico gostou. Porque quanto mais tarde, melhor. Pretendo ir à Suíça, Davos, a pedido do Paulo Guedes. Vai ser minha estreia fora do Brasil”.

No período em estiver em Davos, a Presidência será ocupada pelo vice Hamilton Mourão, e Bolsonaro não economizou elogios à competência ao general. Afirmou que a política do seu governo continuará a mesma em sua ausência e não haverá nenhuma “aventura”.

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“O general Mourão é uma pessoa competente, disciplinada. Ele vai conduzir a nossa política, não haverá nenhuma aventura nesse momento, pode ter certeza”, disse Bolsonaro em entrevista ao SBT.

Bolsonaro usa uma bolsa de colostomia desde que foi esfaqueado em um ato de campanha, em Juiz de Fora, dia 6 de setembro. A facada atingiu o intestino e Bolsonaro foi submetido a duas cirurgias, uma na Santa Casa de Juiz de Fora e outra no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Bolsonaro passou 22 dias internado e desde então está com a bolsa de colostomia, que funciona como um intestino externo e possibilita a recuperação do intestino grosso e delgado. Com informações da Agência Brasil.

Intérprete de Libras da posse de Bolsonaro foi candidato pelo PSol

O intérprete de Libras que participou da execução do hino nacional na posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL) já foi candidato a deputado federal pelo PSol, partido de oposição ao novo governo. Sandro Santos concorreu a uma vaga à Câmara pelo estado de São Paulo na eleição de 2014 e disputou um posto de vereador na capital paulista em 2012.

Em 2014, ele recebeu 9.063 votos, resultado insuficiente para uma das vagas no Legislativo federal. Naquele ano, em seus materiais de campanha, ele pedia votos em Luciana Genro, candidata do PSol à Presidência.

Na disputa municipal, ele compôs a coligação Frente de Esquerda, formada pelo PSol e o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Suas atividades políticas são pautadas na inclusão de deficientes físicos.

Sandro tem 42 anos e é estudante de Direito. Ele foi apresentado à primeira-dama, Michelle Bolsonaro, por um amigo em comum. Como Sandro, a esposa do presidente também é interprete de Libras.

Durante a cerimônia de posse no Palácio do Planalto, Michelle quebrou os protocolos e fez um discurso ela mesma usando a linguagem dos surdos-mudos. Na sua mensagem ao povo brasileiro, ela disse que iria dedicar atenção aos grupos minoritários.

Governo Jair Bolsonaro quer aposentadoria aos 65 anos

 A proposta de reforma da Previdência que os técnicos da equipe econômica vão apresentar ao presidente Jair Bolsonaro prevê idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens. Para as mulheres, no entanto, há mais de uma alternativa. Ela pode ser igual, ou ficar em 63 anos. No INSS, onde não há idade mínima, ela começaria aos 53 anos (mulheres) e 55 anos (homens), subindo gradativamente. No setor público, onde as idades mínimas são de 60 anos (homens) e 55 anos (mulheres), elas começariam subindo de forma mais rápida, para 62 e 57 anos, respectivamente, logo na largada.

A proposta também prevê a cobrança de um pedágio, em relação ao tempo que falta para a aposentadoria do trabalhador, que pode variar entre 20% e 30%. Se ficar em 30%, por exemplo, o trabalhador que ainda precisa de dez anos para requerer o benefício teria de trabalhar por mais 3 anos, além de cumprir a idade mínima.

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Mudança em pensão e BPC

Também haverá mudança nas regras para acúmulo de benefícios. Quem recebe duas remunerações, por exemplo, teria direito de ficar com uma delas integralmente (de maior valor), até 40% da outra. Quem ganha até dois salários mínimos não seria afetado. A partir do piso, haveria uma escadinha, como por exemplo, entre dois e três salários, 90%; entre três e quatro, 80%, assim sucessivamente.

Além disso, estão no radar as regras de pensões. O valor deverá cair para 50%, mais 10% por dependente. O argumento é que o Brasil é um dos poucos países do mundo em que a pensão é integral. As mudanças previstas não afetam quem já se aposentou ou recebe pensão.

A proposta ainda mexe com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago aos 65 anos a idosos e deficientes da baixa renda. Com essa idade, o beneficiário receberia 50% ou 60% do salário mínimo (o percentual ainda está sendo definido). O valor integral só será pago quando a pessoa chegar aos 68 anos.

As mudanças devem atingir também os trabalhadores rurais, cuja idade mínima subiria de 60 anos (homens) para 65 anos. O benefício seria enquadrado em assistência, de forma que esse grupo não seria obrigado a contribuir para o regime, mas seria necessário comprovar experiência no campo. Para evitar fraudes, o governo pretende apertar o sistema de controle de informações.

Segundo interlocutores, o texto que está sendo elaborado nasceu de todas as propostas encaminhadas por especialistas ao novo governo. As linhas gerais devem ser apresentadas ao presidente hoje, em reunião ministerial.

A ideia é aproveitar a tramitação da proposta do governo Michel Temer para ganhar tempo no Congresso, fazendo uma emenda aglutinativa. No entanto, o plano não é copiar a reforma, que joga tudo na Constituição, como pensão, regra de cálculo e idade mínima.

Sinal ao mercado

Segundo técnicos envolvidos nas discussões, o plano é retirar as regras da Constituição, deixando nesta apenas os princípios gerais e esclarecendo que o detalhamento das normas será feito por meio de projetos de lei, mais fáceis de aprovar.

Depois de o vice-presidente, general Hamilton Mourão, defender a proposta de Temer, ontem foi a vez do ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, que considera necessário fazer um aceno ao mercado logo no início da gestão.

— No meu entendimento, nós ganharíamos tempo aproveitando o que já está lá. A aprovação, pelo menos em parte do que já está lá, nos traria resultados imediatos — disse Bebianno. — Acho que seria uma sinalização muito positiva para o mercado, de equilíbrio, de vontade de equilíbrio das contas públicas.

Além disso, antes mesmo da apresentação da reforma ao Congresso, já está pronta uma medida provisória (MP) que vai endurecer as regras para a concessão de benefícios do INSS. Ela cria, por exemplo, uma carência de 12 meses para a concessão do auxílio-reclusão e envia para a dívida ativa o nome de pessoas que receberem benefícios indevidamente e não devolverem os recursos ao Tesouro. A proposta também endurece as regras para o pagamento da aposentadoria rural.

 

‘Aquele que pega em armas, a guerra deve ter’, diz Witzel na transmissão do cargo

 O novo governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), manteve o tom de enfrentamento pesado a traficantes e de defesa a cortes de gastos no discurso que marcou a cerimônia de transmissão do cargo, realizada na tarde desta quarta-feira no Palácio Guanabara, em Laranjeiras. O político eleito recebeu a faixa governamental das mãos do ex-governador em exercício Francisco Dornelles (PP) e deu posse aos secretários que comporão sua equipe. Witzel fez questão de mandar confeccionar o símbolo, que já havia caído em desuso em cerimônias de posse no estado.

Depois de cumprimentar o vice-governador, Cláudio Castro (PSC), Witzel ressaltou que criminosos com fuzis não poderão mais ser tratados ‘de forma romântica’.

“O crime organizado não pode mais estar com a liberdade que dispõe hoje de portar armas de guerra, de fazer refém a sociedade e ser tratado de forma romântica como sujeitos que não tiveram oportunidades. Todos tivemos oportunidades. Todos aqueles que querem estudar e trabalhar encontrarão o seu caminho e nós vamos ajudar a diminuir o desemprego”, afirmou Witzel. “Aquele que pega em armas e chama para si a guerra, a guerra deve ter. Como terroristas serão tratados.”

Wilson Witzel e Helena Witzel – Alexandre Brum / Agência O Dia

Após o discurso, o governador disse aos jornalistas que pediu ontem ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, empenho na regulamentação da Lei Antiterrorismo, com o objetivo de aumentar as penas de narcotraficantes, e a federalização de uma das unidades prisionais do estado. Comentou ainda que imagens de drones com monitoramento eletrônico adquiridos pelo Gabinete de Intervenção serão utilizadas para fins judiciais e para auxiliar em buscas e apreensões e em prisões.

“No meu ponto de vista, não existe necessidade de mudar a lei (para permitir o ‘abate’ de traficantes). Quem está com fuzil na mão é ameaça e como ameaça deve ser tratado. Eu estou propondo ao Congresso Nacional através da nossa bancada, e conversei ontem com o ministro Sérgio Moro, para regulamentar a Lei Antiterrorismo, onde as pessoas que estejam no comando do crime organizado sejam tratadas com mais rigor em presídios sem qualquer regalia, sem visitas, com advogados públicos e com tempo de prisão que vai além dos 30 anos máximos. Alongar isso para 50 anos para o crime organizado”, declarou Witzel.

Wilson Witzel também tratou do déficit orçamentário de R$ 8 bilhões que o Estado do Rio terá de enfrentar este ano e reforçou que serão necessárias medidas de redução de custos e racionalização do uso dos impostos pagos pela população. Ele pediu compreensão do Ministério Público e da Justiça em relação às ações que questionam os limites constitucionais dos gastos públicos. “Eu sei o quanto anseiam tanto o MP como o Poder Judiciário, principalmente diante de tantos escândalos, de fazer com que o orçamento seja respeitado. Mas eu peço a Vossas Excelências (…) um pouco mais de paciência, porque o governo tem o compromisso absoluto para que esse dinheiro seja bem utilizado”, destacou.

Na entrevista coletiva, o governador explicou que “há impossibilidade material” de se cumprir hoje os mínimos constitucionais, mas garantiu que metas que ainda serão estabelecidas permitirão a reversão do quadro.

Após a cerimônia, o secretariado participou da primeira reunião com o governador empossado, mas ainda não foram divulgados os detalhes. “As medidas que iremos tomar até o final do ano, que serão apresentadas após a reunião do secretariado, vão permitir que o déficit seja suprido, sejam elas de austeridade orçamentária, sejam elas de leilão reverso de contratos, desconto no pagamento de contratos, redução dos custos com aluguéis e reorganização de algumas atividades que possam estar mais caras do que a necessidade”.

Transmissão de cargo para o governador eleito Wilson Witzel – Alexandre Brum / Agência O Dia

Dornelles culpa a União: ‘Estado viveu momentos de agonia’

Em discurso antes de entregar o cargo, Francisco Dornelles cumprimentou o novo governador e disse que governar o Rio de Janeiro “é uma das melhores honrarias que se pode ter”. “Vossa Excelência recebeu a confiança de quase 5 milhões de fluminenses e agora passa a governar por toda sua população. Seu passado e seu currículo trazem a certeza que saberá enfrentar a dificuldade do cargo e desenvolverá um governo cheio de sucesso”, comentou Dornelles.

Em seguida, Dornelles tentou explicar a crise que o estado enfrenta. “O Rio de Janeiro conheceu, nos últimos anos, uma crise sem precedentes. A diminuição dos investimentos da Petrobras, o recuo no preço do petróleo e a recessão econômica com o Produto Interno Bruto negativo por dois anos consecutivos provocaram uma queda de arrecadação com enormes consequências na administração. O estado viveu momentos de agonia, tendo suas receitas sequestradas com frequência pela União credora que não compreendia que as dificuldades do Estado do Rio era sobretudo consequência de uma administração irresponsável (…) A tecnocracia federal dava mais importância aos números que a vida das pessoas”,  afirmou Dornelles.

Lula assiste à posse pela TV e classifica discurso de Bolsonaro de ‘vazio’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde abril do ano passado, assistiu a posse do presidente Jair Bolsonaro pela televisão de sua cela no prédio da Polícia Federal. Sem acesso a visitas devido ao feriado, o petista passou o dia praticamente sozinho. A exceção foram as breves conversas que teve com os agentes que o monitoram.

Nesta quarta-feira, Lula recebeu advogados de Curitiba e o deputado não reeleito Wadih Damous (PT-RJ), que também integra sua banca de defesa. Na conversa, criticou o discurso de Bolsonaro e disse que o PT precisa explicar ao povo o que é soberania nacional e adotar o tema como sua bandeira na oposição.

— Perguntei a Lula o que achou do discurso de Bolsonaro. Ele disse que era “vazio de conteúdo”, sem falar de políticas econômicas, sociais, nada. A avaliação dele foi a mesma que a nossa, de que Bolsonaro falou para sua plateia com essa coisa de livrar o Brasil do socialismo. Sabemos que não é isso que está em jogo hoje.

O ex-presidente tem dito a correligionários, entre eles Damous, que o discurso do capitão reformado recoloca o PT no jogo político, já que grande parte das bandeiras defendidas pelo presidente têm potencial para serem atacadas pela sigla. No entanto, defende que antes de atuar é preciso ver “quais serão as primeiras jogadas do adversário”.

Ele também defende que o PT explique ao povo o que é soberania nacional e que se coloque como defensor dessa bandeira. A ideia é que a sigla use o tema para se contrapor ao governo Bolsonaro apontando iniciativas adotadas pelo novo presidente que ferem a soberania do Brasil tanto em relação a pautas econômicas quanto no trato com países estrangeiros.

Relógio usado por Bolsonaro na posse é vendido a R$ 20 em camelôs do Rio

Ele não divide a prateleira com relógios de grife e nunca esteve no ranking das marcas mais cobiçadas. O relógio de pulso “Aqua”, usado por Jair Bolsonaro na cerimônia de posse, é vendido a R$ 20 no comércio popular do Rio. Em busca do acessório, uma equipe de reportagem percorreu oito lojas especializadas no Centro do Rio, mas só encontrou o modelo à venda no camelódromo da Rua Uruguaiana. E foi de lá, garantem comerciantes locais, que saiu o artigo que hoje adorna o pulso do presidente.

Atrás do balcão do box “B”, no corredor principal do camelódromo, o vendedor Fábio Baiano, de 39 anos, conta que Bolsonaro comprou três relógios do modelo em sua banca há pouco mais de dois anos.

— Sabia que ele era deputado, mas eu não o reconheci na hora. Só quando algumas pessoas vieram pedir para tirar foto eu percebi quem era. Lembro que ele estava acompanhado de um homem, que ficou de longe. Perguntou quanto custava, pagou e colocou o relógio no pulso. Depois, voltou outro dia e levou mais dois — diz Baiano.

O técnico de celular Cleyton Humberto Ferreira de Souza, de 33 anos, que naquela época trabalhava na loja ao lado, foi um dos que pediu para tirar foto com o então deputado. O registro, feito em outubro de 2016, foi publicado no Facebook.

Cleyton Humberto tirou foto com Jair Bolsonaro

— Eu já era eleitor dele, então pedi para fazer uma selfie. Ele foi topou na hora. Como eu estava com a camisa do Vasco e era uma segunda-feira, ainda me sacaneou dizendo que eu estava usando a camisa no dia certo (naquele ano, o time jogou na segunda divisão do Campeonato Brasileiro) — diverte-se Cleyton, que considera Bolsonaro um homem simples. — Ele já era assim antes da corrida eleitoral. Essa história de usar caneta Bic, relógio Aqua e roupas desalinhadas é o jeito dele mesmo.

Calejado por fiscalizações agressivas de agentes da prefeitura, o comerciante que vendeu o relógio para o presidente prefere não fazer alarde.

— Se ficar dizendo que o relógio foi comprado aqui, vai vir um monte de curiosos — diz ele, que prefere não ser fotografado.

Outros comerciantes do camelódromo se animam com a possibilidade de outros clientes serem atraídos pelo exemplo de Bolsonaro.

— Esse relógio você só encontra em camelô mesmo ou na internet. Então se quiser comprar, vai ter que vir aqui. E espero que outras pessoas se animem, depois do Bolsonaro — diz Mauro Ramos, de 64 anos.

O presidente Jair Bolsonaro, durante á posse Foto: Roque de Sá / Agência O Globo
Detalhe do relógio usado por Bolsonaro na posse Foto: NELSON ALMEIDA / STF

ANÚNCIOS NA INTERNET

Na internet, houve uma profusão de anúncios do relógio usado pelo presidente. No site das Lojas Americanas, o produto anunciado como “Relógio Presidente Digital Aqua Aq-37” é vendido a R$ 18,99. No MercadoLivre, onde diversos anúncios fazem a mesma referência, o preço varia de R$ 17 a R$ 41.

O modelo Aqua AQ 37 surgiu para disputar mercado com os relógios Casio, por isso seu design lembra o do rival. Ele traz uma pulseira emborrachada e promete resistência à água em até 200 metros de profundidade, além de despertador, cronômetro e luz noturna.

Nas redes sociais, eleitores de Bolsonaram elogiaram o modelo escolhido pelo presidente para a cerimônia. “Além de ir à posse usando seu velho relógio Aqua, que já era considerado de segunda linha nos anos 90, Bolsonaro dispensou a caneta tinteiro trabalhada em ouro de mais de R$ 300 mil reais e assinou as nomeações usando uma caneta esferográfica comum que vale entre R$ 0,50 e R$ 0,80, depois ainda me perguntam porque eu votei nesse cara!”, escreveu um usuário do Facebook.

Internautas acusam William Bonner de prestar continência ao vivo no ‘Jornal Nacional’

William Bonner causou polêmica durante a cobertura da posse do presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, nesta terça-feira. É que o âncora do “Jornal Nacional” fez um gesto ao vivo que muita gente interpretou como uma continência.

“Eu só queria fazer mais uma observação. É sempre muito prazeroso a gente, quando no exercício do jornalismo, experimenta a beleza do trabalho que foi feito aqui em Brasília ao longo de todo o dia por tantos colegas. E não só na Globo… Isso é um elogio para a nossa profissão… O jornalismo é uma profissão muito bonita e quando a gente mostra um dia histórico como esse de hoje é sempre muito bom”, disse o apresentador, se despedindo com a continência.

O gesto não passou despercebido pelos internautas. “Até o Bonner prestou continência no fim do Jornal Nacional. É a nova era”, disse uma pessoa. “Assistir William Bonner prestar continência no final do Jornal Nacional após cobertura da posse presidencial não tem preço”, disse outro internauta. “Ta muito clara a guinada na Globo estes últimos dias, ontem só faltou o Bonner mandar um beijo pro Bolsonaro, porque continência ele praticamente fez”, escreveu outra pessoa.

Alex Moura@AlexMouraLGC

William Bonner prestando continência kkkkkkkk.

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Márcio Mariano@marciogcm

A ditadura realmente começou!!!!

William Bonner prestando continência no final do Jornal Nacional.

Pra quem estava na dúvida, já começou…

Kkkkkkk

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Dom@domlancellotti

QUEM NÃO VIU VAI VER!

Em singela (e subliminar!) homenagem ao Presidente @jairbolsonaro, William Bonner presta continência no final do primeiro Jornal Nacional de 2019. É a Nova Era!

91 pessoas estão falando sobre isso
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@lui_jr@lui_jr

@realwbonner em posição de sentido e prestando continência. Viu tanto militar que absorveu nossos costumes.

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Serge Katz@sk_serge

É sério que William Bonner prestou continência no final do Jornal Nacional?
O jornalismo brasileiro está numa fase…

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