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UNIDADES DE SAÚDE DEVERÃO PRIORIZAR ATENDIMENTO A PESSOAS COM IMUNODEFICIÊNCIAS, TRANSTORNOS MENTAIS E AUTISMO

As unidades de saúde públicas e privadas do Estado do Rio serão obrigadas a priorizar o atendimento de urgência e emergência aos pacientes que tenham imunodeficiências, hemoglobinopatias, transtornos mentais e autismo. A determinação é do projeto de lei 859/19, que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quinta-feira (09/07), em discussão única. O texto seguirá para o governador Wilson Witzel, que tem até 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo. A medida é de autoria dos deputados Dr. Deodalto (DEM), Giovani Ratinho (PTC), Vandro Família (SDD) e Franciane Motta (MDB).

A norma valerá para hospitais, pronto atendimento de pacientes, postos de saúde, clínicas e consultórios de qualquer natureza, ambulatórios, laboratórios, clínicas de acupuntura, veículos para transporte de pacientes, além de bancos de sangue, de órgãos, de leite e congêneres. Segundo o texto, a prioridade no atendimento de urgência respeitará a classificação de risco de vida, após avaliação médica inicial, conforme as regras de funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). O controle do tempo de atendimento será realizado pelo prestador do serviço, utilizando-se, para este fim, sistema de registro de atendimento em papel ou meio eletrônico.

Caso o paciente solicite cópia do boletim de atendimento médico, prontuário ou registro equivalente, este deverá ser fornecido em até 48 horas, contendo também a qualificação profissional dos que o atenderam. O fornecimento poderá ser feito por e-mail e aplicativos de mensagens.

Os estabelecimentos deverão fixar cartazes nas suas dependências informando sobre o conteúdo desta norma. Em caso de descumprimento, as unidades de saúde privadas poderão sofrer sanções previstas pelo Código de Defesa do Consumidor. No caso das unidades públicas, os dirigentes e servidores poderão ser responsabilizados administrativamente.

PREFERÊNCIA A IDOSOS EM BANCOS E LOTÉRICAS SERÁ AMPLIADA

Os idosos, pessoas maiores de 60 anos, terão acesso preferencial em todos os caixas nos bancos privados e lotéricas durante a pandemia de coronavírus. Este é o objetivo do projeto de lei 2.283/2020, que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quinta-feira (09/07), em discussão única. A proposta seguirá para o governador Wilson Witzel, que tem até 15 dias úteis para sancioná-la ou vetá-la.

Segundo o texto, esses estabelecimentos deverão disponibilizar o acesso preferencial inclusive para serviços de saques e validação de senha e cartão para os idosos, que são o grupo de maior risco para a covid-19. Essa parcela da população deverá ser atendida em, no máximo, 30 minutos. Os atendimentos com os gerentes de contas também deverão ter senhas separadas só para idosos, inclusive diferente das senhas preferenciais já existentes. Dentre os idosos, a prioridade especial é dos maiores de 80 anos, atendendo-se suas necessidades sempre preferencialmente em relação aos demais idosos. Os bancos que realizarem pagamento salarial dos idosos ainda deverão adotar medidas que evitem filas e aglomerações, segundo recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O descumprimento da norma acarretará na aplicação de multa no valor de 20 mil Ufir-RJ, aproximadamente R$ 71 mil, a ser revertida para o Fundo Especial de Apoio à Programas de Proteção e Defesa do Consumidor (Feprocon), aplicada em dobro no caso de reincidência. Esses estabelecimentos também poderão sofrer sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

“Vale ressaltar que as pessoas idosas são as que mais precisam desse atendimento presencial nos bancos e lotéricas, pois a grande maioria não é familiarizada com as inovações tecnológicas e muitos moram sozinhos”, declarou o deputado Marcelo Cabeleireiro (DC), que é o autor original da proposta.

Também assinam o texto como coautores os seguintes parlamentares: Carlos Minc (PSB), Bebeto (Podemos), Mônica Francisco (PSol), André Ceciliano (PT), Martha Rocha (PDT), Dani Monteiro (PSol), Gustavo Tutuca (MDB), João Peixoto (DC), Samuel Malafaia (DEM) , Waldeck Carneiro (PT), Renata Souza (PSol), Rosane Felix (PSD), SubTenente Bernardo (PROS), Dionísio Lins (PP), Val Ceasa (Patriota), Danniel Librelon(REP) , Enfermeira Rejane (PCdoB) e Eliomar Coelho (PSol).

AGORA É LEI: AUTORIDADE POLICIAL DEVERÁ SEGUIR PROCEDIMENTOS PARA CASOS DE AUTO DE RESISTÊNCIA

O Rio de Janeiro teve regulamentados os procedimentos que devem ser adotados pela autoridade policial nas ocorrências dos chamados autos de resistência – quando um indivíduo sofre lesão corporal ou é morto após resistir a uma ação policial. É o que determina a Lei 8.928/2020, que foi sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (10/07).

De acordo com a nova lei, o policial deverá, obrigatoriamente, tomar algumas medidas, como a solicitação imediata de equipe de apoio para preservação do local da ocorrência e a prestação de socorro à vítima, se houver lesão corporal. O socorro deverá ser feito prioritariamente pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio (CBMERJ) e, em casos extremos, pela Polícia Militar ou pela Polícia Civil, acompanhada por membro da família ou testemunha.

Além disso, todas as provas disponíveis deverão ser colhidas e a polícia técnico-científica deverá realizar perícia no local. Todos os policiais envolvidos, a vítima, as testemunhas e os médicos que fizeram o atendimento deverão ser ouvidos e as armas utilizadas na ocasião deverão ser identificadas pela autoridade policial.

Um processo apuratório deverá ser instaurado imediatamente pela instituição e o ocorrido deverá ser comunicado ao Ministério Público, à Defensoria Pública e ao órgão do Poder Executivo responsável pela promoção dos direitos humanos. Os casos de morte deverão ser encaminhados para a Divisão de Homicídios. Todas essas regras valem inclusive para as ocorrências de lesão ou morte de agentes da segurança pública durante operações.

A norma também determina que o policial que se envolver em mais de um auto de resistência dentro de um ano deverá ser avaliado pelo Setor de Psicologia e, se recomendado, ser afastado para serviços técnicos ou internos. Neste período, o agente passará por acompanhamento psicológico, capacitação em Direitos Humanos e aperfeiçoamento profissional.

O autor da medida, Carlos Minc (PSB), explica que o Estado do Rio apresenta altos índices de violência praticada em incursões policiais, assim como é grande o número de mortes decorrentes das operações de combate ao tráfico e ao crime. “Esta norma vai estabelecer critérios que ajudarão na realização da investigação e da consequente punição”, afirmou o parlamentar.

Com perdas de R$ 100 milhões, BRT Rio pede socorro para não parar já no mês de agosto

A pandemia pela Covid-19 atingiu em cheio o setor de transportes e colocou o BRT Rio no CTI. Com queda drástica do número de passageiros desde o anúncio das medidas restritivas, em março, o BRT Rio registrou redução de 75% da demanda durante os 90 dias do ápice do isolamento social. A flexibilização das restrições de isolamento da população em junho, com a retomada gradual da atividade econômica de setores como serviços e comércio, devolveu 25% dos passageiros ao sistema, mas isso não tem sido capaz de equilibrar as contas. Com perdas de R$ 100 milhões nos últimos quatro meses, o risco de o BRT Rio interromper a operação a partir de agosto é cada dia maior.

“As projeções indicam que somente no segundo semestre de 2021 retomaremos o número de passageiros que o sistema tinha antes da pandemia. A situação do BRT Rio é calamitosa. Se o sistema não obtiver um socorro financeiro emergencial dos Governos o BRT não terá alternativa a não ser paralisar sua operação, o que poderá ocorrer já em agosto”, alerta o presidente-executivo do BRT Rio, Luiz Martins.

A situação crítica do BRT Rio comprova a realidade de outros modais do Rio de Janeiro. No MetrôRio e na Supervia as perdas estão em patamar similar ao do BRT, revelando que o colapso econômico-financeiro é comum a todos os modais de massa do Estado do Rio de Janeiro.

No período anterior à pandemia o BRT transportava cerca de 300 mil passageiros pagantes por dia, fora as gratuidades e evasões por calote. Com a implantação das medidas restritivas esse número caiu para 75 mil/dia em março, e se manteve assim até meados de junho. Após a terceira fase de flexibilização com restrições da Prefeitura do Rio, o BRT Rio vem registrando 150 mil passageiros/dia, ou seja, apenas 50% da demanda média antes da pandemia.

Sem previsão de retomar a totalidade dos passageiros nos próximos meses as dívidas se acumulam, ao mesmo tempo em que despesas com salários de rodoviários, manutenção dos ônibus articulados, compra de óleo diesel, manutenção das estações e terminais não param.

O BRT Rio adotou todas as medidas alternativas na tentativa de preservar empregos, concedendo férias e reduzindo jornadas, entre outras ações.  No entanto, na semana passada, a empresa se viu obrigada a demitir 670 funcionários para readequar sua folha de pessoal à realidade financeira da empresa.  Se o diagnóstico já era preocupante, a Covid-19 jogou o paciente no CTI.

 Antes da pandemia, o BRT já vinha lutando para manter os postos de trabalho frente a adversidades como a não concessão de reajuste da tarifa, política de gratuidades, evasão de passageiros, vandalismo e furtos nas estações. 

“Há quatro meses o BRT vem fazendo malabarismos para manter a operação e não deixar de atender a população, mas a situação chegou no limite.  Se o socorro financeiro imediato dos Governos não vier o BRT poderá parar já em agosto”, antecipa Luiz Martins.

AGORA É LEI: O GOVERNO ESTÁ AUTORIZADO A USAR HOTÉIS PARA ACOLHER VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

O Governo do Estado está autorizado a requisitar administrativamente hotéis, motéis, pousadas e outros estabelecimentos de hospedagem para acolher mulheres vítimas de violência doméstica e seus dependentes, durante a pandemia do coronavírus. É o que determina a Lei 8.927/2020, sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (09/07).

A medida estabelece que o acolhimento será concedido por juiz a requerimento do Ministério Público ou a pedido da mulher, garantido o sigilo. A norma ainda assegura que seja garantida à vítima proteção policial, quando necessário; transporte para o local de acolhimento, quando houver risco de vida; manutenção do vínculo trabalhista, quando for necessário o afastamento por até seis meses; bolsa auxílio no valor de pelo menos uma cesta básica e acompanhamento psicológico. Serão disponibilizados pelos estabelecimentos de hospedagem os serviços de lavanderia, serviço de alimentação, telefonia e internet.

Deverá ser mantido um cadastro atualizado dos locais de abrigamento do Estado e dos municípios. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos deverá disponibilizar ao Poder Judiciário a listagem atualizada das propriedades requisitadas administrativamente. Quando necessário, a localização das acomodações será mantida em sigilo, de modo a assegurar a proteção das vítimas e de seus dependentes.

A lei ainda prevê a articulação com demais entidades para viabilizar o encaminhamento de mulheres que, em razão de segurança, necessitam de abrigo longe de sua região de origem, até mesmo em outros estados. A medida dependerá de uma análise de risco realizada junto aos órgãos e instituições que compõem a rede de enfrentamento à violência contra mulheres.

Garantias aos proprietários

A requisição administrativa de que trata a medida deverá ser sempre fundamentada e se consolidará através de ato próprio específico, sendo garantido ao proprietário o direito ao recebimento posterior de indenização, incluindo as despesas com remunerações, encargos previdenciários e provisões trabalhistas, com base em tabela a ser divulgada pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) em conjunto com a Secretaria de Estado de Turismo (Setur). Os custos da aplicação da norma serão pagos pelo Fundo Estadual de Assistência Social (FEAS).

A medida é de autoria original dos deputados Flávio Serafini (PSol), Renata Souza (PSol), Eliomar Coelho (PSol), Mônica Francisco (PSol), Dani Monteiro (PSol), Vandro Família (SDD), Giovani Ratinho (PTC), Anderson Alexandre (SDD), Val Ceasa (Patriota), Marcos Muller (SDD), Dionísio Lins (PP), Bebeto (PODE), Zeidan (PT), Lucinha (PSDB), Carlos Minc (PSB), Subtenente Bernardo (PROS), Enfermeira Rejane (PCdoB), João Peixoto (DC), Rosenverg Reis (MDB), Waldeck Carneiro (PT), Márcio Canella (MDB), Rosane Félix (PSD), Max Lemos (PSDB), Léo Vieira (PSC), Dr. Deodalto (DEM), Thiago Pampolha (PDT), Valdecy Da Saúde (PTC), Marcelo Cabeleireiro (DC), Carlos Macedo (REP), André Ceciliano (PT), Marina (PMB) e Danniel Librelon (REP).

Cartão alimentação será ampliado e beneficiará TODOS os alunos da rede pública municipal

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou nesta terça-feira (07/07) que o cartão alimentação será ampliado e passará a ser distribuído a todas as famílias com alunos matriculados na rede pública municipal, garantindo a universalização desse benefício durante o período da pandemia da Covid-19.

Cerca de 200 mil cartões já haviam sido entregues às famílias que estão em situação de maior vulnerabilidade, inscritas em programas sociais. Agora, mais 250 mil também receberão. Ao todo, serão os 641 mil alunos, sendo parte deles da mesma família.

  • Nós estamos universalizando a alimentação de nossas crianças. O cartão será para todos e não apenas para quem estava inscrito no Bolsa Família e no Cartão Carioca – afirmou Crivella.

Quanto será o valor do cartão?

O valor do cartão, informou o prefeito, será de R$ 50. No início da pandemia, o cartão permitia compras de até R$ 100, mas esse limite precisou ser alterado para que a iniciativa chegasse a todos os alunos da rede municipal. Crivella disse que a decisão foi possível porque a Justiça indeferiu pedido do Ministério Público, que não recomendava entrega de cartões com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Cartão é mais vantajoso do que cestas básicas

Enquanto a questão judicial estava pendente, a Prefeitura passou a distribuir cestas básicas às famílias, o que além de exigir uma logística complicada, que atrasava a entrega, limitava as opções de alimentos distribuídos.

  • A cesta básica tem um problema, a gente não consegue incluir a proteína que tinha na merenda: frango, peixe, carne, iogurte. Essas coisas são perecíveis e não podem estar nas cestas básicas – afirmou Crivella – Nada é melhor que a família entrar no supermercado com o cartão e escolher o que gosta, o que as crianças estavam acostumadas a comer na escola. Este poder de você poder entrar no supermercado com sua família e escolher o que vai comprar é insubstituível.

Prefeitura também distribuiu 235 mil litros de leite

Além da entrega dos cartões, o prefeito lembrou que, desde o início da pandemia, foram distribuídos 235 mil litros de leite às famílias das crianças matriculadas na rede municipal e mais de 70 mil cestas básicas.

Corpo de bebê recém-nascido é encontrado dentro de lixeira na Tijuca

O corpo de um bebê recém-nascido foi encontrado em uma lixeira, na manhã desta quarta-feira, na Tijuca, Zona Norte do Rio. A criança, que ainda estava com o cordão umbilical, estava enrolada em um cobertor. O caso foi registrado na Rua da Cascata, em um dos acessos ao Morro da Formiga.

Policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade foram acionados e isolaram o local. A PM ainda não tem informações sobre o paradeiro da mãe da criança. A Polícia Civil foi acionada e deve realizar a perícia no local. As circunstâncias do crime ainda são desconhecidas.

 

MP diz que assessor pagou apartamento e escola dos filhos de Pacheco, ex-líder de Witzel na Alerj

As investigações do Ministério Público do Rio (MP-RJ) sobre o deputado estadual Márcio Pacheco (PSC) apontam que ele, por meio de “rachadinha”, desviou valores que superam o montante de R$ 1 milhão entre 2016 e 2019.

Além disso, na denúncia feita ao Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), o MP informou que o chefe de gabinete do parlamentar, André Santolia, pagou, pelo menos, R$ 119,9 mil em despesas pessoais de Pacheco, incluindo parcelas de financiamento de imóveis, aluguel, cotas de condomínio e mensalidades escolares dos filhos. Ex-líder do governo Witzel na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Pacheco, Santolia e outros dez assessores foram denunciados por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo o MP, entre 2015 e 2017, o patrimônio de Pacheco ficou “descoberto em quase R$ 700 mil”. A denúncia aponta que somente com a “manutenção dos nefastos crimes de peculato é que foi possível ao denunciado Márcio Pacheco manter um elevado padrão de vida, absolutamente incompatível com sua renda lícita declarada”.

A partir da quebra de sigilo bancário e fiscal autorizada pelo TJ, o MP descobriu que, além de receber o dinheiro, Santolia fez depósitos no total de R$ 60.160,82 que cobriram as despesas de R$ 8 mil do aluguel do apartamento onde Pacheco mora na Barra da Tijuca. O MP também apontou que outros R$ 25.783,42 foram pagos por Santolia para o pagamento das cotas condominiais do imóvel residencial alugado pelo deputado.

Parcela de imóvel

O MP também identificou “num total de dez vezes” que Santolia pagou R$ 22.348,46 em mensalidades escolares dos filhos de Pacheco. As investigações também descobriram que o assessor pagou em 2016 um boleto de R$ 10.465,67, pagamento de parte do financiamento de imóvel em nome do parlamentar. O próprio banco onde ocorreu a quitação do boleto confirmou que o chefe de gabinete efetuou o pagamento. Naquele ano, Pacheco declarou a compra do imóvel financiado no valor de R$ 1,66 milhão. No entanto, o MP diz que “não foram constatados pagamentos de parcelas de financiamento do respectivo imóvel”.

Os promotores também apontaram que um carro foi comprado pelo deputado em 2016 por R$ 91 mil. Apenas R$ 1 mil foi pago com cartão de crédito e o restante do montante foi quitado “em espécie”. Ainda foi encontrado o pagamento de R$ 1.176,07 referentes às prestações do seguro do carro no sigilo bancário de Santolia.

‘Testa de ferro’

Na denúncia fica descrito que André Santolia “usava os valores aportados ilicitamente pelos demais assessores parlamentares em sua conta bancária para movimentar o dinheiro arrecadado mensalmente com os crimes antecedentes de peculato, oportunidade em que pagava diversas contas pessoais do denunciado Márcio Pacheco”. Desse modo, o chefe de gabinete é descrito como um “testa de ferro” do parlamentar.

Ao todo, o MP afirmou ao TJ que de 2016 até março de 2019, por ao menos 208 vezes, Pacheco, organizado com o grupo de 11 assessores denunciados, “desviou, em benefício próprio e alheio, verba pública, de que tinha a disposição em razão do mandato parlamentar, destinada ao custeio dos salários dos assessores lotados em seu gabinete”.

Procurado, o deputado Márcio Pacheco disse que recebeu com “estranheza e indignação” a notícia de que o MP-RJ tinha oferecido denúncia contra ele. Pacheco afirmou que, desde o primeiro momento, se colocou à disposição das autoridades para esclarecer o ocorrido a ponto de se antecipar à quebra de sigilo e oferecer voluntariamente os dados bancários e fiscais. Ele nega que tenha patrocinado a prática de rachadinha em seu gabinete e garante ser uma pessoa de posses modestas, que vive em imóvel alugado.

Como é deputado na atual legislatura e tinha o mesmo cargo antes, Pacheco possui foro junto à segunda instância. Por isso, o Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal (Gaocrim), comandado pelo procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, investigou Pacheco e possui outras oito investigações do caso.

 

Secretaria de Trabalho divulga 152 oportunidades no Grande Rio e Médio Paraíba

A Secretaria de Trabalho e Renda (Setrab) divulga, através dos postos Sine-RJ, 152 oportunidades de trabalho nas regiões Metropolitana e Médio Paraíba do Rio de Janeiro.

Na região Metropolitana, estão sendo oferecidas 147 vagas, que incluem 31 oportunidades para conferente de mercadoria, sete para consultor de vendas, 40 para operador de telemarketing, entre outros. Na região do Médio Paraíba, estão sendo oferecidas 5 vagas, entre elas, oportunidades para açougueiro, eletricista e outras.

A remuneração e as exigências para cada função são variáveis e devem ser consultadas no programa Sine. Para verificar as oportunidades, é necessário realizar o cadastro e acessar o programa através dos canais digitais  empregabrasil.mte.gov.br ou aplicativo Sine Fácil. Dúvidas também podem ser esclarecidas com a Central de Captação, através do e-mail  cecap@trabalho.rj.gov.br.

A Setrab continua seu trabalho em busca de parcerias com os pequenos, médios e grandes empresários fluminenses, para que, cada vez mais, disponibilizem suas vagas no SINE-RJ. Isso garante a manutenção e a oferta dos diversos serviços oferecidos na sua rede de atendimentos ao cidadão.

Homem é preso por matar o próprio sogro na Rocinha

Policiais da  25ª DP (Engenho Novo) prenderam, nesta terça-feira, um homem que matou o próprio sogro na   Rocinha, na  Zona Sul do Rio. Wilton Gonçalves da Silva Júnior, de 62 anos, assassinou  José Fernandes de Oliveira  em 2012. Ele estava foragido desde então e foi capturado na Penha, na  Zona Norte.
De acordo com as investigações, Wilton matou o sogro após uma briga de família. Na ocasião, ele golpeou o pai da esposa com uma barra de ferro e uma faca. Depois, ele arrastou o corpo de José Fernandes por cerca de 30 metros, abandonando-o e fugindo do local.
Contra Wilton, havia um mandado de prisão em aberto, expedido em março do ano passado pela  3ª Vara Criminal da Capital. Em 2013, ele foi condenado a dois anos e oito meses de prisão por homicídio qualificado.