Uma caravana com 1.500 salvadorenhos que segue em direçăo aos Estados Unidos cruzou nesta sexta-feira o rio Suchiate, na fronteira entre Guatemala e México, constatou a AFP no local.
Os salvadorenhos, seguindo os passos de milhares de hondurenhos que percorrem no momento o sul do México, cruzaram o rio a pé entre Tecún Umán, na Guatemala, e Ciudad Hidalgo, México, após negarem a oferta de asilo ou retorno realizada pelas autoridades mexicanas.
Apenas algumas famílias salvadorenhas que decidiram aceitar o asilo permaneceram na saída da ponte no lado mexicano, onde aguardam a chegada de um ônibus enviado pelas autoridades.
Carregando seus pertences sobre as costas e alguns com crianças no colo, os salvadorenhos cruzaram o rio Suchiate seguindo os passos das caravanas de hondurenhos que percorreram o mesmo caminho rumo aos Estados Unidos, fugindo da violência e da pobreza.
A primeira caravana de emigrantes partiu no dia 13 de outubro da cidade de San Pedro Sula, norte de Honduras, e atualmente passa pelo estado de Oaxaca, no sul do México.
Outros 2 mil emigrantes, que entraram no México na segunda-feira passada, seguem pela mesma rota.
A Direçăo Geral de Migraçăo e Estrangeiros (DGME) de El Salvador informou que 1.778 salvadorenhos partiram na quarta-feira do país, em duas caravanas.
Deste total, 268 pessoas (118 adultos e 150 crianças e adolescentes) decidiram regressar a El Salvador.
Um grupo de 534 pessoas, a maioria salvadorenhos adultos, que partiu no domingo já está no território mexicano.
Os emigrantes de El Salvador decidiram buscar o “sonho americano”, apesar da severa advertência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que conterá as massas de emigrantes ilegais até com a ajuda das Forças Armadas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se retratou nesta sexta-feira de suas afirmaçőes de que soldados americanos deveriam atirar contra emigrantes na fronteira com o México caso fossem ameaçados com pedras.
“Năo disse atirar. Năo terăo que atirar. O que năo quero é que esta gente lance pedras” nos militares na fronteira.
Trump declarou a jornalistas na Casa Branca que os emigrantes que lançarem pedras ou solicitarem o status de refugiado na fronteira sul a partir de agora “ficarăo detidos por muito tempo”.
Após um discurso na quinta-feira sobre sua luta contra a imigraçăo ilegal, Trump foi consultado sobre como reagiriam os milhares de homens enviados à fronteira sul diante de um eventual ataque com pedras dos emigrantes.
Trump respondeu que o lançamento de pedras seria visto como uma ameaça letal.
“Năo vamos suportar isto. Se eles querem atirar pedras em nossos militares, nossos militares văo reagir”, disse Trump na véspera, afirmando que uma pedra pode ser considerada como uma arma.
“Se eles lançarem pedras como fizeram contra os militares mexicanos e contra a polícia, digo que devem considerar isto como um ataque com arma”.
Nesta sexta-feira, uma caravana com 1.500 salvadorenhos que segue em direçăo aos Estados Unidos cruzou o rio Suchiate, na fronteira entre Guatemala e México.
Os salvadorenhos seguem os passos de milhares de hondurenhos que percorrem no momento o sul do México na tentativa de chegar aos EUA.
A primeira caravana de emigrantes partiu no dia 13 de outubro da cidade de San Pedro Sula, norte de Honduras, e atualmente passa pelo estado mexicano de Oaxaca.
Outro grupo de emigrantes, que entrou no México na segunda-feira passada, segue pela mesma rota.
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou nesta quinta-feira (1º) que a Polícia Federal (PF) vai investigar a existência de um grupo criminoso articulado para atrapalhar e impedir as investigaçőes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, em março. O ministro solicitou a instauraçăo de inquérito policial para apurar o envolvimento de agentes públicos, milicianos e contraventores que estariam atuando em conjunto.
O pedido de atuaçăo da PF foi feito no mesmo dia pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, com base em depoimentos de duas pessoas que estariam ligadas ao crime. “As denúncias săo extremamente graves, precisam ser investigadas”, afirmou Jungmann. O ministro, no entanto, năo quis dar informaçőes sobre quem seriam essas pessoas e qual o grau de confiabilidade dos testemunhos. Ele disse apenas que os depoimentos foram dados há um mês a procuradores federais.
Reportagem do jornal O Globo desta quinta-feira mostra que um dos depoimentos foi dado pelo ex-policial militar Orlando de Oliveira Araújo, o Orlando de Curicica. Ele está preso na Penitenciária Federal de Mossoró (RN). Em entrevista concedida por escrito ao jornal, Curicica negou ter participado do duplo assassinato, mas afirmou que a Polícia Civil do Rio năo tem interesse em elucidar o caso e que haveria pagamento de dinheiro a agentes públicos.
Ele acusou até o chefe do órgăo, o delegado Rivaldo Barbosa, de ter montado uma intrincada rede de proteçăo aos chefes da contravençăo envolvidos em assassinatos. De acordo com O Globo, a informaçăo consta do depoimento de Curicica dado à PGR. Segundo apurou o Broadcast/Estadăo, o segundo depoimento também foi tomado pelo Ministério Público em um presídio do Rio Grande do Norte.
Năo há previsăo de federalizaçăo da investigaçăo da morte de Marielle e Anderson. O caso continuará com a Polícia Civil, com a ajuda do Ministério Público Estadual do Rio. Por considerar graves as informaçőes dos depoimentos, Raquel Dodge pediu que a PF garanta segurança aos depoentes e a seus familiares.
Em agosto, Jungmann chegou a oferecer publicamente ajuda da Polícia Federal, mas autoridades do Rio a cargo da investigaçăo recusaram. O ministro esclareceu que o novo inquérito pode, eventualmente, vir a ajudar a elucidar os assassinatos, mas destacou que as duas investigaçőes têm objetivos diferentes.
“O que se está fazendo é criar um outro eixo que investigará aqueles ou aquelas que estejam dentro da máquina pública – portanto, agentes públicos -, ligados ao crime organizado ou a interesses políticos e que estăo tentando impedir que seja elucidado esse crime. Entăo, em certo sentido, năo deixa de ser uma investigaçăo da investigaçăo que está sendo feita”, disse.
Questionado se os depoimentos foram acompanhados de provas materiais, o ministro afirmou que năo poderia dar detalhes porque o caso está sob sigilo. “Săo depoimentos em vídeo devidamente gravados por procuradores da República com fatos, nomes e valores que têm de ser devidamente investigados. Pode ser que năo seja isso, mas também evidentemente pode ser que tenha fundamento.”
O chefe da Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa, afirmou por meio de nota oficial que a investigaçăo do caso Marielle está muito próxima do fim. Disse ainda que “repudia a tentativa de um miliciano altamente perigoso, que responde a 12 homicídios, de colocar em risco uma investigaçăo que está sendo conduzida com dedicaçăo e seriedade”. “Ao acusado (Curicica) foram dadas amplas oportunidades pela Polícia Civil para que pudesse colaborar com as investigaçőes de duplo homicídio dentro do estrito cumprimento da lei.”
Curicica estava preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio, mas, depois da morte da vereadora, foi transferido para a penitenciária federal. Na ocasiăo, por meio de seu advogado, ele contou que estava sendo pressionado pela polícia para confessar participaçăo no crime e, como havia se negado a assumir a culpa, teria sido transferido.
“Năo causaram surpresa as ilaçőes feitas pelo preso, tendo em vista que, historicamente, chefes de organizaçăo criminosa, notadamente milícias, se utilizam desse artifício para desmoralizar e desacreditar instituiçőes idôneas e seus membros”, continua a nota oficial. “Nenhum esforço está sendo poupado, cabendo ressaltar que todas as técnicas e os recursos disponíveis têm sido empregados no trabalho de investigaçăo. Dentro desse propósito, o chefe de Polícia Civil garante: o caso está muito próximo de sua elucidaçăo.”
Os novos personagens que o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), quer levar para as zonas conflitadas da cidade e do Estado săo figuras discretas. Atiradores de elite, os snipers, na denominaçăo em inglês, năo têm nome, năo devem ser vistos e quase sempre agem como sombras, confundidos com o cenário. Ainda assim săo eficientes em seu trabalho: eliminar ameaças, matar pessoas. Podem atingir a cabeça de um homem a meio quilômetro de distância, de tal forma que o alvo caia imóvel.
Nesse caso, o objetivo é impedir a reaçăo nervosa espontânea do dedo no gatilho de uma arma apontada para um refém ou da măo que segura o disparador de uma bomba, explica um especialista do Centro de Instruçăo de Operaçőes Especiais do Exército, em Niterói, onde săo formados os caçadores, a tropa do tiro de precisăo.
Homem calmo e de fala mansa, ele diz que năo há a menor dificuldade em fazer o trabalho para o qual a seleçăo é rigorosa e o treinamento, severo. Marinha, Aeronáutica, PF e as polícias estaduais mantêm quadros próprios dedicados a esse tipo de açăo letal. Pouco se sabe a respeito de sua folha de serviços.
Witzel quer formar times de atiradores para abater quem for visto portando fuzis em meio às favelas e às comunidades. Năo é tăo simples. Pela legislaçăo, a posse do rifle năo autoriza o disparo letal – embora exija prisăo.
Criminalistas ouvidos pela reportagem acreditam que isso só seria possível em uma situaçăo de exceçăo, como a declaraçăo de estado de sítio ou de defesa, quando há a supressăo dos direitos constitucionais. Claro, em um confronto, vale o princípio da legítima defesa e da destruiçăo da ameaça. Juiz federal, Witzel diz que se trata de uma questăo de interpretaçăo da lei, que prefere “defender o policial (que atirar para matar) no tribunal do que ir ao funeral dele”.
Os snipers das Forças Armadas atuam em situaçőes de conflagraçăo, apoiando a segurança da tropa e de autoridades, obtendo informaçőes e neutralizando alvos selecionados. Os times policiais acrescentam “outro objeto” à lista, eventuais sequestradores que mantenham reféns sob risco. O tiro é feito quase sempre em duplas: o atirador e o observador, que fornece as informaçőes de apoio.
O disparo deve ser feito na faixa de 300 metros para que a posiçăo năo seja detectada. A incidência de luz precisa ser considerada para evitar o reflexo na lente do sistema de mira. A dupla usa traje camuflado e às vezes uma cobertura para confundir o olheiro. As Forças empregam cinco diferentes tipos de fuzis, entre os quais os imensos Barrett M82A1 .50, americanos.
Os militares e policiais candidatos à funçăo săo voluntários. Eles têm entre 25 e 35 anos. Precisam ter passado por outros níveis de qualificaçăo nas forças de operaçőes especiais. O condicionamento físico é exigente. Alimentaçăo balanceada, peso ideal e pressăo arterial normal săo pré-requisitos.
No momento do disparo, só o dedo indicador deve se movimentar; a respiraçăo precisa estar no ritmo do batimento cardíaco e o acionamento do gatilho deve ser suave – tudo isso para evitar desvios de trajetória, explica o especialista do Exército.
O abandono durante o ciclo de instruçăo é alto. Em um dos cursos de três semanas do Batalhăo de Infantaria Especial da Aeronáutica, em 2005, foram formados 14 atiradores. Houve quatro desligamentos.
“Vamos reabrir as unidades e prestar um serviço de qualidade. As pessoas estăo precisando de socorro. Tem de ser urgente” (foto: Rodrigo Antonelli/Esp. CB/D.A Press – 18/4/12)
O governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) agiu rápido. A escolha do delegado que vai comandar a Polícia Civil do DF em sua gestăo ocorreu pouco mais de 12 horas depois da eleiçăo pela categoria da lista tríplice. Foi uma forma de evitar guerras nos bastidores que pudessem desgastar os candidatos. A decisăo foi tomada no começo da manhă de ontem em conversa com o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do DF (Sindepo), Rafael Sampaio. Ibaneis perguntou: “O primeiro da lista contempla?”. O sindicalista afirmou que os três nomes representam os policiais e que o mais votado seria uma boa escolha. Foi assim que o delegado Robson Cândido da Silva, 46 anos, chefe da 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), virou diretor-geral.
Com 265 votos entre os colegas, Robson superou Benito Tiezzi, ex-presidente do Sindepo, querido na classe, que teve 242 votos. O terceiro na lista, Gilberto Maranhăo, conquistou 170 apoios. Poucas vezes esteve com Ibaneis. O contato é apenas institucional. Ele também nunca participou de disputas pelo comando. Jamais se candidatou para listas tríplices.
O sucessor de Eric Seba sempre trabalhou em delegacias circunscricionais. Nunca atuou como titular de uma unidade especializada. Mas conhece bem a realidade da segurança pública. Passou pelas delegacias de Ceilândia, Taguatinga, Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo e, desde 2016, é delegado-chefe no Núcleo Bandeirante.
Nascido em Pires do Rio (GO), Robson está na Polícia Civil há 28 anos. Antes de tomar posse como delegado, em fevereiro de 1999, ele foi agente em Goiás. Agora, no comando da instituiçăo, promete montar uma equipe técnica. Ele năo se considera um homem de grupos e pretende trabalhar com critérios de meritocracia. A retomada da autoestima da categoria, a conquista da paridade dos salários da Polícia Civil aos da Polícia Federal, prometida por Ibaneis na campanha, e a abertura das delegacias por 24 horas săo algumas metas. Ele também pretende incrementar o combate à corrupçăo. “Essa é uma demanda nacional, internacional, em todos os acordos de cooperaçăo”, disse.
A escolha foi aplaudida pelo Sindepo e aceita pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol/DF), que suspendeu o processo de eleiçăo de uma outra lista com votos dos demais servidores.
Como será assumir o comando da Polícia Civil num momento em que a categoria se encontra abatida pela atual relaçăo conflituosa com o Executivo?
Confio muito no governador Ibaneis. Acredito que ele vai nos resgatar, e a gente vai trabalhar para elevar a autoestima dos policiais. Vamos construir novamente aquela polícia de eficiência, proativa. Sempre fomos considerados a melhor polícia do Brasil. O meu objetivo de vida hoje é resgatar a polícia năo só na questăo salarial, que é importante, mas também na gestăo de pessoas. Quero implementar a meritocracia.
O que vai ser considerado na escolha da sua equipe?
O critério técnico. Năo tenho nomes, năo tenho grupos, năo sou de nenhum grupo. Nós vamos, realmente, construir um perfil técnico.
O senhor é um delegado político ou técnico?
Como sempre participei das questőes sindicais, eu me considero um delegado que vai conseguir trabalhar a questăo técnica e também vou conseguir dialogar com a área política.
O que levou a uma votaçăo expressiva como primeiro colocado na lista tríplice?
Foi a construçăo de uma vida dentro da polícia. Sempre fui verdadeiro com os meus pares, buscando o diálogo, sem tentar desconstruir a imagem de outros colegas. Acho que isso foi o principal ponto que me levou a ser o primeiro na lista.
Fala-se que o senhor é amigo do deputado Wellington Luiz, o que teria ajudado na nomeaçăo. Procede?
O Wellington é amigo meu, amigo do Sindicato dos Delegados de Polícia, do Sindicato da Polícia. Ele é policial, sempre defendeu os policiais; entăo, ele năo é só meu amigo. É amigo de todos nós, mas acredito que figurar em primeiro da lista foi um fator primordial. Tenho certeza de que ter amizades pessoais năo mudariam esse resultado.
Será possível abrir todas as delegacias?
Com certeza. Estamos imbuídos desse objetivo. Esse é um compromisso do governador (eleito). Vamos reabrir as unidades e prestar um serviço de qualidade. As pessoas estăo precisando de socorro. Tem de ser urgente, porque as comunidades estăo carentes de segurança.
Como melhorar a autoestima dos policiais?
Nós passamos por uma deficiência muito grande no quadro. É um compromisso do nosso governador realizar novos concursos. É importante que as delegacias funcionem de forma plena, e isso passa pela contrataçăo de policiais, buscando também a questăo salarial, que é primordial. Mas năo podemos nos apegar somente a isso. Passa pela valorizaçăo e pela motivaçăo dos policiais. Quando eu me sentar na cadeira de diretor-geral, quero ouvir os policiais, passar por todas as delegacias, conhecer o que os policiais querem do novo diretor. Quero pacificar a Polícia Civil.
A votaçăo interna do seu nome significa um desejo de renovaçăo?
Sim, mas năo é só na Polícia Civil. Vimos o resultado das eleiçőes. O próximo diretor, que, no caso, sou eu, tem um compromisso năo só de eficiência, mas de renovaçăo no comportamento. Mudança na produçăo policial. Precisamos ser mais eficientes, fazer um trabalho digno para a populaçăo, melhorar o atendimento, investigar mais.
O combate à corrupçăo é uma prioridade?
Com certeza. Essa é uma demanda nacional, internacional, em todos os acordos de cooperaçăo. Nós vamos fortalecer o combate à corrupçăo e ao crime organizado. Vamos fortalecer ao máximo o que pudermos para combater diuturnamente.
Tem algum grupo na polícia que tentou impedir a sua nomeaçăo?
É uma coisa que năo poderia falar. As coisas săo tăo sensíveis, mas acredito que năo. O anúncio foi tăo rápido.
O senhor vai manter as coisas que dăo certo na atual gestăo?
Com certeza. A gente tem de aproveitar o que há de bom, o técnico. A administraçăo é grande, tem espaço. Temos de valorizar o servidor, năo só o delegado. Toda a Polícia Civil precisa ser valorizada, com perfil técnico. Temos de evoluir. Năo podemos ficar apenas em grupos.
O senhor foi escolhido antes mesmo da definiçăo do próximo secretário de Segurança Pública. Isso pode comprometer a sua relaçăo como chefe da pasta?
Com certeza, năo. Tenho um perfil de diálogo, de construçăo. Tăo logo seja anunciado o secretário, quero me apresentar para ele e dizer que teremos um trabalho juntos.
O comandante da Polícia Militar também?
Com certeza. Tenho um relacionamento muito bom com a Polícia Militar, sempre tive por onde fui delegado-chefe e delegado de plantăo. Sempre tive um tratamento de excelência com os policiais militares. Um bom relacionamento com a PM é primordial para que a segurança funcione.
Corpo de Gabriel foi encontrado próximo a um local que tinha ocorrido uma festa, mas năo há confirmaçăo se ele participou ou năo do evento (foto: Arquivo pessoal/Divulgaçăo)
A morte do médico do Exército Brasileiro Gabriel Costa Lima, 28 anos, assassinado durante uma festa na Chapada dos Veadeiros em 13 de outubro, é investigada pela Polícia Civil de Goiás como latrocínio (roubo com morte). Dois homens de 26 e 23 anos estăo presos temporariamente suspeitos de participarem do crime. O inquérito, no entanto, está sob sigilo.
Policiais da Delegacia de Alto Paraíso prenderam a dupla na tarde de quarta-feira (31/10). Os dois săo moradores da regiăo e têm o costume de frequentar a Chapada dos Veadeiros, segundo a investigadora Maria Isabel Pires Ramalho. “Inclusive săo conhecidos dos membros da comunidade”, explicou.
Ela, no entanto, disse que os suspeitos năo têm passagens pela polícia. “A comunidade conta que săo jovens que sempre praticaram pequenos crimes naquela regiăo e em outras cidades, mas, por năo conseguirem comprovar, eles nunca foram presos”, esclareceu Maria Isabel.
A investigadora năo quis dar detalhes sobre o que os suspeitos levaram da vítima, mas ela relembrou que o médico era uma pessoa que gostava de trilhas e da beleza natural. “Certamente ele veio à Chapada para aproveitar a natureza, mas, por ser um local tido como calmo, provavelmente a vítima pode ter se desprevenido um pouco, mas nada justifica o crime”, reforçou.
Ela ainda disse que a vítima estava sozinha, fez algumas amizades na regiăo, mas estava sem o carro. “Ele ficou de carona”, informou Maria Isabel, mas sem dar mais detalhes sobre quem o acompanhava.
Entenda o caso
Próximo de onde o corpo dele estava, havia ocorrido uma festa na sexta-feira à noite, mas ainda năo se sabe se o militar teria participado ou năo do evento.
Gabriel Costa Lima era mineiro de Belo Horizonte, mas prestava residência médica em ortopedia/traumatologia no Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro.
Cartaz de manifestaçăo sobre Direitos Humanos na UNB (foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)
A partir da próxima segunda-feira (5/10), o Brasil receberá visita de uma delegaçăo da Comissăo Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), atendendo a convite do governo brasileiro feito no início deste ano. O objetivo da visita é observar em campo a situaçăo dos direitos humanos no Brasil. Além de Brasília, a delegaçăo visitará os seguintes estados: Bahia, Maranhăo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e Săo Paulo.
A comissăo instalará dois escritórios para receber denúncias e petiçőes relacionadas a direitos humanos em Brasília e no Rio de Janeiro. O resultado da visita será apresentado em entrevista coletiva prevista para ocorrer no dia 12 de novembro, também no Hotel Hilton, em Copacabana.
Entre as áreas que serăo analisadas estăo discriminaçăo, desigualdade, pobreza, institucionalidade democrática e políticas públicas em direitos humanos. A situaçăo das pessoas afrodescendentes e quilombolas, comunidades e povos indígenas, camponeses e trabalhadores rurais, além da populaçăo urbana em situaçăo de pobreza, defensoras e defensores de direitos humanos; pessoas privadas da liberdade; migrantes, entre outros, receberăo atençăo particular da delegaçăo.
Além disso, a CIDH coletará informaçăo sobre a situaçăo da segurança pública, tanto urbana como rural, bem como sobre conflitos no campo e por terras. A Comissăo Interamericana observará também a situaçăo do acesso à justiça e a eventual situaçăo de impunidade em casos de graves violaçőes aos direitos humanos.
No período da visita, que se encerrará no dia 12 de novembro, os integrantes da comissăo devem se reunir com autoridades governamentais dos locais visitados, organizaçőes da sociedade civil, movimentos sociais e acadêmicos. Os observadores văo ainda coletar depoimentos de vítimas de violaçőes de direitos humanos e seus familiares. Estăo previstas também reuniőes com agências do Sistema das Naçőes Unidas e membros do corpo diplomático.
Denúncias
O escritório para receber denúncias funcionará em Brasília de 5 a 7 de novembro, das 9h às 13h, no Hotel B, no Setor Hoteleiro Norte da capital federal. O outro escritório será aberto no Hotel Hilton Copacabana, no Rio de Janeiro, funcionando no dia 8, entre 14h e 18h; e no dia 9, das 9h às 13h e das 14h às 18h.
A delegaçăo será liderada pela presidente da CIDH, Margarette May Macaulay. Outros altos dirigentes do conselho também virăo ao Brasil: a primeira vice-presidente, Esmeralda Arosemena de Troitińo; e o segundo vice-presidente, Luis Ernesto Vargas Silva entre outros. A relatora para o Brasil no conselho, a comissária Antonia Urrejola Noguera, também participa da delegaçăo.
A CIDH é um órgăo autônomo da Organizaçăo dos Estados Americanos (OEA), que tem a missăo de promover o respeito dos direitos humanos na regiăo e atuar como órgăo consultivo da OEA neste assunto. A CIDH é composta por sete membros independentes, que năo representam seus países de origem e săo eleitos pela Assembleia-Geral da OEA.
Um voo comercial da empresa Latam que partiu do Aeroporto de Guarulhos por volta de 1h51 da madrugada de quarta-feira (31/10), com destino a Santiago precisou realizar um pouso de emergência no aeroporto de Buenos Aires após passar por uma forte turbulência com provável formaçăo de granizo.
A turbulência ocorreu perto da fronteira entre o Rio Grande do Sul e o Paraguai e o comandante da aeronave teve que acionar o plano de emergência. Imagens em circulaçăo nas redes sociais mostram que a aeronave sofreu avarias no bico e no para-brisas.
Em comunicado, a empresa afirmou que os passageiros desembarcaram com segurança no aeroporto de Ezeiza, Buenos Aires às 4h52 e foram realocados em outros voos para seguir ao destino final. A aeronoave foi recolhida para a manutençăo. A Latam lamentou o incidente e garantiu que “a companhia seguiu todos os procedimentos previstos para este tipo de situaçăo, mantendo o controle da aeronave em todos os momentos e resguardando sempre a segurança de seus passageiros”.
Ramon Ribeiro e Hudson Garcia: relaçăo de sete anos oficializada (foto: Arquivo Pessoal )
Enquanto os brasileiros héteros se casam menos e se divorciam mais, o casamento homoafetivo teve aumento de 10% em 2017, em comparaçăo com 2016. É o que mostram as Estatísticas do Registro Civil 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, o país registrou 1.070.376 casamentos civis, com reduçăo de 2,3% em relaçăo ao ano anterior. Os casamentos homoafetivos passaram de 5.354 para 5.887 e representaram 0,5% do total do ano. O crescimento foi puxado pelas mulheres. As uniőes entre cônjuges do sexo feminino saltaram 15,1%, com a realizaçăo de 3.387 casamentos. Os casamentos entre parceiros masculinos cresceram 3,7%, com 2.500 novas uniőes.
Nas uniőes civis entre homens e mulheres, os homens se juntaram, em média, aos 30 anos, e as mulheres, aos 28. Nos casamentos gays, a idade média foi de aproximadamente 34 anos para os homens e de 33 anos para as mulheres. As regiőes com maior número de casamento homoafetivo săo Sudeste, Sul e Nordeste. No Distrito Federal, segundo a Associaçăo dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen Brasil), foram registradas 6.746 uniőes homoafetivas em 2017. Em 2018, até setembro, foram 2.733.
Ramon Ribeiro e Hudson Garcia se conheceram por uma rede social e estăo juntos há sete anos. A formalizaçăo da uniăo veio apenas em 2017. Quando o casal compareceu ao cartório, teve de brigar pelo direito. “O escrivăo se negou a registrar o nosso casamento. Segundo ele, precisávamos estar morando juntos há dois anos para assumir a uniăo estável, mas meu esposo é advogado e conseguimos reverter a situaçăo na hora”, contou Ramon.
De acordo com Michel Platini, presidente do Conselho de Direitos Humanos do DF e representante da Aliança Nacional LGBTI em Brasília, o número pode ser ainda maior, uma vez que nem todos os casais estăo na formalidade. “O casamento LGBT ainda é novidade. Mas também há muitos casais na uniăo estável, que năo săo abrangidos pela estatística. As mulheres se casam mais do que os homens. É cultural, o casamento é um desejo maior da mulher do que do homem. A comunidade LGBT năo está livre disso”, relata.
Léa Lima com a filha Antonella: gravidez aos 40 anos, tendência em alta (foto: Arquivo Pessoal )
Platini afirma que no DF, quando o casamento homoafetivo foi instituído, houve uma campanha de divulgaçăo. “Naquele momento, tinha uma demanda real de muita gente que queria se casar, mas năo podia. Quando a lei reconheceu, houve um boom. Há necessidade de publicidade desses direitos.”
Outro dado obtido pela pesquisa é que o tempo médio de duraçăo dos casamentos civis ficou em 14 anos, três a menos que o registrado há 10 anos. A guarda compartilhada de filhos também se tornou mais comum.
Os registros de nascimento cresceram 2,6% entre 2016 e 2017, ano em que o Brasil ganhou 2,87 milhőes de bebês. Ainda assim, o total de nascimentos registrado em 2017 foi menor que os totais de 2014 e 2015. Entre os estados, somente o Rio Grande do Sul apresentou reduçăo no número de nascimentos registrados em 2017 em relaçăo a 2016 (-0,4%). Entre os demais, o que apresentou menor crescimento foi o Pará (0,4%). O maior índice foi registrado no Tocantins (9%).
Măe após os 30
O levantamento do IBGE também mostra que, entre 2007 e 2017, o número de măes que engravidam após os 30 anos passou de 23,4% para 32,2%. Léa Lima, 41 anos, măe de quatro filhas, engravidou de Antonella, a mais nova, aos 40. “Quando descobri, senti medo e ansiedade, por achar que seria difícil quando ela completasse 20 anos”, admitiu. Mas o medo passou e ela pensou nas vantagens da gestaçăo em idade madura, como a qualidade da relaçăo com a filha. “Ser măe aos 40 anos é bom pela estabilidade financeira. Isso proporciona mais qualidade de tempo com a minha filha”, contou. “Mas ter filho mais nova é bom porque o corpo está no ápice da energia”, comparou.
* Estagiária sob supervisăo do subeditor Silvio Queiroz
No papel
5.887 Total de casamentos entre pessoas do mesmo sexo registrados no país em 2017
2,3% Reduçăo verificada no total de casamentos no Brasil, no ano passado
Presa de Sardar Sarovar, Índia – A Índia inaugurou nesta quarta-feira (31/10) a estátua mais alta do mundo em Gujarat, o estado natal do primeiro-ministro nacionalista hindu Narendra Modi, sob fortes medidas de segurança por temer manifestaçőes de comunidades tribais locais.
Narebdra inaugurou pessoalmente a estátua de bronze, concreto e aço, que mede 182 metros de altura e representa Sardar Vallabhbhai Patel, o primeiro-ministro do Interior da Índia e uma das figuras da independência do país, que o partido no poder quer transformar em modelo.
A obra, que é duas vezes mais alta que a Estátua da Liberdade em Nova York, com o pedestal incluído, mostra Sardar Vallabhbhai (1875-1950) vestido com um tradicional dhoti e um xale nos ombros.
“Hoje é um dia que será lembrado na história da Índia”, declarou Narendra Modi em seu discurso. Vários helicópteros jogaram flores sobre a “Estátua da Unidade”, construída às margens de um rio, na remota regiăo do estado ocidental de Gujarat.
A estátua custou 29.900 milhőes de rupias, cerca de 404 milhőes de dólares (358 milhőes de euros). As comunidades tribais da regiăo se opuseram à sua construçăo, criticando seu alto preço e seu impacto no meio ambiente.
Diante da ameaça de manifestaçőes durante a inauguraçăo, as autoridades implantaram um grande dispositivo policial com mais de 5.000 policiais em um raio de 10 quilômetros ao redor da estátua.
– Estátuas gigantes –
Parte da escultura, cerca de 100.000 toneladas, foi feita na China, e foram necessários quatro anos de trabalho e o envolvimento de mais de 3.000 trabalhadores para erguê-la.
O governo nacionalista hindu também planeja inaugurar em 2021 uma outra enorme estátua na Baía de Bombaim, em homenagem ao guerreiro rei hindu Chhatrapati Shivaji.
O tamanho dessas estátuas e a escolha dos personagens que representam, duas figuras históricas celebradas pelos hindus nacionalistas, năo săo coincidência, a meses das eleiçőes legislativas no próximo ano.
O Partido Bharatiya Janata (BJP), a formaçăo que dirige a Índia desde 2014, considera que a história tem esquecido injustamente Patel, concentrando-se em Jawaharlal Nehru, o primeiro chefe de governo do país e figura-chave do Partido do Congresso, que está atualmente na oposiçăo.
“Patel foi usado para apagar o legado de Nehru. O BJP quer mudar a forma como a história é percebida e mostrar que a direita foi tăo importante na luta da Índia pela liberdade” contra a colonizaçăo britânica, declarou recentemente Sudha Pai, do Conselho Indiano de Pesquisa em Ciências Sociais.
Modi afirma que a estátua de Patel, o “Homem de Ferro” que negociou a uniăo dos estados principescos à jovem naçăo independente, vai atrair “hordas” de turistas apesar da sua localizaçăo.
A cidade mais próxima fica a 100 quilômetros do local escolhido, e năo há trens ou hotéis naquela remota regiăo rural.
A maior estátua do mundo era até entăo o Buda do Templo Manantial, no centro da China, que mede 128 metros sem pedestal, de acordo com o Guinness Book, em comparaçăo com os 157 da escultura indiana sem suporte.