Arquivo da categoria: Rio de Janeiro

Cacique da aldeia Sapukai morre vítima do coronavírus em Angra dos Reis

O cacique de uma aldeia indígena de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, morreu com coronavírus na madrugada desta terça-feira (21). Ele era líder da tribo guarani Sapukai, a maior tribo indígena do estado do Rio.

Domingos Venite, de 68 anos, estava internado no Centro de Referência para Tratamento de Covid-19 desde o dia 26 de junho.

A Secretaria Municipal de Saúde orientou a tribo a não realizar o ritual de falecimento, seguindo as normas da Anvisa para a pandemia. O corpo será sepultado no cemitério da aldeia, respeitando as normas estabelecidas.

Segundo o governo municipal, 88 indígenas estão infectados pelo coronavírus. Eles estão sendo acompanhados por uma equipe médica que atua em na Unidade de Saúde da Família da aldeia.

Atualmente, cerca de 350 indígenas da tribo guarani vivem na aldeia Sapukai, que fica localizada a cerca de 6 km da BR-101 (Rodovia Rio-Santos), na região de Bracuí. A comunidade vive em uma área montanhosa cercada por Mata Atlântica.

Em nota, a prefeitura de Angra dos Reis lamentou a morte do cacique e disse que ele recebeu todos os cuidados necessários para o tratamento da doença.

Comandante do Batalhão de Duque de Caxias troca tiros com assaltantes em Vigário Geral

Duque de Caxias – O comandante do 15º BPM (Duque de Caxias), tenente coronel Melo, impediu uma tentativa de assalto, quando voltava para casa e passava pela região de Vigário Geral, na Zona Norte do Rio. O episódio aconteceu na última sexta-feira, 17. Segundo informações da Polícia Militar, o policial passava pela Rua Bulhões de Marcial quando percebeu a ação de dois homens armados, que se preparavam para atacar um motorista.
O oficial saiu do carro em que estava e disparou na direção dos assaltantes que revidaram. Dois tiros efetuados pelos criminosos atingiram o para-brisa do veículo em que o coronel estava. No entanto, o automóvel era blindado e ninguém ficou ferido.

Após o confronto, os bandidos fugiram em direção a comunidade da Furquim Mendes. Ninguém ficou ferido e não houve apreensão.

Governo do Estado acolhe públicos vulneráveis durante a pandemia

Durante a pandemia do novo coronavírus, alguns públicos se tornaram ainda mais vulneráveis – mulheres, LGBTIs, criança e pessoas em difícil situação socioeconômica. Visando minimizar as crises financeira e de saúde impostas pelas medidas restritivas para conter o avanço da doença no Rio de Janeiro, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), reabriu, desde o início do mês, os centros de atendimento a estas minorias para o acolhimento presencial.

O serviço do Disque Cidadania e Direitos Humanos (0800-0234567) segue em funcionamento 24 horas por dia, todos os dias da semana. O canal de atendimento recebe denúncias de violação de todos os direitos humanos garantidos por lei – casos de preconceito, assédio sexual, LGBTIfobia, racismo, entre outros.

O Portal RJ reuniu os serviços destes locais. Confira abaixo:

 

Mulheres

O estado conta com três centros de atendimento dedicados às mulheres – um na capital e dois na Baixada Fluminense. Reabertos desde o último dia 13 de julho, os Centros Integrados de Atendimento à Mulher (Ciams), localizados na cidade do Rio de Janeiro e Nova Iguaçu, e o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), em Queimados, funcionam das 10h às 17h.

A unidade de Queimados agora funciona em novo endereço, na Rua Ministro Odilon Braga 26, Centro do município. O local está maior e mais acolhedor para dar um atendimento mais humanizado para as mulheres que passam por situações de violência e precisam de cuidados. O espaço conta, inclusive, com uma brinquedoteca, onde as mães poderão levar seus filhos enquanto recebem atendimento integral da equipe de assistentes sociais, advogadas e psicólogas.  Em virtude do isolamento social, onde vítimas possam estar mais próximas de eventuais agressores, o atendimento remoto foi intensificado e pode ser feito também pelo aplicativo de mensagem Whatsapp. O atendimento especializado é oferecido por uma equipe qualificada de assistentes sociais, psicólogas e advogadas e pode ser acessado por meio de ligação, mensagem de texto, áudio ou videochamada, de segunda a sexta-feira, das 10 às 17 horas, pelos seguintes números: (21) 99401-4950, (21) 99394-3787 e (21) 99422-3889.

Os Ciams e Ceam funcionam como porta de entrada para apoiar mulheres em situação de violência a romperem o ciclo e construir ou resgatar a sua cidadania. Nesses espaços é oferecido atendimento interdisciplinar, com orientações, informações e encaminhamento às unidades de abrigamento, se necessário, no enfrentamento à violência de gênero.

Veja aqui endereços e contatos de Ciams e do Ceam

LGBTI

Ao todo, o estado mantém oito Centros de Cidadania LGBTI no Rio de Janeiro – Rio de Janeiro, Niterói, Queimados, Duque de Caxias, Nova Friburgo, Arraial do Cabo, Miguel Pereira e Volta Redonda. Nos equipamentos, a equipe toma todas as precauções para prevenir o contágio pelo novo coronavírus, com uso de máscaras e álcool em gel.  Os Centros de Cidadania LGBTI recebem e acolhem vítimas de agressão física e verbal.

Para estes e outros casos, os equipamentos oferecem acompanhamento às vitimas à delegacia, estimulando o registro de queixas, alem de acompanhamento psicológico e psicossocial, com grupo de apoio terapêutico. Também são atendidos casos de requalificação civil, hormonioterapia e/ou redesignação sexual e apoio no cadastramento no CadÚnico e em outros programas sociais dos governos federal, estadual e municipal.

 

Veja aqui os endereços e contatos dos Centro de Cidadania LGBTI

Crianças

A Coordenadoria de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, acompanha as denúncias, recebidas pelo Disque Cidadania e Direitos Humanos, de violência doméstica e maus tratos cometidos contra Crianças e Adolescentes. E a secretaria tem parceria com o Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDCA), para desenvolver políticas de apoio e proteção, além de encaminhar e acompanhar denúncias de violência contra menores.

Órgão vinculado a SEDSODH, a Fundação Para a Infância e Adolescência (FIA-RJ) é responsável pela formulação de políticas públicas de garantia de direitos na área da infância e adolescência, bem como implementar e articular serviços e ações de proteção social, de natureza especial, no âmbito da média e alta complexidade, essencialmente voltados para crianças e adolescentes que se encontram com seus direitos violados e/ou ameaçados.

A FIA-RJ atua em diversas frentes a partir de ações e programas. O Programa de Trabalho Protegido na Adolescência (PTPA) tem como propósito oferecer aos adolescentes oportunidade de inserção qualificada no mundo do trabalho por meio das articulações e parcerias promovidas pela FIA com instituições públicas e privadas. O Programa de Atenção à Criança e ao Adolescente com Deficiência oferece serviço de proteção, por meio de atendimento psicossocial especializado a crianças e jovens com deficiências físicas, mentais, sensoriais, múltiplas e com transtornos psíquicos, privados de seus direitos e em situação de vulnerabilidade. O Programa de Atenção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco tem como principal objetivo garantir os direitos de proteção a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, de acordo com o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA). O Programa de Apoio à Criança e Adolescente Vítimas de Violência desenvolve ações essencialmente dirigidas ao atendimento de crianças e adolescentes em situação de violência física, psicológica, negligência, abandono e abuso sexual no âmbito familiar. Já o SOS Crianças Desaparecidas estabelece ações voltadas à identificação e localização de crianças e adolescentes desaparecidos e sua reintegração à família, resguardando-lhes direitos fundamentais de proteção, conforme preconiza o ECA.

Para mais informações, clique aqui

 

Centros Comunitários

Dez Centros Comunitários de Defesa da Cidadania (CCDCs) do estado estão reabertos desde o dia 1° de julho e funcionam nos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nilópolis, Nova Iguaçu e São Gonçalo. Os CCDCs oferecem vários serviços que levam justiça e cidadania para a população, como declaração de hipossuficiência (quando o cidadão afirma não ter condições de arcar com os próprios custos), isenção para celebração de casamento, união estável, averbação em certidões, segunda via de carteira de identidade e de certidões (nascimento, casamento ou óbito), além de busca de certidões em outros estados.

Entre os centros que reabriram, oito estão funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O CCDC Nilópolis funciona às segundas, quartas e sextas, das 9h às 12h. Já o CCDC do Poupa Tempo da Central do Brasil funciona temporariamente, das 10h às 15h, na sala 621 do prédio da estação de trem, onde funciona a coordenação dos CCDCs. Permanecem fechados os Centros do Poupa Tempo de Bangu, do Cantagalo e do Cesarão, todos na cidade do Rio, além da unidade de Campos de Goytacazes.

 

Veja aqui a localização e como entrar em contato com os Centros de Cidadania

No domingo de sol e aglomeração na praia, Rio passa de 12 mil mortos pelo coronavírus

A combinação de um dia ensolarado com as  medidas de flexibilização  adotadas pela Prefeitura do Rio levou os cariocas à praia neste domingo, em meio à pandemia do novo coronavírus. Areias e calçadões cheios, muitas pessoas sem máscara e sem respeitar o distanciamento. No fim do dia, enquanto os banhistas iam para casa, a Secretaria estadual de Saúde confirmou mais mortos pela  Covid-19: em todo o estado, no início da noite deste domingo, eram contabilizados 138.524 casos e 12.114 óbitos. Na capital fluminense, 66.909 e 7.703, respectivamente.

Seja nas areias ou no calçadão, muitas pessoas tiraram o domingo para passear ao ar livre e tomar sol. Nas orlas de Copacabana, Ipanema e Leblon, parecia até um dia normal, pré-pandemia. Cariocas realizavam caminhadas, corridas e outros exercícios. Na Praia do Arpoador, policiais militares orientavam as pessoas para que não fizessem aglomeração. A diferença que se via era: na areia, poucos usavam máscara; no calçadão, o item era mais visto.

 

No mar, mais gente: muitos banhistas próximos uns dos outros praticando esportes. Na areia, também se via pessoas fazendo atividades físicas. Poucas usavam máscara. No Calçadão de Ipanema, onde centenas de pedestres circulavam próximas umas das outras, a frequência do uso dos equipamentos de proteção individual era maior.

A Prefeitura do Rio, por meio da parceria do Centro de Operações Rio com a Cyberlabs, que faz uma contagem automática das pessoas que aparecem em imagens captadas pelas 400 câmeras de monitoramento, informou que, às 12h15 deste domingo, a taxa de isolamento da cidade estava em 55%, tendo aumentado em relação a outros dias. No domingo da semana passada, era de 44%. E nos dois fins de semana anteriores, a taxa foi de 46,7% e 53%.

Prefeitura encerra festa rave em pousada na Zona Oeste

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), encerrou, neste domingo, uma festa rave, em uma pousada na Estrada dos Bandeirantes, Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio.
O estabelecimento foi multado por aglomeração, e o responsável, que se apresentou como sobrinho da proprietária, foi orientado a não retomar a festa, caso contrário poderia ser conduzido à delegacia por desobediência. Com este, sete eventos irregulares foram interrompidos em ações da Seop em um mês.
A equipe de agentes da Subsecretaria de Operações da Seop e da Guarda Municipal, com apoio da Polícia Militar chegou ao local após denúncia à Central 1746. No endereço, foi constatado o evento, com consumo de bebidas alcoólicas, som e estacionamento de veículos no interior do estabelecimento.
O público começou a se dispersar com a chegada da fiscalização e algumas pessoas resolveram entrar nos quartos da pousada, mas por ordem policial saíram em seguida, sendo autorizada somente a permanência de quem estava hospedado.

No início deste mês, duas festas foram interrompidas em Campo Grande, também na Zona Oeste: outra rave, que acontecia em uma whiskeria na Estrada do Campinho, reunindo cerca de cem pessoas; e o “Samba na Feira”, que aconteceria em casa de eventos, na Estrada Rio do A.

Detran amplia atendimento para renovação de habilitação

O Detran.RJ segue o plano de retomada gradual dos serviços e, a partir desta segunda-feira (20/7), amplia o número de unidades para a entrega de carteiras de habilitação solicitadas antes da pandemia e a oferta para renovação de CNH na sede do departamento. O órgão também passa a oferecer mais vagas para serviços com emissão do Certificado de Registro de Veículo (CRV), como transferência de propriedade e troca de município nos postos com atendimento drive-thru.

A entrega de CNHs emitidas antes da paralisação dos serviços passa a ocorrer também nas seguintes unidades a partir desta segunda-feira: Nova Friburgo, Volta Redonda e Teresópolis. Só estarão disponíveis nesses locais os documentos solicitados anteriormente nesses mesmos postos. As carteiras emitidas no posto do Cocotá, na Ilha do Governador, e na unidade do Largo do Machado serão entregues na sede do departamento, no Centro do Rio. Já os documentos solicitados no Detran Oeste, localizado na Rua Arthur Rios, em Campo Grande, estarão disponíveis no posto do West Shopping, localizado no mesmo bairro da capital.

Na sede, nos postos e nas unidades do Rio Poupa Tempo, o atendimento será das 10h às 16h e, nas demais unidades, das 12h às 16h. Não é necessário agendamento, basta comparecer nas unidades para retirar o documento. Com exceção da unidade de Teresópolis, onde o funcionamento seguirá de acordo com a orientação municipal, e das unidades do Rio Poupa Tempo, o atendimento foi dividido em ordem alfabética. Nesta semana, segunda, quarta e sexta-feira, serão atendidas pessoas com iniciais de A até J, e na terça e quinta-feira, será a vez das iniciais de K até Z.

Quem deu entrada em um posto que ainda se encontra fechado precisa aguardar a reabertura da unidade. A lista com todos os postos de habilitação que estão disponibilizando os documentos está no site do Detran (www.detran.rj.gov.br).

As vagas para renovação da carteira de habilitação vencidas antes do dia 19/02/2020 serão ampliadas na sede do departamento e também seguirá nas unidades do Rio Poupa Tempo de Bangu, São João de Meriti e Duque de Caxias. O agendamento deverá ser realizado no site ou pelo teleatendimento (21 3460-4040 /4041). O atendimento será das 10h às 16h. Importante frisar que habilitações e PPDs vencidas de 19 de fevereiro de 2020 para cá estão com a validade prorrogada.

Para seguir as orientações sanitárias, as vagas seguem limitadas para evitar aglomerações e serão ampliadas com segurança, a cada semana.

 

Serviços com emissão do CRV

A quantidade de vagas ofertadas também está maior para os serviços de veículos que necessitam da emissão do Certificado de Registro de Veículo (CRV), como transferência de propriedade, mudança de município ou jurisdição e segunda via do CRV. Os postos de vistoria que terão mais vagas disponíveis são os da Barra da Tijuca e Ceasa (Irajá), na capital, Reduc (Duque de Caxias), São Gonçalo e São Pedro da Aldeia. A lista completa com os 20 postos em funcionamento e os serviços disponíveis está no site do departamento. Todos funcionam no sistema drive-thru, onde o motorista não precisa sair do veículo para realizar os serviços. É necessário agendamento prévio para realizar os serviços.

O uso de máscaras é obrigatório nas unidades, se possível, as pessoas devem comparecer aos postos sem acompanhante.

 

Teleatendimento

Funciona das 8h às 20h, de segunda a sexta-feira, exceto feriados. Pelos telefones (21) 3460-4040, 3460-4041 e 3460-4042.

Aplicativo vai permitir que PMs registrem ocorrência pelo celular já a partir de agosto

A  Polícia Militar do Rio começará a implementar, em agosto, o  Sistema de Ocorrência Virtual (SOVi), permitindo que 22 mil policiais de todo o estado façam  registros de ocorrência  no local do crime, através de seus próprios celulares. Se, por um lado, o novo aplicativo diminui o movimento nas delegacias, por outro representa mais uma tarefa a ser incorporada pelos agentes, o que pode sobrecarregá-los, segundo especialistas.

Secretário da PM, o coronel Rogério Figueredo estima que, depois que o aplicativo estiver sendo usado em larga escala, o deslocamento dos policiais para as delegacias será desnecessário em 85% dos casos.

— O serviço funciona graças a um aplicativo no celular pessoal dos agentes da atividade-fim, que estão nas ruas, com recursos de voz, texto, inserção de imagens e geolocalização. A ideia é otimizar o trabalho do PM e a vida do cidadão. Isso traz um ganho enorme, evitando a ausência do militar no seu local de atuação, já que o acompanhamento da vítima até a delegacia pode levar horas. No fim, os envolvidos recebem uma cópia da ocorrência por e-mail — explica o coronel.

Apesar da otimização do tempo, o especialista em segurança pública José Ricardo Bandeira alerta que os agentes terão de lidar com mais uma demanda:

— Hoje temos um efetivo militar quase 50% menor que o necessário, e com mais essa atividade pode haver uma sobrecarga na atuação policial. Mas, se bem estruturado, o sistema provoca como efeito colateral a agilidade em relação ao registro e à liberação mais rápida do policial para seguir com patrulhamento.

Quando foi anunciado pelo governador Wilson Witzel (PSC) como uma das principais mudanças para a área da segurança pública do Rio, o SOVi foi criticado pelo fato de PMs não terem a obrigação da formação em Direito, como é o caso dos delegados. Assim, dizem especialistas, o registro pode ficar comprometido, e a falta de conhecimentos técnicos pode prejudicar a tipificação do crime.

— Os oficiais da Polícia Militar têm uma sólida base em Direto, mas os praças não têm essa formação. Outro fator importante é quando a ocorrência vier a encobrir uma má atuação do PM. Vamos supor que o caso esteja envolvendo abuso de autoridade do mesmo policial que fará o registro da ocorrência. O inquérito já nasce contaminado, com sérios prejuízos ao cidadão — opina Bandeira.

Disque-Denúncia e 190 estarão integrados

A Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, foi a região escolhida para implantação do projeto piloto, em junho do ano passado. Ainda de acordo com o secretário da PM, a corporação ganhará a integração de outros dois bancos de dados para otimizar a nova operação. Informações do serviço do 190 e do Disque-Denúncia serão unificadas e possibilitarão a consulta mais riqueza de detalhes:

— Reunir esses bancos de dados faz com que eles sejam mais úteis no processo decisório de cada batalhão, permitindo o entendimento do cenário para otimizar os recursos e alcançar o melhor resultado operacional. Há uma riqueza enorme de dados nas ligações do 190. Os moradores são essenciais dentro do processo.

Segundo o coronel Figueredo, a ferramenta ainda vai evoluir muito.

— A ideia é que o policial militar possa fazer, pelo seu próprio smartphone, o reconhecimento facial do cidadão abordado e consultar se há mandados de prisão contra ele ou passagens. Outro desafio é aperfeiçoar o sistema integrado de câmeras de monitoramento de todo o estado, um verdadeiro cerco eletrônico. Permitir, por exemplo, que um policial na Linha Amarela receba a informação de um carro roubado e consiga, pela placa, saber naquele momento para qual direção o veículo seguiu — pontua o coronel.

Atuação em crimes específicos

Para o secretário Rogério Figueredo, entretanto, grande parte dos crimes cometidos é fácil de ser identificada. Ele aponta ainda a experiência de rua dos agentes. Além disso, apesar de os PMs terem a permissão do registro, ainda será preciso o aval do delegado responsável para que a ocorrência entre no sistema da Polícia Civil.

— Durante o inquérito, o delegado pode reavaliar a tipicidade do crime e fazer uma edição do documento, até porque podem surgir fatos novos. Além do mais, alguns crimes são claros: roubo a residência é sempre roubo a residência, assim como assalto a mão armada é sempre um assalto a mão armada, ou seja, são crimes quase universalizados — argumenta Figueiredo.

Com o SOVi, vítima e autor, quando possível, são ouvidos pelo PM e podem ser liberados em seguida. Crimes como roubos a pedestres ou a residências e os considerados de menor potencial ofensivo, com penas de até dois anos, não serão encaminhados a delegacias. Crimes contra a mulher e situações que precisem de perícia e prisões em flagrantes ainda serão registrados somente na presença de um delegado. No fim do registro, os usuários do serviço poderão ainda avaliar o atendimento prestado.

‘Tem que perguntar para o secretário de Saúde’, diz Witzel sobre fechamento de hospitais de campanha

Ao ser questionado na manhã deste sábado sobre o fechamento dos hospitais de campanha do Rio, o governador Wilson Witzel (PSC) afirmou que isso deveria ser perguntado ao secretário de Saúde do estado, Alex Bousquet. Witzel deu a declaração durante um evento na Ceasa, em Irajá, na Zona Norte do Rio. Ao chegar na central de abastecimento, o governador foi vaiado por trabalhadores, que também entoaram gritos de “ladrão”, e recebeu poucos aplausos de apoiadores. Os pacientes dos hospitais de campanha começaram a ser transferidos para outras unidades nessa sexta-feira.

— Isso que você tem que perguntar para o secretário de saúde. Tudo que fiz como governador para resolver o problema da pandemia foi pautado na opinião de especialistas. Nossa secretaria de Saúde investiu 12% do orçamento, no ano passado, e o percentual será superado este ano. Se compararmos os investimentos e o que está sendo apurado agora de irregularidade, o número apontado é menor do que a imprensa mostra — disse o governador, ao visitar a Ceasa de Irajá.

Witzel, que está sendo investigado por desvios de verba pública na Saúde e enfrenta um processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Rio, afirmou que os hospitais de campanha são problemas da secretaria de Saúde:

— Se eu tiver que tomar medidas para responsabilizar quem tomou decisão errada, vou buscar outros especialistas. Quando fazemos um plano, existe sempre a possibilidade de erro. Fazendo uma avaliação da política de saúde, vislumbro que acertamos muito mais que erramos. E o que foi feito de errado tem que ser corrigido.

O EXTRA procurou a assessoria da secretaria de Saúde, que encaminhou a mesma nota que já havia mandado desde cedo sobre os hospitais de campanha. Nela, a SES esclareceu que “os pacientes foram transferidos, de forma preventiva, para o Hospital Universitário Pedro Ernesto, o Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, o Instituto Estadual do Tórax Ary Parreira e o Hospital Municipal Luiz Palmier, tendo em vista que o Iabas notificou sua decisão de interromper o funcionamento dos hospitais a partir deste sábado (18/07). A transferência foi feita de modo seguro e por decisão médica, solicitada através da Central Estadual de Regulação. As unidades para onde os pacientes foram transferidos são bem aparelhadas e dotadas de leitos especialmente preparados para atender pacientes de Covid-19.”

Ainda na nota, a SES frisou que “os hospitais de campanha do Maracanã e de São Gonçalo não fecharam, como afirmou nesta sexta-feira o secretário Alex Bousquet. Neste momento, há um paciente internado no hospital de campanha de São Gonçalo. As duas unidades estão sob administração da Fundação Saúde. Os hospitais seguem ativos e em condições de receber pacientes se necessário, como apoio e contingência aos leitos regulares da rede hospitalar. Os equipamentos utilizados nos hospitais de campanha do Maracanã e São Gonçalo são bens do Governo do Estado e permanecem nas unidades.” (Veja abaixo nota da SES na íntegra).

DISCURSO INFLAMADO NA CEASA

Ao discursar para os comerciantes e apoiadores, o governador se exaltou ao se defender de acusações que vem recebendo:

— Eu não tenho apego a bens materiais. Pelo amor de Deus, entendam isso. Eu não tenho apego a carro, nem carro eu tenho. Não tenho apego a avião, jato. Não tenho apego a dinheiro. O único tesouro que me interessa e eu quero levar para o meu túmulo, deixar para as próximas gerações, ninguém vai tirar de mim. São princípios que meu pai me deu, minha mãe me deu e minha igreja me deu: a honestidade.

Witzel esteve na Ceasa para assinar um termo de compromisso garantindo que a central não será transferida de Irajá para Duque de Caxias. De acordo com o governador, a polêmica sobre a transferência do Ceasa Grande Rio para Caxias se encerra hoje. Ele afirmou que o projeto de uma nova central de abastecimento na Baixada Fluminense fica para o futuro.

— Bem no início do governo recebemos diversos projetos, de toda ordem. O projeto da Ceasa em Caxias é para o futuro. Esta Ceasa daqui não sai, é o povo que pede. Dentro das políticas públicas que planejamos para esse ano, tínhamos a previsão de investimentos na ordem de R$ 100 milhões para turismo e agricultura, que não foram executados por conta do isolamento social. Para 2021, como nosso isolamento foi bem feito e o Rio está entre os estados com declínio de contágio, esses recursos poderão ser aplicados, e teremos uma volta da economia pujante. Nossa previsão é de aumento da produção. Não haverá necessidade de tirar de um lugar para outro. Teremos que ter mais postos de abastecimento. Durante muito tempo a agricultura foi considerada um patinho feio no estado.

Há 46 anos funcionando em Irajá, o principal entreposto fluminense corria risco de trocar de endereço, por sugestão do prefeito de Caxias, Washington Reis, que quer levar o Ceasa para a cidade da Baixada. Com uma circulação de mil caminhões, dez mil carros e cerca de 60 mil mil pessoas por dia, o centro atacadista comercializou R$ 4,5 bilhões em hortifrutigranjeiros e cereais, em 2019.

O argumento de Washington Reis é que Duque Caxias está melhor situada, para receber as mercadorias e escoar a produção. A gestão do novo espaço sairia do governo estadual e passaria para uma concessionária. Mas comerciantes do Ceasa, produtores e moradores de comunidades do entorno são contrários a transferência. Os dirigentes da Associação Comercial dos Produtores e Usuários da Ceasa explicaram isso ao governador. Eles contam com apoio de políticos como os deputados estaduais Val Ceasa (Patriota) e Dionísio Lins (PP). Val tem um boxe no mercado e acompanhou a visita de Witzel, interessado no momento em cada voto favorável na Alerj.

NOTA NA ÍNTEGRA SOBRE FECHAMENTO DOS HOSPITAIS DE CAMPANHA

“A Secretaria de Estado de Saúde (SES) esclarece que os pacientes foram transferidos, de forma preventiva, para o Hospital Universitário Pedro Ernesto, o Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, o Instituto Estadual do Tórax Ary Parreira e o Hospital Municipal Luiz Palmier, tendo em vista que o Iabas notificou sua decisão de interromper o funcionamento dos hospitais a partir deste sábado (18/07). A transferência foi feita de modo seguro e por decisão médica, solicitada através da Central Estadual de Regulação. As unidades para onde os pacientes foram transferidos são bem aparelhadas e dotadas de leitos especialmente preparados para atender pacientes de Covid-19.

A SES frisa que os hospitais de campanha do Maracanã e de São Gonçalo não fecharam, como afirmou nesta sexta-feira o secretário Alex Bousquet. Neste momento, há um paciente internado no hospital de campanha de São Gonçalo. As duas unidades estão sob administração da Fundação Saúde. Os hospitais seguem ativos e em condições de receber pacientes se necessário, como apoio e contingência aos leitos regulares da rede hospitalar.

Os equipamentos utilizados nos hospitais de campanha do Maracanã e São Gonçalo são bens do Governo do Estado e permanecem nas unidades.

Somente em unidades de campanha, a SES tem à disposição os hospitais de São Gonçalo, Maracanã, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Nova Friburgo. A SES esclarece que os três últimos foram concluídos, sendo mantidos como leitos de retaguarda. Ou seja, caso ocorra uma segunda onda de Covid-19 no estado, eles serão utilizados para garantir vagas disponíveis para o atendimento à população. Também ficará na retaguarda o hospital modular de Nova Iguaçu. Ao todo, o estado terá 900 leitos de retaguarda nestas unidades para atendimento de pacientes em eventual segunda onda de coronavírus.

Cada um desses três hospitais de campanha ficará com 20 leitos prontos para emprego imediato caso seja necessário, inclusive com os profissionais de saúde preparados. Essa medida visa garantir a agilidade na eventual abertura de novas vagas. Os demais leitos também estarão concluídos e em condição para serem abertos rapidamente, caso haja necessidade no futuro.

Os dados da Covid-19 no estado estão sendo analisados diariamente, para que seja possível estabelecer estratégias de abertura gradual ou de fechamento da economia. Em caso de aumento do uso de leitos de Covid-19, o Governo do Estado voltará a contar imediatamente com essas unidades.”

Flávio Bolsonaro será ouvido pelo MPF sobre vazamento da PF na operação Furna da Onça

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) será ouvido na próxima segunda-feira (20), às 14h, em Brasília, pelo Ministério Público Federal (MPF).

O procedimento de investigação criminal  apura as denúncias de vazamento da Operação Furna da Onça, em 2018. A denúncia de vazamento  foi feita pelo empresário Paulo Marinho,  ex-aliado do senador. A informação foi divulgada neste sábado (18) pela GloboNews.

Pela  prerrogativa do cargo, o próprio senador escolheu o dia, horário e local do depoimento, que será no gabinete dele no Senado.

Responsável pela investigação, o procurador Eduardo Benones, do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial do MPF, vai à Brasília ouvir o depoimento de Flávio Bolsonaro.

Em nota, a defesa do senador disse que o depoimento está confirmado e que ele vai depor como testemunha.

“Para que a verdade seja restaurada o mais rápido possível, o senador Flávio Bolsonaro marcou a data para depor junto ao Ministério Público Federal. A previsão é de que o depoimento ocorra na próxima segunda-feira (20/07), quando um procurador da República irá ao encontro do parlamentar, em Brasília. Flávio Bolsonaro prestará depoimento na condição de testemunha.

Furna da Onça

A operação Furna da Onça investigou um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Durante as investigações da Furna da Onça surgiu o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf), que apontou uma  movimentação considerada atípica de R$ 1,2 milhão  nas contas de  Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, então deputado na Assembleia Legislativa do Rio.

Momento em que a polícia entra na casa onde estava Fabrício Queiroz em Atibaia

Em junho,  Queiroz foi preso no sítio de Fredrick Wassef,  ex-advogado de Flávio Bolsonaro, em Atibaia, no interior de São Paulo.

O mandado de prisão foi expedido em um desdobramento da investigação do  esquema de “rachadinha”  no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Relato de Paulo Marinho

O vazamento da operação teria sido feito por um delegado, segundo o empresário. À Folha de S. Paulo, Marinho disse que o encontro com o delegado teria ocorrido na porta da Superintendência da PF, na Praça Mauá.

De acordo com a versão do empresário, participaram também o coronel Miguel Braga, chefe de gabinete do parlamentar, o advogado Victor Alves e Val Meliga, ex-presidente do PSL no Rio e irmã de dois milicianos.

O relato do delegado, segundo Marinho, foi de que Queiroz e a filha tinham sido citados num relatório do antigo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

“Vai ser deflagrada a operação Furna da Onça, que vai atingir em cheio a Assembleia Legislativa do Rio. E essa operação vai alcançar algumas pessoas do gabinete do Flávio. Uma delas é o Queiroz e a outra é a filha do Queiroz (Nathalia), que trabalha no gabinete do Jair Bolsonaro (que ainda era deputado federal) em Brasília. Nós vamos segurar essa operação para não detoná-la agora, durante o segundo turno, porque isso pode atrapalhar o resultado da eleição (presidencial) ”, teria dito o delegado, segundo Marinho.

A partir do relatório, o Ministério Público do Rio detalhou o suposto esquema de corrupção que afirma ter ocorrido no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Os promotores afirmam que Flávio Bolsonaro é o   chefe de uma organização criminosa e identificaram pelo menos 13 assessores que repassaram parte de seus salários ao ex-assessor dele, Fabrício Queiroz.

Com ator cada vez mais sarado, ‘ativar o modo Fábio Assunção’ ganha novo significado

Fábio Assunção, de 48 anos, já vinha impressionando por sua boa forma física há algum tempo. Só que a cada dia que passa, o ator fica mais sarado. O personal Chico Salgado postou no Instagram, nesta sexta-feira, uma foto em que Fábio Assunção aparece com o tanquinho à mostra. A imagem deu o que falar nas redes sociais e até ressignificou a expressão “ativar o modo Fábio Assunção”.
Antigamente, as pessoas usavam a expressão “vou ativar o modo Fábio Assunção” quando queriam dar a entender que gostariam de ficar muito loucas, em uma referência às polêmicas vividas pelo ator nos últimos anos. Só que agora, a expressão “ativar o modo Fábio Assunção” é usada por quem quer dizer que vai se tornar uma pessoa mais saudável, fitness, em uma referência ao novo shape do ator.
Chico Salgado, inclusive, deu uma bronca em quem usa “ativar o modo Fábio Assunção” de forma pejorativa. “Eu acho muito engraçado como funciona a cabeça da maioria dos brasileiros. Adoramos compartilhar a derrota e o fracasso principalmente se existe algum tipo de evidencia na pessoa.
Trago o meu aluno @fabioassuncaooficial que fez uma das mudanças de vida mais incríveis que eu já vi e merece ser aplaudido e compartilhado para motivar alguém que pode estar precisando disso, mas o julgamento muitas vezes não deixa ninguém enxergar”, iniciou.
“Que um dia nos possamos aprender a admirar e compartilhar histórias de vitória e superação e isso tenha mais destaque do que qualquer meme sem noção. Ainda bem que o Fábio usou todas as críticas para converter em energia e vontade de mudar. Esse foi o trampolim para ressurgir na sua melhor versão!!! PS: Não é bomba, dieta milagrosa nem magica. São 10 meses de trabalho duro que começou com uma coisa chamada DECISÃO”, finalizou.