O Alto Comissariado das Naçőes Unidas para os Refugiados (Acnur) informou, nesta quinta-feira (27/9), 122 pessoas foram transferidas de Roraima e levadas em voos para o Rio Grande do Sul (40 venezuelanos para a cidade de Cachoeirinha e 52 para o município de Chapada) e para Săo Paulo (30 venezuelanos).
No total, o projeto de interiorizaçăo já transferiu 2.328 venezuelanos migrados para vários estados. A interiorizaçăo busca ajudar os solicitantes de refúgio e de residência a encontrar melhores condiçőes de vida em outros estados. Segundo o Acnur, os imigrantes que participam do projeto devem aceitar, voluntariamente, a remoçăo.
Eles săo vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil, inclusive com Cadastro de Pessoas Físicas – CPF – e carteira de trabalho.
A iniciativa conta com apoio do Acnur, da Agência da Organizaçăo das Naçőes Unidas (ONU) para as Migraçőes (OIM), do Fundo de Populaçăo das Naçőes Unidas (Unfpa) e do Programa das Naçőes Unidas para o Desenvolvimento (Pndu).
Para aderir à interiorizaçăo, o Acnur identifica os venezuelanos interessados em participar e cruza informaçőes com as vagas disponíveis e o perfil dos abrigos participantes.
O órgăo garante que os indivíduos estejam devidamente documentados e providencia melhoras de infraestrutura nos locais de acolhida.
Apoio
A OIM atua na orientaçăo e informaçăo prévia ao embarque, garantindo que as pessoas possam tomar uma decisăo informada e consentida, sempre de forma voluntária, além de realizar o acompanhamento durante todo o transporte.
O Unfpa promove diálogos com mulheres e pessoas LGBTI para que se sintam mais fortalecidas neste processo, além de trabalhar diretamente com a rede de proteçăo de direitos nas cidades destino com o objetivo de fortalecer a capacidade institucional.
O Pnud trabalha na conscientizaçăo do setor privado para a absorçăo da măo de obra refugiada.
Reuniőes prévias do governo e da Organizaçăo das Naçőes Unidas com autoridades locais e coordenaçăo dos abrigos definem detalhes sobre atendimento de saúde, matrícula de crianças em escolas, ensino da língua portuguesa e cursos profissionalizantes.
A Universidade de Brasília aparece no grupo das 801 a 1.000 melhores instituiçőes mundiais (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )
O Brasil caiu no ranking de melhores universidades do mundo. Pesquisa divulgada ontem pela publicaçăo britânica Times Higher Education (THE) mostrou que o país tem apenas 15 instituiçőes na lista das mil melhores do mundo — seis a menos do que no ranking do ano passado, quando eram 21. Em 2016, o número de universidades era ainda maior, 27.
A mais bem colocada, pelo segundo ano consecutivo, é a Universidade de Săo Paulo (USP), que se encontra no grupo das 251 a 300 melhores. A USP, segundo o estudo, apresentou melhora em itens como: ambiente de ensino, impacto das citaçőes e perspectiva internacional. Em seguida vem a Unicamp (veja quadro ao lado). A partir da posiçăo nº 200, o ranking passa a considerar as universidades por grupos.
A Universidade Federal da Bahia (UFBa), que năo aparecia entre as mil em 2017, passou a integrar o quadro. Entre as instituiçőes que perderam colocaçăo está a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
A lista de melhores instituiçőes de ensino superior do mundo é liderada pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, seguida por Cambridge, pelo segundo ano consecutivo. Em terceiro aparece a Stanford, nos Estados Unidos. A Universidade de Yale é a única novata no top 10, alcançando o oitavo lugar. Enquanto isso, a ETH Zurich da Suíça saiu deste grupo de elite, caindo do 10º para o 11º lugar.
A pesquisa divulgada pela Times Higher Education leva em conta fatores como: qualidade de ensino, número de publicaçőes, citaçőes, qualidade em pesquisa, número de patentes, nível de internacionalizaçăo e grau de titulaçăo dos professores, entre outros fatores.
O diretor editorial do ranking, Phil Baty, classificou o quadro como “sombrio” e afirmou que um dos motivos para a saída de instituiçőes da lista pode ser explicado pelo corte de financiamento nas áreas de ciências e tecnologia. “Năo se pode alimentar instituiçőes de pesquisa de nível mundial com cortes de financiamento. Os sérios problemas econômicos enfrentados pelo Brasil năo săo um bom presságio para o futuro. Os declínios de financiamento e no ranking podem alimentar um círculo vicioso, com os talentos saindo do país. O Brasil precisa encontrar uma maneira de obter recursos vitais em suas universidades, públicas ou privadas, para revitalizar o sistema e conter o declínio”.
A regiăo do Norte do país năo está representada no ranking. Já o Sudeste lidera, com sete instituiçőes: USP, Unicamp, UFMG, UFRJ, Unifesp, PUC-Rio e UFABC. Das instituiçőes de rede privada, apenas uma: a PUC-Rio. A Universidade de Brasília (UnB) aparece no grupo das 801 de 1.000 melhores. Para o doutor em relaçőes internacionais e professor de história da instituiçăo Carlos Eduardo Vidigal as redes superiores de ensino enfrentam uma grave crise financeira devido a cortes.
“É natural que em países economicamente mais desenvolvidos o resultado seja melhor. Há na América Latina e no Brasil uma distância entre as universidades e as grandes empresas que investem pouco em pesquisas. É possível que o corte de verbas esteja refletindo negativamente. O país precisa investir mais em ciência e tecnologia, as empresas deveriam ter maior participaçăo e o congresso dar mais relevância aos estudos acadêmicos”, afirma Vidigal.
Segundo a Secretaria de Educaçăo, a professora estava “chocada”, “bastante arranhada” e com o “cabelo puxado”. Ainda segundo a secretaria, a servidora foi imediatamente acolhida pelo corpo jurídico da prefeitura, que a acompanhou até uma delegacia para fazer registro da ocorrência.
Hoje pela manhă, a vítima realizará exame de corpo de delito e à tarde participará de uma reuniăo com os funcionários da prefeitura para esclarecimento dos fatos e definiçăo das medidas a serem tomadas.
Em entrevista, a măe que agrediu a professora alegou que sua filha estaria sofrendo humilhaçőes na escola e, por isso, ela foi até o local para tirar satisfaçőes. Ainda segundo a măe, a vítima a teria chamado de “desequilibrada”, começando aí confusăo.
Segundo a hipótese oficial, os jovens estavam pegando ônibus para irem participar de mobilizaçőes políticas quando foram parados pela polícia local (foto: AFP)
México, México – O presidente eleito do México, o esquerdista Andrés Manuel López Obrador, anunciou nesta quarta-feira um compromisso com os pais dos 43 estudantes que desapareceram em 2014 de quer criará uma “comissăo de inquérito” para esclarecer o caso.
Ele prometeu fazer justiça no dia em que o caso que chocou o país completa quatro anos. Em 1º de dezembro será realizada a transferência do gabinete presidencial no México.
“Vamos emitir um decreto para criar, se ainda năo tiver sido feito, a comissăo de investigaçăo para definir todo o procedimento que vamos realizar até chegarmos à verdade e à justiça”, declarou López Obrador.
Ele acabara de se encontrar com pais que há quatro anos năo conhecem o paradeiro de seus filhos.
Nesta quarta, a ONU lamentou que as autoridades do México insistam na defesa da versăo oficial do desaparecimento, segundo o Escritório no México do Alto Comissariado das Naçőes Unidas para os Direitos Humanos (ONU-DH).
Segundo a hipótese oficial, chamada pela acusaçăo como a “verdade histórica”, os jovens estavam em Iguala (Guerrero, sul) pegando ônibus para irem participar de mobilizaçőes políticas quando foram parados pela polícia local.
Os agentes corruptos os teriam entregado aos narcotraficantes, que os teriam matado e depois incinerado seus corpos e jogado as cinzas em um rio.
A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro fazem na manhă desta quarta-feira (26/9) uma operaçăo para cumprir 37 mandados de prisăo preventiva contra uma quadrilha de traficantes especializada em roubo de cargas. Até as 9h, 20 pessoas já tinham sido presas.
De acordo com a denúncia, os criminosos praticam roubos de cargas de veículos de transporte para consolidar o poder e financiar o tráfico de drogas. Para executar as açőes, utilizam armamento de guerra (fuzis, pistolas e granadas) e se beneficiam do controle territorial de comunidades carentes para fazer o transporte das mercadorias e a revenda das cargas. Ainda segundo a denúncia, o grupo recebe apoio bélico e financeiro de facçőes criminosas do Rio e de Săo Paulo.
Os criminosos usam uniformes policiais, bloqueadores de GPS e contam com “batedores” para prevenir abordagem policial. Também atuam em conluio com motoristas de empresas de transporte de cargas, que fornecem informaçőes privilegiadas sobre os deslocamentos.
O grupo consolidou-se na localidade conhecida como Cidade Alta, no bairro de Cordovil, mas atua em associaçăo com traficantes de diversas outras áreas, entre elas a Comunidade do Muquiço, em Marechal Hermes; a Vila Aliança, em Bangu; a Comunidade da Quitanda, no Complexo da Pedreira; no Complexo da Maré e até com ramificaçőes em Săo Gonçalo e na Regiăo dos Lagos.
Entre os 37 denunciados há chefes do tráfico, assaltantes, seguranças privados, motoristas e batedores. A denúncia é resultado de dez meses de investigaçăo. Os criminosos responderăo na Justiça pelos crimes de associaçăo para o tráfico e financiamento do tráfico por meio dos roubos de carga.
O comando de Polícia Ambiental da Polícia Militar prendeu 39 pessoas nesta terça-feira, 25, durante operaçăo no Parque Nacional da Floresta da Tijuca e no Itanhangá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Grupo é acusado de construir e vender imóveis irregulares na regiăo.
Segundo a PM, os militares flagraram prédios de até seis andares sendo construídos e vendidos na regiăo. Os imóveis eram comercializados irregularmente e năo tinham infraestrutura básica, como ligaçăo regular de esgoto. Os dejetos seriam lançados em rios e na Lagoa da Barra do Parque Nacional.
A operaçăo visou alvos nos bairros de Muzema, Morro do Banco, Tijuquinha, Vila da Paz, Ilha da Gigóia e Ilha Primeira. Ao todo, 39 pessoas foram presas. Os policiais também apreenderam equipamentos de construçăo civil e um sistema de monitoramento por câmeras, utilizado pelo grupo.
A ocorrência foi encaminhada para a 16ª Delegacia de Polícia Civil.
Policiais civis cumprem, nesta segunda-feira (24/9), 23 mandados de prisăo preventiva contra acusados de integrar três milícias que atuam em Săo Gonçalo e Maricá, na regiăo metropolitana do Rio de Janeiro.
A açăo, que conta com o apoio do Grupo de Atuaçăo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, também cumpre 52 mandados de busca e apreensăo.
De acordo com a Polícia Civil, até as 7h50 de hoje, já tinham sido presas 15 pessoas. Os grupos săo acusados de extorquir moradores e comerciantes de comunidades e de explorar serviços ilegais.
Segundo investigaçăo da Delegacia de Homicídios de Niterói, Săo Gonçalo e Itaboraí, as quadrilhas assumiam o controle de comunidades antes controladas pelo tráfico de drogas e prometiam levar paz aos comerciantes e moradores.
Assim que passavam a controlar o território, cobravam uma taxa de segurança que podia chegar a R$ 12 mil, pagos por estabelecimentos comerciais.
Além disso, eles exploravam ilegalmente os serviços de distribuiçăo de gás de botijăo e de TV a cabo clandestina.
De acordo com o Ministério Público, uma das quadrilhas atuava nas comunidades do Engenho Pequeno, Zumbi e adjacências, em Săo Gonçalo; a segunda comandava os bairros de Porto Velho, Porto Novo, Pontal e arredores, também em Săo Gonçalo; e a terceira dominava os bairros de Itaipuaçu e Inoă, em Maricá.
A arrecadaçăo das quadrilhas chegava a R$ 1,2 milhăo por ano.
O secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes – (foto: Tomaz Silva/Arquivo Agência Brasil
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Carioca, o general Richard Nunes está desde fevereiro à frente da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. Nesta entrevista, ele revela que vive 24 horas e sete dias por semana os problemas da segurança do estado. Durante pouco mais de uma hora, o general conversou com a equipe de reportagem da Agência Brasil e năo descartou a possibilidade de concluir o ano sem a elucidaçăo do duplo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes. “Eu sempre falei com essa cautela. Eu nunca fiquei dizendo negócio de data. Existe a possibilidade de fechar? Existe. E existe a possibilidade de a gente ter um pouco mais de dificuldade e levar um pouco mais de tempo.”
Marielle Franco e Anderson foram assassinados a tiros, em 14 de março deste ano, após um evento político no centro do Rio de Janeiro. O crime causou comoçăo internacional. O papa Francisco se manifestou sobre o episódio ao apelar por providências. Mais de uma vez, houve a discussăo da transferência do comando das investigaçőes, sob tutela da Polícia Civil do Rio, para a Polícia Federal.
Richard Nunes, entretanto, se demonstra prudência na soluçăo do duplo assassinato, esbanja firmeza quando fala do legado que deixará em 31 de dezembro. O principal é a retomada do orgulho e da credibilidade das polícias Civil e Militar. E também o fortalecimento das corporaçőes, com a efetivaçăo de novos policiais como oficiais de cartório, praças, papiloscopista e um concurso para delegados.
O chefe da Segurança no estado disse também que está tudo pronto para as eleiçőes de outubro. Haverá um gabinete de crise, nos moldes do implementado durante a paralisaçăo dos caminhoneiros, em maio, mas desta vez, sem crise. Serăo empregados 20 mil militares. No Rio, muitos candidatos săo investigados por associaçăo com traficantes e milicianos.
O general está otimista quanto aos números do Instituto de Segurança Pública (ISP) em relaçăo a este mês de setembro. Segundo ele, as prévias mostram “que todos os índices devem baixar”, inclusive os de homicídios por confrontos no estado, que em agosto, subiram mais de 150%.
Homicídios em confronto com policiais
“Foi o único índice que destoou. Estamos fazendo duas grandes manobras. E é um paradigma daquilo que a gente vinha tolerando. O estado estava quebrado. Năo tinha recursos. O policiamento caiu muito, e o criminoso é um ser adaptável ao ambiente. Agora vamos atuar em cima das manchas criminais e aí nós estamos nos defrontando com aqueles criminosos que estavam tendo uma certa liberdade. E eles têm sido resistentes a se adaptar a um novo cenário. O suporte logístico da atividade criminosa foi muito afetado. Na realidade, a gente quebrou a autonomia dessas facçőes. Em nenhum momento nós temos política de enfrentamento”.
Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs)
“É preciso redesenhar o patrulhamento. E isso tem dado problema. Vamos falar o português claro: a gente fingia que tinha polícia e a sociedade acreditava. Certas UPPs nossas năo passam de uma coletânea de bases. O policial tem de tomar conta daquela instalaçăo e é incapaz de patrulhar aquela área. No momento em que a gente transforma a UPP em companhia de batalhăo, passa a ter patrulhamento. Passa a dar mobilidade. E aquelas UPPs de áreas restritas em que é possível manter, nós vamos manter. A Providência vai continuar. Santa Marta vai continuar. A Rocinha a gente está estudando, mas é difícil imaginar que a gente possa ter uma UPP numa área tăo grande. A soluçăo definitiva para a Rocinha ainda năo está definida. Na Cidade de Deus e Vila Kennedy, também năo dá. É complicado”.
Delegacias de polícia
“Isso está sendo resolvido agora com o Fundo Estadual de Investimentos e Açőes de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (Fised)). É aquele fundo de 5% dos royalties do petróleo. Ele só vai sair pelo esforço da intervençăo. Até para reunir o conselho foi uma luta. A primeira parcela, de R$ 92 milhőes, já está em execuçăo. A segunda parcela, de R$ 103 milhőes, nós vamos bater o martelo no dia 3 de outubro. A terceira parcela depende da arrecadaçăo até o final do ano, só vai entrar praticamente em janeiro. Se considerarmos uns R$ 300 milhőes de royalties, para a segurança pública săo uns R$ 225 milhőes. É bastante dinheiro. Este ano a gente está amortizando muito coisa. Quem entrar no próximo ano já vai pegar uma situaçăo muito mais estabilizada”.
Combate à criminalidade
“Aquela prisăo em Japeri foi um divisor de águas. Nós identificamos um prefeito ligado ao narcotráfico, o presidente da Câmara de Vereadores e mais um vereador. Essa quadrilha foi toda presa. Prender um prefeito, com toda sua estrutura de mando, sinaliza para o estado que os ventos estăo mudando”.
Legado da intervençăo
“O principal é um exercício eficaz de liderança. Hoje, estive numa cerimônia no Batalhăo de Choque. O comandante do Batalhăo de Choque, ao me cumprimentar, disse: ‘General eu queria te dizer uma coisa. Muitos destes aqui săo pais e eles estăo resgatando o orgulho e dizendo para os filhos que săo policiais’. Isso é um legado que, para mim, é o mais importante de todos – a retomada da autoestima e de querer ter a credibilidade perdida”.
Esquema de segurança nas eleiçőes
“Vamos atuar de maneira integrada à semelhança do que fizemos na greve dos caminhoneiros. Vamos instalar um gabinete de crise, năo que haja uma crise. Com todos os órgăos envolvidos. Já temos o trabalho de inteligência integrada funcionando faz tempo. Temos um levantamento completo das áreas de risco. Onde nós vamos empregar as Forças Armadas. Onde a PM [Polícia Militar] vai se encarregar. Apoio da Guarda Municipal. Em que pontos a Polícia Rodoviária Federal vai ser importante. E a coalizăo com o TRE [Tribunal Regional Eleitoral] já está funcionando há vários meses. O efetivo de 20 mil militares que está aqui. Do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. A gente vai para áreas onde o histórico mostra mais problemas: Săo Gonçalo, Baixada Fluminense”.
Transiçăo para o novo governo
“Nós já temos um plano preparatório para a transiçăo, assinado entre o general Braga Netto e o governador Pezăo, que sinaliza secretarias e tudo o que tem de ser feito. No momento em que nós tivermos o governador eleito aí este plano, que é provisório, vai ter de ser consolidado. A parte administrativa, necessariamente, tem de ir até 30 de junho do ano que vem. Porque estamos comprando coisas e contratos estăo sendo celebrados. É dinheiro federal. Năo temos como passar isso para o estado, ainda mais um estado em recuperaçăo fiscal. Um quarto do efetivo vai poder tocar. É que claro que o governador eleito vai ter a sua vontade política, mas se tiver o mínimo de bom senso nesta transiçăo, vai pegar o nosso plano, trocar o seis por meia dúzia e botar adiante”.
Índices devem baixar
Todos os índices devem baixar, inclusive o confronto. Se continuar do jeito que está aí, a gente vai ter uma reduçăo bastante boa em relaçăo a agosto (deste ano) e a setembro do ano passado. O indicativo está muito bom. Aquele 150% foram uma distorçăo. O problema da estatística é que ela pode ser usada para qualquer coisa. O observatório da Cândido Mendes está com a lente quebrada. Eu afirmo. Eles só estăo focados em uma visăo e conseguem abstrair todo o mais, que é muito mais consistente. É impressionante. Estes 150% săo um ponto fora da curva até porque, no ano passado, naquele momento năo havia nem policiamento. Por isso que estava tudo estourando. A criminalidade atingiu níveis dramáticos porque a policia năo tinha viatura, năo tinha salário. O regime adicional de serviço, que a gente resgatou, é fundamental.
Homicídios em confrontos
“Foi porque a gente começou a operar com ostensividade. Agora, a coisa começa a se acomodar um pouco mais. A nossa expectativa é esta. Ninguém aqui quer o enfrentamento. Desde o início nós achamos. O enfrentamento pelo enfrentamento é uma bobagem. Às vezes, ele se produz de maneira legítima e necessária. Lógico, vamos fazer uma açăo numa área, que a gente sabe, que temos dados concretos, investigaçăo, que tem um grupo criminoso, armado e ameaçando as pessoas…nós vamos nos omitir? Determinados noticiários ficam buscando o flagrante da criminalidade. O radar deles fica ali atrás. Localizado um ato criminoso, fica uma cobrança. “ E aí? Năo văo fazer nada?”. A gente năo pode se pautar por isso. Se chegar lá simplesmente para dar uma resposta midiática, aí sim dá um risco colateral muito grande”.
Rio de Janeiro em 2019
“Vamos entregar [o estado] em situaçăo muito melhor do que encontramos porque tudo que fizemos até agora, em termos estruturantes, teve uma repercussăo favorável. O mais importante é que as próprias instituiçőes se deram conta de que isso era relevante. Elas se apropriaram do plano. Isso é que é bom. Entăo, qualquer que seja o cenário, eu acredito que a gente fez uma ruptura de tendência importantíssima”.
Prisăo dos assassinos de Marielle e Anderson
“Tenho a expectativa. Nós temos feito o máximo de esforço possível. As coisas têm caminhado. Agora estamos mais fortalecidos porque o Ministério Público [MP] se vinculou fortemente à investigaçăo com o Gaeco [Grupo de Atuaçăo Especial de Combate ao Crime Organizado]. Entăo, isso nos dá um ânimo muito grande. Eu conversei com o nosso procurador-geral de Justiça sobre isso e ele colocou o MP junto conosco. Eles entraram, fizeram uma avaliaçăo da investigaçăo e perceberam que a gente está no caminho certo. Mas qual é grande problema do caso? A deficiência estrutural que ainda temos em várias áreas, principalmente essa questăo de câmeras pela cidade, săo câmeras da prefeitura, isso nos atrapalhou muito, porque há crimes que estamos elucidando com muito mais facilidade porque esses sistemas estăo funcionando bem. A grande dificuldade hoje é coletar e produzir as provas necessárias para que os nossos suspeitos possam ser efetivamente condenados no futuro. E năo irresponsavelmente dar por concluído o inquérito com provas frágeis e, no final, isso năo resultar em nada. Vai ser muito pior para a sociedade. A gente entende o clamor da sociedade. O clamor da família. Eles têm confiança de que a gente está fazendo a coisa certa. E a nossa expectativa é de elucidar. Agora, para termos sucesso pleno na investigaçăo ainda faltam detalhes técnicos. Isso é que năo é simples. A investigaçăo está sendo custosa porque, realmente, foi um crime elaborado com cuidado para evitar a investigaçăo. Eles conseguiram criar grande dificuldade pela maneira como praticaram esse crime.
Eu sempre falei com essa cautela. Eu nunca fiquei dizendo negócio de data. Existe a possibilidade de fechar? Existe. E existe a possibilidade de a gente ter um pouco mais de dificuldade e levar um pouco mais de tempo. Ambas existem”.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) informou neste domingo (23/9) que os alunos envolvidos no caso de agressăo ao professor de Língua Portuguesa Thiago dos Santos Conceiçăo, de 31 anos, começarăo a ser ouvidos nos próximos dias. O caso aconteceu na última terça-feira (18) no Centro Integrado de Escola Pública (Ciep) Mestre Marçal, em Rio das Ostras, na Regiăo dos Lagos. O inquérito foi instaurado após a divulgaçăo de um vídeo nas redes sociais. De acordo com informaçőes divulgadas pela polícia durante a semana passada, foram identificados quatro alunos, entre eles o autor do vídeo e um maior de idade, que pode ser indiciados por desacato, ameaça, constrangimento ilegal, tentativa de lesăo corporal e dano ao patrimônio público.
Na sexta-feira, o professor conversou com o Estadăo. Segundo ele, as agressőes e manifestaçőes racistas na turma de 9º ano, com alunos na faixa de 17 e 18 anos, eram rotineiras. “No telefone do garoto tem toda a filmagem dessa e de outras brutalidades que eles vêm fazendo. Já aconteceu confusăo com funcionário da escola em que o guarda deu tapas no rosto de um garoto, e ele revidou. Entrei em fevereiro no Ciep, como temporário. Sabia que seria um ambiente difícil, mas no meio do caminho percebi que seria pior”, disse.
Após a divulgaçăo das agressőes, Conceiçăo foi afastado da turma e agora deixou a escola, onde dava aulas havia sete meses. Ele diz ter se sentido ameaçado. “Tem um ditado popular que diz: ‘Quem ameaça, faz'”, afirmou. “Năo quero pagar para ver. Saí de Rio das Ostras e năo volto”, completou.
Apesar da revolta, o professor defende uma açăo pedagógica para mudar o comportamento dos alunos. Para ele, fatores como negligência dos pais e outras questőes sociais levaram àquela situaçăo. “Năo adianta transferi-los de escola, e outro colega passar pelo que passei”, disse o professor, frisando que acredita na educaçăo. “Eu tenho esperança de que esse cenário pode mudar”, completou.
O vídeo, divulgado na rede por um dos alunos da turma, tem cerca de três minutos. As imagens mostram um dos estudantes arremessando uma pochete em direçăo ao professor, um aluno rasga uma das provas, Conceiçăo é empurrado e xingado.
Policiais militares e criminosos trocaram tiros na manhă deste domingo (23/9) no alto da Rua Sacopă, ao lado do Morro dos Cabritos, na Lagoa, bairro nobre da zona sul do Rio. A regiăo dá acesso às comunidades dos Cabritos e Tabajaras, em Copacabana.
Segundo informaçőes da Unidade de Polícia Pacificadora do Tabajaras e Cabritos, bandidos escondidos na mata do morro atiraram contra policiais militares na parte alta da Rua Sacopă. Houve tiroteio, mas ainda năo há informaçőes sobre feridos. Năo houve prisőes nem apreensőes. A ocorrência foi registrada na 12ª Delegacia de Polícia, de Copacabana.
Na noite de sábado, 22, um suspeito ficou ferido após intenso tiroteio na favela da Quitanda, no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, na zona norte da cidade. De acordo com informaçőes da PM, agentes do 41º Batalhăo da Polícia Militar foram atacados por homens fortemente armados durante uma operaçăo na comunidade. Após o tiroteio, os militares apreenderam um fuzil.
No fim da manhă deste domingo, um homem foi preso em flagrante por policiais rodoviários federais enquanto assaltava pedestres com uma faca na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Por volta das 12h, agentes da PRF faziam patrulhamento na rodovia, na pista sentido Săo Paulo, quando perceberam que um homem apontava uma faca para pedestres numa passarela, na altura do quilômetro 186. Segundo a PRF, ele estava assaltando as pessoas que passavam pelo local. Os policiais conseguiram prendê-lo, e nenhuma vítima ficou ferida. A ocorrência foi registrada na 52ª Delegacia de Polícia, de Nova Iguaçu.