Arquivo da categoria: Política

Vereador é preso no RJ

 Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) prenderam, no fim da tarde desta segunda-feira, um vereador Miguel Pereira no Arco Metropolitano, altura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O parlamentar de 50 anos, que não teve o nome divulgado, conduzia o carro oficial da Câmara Municipal de Miguel Pereira sem placa e em alta velocidade.

Ele foi abordado no km 53 da via pelos policiais e preso por peculato(uso de bens públicos para proveito próprio). Os agentes encontraram itend de praia e mala de viagem no porta-malas do carro oficial. O caso foi registrado na 59ª DP (Duque de Caxias).

O DIA tentou contato com a Polícia Civil e com a prefeitura de Miguel Pereira mas, até a publicação desta reportagem, não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Para melhorar educação, Bolsonaro diz que vai combater “lixo marxista”

Um dia antes de ser empossado como presidente da República, o próximo titular do Palácio do Planalto, Jair Messias Bolsonaro (PSL), foi ao Twitter declarar que o “combate às teorias marxistas” será uma das primeiras medidas implementadas pelo seu governo para tirar o Brasil das piores posições dos mais importantes rankings de educação.

Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) – coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e uma das principais análises do nível educacional dos países –, em 2016 o Brasil ostentava uma das 10 avaliações do globo.

PUBLICIDADE

Para futuro chefe do Executivo nacional, o conjunto de análises socioeconômicas elaboradas pelos filósofos alemães Karl Marx e Friedrich Engels, principais pensadores do comunismo, é um “lixo”. De acordo com Bolsonaro, o Brasil precisa evoluir e formar cidadãos – “e não mais militantes políticos”.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

Uma das metas para tirarmos o Brasil das piores posições nos rankings de educação do mundo é combater o lixo marxista que se instalou nas instituições de ensino. Junto com o Ministro de Educação e outros envolvidos vamos evoluir em formar cidadãos e não mais militantes políticos.

21,4 mil pessoas estão falando sobre isso

Em agosto, ainda durante a campanha eleitoral, Bolsonaro propôs a implementação do ensino a distância como alternativa de “combate” ao marxismo. “Com o ensino a distância, você ajuda a combater o marxismo e pode começar a fazer o ensino a distância uma vez por semana”, disse.

Bolsonaro toma posse nesta terça-feira (1º/1). Após receber a faixa presidencial das mãos do presidente Michel Temer, ele assinará as nomeações de seu ministério, como a do futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez.

RAFAEL CARVALHO/GOVERNO DE TRANSIÇÃO

Ricardo Vélez Rodriguez

 

Indicação de Olavo de Carvalho (um dos gurus do presidente eleito), o colombiano é defensor do movimento Escola sem Partido e prega menos “ideologia” nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ainda não há uma decisão sobre quem presidirá o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Posse
Nesse domingo (30/12), o governo realizou o último ensaio geral da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro. O forte esquema de segurança ficou evidente durante o treinamento, com forte presença de militares. Alguns curiosos foram impedidos de acompanhar as atividades das forças armadas.

O acesso da população à Esplanada dos Ministérios será exclusivamente pela Rodoviária do Plano Piloto. A partir deste ponto, as pessoas que quiserem assistir à solenidade terão de descer a Esplanada a pé. Não serão permitidos no local, por exemplo, bicicletas, skates e patins.

A lista de proibições também inclui guarda-chuva, objetos cortantes, máscaras, carrinhos de bebês, fogos de artifício, bebidas alcoólicas, garrafas, sprays, além de bolsas e mochilas. Quatro linhas de revistas serão montadas a partir da Rodoviária do Plano Piloto, com fiscalização manual da Polícia Militar. Quanto mais próximo ao Congresso Nacional, mais rigoroso fica o controle.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, confirmou que as ameaças de atentado contra o presidente eleito são reais.

“As ameaças são reais. Nós não temos o direito de descartar nenhuma delas. Todas serão neutralizadas”, disse em referência ao inquérito aberto pela Polícia Federal na semana passada, conforme revelou o Metrópoles, para investigar grupo que se intitula terrorista e está agindo no DF. O ministro, entretanto, não deu detalhes acerca do andamento das investigações.

Etchegoyen informou que, em razão das ameaças, ainda não está definido se Bolsonaro desfilará em carro aberto. Questionado sobre quando o martelo será batido, o futuro ministro do GSI, general Augusto Heleno, disse que aguarda determinação  do presidente eleito. “O critério para essa decisão é Jair Messias Bolsonaro”, declarou.

Na véspera da posse, as polícias Federal e Civil do Distrito Federal cumprem sete mandados de busca e apreensão no DF, em Goiás e São Paulo. No DF, são cumpridos dois mandados expedidos pela Justiça. A suposta organização, que se autodenomina Sociedade Secreta Silvestre, mantém um site chamado Maldição Ancestral, no qual diz estar “em tocaia terrorística contra o progresso humano”. Na página da internet, são disseminadas diversas mensagens de ódio e pregados “o caos e o terror no seio da civilização”.

Bolsonaro recebe filho e se despede de seguranças da campanha

Sem agenda oficial prevista para este domingo (30/12), o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) recebeu o seu filho mais velho, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência. O senador eleito pelo Rio chegou dirigindo um carro, em companhia da mulher e de uma das filhas do casal. Ele não parou para falar com a imprensa.

Recentemente, Flávio se viu em uma polêmica envolvendo um ex-assessor, Fabrício Queiroz, que foi citado em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) devido a movimentações atípicas em sua conta. O caso foi revelado pelo Estadão. Também foram identificados depósitos feitos por funcionários do gabinete de Flávio da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) na conta de Queiroz.

 

 

Mais cedo, Bolsonaro recebeu agentes da Polícia Federal que cuidaram de sua segurança desde o início da campanha eleitoral. Durante a despedida, Bolsonaro cumprimentou o grupo e agradeceu pelo trabalho. Depois, os agentes posaram para fotos em frente à piscina da casa. A partir da posse, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) passa a ser responsável pela segurança do presidente.

Neste domingo, Bolsonaro também usou suas redes sociais para informar que pretende valorizar o trabalho na área de Inteligência, reconhecendo a importância estratégica do serviço para o País. “O trabalho de Inteligência é dos mais importantes e sensíveis para a segurança da Nação. No entanto, por sua natureza discreta, raramente é reconhecido. No que depender deste governo não faltará apoio e valorização para os profissionais da área!”, afirmou.

Para evitar gastos, governador cancela ida à posse de Bolsonaro

governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), desistiu de participar da posse de Jair Bolsonaro nesta terça-feira, 1º. O motivo alegado pela assessoria de Zema é a falta de um voo de carreira que faça a tempo o percurso entre Belo Horizonte, onde ele toma posse pela manhã, e Brasília, onde a cerimônia deve começar às 15h.

Zema foi eleito governador de Minas Gerais

Foto: Cristiane Mattos / O Tempo / Estadão Conteúdo

Zema poderia usar uma aeronave do Estado, mas quer evitar gastos extras. Minas enfrenta uma das maiores crises fiscais da sua história.

O futuro governador mineiro foi eleito com o discurso sobre a necessidade de austeridade nas contas públicas, bem como a associação com a imagem de Bolsonaro ainda no primeiro turno.

Witzel diz que crime organizado do Rio se comporta como terrorista

O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse hoje (30) que o crime organizado que age no estado está “muito próximo do terrorismo” e que, por isso, pretende adotar técnicas israelenses na área de segurança.

PUBLICIDADE

“A forma pela qual os traficantes estão trabalhando para proteger a droga é com atos terroristas, com bomba, com pânico à população e uma afronta às instituições. Então a gente precisa trabalhar e enfrentá-los como eles estão se comportando, como terroristas”, disse Witzel.

Witzel participou de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Hotel Hilton, na zona sul do Rio de Janeiro, no qual Netanyahu recebeu a comunidade judaica da cidade. O futuro governador disse que pretende assinar um acordo de cooperação com Israel para treinamento de policiais.

“Ou a gente manda pra lá ou o pessoal de lá vem pra cá. Eu acho muito importante um grupo de policiais nossos ir a Israel, para conhecer o sistema funcionando na prática, e vir para o Brasil e ser difusores das ideias e das técnicas que lá eles aprenderam. Um curso rápido, mas que já vai ser muito importante para a gente aprimorar o trabalho de combate ao crime organizado, que hoje está muito próximo do terrorismo”.

Witzel disse também que pretende adotar tecnologia de reconhecimento facial, para impedir “pessoas envolvidas no crime organizado de circular livremente pela cidade e pelo estado”. “Agora em janeiro eu já pretendo fazer um convênio com as empresas que têm sistema de vigilância, como supermercados e shoppings, todos os lugares que têm câmera, com possibilidade de reconhecimento facial. Nós vamos disponibilizar o álbum, com mandado de prisão em aberto, e uma vez identificadas essas pessoas, nós vamos prender. Isso já vai ser um ganho muito grande de efetividade, porque o crime organizado não vai mais poder circular facilmente pelas ruas e isso vai facilitar o trabalho da polícia”.

Primeiro decreto

O governador eleito disse que o primeiro decreto a ser assinado por ele será o da reorganização da estrutura do estado, com foco na economia de recursos. “Apesar de termos mais secretarias do que já existia, é uma estrutura estratégica. Na verdade, ao extinguir secretarias você não corta custos, o que corta custo é reduzir o número de cargos. A quantidade de cargos em comissão, ela é um percentual muito pequeno em relação à folha de pagamento, mas será cortado. O grande ajuste que nós vamos fazer será nos contratos. [Os] que podem estar superfaturados, serão auditados”.

Witzel conversou com a imprensa na saída do evento. Em sua fala ao primeiro-ministro, Witzel disse que está “torcendo” para que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, faça um acordo de cooperação com Israel “do tipo guarda-chuva”, para que os estados possam aderir de forma mais fácil.

 

“Eu quero ser o primeiro estado a participar do acordo, para poder estarmos junto ao Instituto Weizmann [de pesquisa em ciências], a estarmos junto à polícia, ao exército israelense e trocarmos experiência, que são experiências comum. Aqui temos um grave problema de violência, do crime organizado, que está cada vez mais próxima de atos terroristas. E a nossa polícia precisa aprender a lidar com esse tipo de organização criminosa”. Segundo o governador, após resolver o problema da criminalidade, poderá investir no turismo e “trazer de volta a esperança para uma terra de esperança”.

Pela manhã, Witzel acompanhou Netanyahu a uma visita ao Pão de Açúcar. Também foram ao passeio as esposas das autoridades, Helena Wiztel e Sara Netanyahu.

 

 

Malafaia: agenda pró-Israel garante apoio de evangélicos a Bolsonaro

O pastor Silas Malafaia, líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, afirmou na tarde deste domingo (30/12), que o apoio eleitoral da comunidade evangélica ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, só ocorreu por causa do apoio do capitão da reserva a Israel.

A transferência da embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém, um gesto de reconhecimento de que a cidade sagrada é a capital do Estado de Israel, foi promessa de campanha de Bolsonaro. O assunto foi tratado em reunião com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, que iniciou na sexta-feira a primeira visita de um chefe de governo israelense ao Brasil.

PUBLICIDADE

“Jerusalém é a eterna e indivisível capital de Israel”, disse Malafaia, ao chegar para um encontro de líderes religiosos cristãos com Netanyahu, no hotel em que o premiê está hospedado, no Rio. Segundo o pastor, não haveria apoio da comunidade evangélica a Bolsonaro sem a agenda pró-Israel. “Nosso apoio a Bolsonaro é resultado de ele apoiar Israel”, afirmou Malafaia.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), pastor licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), abriu o encontro com Netanyahu. “Não tenho palavras para descrever o que Israel representa para nós. Rezemos pelo seu país todos os dias”, afirmou Crivella, se dirigindo para o premiê israelense. O líder da Iurd e tio de Crivella, bispo Edir Macedo, anunciou apoio formal a Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

O cardeal-arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, também está no encontro. No discurso aos líderes cristãos, Netanyahu ressaltou que Israel é o único país no Oriente Médio que é seguro para cristãos. “Não temos melhores amigos no mundo do que a comunidade evangélica. E a comunidade evangélica não tem melhor amigo do que Israel”, afirmou o premiê.

Relações comerciais
O primeiro-ministro de Israel defendeu neste domingo o aprofundamento das relações comerciais com o Brasil. Em apresentação a jornalistas brasileiros no Rio, Netanyahu traçou o panorama de uma economia global em mudança constante, com foco na rápida evolução tecnológica. O premiê procurou descrever Israel como uma “potência tecnológica”, com destaque para os setores de segurança cibernética, de tecnologia da informação, de agricultura de precisão e de reaproveitamento de água.

“Para uma companhia crescer, é preciso de novos produtos ou então de novos mercados”, afirmou Netanyahu, ressaltando que o Brasil é um dos maiores mercados do mundo. Nos últimos anos, Israel tem buscado firmar acordos comerciais bilaterais – Indonésia, que detém a maior população muçulmana do mundo, e Brasil são os únicos que ficaram de fora desses acordos.

Para facilitar os contatos comerciais, o primeiro-ministro disse que a diplomacia israelense está em contatos com o Chade, para liberar a passagem de voos pelo espaço aéreo. A medida poderia encurtar em quatro horas o voo entre Tel-Aviv e São Paulo. Segundo Netanyahu, o mesmo foi feito após o estreitamento de relações com a Índia, pois a distensão na relação diplomática com a Arábia Saudita permitiu o uso do espaço aéreo no voo entre Tel-Aviv e Mumbai, capital financeira indiana.

“Discutimos com o presidente eleito, Jair Bolsonaro como trazer tecnologias israelenses para o Brasil”, disse Netanyahu.

Bolsonaro e o premiê israelense se reuniram no Rio na sexta-feira, no primeiro dia da visita oficial de Netanyahu ao Brasil. Esta é a primeira vez na história que um primeiro-ministro israelense visita o Brasil. Netanyahu acompanhará a posse de Bolsonaro, na próxima terça-feira, 1º, em Brasília.

 

Evangélicos fazem oração para Bolsonaro na entrada da Granja do Torto

O pastor Wilbert Batista costumava andar de bicicleta perto da ex-presidente Dilma Rousseff, em Brasília, e dizia que orava por ela. Conseguiu a confiança dos seguranças para se aproximar algumas vezes, embora deixasse claro que não votou na ex-presidente. “Existe um trecho na bíblia que diz que a gente tem que orar pelas autoridades. Sempre fazemos isso”, justifica Batista, que acompanhou todas as posses presidenciais desde a época de Fernando Collor.

Hoje, pela manhã, Batista organizou uma espécie de culto evangélico em frente a Granja do Torto para o presidente eleito, Jair Bolsonaro, com cerca de 50 pessoas. Elas estavam vestidas de verde e amarelo e enroladas em bandeiras nacionais. Entre as canções e orações entoadas, o grupo se ajoelhou no chão de asfalto, sob o sol quente, e gritou repetidas vezes o slogan de Bolsonaro: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

PUBLICIDADE

O grupo faz parte da igreja evangélica Núcleo da Fé. Durante o culto, o pastor lembrou que a mulher de Bolsonaro, Michelle, também é evangélica. Mas celebrou o fato de Bolsonaro ser católico e disse que ele deve ser o presidente de todos, inclusive dos ateus. Batista pregou a unificação do país, defendeu a preservação da família e rezou pela segurança de Bolsonaro, que sofreu um atentado durante a campanha presidencial.

No gramado, a alguns metros de distância, a música “I say a little prayer”, da cantora americana Aretha Franklin, ecoava de um dos carros que estão estacionados próximo a entrada da Granja Entre eles está um carro modelo Fiat 147, que rodou 2 mil quilômetros de Paramoti (CE) até Brasília para a posse presidencial, na próxima terça-feira (1º).

O agente penitenciário Gerson Alves da Costa conta que o grupo viajou por dois dias no Fiat, chamado de “Comitiva 147”, para chegar a capital federal. O intuito é tentar convencer o presidente eleito a recebê-los. “Até agora Bolsonaro não nos decepcionou. Tomara que ele ponha o Brasil nos eixos e que os benefícios não sejam individuais. Sei que dá trabalho e que não é da noite para o dia, mas, se der certo, quem ganha é o povo”, disse.

Já o empresário Dionísio Magnus veio de Porto Alegre com o filho num motorhome. A viagem também durou dois dias. “Conhecemos Bolsonaro em 2016, quando ele foi dar uma palestra na TranspoSul (feira de transporte e logística) e desde então não soltamos mais esse projeto. Precisávamos de uma mudança”, afirmou Dionísio.

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) espera a presença de 250 mil a 500 mil pessoas para a posse de Jair Bolsonaro. Conforme mostrou a Coluna do Estado, a posse presidencial dobrou a taxa de ocupação de hotéis em Brasília para a virada do ano, segundo estimativas do setor. A ocupação média está em 67%, com expectativa de alcançar 75%. Os hotéis de luxo são os mais procurados até agora.

Em shopping de Brasília, “Bolsonaro Júnior” compra terno para posse

Logo após desembarcar em Brasília, Jair Renan, o quarto dos cinco filhos do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), foi a um shopping da cidade, neste sábado (29/12), para finalizar a compra do terno que usará na posse de seu pai. Em novembro, “Bolsonaro Júnior”, como é conhecido, já havia ido a uma loja do Park Shopping para encomendar a peça. Durante a compra, ele estava acompanhado por Valdir Ferraz, um dos mais antigos assessores do presidente eleito, e por vários seguranças.

“Peguei meu terno! Tudo certo para a posse”, vibrou Jair Renan, em uma publicação no stories do Instagram.

 

 

Os detalhes do terno, no entanto, não foram divulgados. Desde que começou a acompanhar o pai em agendas oficiais na capital federal, Jair Renan ficou conhecido por usar um único terno azul-bebê.

Jair Bolsonaro encomendou o terno para a posse para um alfaiate amigo. Neste sábado (29), o presidente eleito tomou as últimas medidas da roupa e cortou o cabelo.

Não foi a primeira vez que Jair Renan deu uma volta por Brasília. Em novembro, quando encomendou o terno, ele também foi a uma uma escola de voo localizada no Lago Sul. Com um instrutor, ele teve uma aula de paraquedismo em um simulador. Ao Metrópoles, o instrutor Jiraya Fernandes afirmou que o jovem ficou quatro minutos voando e teve performance acima do normal.

“Ele conseguiu fazer curvas e se movimentar para frente e para trás”, comentou. Sobre o comportamento do filho do presidente eleito, Jiraya avaliou que o jovem foi “tranquilo e bacana”. O rapaz segue os ensinamentos do pai: Jair Bolsonaro é formado pela Brigada Paraquedista do Exército.

Tímido e discreto
Estudante de direito, Jair Renan passou a acompanhar os compromissos do presidente eleito desde o início do mês. Em 6 de novembro, ele participou da sessão solene em comemoração aos 30 anos da Constituição Federal, no Congresso Nacional. Tímido, pelo menos publicamente, ele tenta manter o máximo de discrição.

Jair Renan é o quarto dos cinco filhos do presidente eleito. Além dele, Jair Bolsonaro tem como herdeiros Flávio (senador eleito pelo PSL do Rio de Janeiro), Carlos (vereador carioca), Eduardo (deputado federal reeleito) e Laura, a caçula de 8 anos. A garota não acompanha os compromissos do pai. Fica sob a responsabilidade da mãe, Michelle, mas deve se mudar para a residência oficial da Presidência da República quando Bolsonaro assumir o comando do país.

Bolsonaro já está em Brasília para posse presidencial

Presidente eleito, Jair Bolsonaro, chegou por volta das 17h a Brasília onde toma posse no dia 1º de janeiro. Em uma postagem no Twitter, ele agradeceu a receptividade dos moradores e postou vídeo de um outdoor com mensagem de boas-vindas, em uma avenida perto do aeroporto da capital.

“Obrigado pela receptividade de sempre, amigos de Brasília e de todo Brasil!”, escreveu Bolsonaro.

O outdoor digital mostra o texto: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Bem-vindo, senhor presidente”.

Obrigado pela receptividade de sempre, amigos de Brasília e de todo Brasil!  pic.twitter.com/OoJgMnWkEc

 

Ele chegou há pouco à Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência da República, onde foi recepcionado por um grupo de motociclistas.

Bolsonaro saiu do condomínio onde mora, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, pouco antes das 14h de hoje, rumo à Base Aérea do Galeão. Ele estav00a acompanhado da mulher e dos cinco filhos.

Na saída do condomínio, um grupo de pessoas aguardava a saída de Bolsonaro e recebeu o comboio presidencial aos gritos de “mito”. Bolsonaro abriu a porta do carro e agradeceu aos simpatizantes.

 

Fonte: Noticias ao Minuto

Primeiro-ministro israelense passeia na Praia do Leme no RJ

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, aproveitou o segundo dia de sua visita oficial ao Brasil, sem compromissos públicos, para dar um passeio pela Praia do Leme, na zona sul do Rio. Na primeira visita de um primeiro-ministro israelense ao Brasil na história, Netanyahu ficará no País até terça-feira (1º), quando participará da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro como presidente, em Brasília (DF).

PUBLICIDADE

Pela tradição judaica, o sábado (“shabat”) é o dia do descanso. Na sociedade israelense, não é comum políticos terem atividades de trabalho aos sábados. Segundo o canal GloboNews, Netanyahu, que está hospedado num hotel cinco estrelas em Copacabana, saiu a pé por volta das 13 horas, ao lado de sua esposa, Sara. Cercado por seguranças armados, o casal andou na areia da praia. Netanyahu chegou a molhar os pés e, depois do passeio, o casal sentou num quiosque para comer e beber.

No domingo, a agenda oficial enviada pela Embaixada de Israel em Brasília inclui uma série de atividades. Às 10h30, está marcada uma entrevista coletiva para a imprensa brasileira. Ao meio-dia, Netanyahu terá um encontro com líderes da comunidade judaica brasileira. Às 15 horas, está previsto um encontro com “amigos cristãos de Israel”.

 

Não há previsão de reuniões oficiais com autoridades brasileiras, mas o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, participará de um dos encontros com Netanyahu, conforme a agenda pública da autoridade monetária – Goldfajn é brasileiro, mas nasceu em Haifa, Israel.

Todos os eventos estão agendados para o hotel cinco estrelas em que Netanyahu e sua comitiva estão hospedados, em Copacabana. Quase todos os compromissos públicos do premiê na sexta-feira, primeiro dia da visita oficial, também foram concentrados no bairro. Netanyahu chegou ao Rio no fim da manhã de ontem e seguiu para um almoço com o presidente eleito, no Forte de Copacabana. No fim da tarde, participou, com Bolsonaro, de um encontro com a comunidade judaica carioca numa sinagoga, também em Copacabana.

O encontro com Netanyahu, incluindo o anúncio de que fará uma visita oficial a Israel até março, foi o primeiro movimento claro do futuro governo Bolsonaro em termos de mudança na política externa. Durante a campanha, o futuro presidente prometeu transferir a embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém, o que aproximou os dois líderes.

Nos eventos de sexta-feira, porém, não foi feito nenhum anúncio público sobre a transferência. A última vez que Bolsonaro prometeu mudar a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém, num ato de reconhecimento da cidade sagrada como capital israelense, foi no dia 1º de novembro, pelo Twitter.

 

A jornalista Noa Landau, que acompanha a comitiva israelense pelo jornal “Haaretz”, chamou atenção para o fato de Bolsonaro ter ignorado o assunto na sexta-feira. “Nada sobre #Jerusalem no discurso de @jairbolsonaro na sinagoga”, escreveu Landau em sua conta no Twitter, após postar um vídeo da entrada de Netanyahu e Bolsonaro ao salão principal da sinagoga.

Em outro post, a jornalista israelense disse que Netanyahu “compensou”, mencionando a presença histórica dos judeus em Jerusalém pelo menos cinco vezes em seu discurso na sinagoga, onde falou em hebraico.