nesta terça-feira de Natal (25), o que era para ser uma tarde de lazer em família terminou em trágédia na Praia do Dentinho, em Praia Seca, Araruama.
Francisco Vasconcelos, de 56 anos, que tomava banho de mar com o filho dele, de 10 anos, acabou se afogando com o garoto e morreu pouco depois de ser socorrido pelos salva-vidas que atuam no local. A criança foi resgatada junto com dois outros homens com o auxílio de um helicóptero dos Bombeiros, e ficou muito abalada com o óbito do pai.
Os bombeiros informaram também que as vítimas não precisaram ser levadas para o hospital e que o jovem estava acompanhado por parentes.
Moradores da região central de Maricá se assustaram na tarde desta quarta-feira, 26, por conta de dois jacarés que apareceram no Rio Mumbuca, que corta o centro da cidade. A cena foi registrada por populares e postada nas redes sociais.
De acordo com biólogos, a aparição destes animais nas áreas urbanas em períodos de chuva é comum, já que o aumento de volume da água do canal facilita a saída dos animais de dentro do canal. Além disso, os jacarés saem do seu habitat em busca de alimentos, e parte disso é por culpa dos próprios moradores.
A orientação é não se aproximar e não provocar nenhum tipo de interação com o animal. O Corpo de Bombeiros informou que só entra em ação quando há risco para o animal ou para pessoas. O correto é ligar para a Patrulha Ambiental no telefone 1746 / (21) 2498-1001 / (21) 2638-3690.
m ex-motorista de aplicativo identificado como Glaydson Santana Gomes, 27 anos, foi executado por criminosos da comunidade da Dita, no Jóquei, em São Gonçalo.
De acordo com informações, mesmo desativado da empresa prestadora de serviços de transporte privado, Glaydson foi até a comunidade buscar um passageiro, criminosos da localidade ordenaram que ele saísse do veículo e logo após executaram a vítima com diversos disparos. Não há informação sobre o paradeiro do passageiro.
Procurada pela nossa reportagem, a empresa de aplicativa que Glaydson prestava serviço, informou que o motorista estava desativado desde o mês de agosto de 2017, por infração ao Código de Conduta.
Segundo a Polícia Civil, a região vive uma guerra de facções criminosas.
A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) investiga o caso.
Com fim agendado para a próxima segunda-feira, dia 31, a intervenção federal na segurança pública do Rio conseguiu reduzir os homicídios dolosos, mas teve aumento recorde de mortes por policiais. Entre fevereiro, quando passou a vigorar a medida, e novembro, mês com dados mais recentes, os índices de roubos de carga, de carros e na rua também recuaram. “Temos a convicção de que trilhamos um caminho difícil e incerto, mas cumprimos a missão”, afirmou nesta quinta-feira, 27, o interventor, general Walter Braga Netto.
Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), o total de registros de letalidade violenta no Rio de fevereiro a novembro foi de 5.025 – 45 ocorrências a mais do que no mesmo período do ano anterior. A alta é puxada pela explosão de mortes por policiais – 1.185, ante 859 no mesmo período de 2017, alta de 40% e recorde em 16 anos de série histórica do ISP. Já os homicídios dolosos (sem contar mortes por policiais) caíram 6%.
O total de policiais mortos recuou 32% – de 134 para 91, número ainda considerado elevado por especialistas. Já os roubos de carga caíram 20%; roubos de automóvel, 8%; e roubo de rua, 6%. “Após dez meses, atingimos todos os objetivos propostos, de maneira a recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública e baixar os índices de criminalidade”, afirmou Braga Netto nesta quinta, na cerimônia de encerramento da intervenção.
“Consistentemente, todos os relatórios que lançamos mostram aumento da violência armada na intervenção”, disse a socióloga Maria Isabel Couto, do laboratório de dados sobre violência urbana Fogo Cruzado. “Significa que a própria política de segurança tem impacto grande na violência armada. É efeito claro do aumento das operações grandes e com muitos agentes.” Outro mau resultado, para especialistas, é o não esclarecimento da morte da vereadora Marielle Franco, em março.
Segundo balanço oficial, o Gabinete de Intervenção empenhou para gastar R$ 890 milhões – 74% do orçamento total de R$ 1,2 bilhão reservado para o órgão. O gabinete promete elevar o montante empenhado a 90% do orçamento até sábado, 30 – nas regras do orçamento público, quando um valor é empenhado, o governo assume que terá crédito para fazer o pagamento.
Laboratório
Eleita para ser “laboratório” da intervenção, a favela Vila Kennedy, na zona oeste, viu seus índices de violência dispararem. De nove indicadores medidos pelo Observatório da Intervenção, só um ficou estável: roubo de carros. Os outros pioraram, como homicídio doloso (alta de 7,6%) e roubo ao comércio (aumento de 26,5%), segundo dados da 34.ª DP.
Também cresceu em 171% o número de disparos e tiroteios, segundo a ONG Fogo Cruzado. Isso fez com que profissionais da Clínica da Família Wilson Mello Santos, que ficava no meio da comunidade, abandonassem o prédio. Agora, o atendimento é improvisado num centro comunitário na entrada da favela. “Não dá para trabalhar, é tiro o tempo todo. E já aconteceu de os bandidos invadirem a clínica”, contou um funcionário, sob anonimato.
“A violência diminuiu com a presença do Exército, mas, conforme eles foram saindo, tudo voltou”, disse um morador da favela. Procurado, o Gabinete da Intervenção não se manifestou sobre a Vila Kennedy. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo.
Um tiroteio na estrada que leva ao principal ponto turístico da cidade do Rio de Janeiro terminou com um morto, na tarde dessa quarta-feira (26/12). O confronto entre policiais e criminosos ocorreu na Estrada das Paineiras, que dá acesso ao Cristo Redentor.
De acordo com a Polícia Militar, assaltantes que estavam em um carro roubado abordaram um grupo de turistas argentinos que estavam em outros dois veículos.
Depois de roubarem os pertences e os carros dos turistas, os criminosos fugiram, mas se depararam com agentes do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas, que estavam reunidos na via, na altura do Mirante do Santa Marta, se preparando para fazer uma operação.
Ainda de acordo com a PM, os bandidos furaram o bloqueio feito pelos policiais e ainda atiraram contra os agentes. Os policiais responderam e houve confronto. Durante o tiroteio, os criminosos abandonaram os carros e fugiram em direção à mata.
Após os disparos cessarem, os policiais fizeram buscas pela região e encontraram um dos assaltantes já morto, além de uma pistola calibre 9 milímetros e um revólver calibre 38. Os outros criminosos não foram localizados. Os turistas argentinos saíram ilesos.
A Rodoviária Novo Rio deve receber pelo menos 63 mil passageiros nesta sexta-feira, dia de maior movimento no feriado de fim de ano. Entre o Natal e o dia 2 de janeiro, cerca de 670 mil pessoas devem utilizar os serviços do terminal rodoviário.
A expectativa é que 191 mil veículos sigam em direção a Região dos Lagos, que é o destino mais procurado por quem viaja neste período, entre sexta e sábado.
A concessionária que opera a BR-040, que liga o Rio a Petrópolis e a Minas Gerais, acredita que o período de maior fluxo será entre 15h e 20h desta sexta-feira. No sábado, o maior fluxo deve acontecer entre às 8h e às 14h.
*Prefeitura anuncia mudanças em 13 linhas de ônibus da Zona Oeste*
As linhas de ônibus municipais que circulam pelas regiões da Barra da Tijuca e da Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio vão sofrer alterações a partir desta sexta-feira (28).
De acordo com a Secretaria Municipal de Transporte, as mudanças tem como objetivo reduzir a quantidade de congestionamentos nessa região da cidade.
Segundo a SMTR, a partir da primeira hora desta sexta, 13 linhas que passam pela Barra terão seus itinerários alterados.
Os ônibus procedentes da Estrada do Gabinal e da Rua Edgard Werneck com destino à Av. Ayrton Senna passarão a acessar a via do Sesc/Senac, pista da margem direita do Rio Grande, sentido Barra da Tijuca.
Confira a lista completa das Linhas afetadas pela alteração
As linhas que sofrerão a alteração citada no trajeto são:
565 (Tanque x Gávea – Via Freguesia)
692 (Méier x Alvorada – Via D. Hélder Câmara/L. Amarela)
863 (Rio das Pedras x Barra – Via Av. Ayrton Senna – Circular)
SN863 (Rio das Pedras x Barra – Via Av. Ayrton Senna – Circular)
880 (Rio das Pedras x Alvorada)
882 (Tanque x Alvorada – via Freguesia)
886 (Freguesia x Barra da Tijuca – Circular)
887 (Pechincha x Barra da Tijuca – Circular)
890 (Tanque x Alvorada – Via Cidade de Deus)
SN 890 (Tanque x Alvorada – Via Cidade de Deus)
900 (Merck x Downtown – Circular)
991 (Taquara x Alvorada – Via Cidade de Deus)
SN 991 (Taquara x Alvorada – Via Cidade de Deus)
A alteração entra em vigor a partir de 0h do dia 28 de dezembro
No Brasil, por força de lei, todas as praias são públicas. Mas existe uma praia (na verdade, duas, embora unidas pela mesma faixa de areia) onde esta lei não se aplica: as lindas praias-siamesas de Leste e de Sul, no lado de fora da Ilha Grande, no litoral sul Rio de Janeiro. Nelas, ao contrário do que determina a lei, o acesso de qualquer pessoa é terminantemente proibido. Mas por um bom motivo: para mantê-las cem por cento preservadas…. –
As praias de Leste e de Sul fazem parte de uma Reserva Biológica, a mais severa das classificações ambientais no Brasil e, por isso, não podem ser visitadas. Apenas biólogos, cientistas e pesquisadores têm permissão para conhecê-las, mesmo assim, mediante autorização do Inea – Instituto Estadual do Ambiente, responsável pelo Parque Estadual da Ilha Grande e, também, por aquela enorme área ainda totalmente virgem – um dos últimos e maiores santuários de mata atlântica do litoral fluminense….
Ao fundo das duas praias, ambas sempre desertas e sem viva alma por perto, porque o controle é feito por fiscais que ficam no vizinho povoado do Aventureiro munidos de binóculos, há densas montanhas cobertas de mata e um sinuoso riozinho, com águas cor de Coca-Cola, fruto da decomposição de materiais naturais nas margens, que forma duas lagoas e avança até a areia da praia, dividindo-a em duas (de um lado é chamada de Praia do Sul; do outro, Praia do Leste)…. –
Entre uma praia e outra, há ainda uma caprichosa ilha. Juntas, elas têm mais de seis quilômetros de extensão, com areias bem finas e brancas. É um dos cenários mais lindos da região de Angra dos Reis, onde fica a Ilha Grande. Mas ninguém pode conhecê-lo….
Entre uma praia e outra, há ainda uma caprichosa ilha. Juntas, elas têm mais de seis quilômetros de extensão, com areias bem finas e brancas. É um dos cenários mais lindos da região de Angra dos Reis, onde fica a Ilha Grande. Mas ninguém pode conhecê-lo…. –
Nem mesmo de barco, porque até o trecho de mar que fica diante da praia também faz parte da reserva e, por isso, é proibido parar barcos ali. Desembarcar, então, nem pensar. “…
Reservas biológicas são sensíveis demais à presença humana e, por isso, precisam ser preservadas intactas”, explica o responsável pela área, Tercius Barradas, que também é o chefe do Parque Estadual da Ilha Grande. “À princípio, as pessoas reclamam, mas depois que a gente explica o por que disso, elas entendem e até nos ajudam”, diz Tercius, que hoje conta com a valiosa ajuda de voluntários para livrar as praias do Leste e do Sul do maior problema ambiental que ambas enfrentam: o lixo que chega pelo mar em quantidades cada vez maiores,…
“Só esta semana, retiramos 150 sacos de lixo com resíduos que foram dar nas duas praias”, diz Tercius. “Tinha de tudo: sacos plásticos, garrafas pets, mas sobretudo cotonetes – milhares de cotonetes usados, que são ainda mais perigosos para a fauna marinha do que os canudinhos, porque são menores e mais fáceis de serem engolidos”, explica….
“Só esta semana, retiramos 150 sacos de lixo com resíduos que foram dar nas duas praias”, diz Tercius. “Tinha de tudo: sacos plásticos, garrafas pets, mas sobretudo cotonetes – milhares de cotonetes usados, que são ainda mais perigosos para a fauna marinha do que os canudinhos, porque são menores e mais fáceis de serem engolidos”, explica….
Os candidatos precisam pedir autorização ao Inea através de email e comprovar a coleta de lixo através de vídeos ou fotos. “Eles ´pagam´ a travessia com lixo”, brinca Tercius, que, no entanto, explica que nem todos que pedem a autorização a conseguem, porque o número de pessoas na praia é limitado e até os antecedentes ambientais dos candidatos são checados. O prêmio para os selecionados, no entanto, é poder pisar nas areias das duas praias mais fechadas – e preservadas – do litoral fluminense, algo que pouquíssimas pessoas até hoje já fizeram….
Isoladas na parte de acesso mais difícil da Ilha Grande, as lindas praias de Leste e de Sul, de certa forma, sempre foram inacessíveis. No passado, antes de virarem Reserva Biológica, chegaram a ser interditadas pelos militares por conta de um fato que, até hoje, gera histórias e polêmica entre os moradores mais velhos da ilha: o pouso forçado de um avião comercial na Praia do Sul, em 1958, que transportava ouro (segundo alguns) ou material radioativo (segundo outros), num episódio jamais devidamente esclarecido, que pode ser conferido clicando aqui…. –
Um homem foi preso na manhã desta quarta-feira suspeito de matar a namorada asfixiada em um quarto de motel em Madureira, Zona Norte do Rio. Jonatan de Melo Ferreira, de 26 anos, responderá por feminicídio contra Ana Rita Dantas da Silva, de 23 anos. O crime aconteceu nesta madrugada, no interior do Motel Omaha, situado na Avenida Ministro Edgar Romero, em Madureira.
Para o delegado responsável pelo caso, André Barbosa, a principal hipótese é de que o suspeito agiu por ciúmes ao não aceitar o fim do relacionamento. Os dois estavam rompendo o namoro.
Jonatan acionou os funcionários do motel e, em seguida, os Bombeiros e a Polícia foram chamados. Segundo Barbosa, o homem confessou o crime no local, onde aguardou para ser preso.
A perícia foi realizada no motel e o caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.
Um homem identificado como João Victor de Moura foi preso pela Polícia Militar, no domingo, após admitir ter enforcado a companheira. A vítima, Mariane Santos de Oliveira, de 30 anos, foi morta na madrugada de sábado no imóvel onde o casal morava, no bairro Viçoso Jardim, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.
Segundo a Polícia Civil, João Victor só procurou o Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Piratininga para admitir a autoria do assassinato mais de 24 horas após o crime ter ocorrido. Em seguida, o caso foi comunicado ao 12º BPM (Niterói), que enviou equipes até o endereço indicado pelo próprio responsável. No local, os policiais encontraram o corpo em estado avançado de decomposição.
De acordo com a ocorrência, assim que foi confirmada a morte de Mariane, João Victor foi preso em flagrante e o caso encaminhado para a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). O crime foi registrado como feminicídio.
Conforme relato de amigos, o casal já vinha tendo desentendimentos constantes, mas, por acreditar que o companheiro mudaria, a vítima manteve o relacionamento. Mariane e João estavam juntos há pouco mais de um ano.
“As brigas eram tão intensas que eles nem moravam mais juntos. Cada um morava na sua casa. Na sexta-feira à noite, parece que eles tiveram um desentendimento mais grave. Ele aproveitou que a filha dela tinha ficado com a vó para ir até o local”, revelou um amigo da vítima, que preferiu não se identificar.
O sepultamento de Mariane aconteceu na tarde de ontem no Cemitério de São Francisco Xavier, no Caju. Ela deixa uma filha de quatro anos.
Feminicídios
Divulgado agora em dezembro, o 13º Dossiê Mulher de 2018 mostrou dados alarmantes sobre o crime de feminicídio no Estado do Rio. Segundo o levantamento, em 2017, para cada quatro tentativas do crime, um foi consumado. Em cada mês do ano passado, foram registrados cinco feminicídios e 15 tentativas de mortes contra mulheres em todo o estado.
Os dados indicam ainda que 57% dos crimes consumados foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas. Já 76% das tentativas foram praticadas pelo parceiro ou pelo ex. Ao todo, 68 mulheres morreram e 187 sofreram tentativa de morte no Estado do Rio no ano passado.
De acordo com um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), no último Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, que é comemorado todo dia 25 de novembro, cerca de seis mulheres foram mortas por hora, em 2017. O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial do feminicídio, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas pra os Direitos Humanos (ACNUDH).