Depois dos problemas na reabertura de bares e restaurantes, o prefeito Marcelo Crivella disse nessa terça-feira que só vai liberar as praias — a ocupação da areia ainda está proibida — se tiver apoio da Polícia Militar. A medida estava prevista para a próxima sexta-feira, na terceira fase da reabertura planejada para acontecer em seis etapas.
Crivella disse que decidiu reavaliar a questão devido aos incidentes ocorridos no fim de semana, na Barra da Tijuca, quando um casal agrediu verbalmente um fiscal da Vigilância Sanitária:
— Precisamos do apoio da PM para que quem desacate os agentes seja levado para a delegacia. A Guarda Municipal e os agentes da Vigilância têm poder de polícia, mas não trabalham armados. A participação da PM está sendo discutida entre a Secretaria de Ordem Pública e a corporação.
Outra questão abordada pelo prefeito foi a volta das escolas da rede pública municipal. Crivella não garante mais que as aulas presenciais serão retomadas no início de agosto, como chegou a anunciar. Ele afirmou que vai depender das curvas de contágio da Covid-19 nas próximas semanas. De acordo com Crivella, 60% das pessoas ouvidas pela prefeitura são contrárias à reabertura das escolas agora.
Na terça-feira, o prefeito anunciou que cerca de 650 mil alunos da rede vão receber um cartão alimentação de R$ 50 para compras em supermercados. Até então, o valor só havia sido distribuído a famílias de menor renda, inscritas em programas sociais do município. Esses cartões começaram a ser distribuídos para 200 mil alunos da rede, num valor mais alto, de R$ 100.
Policiais da 17ª DP (São Cristóvão) prenderam em flagrante, nesta segunda-feira, um homem enquanto praticava o golpe do “tombo do automóvel” no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Alexandre José de Souza Fernandes registrou o roubo de um carro e, mesmo mentindo, foi até a sede da seguradora do veículo para receber o seguro.
Segundo os agentes, Alexandre possui 8 registros de furto/roubo de veículo registrados como vítima. A polícia agora investiga se os outros registros também seriam fruto de fraude contra seguradoras.
A Polícia Civil vem intensificando o trabalho de investigação e prisão em crimes de fraude e lavagem de capitais, buscando assim diminuir os índices criminais destas modalidades. Qualquer informação é de grande importância. A 17ª DP (São Cristóvão) disponibiliza o número do seu Disque Denúncia no (2655-5213) ou através da página de Facebook. Todas as informações são sigilosas.
Rio – Um relatório divulgado pela Polícia Civil mostrou que o crime organizado atua em 1.413 comunidades do Rio. A informação foi divulgada pelo RJ2. Segundo informações, o tráfico comanda 81% desses territórios e a milícia, 19%.
Apesar de não divulgar nomes, o documento identifica que a facção mais numerosa controla 828 favelas do Rio. Já a segunda maior comanda 238, enquanto uma terceira cobre 69 localidades. No entanto, a milícia está presente em 278 comunidades. Confira:
Divisão territorial do crime organizado no Rio
. Quadrilha de traficantes 1 — 828 comunidades
. Milícia — 278 comunidades
. Quadrilha de traficantes 2 — 238 comunidades
. Quadrilha de traficantes 3 — 69 comunidades.
O relatório mostra ainda uma mudança no crime organizado. De acordo com a Polícia Civil, investigações apontam que milicianos passaram a também vender drogas em suas áreas de domínio, enquanto traficantes começaram a utilizar práticas características dos paramilitares em seus redutos.
Confira alguns dados do relatório:
. A facção de traficantes mais numerosa controla 828 favelas; milícia domina 278 comunidades
. Polícia estima que o Rio tenha 56.600 criminosos em liberdade; efetivo da PM nas ruas é de 22 mil homens, segundo RJ2
. 895 criminosos de altíssima periculosidade têm mandados de prisão em aberto;
. A maioria dos inquéritos abertos no Rio são de crimes relacionados à violência doméstica: 9.762
As investigações da Polícia Civil no Rio estão divididas da seguinte maneira:
. 675 inquéritos policiais de associação ou organização criminosa;
. 4.137 de estupro;
. 830 de extorsão;
. 5.522 de homicídio doloso;
. 3.452 de roubos;
. 2.200 de tráfico de drogas e associação para o tráfico;
. 9.762 de crimes relacionados à violência doméstica
Fotos extraídas do celular de Leandro Gouvêa da Silva, o Tonhão, mostram como uma de suas prováveis vítimas foi monitorada, com uso inclusive de dronas que registravam as imagens. O aparelho foi apreendido em outubro de 2019 e, entre outras provas, as imagens levaram à Operação Tânatos, que na última terça-feira o prendeu. Também foi preso seu irmão, Leonardo Gouvêa da Silva, o Mad, acusado comandar o Escritório do Crime desde a morte do ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega.
Tonhão: preso em operação na última terça-feira Foto: Reprodução
As imagens do celular de Tonhão haviam sido apagadas e foram recuperadas por especialistas com um equipamento israelense conhecido como “chupa-cabras”. O alvo seria o pecuarista Alcebíades Paes Garcia, o Bid, irmão do bicheiro Waldemir Paes Garcia, o Maninho. Bid foi executado em 25 de fevereiro deste ano, quando voltava da última noite de desfiles das escolas do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí. De acordo com as investigações, a vítima ficou sob vigilância por quase um ano. Além das fotos e vídeos feitos pelo drone do bando de pistoleiros, havia mapas de localização da casa e os locais frequentados pela vítima. Os pistoleiros também acompanhavam as redes sociais de Bid.
Para extrair os dados do aparelho de Tonhão, especialistas, a pedido do o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Minsitério Público do Rio, utilizaram um equipamento chamado Ufed Touch. A ferramenta foi desenvolvida pela empresa israelense Cellebrite e é popularmente conhecida como “chupa-cabras”.
O celular de Tonhão foi apreendido na “Operação Submersus”, em 3 de outubro de 2019. Nessa ação, o Gaeco tinha como alvo Elaine de Figueiredo Lessa, mulher do sargento reformado Ronnie Lessa. O PM é apontado como executor da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.
Além de Elaine, a Justiça determinou a prisão de três pessoas e a busca e apreensão de imóveis do grupo de Lessa e do bando de pistoleiros.
Segundo a Delegacia de Homicídios (DH) da capital, Lessa tem vínculos com o grupo de pistoleiros conhecido por Escritório do Crime, mas não está integrado à quadrilha. O titular da DH disse que o grupo não teve participação no assassinato da vereadora.
O Gaeco informou que Mad substituiu, no comando do bando, o ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Adriano Magalhães da Nóbrega, morto na Bahia em fevereiro deste ano. Ainda há dois ex-PMs, que tiveram a prisão decretada na Tânatos, que se encontram foragidos. Os investigadores afirmaram que o bando recebe encomendas de contraventores para matar desafetos, na disputa por territórios.
Falta de respeito, intimidação e agressão verbal, quase física, por parte de alguns frequentadores de bares e restaurantes pela cidade. É o que a Vigilância Sanitária e a Guarda Municipal do Rio têm enfrentado na reabertura desses empreendimentos — que ficaram fechados por mais de três meses na pandemia do coronavírus — nos últimos dias, ao tentar conscientizar, fiscalizar e multar possíveis irregularidades nesses estabelecimentos.
Na noite desse domingo, o “Fantástico”, da TV Globo, mostrou uma inspeção da Vigilância Sanitária, em comércios da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, que terminou em agressão verbal aos servidores da prefeitura. No local, muita gente sem máscara, aglomeração e clientes tentando impedir a fiscalização municipal.
Nesta segunda-feira, ao EXTRA, o superintendente de educação e projetos da Vigilância Sanitária, atacado por um grupo de frequentadores, afirmou que “a atitude deles manchou a imagem do carioca e dos estabelecimentos do Rio”. A fiscalização aconteceu por volta de 21h de sábado, dia 4.
Ao chegarem ao espaço, agentes da Vigilância Sanitária e da Guarda foram hostilizados por frequentadores. Nem mesmo diante das câmeras, um casal de cliente se inibiu. Sem nenhuma cerimônia, a dupla que se apresentou como consumidores do espaço, atacou o médico-veterinário Flávio Graça, superintendente de educação e projetos da Vigilância Sanitária que conduzia a operação.
— Você não vai falar com o seu chefe, não? — perguntou o homem a Flávio, dando a entender que ele pagava o salário do superintendente.
Na mesma sequência a mulher interrompe a conversa e afirma:
— A gente paga você, filho.
No momento da confusão, Flávio tentou explicar ao casal que existiam diversas irregularidades no espaço e que os frequentadores não poderiam ficar aglomerados para evitar uma contaminação em massa. Pelo decreto da Prefeitura, cada mesa com as cadeiras devem ficar com pelo menos dois metros de distancia umas das outras. Ao informar a determinação, o cliente alterado disse:
— Cadê a sua trena? Eu quero saber como você mediu as pessoas.
Por fim, ao chamar o homem de cidadão, o ataque por parte da mulher:
— Cidadão, não. Engenheiro civil formado e melhor que você.
Naquele dia, o espaço onde o casal estava foi multado e o dono teve que fechar o bar. Após a veiculação da reportagem, Flávio — que é mestre e doutor pela Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ) — conversou com EXTRA e lamentou a atitude da dupla. Ainda segundo o superintendente, outro homem, que num primeiro momento se apresentou com advogado do estabelecimento, quis parar a inspeção. Não conseguiu. Logo depois, o advogado teria ido aos policiais militares que acompanhavam a ação e teria dito que era ele delegado e que a fiscalização tinha que ser suspensa. No entanto, a ação seguiu.
— Naquele dia, nós encontramos uma grande aglomeração no estabelecimento. Eu sempre registro, com um celular a ação, para dar legitimidade. Quando eu comecei a gravar, as pessoas começaram a se levantar. Não só aquela moça, mas outro rapaz. Eles vieram e disseram quem eu não tinha direito de gravá-los e pediram direito à imagem. Logo em seguida, falaram que iriam anotar o meu nome — afirma Flávio.
— Posteriormente, começaram a falar palavrões, todos muito agressivos. Aquelas agressões não me atingiram, porque ali estou representando o estado para proteger a vida deles. Mas quando um deles chegou com o celular perto do nariz do repórter e iria agredi-los, eu disse que se ele encostasse no jornalista eu iria dar voz de prisão e levá-lo para a delegacia — afirmou o superintendente.
“Ela achou que cidadão é ofensa e não é”
Ainda na confusão, um homem que se apresentou representante do estabelecimento apareceu.
— Um rapaz apareceu e disse que era um dos advogados (do espaço), tentando nos intimidar e disse que era para parar a inspeção. Eu disse que não iriamos parar de fiscaliza. Então, ele foi aos PMs que nos ajudavam e pediu pra me levarem para a delegacia. Naquele instante ele se apresentou como delegado. Os militares disseram que a Vigilância Sanitária não estava fazendo nada de errado e só estava cumprindo a legislação — destacou Flávio.
Indagado se ficou ofendido com os ataques dos frequentadores, o representante da Vigilância Sanitária é categórico:
— Não cabe mais no Brasil o “Você sabe com quem está falando?”. Isso está ficando cada vez mais banido. Todo cidadão contribui com seus impostos para justamente, nós protegê-los. Esse foi o princípio da cidadania que eles não exerceram. Ela achou que cidadão é ofensa e não é. Quando eles falam aquilo, não nos atingem. Todos são formados e com curso superior. Ficou feio para ela, para a imagem do carioca, fica ruim para o estabelecimento, porque ele não representa a maioria dos estabelecimentos que sofreram tanto pela pandemia. Uma classe que foi arrasada e agora muitos tentam retornar e aquilo mancha a classe da categoria. A Vigilância está a postos para proteger a sociedade do mal fornecedor — diz.
As imagens que chocaram o país, segundo a Vigilância Sanitária, têm sido rotineiras nos últimos dias. No entanto, o órgão tem feito uma capacitação em seus agentes para não cair em provocação.
— Temos encontrado, principalmente nos últimos dias, pessoas que não estão entendendo o nosso papel. Estamos ali para defendê-las. Mas, infelizmente, no Brasil a gente não tem a cultura de prevenção. Muitos não gostam da fiscalização e se sentem agredidos. E muitas das vezes vão contra nós. Então, fazemos uma capacitação psicológica e técnica para estabelecer um padrão técnico durante as abordagens. Somos orientados a não responder as agressões. Quem está agredindo não estão agredindo o fiscal. A pessoa por estar errada, ela tenta desvia o foco do problema, tentando desestabilizar o fiscal. Então, dizemos que não é para eles revidar a essa armadilha. Não queremos rebaixar a aquele nível. Quem está errado que fica nervoso — afirmou Graça.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, na tarde deste sábado, uma mulher e três homens, suspeitos de estelionato, em uma abordagem na Rodovia Rio-Santos (BR-101), em Angra dos Reis, no Sul Fluminense. Segundo a especializada, agentes realizavam uma blitz na rodovia quando abordaram um carro, com quatro ocupantes, que transitava em alta velocidade.
Os policiais encontraram no interior do veículo, uma mochila com diversos pen drives, notebook, monitor, sete celulares, R$320 em dinheiro, 15 espelhos de cédulas de identidade sem preenchimento e 75 chips de celular com dados relacionados de cidadãos brasileiros.
Ainda de acordo com a Polícia Rodoviária, quando questionado, um dos suspeitos, que já havia sido preso por falsificar documentos, relatou que eles estariam trabalhando na falsificação de cadastros para recebimento do benefício criado pelo Governo Federal, o Auxílio Emergencial, por conta da pandemia do novo coronavírus.
A ocorrência foi encaminhada para a Polícia Federal, em Angra dos Reis.
A prefeitura aplicou 132 multas no primeiro fim de semana da reabertura desses estabelecimento durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19). Ao todo, 180 pontos comerciais foram fiscalizados de quinta-feira até este domingo. A maioria das multas foi por falta de higiene, funcionamento irregular e aglomeração.
Um restaurante que funciona no número 120 da Avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, foi interditado e multado por aglomeração e falta total de higiene, principalmente, nos banheiros e na cozinha. O estabelecimento também recebeu um termo de intimação para a readequação das instalações e teve apreendidos 97 kg de carnes e queijos impróprios para o consumo.
“Constatamos diversas irregularidades neste estabelecimento. Na parte estrutural, identificamos pontos de infiltração, buracos na parede, falta de dispensadores de sabão e álcool gel para a higiene dos funcionários. Além disso, encontramos uma grande quantidade de alimentos sem procedência e com data de validade vencida, resultando não só na interdição como na apreensão e inutilização dos produtos”, ressaltou Flávio Graça, superintendente de Educação e Projetos da Vigilância Sanitária.
Ainda na Barra, agentes da Secretaria Municipal de Fazenda fiscalizaram o uso de mesas e cadeiras em 25 estabelecimentos nas ruas Armando Lombardi, Érico Veríssimo e Olegário Maciel. As multas nesses casos variam de R$ 133,73 a R$ 4.457,97.
Os agentes de controle urbano também participaram das ações em Campo Grande, onde uma barraca foi desmontada e guardas municipais impediram a montagem de uma feira não autorizada.
A pasta reforça que apenas ambulantes autorizados podem trabalhar com o comércio de rua na cidade. Os não legalizados são orientados pelos agentes a desocuparem a via pública, com o risco de terem a mercadoria apreendida.
Desde quinta, em toda a cidade, foram vistoriados bares de quase 30 bairros, como Copacabana, Leblon, Botafogo, Jacarepaguá, Tijuca, Bangu, Bonsucesso, Higienópolis, Cascadura, Padre Miguel e Campo Grande.
O foco principal das ações é conferir se as medidas higiênico-sanitárias para o combate à covid-19 estão sendo cumpridas. Além disso, são checados o distanciamento de dois metros entre pessoas e mesas, o uso de máscara e a disponibilidade de insumos para a higienização das mãos, como sabonetes líquidos nos lavatórios e de álcool 70% em gel nas áreas de circulação de funcionários e de clientes.
ZONA OESTE
No sábado, os agentes fecharam 43 de 99 estabelecimentos fiscalizados em Bangu, Campo Grande e Padre Miguel. Quinze ambulantes não autorizados foram orientados a se retirar das vias.
Além disso, foram vistoriados o calçadão de Bangu e entorno, com inspeções em bares e restaurantes de ruas como a Figueiredo Camargo (Ponto Chic, em Padre Miguel) e ainda a Rio da Prata e a Praça Mario Valadares, estas em Campo Grande.
A maioria dos estabelecimentos fechados desrespeitava o horário de funcionamento (até 23h) ou provocava aglomeração. Os agentes também orientaram bares e restaurantes sobre o correto distanciamento das mesas e o uso permitido da via pública.
ZONA SUL
Em Copacabana, guardas municipais acabou com a aglomeração de pessoas em calçadas e bares das ruas Rodolfo Dantas, Miguel Lemos, Sá Ferreira e Almirante Gonçalves.
No Leblon, um bar na Rua Dias Ferreira foi notificado por ocupar irregularmente a calçada e outro, na Avenida Ataulfo de Paiva, foi fechado por estar em funcionamento após o horário permitido (23h).
ZONA NORTE
Em Cascadura, guardas registraram infrações sanitárias em um bar na Rua Ernani.
Em Higienópolis, na Quinta da Boa Vista e no Porto Maravilha, as equipes emitiram mais de 20 Termos de Constatação de Infração Sanitária a cidadãos e estabelecimentos comerciais.
Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO-IE) capturaram, neste domingo (05/07), um homem apontado como chefe de uma milícia que atua na localidade conhecida como Invasão, na Taquara, Zona Oeste. Ele foi encontrado em um sítio em Guaratiba, onde desfrutava do dinheiro arrecadado com as extorsões praticadas pela referida organização criminosa.
De acordo com os agentes, contra ele havia um mandado de prisão condenatória pelo crime de associação criminosa em formato de milícia. Além dos típicos delitos relacionados à milícia, a localidade da Invasão é responsável por inúmeros roubos de veículos em Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes.
O prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) assinaram um termo de cooperação técnica para melhoria na Guarda Municipal do Rio. O convênio prevê a doação de 150 pistolas para o município. Os guardas da cidade, no entanto, não podem andar armados.
O termo foi assinado na quarta-feira e prevê ainda a cessão do antigo prédio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O prédio que fica no terreno da sede da PRF, em Irajá, na Zona Norte; e treinamento e troca de experiências entre as duas instituições.
“Há estrutura para treinamento, com troca de experiência entre a GM e a PRF. Vamos fazer uma escola que será muito importante. Eles vão ceder o prédio e nós, os professores, vamos educar os filhos dos policiais e dos guardas municipais”, disse Crivella, durante a assinatura do termo. O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) esteve presente na solenidade.
De acordo com a prefeitura, o prédio do antigo DNIT tem dois andares e também funcionará como base operacional dos grupamentos especiais de Cães de Guarda (GCG), Tático Móvel (GTM) e de Guardas Motociclistas (GGM), além da Corregedoria da Guarda Municipal.
*Alerta: flexibilização das medidas restritivas no Rio de Janeiro pode aumentar infecção pelo coronavírus*
A Covid-19 continua fazendo novas vítimas diariamente, principalmente no interior do estado.
No Rio de Janeiro o nível de infecção pelo novo coronavírus ainda é preocupante, mesmo assim o isolamento social vem perdendo força e muitos estabelecimentos comerciais já estão sendo autorizados a retomarem com suas atividades.
Um infectologista da UFRJ explicou que a tendência agora é de que aumente os casos de Covid-19 no Rio de Janeiro, inclusive no interior, pois as medidas de flexibilização levam mais pessoas à rua, aos transportes públicos e isto facilita o contágio.
Um estudo analisou os sinais emitidos para as antenas de telefonia celular e com isso foi possível detectar como estão as movimentações nas ruas da capital. Atualmente, o risco de contágio é maior do que na semana passada. E como agora há mais pessoas nas ruas, a situação se torna preocupante.
Para especialistas, as medidas de flexibilização no Rio de Janeiro vieram antes do prazo correto, pois a taxa de contágio ficava abaixo de um e a contaminação era bem menor. O estado deveria ter mantido este esquema para evitar o avanço na pandemia, mas tem feito justamente o contrário.
Outro dado importante é que a epidemia já está se interiorizando, pois o interior do Rio começa a registrar um número maior de casos e os cientistas alertam para que algo seja feito agora, antes que seja tarde demais.
*Estado do Rio está indo na contramão e corre perigo*
No interior a rede hospitalar não conta com a mesma estrutura da capital. Não adianta pensar que os casos graves no interior poderão ser colocados em ambulâncias e enviados para hospitais da capital porque não é tão simples assim e o número de óbitos poderá ser alto.
Na capital do Rio, o risco de infecção pelo novo coronavírus que estava em moderado, agora foi para alto e isto no prazo de apenas uma semana. Com tantas pessoas saindo às ruas e usando transporte público, espera-se um cenário ainda pior daqui sete dias.
Para os especialistas, com o aumento de casos da Covid-19 o certo seria ampliar as medidas de isolamento, mas o que está acontecendo é justamente o contrário e isto poderá ter um desfecho trágico para muitas famílias.