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Vídeo: policias militares são flagrados tentando extorquir motociclista

Dois policiais militares foram flagrados, por imagens de uma gravação, tentando extorquir um motociclista. No vídeo, um dos agentes aborda o motoqueiro e informa que irá multar e apreender o veículo, pois a placa estaria rachada. Porém, ele completa dizendo que pode liberar a moto se o motoqueiro pagasse uma certa quantia e que poderia ser no débito. Ainda não há informações da data e do local da ocorrência.
Nas imagens, o motoqueiro diz que já pagou o documento no Detran e estava tudo certo com o veículo, mas um dos policiais diz que não adiantaria e pede R$ 500 para liberá-lo. A vítima tenta negociar e informa que paga R$ 50, mas não estava com o dinheiro em mãos. Os agentes aceitam a oferta e pedem para que ele passe no débito em uma venda próxima ao local. Ao tentar passar o cartão de débito, a maquininha não funciona e o motociclista consegue fugir dos policiais.

Em nota, a Corporação disse que não tolera em hipótese alguma desvios de conduta por parte de seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos. Segundo o comando do 15° BPM (Duque de Caxias), já foi instaurada uma averiguação para identificar os policiais e a data do ocorrido. A Corregedoria da Corporação também já foi comunicada e instaurou um procedimento interno.

Paes antecipa medidas para combater a pandemia, como abertura de novos leitos e de um Centro de Operações de Emergências no COR

Em seu primeiro dia de mandato, a abertura de 343 novos leitos para pacientes do coronavírus e a criação de um Centro de Operações de Emergências (Coe Covid-19 Rio) estão entre as medidas anunciadas pelo governo Eduardo Paes para enfrentar a pandemia no Rio. Elas foram publicadas em edição extraordinária do Diário Oficial do município nesta sexta-feira. E antecipam algumas das ações que devem ser divulgadas neste domingo para conter a doença.

– Entre outras medidas, estamos criando um comitê de especialistas de enfrentamento da Covid-19, majoritariamente com pessoas de fora da prefeitura. Além disso, estamos dando transparência total à ocupação dos leitos hospitalares nas unidades integrantes do SUS – disse Paes em seu discurso de posse, nesta sexta-feira pela manhã.

A criação de leitos não integra a lista de 74 decretos baixados pelo prefeito em seu retorno ao Palácio da Cidade. No entanto, é anunciada seção de notícias do Diário Oficial. De acordo com a publicação, serão 193 vagas na rede pública, e o município também vai abrir um chamamento para contratação de 150 leitos na rede privada. Na rede pública, a proposta é viabilizar novas vagas para pacientes da Covid-19 nos hospitais municipais Ronaldo Gazolla (80), Souza Aguiar (30) e Salgado Filho (23), além do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (60), da UFRJ. Leitos e profissionais do Hospital de Campanha do Riocentro, por sua vez, serão remanejados.

Monitoramento por região administrativa da cidade

Já entre os decretos, ao instituir o Coe Covid-19 Rio, a nova administração determina que o centro funcionará dentro do COR. E terá atribuições importantes como planejar, coordenar e monitorar as ações de enfrentamento à pandemia, elaborar protocolos e procedimentos para respostas à emergência sanitária, elaborar análises relacionadas à situação epidemiológica do Rio e deliberar sobre os estágios de aplicação das medidas protetivas.

De acordo com o texto, todas às sexta-feiras o órgão divulgará a situação de cada região administrativa (RA) do município, e poderá acionar medidas de proteção à vida por área da cidade. As RAs serão classificadas em três níveis: alerta 1 (risco moderado), alerta 2 (risco alto) e alerta 3 (risco muito alto), estágios de servirão para balizar as respostas do município.

Em outro decreto, é criado um Comitê Especial de Enfrentamento da Covid-19 (CEEC), presidido pelo secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, e composto por mais 13 integrantes, incluindo o infectologia Alberto Chebado e o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão. Entre as funções do comitê, estará o monitoramento e avaliação do desempenho do SUS, o acompanhamento de relatórios e indicadores da doença, e a elaboração das recomendações ao Centro de Operações de Emergência.

Quanto ao trabalho dos servidores da prefeitura durante a pandemia, conforme já tinha sido antecipado no período de transição do governo, fica criado um grupo de trabalho com a finalidade de regulamentar o regime permanente de home office. A medida visa também a redução dos gastos com aluguéis de imóveis pela prefeitura, além cortes de auxílio transporte, de adicional de insalubridade e de periculosidade para quem aderir ao teletrabalho.

Na lista de 25 pontos do plano de ações para os cem primeiros dias de governo, outra iniciativa destacada como prioriedade é a preparação das Clínicas da Família para a campanha de vacinação contra o coronavírus, além de ações voltadas para o programa de assistência e apoio à saúde mental, com o objetivo tratar casos de depressão e ansiedade decorrentes da pandemia.

Nas determinações estabelecidas nesta sexta-feira, à Secretaria municipal de Educação é dado prazo de 30 dias para a elaboração um plano para implementar o Programa Conect@dos, com a distribuição de tablets e internet móvel para todos os alunos da rede municipal até o final de 2022. E, à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação, prazo também de 30 dias para promover a reabertura e evitar o fechamento de micro e pequenas empresas impactadas pela pandemia, por meio de um fundo garantidor de crédito da prefeitura e da redução de alguns impostos municipais até o final de 2021.

MPRJ e Defensoria ajuízam ação para que o Município do Rio volte a adotar medidas restritivas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio das 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Capital, e a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPERJ) ajuizaram nesta sexta-feira (11/12), junto à 7ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Ação Civil Pública para que o Município do Rio volte a adotar, em prazo máximo de 24 horas, medidas restritivas de enfrentamento à disseminação da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), determinadas pelo seu próprio Comitê Científico devido ao aumento do número de casos da doença. A ação prevê a aplicação de multa diária ao prefeito Marcelo Crivella, no valor de R$ 50 mil, em caso de descumprimento.

Entre as medidas sugeridas à prefeitura pelo Comitê Científico, em reunião realizada no último dia 2 de dezembro, estão a limitação do horário de funcionamento de bares e restaurantes até as 22 horas, a proibição de pistas de dança, o fechamento de escolas e creches municipais e creches conveniadas, a proibição de eventos e feiras de negócios e exposições, a proibição de  permanência na areia da praia e do banho de mar, assim como de atividades esportivas individuais e coletivas nos locais, e a adoção de medidas de fiscalização e diminuição da lotação de ônibus, BRT e VLT para até 50% da capacidade.

De acordo com a ata da reunião, para a adoção das medidas “foi ponderado o risco real de esgotamento do sistema de saúde, tendo em vista que o plano de abertura de leitos da Secretaria Estadual de Saúde é muito dependente de amplas contratações de pessoal e aquisição de insumos, cenário que vale para todos os leitos potenciais, tanto do Município do Rio quanto para os demais entes federados”.

No último dia 3 de dezembro, as Promotorias de Justiça haviam emitido Recomendação conjunta ao prefeito e à secretária municipal de Saúde, Ana Beatriz Busch Araújo, para que fossem observados os parâmetros técnicos quando das decisões de regressão, manutenção ou progressão da fase do plano de reabertura das atividades, mas ainda não foi apresentada resposta nem houve a adoção de medidas efetivas pelo Município, em que pese o agravamento da pandemia.

Entres os pedidos da ACP à prefeitura também estão a adequação da fase vigente do plano de reabertura aos critérios técnicos que subsidiam cada etapa e a proibição de contrariar balizas técnicas (indicadores primários) da modulação social e decisões do seu próprio corpo técnico na condução das medidas de enfrentamento à pandemia no seu território.

Veja aqui a ACP

Polícia apreende CDs e fitas com músicas inéditas de Renato Russo

Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) apreenderam, nesta quarta-feira (9), 91 fitas contendo músicas inéditas do cantor e compositor Renato Russo.

O material foi encontrado no depósito de uma gravadora no bairro Cordovil, na Zona Norte do Rio. Os CDs apreendidos serão entregues compositor Giuliani Manfredini, filho e herdeiro do cantor.

De acordo com a Polícia Civil, a operação ‘Tempo Perdido’ é uma continuidade da operação ‘Como Será, realizada em outubro deste ano.

Há cerca de um ano, Giuliano denunciou os produtores musicais que trabalham com obras de Renato Russo que estavam com o material. Os denunciados negam que esse material apreendido na operação ‘Como Será’ tenha canções inéditas.

CORONAVÍRUS: MEDIDA ESTIMULA CURADOS A DOAR PLASMA SANGUÍNEO

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta terça-feira (08/12), em discussão única, o Projeto de Lei 2.725/20, do deputado Rosenverg Reis (MDB), que estimula a doação de plasma sanguíneo de pessoas que foram curadas da covid-19. O texto seguirá para o governador em exercício, Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

A medida garante ao cidadão que fizer a doação o certificado “Amigo da Saúde”, a ser emitido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), e autoriza o governo a conceder meia-entrada em eventos culturais e esportivos a quem participar da doação. O procedimento deverá obedecer a regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“O Hemorio já iniciou testes com plasma sanguíneo em pacientes em estado grave. A pessoa curada dessa doença infectocontagiosa desenvolve anticorpos em seu plasma, que podem auxiliar no tratamento de outros pacientes com formas graves da covid-19”, justificou Rosenverg.

Sem cancelamento do serviço, clientes do Detran encontram posto vazio

Os serviços de identificação civil, emplacamento e vistoria do Detran-RJ seguem paralisados nesta quarta-feira (9). As atividades estão suspensas desde a segunda-feira (7) devido a uma greve de funcionários terceirizados que prestam serviços ao órgão. A paralisação ocorre pela falta de pagamento de salários, vale-refeição e passagem referentes aos meses de outubro e novembro.
No posto de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, alguns clientes agendados se depararam com a unidade vazia. Adelmo Bruno, de 87 anos, esteve na unidade para realizar a baixa de alienação no veículo. “O site do Detran está agendando para Vila Isabel, porém, aqui, estão sem atendimento por causa da falta de funcionários”, diz. Ele conta que realizou o agendamento na última sexta-feira (4) e que também tenta agendar uma transferência de propriedade. “Estou há meses tentando, no site diz que não tem postos disponíveis para realizar o agendamento”, completa.

“Só ia tirar foto e digital para iniciar o processo de habilitação A e B. Estou prejudicado no trabalho por conta disso”, conta Wellington Borges, outro cliente que foi a unidade de Vila Isabel e a encontrou fechada.

O administrador Jonathas Santos também foi ao posto de Vila Isabel e se decepcionou. “Fui incluir o GNV na documentação do carro”, conta. “Já foi complicado realizar o agendamento, pela sobrecarga no site do Detran e as linhas estarem sempre ocupadas”. Ele conta que conseguiu realizar o agendamento através do telefone, no dia 2 de dezembro. “Pelo site, sempre fora do ar”, finaliza.

Serviços suspensos
Questionada, a assessoria de imprensa do Detran-RJ disse que as unidades de vistoria estão temporariamente paralisadas desde a última segunda. A previsão é que os serviços sejam retomados ainda nesta semana. As emissões de 1ª e 2ª via do documento de identidade também estão suspensas temporariamente, sem previsão de retorno.
O Detran-RJ suspendeu temporariamente os serviços de emplacamento de veículos nos postos de vistoria do estado do Rio. O presidente do órgão, Adolfo Konder, afirmou que já deu início à regularização desta situação, e o processo está em fase final de contratação de empresa para prestação dos serviços de emplacamento. A previsão de retomada das atividades é de até 30 dias.
Ainda de acordo com o Detran, as paralisações ocorreram por conta da regularização dos contratos com empresas terceirizadas, e que busca retomar as atividades o mais rápido possível.
Clientes agendados
O Detran-RJ informa que quem estava agendado e não conseguiu atendimento poderá voltar ao mesmo posto nos cinco dias úteis subsequentes à reabertura, sem necessidade de reagendamento.
Postos fechados

De acordo com o Detran-RJ as unidades temporariamente paralisadas são os postos de vistoria de: Parada de Lucas, Nova Iguaçu, Vila Isabel, Cocotá, Haddock Lobo, Infraero, Santa Cruz, Paraíba do Sul, Itaperuna, Vassouras, Angra dos Reis, Petrópolis, Macaé, Nova Friburgo, São Pedro da Aldeia, Niterói, Itaboraí, Magé, Mesquita, Valença, Cachoeira de Macacu, Paty de Alferes, Campos I, Cordeiro, Paracambi, Macuco, Barra do Piraí, Casimiro de Abreu e Miguel Pereira.

Os postos de Campos 2, Campo Grande, Santa Cruz e Barra Mansa estão fechados após funcionários testarem positivo para covid-19.

MPRJ e Defensoria pedem à Justiça bloqueio de R$ 100 milhões das contas da CEDAE para indenização de consumidores

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva e Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital, e a Defensoria Pública do Estado (DPRJ), por meio do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), ajuizaram, nesta segunda-feira (07/12), ação civil pública (ACP) em face da Companhia Estadual de Água e Esgoto (CEDAE) para que a Justiça determine o bloqueio nas contas da companhia no valor de R$ 100 milhões.

O pedido cautelar tem o objetivo de garantir o pagamento de indenizações aos consumidores, individual e coletivamente considerados. A ACP pede ainda que a empresa providencie uma redução mensal de 25% na conta de água dos consumidores da Região Metropolitana atingidos pelo desabastecimento, que deve ser praticada entre 15 de novembro de 2020 até o completo restabelecimento do serviço. No caso de descumprimento das medidas a serem determinadas pela Justiça, a ação civil pública requer que seja aplicada multa diária de R$ 1 milhão.

O objetivo é promover a defesa dos direitos dos moradores da cidade do Rio de Janeiro, Nilópolis e outras cidades da Região Metropolitana abastecidas pelo sistema de água da Estação de Tratamento de Águas (ETA) Guandu, em especial pela Elevatória do Lameirão. Os consumidores da CEDAE dessas localidades encontram-se em situação de hipervulnerabilidade social, sem o devido serviço de abastecimento de água para as necessidades básicas. A falta de acesso à água potável fere a garantia ao direito fundamental à vida e torna-se ainda mais grave durante o período de isolamento social devido à pandemia da COVID-19.

Desde o dia 15 de novembro, centenas de moradores, por meio dos canais da Ouvidoria do MPRJ e da DPRJ passaram a reclamar de falhas no serviço de abastecimento de água em várias localidades abastecidas pelo Sistema Guandu. Em resposta, a CEDAE esclareceu que foi identificada a necessidade de reparo emergencial em um dos motores da Elevatória do Lameirão e alegou que passou a adotar um plano de manobras com o objetivo de assegurar abastecimento de forma contínua, porém alternada, nas linhas adutoras que integram o Sistema Guandu.

A ACP também requer que os consumidores da Região Metropolitana atingidos pelo desabastecimento sejam ressarcidos, individualmente, por despesas com aquisição de carro-pipa ou outro meio de aquisição de água potável devendo a indenização ser efetuada através de crédito nas contas futuras. Pelos danos morais coletivos, o pedido é de valor não inferior a R$ 51.101.700,00, também devendo tal montante ser revertido diretamente na conta dos consumidores, através de desconto proporcional de que trata a Ação Civil Pública.

Para mais detalhes, leia a petição inicial na íntegra.

Por MPRJ

Polícia Civil localiza fragmento de projétil em corpo de menina morta em Duque de Caxias

A Polícia Civil encontrou um fragmento de fuzil no corpo de uma das meninas mortas a tiros em Duque de Caxias, na sexta-feira (4). O material pode ser utilizado no confronto balístico com as armas utilizadas pelos policiais na noite em que as primas Rebeca Beatriz Rodrigues dos Santos, de sete anos, e Emily Victória Silva dos Santos, de quatro, foram vitimas de balas perdidas na comunidade Santo Antônio. “A gente não sabe se é um fragmento ou um projétil inteiro”, afirma Rodrigo Mondego, advogado de defesa da família.
“Sendo projétil inteiro, teria mais chance de fazer o confronto balístico, já que não temos cartucho. De acordo com as testemunhas, os tiros foram feitos de dentro do carro da polícia e provavelmente os cartuchos caíram dentro do veículo”, completa ele, que integra a Comissão de Direitos Humanos e Assistência Jurídica da OAB-RJ.

Segundo o advogado, entre os próximos passos da investigação estão as oitivas de novas testemunhas no caso. “Estamos tentando convencer algumas pessoas a testemunhar, mesmo que participando do programa de proteção de testemunha, caso sintam necessidade. Além disso, o delegado deve também convocar outras testemunhas”, conta Mondego.

Nesta terça-feira, três familiares prestaram depoimento. Foram ouvidos pela Polícia a avó da Rebecca, que também é tia da Emily, o pai da Rebeca e a mãe da Emily. Segundo a defesa, os depoimentos foram feitos pelo próprio delegado Uriel Alcântara, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

“Ele foi bastante cortes com a família. Iniciou os depoimentos dando uma saudação pela parte da Secretaria O Dia de Policia Civil falando do empenho para elucidar o caso. Foi bom porque deixou a família mais à vontade para falar. A gente agora está na expectativa da Polícia Civil conseguir mais provas, câmeras a serem averiguadas, além das testemunhas que serão ouvidas. A família tem confiança na polícia civil vai descobrir qual foi o agente que atirou nas meninas”, frisa o advogado.

Paes anuncia novos secretários, subprefeito da Barra e chefe do Centro de Operações

O prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes (DEM), anunciou mais quatro nomes, nesta sexta-feira (4), que vão comandar secretarias municipais e outras áreas de seu futuro governo. O deputado estadual Renan Ferreirinha (PSB) vai assumir a Secretaria de Educação. Já a Secretaria de Infraestrutura ficará a cargo de Kátia Souza. Raphael Lima será o subprefeito da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, e Bruno Ramos ficará com a chefia executiva do Centro de Operações.
“Vamos continuar avançando e ao longo da próxima semana anunciaremos outros nomes e esperamos concluir nosso quadro. Mas já definimos secretarias importantes e já começamos a trabalhar, a dialogar e a apresentar propostas”, disse Eduardo Paes.
Aos 27 anos, Ferreirinha está no primeiro mandato e participou ativamente do processo de impeachment do governador afastado Wilson Witzel (PSC). O deputado é conhecido nos bastidores como uma das promessas da nova geração e sua principal bandeira é a Educação. Nascido em São Gonçalo, na Região Metropolitana da capital fluminense, o deputado é formado em Harvard em Economia e Ciência Política. Para contratar os oito assessores de seu gabinete, Ferreirinha realizou um concurso, o que não é comum. No total, foram 4.935 inscritos.

“Renan vem para o governo sem nenhuma indicação política, mas sim por suas qualidades e talento. Ferreirinha vem de São Gonçalo, e aliás ressalto, que darei ênfase à região metropolitana no meu governo. Tenho certeza que São Gonçalo terá muito orgulho desse filho de sua terra. Educação é um enorme desafio, principalmente mediante à pandemia, mas com a capacidade do Renan teremos muitos resultados, acho que seremos referência mundial. A Educação no mundo mudou, é tecnológica, e daremos este salto”, disse o prefeito eleito.

Kátia Souza é servidora pública e formada em engenheira. Paes explicou que ela vai ser responsável pela Secretaria de Infraestrutura em um formato diferente do que é hoje.
“Ela vai cuidar da Infraestrutura das obras na cidade. Minha relação com a Kátia não é pessoal, nem política. A conheci pessoalmente ontem e a convidei para ser secretária através do programa Líderes Cariocas (iniciativa que seleciona servidores com perfil, mas também com ambição positiva de liderança para assumirem as posições de maior impacto)”.
Raphael Lima é servidor estadual, já trabalhou na administração regional do Recreio durante o governo de César Maia e foi da Juventude do Democratas.
“Raphael é da minha integral confiança e vai cuidar do meu segundo coração (na quinta-feira ele se referiu à Jacarepaguá como seu segundo coração), onde eu comecei minha carreira há 20 anos. Tosos os subprefeitos serão pessoas diretamente ligadas a mim”, garantiu Paes.
Bruno Ramos também é um velho conhecido de Paes. Ele tem no currículo a subprefeitura da Zona Sul na antiga gestão do prefeito eleito.
“Bruno assume uma função muito importante pra mim em um lugar que é aonde a gente toma decisões. Eu valorizo aquele espaço e o Bruno é uma pessoa que conhece a operação e a relidade da cidade”, finalizou Eduardo Paes.
Na manhã desta quinta-feira (3), Paes apresentou cinco secretários. Washington Fajardo para o Planejamento Urbano; Maína Celidonio, na Secretaria de Transporte; Joyce Trindade na Secretaria da Mulher; Laura Carneiro na Ação Social; Guilherme Schleder na pasta do Esporte e Talita Galhardo, na subprefeitura de Jacarepaguá.

Após determinação do STF, polícia fez 237 operações em favelas do Rio de Janeiro

Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou em junho que as operações policiais só fossem feitas em situações “excepcionais”, o Estado do Rio teve 237 ações em favelas. O levantamento é do Ministério Público do Rio com base nos dados recebidos das polícias Civil e Militar. A média é de mais de uma operação por dia desde 5 de junho, quando saiu a decisão do ministro Edson Fachin.

A PM foi a responsável pela maioria das incursões: 211, ou 89% do total. Já o mês com mais ações (60) foi outubro, quando também houve uma explosão de mortes em operações, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgados na semana passada. Ao todo, 145 pessoas foram mortas por policiais no mês, o que representa um aumento de 179% em relação a setembro, que teve 52 casos. O crescimento levou a estatística no estado ao mesmo patamar anterior à pandemia, após cinco meses de quedas: em maio, por exemplo, antes da decisão de Fachin, foram 130 vítimas.

Mais ações na capital

A capital concentra 32% das operações, segundo os dados compilados pelo MP: foram 79, de junho a novembro. Bangu, na Zona Oeste, está no topo do ranking dos bairros que mais foram alvos das ações, com dez. Em seguida, vem a Penha, na Zona Norte, com seis. Depois da capital, Magé, na Baixada Fluminense, é o município com mais incursões policiais, 36.

Segundo a decisão de Fachin, que foi mantida pelo plenário do STF, as ações policiais em favelas do Rio durante a pandemia “devem ser devidamente justificadas por escrito pela autoridade competente, com a comunicação imediata ao Ministério Público, responsável pelo controle externo da atividade policial”.

Medida reduziu mortes

O pedido para que as opeações em favelas fossem limitadas no período da pandemia foi feito pelo PSB, em parceria com a Defensoria Pública do Rio e com entidades representativas de grupos minoritários. Na ação, as entidades afirmam que o quadro já dramático de violação dos direitos humanos no Rio vem se agravando, “vitimando especialmente a população pobre, negra, que mora em comunidades”.

Números confirmaram que a medida reduziu número de mortes em confrontos. Um levantamento inédito realizado pelo aplicativo Fogo Cruzado — que contabiliza tiroteios na região metropolitana do Rio de Janeiro — revela que diminuiu a média de policias mortos, vítimas e troca de tiros no primeiro mês de vigor da decisão do ministro Edson Fachin, do STF, que proibiu operações policiais nas favelas cariocas durante a pandemia do coronavírus.

Os dados da pesquisa foram computados entre 5 de junho e 5 de julho e foram compilados com informações do Fogo Cruzado com os do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da UFF. Segundo o levantamento, que levou em consideração as médias do mesmo período dos anos de 2007a 2020, a quantidade de policiais mortos caiu de 2 para 1; a de feridos de 7 para 5, e a quantidade de tiroteios diminuiu de 10 para 5.