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Número de drones no DF acende alerta para uso correto do equipamento

Everton Oliveira: “O drone năo é um brinquedo. Nas măos das pessoas erradas, ele pode representar um perigo” (foto: Lanna Silveira/Esp. CB/D.A Press)

Os drones viraram febre na capital federal, e cada vez mais pessoas compraram o equipamento. Mas, ainda que os recursos tecnológicos da aeronave possam servir para diferentes finalidades, os proprietários do objeto precisam estar atentos aos riscos que a utilizaçăo indevida da aeronave podem causar. Pilotar o aparelho sem respeitar orientaçőes básicas de segurança é uma conduta passível de multa e até prisăo. Entretanto, em que pese haver normas de instruçăo estabelecidas pela Agência Nacional de Aviaçăo Civil (Anac), năo há uma fiscalizaçăo ostensiva, o que contribui para que os donos de drones usem o equipamento em lugares năo recomendados e coloquem a vida de outras pessoas em risco.

Pela regra geral, os drones com mais de 250 gramas só podem voar perto de terceiros caso eles concordem previamente. Além disso, quem opera a aeronave deve respeitar uma distância mínima de 30 metros das demais pessoas. Com exceçăo dos drones de órgăos de segurança pública, de vigilância sanitária, de defesa civil, do Corpo de Bombeiros e das polícias, o proprietário de qualquer outro tipo de aparelho que năo seguir a regra pode ser autuado por violar a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem de outra pessoa.

 

1.651
Número de aparelhos que voam no DF e que estăo registrados na Anac 

O Código Penal prevê pena de reclusăo de três meses a um ano (ou mais se o crime for considerado grave) nos casos em que a vida ou a saúde de pessoas săo colocadas em perigo direto devido à má utilizaçăo da aeronave. Pela Lei das Contravençőes Penais, pilotar um drone sem o devido registro pode gerar pena de prisăo simples (quinze dias a três meses) e pagamento de multa, mesma puniçăo para quem praticar acrobacias ou fazer voos baixos fora da zona permitida em lei.

Utilizar o objeto próximo a instalaçőes, edificaçőes, áreas de segurança (como presídios e instalaçőes militares), ou sobre infraestruturas críticas, como usinas termelétricas e estaçőes de distribuiçăo de energia, e aeroportos e helipontos também é proibido.

Para evitar os transtornos, a recomendaçăo é que os drones sejam operados apenas em locais destinados para aeromodelismo. “Os voos ilícitos colocam em risco năo só o hobby, mas um setor inteiro, por meio do qual inúmeros empregos estăo sendo gerados”, disse o chefe da Divisăo de Coordenaçăo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, tenente-coronel Jorge Vargas.

Controle

Em um ano, a Anac cadastrou mais de 32 mil drones em todo o Brasil. Entre julho de 2017 e julho de 2018, o número de aeronaves năo tripuladas registradas pelo órgăo passou de 16.567 para 48.752. Um dos maiores crescimentos aconteceu no Distrito Federal. De acordo com dados da Anac, existem pelo menos 1.651 dessas aeronaves em Brasília — em 2017, eram apenas 548. Atualmente, o DF está atrás de Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Săo Paulo na quantidade de drones.

No ano passado, a Anac implementou o Regulamento Brasileiro de Aviaçăo Civil Especial, específico para o manuseio de drones. Tanto os donos de aeromodelos (usados para recreaçăo) quanto os de aeronaves remotamente pilotadas (com finalidade comercial, corporativa e experimental) precisam seguir a legislaçăo.

Dentre as principais regras, é necessário ter idade mínima de 18 anos para pilotar e todos os voos de aeronaves com peso superior a 25kg devem ser registrados na Anac. Independentemente do peso do drone, pilotos que pretendem voar acima de 400 pés (121 metros) precisam emitir licença e habilitaçăo junto ao órgăo. “A regulamentaçăo do uso de drones no Brasil trouxe ganhos para o desenvolvimento da aviaçăo civil e maior segurança de voo”, respondeu a Anac, por nota.

No entanto, a inspeçăo de rotina cabe aos órgăos de segurança pública. Na avaliaçăo do professor e pesquisador em geoprocessamento ambiental da Universidade de Brasília (UnB) Alexandre Ferreira, especialista em drones, a fiscalizaçăo deveria ser mais rigorosa. “Colocar agentes em campo seria inviável, mas o governo poderia criar mecanismos juntos às fabricantes de drones para acompanhar os voos através de um banco de dados. A partir do momento em que o proprietário de uma aeronave utilizasse o aparelho em um ambiente proibido, rapidamente ele seria descoberto. Isso evitaria problemas de invasăo de privacidade ou de espaço aéreo tripulado, além de acidentes”, apontou.

O engenheiro da computaçăo Everton Oliveira, 40, é dono de uma loja especializada na venda e manutençăo de drones em Brasília. Ele alertou sobre a falta de experiência de muitos proprietários de aeronaves. “Cerca de 95% dos drones que eu conserto foram danificados por algum deslize do piloto. Muita gente ainda olha para o drone como um brinquedo. Mas, nas măos das pessoas erradas, ele pode representar um perigo”, observou.

Everton diz aos interessados pelos aparelhos que năo tentem ferir a legislaçăo. Além disso, ele ressalta que é importante que cada proprietário de uma aeronave aprofunde os conhecimentos da ferramenta. “É como uma pessoa que năo sabe dirigir, mas, mesmo assim, tenta conduzir um carro. Quem tem um drone precisa saber que pode machucar alguém tanto pela pancada da aeronave quanto pelas hélices dela, que cortam muito. É importante que elas busquem um curso de pilotagem e usem o drone nos locais adequados”, indicou.

Fonte: Cidades

Leila do Vôlei é a primeira mulher eleita para o Senado no Distrito Federal

(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)

 

Das quadras à areia, Leila Gomes de Barros (PSB), 47 anos, ou simplesmente Leila do Vôlei, teve uma carreira vitoriosa no voleibol. Pela seleçăo, destaca-se a conquista das medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta e Sidney, de ouro nos Jogos Pan Americanos de Winnipeg e os três campeonatos do Grand Prix. Individualmente, foi eleita a atleta feminina do ano pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), em 2000, e, por duas vezes, a melhor jogadora do Grand Prix. Mas talvez o maior desafio de sua vida começa agora, com a vitória obtida nas urnas: o título de primeira mulher senadora eleita pelo DF, com 17,8% dos votos válidos. 

 

“Estou muito feliz em saber que o povo de Brasília confiou e me elegeu para representá-los no Senado Federal. O fato de ser uma mulher só engrandece essa conquista, que năo é só minha, e sim de todas nós brasileiras que, ainda hoje, representa uma minoria feminina do parlamento. Tenho consciência que há muito trabalho para concretizar tudo que priorizamos, mas acredito na boa intençăo do ‘novo’ e, principalmente, na comunhăo de ideias dos representantes que buscam o bem comum”, afirma após a vitória.  

Pela estatura (1,79m), o salto era uma de suas características mais marcantes em quadra, que a permitia alcançar a bola a 3m do chăo. Na carreira política, a ex-jogadora também “pulou” etapas e elegeu-se senadora sem experiência prévia em cargos eletivos. Chegou a disputar uma cadeira na Câmara Legislativa em 2014. Recebeu 11.125 votos e ficou como suplente de seu partido. O cargo mais influente que ocupou, até a vitória desta eleiçăo, foi a Secretaria de Esportes e Lazer do DF no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) entre 2015 e o início de 2018.

Dona Francisca, a măe, é a razăo de tudo o que aconteceu na meteórica carreira política da filha. Antes de morrer, em 2003, a matriarca pediu que ela ajudasse os jovens menos favorecidos a praticar e crescer no mundo do esporte. Nessa época, a ex-jogadora trabalhava como comentarista no Rio de Janeiro e estava em ascendência na carreira. 

Leila retornou a Brasília em 2006 e, junto da amiga e conterrânea Ricarda Lima, ex-líbero da seleçăo, começou um projeto social que beneficiou 50 mil crianças, adolescentes e adultos. Criaram e administram, há cinco anos, o Brasília Vôlei, equipe de alto rendimento que participa da Superliga Feminina de Vôlei, o campeonato mais importante do Brasil. Além da Secretaria de Esportes do DF, a senadora eleita compôs o Conselho Nacional do Atleta e o Conselho Nacional do Esporte, que atuam na defesa dos interesses dos esportistas e norteiam as discussőes do Ministério do Esporte. 

 

“Minha măe foi o meu exemplo e inspiraçăo para desejar um mundo melhor para todos, caso contrário, eu nem estaria aqui falando sobre ela e a política na minha vida. Vivemos um momento de muita insatisfaçăo, e consequentemente sofremos com a falta de crença no outro. O esporte muda essa realidade. Como praticar um esporte sem parceria, estratégia ou diálogo? Impossível. Hoje, tenho a chance de colocar em prática uma série de açőes que precisam de decisőes e outros tipos de parcerias, agora, políticas”, assegura sobre a entrada na vida política.

 

Família e início da carreira 

Filha do mecânico Francisco e da dona de casa Francisca, Leila nasceu em 30 de setembro de 1971, em Taguatinga. Cresceu na cidade e, junto do irmăo mais novo, o músico Marcelo Cram, e só saiu de lá aos 13 anos, quando ganhou uma bolsa de estudos em um colégio particular do Plano Piloto. Por conta da distância de sua casa, teve de morar num quartinho dos fundos da instituiçăo de ensino por três anos e meio. 

O vôlei já era sua prática esportiva favorita, junto do handebol. Com 17 anos, em 1988, iniciou a carreira profissional em Belo Horizonte (MG), no Minas Tênis Clube. Dois anos depois já estava no elenco da Seleçăo Brasileira e só parou de jogar em 2008, quando se despediu do esporte. Nesse tempo ainda atuou no vôlei de praia, sendo uma das duplas a representar o brasil nos circuitos no mundo. 

E foi nas areias que a ex-atleta conheceu Emanuel Rêgo, multicampeăo de vôlei de praia com a camisa do Brasil. Casados há 15 anos, eles têm um filho de 7 anos, Lukas Rêgo, que, mesmo muito novo, já indica que seguirá o caminho do esporte. 

 

“Minha família foi fundamental para que eu aceitasse o convite para concorrer ao Senado Federal. Estava preparada para enfrentar uma campanha para deputada distrital, e isso já estava conversado, mas houve uma mudança, e lá estava eu, em uma corrida que me levava além da política local, e me colocava em uma esfera federal. Um espaço mais amplo para que minhas prioridades de mandato alcancem mais pessoas”, declara.  

 

 

*Estagiário sob supervisăo de Roberto Fonseca 

Fonte: Cidades

Onda de indignação após assassinato de uma jornalista na Bulgária

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Uma jornalista búlgara de uma rede de televisăo local foi encontrada morta em Ruse (norte do país), vítima, segundo a Justiça, de um assassinato que está provocando grande indignaçăo em toda Europa. 

O cadáver de Viktoria Marinova, de 30 anos, responsável administrativa e apresentadora da TVN Ruse, foi encontrado no sábado em um parque da cidade, indicou neste domingo o promotor regional, Georgy Georgiev. 

A jovem recebeu uma pancada na cabeça, foi estrangulada e, segundo o Ministério do Interior, também foi estuprada. 

A investigaçăo analisa todas as pistas, tanto vinculadas a sua vida pessoal como à profissional. Ela era apresentadora de um programa de assuntos sociais locais de Ruse, um grande porto sobre o rio Danúbio, na fronteira com a Romênia. 

Na última transmissăo deste programa, em 30 de setembro, houve uma entrevista com dois famosos jornalistas investigativos, o búlgaro Dimitar Stoyanov, e o romeno Attila Biro, que estăo apurando possíveis fraudes nos subsídios da Uniăo Europeia (UE), que envolveriam empresários e cargos eleitos do país. 

Ambos os jornalistas foram detidos brevemente pela polícia durante a investigaçăo deste assassinato, e o caso foi condenado pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF). 

Na última classificaçăo da RSF sobre a liberdade de imprensa, a Bulgária ficou na 111ª posiçăo em um total de 180 países, de longe a pior da UE, visto que é acusada regularmente pela corrupçăo de seu entorno midiático, que viola a liberdade de imprensa.

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Fonte: Mundo

Com Miragaya, PT tem o pior resultado na história para governador do DF

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(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O PT do Distrito Federal teve o pior resultado nas urnas com Júlio Miragaya. Desde que os eleitores da capital federal começaram a escolher o governador nas urnas, em 1990, é a pior votaçăo da legenda em números absolutos. Naquele ano, Carlos Saraiva recebeu 133.704 votos de um eleitorado três vezes menor. Agora, Miragaya ficou em nono na corrida para o Palácio do Buriti, à frente apenas de Guillen, do PSTU. Teve 60.592 votos, o equivalente a 4,01% dos válidos. O partido elegeu apenas dois deputados distritais — em 2014, foram quatro.

Formado pela Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio, Miragaya é doutor em desenvolvimento econômico sustentável pela Universidade de Brasília (UnB). Ocupou o cargo de presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) no governo Agnelo Queiroz (PT). Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha de Miragaya gastou R$ 116.851,06 até a última sexta-feira (5/10). Foram arrecadados R$498.698,13.

Confira o desempenho dos candidados a governador do PT no primeiro turno nas sete eleiçőes anteriores:

1990: Carlos Saraiva, 133.704 votos — 20,27% do total

1994: Cristovam Buarque, 285.841 votos — 37,18% do total

1998: Cristovam Buarque, 426.312 votos — 42,66% do total

2002: Geraldo Magela, 495.498 votos — 40,9% do total

2006: Arlete Sampaio, 275.660 votos — 20,93% do total

2010: Agnelo Queiroz, 676.394 votos — 48,41% do total

2014: Agnelo Queiroz, 307.500 votos — 20,07% do total

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Fonte: Cidades

Eleitores justificam ausência na Rodoviária Interestadual

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A Rodoviária Interestadual é um dos nove locais preparados para receber a justificativa de ausência do eleitor em Brasília (foto: Marília Lima/Esp.CB/DA.Press)

 

A situaçăo é tranquila na mesa receptora de justificativa instalada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) na Rodoviária Interestadual, um dos nove espaços espalhados pela capital onde o cidadăo pode ir para justificar a ausência na eleiçăo. Os trabalhos começaram às 8h e muitas pessoas de passagem por Brasília já compareceram ao local. Dilcinéia de Avelar, veio de Itaúna (MG) encontrar os filhos para fazerem outra viagem. A professora aposentada já justificou seu voto em outra eleiçăo, mas, desta vez, lamenta năo poder ir à urna eletrônica. “Estamos num momento muito difícil e é muito necessário para nós, brasileiros, decidirmos o rumo do país”, afirma Dilcinéia.

Na Rodoviária Interestadual é possível apenas justificar o voto. O vigilante Carlos Magalhăes queria votar, mas năo sabia que podia fazê-lo fora de seu domicílio, Januária (MG). “A gente vê o pessoal votando no exterior, năo sabia que dava para votar em outra cidade”, confessa ele, que vive há três anos no DF e pensa em transferir o título de eleitor para cá.

Ao contrário de Carlos e Dilcinéia, Clyto Cunha Filho foi mais precavido. O carioca está voltando para casa em pleno dia de eleiçăo. O terapeuta instalou o aplicativo da Justiça Eleitoral, o E-título, para năo perder tempo quando chegar no Rio de Janeiro e se encaminhar para a cabine de votaçăo. “Meu título tá guardadinho, eu sei onde ele está. Mas achei o app tăo mais prático”, conta.

 

Onde justificar 

Cartório/regiăo – Local de justificativa 

 

» 1ª Zona/Asa Sul – Pátio Brasil Shopping (SCS 701, Qd. 7 Bl. A)

» 1ª Zona/Asa Sul – Rodoviária Interestadual (SMAS, Trecho 4m Cj. 5/6)

» 5ª Zona/Sobradinho – Escola Classe 1 (Quadra 6, Área Especial 1, Rua 5, Sobradinho)

» 13ª Zona/Samamabaia – Centro de Ensino Infantil 210 (QN 210, Área Especial, Samambaia Norte)

» 14ª Zona/Asa Norte – Estádio Nacional de Brasília (Setor Recreativo Parque Norte, SRPN, Portăo 5)

» 15ª Zona/Águas Claras – Colégio Marista Champagnat (QSD – Área Especial 1, Taguatinga Sul)

» 17ª Zona/Gama – Faciplac (Área Especial 2, Setor Leste do Gama)

» 18ª Zona/Lago Sul – Aeroporto (Área Especial do Lago Sul)

» 20ª Zona/Ceilândia – Fundaçăo Bradesco (QNN 28, Área Especial L, Ceilândia Sul)  

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Fonte: Cidades

Saiba quem são e o que prometem os 11 candidatos ao Palácio do Buriti

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Adversários nesta que foi a mais concorrida das eleiçőes ao cargo de governador do Distrito Federal, nove homens e duas mulheres disputam a vaga de chefe do Executivo local pelos próximos quatro anos. Composto por candidatos outsiders (desconhecidos no meio político), nomes famosos entre os três poderes, além de figuras populares em movimentos partidários que concorrem pela primeira vez, o grupo compôs um dos pleitos mais pulverizados para a vaga.

Recorrendo às mais variadas estratégias, os 11 concorrentes ao GDF tentaram conquistar a populaçăo ao longo de 35 dias de campanha antes do primeiro turno das eleiçőes. O cenário indefinido dominou o início da corrida eleitoral, mas mudou de formato à medida que o dia da votaçăo se aproximava. Marcada por reviravoltas nas pesquisas, a campanha de 2018 foi a mais concorrida da história do DF e leva até o momento da votaçăo a dúvida sobre quem chega ao segundo turno.

 

Confira os perfis dos participantes da corrida eleitoral rumo ao Palácio do Buriti que buscam os votos dos brasilienses neste domingo (7/10):

Alberto Fraga

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Deputado federal e coronel da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM), 62 anos, nasceu em Sergipe e mudou-se para Brasília em 1966. Formado em direito, administraçăo e educaçăo física, ele é mestre em segurança pública e teve o primeiro mandato em 1999, quando entrou como suplente, mas assumiu a cadeira de deputado federal pelo PMDB, atual MDB. Daquele ano até 2011, Fraga se manteve na funçăo durante três legislaturas consecutivas, passando por pelo PFL, atual DEM, no qual se encontra desde 2007.

 

Em 2005, liderou a Frente Parlamentar pelo Direito à Legítima Defesa, criada com foco no referendo sobre o comércio de armas e muniçăo no Brasil. O grupo comandou campanha favorável à venda — opçăo vencedora do plebiscito. Em 2014, o democrata voltou ao cargo de deputado federal. Atualmente, coordena a Bancada da Bala no Congresso Nacional — coalizăo composta por políticos favoráveis ao acesso às armas pela populaçăo civil.

 

Ele e o economista brasiliense Alexandre Bispo (PR), candidato a vice na chapa, têm o apoio da coligaçăo Coragem e Respeito pelo Povo, formada por DEM, PSDB, PR e DC. A duas semanas das eleiçőes, Fraga foi condenado a quatro anos, dois meses e 20 dias de prisăo em regime semiaberto por cobrança de propina em favor de uma cooperativa de transporte coletivo, quando era secretário de Transportes do DF. Ele pode recorrer em liberdade, e a sentença só acarretará inelegibilidade se confirmada em segunda instância. Entre as propostas do candidato para o DF está a revitalizaçăo de ao menos 13 terminais rodoviários, além da paridade salarial para as polícias Civil e Militar.

Alexandre Guerra

(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

Candidato a um cargo eletivo pela primeira vez, o brasiliense Alexandre Guerra (Novo), 37 anos, é advogado, com mestrado em administraçăo e MBA em comércio internacional. Casado e pai de dois filhos, Alexandre é herdeiro da rede de lanchonetes Giraffas. Até o início da campanha, ele se dividia entre Brasília e Săo Paulo, onde coordena os negócios da família. Defensor da renovaçăo total da política, o candidato é um dos concorrentes outsiders nesta eleiçăo e representa um modelo de perfil da sigla: jovem, empresário e com discurso liberal.

 

Lançado como candidato pelo Novo em dezembro, Guerra se afastou da direçăo da rede de restaurantes para se dedicar à vida política, mas ainda exerce cargos de liderança em entidades de classe. Ele é vice-presidente da Associaçăo Brasileira de Franchising (ABF) e presidente do Instituto Foodservice Brasil (IFB). O partido dele, que concorre nas eleiçőes ao Buriti em chapa puro-sangue, devolveu os R$ 3 milhőes recebidos por meio do Fundo Eleitoral e realizou a campanha com dinheiro de doadores.

 

Crítico de promessas eleitorais sobre reajuste salarial para servidores públicos, Guerra declarou que a prioridade do governo será a populaçăo vulnerável, sobretudo os desempregados. Ele defende um Estado menos oneroso do ponto de vista financeiro e promete o destravamento dos setores de infraestrutura e construçăo civil. Entre as principais propostas de campanha do candidato está a reduçăo do número de secretarias de 21 para 11. Seu vice é o cirurgiăo paranaense Erickson Blun.

Antônio Guillen

(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

Paulista, presidente regional e um dos fundadores do PSTU, Antônio Guillen, 57 anos, é professor, ex-delegado sindical da categoria e militante político da sigla, por meio da qual concorre ao Buriti. Formado pela Universidade de Brasília (UnB), é mestre em história e professor do ensino médio da rede pública do Distrito Federal. Candidato a governador pela primeira vez, ele fez parte da chapa de Toninho do PSol como vice-governador nas últimas eleiçőes.

 

O socialista defende um governo gerido por meio da participaçăo ativa da populaçăo. Ele se posiciona contra a terceirizaçăo e comentou que analisará os contratos de todas as empresas que prestam serviços ao GDF, caso se torne governador. Guillen é a favor de que o governo controle serviços como transporte, educaçăo e saúde sem negociaçőes entre empresas ou deputados. O professor é favorável à extinçăo dos cargos comissionados e ao gerenciamento de empresas e instituiçőes públicas por servidores, além da reversăo da privatizaçăo dessas companhias.

 

Na área de transporte, o socialista sugere intervençăo nas empresas de ônibus, cancelamento da licitaçăo atual e estatizaçăo das organizaçőes de transporte público. Ele pretende abaixar as tarifas de passagens e propőe um sistema de custo que retire os lucros dos empresários. O professor defende que os conselhos populares se organizem e lutem por direitos políticos por meio de uma revoluçăo socialista. Na chapa puro-sangue do candidato está o auxiliar de escritório brasiliense Eduardo Rennó Zanata, concorrente a vice na chapa sem coligaçőes. 

Eliana Pedrosa

(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

Candidata a governadora do Distrito Federal pelo Pros, Eliana Pedrosa, 65 anos, entrou na política em 2002 e, em 16 anos, passou por, ao menos, cinco partidos. Formada em química pela Universidade de Brasília (UnB), exerceu o primeiro cargo eletivo como deputada distrital pelo PL. Se reelegeu em 2006 pelo DEM, entăo PFL. Entre 2007 e 2009, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, no governo de José Roberto Arruda, e, em 2010, voltou ao cargo de distrital pela terceira vez.

 

Eliana ajudou a fundar o PSD no DF e migrou para a legenda. Nas eleiçőes de 2014, cogitou se candidatar ao Buriti pela primeira vez, mas acabou aceitando um convite para ser vice na chapa de Arruda, que foi impedido de se reeleger pela Lei da Ficha Limpa. Antes da impugnaçăo de Arruda, a aliança năo se confirmou. A candidatura năo saiu e Eliana se lançou como concorrente à Câmara dos Deputados pelo PPS, năo sendo eleita. A chapa da candidata do Pros tem o delegado Alírio Neto (PTB) como vice e faz parte da coligaçăo Juntos de Você, formada pelos partidos Pros, PTB, PHS, Patriota, PMN, PTC e PMB.

 

Casada, măe de três filhos e avó de cinco netos, Eliana Pedrosa mora em Brasília desde os 15 anos. Ela propőe a criaçăo de uma Secretaria de Gestăo de Assuntos Estratégicos, a equiparaçăo salarial entre a Polícia Civil e a Federal, além da reduçăo de impostos como o Imposto sobre Circulaçăo de Mercadorias e Serviços (ICMS). A construçăo de dois estádios, um no Recanto das Emas, outro em Santa Maria, também está entre as promessas da postulante.

Fátima Sousa

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Enfermeira sanitarista com pós-doutorado em ciências da saúde, a professora da Universidade de Brasília (UnB), Fátima Sousa, 57 anos, concorre ao cargo de governadora pelo PSol. Com experiência nas áreas de saúde, educaçăo e ciências sociais, a paraibana passou pelos cargos de diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da instituiçăo de ensino e de assessora do Programa Saúde da Família (PSF). Moradora de Brasília desde 1993, ela coordenou a gerência nacional do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (Pacs) e, agora, concorre à cadeira do Buriti pela primeira vez, na única chapa composta por mulheres nas eleiçőes para o Executivo local.

 

A meta prioritária do governo de Fátima é a melhora da atençăo primária à saúde com o intuito de diminuir o fluxo nos ambulatórios e nas emergências do Distrito Federal. A candidata e a vice Keka Bagno (PSol) fazem parte da coligaçăo Elas por nós: sem medo de mudar o DF, composta pelo Partido Socialista e pelo PCB. Nenhuma das duas siglas passou pelo cargo mais alto do GDF.

 

Contrária à institucionalizaçăo do Hospital de Base, Fátima pretende trazer de volta o Pacs e promete diálogo e parceria com o setor empresarial. No campo econômico, ela defende o reforço do setor produtivo a fim de apoiar o crescimento da unidade federativa e o apoio a pequenos e médios comerciantes. A candidata também tem reafirmado o compromisso com a melhoria da mobilidade urbana e com a preservaçăo de museus e parques e, recentemente, assinou carta de compromisso para garantir atençăo ao combate à violência contra a mulher.

Ibaneis Rocha

(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Nascido em Brasília, Ibaneis Rocha, 47 anos, é candidato ao Buriti pelo MDB, que tem como presidente o ex-vice-governador do Distrito Federal Tadeu Filippelli, que compôs o governo do DF de 2010 a 2014, ao lado de Agnelo Queiroz (PT). Ibaneis é advogado, formado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub) e foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB-DF) de 2013 a 2015.

 

A chapa do candidato inclui MDB, PP, PSL e PPL. Os partidos compőem a coligaçăo Pra fazer a diferença. Ibaneis nunca concorreu a um cargo público eletivo e está entre os outsiders da disputa pela cadeira do Executivo. Ele é o candidato com o maior valor de bens declarados à Justiça Eleitoral entre os demais concorrentes ao Buriti. O vice-governador na chapa, Paco Britto (Avante), é conhecido do meio político da capital. O carioca é empresário e presidente regional da sigla.

 

Entre as promessas de campanha do candidato está a reduçăo de impostos, como o Imposto sobre Circulaçăo de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustível, todas alíquotas de IPTU e de ISS, pagamento da terceira parcela do reajuste a 32 categorias do funcionalismo público, além da equiparaçăo do salário da Polícia Civil ao da Federal com recursos do Fundo Constitucional do DF.

 

O candidato ainda propőe a transformaçăo do Banco de Brasília (BRB) em uma agência de incentivo aos micro e pequenos empresários por meio de sistema de crédito social e a isençăo do ICMS e do Imposto sobre Serviços (ISS) para pequenas e microempresas que contratarem ao menos um trabalhador.

Júlio Miragaya

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Economista carioca, Júlio Miragaya (PT), 60 anos, concorre em chapa puro-sangue ao lado da agricultora familiar e bacharel em direito Claudia Farinha. O petista tem experiência como ex-presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), no governo Agnelo Queiroz, e, desde 2015, está à frente da diretoria técnica do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no DF. Atualmente, é conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), entidade que presidiu entre 2016 e 2017. Miragaya ajudou a fundar o PT no Rio de Janeiro e concorreu ao cargo de deputado federal em 1990, mas năo se elegeu.

 

Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele é mestre em gestăo territorial e doutor em desenvolvimento econômico sustentável. O candidato é a favor da valorizaçăo do trabalho e de uma reforma administrativa para releitura das carreiras, com foco na valorizaçăo do funcionário público.

 

Quanto à concessăo da paridade salarial dos policiais e ao reajuste dos servidores, Miragaya afirmou que o processo precisa ser analisado com cautela por temer que năo haja orçamento disponível para a medida. Entre as promessas para a educaçăo, o petista se comprometeu com a inauguraçăo de 70 creches e disse que estudará a possibilidade de criaçăo de uma nova universidade pública no DF. O plano do candidato contempla o desenvolvimento integrado com a periferia metropolitana e inclui a atraçăo de investimentos industriais com foco em áreas de alta intensidade tecnológica, sem desconsiderar os setores tradicionais.

Paulo Chagas

(foto: Arthur Menescal/CB/D.A Press)

Nascido no Rio de Janeiro, Paulo Chagas (PRP), 69 anos, estudou no Colégio Militar da capital fluminense. Ele é oficial reformado da Academia Militar das Agulhas Negras. O general de brigada entrou para a reserva em 2006, após 38 anos de serviço. Foi adido militar em Londres e é habilitado em espanhol, italiano, francês e inglês pelo Centro de Estudos de Pessoal do Exército. Esta é a primeira vez que o candidato disputa um cargo eletivo. Entre as prioridades do governo dele estăo a saúde e a segurança pública. Na primeira área, ele defende investimentos para recuperaçăo de toda a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS). Já para a segunda, o candidato propőe a integraçăo das corporaçőes.

 

Outro outsider das eleiçőes, o candidato anunciou um pacto de apoio mútuo com Alexandre Guerra (Novo) a oito dias do pleito. Embora sejam de chapas diferentes — Chagas faz parte da coligaçăo Brasília acima de tudo, composta pelo PRP e pelo PRTB —, o acordo firmado estabelece que, caso algum deles chegue ao segundo turno, o outro apoiará a candidatura do concorrente em uma espécie de coligaçăo. O advogado capixaba Adalberto Monteiro (PRP) foi escolhido como candidato a vice-governador do militar.

 

Ainda no tema da segurança pública, Chagas desaprova a forma de liberaçăo de detentos nos saidőes e considera justa a concessăo de reajustes às polícias e a paridade de salários da Civil com a Federal. Crítico do que chama de velha política, o candidato afirma ser a favor da impressăo do voto em cédula.

Renan Rosa

(foto: Arthur Menescal/CB/D.A Press)

Bancário e economiário, Renan Rosa (PCO), 53 anos, é militante do partido há mais de 30 anos e concorre ao cargo de governador pela primeira vez. Formado em letras pela Universidade de Brasília (UnB), o cearense ocupa o cargo de analista de tecnologia da informaçăo na Diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil e integra a Diretoria-geral do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal. Ele e o candidato a vice Gilson Dobbin, servidor público federal, compőem chapa puro-sangue na disputa.

 

Embora năo encare a vitória no pleito como uma possibilidade alcançável, o candidato defende um governo administrado pelos trabalhadores. Ele afirma que, em um eventual mandato, permitirá à populaçăo definir como será administrada toda a verba do GDF e considera viável o pagamento do reajuste dos servidores sem aumentar impostos. Para Renan, a ausência de recomposiçőes salariais decorre do uso inapropriado dos fundos da Uniăo. Ele é a favor de uma saúde gerida pelo Estado e de que usuários e funcionários do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam responsáveis pela administraçăo das unidades de atendimento.

 

No início de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) negou o registro de candidatura do PCO nas eleiçőes de 2018. Com isso, nenhum representante da legenda pôde disputar o pleito na unidade federativa e o candidato năo pôde usar os quatro segundos do tempo de propaganda eleitoral do partido. A impugnaçăo foi apresentada na Justiça Eleitoral pelo Ministério Público Eleitoral, mas ainda cabe recurso da decisăo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Rodrigo Rollemberg

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Casado e pai de três filhos, Rodrigo Rollemberg (PSB), 59 anos, concorre à reeleiçăo ao Palácio do Buriti. Nascido no Rio de Janeiro, ele veio para Brasília em 1960 e se formou em história na Universidade de Brasília (UnB), onde iniciou a vida política. O candidato se filiou ao partido em 1985 e, de lá para cá, assumiu as funçőes de deputado federal, senador e duas vezes de deputado distrital. Em 2002, concorreu ao cargo de governador, mas ficou em terceiro lugar. Ele ainda foi titular da Secretaria de Turismo, no governo Cristovam Buarque, e da Secretaria Nacional de Inclusăo Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, na gestăo  Lula.

 

Na chapa intitulada Brasília de Măos Limpas, composta por PSB, PV, Rede, PDT e PCdoB, Rollemberg tenta se reeleger, ao lado do engenheiro carioca Eduardo Brandăo (PV), candidato a vice, com o discurso voltado à honestidade e à organizaçăo das contas públicas. 

 

Para o primeiro ano de mandato, Rollemberg promete recomposiçăo salarial ao funcioalismo e análise da possibilidade de equiparaçăo dos vencimentos das polícias Civil e Federal. Entre as demais propostas está a universalizaçăo do acesso às creches, com a criaçăo de 25 mil vagas, a expansăo da cobertura em saúde pública, do metrô e do BRT, além do aumento da proteçăo às mulheres e da garantia de 50% dos cargos da gestăo a elas. O socialista ainda pretende ampliar o programa de regularizaçăo fundiária, um dos marcos da gestăo. 

Rogério Rosso

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Advogado e músico, Rogério Rosso (PSD), 49 anos, chegou à Câmara dos Deputados em 2007. Três anos depois de se elegar deputado federal, assumiu o cargo de governador-tampăo do Distrito Federal. Entrou dois meses depois de José Roberto Arruda ser afastado do cargo após a Operaçăo Caixa de Pandora no GDF. Nascido no Rio de Janeiro, Rosso se mudou para Brasília no primeiro ano de vida.

 

Formou-se em direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub), é especialista em marketing e direito tributário e trabalhou na Caterpillar Inc. e na Mercedes-Benz, antes de ser diretor da Fiat em Brasília. Também foi titular na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, administrador de Ceilândia e presidente a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Em 2018, se candidatou a governador com apoio da coligaçăo Unidos pelo DF, integrada por PSD, PRB, PPS, Solidariedade, Podemos e PSC. O pastor mineiro Egmar Tavares (PRB) concorre ao cargo de vice na chapa.

 

As promessas prioritárias do candidato săo o pagamento da paridade da Polícia Civil em relaçăo à Federal e do reajuste dos policiais militares e bombeiros no primeiro dia de mandato, além da liquidaçăo do pagamento da terceira parcela do reajuste dos demais servidores públicos no primeiro semestre de governo. Entre os demais compromissos do pessedista está a extinçăo da Agência de Fiscalizaçăo do Distrito Federal (Agefis) e do Instituto Hospital de Base, o aumento da autonomia das regiőes administrativas, além de focar na saúde primária. 

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Fonte: Cidades

Ação da polícia do Rio de Janeiro perto de escolas será limitada

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Por ordem da Justiça, a Secretaria de Segurança do Rio baixou para as Polícias Civil e Militar do Rio novas regras para operaçőes, sobretudo no entorno de escolas, creches e postos de saúde, onde é comum serem registrados episódios de violência contra civis, como balas perdidas em tiroteios. O objetivo é evitar situaçőes que coloquem em risco a populaçăo. Um dos principais pontos das novas diretrizes determina que a preservaçăo da vida de terceiros e dos próprios policiais é mais importante do que a prisăo de suspeitos – uma antiga reivindicaçăo dos defensores de direitos humanos.

A partir de agora, as operaçőes de segurança terăo de evitar os horários de maior fluxo de pessoas, como início e fim de expediente. Prédios públicos năo poderăo mais ser usados como bases de disparo por policiais, porque isso os transforma em alvo dos bandidos.

Outra norma proíbe os agentes de fazerem disparos de cima de helicópteros, como já aconteceu em diferentes comunidades. A decisăo foi oficializada nesta quinta-feira, 4, mesmo dia em que um menino de 12 anos foi atingido de raspăo por uma bala perdida dentro de uma escola municipal na Penha, zona norte, em meio a uma troca de tiros entre policiais e traficantes.

“Na minha visăo, a instruçăo normativa vigente era boa, mas incompleta. Na ediçăo atual, a situaçăo fica mais definida. As responsabilidades e necessidades técnicas para utilizaçăo de helicópteros nas áreas sensíveis ficam claras para garantir a segurança da populaçăo, das equipes terrestres e dos tripulantes”, afirmou, em nota, o secretário de Segurança, general Richard Nunes, que baixou as novas diretrizes.

O documento da secretaria foi elaborado por ordem da juíza Ana Cecília Argueso Gomes de Almeida, da 6.ª Vara de Fazenda Pública, em açăo civil pública movida pela Defensoria para pôr fim ao atual modelo de operaçăo policial. O processo cita a incursăo da Polícia Civil no Complexo da Maré, em 20 de junho deste ano, que deixou sete mortos. Um deles era o estudante Marcus Vinícius da Silva, de 14 anos, que estava uniformizado e a caminho da escola, quando foi atingido por um disparo de fuzil. 

Metas e prazos

O defensor público Daniel Lozoya, um dos autores da açăo civil pública, pede que metas e prazos sejam definidos para que as diretrizes sejam mais eficazes. Em nota, a Polícia Militar informou que as novas diretrizes passarăo a ser cumpridas dentro de 15 dias. E, ainda, “que serăo feitas as atualizaçőes necessárias” para que uma nova Instruçăo Normativa Interna seja publicada.

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Fonte: Brasil

PF paraguaia interrompe plano de fuga de traficante brasileiro

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Nos locais da prisăo, foram encontrados um caderno com anotaçőes sobre o plano de açăo, pistolas, sistema de rádio, fuzis, coletes à prova de bala e muita muniçăo. (foto: Agencia Estado)

A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai prendeu, em Assunçăo, cinco traficantes brasileiros que planejavam resgatar Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto. Líder do Comando Vermelho, é apontado como um dos principais fornecedoras de armas e drogas no país.

Marcelo Piloto era um dos homens mais procurados no Brasil. Em dezembro do ano passado, ele foi preso em Encarnación, no Paraguai.

A operaçăo que deteve a quadrilha brasileira, formada por quatros homens e uma mulher, ocorreu nesta quinta-feira (4/10) em três casas na capital paraguaia. De acordo com a PF, a operaçăo foi bem-sucedida porque houve cooperaçăo na troca de informaçőes entre os dois países. Nos imóveis alugados pela quadrilha, foram encontradas muitas armas e muniçőes.

A Polícia Federal reforçou, a importância da atuaçăo integrada das polícias da América do Sul no combate à criminalidade transnacional.

Segundo os policiais federais, têm sido adotadas medidas para o incremento de integraçăo a partir do Centro de Cooperaçăo Policial Internacional, instalado na Superintendência da PF, no Rio de Janeiro.

O centro conta com  a participaçăo das polícias da Colômbia, do Peru, da Bolívia, do Paraguai e da Argentina.

Túnel

Na última terça-feira (2/10), a polícia do Paraguai prendeu quatro pessoas, uma delas brasileira, após descobrir um túnel perto da prisăo de Pedro Juan Caballero, no Departamento de Amambaí, perto da fronteira com o Brasil.

Ele seria utilizado para resgatar 80 integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Fonte: Mundo

Missa lembra um ano da tragédia de Janaúba, que matou 10 crianças em creche

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Marcas da destruiçăo da Creche Gente Inocente, que deixou 13 mortos e mais de 40 feridos
(foto: Luiz Ribeiro/EM/DA Press – 10/10/17)

Moradores de Janaúba, no Norte de Minas, văo relembrar um dos dias mais tristes da sua história. Logo cedo, às 7h, haverá uma missa na Igreja Santa Rita, no Bairro Rio Novo, em homenagem às vítimas da tragédia da Creche Gente Inocente, que hoje completa um ano. Na manhă deste dia em 2017, o vigia Damiăo Soares dos Santos, de 50 anos, invadiu a unidade de ensino infantil e ateou fogo na sala onde estavam as crianças, matando a si próprio e provocando as mortes de outras 13 pessoas, sendo 10 crianças, e deixando mais de 40 feridos. A tragédia teve repercussăo internacional.

 

Após a missa, serăo realizadas atividades de lazer no Clube Serrano, no Bairro Barbosas, organizadas pela Defensoria Pública de Minas Gerais. Foi anunciada para as 19h, na Catedral do Sagrado Coraçăo de Jesus, no Centro da cidade, uma celebraçăo para as famílias das vítimas, os sobreviventes e a populaçăo em geral promovida pela Associaçăo dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia da Creche Municipal Gente Inocente de Janaúba (AVTJana).

 

Após o triste acontecimento, o prédio incendiado foi demolido. No mesmo local, foi erguida uma moderna construçăo, financiada pela iniciativa privada. O Centro Municipal de Educaçăo Infantil (Cemei) recebeu o nome da professora Heley Abreu, que morreu tentando salvar seus alunos. A nova unidade dispőe de todos os equipamentos de segurança, ao contrário da antiga creche antiga, que năo tinha sequer extintores e tinha grades nas janelas e teto de PVC, material altamente inflamável.

 

A presidente do comitê de Gerenciamento de Crise instituído pela prefeitura – dos efeitos da tragédia e atendimento às vítimas – e procuradora de Janaúba, Neide Lopes de Lacerda, disse que a administraçăo municipal năo programou nenhuma atividade para marcar o aniversário do triste acontecimento. “Queremos mostrar a superaçăo das dificuldades e năo ficar relembrando simplesmente o sofrimento da populaçăo.” 

Reclamaçőes 

Passado um ano, a falta de amparo do Poder Público é alvo de críticas. Além disso, os sobreviventes se recuperam das sequelas das queimaduras, cujo incômodo é potencializado com o calor constante em Janaúba, onde as temperaturas nesta época do ano se aproximam dos 40°C. Enquanto os moradores atingidos – a grande maioria dos bairros Rio Novo e Barbosa, áreas de baixa renda da cidade – reclamam da falta de atençăo, a Prefeitura de Janaúba garante que ofereceu atendimento adequado às vítimas da tragédia.

Segundo o Executivo municipal, foi ofertado “atendimento multiprofissional” às vítimas pelas secretarias de Promoçăo Social e Saúde. Na área de Saúde, a administraçăo afirma que assiste 103 vítimas, entre elas 53 crianças. “Oferecemos toda assistência às famílias dentro do limite de nossa responsabilidade”, salienta a procuradora Neide Lacerda. 

 

 

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Fonte: Brasil

Secretaria de Saúde confirma caso de sarampo no Distrito Federal

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Vacinaçăo contra sarampo: estados do Norte săo os que mais registram casos da doença (foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)

 

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou, nesta quinta-feira (4/10), o primeiro caso de sarampo em Brasília desde 2013.

 

O paciente infectado é um adolescente de 16 anos, que passou as férias de julho em Manaus com a família. De acordo com a subsecretária da Vigilância em Saúde, Maria Beatriz Ruy, assim que ficou doente, o menino procurou uma unidade de saúde na capital amazonense, foi medicado e, depois, dispensado.

Quando retornou a Brasília, ainda com os sintomas, o adolescente voltou a procurar atendimento médico, e houve notificaçăo de suspeita de sarampo. A confirmaçăo de que o adolescente realmente estava com a doença foi feita na terça-feira (2/10), pelo laboratório da FioCruz do Rio de Janeiro.

“A família do adolescente também passou atendimento, mas sem suspeitas da doença. Apenas a măe dele foi vacinada, porque tinha recebido, até entăo, uma dose da vacina”, diz a subsecretária.

Maria Beatriz explica ainda que pessoas de 12 meses a 29 anos têm que ter duas doses da vacina. Pessoas de 30 a 49 precisam de uma dose. Já a partir dos 50 anos, provavelmente, a pessoa já tenha tido a doença ou até mesmo contato com ela. Logo, năo há riscos.

 
Situaçăo no país

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e transmissível. Se năo tratada logo, pode matar ou deixar graves sequelas, como surdez e deficit neurológico severo.

 

Até o último dia 1º, 1.935 casos de sarampo foram confirmados no Brasil, sendo 1.525 no Amazonas e 330 em Roraima. O Amazonas contabiliza ainda 7.873 casos em investigaçăo e Roraima, 101. Casos isolados foram registrados em Săo Paulo (3), no Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (33), em Rondônia (3), Pernambuco (4), Pará (14), Distrito Federal (1) e Sergipe (4).

Balanço divulgado na quarta-feira (3/10) pelo Ministério da Saúde aponta que, na campanha de imunizaçăo deste ano, 97,7% das crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos foram vacinadas contra o sarampo, enquanto 97,9% receberam a dose contra a poliomielite. Até o momento, 15 estados atingiram a meta de 95% de cobertura para as duas vacinas.

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Fonte: Cidades