Arquivo da categoria: Política

Filho trans do governador Witzel consegue vaga no SUS para tratamento hormonal

 

Um dia após Wilson Witzel tomar posse do governo do Rio, o filho transgênero dele, Erick Witzel, usou as redes sociais para noticiar que conseguiu uma vaga no SUS (Sistema Único de Saúde) para fazer um tratamento hormonal. O cozinheiro de 24 anos – que se chamava Erika – contou nesta quarta-feira no Instagram que não tem plano de saúde e que precisou recorrer ao serviço público para seguir seu tratamento fazendo uso de hormônios masculinos.

“Finalmente saiu a minha vaga para acompanhamento hormonal no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE)”, contou ele, que já marcou a primeira consulta.

“Comecei o tratamento hormonal com um endócrino particular, mas era muito caro. Tive quatro consultas e não consegui mais ir. Como não tenho plano de saúde, fui para o sistema público e sempre tive uma resposta muito positiva, embora demore bem mais. Na clínica da família, fiz meu cadastro no SUS (Sistema Único de Saúde) e pedi acompanhamento para o IEDE, no Rio. Fui colocado no SISREG (Sistema que regula as vagas para programa de saúde) e depois de um ano na fila, minha vaga saiu”, explicou.

Erick, que não se dá muito bem com o pai e já demonstrou não concordar com o plano de governo Witzel, finalizou o post lembrando que o SUS é um direito de todos. “Ele está disponível para todos! É público e é nosso também”.

 

Bolsonaro é multado por transportar filho sem cadeirinha no banco de trás durante posse

Mal começou a governar, Jair Bolsonaro já foi surpreendido com o recebimento de uma multa, cuja infração teria cometido durante sua posse na presidência.

Segundo consta no documento, que foi enviado a Sua Excelência pelo DETRAN, Bolsonaro cometeu a infração de transportar seu filho do banco de trás do Rolls Joyce Royce sem usar a cadeirinha apropriada para tanto.

Nesses casos, é obrigatório o uso de assento elevado ou bebê conforto”, explica o documento, em referência à resolução do CONATRAN.

Bolsonaro disse que acionará a assessoria jurídica do Planalto para recorrer da multa, alegando que o filho que transportou na referida ocasião já é maior de idade.

Eu sempre recomendo ao garoto que use cinto de segurança”, afirmou.

A oposição vai entrar com um pedido de Impeachment com base na sanção sofrida pelo presidente, alegando que tomar multas de trânsito é incompatível com o cargo.

de Joselito Müller. texto de humor

Com caneta Bic, Moro assina termo de posse na Justiça

Onovo ministro da Justiça, Sergio Moro, assinou nesta quarta-feira (2) seu termo de posse. Ele tirou do bolso uma caneta Bic e entregou para os agora ex-ministros Raul Jungmann (Segurança Pública) e Torquato Jardim (Justiça), que assinaram primeiro e fizeram a transmissão.

Os ministro da Justiça e da Segurança Pública do governo Michel Temer participaram juntos da cerimônia.

Também estavam presentes no palco o presidente do STF, Dias Toffoli, e o presidente da OAB, Cláudio Lamachia. Justiça e Segurança Pública agora voltam a fazer parte de um mesmo ministério.

Sistema de inteligência foi ‘derretido’ por Dilma, diz General Heleno

Jungmann foi o primeiro a falar e fez uma espécie de balanço da sua gestão, contando as medidas que foram implementadas durante os nove meses que ficou à frente da Segurança Pública.

“As medidas de Moro vão no sentido correto”, disse Jungmann, “mas é preciso pensar no todo”, acrescentou.

Na plateia, estavam delegados, superintendentes da Polícia Federal, funcionários do ministério da Justiça, o comandante do Exército e o futuro comandante, general Eduardo Villas Boas e Edson Pujol, respectivamente, e o presidente do STJ, João Otávio de Noronha. Representantes do novo governo também marcaram presença, como o ministro Wagner Rosário (CGU), Osmar Terra (Cidadania) e Pedro Guimarães, novo presidente da Caixa Econômica Federal. Com informações da Folhapress.

Após apoiar #EleNão, ex-secretário da Saúde prestigia Bolsonaro

Secretário de Saúde do DF no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), Humberto Fonseca prestigiou a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Curiosamente, em setembro deste ano, a um mês das eleições, Fonseca participou de manifestação contrária ao militar da reserva em Brasília, durante os atos impulsionadaos pela hashtag #EleNão.

Fonseca foi visto no Salão Azul, próximo ao gabinete do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), logo após o discurso de Bolsonaro. Um dos parlamentares a cumprimentá-lo após reconhecê-lo foi o deputado federal eleito Julio César (PRB-DF).

 

 

Esse não foi o único contato de Fonseca com pessoas próximas ou do governo Bolsonaro. Em novembro, ele visitou o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), espaço onde foi instalado o governo de transição. Na ocasião, se encontrou com o ministro da Saúde escolhido por Bolsonaro, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-RS).

A chamada Câmara Alta do Parlamento brasilero, inclusive, é um ambiente conhecido de Fonseca. Ele é consultor legislativo e foi diretor do Sistema Integrado de Saúde e também diretor-geral adjunto de Contratações do Senado Federal

Trump elogia discurso de Bolsonaro: ‘os EUA estão com você!’

presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o discurso do presidente do Brasil Jair Bolsonaro. Em sua conta oficial no Twitter, Trump escreveu “parabéns ao presidente Jair Bolsonaro quem acabou de fazer um grande discurso de posse – os EUA estão com você!”. A mensagem foi postada minutos após o término do discurso feito por Bolsonaro ao ser diplomado na Câmara dos Deputados.

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

Congratulations to President @JairBolsonaro who just made a great inauguration speech – the U.S.A. is with you!

65 mil pessoas estão falando sobre isso

A aproximação entre o governo de Trump e Bolsonaro tem sido costurada desde a eleição do brasileiro, no final de outubro. O presidente brasileiro deve se encontrar ainda hoje com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, encarregado de liderar a delegação americana que está em Brasília. Pompeo também irá se encontrar com o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em Brasília.

Donald Trump elogiou o primeiro discurso de Bolsonaro como presidente do Brasil

Foto: Jim Young / Reuters

Em novembro, após a eleição de Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente, fez uma visita aos Estados Unidos na qual teve reuniões com integrantes do governo americano. A intenção das reuniões foi mostrar disposição em estreitar os laços com os americanos e as relações comerciais entre os dois países.

A eleição de Bolsonaro tem sido classificada por autoridades americanas como uma “oportunidade histórica” de aproximação entre Brasil e Estados Unidos. Bolsonaro já sinalizou com políticas de relações exteriores semelhantes às adotadas pelo governo Trump, como a mudança da embaixada de Israel para Jerusalém. No encontro com Bolsonaro, os americanos pretendem falar sobre expansão de comércio e investimentos especialmente nas áreas de tecnologia, defesa e agricultura.

Na reunião com os brasileiros hoje, Pompeo pretende discutir o “comércio predatório” da China em países da região e definir prioridades na agenda de cooperação entre EUA e Brasil para 2019. Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro fez críticas às práticas comerciais dos chineses. Pompeo também irá incluir na agenda do encontro com Bolsonaro e Ernesto Araújo questões sobre Venezuela, Nicarágua e Cuba

Autoridades americanas esperam que Bolsonaro visite os EUA para um encontro com Trump ainda no início de 2019.

 

Dilma e FHC não têm lugares reservados na posse de Bolsonaro

no Salão Nobre do Palácio do Planalto, onde o novo presidente, Jair Bolsonaro, dará posse aos 22 ministros e receberá convidados, há assentos reservados na primeira fileira para dois ex-presidentes – José Sarney (1985 a 1990) e Fernando Collor de Mello, que sofreu impeachment em 1992 e hoje é senador pelo PTC.

Ex-presidente Dilma Rousseff em Belo Horizonte 07/10/2018 REUTERS/Washington Alves

Foto: Reuters

Não constam ali, porém, lugares destinados a Dilma Rousseff (PT), cassada após processo de impeachment, em 2016, nem a Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que governou o País de 1995 a 2002.

 

A assessoria de imprensa do Itamaraty informou que todos os ex-presidentes foram convidados para a posse de Bolsonaro, com exceção de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado da Lava Jato que está preso desde abril do ano passado.

Os lugares marcados para os ex-presidentes têm visão privilegiada, praticamente em frente à rampa que Bolsonaro subirá, na tarde desta terça-feira. No Parlatório do Planalto, Bolsonaro receberá a faixa presidencial das mãos do presidente Michel Temer e, após fazer um discurso diante da Praça dos Três Poderes, onde está concentrada a população que veio assistir à posse, vai se dirigir ao Salão Nobre.

Das 400 cadeiras do salão, 33 estão com o símbolo Acessível em Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Além dos assentos reservados para ex-presidentes e ministros há fileiras para governadores, prefeitos, presidentes da Câmara e do Senado, de tribunais superiores, integrantes Procuradoria-Geral da República e comandantes das Forças Armadas, entre outros.

Presidentes de partidos, que tanto reclamaram de não serem ouvidos nas negociações do primeiro escalão, também têm lugar reservado no Salão Nobre, mas bem atrás, perto dos elevadores.

Médium que previu prisão de Pezão faz apostas para Bolsonaro

Em 2017, a Mãe Solange de Oyá previu dois dos principais acontecimentos de 2018 para o Rio de Janeiro: a prisão do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, ocorrida em novembro, e a eleição de um novato no cargo, que foi assumido nesta terça-feira (1º) por Wilson Witzel (PSC). Sabendo disso, o jornal ‘Extra’ convidou a médium para fazer novas previsões sobre o cenário político em 2019.

 

 

Mãe Solange prevê que Witzel fará um bom governo neste ano. “Ele terminará obras e projetos inacabados em outros governos. Irá administrar (o estado) muito bem”, afirma.

No entanto, a médium diz que o novo governador do Rio vai precisar tomar cuidado com sua segurança pessoal.

Mãe Solange diz ainda que 2019 será complicado para o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e para o presidente Jair Bolsonaro. Segundo a leitura dos búzios, os dois terão uma grande dificuldade para governar e vão enfrentar fortes embates políticos.

(Foto: Divulgação)

Sem banheiro ou água, jornalistas relatam restrições em posse de Bolsonaro

Restrições à atuação da imprensa durante a cobertura de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), foram divulgadas por jornalistas e pela Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, nesta terça-feira, 1.

Segundo os relatos, os profissionais ficaram em média sete horas fechados, sem poder se deslocar entre pontos de Brasília, com acesso limitado a água e banheiros.

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Sob o título “Um dia de cão”, a jornalista da Folha de S.Paulo, Mônica Bergamo, descreveu como “algo jamais visto depois da redemocratização do país, em que a estreia de um novo governo eleito era sempre uma festa acompanhada de perto, e com quase total liberdade de locomoção, pelos profissionais da imprensa”.

O salão nobre do Palácio do Planalto foi liberado para um jornalista de cada veículo, porém vetando o acesso às autoridades. Movimentos bruscos a exemplo dos fotógrafos que costumam levantar suas câmeras também foram vetados pela assessoria no novo governo, já que poderia levar a um sniper (atirador de elite) abater o “alvo”.

Os jornalistas também teriam de embarcar em um ônibus às 8 horas rumo ao Congresso. A posse presidencial estava marcada para começar às 15 horas (sete horas de espera). Foi vetado a distribuição de cafezinhos e as cadeiras foram retiradas, levando aos profissionais trabalharem sentados no chão. Lanches deveriam ser levados em sacos transparentes, e maçãs deveriam ser cortadas – já que inteiras causariam alguma lesão no presidente “se lançadas”.

Michelle Bolsonaro quebra protocolo ao discursar na posse presidencial

A primeira-dama Michelle Bolsonaro discursou antes do presidente Jair Bolsonaro na tarde desta terça-feira, 1, na cerimônia de posse no Parlatório. Segundo Michelle, “as urnas foram claras. O cidadão brasileiro quer segurança, paz e prosperidade”.

O discurso foi feito em libras, linguagem brasileira de sinais, e traduzido por uma interprete, algo incomum numa cerimônia como essa. A primeira-dama também aproveitou o momento para dar um beijo no presidente logo após o seu discurso.

 

 

Michele também aproveitou para agradecer a solidariedade da população ao seu marido durante o período de recuperação após o atentado em Juiz de Fora (MG). Emocionada, Michelle interrompeu o discurso em um momento e, em quebra de protocolo, beijou Bolsonaro duas vezes.

 

Na ocasião, a primeira-dama fez um aceno às pessoas com deficiência que, segundo ela, terão atenção especial neste governo. “Gostaria de me dirigir de forma especial à comunidade surda e de deficientes: vocês serão ouvidos”, defendeu, e emendou: “trabalho de ajuda que sempre fez parte da minha vida e que a partir de agora, como primeira-dama, posso ampliar de maneira significativa”.

Posse presidencial

Bolsonaro e Hamilton Mourão foram empossados às 15h no Congresso Nacional. Ao assinar o termo de posse, o presidente da República chegou a afirmar que estava “casando” com os parlamentares.

Em seguida, por volta das 17h, Michel Temer transmitiu a faixa presidencial para o novo presidente. Bolsonaro subiu a rampa acompanhado de sua mulher Michelle e do vice-presidente Hamilton Mourão. Os apoiadores de Bolsonaro cantavam o “capitão voltou” na ocasião.

Governadores do Nordeste boicotam posse de Bolsonaro

Consolidado como reduto petista na última eleição, oNordeste não tem nenhumrepresentante na posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Todos os nove governadores eleitos na região programaram as cerimônias de transmissão de governo para o período da tarde, competindo com a posse presidencial – iniciada às 15h. Pelo menos oito governadores do Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste estão em Brasília acompanhando a chegada de Bolsonaro ao poder.

Entre os nordestinos, Fernando Haddad (PT) teve 69,7% dos votos válidos, contra apenas 30,3% de Bolsonaro. Petistas estão à frente de quatro estados nordestinos: Bahia, com Rui Costa; Ceará, com Camilo Santana; Piauí, com Wellington Dias; e Rio Grande do Norte, com Fátima Bezerra. Além deles, outros eleitos são alinhados ao lulismo, como Flávio Dino (PCdoB) no Maranhão; Renan Filho (MDB) em Alagoas; e Paulo Câmara (PSB) em Pernambuco. Todos marcaram suas posses para o período da tarde, concorrendo com a de Bolsonaro.

Para estarem presentes, governadores aliados de Bolsonaro anteciparam suas posses para a manhã desta terça-feira. É o caso do novo mandatário do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC-RJ), eleito com base na associação de sua imagem ao grupo político do presidente: iniciada pouco antes das 9h, o ex-juiz federal ficou pouco mais de uma hora na sede da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), partindo logo em seguida para a capital federal. No início da cerimônia de transmissão de cargo no Congresso Nacional, o governador fluminense fez uma transmissão ao vivo em suas redes sociais falando do momento.

– A gente acordou cedo, viemos para cá, e agora vamos acompanhar a posse do nosso presidente – disse Witzel, ao lado da mulher Helena.

O governador do Amapá, Waldez Góes (PDT-AP), foi ainda mais longe e assumiu o cargo pouco depois da meia noite. Ratinho Júnior (PSD-PR) também fez uma cerimônia rápida para marcar sua ascenção ao poder. Ele chegou à Assembleia Legislativa do Paraná às 8h15 e deixou o local pouco depois das 9h, após discursar para os presentes.

Outros governadores que declararam apoio a Bolsonaro durante a campanha também estão presentes em Brasília, caso de João Doria (PSDB-SP) e Ronaldo Caiado (DEM-GO). Também estão presentes os governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) ; e Mauro Carlesse (PHS).

O único governador eleito pelo PSL a prestigiar a posse de Jair Bolsonaro foi Coronel Marcos Rocha, que foi empossado no comando do governo de Rondônia pela manhã. Comandante Moisés, eleito em Santa Catarina, tinha posse prevista para as 14h30, enquanto Antonio Denarium – novo governador de Roraima – assumirá o cargo às 19h.

Partidos de esquerda esvaziam posse

Parlamentares do PT e do PSOL decidiram não comparecer à posse de Bolsonaro no Congresso, como é praxe. o PT divulgou uma nota na sexta-feira informando que o partido justifica que faltou “lisura no processo eleitoral”, critica a proibição da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e diz que houve “manipulação criminosa” das redes sociais para difusão de notícias falsas contra seu candidato.

O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, informou também, no Twitter, que a  bancada do partido não estará presente na posse de Bolsonaro.

“Como é de praxe, o TSE convidou toda a bancada do PSOL para a posse do novo presidente. Mas como prestigiar alguém que despreza os direitos humanos, promete colocar o Brasil de joelhos diante dos EUA e destruir os direitos sociais? Não vamos à posse. Nossa resistência já começou”, escreveu.

Em 2015, na posse de Dilma Rousseff, parlamentares e lideranças do PSDB e do DEM, que formavam a chapa derrotada pela petista no segundo turno, também optaram pelo boicote à posse.