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Polícia do Rio vai investigar rede de prostituição que tem traficantes e milicianos como clientes

A Polícia Civil vai investigar uma rede de prostituição interestadual da qual faria parte Lucas Pinho Ramos, de 24 anos, assassinado no último dia 3 de julho, em Santa Cruz. De acordo com as investigações, o rapaz era o responsável por encaminhar prostitutas e garotos de programa para criminosos das quatro facções criminosas do estado. Um dos milicianos mais procurados do Rio, Wellington da Silva Braga, o Ecko, é investigado como mandante do assassinato, como o EXTRA revelou nesta segunda-feira.

Para os policiais, o jovem seria uns dos agenciadores e homem de confiança de traficantes e milicianos quando a questão era orgia. Lucas foi morto após contar para integrantes de uma facção criminosa, em um baile funk no Complexo do Alemão, há pouco mais de um mês, que se relacionou sexualmente com Ecko. Segundo o inquérito ao qual o EXTRA teve acesso, a história se espalhou e por isso o paramilitar teria decretado a sua execução.

Ainda segundo uma testemunha, Lucas e outras três garotas de programa foram convidadas para uma festa da milícia no último dia 2 de julho. Após o encontro, já na madrugada do dia 3, quando o grupo voltava, Lucas foi assassinado com tiros de fuzil.

Segundo a Polícia Civil, a rede de prostituição é complexa. Nos últimos dias algumas testemunhas já foram ouvidas. Inclusive, uma mulher que veio do Sul especialmente para oferecer serviços sexuais a comparsas de Ecko.

Em depoimento, as garotas de programa afirmaram que cada programa variava de acordo com a quantidade de homens com quem teriam que se relacionar a cada noite. O valor variava de R$ 1 mil a R$ 2 mil. De acordo com as investigações, as jovens e os meninos de programa sempre ficavam hospedados em um apart-hotel na Barra da Tijuca. Só saíam do residencial para realizar os programas contratados.

— Em mais de 20 anos de carreira eu nunca vi alguém que fazia agenciamento de mulheres e homens para facções criminosas. E outra: é muito incomum uma pessoa transitar por todas as facções como a vítima fazia — afirmou um investigador.

O EXTRA procurou a família de Lucas. No entanto, nenhum parente atendeu as ligações. Em uma postagem nas redes sociais, uma irmã dele escreveu: ‘‘O que você faz com a sua vida, meu irmão?’’. Ecko foi indiciado pelo homicídio. A recompensa por informações que levem ao seu paradeiro está em R$ 10 mil.

Integrantes da quadrilha de Ecko são presos quando tentavam expandir milícia para Nilópolis

Quatro homens apontados pela polícia como integrantes da quadrilha do miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko – um dos bandidos mais procurados do Rio -, foram presos, nesta segunda-feira, por policiais da 57ª DP (Nilópolis).

Alessandro Roberto dos Santos Pereira, Leonardo Paranhos Paim dos Santos, Carlos Henrique Galdino do Nascimento e Hudson Pereira Soté foram autuados em flagrante. Os agentes chegaram até eles após descobrirem que Ecko tentaria expandir sua milícia para Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Os policiais receberam uma informação, há cerca de duas semanas, de que bandidos ligados a Ecko iriam para Nilópolis e passaram a monitorar os acessos ao município.

Durante as investigações, eles conseguiram identificar alguns dos milicianos e souberam que, nesta terça-feira, um grupo tentaria matar um homem que controla os mototaxistas de Nilópolis. O encontro do bando seria na Praça do Chafariz, no Centro da cidade.

Os bandidos chegariam em quatro veículos: um Renault Logan branco, um Citroen C4 preto, um Kia Sorento prata e um Fiat Cronos também prata.

Equipes da 57ª DP foram para o local à paisana e monitoraram a movimentação durante horas. Por volta das 15h, os agentes viram três dos quatro carros entrando num estacionamento em frente à Praça do Chafariz. Dos veículos, saíram oito homens – dois foram reconhecidos pelos policiais, que chamaram reforços.

Os bandidos se dispersaram e seguiram em direção à praça. Os policiais, então, se aproximaram e prenderam quatro deles. Os demais fugiram. Foram feitas buscas por eles, mas os agentes não os localizaram.

Armas, farda e documento de PM apreendidos

Com os presos, foram encontradas duas pistolas e quatro telefones celulares. Os carros que estavam com o bando foram abertos e revistados. No Citroen, os policiais apreenderam dois fuzis, um colete à prova de balas – normalmente usado pela Polícia Militar – com um nome escrito, uma farda da PM com o mesmo nome e a carteira de habilitação do mesmo agente.

No Renault Logan, os policias acharam um carregador de pistola calibre, uma carteira com documentos e um telefone celular. No Kia Sorento, havia uma faca de combate, um facão médio, um instrumento composto de um fio de aço com uma argola em cada extremidade, uma gandola militar preta, uma balaclava preta e um coturno militar preto.

Os presos, os veículos, as armas e do material foram encaminhados a 57ª DP. Os presos foram para o sistema penitenciário, onde ficarão à disposição da Justiça. Os agentes não conseguiram localizar o policial militar que teve a habilitação apreendida nem o dono do outro documento.

Polícia prende chefe da quadrilha especializada em saidinha de banco na Zona Oeste

A Polícia Civil acredita ter enfraquecido uma quadrilha especializada na ‘saidinha de banco’ com a prisão do chefe da organização criminosa. Marcelo Costa comandava o grupo investigado por pelo menos 15 assaltos a pessoas que tinham acabado de sacar valores em agências e loterias, da Zona Oeste.

Imagens das câmeras de segurança obtidas pela polícia mostraram como o grupo agia. Marcelo entrava na agência ou loteria e escolhia as vítimas, principalmente idosos. Pelo celular, ele informava aos comparsas, que aguardavam de moto, próximo ao local, para efetuar o roubo. A ação era normalmente rápida e sem resistência da vítima.

O delegado responsável pela ação, Hilton Alonso, conta que o próximo passo da investigação é a prisão do outro homem flagrado nos assaltos, Jairo Gomes Reis.

Marcelo Costa já foi condenado por uma série de crimes, como falsificação de documentos, homicídio, roubo e latrocínio.

Governo do Rio prorroga campanha de doação de sangue LGBTI até o dia 31

Devido ao sucesso, a campanha ‘Sangue LGBTI também salva vidas’, realizada em quatro hospitais públicos do estado, foi estendida no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) até o fim do mês.

A ação marca a passagem do Dia Mundial do Orgulho LGBTI (28 de junho) e a recente conquista, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), do direito de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexos e outros mais também serem doadores.

Além de ampliar o tempo de duração da campanha, o HUPE e a Secretaria, que promove a campanha, fecharam uma parceria para a capacitação dos funcionários do seu banco de sangue para que estes prestem o melhor atendimento a essa nova parcela da população que começou a doar agora.

Sangue LGBTI também salva vidas

Horário: 8 às 15 horas*

Data: de segunda a sexta-feira, até 31/7

Local: Banco de Sangue Herbert de Souza – Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe)

Endereço: Boulevard Vinte e Oito de Setembro 109 – Vila Isabel – Rio de Janeiro/RJ

*Por conta do isolamento social, as doações são realizadas mediante agendamento pelo telefone (21) 2868 8134.

Prefeitura do Rio disponibiliza mais de 230 vagas de emprego nesta segunda-feira (13/07)

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação, semanalmente disponibiliza oportunidades de emprego. Desta vez são 233 vagas, sendo 99 para pessoas com deficiência e reabilitados do INSS e 134 para candidatos sem deficiência. Até que não tem experiência tem chance de conseguir uma colocação

Para se candidatar é necessário enviar e-mail para captacaodevagas.smdei@gmail.com

As vagas podem expirar e sair do sistema em função da quantidade de encaminhamentos já realizados e/ou devido ao prazo estipulado pelo empregador.

Vale ressaltar que não há qualquer possibilidade de encaminhamento das pessoas sem deficiência para as vagas exclusivas para pessoas com deficiência e reabilitados do INSS.

 

Confira as vagas e a indicação de exigência de experiência na função:

 

Pessoas sem deficiência

– Fundamental Incompleto

Ocupação – Experiência

Costureira – Sim
Açougueiro – Sim

– Médio Completo

Ocupação – Experiência

Operador de Telemarketing – Não

– Superior Completo

Ocupação – Experiência

Farmacêutico – Sim
Analista contábil Sênior – Sim

 

Vagas exclusivas para pessoas com deficiência e reabilitados do INSS

– Fundamental Incompleto

Ocupação – Experiência

Auxiliar de estoque – Não
Empacotador a mão – Não
Operador de supermercado – Não
Auxiliar de produção – Não
Servente de obras – Não

 

– Fundamental Completo

Ocupação – Experiência
Armazenista – Não
Atendente do setor de frios e laticínios – Não
Empacotador a mão – Não
Repositor de mercadorias – Não

 

– Médio Completo

Ocupação – Experiência
Operador de caixa – Sim

Governo investe em ações de humanização e acolhimento em meio à pandemia

Para muitos cidadãos fluminenses, o período de isolamento social necessário para evitar a propagação do novo coronavírus tem causado certo desconforto, principalmente com relação à saúde mental da população do Rio de Janeiro. Pensando em minimizar os efeitos causados pela quarentena, o Governo do Estado investe em ações de humanização e acolhimento, por meio de iniciativas criadas pelas Secretarias de Vitimados, de Cultura e Economia Criativa, de Educação / Degase, de Ciência, Tecnologia e Inovação / Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), além da Fundação Leão XIII. O Portal RJ reuniu alguns destes projetos e conversou com alguns voluntários e pessoas beneficiadas pelas ações de humanização.

 

Visitas virtuais aos pacientes internados no Hupe

O Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), uma das unidades de saúde da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), criou o projeto “PSI Covid”, que promove encontros virtuais entre os paciente com covid-19 internados na unidade e os familiares. As vídeochamadas, que são intermediadas por professores e alunos das áreas de Psiquiatria e Psicologia da Faculdade de Ciências Médicas da Uerj, surgiram como uma alternativa para que as famílias pudessem se falar durante o período do tratamento da doença.

– As experiências são muito emocionantes, tanto para os pacientes, quanto para a equipe médica. Aproveitamos este momento para também identificar, entre os familiares daquela pessoa, se há alguém em sofrimento psicológico – contou a coordenadora do projeto, a professora e médica Silvana Ferreira.

– Observamos que as visitas virtuais humanizam muito o processo de internação e, além disso, podem diminuir os agravos de saúde dos pacientes, pois os sintomas psiquiátricos podem piorar o prognóstico da doença – ressaltou Silvana, lembrando que os aparelhos celulares foram doados pelos próprios integrantes da equipe e passam por um criterioso processo de higienização a cada ligação.

 

Leitura de histórias e poemas às pessoas do grupo de risco

Quem está cumprindo o isolamento social, muitas vezes pode se deparar com a solidão por não ter com quem conversar. Por isso, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa lançou o “Histórias por telefone”, iniciativa que propõe que as pessoas ouçam poemas e histórias lidas por voluntários.

‘Tia’ Ro, de 62 anos, foi a pessoa que inspirou o projeto. Moradora da Rocinha e amante da literatura, ela contou que foi uma ligação – com um poema e uma música – que a tirou da depressão.

– Atender aquele telefonema foi tudo o que eu precisava. Sou do grupo de risco e estou levando muito a sério o isolamento. Por isso, não estou saindo de casa e isso me deixava muito triste. Ia até o portão e não via ninguém nas ruas. Quando ouvi a música e a poesia por telefone, acalmou meu coração – contou.

A escritora Cris Ávila é uma das voluntárias do “Histórias por telefone”. Segundo ela, a receptividade dos ouvintes foi muito boa.

– Tive a oportunidade de ler meus próprios poemas. Sinto muita gratidão por poder trocar com as pessoas. É uma energia muito bacana que conseguimos sentir mesmo que por telefone – explicou Cris.

 

Atendimento psicológico às famílias das vítimas e grupos de risco

 O projeto de atendimento psicológico online da Secretaria de Estado de Vitimados, que completou três meses de atuação, atendeu 869 pessoas. O auxílio, voltado para famílias de vítimas fatais da covid-19, incluiu também agentes de segurança pública, pacientes em recuperação que estavam em isolamento social, além de idosos e pessoas em situação vulnerável diante da pandemia. A iniciativa está em fase de encerramento das atividades e teve, ao todo, 134 psicólogos voluntários.

Aos 67 anos, dona Maria Imaculada se viu na difícil situação de encarar a quarentena sozinha. Com a perda recente do marido, vítima de câncer, e a filha, que, com coronavírus, precisou entrar em isolamento, ela buscou o apoio psicológico da Sevit.

 – Estava muito deprimida. Eu costumava fazer várias atividades, como pilates e caminhada, e, de repente, tudo parou – comentou dona Imaculada.

 Entre as queixas mais frequentes estavam crises de ansiedade e depressão. Os relatos também incluíram sintomas como insônia, oscilação de humor, irritabilidade e dificuldade de concentração. A maioria dos casos foi acompanhada de forma contínua pelos profissionais.

– Sinto que estou fiz a diferença na vida destas pessoas. Muitas nos disseram que ficavam esperando com alegria o dia da sessão. Costumava conversar com os pacientes, orientá-los com técnicas de respiração e, principalmente, dizer que vai ficar tudo bem – contou a psicóloga voluntária, Erica Delgado.

 

Envio de mensagens positivas aos idosos em abrigos

 Já a Fundação Leão XIII, que administra três abrigos para idosos no estado, desenvolveu a campanha “Circulando afeto: fique em casa, espalhe amor”, que estimula o envio de mensagens carinhosas para ajudar os residentes a se sentirem menos sozinhos durante o isolamento social, uma vez que as visitas estão suspensas durante este período. Ao todo, a instituição, que acolhe 159 pessoas da terceira idade, já recebeu cerca de mil mensagens, entre textos e vídeos.

Os filhos de Carolina Machado, Vicente e Bethânia, de 11 e 10 anos, respectivamente, são os autores de vídeos fofos para os vovôs e vovós. Segundo a mãe das crianças, após da morte do avô, os filhos ficaram sem referências de idosos em casa.

– Quando vi a postagem nas redes sociais da Fundação Leão XIII, achei que seria interessante trabalhar a questão do luto com os meus filhos. Meu pai, que era avô das crianças, faleceu em abril, logo no início da pandemia, e era o único idoso em nossa família. Eles se empolgaram com os vídeos e gostam de mostrar algumas situações da nossa rotina em casa. A Bethânia já disse que, quando o isolamento acabar, quer visitar os idosos nos abrigos – falou Carolina.

 

Matando a saudade da família por meio virtual

Os menores que cumprem medidas socioeducativas nas unidades do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), ligado à Secretaria de Estado de Educação, estão se utilizando da tecnologia para matar as saudades da família enquanto os encontros presenciais não podem ocorrer. No Cense Escola João Luís Alves (EJLA), na Ilha do Governador, que abriga 134 internos, de segunda-feira a sábado, um grupo de cada um dos seis módulos e anexo pode fazer ligações de vídeo pelo computador, por tablets recém-adquiridos e também por telefones celulares.

Em uma dessas ligações, o jovem V. pode dizer à mãe que está com saudades e perguntou sobre como estão demais familiares. Já J. pediu que a mãe o levasse biscoitos em um sábado, dia de entrega de pertences aos jovens.

O Degase adquiriu 16 tablets, ao todo, e os aparelhos foram distribuídos entre as nove unidades de internação. Os encontros virtuais também estão sendo utilizados pelos internos para que possam conversar, além dos familiares, com os defensores e advogados.

Prefeitura do Rio proíbe venda de bebidas alcoólicas em bancas de jornais

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Fazenda, publicou no Dário Oficial desta segunda-feira, 13/07, decreto que proíbe a venda de bebidas alcoólicas pelas bancas de jornais e revistas da cidade. A medida tem como objetivo evitar aglomerações de pessoas nas ruas durante a pandemia e já começa a valer a partir de hoje.

– Durante nossa rotina de fiscalização observamos essa tendência. Muitas pessoas têm se reunido nas proximidades das bancas, gerando aglomerações e facilitando a circulação do coronavírus – afirma Carlos Guerra, Subsecretário de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano, da Secretaria Municipal de Fazenda.

As bancas de jornais e revistas que descumprirem a determinação estão sujeitas a multas de R$78,19, além da  apreensão das mercadorias e perda da licença, conforme a Lei 3.425/2002. A mesma legislação que dispõe sobre a concessão da autorização e normas para funcionamento das bancas na cidade também prevê a remoção das bancas do logradouro público em caso de desobediência.

O município do Rio possui atualmente 2050 bancas de jornais com autorizações ativas.
A venda de outros produtos, além de jornais e revistas pelas bancas continua válida e está descrita na mesma lei que regula a atividade (Lei 3425/2002).

Detran amplia vagas e serviços esta semana

Dando seguimento à retomada gradual das atividades, o Detran.RJ volta a disponibilizar, a partir desta segunda-feira (13/07), os serviços de transferência de propriedade, segunda via do Certificado de Registro de Veículo (CRV), mudança de município e transferência de jurisdição. Assim como já é feito para retirada do licenciamento anual e outros serviços veiculares, o atendimento será no modelo drive-thru, ou seja, a pessoa não precisa sair do veículo para ser atendida.

Além disso, também a partir desta segunda (13) o departamento entregará 6.174 carteiras de habilitações feitas antes da pandemia em nove postos e que já estão prontas. Os postos são: Shopping Via Brasil, Nova Iguaçu Shopping, Shopping Pátio Mix (Resende) e Barra Mansa, Shopping Penha, Vaz Lobo, Gávea, Ceasa (Irajá), Ipanema/Cantagalo. Quem fez o documento nos quatro primeiros postos deve retirá-los na própria unidade que reabrirá a partir desta segunda. Já quem solicitou a habilitação nas unidades Shopping Penha, Vaz Lobo, Gávea, Ceasa e Ipanema/Cantagalo deverá buscar o documento na sede do Detran, no Centro do Rio. Com essa ampliação, carteiras de habilitação emitidas em 26 unidades do estado passam a ficar disponíveis para retirada.

Em um mês de reabertura, mais de 48 mil documentos de veículos já foram entregues num grande esforço do departamento para atender os casos de urgência sem deixar de seguir os protocolos das autoridades sanitárias. Para evitar aglomerações, as vagas continuam limitadas e, a cada semana, o número de atendimentos e de postos vem sendo ampliado. Um exemplo é a emissão de identidades. No início do plano de contingenciamento eram apenas 100 vagas diárias e agora são 1600 atendimentos por dia. Assim, mais de 65 mil documentos de identificação foram entregues desde o início da pandemia.

– Fizemos um plano de ação para mitigar os riscos de contaminação, sempre pensando na segurança de usuários e funcionários e, ao mesmo tempo, atendendo quem mais precisa. Nesta etapa, disponibilizaremos mais quatro procedimentos de veículos e mais 6 mil carteiras de motorista poderão ser retiradas. Mas vale lembrar que o prazo para a transferência de propriedade está suspenso e o calendário do licenciamento anual foi prorrogado. Além disso, CNHs vencidas a partir de 19 de fevereiro continuam válidas. Ou seja, não precisa se preocupar ou correr aos postos. O risco de contaminação ainda é uma realidade e, se puder, aguarde. Ninguém será prejudicado – lembrou o presidente do Detran, Marcello Braga Maia.

 

Confira todos os serviços já disponíveis pelo Detran  AQUI.

Primeiro domingo após reabertura de áreas de lazer é de filas para entrar nos parques

O carioca acordou cedo para aproveitar o primeiro domingo de reabertura de áreas de lazer no Rio de Janeiro durante a pandemia, com direito a sol forte e céu azul. E, pelo visto, o contato com a natureza estava fazendo falta…No Parque Lage, no Jardim Botânico, que, desde a última quinta-feira, após autorização de uma portaria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), passou a abrir das 10h às 17h (ao invés de das 9h às 17h), havia fila de quase um quarteirão para entrar. O local estava fechado desde o dia 17 de março, para conter a disseminação do novo coronavírus.

Em tempos de pandemia, o protocolo é rígido: só entram 200 pessoas por hora. A cada dez que saem, outras dez podem entrar. No palacete, onde está a piscina, o bistrô Plage e a loja de design, também abertos, o limite máximo é de 100 pessoas. Há sinalização e totens de álcool gel por toda parte. A temperatura de cada visitante é aferida com um termômetro digital logo na entrada: quem estiver com mais de 38 graus, não entra. Quem estiver sem máscara, também não. E é indispensável higienizar a mão com álcool gel antesde entrar.

– Nosso protocolo de reabertura foi elaborado com base nas orientaçoes da Organização Mundial de Saúde (OMS), do decreto municipal e das recomendações da secretararia estadual de Saúde. Tivemos que readequar a nossa realidade. Ontem, recebemos 868 visitantes. Antes da pandemia, recebíamos quase o dobro num sábado – afirma Yole Mendonça, diretora da Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage, que seguirá fechada e com aulas on-line neste segundo semestre.

No palacete, onde está o bistrô Plage e a loja de design, também abertos, o limite máximo é de 100 pessoas. Há controle ainda para fazer a famosa foto com a piscina ao fundo e o Cristo no alto. A jornalista Annete Perorazio era das que estavam na fila com o marido, o bancário Leonardo Charles, e a filha do casal, Laura, de 2 meses. O local tem um significado especial para eles.

— Em 2009, quando começamos o nosso relacionamento, preparei uma surpresa para Leonardo no dia dos namorados aqui. Desde então, temos o costume de vir anualmente. Tive minha filha em meio à pandemia, estava presa em casa até agora, então foi muito simbólica para nós essa visita — conta Annete, acrescentando que se sentiu segura durante a experiência. — Todos os funcionários estão usando máscara e face shield e o controle está muito rígido.

O Jardim Botânico e o Parque Nacional da Tijuca também estão abertos. Na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, o primeiro domingo com a reabertura dos parques trouxe movimento, ainda que abaixo do normal para um fim de semana de sol. Famílias passeavam e outros faziam exercícios físicos.

Muitas pessoas ainda estavam sem máscaras ou usavam o equipamento de forma errada, abaixo do nariz ou as carregando nas mãos. Para o açougueiro Rodrigo Luiz, que foi ao local com a mulher e as duas filhas sem máscaras, a sensação é de segurança:

– Na nossa comunidade, é bem mais fácil ter aglomeração. Nos sentimos mais seguros aqui do que lá. Usamos a máscara em outros ambientes, como os fechados e os que têm mais gente.

Quanto à fiscalização para o uso da máscara, ele também disse não ter se sentido ameaçado.

– Não vi guardas e nenhum tipo de fiscalização até agora por aqui. Aqui é difícil ficar cheio – avalia Rodrigo.

Já o Parque Madureira segue fechado e, segundo o segurança do local, não tem previsão para reabrir. Precisa de ajustes operacionais. Segundo a prefeitura, estão proibidas as práticas de piquenique, comemorações e eventos nestes locais.

Advogado traficante morre quando tentava fugir de PM em condomínio de luxo na Zona Oeste

O traficante Carlos Henrique Fowler Moscoso, conhecido como Brutus, de 43 anos, morreu neste sábado, ao tentar fugir de uma ação da Coordenadoria de Polícia Pacificadora da Polícia Militar (CPP/PM), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O criminoso, que era advogado, morava no condomínio Atlântico Sul, que fica de frente para a praia, na Avenida Lúcio Costas. Os agentes chegaram até ele após informações repassadas pelo Disque Denúncia (21-2253-1177).
De acordo com testemunhas, quando Brutus percebeu a chegada dos PMs, tentou fugir descendo pelo andaime de uma obra de seu condomínio, quando caiu do décimo andar do prédio. Ele chegou a ser atendido por agentes do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu.

 

O traficante vendia drogas para usuários de classe média alta, na Barra, Recreio e Zona Sul, inclusive em academias, praias e consultórios médicos. Ele tinha ligações com criminosos das favelas da Rocinha e Vidigal, em São Conrado, e estava sendo monitorado há cerca de três meses, desde a prisão de integrantes de uma quadrilha da Rocinha, em um motel da Zona Norte.
Brutus tinha quatro passagens pela polícia, todas por tráfico de drogas e condutas afins, e um mandado de prisão em aberto, expedido pela 37ª Vara Criminal do Rio, pelo mesmo crime. Ele já havia sido preso em junho de 2015 com 500 g de cocaína, haxixe, material para endolação, duas balanças de precisão, além de ser encontrada no celular dele, contabilidade do tráfico.