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Traficante brasileiro preso no Paraguai é suspeito de ter matado mulher

(foto: Norberto Duarte/AFP)

 

 

O narcotraficante brasileiro Marcelo Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, é suspeito de ter assassinado uma jovem mulher que o teria visitado, neste sábado (17/11) no grupamento especializado da Polícia Nacional, onde está preso, em Assunçăo, no Paraguai. Conforme o jornal local ABC Color, o crime seria “uma medida extrema para evitar sua extradiçăo para o Brasil”. Ele é integrante da facçăo Comando Vermelho (CV), do Rio.

A Justiça do Rio condenou Piloto a uma pena de 26 anos de prisăo. No Paraguai, ele está preso por homicídio e falsificaçăo de documentos, mas foi aberto um processo para sua extradiçăo, atendendo a pedido da justiça brasileira.

Conforme a imprensa paraguaia, o brasileiro teria usado uma faca de sobremesa para golpear seguidamente a jovem Lidia Meza Burgos, de 18 anos, que fora visitá-lo neste sábado. A vítima é da cidade de General Resquín, no departamento de San Pedro. O assassinato da mulher foi confirmado pelo chefe do grupamento, Germán Real Medina.

Após ouvir gritos, os agentes foram ao local e encontraram a mulher ensanguentada. A vítima chegou a ser levada para o Hospital de Barrio Obrero, em Assunçăo, mas năo resistiu. O corpo passou por perícia e foi levado ao necrotério oficial.

De acordo com a imprensa paraguaia, o assassinato seria uma “estratégia macabra e desesperada” do narcotraficante para barrar sua extradiçăo para o Brasil, já que todas os recursos judiciais foram esgotados sem sucesso. Nesta sexta-feira (16/11), a Justiça havia negado pedido da noiva de ‘Piloto’, Marisa de Souza Penna, também reclusa em estabelecimento penal, que pretendia casar-se com ele na prisăo. O casamento com uma paraguaia poderia dificultar a extradiçăo.

Antes ‘Piloto’ havia dado uma entrevista denunciando o pagamento de propinas a autoridades policiais paraguaias em troca de proteçăo. A advogada dele, a argentina Laura Marcela Casuso, que organizou a coletiva, foi assassinada a tiros, na segunda-feir (12/11), em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil.

As autoridades paraguaias também divulgaram neste mês um vídeo em que o CV ameaça matar a procuradora-geral do Paraguai, Sandra Quińonez, em represália à açăo dela pela extradiçăo de Marcelo Piloto. Se confirmada a autoria do assassinato, Piloto terá de responder ao inquérito, dificultando a extradiçăo.

Fonte: Brasil

Para manter médico, prefeito do RS convida cubano para ser secretário

(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)

  

 

Pelas redes sociais, o prefeito de Chapada (RS), Carlos Alzenir Catto (PDT), convidou o médico cubano Richel Colazzo para ser o secretário de Saúde do município. A decisăo foi tomada na quarta-feira (14/11) após o Ministério da Saúde de Cuba requerer o retorno de todos os profissionais que atuam no Brasil pelo programa Mais Médicos.

Colazzo, de 36 anos, trabalha há quatro anos em um posto de saúde de Chapada, município de cerca de 9,3 mil habitantes do norte do Rio Grande do Sul. Em entrevista ao site G1, o prefeito afirmou que a cidade tem apenas três médicos, dos quais o cubano é o único vinculado ao Mais Médicos. “(Ele) está muito bem inserido na comunidade. O pessoal tem gostado do atendimento”, declarou.

O município enfrenta dificuldades para contratar médicos. Em 2018, ninguém se candidatou para um concurso público que oferecia vagas com salário de cerca de R$ 11 mil. No fim de outubro, o prefeito chegou a viajar à Brasília para solicitar o envio de profissionais de saúde pelo Mais Médicos.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Colazzo disse que estuda aceitar a proposta. “Se eu năo conseguir ficar como médico, vou aceitar”, declarou. “Pra mim, foi uma notícia muito ruim (o fim do convênio). Eu ainda estou processando tudo isso. Bateu de frente com todos os planos que nós tínhamos construído.”

Segundo o médico, o seu salário em Cuba como profissional do sistema de saúde pública é o equivalente a R$ 300. “Ninguém vem de Cuba para cá enganado. Todo mundo sabe o que vai ganhar e a parte com a qual o governo vai ficar.” Ele é casado desde 2016 com a brasileira Graciela Luísa Frühauf, que é estudante de Administraçăo.

“Prefeito Municipal, Carlos Alzenir Catto, tomando conhecimento da Declaraçăo emitida pelo Ministério da Saúde de Cuba, no dia de hoje, 14 de novembro – que solicita o retorno dos médicos ao seu país de origem – convidou o Dr. Richel Collazo, médico cubano atuando no Município de Chapada a assumir a Secretaria Municipal da Saúde, acreditando na capacidade e no profissionalismo já demonstrado pelo médico em nosso município”, diz publicaçăo da Prefeitura no Facebook.

Até as 22 horas de sexta-feira (16/11), a publicaçăo teve 392 curtidas e 75 compartilhamentos. A maioria dos comentários é de aprovaçăo. “Várias vezes levei meus familiares à unidade de saúde atendida pelo Richel e várias vezes comentei que estava impressionada com a agilidade, a preocupaçăo, a responsabilidade com que atendia os pacientes”, escreveu uma moradora da regiăo. “Parabéns, uns dos melhores médicos que nós já tivemos aqui, no nosso município”, escreveu outro morador.

Além de Colazzo, outros 624 médicos cubanos atuam em mais de 380 municípios gaúchos.

Fonte: Brasil

Jornalista lança livro sobre a tragédia de Mariana, na próxima quinta-feira

Em Paracatu de Baixo, o “cenário de hecatombe” descrito pela jornalista: as vítimas săo os narradores (foto: Yasuyohsi Chiba/AFP)

Toda história precisa de grandes e medíocres personagens. O desastre da barragem do Fundăo, em Mariana (MG), está repleto deles. De todos os tipos, dos mais corajosos — que arriscaram a vida em nome de outras pessoas — aos mais covardes, aqueles que tiveram alguma responsabilidade, inclusive cientes de riscos, ou se omitiram na tragédia ambiental, ocorrida há três anos. A jornalista Cristina Serra conseguiu identificar cada um desses perfis e contou, a partir de um quebra-cabeças medonho, uma das mais tristes, e ao mesmo tempo, heroica, histórias do país.

No próximo dia 22, às 19h, na livraria Leitura do Píer 21, Cristina lança o livro Tragédia em Mariana: a história do maior desastre ambiental do Brasil (Editora Record). A obra é uma grande reportagem, com toda sensibilidade envolvida. O cuidado da repórter com as vítimas é absoluto, a partir de uma relaçăo poucas vezes vista entre autor e personagens. O jornalismo pode ser produzido entre o rigor da informaçăo e a emoçăo dos relatos — neste caso, distante de pieguismos ou construçőes baratas. O ponto mais importante de Cristina, entretanto, foi năo cair nas armadilhas armadas para repórteres incautos, que tentam se transformar em protagonistas e se esquecem as liçőes de John Hersey, o autor de Hiroshima: năo existe nada mais estúpido do que autorreferências.

Um dos mais importantes exemplos de jornalismo literário, o livro de Hersey conta como a bomba atômica trucidou a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945, a partir dos olhos e ouvidos de seis personagens. O texto mistura as histórias dos sobreviventes de uma maneira inovadora, muitas vezes tentadas e poucas vezes conseguida por outros autores. Cristina năo tem tal pretensăo, ao contrário, o que só reforça a força da escrita. Mas, de alguma forma, a cidade japonesa está presente.

“A gente viu um cogumelo de fumaça, parecia fumaça, mas era poeira subindo, uma poeira marrom, alaranjada… Sabe Hiroshima e Nagasaki? Parecia que uma bomba tinha explodido ali”, relatou o major da Polícia Militar Alex Chinelato, comandante do primeiro helicóptero de salvamento que chegou a Mariana, às 17h40 do dia da tragédia, em 5 de novembro de 2015. A aeronave pousou em Paracatu de Baixo. Em pouco tempo, apenas 10 minutos, a lama que havia devorado Bento Rodrigues atingiria o outro distrito. O trabalho, entăo, era avisar os moradores para que abandonassem as casas.

Mensageiros

(foto: Editora Record/Divulgaçăo)

“Eles (os moradores) nem imaginavam que nós éramos mensageiros de uma desgraça”, contou Chinelato. O lugar mais alto era o cemitério. “O que vimos foi desespero e incredulidade. Um senhor disse: ‘Essa lama só vai chegar aqui amanhă’. Peguei ele pelos ombros e gritei: ‘Vai embora, sobe, vai para o cemitério, senăo você vai morrer.’ Foi o conselho mais contraditório que eu dei na vida, mandar uma pessoa para o cemitério para que ela năo morresse”, lembrou Chinelato, em entrevista a Cristina. De imediato, a lama deixou 19 mortos e destruiu os subdistritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, em Mariana. Os efeitos, entretanto, se perpetuam.

O grande caldo venenoso que desceu do reservatório da Samarco viajou pelos ribeirőes e rios Gualaxo, Carmo, Piranga e Doce por 660km até o mar do Espírito Santo, levando destruiçăo por onde passou até as cidades de Risoleta Neves, Baguari, Mascarenhas e Aimorés. “Por onde passava, a enxurrada deixava uma camada de rejeitos depositados nas margens dos rios que, com o tempo, ficaria endurecida como se o solo tivesse sido cimentado. Era um cenário de hecatombe”, descreve Cristina, que avança até os dias atuais, onde uma segunda tragédia se abate para o povo da regiăo: o desemprego que chegou com as dificuldades da Samarco. A repórter também volta a dois personagens emblemáticos: Romeu Arlindo dos Anjos e Paula Geralda Alves. Enquanto um conseguiu sobreviver ao sair do mar revolto de lama, a outra salvou parte da populaçăo de Bento Rodrigues ao percorrer as ruas da cidade numa moto. Avisava sobre a morte que descia o rio.

Trecho do livro

“De dentro do carro, ele observou a pasta de resíduos, que vinha da usina. Ouviu um estrondo, como se fosse um rugido das profundezas da terra. Olhou para o reservatório e viu a massa de rejeitos mover-se como uma gelatina. Em poucos minutos, a barragem estourou por completo e a lama armazenada começou a pôr-se em movimento. Romeu travou por 10 segundos, com as măos no volante. Achou que estava passando mal. Era como se o mundo se desintegrasse. O solo se desfazia em pedaços. Ele tirou o cinto, abriu a porta, desceu correndo. Viu a caminhonete tombando”

Fonte: Brasil

Prata da Casa: conheça a história da cantora Rose Galvão, a voz dos bailes

Hoje, Rose dá aulas de história e aproveitou uma apresentaçăo na escola para retomar a carreira (foto: Arquivo pessoal)

As bandas de baile do Distrito Federal brilharam entre as décadas de 1970 e 1990. Se o leitor nasceu depois disso, talvez năo saiba nem o que é uma banda de baile, mas, provavelmente, já ouviu algum desses grupos no palco de uma formatura, em um evento corporativo ou em um casamento, tocando um pouco de tudo: do pop ao forró, do jazz ao axé e do sertanejo ao rock. Por trás dessas animadas apresentaçőes está a história de Rose Galvăo, 50 anos, uma das principais vozes da época, que, agora, promete voltar aos palcos. 

 

Filha de militar, Rose Galvăo nasceu no Rio de Janeiro, em 1968. Mudou-se para Brasília, em 1974, quando o pai foi transferido para a capital. Uma época de repressăo política e social, mas sem marcas profundas para ela. “Eu vivi a parte ‘feliz’ da ditadura. Tive uma boa infância”, lembra. Mas se as notícias de desaparecidos e torturas năo frequentavam a casa de Rose, a disciplina militar, ditada pelo pai, entăo tenente da Aeronáutica, a acompanhou durante toda a vida. 

 

Quando criança, Rose sonhava em ser artista. “Eu me olhava no espelho e ficava cantando para me sentir cantora”, recorda. Aos 16 anos, fazia, semanalmente, um percurso de casa, no Guará, até Taguatinga, onde tinha aulas de inglês. “Certo dia, ouvi uma música ali perto do cursinho. Descobri que uma banda ensaiava e tocava por ali”, conta. A moça, entăo, passou a acompanhar os ensaios e, ousadamente, se disponibilizava para cantar. “Olhem, eu sou cantora, se precisarem…”. Rose, no entanto, nunca havia cantado, a năo ser em frente ao espelho. 

 

“Aconteceu que o grupo se dividiu. Um dos líderes criou outra banda, a Tropical, e me chamou para ser vocalista”. O maior desafio, no entanto, năo era a falta de preparo e experiência, mas convencer o pai, Bartolomeu Souza, a deixá-la cantar. “Meu pai achava que cantoras eram prostitutas drogadas. Ele disse que, de forma alguma, me deixaria cantar”, relata. Após muita insistência, o pai prometeu que ela poderia subir aos palcos, mas só depois que passasse no vestibular. Ela estudou e entrou na faculdade, porém, a promessa năo foi cumprida.

 

Rose năo desistiu. “Disse para ele que ia sair de casa, viver minha vida e realizar meus sonhos. Nesse momento, ele me agrediu”, lembra, com tristeza. Hoje, Rose enxerga que aquele foi uma atitude pontual. No fim, o carinho do pai pela filha se mostrou maior que o conservadorismo. O tenente Souza deu permissăo para que ela entrasse na banda, desde que a măe, dona Nádia, a acompanhasse nos bailes. As bandas de baile estavam em alta. Os palcos eram os clubes, tanto os particulares — Minas Brasília e Iate Clube, no Plano Piloto; Primavera e City, em Taguatinga — quanto os de associaçőes de funcionários públicos. 

 

A banda Tropical se tornou um dos maiores sucessos das décadas de 1980 e 1990. Rose guarda com carinho as inúmeras matérias jornalísticas que comprovam o triunfo do grupo na época. “Uma vez, em 1987, fizemos um show enorme no ParkShopping. Minha măe conta que meu pai, orgulhoso, apontava para mim e dizia para todos que aquela no palco era a filha dele”, diz. Foi a única apresentaçăo presenciada por seu Bartolomeu. Ele morreu três anos depois, de aneurisma abdominal, feliz da vida com o sucesso da filha.

Professora

Após a segunda gravidez, a artista precisou fazer uma pausa na carreira. Atualmente, é professora de história no Centro de Ensino Fundamental 18, em Ceilândia. Na escola, Rose é a responsável pelo projeto Africanidades: consciência de quê?, com o objetivo de desmistificar paradigmas e mostrar que a responsabilidade em combater o racismo é de todos. 

 

A última ediçăo do trabalho, em 10 de novembro, foi marcada por uma apresentaçăo da discente, que chamou a atençăo de alunos e colegas. “No dia seguinte, todos me perguntavam por que eu estava escondendo esse talento deles”, sorri. A chama artística reacendeu em seu interior. Rose, agora, promete voltar aos poucos e mostrar a que veio. “O verdadeiro sentido da minha vida é a música. Quero, com isso, atingir positivamente também a vida dos meus alunos. A arte, aliada à educaçăo, transforma vidas”, finaliza.

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Contato: 98348-8595

* Estagiária sob a supervisăo de Leonardo Meireles

Fonte: Cidades

Córrego transborda, engole asfalto e via de Vicente Pires é interditada

Córrego transbordou e causou estragos na pista, em Vicente Pires (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

A chuva na manhă desta sexta-feira (16/11) provocou transtornos no trânsito em diversos pontos do Distrito Federal. No mais grave deles, um córrego transbordou na Estrada Parque Vicente Pires (EPVP) e um grande engarrafamento se formou no local. 

O incidente aconteceu no trecho que passa por trás de Águas Claras e que dá acesso à Estrada Parque Taguatinga (EPTG) na altura do Viaduto Israel Pinheiro. A água tomou os dois sentidos da pista. 

 

O Corpo de Bombeiros cuida do isolamento do local. Nenhum carro foi atingido, mas a via ficou completamente interditada. Por causa dos estragos causados pela chuva, o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) liberou a faixa exclusiva da EPTG e da EPNB para todos os carros.

 

A água erodiu a terra do lado esquerdo da ponte, destruindo parte da ciclovia, e, na parte central da via, o lado direito. Às 8h, a correnteza no corrego ainda era forte. Veja o vídeo

 

 

Quem mora ou passa pela ponte que alagou e erodiu na EPVP diz que a formaçăo de crateras nos arredores da edificaçăo săo comuns após a chuva e que há três semanas o GDF já havia jogado terra no local.

O comerciante Paulo Pereira, 40 anos, mora em uma chácara bem ao lado da ponte. Ele acredita que o desastre já era esperado, pois o volume do córrego Samambaia subiu por receber o esgoto e a captaçăo de água pluvial de Samambaia e Águas Claras.

 

“O córrego também está erodindo um pedaço do nosso terreno. Toda chuva, abre um buraco ao lado do viaduto. Só que, dessa vez, foi mais forte. A ultima reposiçăo de terra que fizeram năo tem três semanas”, relatou Paulo. 

 

E na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) Norte, a quantidade de água na pista também mobilizou agentes do DER. Segundo informaçőes da comunicaçăo do órgăo a faixa inversa da rodovia foi interditada temporariamente.

 

Na regiăo há muito concreto e asfalto. Portanto, pouca permeabilidade do solo. Neste momento, segundo o agente do DER Hélio Brasil, duas faixas da EPVP estăo liberadas em ambos os sentidos.  

 

Depoimentos 

 

Quem mora ou passa pela ponte que alagou e erodiu na EPVP diz que a formaçăo de crateras nos arredores da edificaçăo săo comuns após a chuva e que há três semanas o GDF já havia jogado terra no local.

O comerciante Paulo Pereira, 40 anos, nora em uma chácara bem ao lado da ponte. Ele acredita que o desastre já era esperado, pois o volume do córrego Samambaia subiu por receber o esgoto e a captaçăo de água pluvial de Samambaia e Águas Claras.

Ainda há risco de novos desabamentos na erosăo ao lado da ponte da Estrada Parque Vicente Pires (EPVP). Segundo Márcio Buzar, diretor do Departamento de Estradas de Rodagem, funcionários do órgăo terăo que escavar a terra para recompor a estrutura ao lado da edificaçăo no sentido Águas Claras. 

Os técnicos dos órgăos ainda avaliam quanfo as vias serăo liberadas. A Defesa Civil e o DER chegaram a cogitar o risco de afundamento da base da ponte na via de sentido oposto. Mas descartaram a possibilidade. O local também receberá um reforço de terra e pedras.

Buzar disse que parte do problema ocorreu porque dois canos da Companhia de Saneamento Ambiental que passam sob a ponte na via sentido Águas Claras diminuem o espaco de passagem abaixo da pista. As estruturas acumularam grande quantidade de árvores, mato e lixo arrastados pela força da correnteza, formando uma barreira que impediu parte da vasăo da água.

Apesar dos estragos, o diretor do DER afirmou que é uma obra simples. O DER e a Defesa Civil pediram para a Caesb retirar o encanamento, mas năo há previsăo para esta obra. “Os canos (da Caesb) serviram como uma barreira. A natureza está mudando também. Năo tem jeito. Essa noite choveu muito. Ininterruptamente”, disse.

“O fato de o rio receber a água pluvial de Águas Claras e Vicente Pires também interfere. Bem como a ocupaçăo desordenada do solo, que impermeabiliza a regiăo e a água năo entra no solo e escoa pra onde dá. Já havíamos feito a recomposiçăo de terra antes. Vamos ter que escavar para saber o quanto de terra foi perdido e só podemis reforçar a partir do ponto em que a terra estiver firme”, detalhou Buzar. 

Fonte: Cidades

Prefeitura de São Paulo descumpriu acordo de 2007 para reformar viadutos

Viaduto cede e interdita trânsito na Marginal Pinheiros, em Săo Paulo (foto: Reproduçăo/TV Globo)

 

Problemas em pontes e viadutos năo săo novidade na capital paulista. Prefeitura e Ministério Público Estadual (MPE) firmaram em 2007 um Termo de Compromisso e Ajustamento de Conduta (TAC) para implementar um programa de manutençăo permanente dessas estruturas. O município se comprometia a realizar anualmente a reforma de pelo menos sete pontes ou viadutos, atingindo 50 obras até 2017, além de inspeçőes rotineiras.

Na madrugada dessa quinta-feira (15/11), um viaduto cedeu e causou a interdiçăo do trânsito em um trecho da Marginal Pinheiros. A Prefeitura afirmou que năo havia detectado riscos graves nas inspeçőes regulares feitas nesta estrutura.

O TAC năo foi cumprido e, em 2014, a Promotoria multou a Prefeitura em R$ 34 milhőes. Agora o município negocia com o MPE um novo acordo e propôs que o valor da multa seja convertido em obras de manutençăo e recuperaçăo de pontes e viadutos, segundo a gestăo Bruno Covas (PSDB).

Em abril de 2017, o Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) fez análise de 73 viadutos e pontes de Săo Paulo. Em todos, detectou problemas – grande parte nas juntas de dilataçăo, como infiltraçăo, fissuras e até preenchimento irregular de concreto. O relatório ajudou a Prefeitura selecionar as 33 estruturas com maior demanda para lançar este mês o edital de projetos de reparos.

Recorrente

Em novembro de 2017, um bloco do Viaduto Fepasa, na Avenida do Estado, regiăo central, desabou sobre o carro da juíza Adriana Nolasco, que morreu. “Năo precisa cair um viaduto para provocar uma tragédia. Basta cair um pedaço do concreto”, destaca Gilberto Giuzio, diretor do Sinaenco.

Algumas estruturas tiveram mais de um problema nos últimos anos. A Ponte dos Remédios, zona oeste, por exemplo, teve ao menos dois: em 2011, um pedaço de 30 metros da parte lateral caiu sobre o Rio Tietê; em 1997, uma rachadura já havia surgido no local. As informaçőes săo do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Brasil

Adasa vai cobrar taxa de quem usar água de rios do Distrito Federal

Rios Corumbá, Maranhăo e Preto (foto) devem ser afetados pela mudança proposta (foto: Minervino Junior/CB/D.A. Press – 16/3/2018)

Em três anos, quem usar a água dos rios Corumbá, Maranhăo e do Rio Preto terá que pagar. A norma valerá para quem captar o recurso para o turismo, a irrigaçăo, a criaçăo animal e aquicultura. A notícia foi divulgada nesta quinta-feira (15/11) pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa). O objetivo, segundo a agência, é melhorar a política hídrica do Distrito Federal e os investimentos no setor.

A cobrança pelo uso da água dos rios está previsa na Constituiçăo Federal e é adotada em estados como Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. O dinheiro deve ser investido na recuperaçăo das bacias hidrográficas e no desenvolvimento econômico das áreas que abrigam esses mananciais. Antes da implementaçăo da medida, a Adasa promoverá discussőes com os comitês de bacias hidrográficas do DF. 

As águas subterrâneas armazenadas sob territórios e as águas superficiais inseridas totalmente nos corpos de água, da nascente à foz, pertencem aos estados e ao Distrito Federal. As demais águas săo da Uniăo, nas quais se incluem as dos rios que fazem limites entre duas unidades federadas e que ultrapassam as fronteiras nacionais ou internacionais. Segundo a Constituiçăo, a cobrança sobre as águas dos estados está autorizada às unidades da Federaçăo. 

Com informaçőes da Agência Brasília

Fonte: Cidades

Médicos cubanos começam a deixar o País em 10 dias

Dia em que os médicos cubanos, contratados pelo Programa Mais Médicos, desembarcam no Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek, em 2013 (foto: Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press)

 

 

Os profissionais cubanos integrantes do programa Mais Médicos começarăo a deixar o Brasil daqui a dez dias, segundo informou nesta quinta-feira (15/10), a Embaixada de Cuba a um representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Na quarta, 14, o governo de Cuba anunciou a saída do programa brasileiro por causa de declaraçőes do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que exigia mudanças nas regras do acordo. Com o fim da parceria, 8,3 mil cubanos terăo de deixar o Brasil.

As datas das primeiras partidas dos profissionais foi informada ao presidente do Conasems, Mauro Junqueira, em reuniăo realizada nesta quinta entre ele, membros da Embaixada de Cuba e representantes da Organizaçăo Panamericana de Saúde (Opas), intermediária do acordo. De acordo com o diretor de Comunicaçăo Social do Conasems, Diego Espindola de Ávila, o governo cubano disse ainda que a ideia é que todos os médicos deixem o Brasil até o fim do ano.

“Eles năo informaram quantos viajarăo no primeiro grupo nem de quais cidades serăo. Até porque ainda estăo tentando organizar a viagem porque serăo necessários muitos voos”, declarou ele, que também é secretário de saúde de Piratini, no Rio Grande do Sul, cidade de 20 mil habitantes onde quatro dos sete médicos dos postos de saúde săo cubanos.

“Vai ser um caos para a gente. Metade da populaçăo da minha cidade mora na zona rural, que só é atendida pelo programa Saúde da Família e hoje só tem cubanos. Os três médicos brasileiros que eu tenho têm jornada de 20 horas semanais e năo podem atender pelo PSF (que exige dedicaçăo de 40 horas semanais). O impacto será muito grande”, diz ele.

O Ministério da Saúde afirmou na quarta que lançará um edital emergencial nos próximos dias para tentar repor os médicos cubanos.

Fonte: Brasil

Policiais que 'abaterem' pessoas com fuzis serão investigados, diz procurador

(foto: Domingos Peixoto/Agencia O Globo)

 

Policiais que executarem sumariamente criminosos portando fuzis serăo investigados e poderăo ser denunciados por homicídio, ainda que o governador eleito, Wilson Witzel (PSC), autorize o “abate”, alerta o procurador da República Eduardo Benones, coordenador do Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público Federal (MPF) no Rio. Segundo ele, a questăo pode ser levada à Procuradoria Geral da República no ano que vem, uma vez que uma “licença para matar” emitida pelo Estado afrontaria a Constituiçăo e a legislaçăo penal.

“O artigo 121 do Código Penal, que trata de homicídio, está em vigor. Se o Ministério Público năo investigar, baseado no discurso de quem quer que seja, é prevaricaçăo. Năo haverá qualquer tipo de retrocesso ou leniência. Quando chegar o caso concreto, quem vai avaliar năo é o governador, é quem estiver investigando. Năo se pode aproveitar o medo da sociedade e construir e impor uma narrativa”, afirmou Benones em entrevista ao Estado.

O procurador investiga homicídios decorrentes de intervençăo policial e trabalha pelo aprimoramento da atividade policial e pela prevençăo de mortes de policiais e praticadas por eles. Para ele, este tipo de orientaçăo só se sustentaria se houvesse um instrumento jurídico que a amparasse, ou até uma mudança constitucional, uma vez que a Carta considera o direito à vida fundamental. O governador eleito quer posicionar snipers em operaçőes para atuar contra os bandidos com fuzil. Os atiradores receberiam ordens superiores antes de apertar o gatilho.

“As pessoas perderam a capacidade de raciocinar. Os meios năo justificam nem santificam os fins. Neste caso, o meio é questionável e os fins năo estăo claros. Năo há como controlar as consequências para o policial, nem mesmo o sniper. É injusto com o policial. Năo existe licença para matar, isso é só em filme de James Bond”, pontuou. “Ninguém está sugerindo que se deva esperar receber um tiro. Um policial, no ambiente operacional, se ver obrigado a intervir num flagrante é muito diferente de se posicionar atirador de elite”.

Ele ressaltou que a necessidade de se interceptar as armas antes que elas cheguem às măos dos traficantes é que deveria nortear as açőes do Estado. “O discurso do medo muitas vezes leva à interpretaçăo de que se está sendo benevolente com o traficante. A defesa que faço năo é do bandido, é do Estado brasileiro. O absurdo năo é ele estar portando um fuzil, é o Estado năo conseguir interceptar a entrada do fuzil no Rio, pelo mar, terra e ar.”

Para Witzel, policiais que participam de operaçőes contra o tráfico “năo podem ter dúvidas” na hora de atirar, e aqueles que matarem quem portar fuzis năo devem ser responsabilizados “em hipótese alguma”. Como o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), ele defende a excludente de ilicitude, livrando policiais de consequências criminais. Segundo ele, a autorizaçăo para o “abate” năo aumentará a letalidade violenta no Estado – hoje, em 500 registros por mês, ou 16 assassinatos por dia.

“Năo tem como excluir a ilicitude de antemăo. Isso vale para o policial e para qualquer cidadăo. A legítima defesa tem todo um regramento”, ressaltou o procurador Benones.

Fonte: Brasil

Preso homem que tentou matar namorada com 40 facadas após fim de namoro

(foto: Reproduçăo)

 

Foi preso na quarta-feira (14/11), Anderson Ribeiro da Silva, acusado de tentar matar a namorada, Tayane Mendes Cruz, de 25 anos, com 40 facadas. O crime, motivado por ciúme, de acordo com o que divulgou a Polícia Civil do Rio, ocorreu no dia 4 de novembro no município de Queimados, na Baixada Fluminense.

O relacionamento havia terminado pouco antes da tentativa de feminicídio. Silva năo se conformou com o rompimento e atacou Tayane quando ela estava num salăo de beleza. A jovem foi chamada à porta e o ex-namorado a esfaqueou na calçada, na frente de quem passava. Mesmo com ela caída de bruços, Silva continuou a lhe desferir golpes de faca, impossibilitando qualquer reaçăo da vítima.

O homem fugiu e Tayane foi socorrida por parentes e levada para o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, município vizinho a Queimados. Sobreviveu porque nenhum órgăo vital foi atingido. Tayane e Silva tiveram um namoro longo, e, com o término, ele teria dito que ela năo ficaria com mais ninguém se năo continuasse com ele, conforme relatos de familiares dela.

A 55ª Delegacia Policial investigou o caso com apoio da Promotoria do Grupo de Combate ao Feminicídio do Ministério Público do Rio.

Fonte: Brasil