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Witzel chora durante discurso e promete combater corrupção e criminalidade

Em um discurso de 22 minutos, durante a cerimônia de posse na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o governador Wilson Witzel (PSC) assumiu os compromissos de “libertar o estado da corrupção” e “derrotar o crime organizado”. O governador também colocou entre suas prioridades a racionalização de custos e a retomada do crescimento econômico do estado. Witzel traduziu o resultado das urnas como “o grito de milhares de mulheres e homens cansados da traição e dos atos de corrupção” e sentenciou: “não temos o direito de errar”.

O governador foi às lágrimas ao agradecer o apoio da esposa, Helena Witzel. Ele também agracedeu as orações do prefeito Marcelo Crivella, que estava presente na cerimônia. O discurso arrancou aplausos do público presente quando o governador classificou os traficantes do Rio de narcoterroristas. “Como terroristas serão tratados”, afirmou.

CRÍTICAS À CORRUPÇÃO

O combate à corrupção foi um dos pontos centrais no discurso de Witzel. “É chegada a hora de libertar o estado da irresponsabilidade e da corrupção, que marcaram as últimas duas décadas da política estadual”, afirmou.

Ao assumir a missão de racionalizar os custos e obter mais recursos para os municípios, Witzel fez uma referência à reforma da Previdência: “buscaremos apoiar o governo federal no processo de mudanças de ordem tributária, previdenciária e econômica, para garantir o futuro das próximas gerações e inverter a pirâmide de arrecadação”.

COMBATE AO CRIME

A segurança pública foi outro ponto nevrálgico no discurso. “Não podemos mais viver sem liberdade, com medo de sair às ruas sem saber se voltaremos”, afirmou o governador, que promete reorganizar as estruturas policiais.

O governador falou sobre o Conselho de Segurança, criado para substituir temporariamente a Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), que por sua vez foi extinta em um decreto publicado no primeiro Diário Oficial da nova gestão. O conselho executivo, previsto para durar seis meses, terá o papel de fazer a interface entre as polícias Militar e Civil, que foram alçadas à condição de secretarias.

“A instalação do Conselho de Segurança, fruto da nossa experiência e estudos aprofundados por mais de 20 anos, vai aproximar as instituições e permitir que a segurança não seja mais apenas um caso de polícia, e sim uma política pública da responsabilidade de todos os poderes, conforme determina a Constituição Federal”, disse Witzel.

OUTROS SETORES

Cultura, turismo, educação, saúde, emprego e produção agrícola também foram citados durante o discurso. “O resgate moral da nossa cidadania também passa pelo fortalecimento da cultura”, pontuou Witzel, afirmando que o tema será tratado como política pública estratégica, mas sem se aprofundar em metas.

Ao mencionar as áreas de educação e saúde, o governador comprometeu-se a “integrar todos os órgãos federais, estaduais e municipais com vistas a reduzir custos e melhorar o acesso”.

Com o objetivo de retomar o crescimento econômico do estado, Witzel apontou caminhos para a produção do campo, classificada por ele como “um dos pilares do desenvolvimento no interior”. “Nenhuma economia saudável consegue se desenvolver de costas para seus agricultores”, afirmou. Entre outras ações previstas para esse setor, o governador pretende diminuir as necessidades de importação de alimentos de outras regiões e facilitar o acesso dos produtores locais ao mercado.

O governador chamou o turismo de “o novo petróleo do Rio”, e traçou como metas fortalecer e expandir o setor.

Por fim, Witzel citou uma frase de Carlos Lacerda, governador do Estado da Guanabara na década de 1960: “A impunidade gera a audácia dos maus. O futuro não é o que se teme. O futuro é o que se ousa”.

A seguir, leia a íntegra do discurso de Wilson Witzel:

“Senhoras e senhores,

Bom dia

Tomo posse hoje como governador do Estado do Rio de Janeiro graças ao desejo de mudança da população do nosso querido estado, que acreditou na esperança de dias melhores. Portanto, meu primeiro agradecimento é ao povo, com quem assumo o compromisso de não deixar apagar essa chama de confiança em um futuro melhor para o Estado do Rio.

Senhor presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro: em seu nome, cumprimento todos os deputados e deputadas estaduais eleitos e os que encerram seus mandatos;

Senhor presidente da Câmara dos Deputados, uma honra tê-lo presente: em seu nome, cumprimento todos os deputados e deputadas federais eleitos e os que encerram os seus mandatos;

Senhor vice-governador: minha gratidão por sua fidelidade e pelos aconselhamentos;

Senhor prefeito da Cidade do Rio de Janeiro: em seu nome, agradeço a presença de todos os demais colegas do Poder Executivo;

Senhor presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, digno representante do Poder Judiciário: em seu nome, cumprimento todos os meus colegas estaduais e federais. Aproveito e agradeço a estas casas, que muito contribuíram para a formação do meu caráter e capacidade para tomar decisões que viriam a definir os destinos de muitos cidadãos, sempre com firmeza e confiança;

Trago na bagagem a mesma coragem que a toga e o mister como juiz federal tão bem me ensinaram e que muito me ajudarão a governar este Estado;

Senhor Procurador Geral de Justiça: desejo-lhe sucesso em mais um mandato à frente do Ministério Público Fluminense, cujo ato de nomeação tenho a honra de assinar. Tudo farei para colaborar com ideias e ações, fruto de minha experiência na área criminal. Em seu nome, minhas cordiais saudações a todos os representes da instituição;

Senhor Defensor Público Geral: em seu nome, cumprimento todos os que honram a missão de defender quem mais precisa. É uma imensa alegria poder citar, neste momento, a instituição à qual pertenci e que muito contribuiu para minha formação jurídica;

Tenho certeza de que, como governador, poderei colaborar muito mais na defesa dos necessitados.

Sua Eminência Cardeal Dom Orani Tempesta: em seu nome, reverencio todas as autoridades religiosas e seus fiéis, que clamam pelo governo dos justos contra a praga dos ímpios;

Aos servidores públicos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro: minha homenagem e minha solidariedade. Podem ter certeza de que tudo farei para melhorar as condições de trabalho e resgatar a sua dignidade e a de suas famílias;

À minha amada esposa Helena, chama que ilumina meus sonhos, que sempre esteve ao meu lado, clareando os caminhos deste grande desafio. Minha eterna gratidão pelo apoio incondicional a mim e aos meus filhos. Este momento também lhe pertence;

Senhoras e senhores, militantes partidários, familiares e amigos: meus sinceros agradecimentos por todo o apoio e confiança;

Dirijo-me, sem distinção e de forma igualitária, a todos os que vivem no Rio de Janeiro.

A página que hoje começamos a escrever na história do nosso Estado expressa a vontade soberana da maioria da população, que a mim confiou o destino do Rio pelos próximos quatro anos;

É chegada a hora de libertar o Estado da irresponsabilidade e da corrupção, que marcaram as últimas duas décadas da política estadual;

Sob a proteção de Deus, renunciei à minha carreira na magistratura federal e iniciei uma jornada que simbolizou, além de minha indignação, um ato de amor ao nosso Estado;

Trabalharei incansavelmente para unir o Rio de Janeiro. Nossa tarefa será racionalizar os custos e obter mais recursos para os municípios, sempre buscando o bem-estar de todos os cidadãos, independentemente de ideologias partidárias.

Também buscaremos apoiar o Governo Federal no processo de mudanças de ordem tributária, previdenciária e econômica, para garantir o futuro das próximas gerações e inverter a pirâmide de arrecadação, com a descentralização dos serviços e atribuições.

O resultado da última eleição simbolizou o grito de milhares de mulheres e homens cansados da traição e dos atos de corrupção que estão tirando de nós o sentimento de esperança por dias melhores para nós e para nossos filhos.

Acreditando na nossa caminhada, somaram-se ao meu partido, o PSC, o PROS e o PSL. E, ao longo do segundo turno, mais uma dezena de outros, que reconheceram a força de milhares de vozes que clamavam por uma alternativa contra políticos marcados por denúncias, prisões, erros e desrespeito ao voto popular.

Não temos o direito de errar.

Minha história de vida se confunde com a de muitos brasileiros. Nasci em um lar cristão. Meus pais enfrentaram inúmeras dificuldades para criar a mim e a meus três irmãos. Não herdarei fortuna, e sim o ensinamento do amor e do respeito ao próximo, assim como valores morais e fraternos. São esses valores que conduziram um dos filhos da família Witzel a ser escolhido para liderar o processo de mudança e resgate da dignidade do povo do Estado do Rio de Janeiro.

Em nome dos meus pais, expresso a importância do papel das famílias como base da sociedade.

Senhoras e senhores,

Não podemos mais viver sem liberdade, com medo de sair às ruas sem saber se voltaremos. Criminosos assumiram, pelo poder das armas, o domínio de porções do nosso território, trazendo a desgraça e a desordem aos cidadãos de bem. Vamos reorganizar as estruturas policiais para serem capazes de investigar e prender aqueles que comandam o crime organizado e fazem da lavagem de dinheiro a fonte que abastece o comércio de drogas, armas e corrupção.

A instalação do Conselho de Segurança, fruto da nossa experiência e estudos aprofundados por mais de 20 anos, vai aproximar as instituições e permitir que a segurança não seja mais apenas um caso de polícia, e sim uma política pública da responsabilidade de todos os poderes, conforme determina a Constituição Federal.

Cidadãos fluminenses, não permitirei a continuidade desse poder paralelo. Ao receber minha carta patente como integrante do Corpo de Fuzileiros Navais, jurei, perante nossa bandeira, defender o Estado Democrático.

Usarei todos os meios e conhecimentos para derrotar o crime organizado, reconstruindo, reaparelhando, aperfeiçoando o processo penal e as estruturas judiciais, treinando nossas forças policiais, e colocando à disposição dos profissionais da segurança todos os instrumentos para conter essa ameaça à nossa democracia.

A mudança em nossa estrutura de segurança é fundamental para aproximar as instituições que compõem todo processo criminal, sendo a atividade policial apenas uma parte deste gigantesco aparato de punição e ressocialização.

O resgate moral da nossa cidadania também passa pelo fortalecimento da cultura em toda sua diversidade e da educação, que será tratada como política pública estratégica tanto para o desenvolvimento humano quanto para a retomada do crescimento econômico do Rio.

Tanto no que diz respeito à educação quanto à saúde, trabalharemos para integrar todos os órgãos federais, estaduais e municipais com vistas a reduzir custos e melhorar o acesso e o atendimento de forma mais racional.

É grande o desafio de manter os serviços públicos em condições dignas de funcionamento e, ao mesmo tempo, reorganizar os gastos.

Não menos desafiadora será a retomada do crescimento econômico com geração de emprego e renda. O Estado tem papel fundamental como indutor desse processo, garantindo segurança jurídica e credibilidade aos investidores.

A produção do campo é um dos pilares do desenvolvimento no interior. Nenhuma economia saudável consegue se desenvolver de costas para seus agricultores. O território fluminense é abençoado pela diversidade natural e climática, viabilizando produzir todo tipo de alimento com qualidade.

É preciso diminuir a necessidade de importação de alimentos de outras regiões e facilitar o acesso dos produtores locais ao mercado, garantindo o abastecimento e a segurança alimentar de nosso Estado.

Construiremos uma política consistente para a agricultura e a produção pesqueira, dando atenção especial à agricultura familiar, ao garantir o acesso ao crédito, à tecnologia e à assistência diferenciada.

Também são metas estratégicas da nossa gestão fortalecer e expandir o setor produtivo do turismo, o novo petróleo do Rio de Janeiro, em consonância com diretrizes ambientais sustentáveis.

Finalizo citando Carlos Lacerda, que, como governador, deixou inegável legado de desenvolvimento ao Estado do Rio de Janeiro.

“A impunidade gera a audácia dos maus. O futuro não é o que se teme. O futuro é o que se ousa”.

Muito obrigado.”

Aos gritos de ‘mitinho’, Carlos Bolsonaro vira atração em shopping de Brasília

 Filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSL) virou atração na praça de alimentação de um shopping de Brasília nesta segunda-feira. Às vésperas da posse do pai na capital federal, Carlos foi almoçar no local e acabou saindo cercado por seguranças do estabelecimento aos gritos de “mito” e “mitinho”.

— Minhas expectativas para amanhã são as melhores possíveis — afirmou Carlos ao GLOBO.

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Parte das pessoas que se acotovelavam para tirar foto com Bolsonaro vestia camisa com o rosto do pai dele. Caravanas para a posse presidencial têm chegado a Brasília. Apesar do assédio, muitas pessoas que o abordaram não sabiam exatamente de qual dos filhos de Bolsonaro se tratava.

— Esse é o Fábio ou o Flávio? Ou o Eduardo? — questionou um dos “fãs”, fazendo referência aos dois outros irmãos de Carlos que são políticos, além de um nome que não batiza nenhum dos cinco filhos do futuro presidente.

A segurança do shopping — localizado na área central da cidade, que é cercada por hotéis — foi acionada por conta da aglomeração que se formou em torno de Carlos Bolsonaro. Próximo ao vereador, estavam dois assessores que ficaram atentos à segurança dele.

Carlos Bolsonaro teve que deixar o local por uma saída de serviço restrita a funcionários do shopping, após uma série de fotos com crianças, adultos e idosos. Ele tirava e colocava o boné para fazer as selfies. Ao fim do tumulto, as pessoas mostravam umas para as outras os cliques obtidos com o filho de Bolsonaro.

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Vereador é preso no RJ

 Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) prenderam, no fim da tarde desta segunda-feira, um vereador Miguel Pereira no Arco Metropolitano, altura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O parlamentar de 50 anos, que não teve o nome divulgado, conduzia o carro oficial da Câmara Municipal de Miguel Pereira sem placa e em alta velocidade.

Ele foi abordado no km 53 da via pelos policiais e preso por peculato(uso de bens públicos para proveito próprio). Os agentes encontraram itend de praia e mala de viagem no porta-malas do carro oficial. O caso foi registrado na 59ª DP (Duque de Caxias).

O DIA tentou contato com a Polícia Civil e com a prefeitura de Miguel Pereira mas, até a publicação desta reportagem, não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Para melhorar educação, Bolsonaro diz que vai combater “lixo marxista”

Um dia antes de ser empossado como presidente da República, o próximo titular do Palácio do Planalto, Jair Messias Bolsonaro (PSL), foi ao Twitter declarar que o “combate às teorias marxistas” será uma das primeiras medidas implementadas pelo seu governo para tirar o Brasil das piores posições dos mais importantes rankings de educação.

Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) – coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e uma das principais análises do nível educacional dos países –, em 2016 o Brasil ostentava uma das 10 avaliações do globo.

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Para futuro chefe do Executivo nacional, o conjunto de análises socioeconômicas elaboradas pelos filósofos alemães Karl Marx e Friedrich Engels, principais pensadores do comunismo, é um “lixo”. De acordo com Bolsonaro, o Brasil precisa evoluir e formar cidadãos – “e não mais militantes políticos”.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

Uma das metas para tirarmos o Brasil das piores posições nos rankings de educação do mundo é combater o lixo marxista que se instalou nas instituições de ensino. Junto com o Ministro de Educação e outros envolvidos vamos evoluir em formar cidadãos e não mais militantes políticos.

21,4 mil pessoas estão falando sobre isso

Em agosto, ainda durante a campanha eleitoral, Bolsonaro propôs a implementação do ensino a distância como alternativa de “combate” ao marxismo. “Com o ensino a distância, você ajuda a combater o marxismo e pode começar a fazer o ensino a distância uma vez por semana”, disse.

Bolsonaro toma posse nesta terça-feira (1º/1). Após receber a faixa presidencial das mãos do presidente Michel Temer, ele assinará as nomeações de seu ministério, como a do futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez.

RAFAEL CARVALHO/GOVERNO DE TRANSIÇÃO

Ricardo Vélez Rodriguez

 

Indicação de Olavo de Carvalho (um dos gurus do presidente eleito), o colombiano é defensor do movimento Escola sem Partido e prega menos “ideologia” nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ainda não há uma decisão sobre quem presidirá o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Posse
Nesse domingo (30/12), o governo realizou o último ensaio geral da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro. O forte esquema de segurança ficou evidente durante o treinamento, com forte presença de militares. Alguns curiosos foram impedidos de acompanhar as atividades das forças armadas.

O acesso da população à Esplanada dos Ministérios será exclusivamente pela Rodoviária do Plano Piloto. A partir deste ponto, as pessoas que quiserem assistir à solenidade terão de descer a Esplanada a pé. Não serão permitidos no local, por exemplo, bicicletas, skates e patins.

A lista de proibições também inclui guarda-chuva, objetos cortantes, máscaras, carrinhos de bebês, fogos de artifício, bebidas alcoólicas, garrafas, sprays, além de bolsas e mochilas. Quatro linhas de revistas serão montadas a partir da Rodoviária do Plano Piloto, com fiscalização manual da Polícia Militar. Quanto mais próximo ao Congresso Nacional, mais rigoroso fica o controle.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, confirmou que as ameaças de atentado contra o presidente eleito são reais.

“As ameaças são reais. Nós não temos o direito de descartar nenhuma delas. Todas serão neutralizadas”, disse em referência ao inquérito aberto pela Polícia Federal na semana passada, conforme revelou o Metrópoles, para investigar grupo que se intitula terrorista e está agindo no DF. O ministro, entretanto, não deu detalhes acerca do andamento das investigações.

Etchegoyen informou que, em razão das ameaças, ainda não está definido se Bolsonaro desfilará em carro aberto. Questionado sobre quando o martelo será batido, o futuro ministro do GSI, general Augusto Heleno, disse que aguarda determinação  do presidente eleito. “O critério para essa decisão é Jair Messias Bolsonaro”, declarou.

Na véspera da posse, as polícias Federal e Civil do Distrito Federal cumprem sete mandados de busca e apreensão no DF, em Goiás e São Paulo. No DF, são cumpridos dois mandados expedidos pela Justiça. A suposta organização, que se autodenomina Sociedade Secreta Silvestre, mantém um site chamado Maldição Ancestral, no qual diz estar “em tocaia terrorística contra o progresso humano”. Na página da internet, são disseminadas diversas mensagens de ódio e pregados “o caos e o terror no seio da civilização”.

Bolsonaro recebe filho e se despede de seguranças da campanha

Sem agenda oficial prevista para este domingo (30/12), o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) recebeu o seu filho mais velho, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência. O senador eleito pelo Rio chegou dirigindo um carro, em companhia da mulher e de uma das filhas do casal. Ele não parou para falar com a imprensa.

Recentemente, Flávio se viu em uma polêmica envolvendo um ex-assessor, Fabrício Queiroz, que foi citado em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) devido a movimentações atípicas em sua conta. O caso foi revelado pelo Estadão. Também foram identificados depósitos feitos por funcionários do gabinete de Flávio da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) na conta de Queiroz.

 

 

Mais cedo, Bolsonaro recebeu agentes da Polícia Federal que cuidaram de sua segurança desde o início da campanha eleitoral. Durante a despedida, Bolsonaro cumprimentou o grupo e agradeceu pelo trabalho. Depois, os agentes posaram para fotos em frente à piscina da casa. A partir da posse, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) passa a ser responsável pela segurança do presidente.

Neste domingo, Bolsonaro também usou suas redes sociais para informar que pretende valorizar o trabalho na área de Inteligência, reconhecendo a importância estratégica do serviço para o País. “O trabalho de Inteligência é dos mais importantes e sensíveis para a segurança da Nação. No entanto, por sua natureza discreta, raramente é reconhecido. No que depender deste governo não faltará apoio e valorização para os profissionais da área!”, afirmou.

Para evitar gastos, governador cancela ida à posse de Bolsonaro

governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), desistiu de participar da posse de Jair Bolsonaro nesta terça-feira, 1º. O motivo alegado pela assessoria de Zema é a falta de um voo de carreira que faça a tempo o percurso entre Belo Horizonte, onde ele toma posse pela manhã, e Brasília, onde a cerimônia deve começar às 15h.

Zema foi eleito governador de Minas Gerais

Foto: Cristiane Mattos / O Tempo / Estadão Conteúdo

Zema poderia usar uma aeronave do Estado, mas quer evitar gastos extras. Minas enfrenta uma das maiores crises fiscais da sua história.

O futuro governador mineiro foi eleito com o discurso sobre a necessidade de austeridade nas contas públicas, bem como a associação com a imagem de Bolsonaro ainda no primeiro turno.

Witzel diz que crime organizado do Rio se comporta como terrorista

O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse hoje (30) que o crime organizado que age no estado está “muito próximo do terrorismo” e que, por isso, pretende adotar técnicas israelenses na área de segurança.

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“A forma pela qual os traficantes estão trabalhando para proteger a droga é com atos terroristas, com bomba, com pânico à população e uma afronta às instituições. Então a gente precisa trabalhar e enfrentá-los como eles estão se comportando, como terroristas”, disse Witzel.

Witzel participou de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Hotel Hilton, na zona sul do Rio de Janeiro, no qual Netanyahu recebeu a comunidade judaica da cidade. O futuro governador disse que pretende assinar um acordo de cooperação com Israel para treinamento de policiais.

“Ou a gente manda pra lá ou o pessoal de lá vem pra cá. Eu acho muito importante um grupo de policiais nossos ir a Israel, para conhecer o sistema funcionando na prática, e vir para o Brasil e ser difusores das ideias e das técnicas que lá eles aprenderam. Um curso rápido, mas que já vai ser muito importante para a gente aprimorar o trabalho de combate ao crime organizado, que hoje está muito próximo do terrorismo”.

Witzel disse também que pretende adotar tecnologia de reconhecimento facial, para impedir “pessoas envolvidas no crime organizado de circular livremente pela cidade e pelo estado”. “Agora em janeiro eu já pretendo fazer um convênio com as empresas que têm sistema de vigilância, como supermercados e shoppings, todos os lugares que têm câmera, com possibilidade de reconhecimento facial. Nós vamos disponibilizar o álbum, com mandado de prisão em aberto, e uma vez identificadas essas pessoas, nós vamos prender. Isso já vai ser um ganho muito grande de efetividade, porque o crime organizado não vai mais poder circular facilmente pelas ruas e isso vai facilitar o trabalho da polícia”.

Primeiro decreto

O governador eleito disse que o primeiro decreto a ser assinado por ele será o da reorganização da estrutura do estado, com foco na economia de recursos. “Apesar de termos mais secretarias do que já existia, é uma estrutura estratégica. Na verdade, ao extinguir secretarias você não corta custos, o que corta custo é reduzir o número de cargos. A quantidade de cargos em comissão, ela é um percentual muito pequeno em relação à folha de pagamento, mas será cortado. O grande ajuste que nós vamos fazer será nos contratos. [Os] que podem estar superfaturados, serão auditados”.

Witzel conversou com a imprensa na saída do evento. Em sua fala ao primeiro-ministro, Witzel disse que está “torcendo” para que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, faça um acordo de cooperação com Israel “do tipo guarda-chuva”, para que os estados possam aderir de forma mais fácil.

 

“Eu quero ser o primeiro estado a participar do acordo, para poder estarmos junto ao Instituto Weizmann [de pesquisa em ciências], a estarmos junto à polícia, ao exército israelense e trocarmos experiência, que são experiências comum. Aqui temos um grave problema de violência, do crime organizado, que está cada vez mais próxima de atos terroristas. E a nossa polícia precisa aprender a lidar com esse tipo de organização criminosa”. Segundo o governador, após resolver o problema da criminalidade, poderá investir no turismo e “trazer de volta a esperança para uma terra de esperança”.

Pela manhã, Witzel acompanhou Netanyahu a uma visita ao Pão de Açúcar. Também foram ao passeio as esposas das autoridades, Helena Wiztel e Sara Netanyahu.

 

 

Malafaia: agenda pró-Israel garante apoio de evangélicos a Bolsonaro

O pastor Silas Malafaia, líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, afirmou na tarde deste domingo (30/12), que o apoio eleitoral da comunidade evangélica ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, só ocorreu por causa do apoio do capitão da reserva a Israel.

A transferência da embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém, um gesto de reconhecimento de que a cidade sagrada é a capital do Estado de Israel, foi promessa de campanha de Bolsonaro. O assunto foi tratado em reunião com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, que iniciou na sexta-feira a primeira visita de um chefe de governo israelense ao Brasil.

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“Jerusalém é a eterna e indivisível capital de Israel”, disse Malafaia, ao chegar para um encontro de líderes religiosos cristãos com Netanyahu, no hotel em que o premiê está hospedado, no Rio. Segundo o pastor, não haveria apoio da comunidade evangélica a Bolsonaro sem a agenda pró-Israel. “Nosso apoio a Bolsonaro é resultado de ele apoiar Israel”, afirmou Malafaia.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), pastor licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), abriu o encontro com Netanyahu. “Não tenho palavras para descrever o que Israel representa para nós. Rezemos pelo seu país todos os dias”, afirmou Crivella, se dirigindo para o premiê israelense. O líder da Iurd e tio de Crivella, bispo Edir Macedo, anunciou apoio formal a Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

O cardeal-arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, também está no encontro. No discurso aos líderes cristãos, Netanyahu ressaltou que Israel é o único país no Oriente Médio que é seguro para cristãos. “Não temos melhores amigos no mundo do que a comunidade evangélica. E a comunidade evangélica não tem melhor amigo do que Israel”, afirmou o premiê.

Relações comerciais
O primeiro-ministro de Israel defendeu neste domingo o aprofundamento das relações comerciais com o Brasil. Em apresentação a jornalistas brasileiros no Rio, Netanyahu traçou o panorama de uma economia global em mudança constante, com foco na rápida evolução tecnológica. O premiê procurou descrever Israel como uma “potência tecnológica”, com destaque para os setores de segurança cibernética, de tecnologia da informação, de agricultura de precisão e de reaproveitamento de água.

“Para uma companhia crescer, é preciso de novos produtos ou então de novos mercados”, afirmou Netanyahu, ressaltando que o Brasil é um dos maiores mercados do mundo. Nos últimos anos, Israel tem buscado firmar acordos comerciais bilaterais – Indonésia, que detém a maior população muçulmana do mundo, e Brasil são os únicos que ficaram de fora desses acordos.

Para facilitar os contatos comerciais, o primeiro-ministro disse que a diplomacia israelense está em contatos com o Chade, para liberar a passagem de voos pelo espaço aéreo. A medida poderia encurtar em quatro horas o voo entre Tel-Aviv e São Paulo. Segundo Netanyahu, o mesmo foi feito após o estreitamento de relações com a Índia, pois a distensão na relação diplomática com a Arábia Saudita permitiu o uso do espaço aéreo no voo entre Tel-Aviv e Mumbai, capital financeira indiana.

“Discutimos com o presidente eleito, Jair Bolsonaro como trazer tecnologias israelenses para o Brasil”, disse Netanyahu.

Bolsonaro e o premiê israelense se reuniram no Rio na sexta-feira, no primeiro dia da visita oficial de Netanyahu ao Brasil. Esta é a primeira vez na história que um primeiro-ministro israelense visita o Brasil. Netanyahu acompanhará a posse de Bolsonaro, na próxima terça-feira, 1º, em Brasília.

 

Evangélicos fazem oração para Bolsonaro na entrada da Granja do Torto

O pastor Wilbert Batista costumava andar de bicicleta perto da ex-presidente Dilma Rousseff, em Brasília, e dizia que orava por ela. Conseguiu a confiança dos seguranças para se aproximar algumas vezes, embora deixasse claro que não votou na ex-presidente. “Existe um trecho na bíblia que diz que a gente tem que orar pelas autoridades. Sempre fazemos isso”, justifica Batista, que acompanhou todas as posses presidenciais desde a época de Fernando Collor.

Hoje, pela manhã, Batista organizou uma espécie de culto evangélico em frente a Granja do Torto para o presidente eleito, Jair Bolsonaro, com cerca de 50 pessoas. Elas estavam vestidas de verde e amarelo e enroladas em bandeiras nacionais. Entre as canções e orações entoadas, o grupo se ajoelhou no chão de asfalto, sob o sol quente, e gritou repetidas vezes o slogan de Bolsonaro: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

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O grupo faz parte da igreja evangélica Núcleo da Fé. Durante o culto, o pastor lembrou que a mulher de Bolsonaro, Michelle, também é evangélica. Mas celebrou o fato de Bolsonaro ser católico e disse que ele deve ser o presidente de todos, inclusive dos ateus. Batista pregou a unificação do país, defendeu a preservação da família e rezou pela segurança de Bolsonaro, que sofreu um atentado durante a campanha presidencial.

No gramado, a alguns metros de distância, a música “I say a little prayer”, da cantora americana Aretha Franklin, ecoava de um dos carros que estão estacionados próximo a entrada da Granja Entre eles está um carro modelo Fiat 147, que rodou 2 mil quilômetros de Paramoti (CE) até Brasília para a posse presidencial, na próxima terça-feira (1º).

O agente penitenciário Gerson Alves da Costa conta que o grupo viajou por dois dias no Fiat, chamado de “Comitiva 147”, para chegar a capital federal. O intuito é tentar convencer o presidente eleito a recebê-los. “Até agora Bolsonaro não nos decepcionou. Tomara que ele ponha o Brasil nos eixos e que os benefícios não sejam individuais. Sei que dá trabalho e que não é da noite para o dia, mas, se der certo, quem ganha é o povo”, disse.

Já o empresário Dionísio Magnus veio de Porto Alegre com o filho num motorhome. A viagem também durou dois dias. “Conhecemos Bolsonaro em 2016, quando ele foi dar uma palestra na TranspoSul (feira de transporte e logística) e desde então não soltamos mais esse projeto. Precisávamos de uma mudança”, afirmou Dionísio.

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) espera a presença de 250 mil a 500 mil pessoas para a posse de Jair Bolsonaro. Conforme mostrou a Coluna do Estado, a posse presidencial dobrou a taxa de ocupação de hotéis em Brasília para a virada do ano, segundo estimativas do setor. A ocupação média está em 67%, com expectativa de alcançar 75%. Os hotéis de luxo são os mais procurados até agora.

Em shopping de Brasília, “Bolsonaro Júnior” compra terno para posse

Logo após desembarcar em Brasília, Jair Renan, o quarto dos cinco filhos do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), foi a um shopping da cidade, neste sábado (29/12), para finalizar a compra do terno que usará na posse de seu pai. Em novembro, “Bolsonaro Júnior”, como é conhecido, já havia ido a uma loja do Park Shopping para encomendar a peça. Durante a compra, ele estava acompanhado por Valdir Ferraz, um dos mais antigos assessores do presidente eleito, e por vários seguranças.

“Peguei meu terno! Tudo certo para a posse”, vibrou Jair Renan, em uma publicação no stories do Instagram.

 

 

Os detalhes do terno, no entanto, não foram divulgados. Desde que começou a acompanhar o pai em agendas oficiais na capital federal, Jair Renan ficou conhecido por usar um único terno azul-bebê.

Jair Bolsonaro encomendou o terno para a posse para um alfaiate amigo. Neste sábado (29), o presidente eleito tomou as últimas medidas da roupa e cortou o cabelo.

Não foi a primeira vez que Jair Renan deu uma volta por Brasília. Em novembro, quando encomendou o terno, ele também foi a uma uma escola de voo localizada no Lago Sul. Com um instrutor, ele teve uma aula de paraquedismo em um simulador. Ao Metrópoles, o instrutor Jiraya Fernandes afirmou que o jovem ficou quatro minutos voando e teve performance acima do normal.

“Ele conseguiu fazer curvas e se movimentar para frente e para trás”, comentou. Sobre o comportamento do filho do presidente eleito, Jiraya avaliou que o jovem foi “tranquilo e bacana”. O rapaz segue os ensinamentos do pai: Jair Bolsonaro é formado pela Brigada Paraquedista do Exército.

Tímido e discreto
Estudante de direito, Jair Renan passou a acompanhar os compromissos do presidente eleito desde o início do mês. Em 6 de novembro, ele participou da sessão solene em comemoração aos 30 anos da Constituição Federal, no Congresso Nacional. Tímido, pelo menos publicamente, ele tenta manter o máximo de discrição.

Jair Renan é o quarto dos cinco filhos do presidente eleito. Além dele, Jair Bolsonaro tem como herdeiros Flávio (senador eleito pelo PSL do Rio de Janeiro), Carlos (vereador carioca), Eduardo (deputado federal reeleito) e Laura, a caçula de 8 anos. A garota não acompanha os compromissos do pai. Fica sob a responsabilidade da mãe, Michelle, mas deve se mudar para a residência oficial da Presidência da República quando Bolsonaro assumir o comando do país.