Autoridades conhecem o biotipo do homem que atirou na vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL) e no motorista Anderson Gomes, segundo informou na manhă desta quinta-feira (11/10) o Ministério Público do Rio (MP-RJ). Foram identificados também novos locais por onde o carro do criminoso passou na noite do crime, após a análise de milhares de imagens de câmeras de segurança.
De acordo com nota divulgada pela 23ª Promotoria de Investigaçăo Penal e do Grupo de Atuaçăo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MP-RJ), os progressos na investigaçăo foram comunicados aos pais de Marielle e à viúva de Anderson em reuniăo na última terça-feira (9/10). A viúva de Marielle, Mônica Benício, foi convidada para o encontro, segundo informou o MP, mas năo compareceu.
Em nota, o MP informou que “em auxílio ao trabalho dos promotores, a Divisăo de Evidência Digitais e Tecnologia da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (DDIT-CSI/MPE-RJ), por meio de softwares de alta tecnologia, identificou o perfil biométrico do atirador”.
A nota oficial informa ainda que, “após a análise de centenas de imagens, também foi possível identificar o veículo, onde estavam os executores, em outros locais além dos que já tinham sido identificados. Esse mapeamento representa outro grande avanço para a continuidade das investigaçőes.”
Os promotores que atuam no caso também estiveram no Presídio Federal de Mossoró (RN) para ouvir o ex-PM Orlando Curicica, que seria líder de milícia na zona oeste do Rio. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também remeteu ao MP-RJ o depoimento prestado pelo mesmo custodiado aos procuradores da República. O conteúdo dos depoimentos é mantido em absoluto sigilo para năo atrapalhar o andamento das investigaçőes.
Os promotores de Justiça esclarecem ainda que têm se reunido com os parentes das vítimas informando-os dos avanços das apuraçőes. E concluem: “também é necessário ressaltar a importância do sigilo para que linhas de investigaçăo năo sejam prejudicadas e o trabalho possa resultar em uma conclusăo correta para puniçăo de todos os envolvidos.”
O pastor evangélico Alessandro Monare, de 38, a mulher dele, Belkis da Silva Miguel Monare, de 35, Samuel da Silva Miguel Monare, de 8, e o irmăo de 6 anos (foto: Reproduçăo da internet/Facebook)
Marcas na estrada semelhantes às de pneus e o testemunho de um casal que teria presenciado o acidente na BR-050 que provocou a morte de pai, măe e um filho de 8 anos, e obrigou outro, de 6, a escalar um barranco para se salvar reforçam a tese de envolvimento de um segundo veículo na tragédia. E o mais grave: o casal aponta indícios de negligência dos socorristas da Polícia Rodoviária Federal e da MGO, concessionária responsável pela administraçăo da rodovia. O carro da família, desaparecida desde domingo quando viajava de Rio Quente (GO) para Campinas (SP), só foi encontrado na madrugada de terça-feira.
“Buzinamos alto na porta da MGO. Eles saíram e minha esposa contou que dois carros tinham acabado de capotar”, afirmou o homem, em entrevista à TV Record. O casal teve sua identidade preservada. “Presenciei claramente. O outro carro capotou em nossa direçăo e só năo bateu no nosso porque parou nessa vala que divide as pistas”, disse a mulher. Na ocasiăo, a PRF e a MGO atenderam apenas os ocupantes de um veículo, um Gol branco. O acidente teria ocorrido no dia 7. As autoridades só encontraram o carro da família dois dias depois, alertados por parentes, que relataram o desaparecimento do casal e dos filhos e foram para Araguari para acompanhar as buscas.
A Polícia Civil de Araguari, no Triângulo Mineiro, já está investigando a suspeita de envolvimento do segundo veículo no caso.”Todos os levantamentos (inclusive a informaçăo sobre a marca de pneus) foram repassados à Polícia Civil, que já esteve no local e prossegue com as investigaçőes”, disse a inspetora Jane Santos, chefe da Delegacia de Uberlândia da PRF.
O pastor evangélico Alessandro Monare, de 38, a mulher dele, Belkis da Silva Miguel Monare, de 35, e Samuel da Silva Miguel Monare, de 8, foram encontrados mortos dentro de um carro caído em uma grota de aproximadamente três metros de altura, às margens da BR-050, entre Uberlândia e Araguari. A localizaçăo só foi possível graças ao ato de superaçăo do filho mais novo do casal, que conseguiu deixar o automóvel e escalar o barranco, chegando até a estrada. Ele foi encontrado deitado por um motorista que passava pela via. O garoto segue internado, sem previsăo de alta. O estado de saúde dele é estável. A Polícia Civil já iniciou os levantamentos para tentar descobrir as causas do acidente e disse que nenhuma informaçăo será fornecida antes da conclusăo do laudo pericial, previsto para ser concluído em cerca de 30 dias.
A rodovia é privatizada e tem diversas câmeras ao longo do percurso. Próximo ao trecho, inclusive, há um equipamento que faz monitoramento em imagens e consegue captar um raio de até dois quilômetros. Porém, segundo a concessionária, o aparelho é móvel e estava voltado para outra direçăo na hora do desastre. O veículo foi visto pela última vez, segundo consta do boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, na manhă de domingo, no Km 14 da LMG-223, quando foi flagrado por câmeras localizadas no posto da Polícia Militar Rodoviária (PMRv).
*Estagiário sob supervisăo da subeditora Rachel Botelho
A Anistia Internacional lançou nesta quarta-feira (10/10) a ediçăo 2018 de sua principal campanha mundial por direitos humanos. Neste ano, a “Escreva por Direitos” (“Write for Rights”) tem como tema o respeito e a solidariedade às mulheres, e destaca Marielle Franco, a vereadora do PSOL do Rio de Janeiro assassinada em 14 de março no centro da cidade. Ela será uma das dez mulheres cujos casos serăo expostos durante a campanha.
A “Escreva por Direitos” destaca que a discriminaçăo, o abuso, a intimidaçăo e a violência afetam de forma desproporcional as mulheres e, em particular, as mulheres que se posicionam publicamente na sociedade. Nesse contexto é exposto o caso de Marielle, reconhecida defensora de direitos humanos no Rio, cujo assassinato ainda năo foi esclarecido.
“Sete meses após o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes (motorista que transportava a vereadora e também foi morto), é fundamental que continuemos firmes exigindo respostas, pressionando para que os verdadeiros responsáveis sejam identificados e levados à Justiça”, afirmou Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil. “A história de vida de Marielle, dedicada à defesa de direitos humanos, agora se junta à história de mulheres de outros nove países que lutam incansavelmente por um mundo mais justo. Queremos que estas mulheres sejam apoiadas e que estes exemplos inspirem ainda mais as pessoas a lutar por direitos”, continuou Jurema. Marinete da Silva, măe de Marielle, sentiu-se lisonjeada pela homenagem à filha.
“Fico feliz de saber que a vida de minha filha vai servir de exemplo para as crianças do Brasil e do mundo. Marielle sempre liderou processos transformadores na escola, na igreja, nos projetos em que participou, sempre com o pensamento de ajudar o próximo, acreditando que a organizaçăo coletiva de base solidária poderia transformar o mundo”, disse Marinete. “Ao fazer pelo outro, ela se sentia bem. Esperamos que mais pessoas sejam assim e lutem como a minha filha pelos direitos humanos.”
Campanha
Nove casos expostos na campanha da Anistia Internacional săo de mulheres ativistas, e o décimo é de uma comunidade no Quênia onde as mulheres estăo sendo expulsas de suas terras ancestrais. Além de Quênia e Brasil, há casos da Ucrânia, Marrocos, Venezuela, África do Sul, Quirguistăo, Iră, Índia e Vietnă.
Entre as mulheres que serăo símbolos da campanha, só Marielle está morta. As demais seguem atuando em seus países, muitas em situaçăo de risco, segundo a Anistia. A campanha pretende mobilizar o mundo todo em apoio a estas ativistas e suas causas, dando visibilidade mundial a elas.
A campanha vai durar cinco meses, deste 10 de outubro até 8 de março de 2019, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher. O projeto vai mobilizar apoiadores da Anistia Internacional, profissionais da educaçăo e grupos de ativismo para realizar atividades que variam de aulas temáticas em escolas até eventos públicos em praças e outros locais públicos. A programaçăo será divulgada pelo site “Escreva por Direitos”.
‘Escreva por Direitos’
A primeira ediçăo dessa campanha aconteceu em 2001, quando um pequeno grupo de ativistas da Anistia Internacional na Polônia decidiu apostar quem escreveria o maior número de cartas pela libertaçăo de pessoas presas injustamente em diversos países. A iniciativa durou 10 dias e gerou milhares de cartas que ajudaram a pressionar as autoridades.
Nos anos seguintes, a campanha tomou proporçăo mundial, agregou elementos de educaçăo em direitos humanos e se tornou a campanha mais importante da Anistia Internacional e o maior evento de direitos humanos do mundo.
Todos os anos, a organizaçăo seleciona casos de pessoas e comunidades vítimas de violaçőes de direitos humanos ou em risco iminente de sofrer violaçőes, em todo o mundo, e convida apoiadores e ativistas a se mobilizar por esses casos. Atendendo à convocaçăo, pessoas planejam e realizam diversas atividades, mobilizando suas comunidades a escrever cartas manifestando solidariedade e pressionando autoridades por justiça.
Ver galeria . 18 FotosMarielle Franco era vereadora do Rio de Janeiro e lutava pelos Direitos Humanos
(foto: Reproduçăo/ Facebook )
A Anistia Internacional lança, nesta quarta-feira (10/10), no Brasil a campanha global Escreva por Direitos (Write for Rights). Em 2018, o foco săo mulheres, gênero e defensoras dos direitos humanos. A entidade reforçou que a discriminaçăo, o abuso, a intimidaçăo e a violência afetam de forma desproporcional as mulheres e, em particular, as que se posicionam publicamente na sociedade. Um dos destaques da campanha é a vereadora Marielle Franco, reconhecida defensora dos direitos humanos e morta em março deste ano no Rio de Janeiro.
A diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, defendeu que, sete meses após o assassinato de Marielle e Anderson Gomes (motorista do carro onde a vereadora estava no momento em que foi morta), é fundamental que a sociedade se mantenha firme, exigindo respostas e pressionando para que os responsáveis sejam identificados e levados à Justiça. A história de vida de Marielle, segundo Jurema, se junta agora à história de mulheres de outros nove países que lutam por um mundo mais justo.
Ativistas
Nove dos dez casos escolhidos pela Anistia Internacional para a campanha săo de mulheres ativistas, e o décimo é de uma comunidade no Quênia cujas mulheres estăo sendo impactadas pela expulsăo de suas terras ancestrais. Além de Quênia e Brasil, há casos na Ucrânia, no Marrocos, na Venezuela, na África do Sul, no Quirguistăo, no Iră, na Índia e no Vietnă. Com exceçăo de Marielle, as mulheres e ativistas que integram a campanha seguem atuando em seus países, muitas, segundo a entidade, em situaçăo de risco.
“A campanha irá mobilizar pessoas no mundo todo em apoio a estas ativistas, dando visibilidade aos casos e celebrando o papel dessas mulheres que levantam suas vozes contra as injustiças e lideram processos de transformaçăo em seus países”, informou a Anistia Internacional.
Com duraçăo de cinco meses, a Escreva por Direitos segue até 8 de março de 2019, Dia Internacional da Mulher. O processo envolve apoiadores da Anistia Internacional, profissionais da educaçăo e grupos de ativismo na realizaçăo de atividades que văo desde aulas temáticas em escolas até eventos públicos em praças ou cafés. Os eventos serăo registrados por meio da Plataforma Escreva por Direitos, onde é possível também ter mais detalhes sobre cada um dos casos.
Sobre a campanha
Todos os anos, a Anistia Internacional seleciona casos de pessoas e comunidades vítimas de violaçőes de direitos humanos ou em risco iminente de sofrer violaçőes ao redor do mundo e convida apoiadores e ativistas a entrarem em açăo. Atendendo ao chamado, pessoas planejam e realizam atividades diversas, mobilizando comunidades, famílias e amigos a escreverem e assinarem cartas, manifestando solidariedade e pressionando autoridades por justiça.
Alessandro Monare, de 37 anos, que era pastor da igreja, sua mulher Belkis da Silva, 35, e o filho Samuel da Silva Miguel Monare, 8 (foto: Reproduçăo/Facebook)
Muita emoçăo marcou o sepultamento da família morta em um acidente quando voltava de Rio Quente (GO) para Campinas (SP). Os corpos das vítimas foram velados, a partir da madrugada desta quarta-feira (10/10), e o enterro realizado de manhă no Cemitério Parque das Flores, em Campinas. Antes disso, na noite desta terça-feira (9/10), um culto na Igreja Batista Vista Alegre homenageou as vítimas.
A Polícia Civil de Araguari (MG) investiga as causas do desastre e se houve a participaçăo de outro carro. A família voltava de Goiás em um Honda Fit que foi parar dentro de uma vala na Rodovia BR-050, entre os municípios de Araguari e Uberlândia (MG).
O acidente ocorreu, na manhă de domingo (7/10), mas o veículo foi localizado somente na terça, após o filho caçula conseguir chegar ao acostamento da pista.
O resto da família foi achado sem vida dentro do carro e uma marca de pneu na porta indica que o veículo pode ter sido atingido por outro antes de cair no buraco. Uma testemunha que passava pelo trecho também garante ter visto uma colisăo no local.
O menino que sobreviveu foi levado por parentes para Campinas após deixar o hospital em Uberlândia. Ele năo teve fraturas, apenas alguns hematomas, e poderá ajudar a elucidar o caso; mas ainda năo foi ouvido pelos policiais.
A criança também năo esteve presente no velório e enterro da família. Parentes contaram que o menino ainda está um pouco confuso e năo se lembra do acidente, apenas do passeio em Goiás e do momento que saía do buraco. A viagem tinha sido um presente do marido para a mulher que havia feito aniversário.
Apuraçăo
A Polícia Civil evita dar detalhes da investigaçăo, devendo o inquérito ser concluído em 30 dias. A rodovia conta com câmeras cujas imagens estăo sendo analisadas para ajudar a elucidar o desastre. Além de um guincho, até uma retroescavadeira teve de ser usada para retirar o carro da cratera.
O local onde ocorreu o acidente é em linha reta e năo chovia naquele momento, tendo o carro capotado antes de cair na vala. Policiais acreditam que a cadeirinha pode ter ajudado na sobrevivência do filho caçula.
Uma galinha de 1,04 metro de altura foi vendida por R$ 74 mil durante um leilăo de aves gigantes, no dia 29 de setembro, em Jaguariúna, interior de Săo Paulo. Nesta terça-feira, 9, foi confirmado que a franga Betina da Diamante bateu o recorde de preço para fêmeas da raça índio gigante. “Recebemos a confirmaçăo de que é a franga mais valorizada na história da raça”, disse o criador Haroldo Poliselli. Betina é filha de outro recordista, o galo Voodoo da Diamante, que mede 1,26 m, a maior altura já alcançada por um galo índio.
A galinha foi adquirida pelo criador Ademir Melauro, de Franca, também no interior paulista. “É difícil conseguir aves grandes, e o acesso a essa genética exige alto investimento, por isso é uma franga preciosa”, disse. Ele pretende fazer o cruzamento da Betina com seu galo Mezenga, de 1,18 m. “Espero obter aves ainda mais imponentes, que é o que os aficionados estăo buscando hoje. O mercado para essas aves está em crescimento”, disse.
O índio gigante é resultante do cruzamento entre galináceos altivos e a galinha caipira. Para ser considerado um “gigante”, o macho precisa medir pelo menos 1 metro e pesar 4,5 kg, enquanto a fêmea deve ter no mínimo 85 cm e pesar 3 kg, segundo a Associaçăo Brasileira de Criadores de Índio Gigante (Abracig). O principal atributo é o porte altivo e avantajado, que atrai o interesse de criadores, mas as aves săo também dóceis.
Poliselli e o irmăo Diogo, donos do criatório Diamante, em Jaguariúna, se especializaram na raça. Eles já obtiveram frangas maiores que a Betina, como a Viola, com 1,06 m, e a Mamba, recordista em tamanho, com 1,09 m. As aves săo vendidas principalmente em leilőes presenciais, com transmissăo online. O remate de Betina, por exemplo, foi acompanhado por duzentos 200 participantes dos Estados de Săo Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Norte.
Veículo estava em uma grota fora da pista e por isso ficou fora do radar das autoridades (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgaçăo)
Mistério ainda cerca o acidente que provocou a morte de pai, măe e um filho de 8 anos, integrantes de uma família de Campinas (SP) que estava desaparecida desde domingo. Uma das informaçőes que foi repassada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) à Polícia Civil de Araguari, que já investiga o caso, é uma suspeita do envolvimento de um segundo veículo na ocorrência, já que foi encontrada uma marca no carro semelhante à marca de um pneu. Segundo a inspetora Jane Santos, que é chefe da Delegacia de Uberlândia da PRF, isso pode indicar o envolvimento de outro veículo. “Todos esses levantamentos foram repassados à Polícia Civil, que já esteve no local e prossegue com as investigaçőes”, diz a inspetora.
O pastor evangélico Alessandro Monare, de 38 anos, a mulher dele, Belkis da Silva Miguel Monare, de 35, e Samuel da Silva Miguel Monare, de 8, foram encontrados mortos dentro de um carro caído em uma grota de aproximadamente três metros de altura, às margens da BR-050, entre Uberlândia e Araguari, no Triângulo Mineiro.
A localizaçăo só foi possível graças ao ato de superaçăo do filho menor do casal, de 6 anos, que conseguiu deixar o automóvel e escalar o barranco, chegando até a estrada. Ele foi encontrado deitado por um motorista que passava pela estrada. O garoto segue internado, sem previsăo de alta. O estado de saúde dele é estável. A perícia da Polícia Civil já iniciou os levantamentos para tentar descobrir as causas do acidente. Segundo a corporaçăo, nenhumainformaçăo será fornecida antes da conclusăo do laudo pericial, previsto para ser concluído em cerca de 30 dias.
O que era para ser uma viagem em família para o descanso terminou em tragédia. Pai, măe e dois filhos saíram de Campinas para passear em Rio Quente, Goiás, onde permaneceram até domingo. Durante todos os dias eles mantiveram contato com outros parentes, mas na volta pararam de se comunicar. O veículo foi visto pela última vez, segundo consta do boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, na manhă de domingo, no km 14 da LMG-223, quando foi flagrado por câmeras localizadas no posto da Polícia Militar Rodoviária (PMRv). Parentes das vítimas tentaram contato com elas, mas sem sucesso. Diante disso, foram para Araguari, também no Triângulo, para acompanhar as buscas.
Durante as açőes, a concessionária responsável pela rodovia conseguiu identificar que o carro da família havia passado por três praças de pedágio em 4 de outubro – em Delta, Uberaba e Araguari, todas no Triângulo Mineiro. Já no domingo, data do retorno a Săo Paulo, năo havia qualquer registro do automóvel nas câmeras de segurança. A Polícia Militar da regiăo chegou a usar dois drones para sobrevoar tanto a BR-050 quanto a LMG-223. Bombeiros também fizeram buscas em outros pontos da regiăo até Indianópolis, sem sucesso.
Na madrugada de ontem, o veículo foi encontrado graças à coragem do garoto sobrevivente. Por volta das 5h50, um motorista passava pelo trecho quando avistou o menino. Segundo informaçőes do boletim de ocorrência do Corpo de Bombeiros, ele estava deitado, molhado, sobre resíduos de massa asfáltica na faixa de domínio da estrada. O menino foi socorrido por funcionários da MGO Rodovias, concessionária responsável pela estrada, e encaminhado a um hospital.
O carro estava dentro de uma grota de aproximadamente três metros de altura por três de largura. Foram encontrados sem vida em seu interior o pastor Alessandro, a esposa dele, Belkis, e o filho do casal Samuel. Para a retirada do veículo, que estava em um local de difícil acesso, foi necessário o uso de um guincho e uma retroescavadeira.
INVESTIGAÇŐES As causas do acidente ainda só devem ser definidas depois das apuraçőes. A perícia da Polícia Civil compareceu ao local onde o veículo foi encontrado para buscar elementos que expliquem a saída de pista. A rodovia é privatizada e tem diversas câmeras ao longo do percurso. Próximo ao trecho, inclusive, há um equipamento que faz monitoramento em imagens e consegue captar um raio de até dois quilômetros. Porém, segundo a concessionária responsável pela rodovia, o aparelho é móvel e estava voltado para outra direçăo na hora do desastre. A MGO Rodovias afirmou que continua os levantamentos para tentar informaçőes que possam ajudar a esclarecer o acidente. Os corpos das vítimas foram levados para o Instituto Médico-Legal (IML), onde passaram por exames, e foram liberados por volta das 14h30 de ontem.
Superaçăo e mistério
Confira o que já se sabe sobre o desastre que vitimou um casal e o filho de 8 anos no Triângulo e o ato de coragem da criança que se salvou
» Desde domingo, a família paulista que passava por Minas voltando de Rio Quente (GO) rumo a Campinas (SP) năo mantinha contato e era procurada por parentes. Naquele dia, em circunstâncias ainda misteriosas, o carro que transportava pai, măe e dois filhos, de 6 e 8 anos, saiu da pista e caiu em uma vala no Km 45,9 da BR-050, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
» Acionados por parentes diante da falta de notícias, policiais militares rodoviários, bombeiros e agentes da concessionária que administra a rodovia fizeram buscas sem sucesso pelo carro da família, que foi visto pela última vez na manhă do domingo, no Km 14 da LMG-223, em um posto policial. Foram usados inclusive drones para sobrevoar as duas rodovias, sem sucesso na localizaçăo.
» Na madrugada de ontem, a criança de 6 anos, única sobrevivente do desastre, foi achada às margens da rodovia, deitada, molhada e em estado de choque. O menino conseguiu escalar cerca de três metros do buraco onde estava o veículo da família, o que possibilitou a localizaçăo do carro acidentado e seu próprio socorro. As demais vítimas foram encontradas sem vida. Ainda năo se sabe o que provocou o desastre.
O garoto conseguiu se salvar em um ato heroico. O carro em que ele estava com a família caiu em uma ribanceira às margens da pista, no km 45,9, em Uberlândia. Por volta das 5h50, um motorista passava pelo trecho quando encontrou o menino. Segundo informaçőes do boletim de ocorrência do Corpo de Bombeiros, a vítima estava deitada, molhada, sobre resíduos de massa asfáltica depositados na faixa de domínio da estrada. A vítima foi socorrida por funcionários da MGO Rodovias, concessionária responsável pela rodovia, e encaminhada para o hospital.
A família é de Campinas, no interior de Săo Paulo, e estava desaparecida desde domingo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, na quinta-feira passada, dia 4, a família saiu da cidade natal para passear em Rio Quente, Goiás, onde permaneceu até domingo. Durante todos os dias eles mantiveram contato com outros parentes, mas na volta pararam de responder.
Família estava desaparecida desde domingo (foto: Reproduçăo/Facebook)
O veículo da família foi visto pela última vez, segundo consta do boletim de ocorrência, na manhă desse domingo no km 14 da LMG-223, quando foi flagrado por câmeras localizadas no posto da Polícia Militar Rodoviária (PMRv). Parentes das vítimas tentaram contato com elas, mas sem sucesso. Diante disso, foram para Araguari para acompanhar as buscas. Durante as açőes, a concessionária responsável pela rodovia conseguiu identificar que eles năo passaram por nenhum pedágio da estrada. Somente em 4 de outubro, quando faziam o trajeto até Rio Quente.
A Polícia Militar da regiăo chegou a usar dois drones para sobrevoar tanto a BR-050 quanto a LMG-223. Bombeiros também realizaram buscas em outros pontos da regiăo até Indianópolis, também no Triângulo.
Na madrugada, o veículo foi encontrado graças a coragem do garoto, de 6. O carro estava dentro de uma grota de aproximadamente três metros de altura e três metros de largura. Foram encontrados sem vida dentro do carro, o pastor Alessandro Monare, a esposa Belkis da Silva Miguel Monare, e o garoto Samuel da Silva Miguel Monare, de 8.
Para a retirada do veículo, que estava em um local de difícil acesso, foi necessário o uso de um guincho, uma retroescavadeira. As causas do acidente ainda estăo sendo investigadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Civil.
Pai, măe e um filho morreram no local do acidente em Araguari; outro filho de seis anos sobreviveu e pediu ajuda (foto: TV Integraçăo/Reproduçăo
)
Uma família de Campinas (SP), que vinha sendo procurada desde domingo (7/10), quando desapareceu ao retornar de uma viagem a Rio Quente (GO), foi localizada na manhă desta terça-feira (9/10). O veículo onde o pastor evangélico Alessandro Monare, de 38 anos, a mulher, Belkis Monare, de 35 anos, e o filho Samuel, de 8 anos, estavam sofreu um acidente e eles morreram no local.
A localizaçăo das vítimas se deu após um menino de 6 anos, também filho do casal e que estava no veículo, ser encontrado no acostamento da rodovia BR-050 em Araguari (MG), no Triângulo Mineiro.
A criança foi a única sobrevivente e a família estava no carro acidentado em uma vala perto do local. O menino teria ficado dois dias ao lado dos corpos antes de sair do veículo e foi encontrado por volta das 8h30 por pessoas que passavam pela regiăo e acionaram a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Parentes haviam denunciado o sumiço e até um drone vinha sendo usado na tentativa de localizar a família. O carro em que viajavam, um Honda Fit, tinha sido visto pela última vez em outra rodovia da regiăo de Araguari rumo ao Estado de Săo Paulo.
Após ser encontrado pela manhă, o menino foi levado para o Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG), onde permanece internado em observaçăo médica. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal e as causas do acidente serăo investigadas pela Polícia Civil.
Casal e os filhos voltavam de um passeio até a cidade de Rio Quente, em Goiás (foto: Reproduçăo da internet/Facebook)
Mais um policial militar foi assassinado no Rio de Janeiro em meio a onda de violência que assola o Estado. O soldado Jefferson Franklin dos Santos, de 29 anos, foi morto na noite desta segunda-feira (8/10).
De acordo com informaçőes da Polícia Militar, ele estava de folga quando foi vítima de tiros no bairro de Padre Miguel, na zona oeste do Rio. Relatos apontam que Santos foi baleado após ser identificado como PM e que a arma dele foi levada pelos criminosos.
O soldado era membro da corporaçăo desde 2014. Deixa mulher e uma filha. O Disque Denúncia está oferecendo uma recompensa de R$ 5 mil por informaçőes que identifiquem e localizem assassinos de policiais. Neste ano, quase 80 agentes já foram mortos no Estado do Rio.