Vera Fischer impressiona fãs ao postar foto de quando tinha 15 anos
Todas as quintas-feiras, o Instagram fica repleto de imagens com a hashtag #tbt. A expressão quer dizer Throwback thursday e serve para postar fotos antigas.
A atriz Vera Fischer entrou na onda e impressionou os fãs com um clique seu de quando tinha apenas 15 anos. “Olá, meus amores! O #tbt de hoje são os meus 15 anos! Ahhhh que tempo bom! Vocês também guardam essas recordações?”, escreveu a atriz em seu perfil.
1/4A imagem postada pela atrizReprodução/ Instagram
2/4Vera tem, atualmente, 66 anosReprodução/Instagram
3/4Os fãs ficaram impressionados com a belezaReprodução/Instagram
4/4O que achou dela tão jovem?Reprodução/Instagram
Atualmente com 66 anos, ela ganhou vários elogios dos seguidores. “Desde sempre, você muito linda. Te acho maravilhosa”, escreveu um deles. “Parecia uma boneca”, disse outro.
A australiana Shannon, 25 anos, procurou sua ginecologista dois meses após dar à luz seu terceiro filho. Ela queria colocar um DIU (dispositivo intrauterino) para não engravidarnovamente, apesar de considerar ter um quarto filho mais adiante. As coisas não saíram nada bem para a mãe: a introdução do anticoncepcional hormonal falhou gravemente, ela sangrou até quase morrer, passou por três cirurgias e saiu da experiência com a notícia de que não poderá mais engravidar.
Shannon compartilhou sua história com detalhes. Ela havia feito um exame de papanicolau três dias antes da introdução do DIU e não sentiu nada demais durante o procedimento. Até que, em casa, notou que havia um sangramento fora do normal. Ligou para a médica, que lhe orientou a ir ao pronto-socorro caso o quadro não melhorasse.
Como o sangramento não cessava, ela foi para o hospital. O que se seguiu foi assustador: ela acordou sobre poças de sangue na cama depois de uma cirurgia na madrugada. “Chamei a enfermeira. Quando vi, havia 20 pessoas da equipe no meu quarto”, contou. “Soube que estava perto da morte foi quando fiquei com muito, muito frio, tremendo incontrolavelmente, com tontura. Perdi a consciência”.
Shannon foi para a UTI e acordou quase 24 horas depois. E seguiu para a terceira cirurgia. “Não tenho certeza de quanto sangue perdi, mas a hemoglobina normal é de 140 e a minha desceu para 43. Tomei 17 unidades de bolsas de sangue com 240 ml cada”, relembra ela, que ainda descobriu que tudo poderia ter sido evitado. No hospital, ela foi informada de que a médica colocou o DIU de maneira errada. Shannon tem o colo do útero invertido, e isso não foi observado pela ginecologista. “Quando nos falamos, ela nem se desculpou. A única coisa que disse foi: ‘nossa, que sorte de termos um sistema de saúde tão bom’”.
Depois de uma semana de hospital, ela voltou para casa no domingo de Páscoa. E disse que ainda sofre de estresse pós-traumático. “Às vezes fico grata por estar viva, no momento seguinte fico com raiva por isso ter acontecido e pelo tanto que mudou a minha vida”.
O apresentador Marcos Mion fez uma linda homenagem ao filho Romeo, de 12 anos, em referência ao Dia Mundial do Autismo, que ocorreu nesta segunda-feira (2/4). O primogênito do famoso é portador da síndrome e também foi lembrado pela mãe, Suzana Gullo.
“Sabe o que é o Dia do Autismo? Para a maioria ainda é apenas um dia onde, talvez, ouça falar ‘daquela doença do filho do Marcos Mion’ um pouco mais. Sempre agradecendo a Deus, de forma muito discreta, pois fere a ética comemorar em alto e bom som, por seus filhos ‘estarem salvos’. Agora, sabe o que é o dia de conscientização do autismo para mim? O dia do orgulho”
1/7Romeo, de 12 anos, foi homenageado pelos pais nesta segunda-feira (2/4)Reprodução
2/7Nas redes sociais, Marcos Mion destilou orgulho ao falar do filhoReprodução
3/7A homenagem se deu devido ao Dia Mundial do Autismo, comemorado na segunda (2)Reprodução
4/7Marcos Mion é casado há 13 anos com Suzana GulloReprodução
5/7Eles são pais de Romeo, de Stefano e de DonatellaReprodução
6/7Suzana e RomeoReprodução
7/7RomeoReprodução
Ao longo do texto publicado nas redes sociais, Mion ainda falou sobre o preconceito que o filho vive todos os dias. “Respondemos [Mion e a esposa] pegando no colo, beijando e abraçando nosso Romeo. Orgulho em saber que a base da minha família é sólida graças ao autismo”, disse. Em outro trecho, o apresentador da Record cita seus outros filhos, Stefano, de 8 anos, e Donatella, de 9: “Meus filhos são crianças tolerantes, bondosas, que só me dão orgulho no quesito consciência social porque já nasceram num lar com autista”.
Antes do marido compartilhar seu discurso, Suzana usou a mesma rede social para se manifestar: “Vamos juntos combater o preconceito, aumentar a conscientização e principalmente aceitar, respeitar e entender essas pessoas”.
Ninguém nunca me disse que a espiritualidade poderia ser uma armadilha de autossabotagem do ego.
Eu passei três anos lendo sobre ensinamentos espirituais e os incorporando em minha vida, antes de aprender que a espiritualidade tem um lado sombrio.
Naturalmente, fiquei surpreso. Eu me senti meio traído.
Como algo que parece ser tão puro pode ser prejudicial?
A resposta tem a ver com algo que os psicólogos chamam de escape espiritual.
No começo da década de 1980, o psicólogo John Welwood cunhou o termo “escape espiritual” para se referir ao uso de práticas espirituais e crenças para evitar o confronto com sentimentos desconfortáveis, feridas não resolvidas e necessidades emocionais e psicológicas fundamentais.
De acordo com o psicoterapeuta Robert Augustus Master, o escape espiritual faz nós nos retirarmos de nós mesmos e de outros, a nos esconder atrás de um tipo de máscara espiritual de crenças e práticas metafísicas.
Ele diz: “Não apenas nos distancia da nossa dor e nossos problemas pessoais, mas também da nossa própria espiritualidade autêntica, nos prendendo em um limbo metafísico, uma zona de gentileza exagerada, bondade e superficialidade”.
Percepções dolorosas: meu próprio escape espiritual
No livro inovador de Robert Augustus Masters, “Spiritual Bypassing: When Spirituality Disconnects Us From What Really Matters”, ele escreve:
Os aspectos do escape espiritual incluem desapego exagerado, anestesia emocional e repressão, excesso de ênfase no positivo, raivafobia, cegueira ou compaixão tolerante demais, limites fracos ou muito pobres, desenvolvimento desequilibrado (a inteligência cognitiva geralmente está bem à frente da inteligência emocional e moral), julgamento prejudicado sobre a negatividade ou o lado sombrio de alguém, desvalorização do pessoal em relação ao espiritual e a ilusão de ter alcançado um nível mais alto de ser.”
Eu encontrei o conceito de escape espiritual pela primeira vez no trabalho de Masters. Embora eu estivesse relutante em admitir, eu imediatamente soube que, em algum nível, este conceito se aplicava a mim.
Conforme continuei refletindo sobre o escape espiritual, eu percebi cada vez mais aspectos inconscientes da espiritualidade, e percebi que eu estava, sem saber, colocando em prática vários deles em determinados momentos.
Embora dolorosas, essas foram algumas das percepções mais importantes que eu já tive.
Elas me ajudaram a parar de usar uma forma distorcida de “espiritualidade” como um levantador de ego e a começar e ter mais responsabilidade para direcionar minhas necessidades psicológicas e os problemas que surgem na minha vida.
Coisas “espirituais’ que as pessoas fazem e sabotam seu crescimento
A melhor maneira de entender o escape espiritual é através de exemplos, então agora é hora de um pouco de “amor bruto”.
Eu irei descrever em detalhes dez tendências inconscientes específicas de pessoas espirituais.
Cuidado: algumas delas podem parecer muito familiares.
Lembre-se: Você não precisa ter vergonha de admitir que alguns itens desta lista se aplicam a você. Eu suspeito que alguns deles se aplicam a todos que já tiveram interesse em espiritualidade.
A maioria deles se aplicava a mim em determinado momento e, em alguns deles, eu ainda estou progredindo.
O objetivo aqui não é julgar, mas aumentar a autoconsciência para progredir em direção a uma espiritualidade mais honesta, capacitada e útil.
Vamos lá.
1. Participar de atividades “espirituais” para se sentir superior a outras pessoas.
Provavelmente este é o aspecto inconsciente mais universal da espiritualidade, que assume várias formas.
Algumas pessoas se sentem superiores porque leem Alan Watts. Ou vão para o trabalho de bicicleta. Ou abstêm-se de assistir TV. Ou consomem uma dieta vegetariana. Ou usam cristais. Ou visitam templos. Ou praticam yoga ou meditação. Ou usam drogas psicodélicas.
Perceba que eu não estou dizendo nada sobre o valor de participar destas atividades. Eu adoro Alan Watts e acho que a meditação é bastante benéfica.
O que estou dizendo é que é perigosamente fácil permitir que suas ideias e práticas espirituais se tornem uma armadilha do ego – acreditar que você é tão melhor e mais iluminado do que todo aquele “povo-gado”, porque você está fazendo todas essas coisas radicais.
Em última análise, esse tipo de atitude em direção à “espiritualidade” não é melhor que acreditar que você é melhor que todo mundo porque você é um Democrata ou um fã dos Lakers.
Essa disfunção, na verdade, inibe a espiritualidade genuína, fazendo nos focar em ser melhor que outras pessoas, ao invés de cultivar um senso de conexão com o cosmos, sentindo uma maravilha poética com a sublime grandeza da existência.
2. Usar “espiritualidade” como justificativa para o fracasso ao assumir a responsabilidade dos seus atos.
A essência deste ponto é que é muito fácil distorcer certos mantras ou ideias espirituais em justificativas para ser irresponsável e não confiável.
“É o que é.” ou “O universo já é perfeito.” ou “Tudo acontece por uma razão.” Tudo pode funcionar como excelentes justificativas para não fazer nada e nunca realmente examinar o comportamento de alguém.
Não estou comentando se as afirmações acima são verdadeiras ou não.
Só estou dizendo que, se você se atrasa constantemente para compromissos, se frequentemente negligencia seus relacionamentos pessoais, se seus colegas de quarto não podem contar com você para pagar o aluguel, talvez você deva parar de dizer a si mesmo: “Tudo bem, cara, a realidade é uma ilusão mesmo”. E começar a se tornar alguém com quem outras pessoas possam contar.
Em uma via similar, é surpreendentemente fácil enganar a si mesmo ao pensar que toda vez que alguém tem um problema com o seu comportamento, é porque essa pessoa “não honra a minha verdade” ou “precisa crescer espiritualmente”.
É muito mais difícil de reconhecer os momentos nos quais agimos brutalmente, egoisticamente ou irrefletidamente e causamos sofrimento a outra pessoa.
É muito mais difícil admitir que estamos muito longe da perfeição e que o crescimento e o aprendizado são processos que nunca acabam.
3. Adotar novos hobbies, interesses e crenças simplesmente porque são a última mania “espiritual”.
Seres humanos querem se encaixar em algum lugar. Nós temos profunda necessidade de sentir que fazemos parte de algo.
E formamos grupos de todos os tipos para satisfazer esta necessidade. Espiritualidade é uma área de interesse onde as pessoas formam todos os tipos de grupos.
Potencialmente, isso é ótimo, mas também tem um aspecto inconsciente.
Para muitas pessoas, “espiritualidade” é um pouco mais do que uma coisa hippie que muitas pessoas parecem se importar.
Essas pessoas têm a ideia de que querem entrar nesse movimento espiritual, então começam a praticar yoga, usar artigos da Nova Era, ir a festivais de música, beber ayahuasca, etc, e dizem para si mesmos que essas coisas os fazem “espirituais”.
Esses “encenadores espirituais” atenuam a importância do aprofundamento espiritual genuíno, da contemplação, da experiência e da percepção.
Eles também, na minha experiência, tendem a ser pessoas “espirituais” que usam a “espiritualidade” como motivo para se sentirem superiores aos outros.
4. Julgar outras pessoas por expressar raiva ou outras emoções fortes, mesmo quando necessário.
Este foi um dos primeiros padrões que eu percebi em mim após ser apresentado ao escape espiritual.
Eu percebi que quando pessoas ficavam chateadas ou bravas comigo, minha reação era dizer coisas como: “Ficar nervoso não resolve nada” ou “Eu acho que poderíamos ter menos problemas se pudermos permanecer calmos”.
Internamente, eu silenciosamente julgaria a outra pessoa, pensando: “Se ela fosse mais iluminada, poderíamos evitar esse drama”.
Em muitas situações, essa era a minha maneira de evitar problemas profundos que precisavam ser direcionados.
Quando você se interessa pela espiritualidade, uma das primeiras citações que você encontra provavelmente é: “guardar a raiva é como segurar um carvão em brasa com a intenção de atirá-lo em alguém; é você que acaba se queimando.”
Esta citação é comumente atribuída de forma errônea à Buda, embora na verdade seja uma interpretação de uma declaração feita por Budagosa no século V.
O ponto sutil desta citação é que nós não devemos guardar a raiva; nós devemos senti-la, expressá-la se necessário, e então deixá-la para trás.
Porém, é muito comum para um leigo assumir que isso significa que raiva, em qualquer forma, é um sinal de que a pessoa não é sábia nem espiritual. Isso não é verdade.
A raiva é uma emoção humana natural e uma reação perfeitamente justificada em várias situações. Com frequência, a raiva é um indicador de que há sérios problemas que precisam ser ponderados por alguém ou seus relacionamentos.
Ironicamente, muitas pessoas espirituais reprimem todas as emoções “não-espirituais” e artificialmente elevam emoções/traços “espirituais” como compaixão, bondade e equanimidade. Isso leva à falsidade.
A pessoa tem dificuldades de constantemente se apresentar como calma, gentil, legal e em um estado de paz perpétua, e acaba parecendo como uma fraude.
5. Usar “espiritualidade” como justificativa para uso excessivo de drogas.
Muitas pessoas, inclusive eu, acreditam que drogas psicodélicas podem causar experiências místicas e elevar a espiritualidade.
Até aí tudo bem, mas algumas pessoas levam essa percepção longe demais, usando-a como uma forma de racionalizar padrões autodestrutivos de uso de drogas e para cegar a si mesmas para o lado sombrio de várias substâncias.
Nos casos mais extremos, pessoas “espirituais” acabam “realizando cerimônias de cannabis” durante todo o seu período acordado; usando drogas psicodélicas com muita frequência ou em contextos inapropriados; e negando completamente que estas substâncias têm qualquer efeito negativo.
Agora, a HighExistence tende a ser pró-psicodélicos, mas deixe-me ser direto com você: drogas psicodélicas, incluindo cannabis, definitivamente possuem um lado sombrio.
Se você é irresponsável ou simplesmente sem sorte, drogas psicodélicas mais fortes como LSD ou cogumelos de psilocibina podem ocasionar experiências traumáticas com ramificações negativas de longo prazo.
E cannabis, uma droga psicodélica leve, é uma formadora de hábitos de uso de drogas sedutora, que sutilmente deixará sua mente nebulosa e corroerá sua motivação, caso consuma muito ou com muita frequência.
Respeite as substâncias e use-as com sabedoria.
6. Enfatizar demais a “positividade” para evitar olhar para os problemas em suas vidas e no mundo.
“Apenas seja positivo!” é frequentemente empregado como um mecanismo de desvio pelas pessoas “espirituais”, que preferem não fazer o trabalho difícil de confrontar seus problemas internos, feridas e bagagem, sem falar dos problemas do mundo.
O movimento de “positividade” explodiu na cultura ocidental nos últimos anos.
A Internet está transbordando de memes e artigos aparentemente infinitos, repetindo as mesmas mensagens vazias: “Pense coisas positivas!” “Apenas seja positivo!” “Não se concentre no negativo!”
Embora certamente haja valor em cultivar a gratidão pelas várias maravilhas da experiência humana, esse movimento parece negligenciar algo crítico: os aspectos mais obscuros da vida não desaparecem simplesmente porque são ignorados.
Na verdade, muitos problemas em nossas vidas particulares e na escala global parecem apenas piorar ou ficar ainda mais complexos quando são ignorados.
Da mesma forma que pareceria absurdo dizer a um viciado em heroína a frase “apenas pense positivo!” como uma solução para o seu problema, é absurdo acreditar que pensamento positivo oferece algum tipo de solução para grandes problemas globais como mudança climática, pobreza, agricultura industrial e riscos existenciais.
Isso não quer dizer que devemos carregar os problemas do mundo em nossos ombros e nos sentir mal sobre eles o tempo todo. É saudável reconhecer e se sentir otimista sobre o fato de que de várias maneiras importantes, o mundo está melhorando.
Porém, precisamos equilibrar esse otimismo com a disposição de confrontar problemas reais em nossas vidas particulares, nossas comunidades, nosso mundo.
7. Reprimir emoções desagradáveis que não se encaixam na narrativa “espiritual”.
“Sem chance, é impossível que eu fique deprimido, ou solitário, ou com medo, ou ansioso. Eu amo a vida demais e sou muito [Zen / sábio / iluminado] para permitir que isso aconteça.”
Eu me deparei com esse problema quando me mudei para a Coreia do Sul para ser um professor de inglês durante um ano.
Eu pensei que tinha cultivado uma tranquilidade imperturbável, uma capacidade de Lao Tzu para apenas “seguir o fluxo” e flutuar, como uma boia, em cima das idas e vindas das ondas do destino.
Então eu vivenciei choque cultural, solidão arrebatadora e uma aguda saudade de casa, e tive que admitir para mim mesmo que, no final das contas, eu não era um tipo de Mestre Zen.
Ou ainda, eu tive que perceber que a capacidade de “seguir o fluxo” e aceitar que o que está acontecendo é eternamente valiosa, mas que às vezes isso significará aceitar que você se sente como uma pilha de merda.
É fácil iludir-se e acreditar que a espiritualidade irá fazê-lo se sentir nas nuvens, mas na prática, não é assim que funciona.
A vida ainda é cheia de sofrimentos e, para realmente crescer e aprender com nossas experiências, precisamos ser honestos com nós mesmos sobre o que estamos sentindo e deixar que isso aconteça totalmente.
No meu caso, meu desejo de ser sempre “Zen”, de “seguir o fluxo” e de projetar uma imagem de paz interior para mim e para outros me impediu de ver a verdade sobre várias situações/experiências e de assumir a responsabilidade para lidar com elas.
8. Sentir profunda aversão e auto-aversão quando confrontado com seu lado sombrio.
Eu percebi isso em mim muito rápido, após aprender sobre escape espiritual.
Eu vi que minha imagem narcisista de mim mesmo como uma pessoa sábia, que alcançou realizações “mais altas”, estava causando uma quantidade ridícula de dissonância cognitiva.
Eu me julguei com sabedoria e senti uma colossal e esmagadora culpa por decisõesmenos do que virtuosas.
Quando você se interessa pela espiritualidade, é fácil idolatrar pessoas como Buda ou Dalai Lama e acreditar que essas pessoas são seres humanos perfeitos que sempre agem com total consciência e compaixão. Na verdade, isso certamente não é o caso.
Mesmo que seja verdade que alguns humanos atingem um nível de percepção em que fazem a “ação correta” em todas as circunstâncias, precisamos reconhecer que tal coisa é reservada para poucos.
Pessoalmente, eu suspeito que isso não existe.
Na verdade, todos somos humanos falhos e todos vamos cometer erros. O jogo está contra nós.
É praticamente impossível viver até mesmo algumas semanas de vida humana adulta sem cometer alguns erros, muito menos os menores. Ao longo dos anos, haverá grandes erros. Acontece com todos nós, e não tem problema. Perdoe-se.
Tudo o que você pode fazer é aprender com seus erros e se esforçar para fazer melhor no futuro.
Paradoxalmente, a lição aparentemente espiritual de auto-perdão pode ser especialmente difícil de internalizar para pessoas interessadas em espiritualidade.
Os ensinamentos espirituais podem deixar uma pessoa com ideais estratosfericamente altos, que resultam em uma culpa imensa e uma aversão a si mesmo quando não é capaz de corresponder a eles.
Esta é uma das principais razões pelas quais é tão comum que as pessoas espirituais desviem a responsabilidade – porque ser honesto sobre suas falhas seria muito doloroso.
Ironicamente, devemos ser honestos com nós mesmos com relação aos nossos erros, a fim de aprender com eles, crescer e nos tornamos versões mais autoconscientes e compassivas de nós mesmos.
Lembre-se: Você é somente um ser humano. Tudo bem cometer erros. Sério, está tudo bem.
Mas admita para si mesmo quando cometer um erro e aprenda com ele.
9. Encontrar-se em situações ruins devido à excessiva tolerância e uma recusa a distinguir pessoas.
Este sou eu, 100%. Durante muito tempo, levei muito a sério a ideia de que todo ser humano merece compaixão e bondade.
Eu não discordo dessa ideia hoje em dia, mas percebi que existem inúmeras situações em que outras considerações devem temporariamente anular meu desejo de tratar todos os outros seres humanos com compaixão.
Em vários países, eu me encontrei em situações de risco de morte porque confiava demais nas pessoas, eu não sabia ou era gentil com pessoas que eu deveria ter reconhecido suas características obscuras.
Por sorte, eu nunca me machuquei nessas situações, mas eu já fui roubado e enganado várias vezes.
Em todos os casos, eu queria acreditar que as pessoas com quem eu estava interagindo eram “boas” pessoas de coração e me tratariam bem se eu assim o fizesse.
Essa linha de pensamento era terrivelmente ingênua, e eu ainda estou tentando me recondicionar para entender que em certos contextos, ser bonzinho não é a resposta.
O fato triste é que, embora você possa estar isolado disso, a luta pela sobrevivência ainda é muito real para um grande número de pessoas neste planeta.
Muitas pessoas cresceram na pobreza, cercadas por crime, e aprenderam que a única maneira de sobreviver é se aproveitando da fraqueza.
A maioria das pessoas em todo o mundo parece não ter essa mentalidade, mas se você se encontra em uma cidade ou país em que a pobreza é bastante presente, você deve tomar certas precauções, coisas básicas, como:
Não ande em nenhum lugar sozinho após escurecer;
Tente ficar longe de áreas abandonadas;
Não pare para interagir com pessoas que tentam vender coisas para você;
Faça distinções entre pessoas; deixe-se saber que não há problema em confiar no mecanismo de correspondência de padrões altamente evoluído do seu cérebro, quando ele diz que alguém parece drogado, perturbado, desesperado ou perigoso.
10. Querer tanto que várias práticas “espirituais” estejam corretas ao ponto de ignorar completamente a ciência.
Há uma linha bastante anti-científica em uma grande parte da comunidade espiritual, e eu acho isso uma vergonha.
Me parece que muitas pessoas espirituais se tornam hostis em relação à ciência, porque certas crenças e práticas que consideram valiosas são consideradas não comprovadas ou pseudocientíficas dentro da comunidade científica.
Se uma crença ou prática não é comprovada ou considerada pseudocientífica, isso significa apenas que ainda não conseguimos confirmar sua validade através de experimentos repetitivos em um laboratório.
Não significa que não é verdade ou que não é valioso.
O método científico é uma das melhores ferramentas que temos para entender a mecânica do universo observável; nos permitiu descobrir a verdade profunda da evolução biológica, observar os confins do espaço, prolongar a nossa vida por décadas e caminhar na lua, entre outras coisas.
Descartá-lo totalmente é perder uma das nossas lentes mais poderosas para entender a realidade.
Como Carl Sagan memoravelmente colocou:
A ciência não é apenas compatível com a espiritualidade; é uma fonte profunda de espiritualidade. Quando reconhecemos nosso lugar em uma imensidade de anos-luz e na passagem dos tempos, quando percebemos a complexidade, a beleza e a sutileza da vida, então esse sentimento crescente, essa sensação de exaltação e humildade combinada, é certamente espiritual.”
“Assim como nossas emoções na presença de uma grande arte, música ou literatura, ou de atos exemplares de coragem altruísta, como os de Mohandas Gandhi ou Martin Luther King Jr.”
“A noção de que a ciência e a espiritualidade são, de algum modo, mutuamente exclusivas, é um desserviço para ambas.”
Bônus: Deixar de lado o sucesso material por causa da crença de que dinheiro e capitalismo são malvados.
Muitas pessoas “espirituais” sabotam suas próprias capacidades de serem bem-sucedidas materialmente. Isso porque elas parecem ser alérgicas à riqueza, associando dinheiro com ganância, impureza e malevolência generalizada.
O capitalismo é visto como uma engrenagem de desigualdade e corrupção que deve ser desmantelada.
Eu costumava ter uma versão desta visão, então eu percebi o quanto ela é sedutora.
Se você é atraído pela espiritualidade, é natural desprezar o “materialismo”. Porém, na verdade, esta narrativa é muito simplista. A verdade sobre o capitalismo é complexa.
Sim, o capitalismo tem algumas desvantagens muito reais, mas, em muitos aspectos, o capitalismo tem sido uma força tremenda para o bem, estimulando a inovação maciça e tirando bilhões de pessoas da pobreza globalmente.
Em 1820, 94% das pessoas na Terra viviam na extrema pobreza. Em 2015, este número caiu para meros 9,6%, muito graças ao crescimento econômico catalisado pelo capitalismo.
Além disso, deixe-me ser direto com você novamente: não há nada de errado ao querer ganhar dinheiro. O dinheiro é uma ferramenta incrível.
Bilionários como Elon Musk e Bill Gates, que estão usando suas riquezas para ajudar o mundo de importantes maneiras, provam que o dinheiro pode ser usado para o bem ou para o mal.
Considere também os 139 bilionários e centenas de milionários que se comprometeram a doar um total de 732 bilhões de dólares para causas de caridade em suas vidas.
Na verdade, precisamos de pessoas mais compassivas para obter riqueza substancial, para que possam usá-la de forma eficaz e altruísta para melhorar o mundo.
Para esclarecer, eu sou a favor de regular/aperfeiçoar o capitalismo para fazê-lo funcionar para todos do planeta.
Por exemplo, eu acho que precisam haver regulações para proteger o meio ambiente, para prevenir abusos como grupos de interesse e captura regulatória.
Principalmente, sou a favor de um sistema econômico que incentive a inovação e o empreendedorismo, ao mesmo tempo que seja sustentável e atenda às necessidades básicas de todos.
Não tenho a certeza da melhor maneira de atingir esses objetivos elevados, mas nossas formas atuais de capitalismo estão fazendo um trabalho melhor do que muitas pessoas parecem pensar, dada a imensidão do desafio.
Eu sou totalmente a favor de um trabalho metódico e baseado em dados para aperfeiçoar e melhorar nossos sistemas econômicos, mas vamos ter certeza de perceber e reconhecer todas as coisas que o capitalismo realmente faz antes de descartá-lo.
Todos estamos aprendendo…
Eu acho que, para que os vários movimentos espirituais globais interligados sejam maximamente impactantes e úteis, eles precisam abordar seus aspectos inconscientes.
Neste ensaio, tentei iluminar alguns dos pontos cegos que parecem prevalecer na comunidade espiritual. Como eu disse, a maioria dos itens que discuti serviram para mim em um ponto ou outro.
É decididamente fácil cair em algumas das armadilhas da espiritualidade e abrigar várias crenças e comportamentos limitantes, ao mesmo tempo em que se sente como se alcançasse um nível “mais alto” de ser.
A lição aqui é que o crescimento e o aprendizado são processos intermináveis. Se você acha que não tem mais nada para aprender, provavelmente está se sabotando de várias maneiras.
Pode ser profundamente difícil admitir que por um longo tempo a pessoa estava errada ou mal orientada, mas a alternativa é muito pior.
A alternativa é uma espécie de morte espiritual e intelectual – um estado de estagnação perpétua em que a pessoa se ilude sem parar, pensando que tem todas as respostas, que alcançou a Forma Final.
Em um mundo que muda rapidamente, a aprendizagem contínua é de suma importância.
No máximo, a espiritualidade é uma força que pode ajudar a humanidade a perceber nossa identidade comum como seres conscientes, ganhar consciência ecológica, sentir-se conectado ao nosso cosmos e abordar as questões mais prementes do nosso tempo com compaixão, engenhosidade, equanimidade e o que Einstein chamou uma “santa curiosidade”.
No máximo, a espiritualidade é uma força que nos impulsiona a um futuro mais harmonioso, cooperativo e sustentável.
Um brinde ao refinamento da nossa espiritualidade coletiva e co-criação de um mundo mais bonito.
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Esse é uma tradução do Awebic de artigo originalmente publicado em Conscious Reminder.
Hoje em dia eu não procuro mais pelo melhor nas pessoas, eu procuro por tudo que é real, porque a bondade às vezes vem disfarçada de falsidade, mas o que é real, vem despido e imperfeito.
A realidade é nua e crua e não tem vergonha de suas feridas e cicatrizes.
Pessoas de verdade são honestas, doa a quem doer, uma pessoa boa, não precisa falar que ela é boa, atitudes demonstram o que as palavras insinuam.
Eu me afasto sem aviso prévio, de tudo e todos que promovam sentimentos negativos, em mim e nas pessoas a minha volta.
A verdade é que, ninguém é perfeito, mas existem aqueles que tornam a imperfeição na coisa mais bonita que você já viu. Porque eles não têm medo ou vergonha de expressar quem são por dentro e por fora.
Cuidado com aqueles que criticam demais, que estão sempre dispostos a fazer você se questionar se é bom o suficiente.
Cuidado com os frustrados e amargurados, eles vão tentar te convencer que não vale a pena lutar para ser feliz.
Inveja? Não, eu não acredito em inveja, eu acredito em acomodados, que escolhem ficar estagnados, e se incomodam com quem vai à luta e faz acontecer, então sem essa de achar que todo mundo tem inveja de você.
Não se sinta tão especial, não se coloque em um patamar acima dos outros, aqui nesse mundo, somos todos iguais.
Não importa se você acorda em uma cobertura de frente para o mar, que vale milhões, ou se você acorda em uma casinha simples no meio do nada, todos acordam sob o mesmo céu, e vão dormir sob a mesma lua, respiramos o mesmo oxigênio e bebemos da mesma água.
O que nos diferencia uns dos outros, é o quanto estamos dispostos a lutar, a evoluir, a ser e fazer melhor.
A chegada e partida deste mundo, é a mesma para todos sem exceção. Então seja real, seja verdadeiro com você mesmo acima de tudo. E que a sua bondade se manifeste em palavras, ações, olhares, sorrisos e em todo o amor que você é capaz de dar e receber.
Seja verdadeiramente uma pessoa do bem, não para que ninguém saiba ou veja, mas para que você experimente a sensação de viver ao invés de somente existir.
Quando um colega de trabalho disse a Rita Louzeiro que “adoraria saber como era uma negra na cama”, aquilo a incomodou. Ela não conseguia, porém, verbalizar onde estava o problema. A reação física, entretanto, foi imediata: o corpo de Rita se retorceu e uma perturbação a invadiu.
Rita é mulher, negra, da periferia, feminista, ativista na luta pelos direitos das pessoas com deficiência, servidora pública, pedagoga, ex-aluna da Universidade de Brasília (UnB) e também alguém com autismo. A última característica não a resume, mas representa uma parte importante de quem Rita é.
“A gente não tem a leitura social bem desenvolvida, faltam ferramentas de linguagem para entender as entrelinhas do racismo e do machismo, por exemplo. Quando ele falou daquela maneira, soube que era errado, mas não exatamente como”, lembra.
Ela faz parte de um grupo frequentemente invisibilizado. Neste 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, é preciso ressaltar as dificuldades no diagnóstico de mulheres com o transtorno.As principais pesquisas que desvendaram o autismo, como a realizada por Hans Asperger, em 1943, tiveram como base majoritariamente indivíduos do sexo masculino. Talvez por isso, características usadas para definir a síndrome são tidas como mais naturais aos homens.
Estudos recentes, porém, chamam atenção para a necessidade de falar sobre como ela se manifesta no sexo feminino. A proporção de quatro homens para uma mulher no autismo é questionada por alguns especialistas.
Pesquisas atualizadas sugerem fatores para explicar essas diferenças de frequência entre os sexos. Um deles seria o fato de as manifestações clínicas nas meninas serem diferentes. Por exemplo, nelas, ansiedade é um dos sintomas possivelmente relacionado ao autismo. Isso não implica que toda menina ansiosa é autista.
BRUNO PIMENTEL / METRÓPOLES
Amanda Paschoal: proporção de meninas autistas é maior do que estudos apontam. Ela usa um mordedor sensorial para se acalmar
“Há várias pesquisas em desenvolvimento e, muito possivelmente, quando os critérios de diagnóstico forem mais bem definidos, a diferença de frequência entre os sexos tenderá a ficar menor”, explica Maria Rita dos Santos e Passos Bueno, coordenadora do núcleo voltado a autismo do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco do Instituto de Biociências (IB) da USP.
A PhD em neurociência e comportamento Vânia Canterucci Gomide-Çakmak ajuda a entender a questão genética que justificaria a maior incidência de autismo em meninos.
“Muitas das síndromes e mutações genéticas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) são relacionadas ao cromossomo X (os meninos só possuem um, o que justificaria maior gravidade do quadro). As meninas podem ter compensações pelo segundo cromossomo X que possuem, fazendo o TEA parecer mais leve”, diz.
A especialista, que tem 28 anos de experiência no assunto, explica as dificuldades em se diagnosticar o autismo. “Exames como tomografia e ressonância nuclear magnética predominantemente não mostram anormalidades, pois as diferenças são funcionais. Já alguns exames de imagem funcional podem sugerir ou mostrar alguma diferença, mas nem sempre conclusiva, pois as alterações no sistema nervoso central provocadas pelo autismo são muito amplas e difundidas pelo cérebro”, relata.
O que é autismo, afinal? TEA não é doença. Trata-se de um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro que podem levar à dificuldade de comunicação e comportamentos repetitivos, para citar alguns exemplos. As pessoas no espectro podem ter intensidades diferentes nas suas limitações.
A professora assistente de psiquiatria na Universidade da Califórnia Somer Bishop, em artigo para o Spectrum News, ressalta queaté as definições do espectro no Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM) são apenas exemplos. Não há um caso igual ao outro.
“Infelizmente, a habilidade de um médico ir além do que está escrito depende pesadamente da experiência — não apenas com garotas autistas, mas também com garotas típicas. Afinal, se os médicos não estão superletrados em como uma menina de uma determinada idade e nível de desenvolvimento se comporta, então, eles vão ter muitas dificuldades para avaliar as habilidades de uma criança com autismo.”
Não diagnosticar mulheres significa abrir mão de oferecer a elas tratamento adequado. É deixá-las expostas ao mundo sem ferramentas de defesa.
“Há vários recortes dentro das questões de gênero, entretanto, desconheço um mais sofrido que o das mulheres com deficiência. Às mulheres autistas, é negado acesso ao diagnóstico, pois todos os estudos sobre autismo foram realizados por homens em homens e o cérebro feminino tem nuances muito diferentes”, explica a advogada e presidente da Comissão de Defesa da Pessoa com Autismo da OAB, Adriana Monteiro.
“Quando falamos de mulheres autistas que exigem um suporte maior, como as que não têm fala oralizada, a violência vira rotina, pois sua vulnerabilidade diante de um mundo sem recursos assistivos e tecnológicos para uma comunicação alternativa eficaz a deixa à mercê do outro sempre”, ressalta Adriana Monteiro.
Mulheres autistas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), estão quatro vezes mais expostas ao risco do abuso sexual. Quando se fala em outras deficiências, algumas estão 10 vezes mais suscetíveis.
Para se proteger do assédio, do racismo e do machismo cotidiano, Rita Louzeiro buscou informação. No mesmo dia de conclusão do curso universitário, ela tomou posse em uma vaga no Ministério da Saúde. Passou a ter dinheiro para pagar pelo acesso à internet, o que abriu as portas para um mundo novo.
On-line, tive acesso ao debate sobre assédio e machismo, em especial textos que falam sobre como mulheres negras e da periferia estão mais expostas“
Rita Louzeiro
Ao conhecer ideias de pessoas como Djamila Ribeiro e Stephanie Ribeiro, ativistas negras que usam as redes sociais como um dos meios para amplificar a voz, Rita compreendeu a agressão sofrida naquele encontro com o colega. “Por ser autista, eu precisei de mais tempo para digerir a situação e compreender o que havia acontecido”, diz.
REPRODUÇÃO
Imagem postada por Rita em uma rede social
Moradora de Planaltina (DF), Rita divide a casa com a mãe e o irmão, Sérgio, que tem grau de autismo elevado e precisa de ajuda para atividades básicas. Aos 33 anos, ela não tem um diagnóstico oficial. Não quis o documento, pois teme que o “carimbo” de um médico a faça parecer incapaz de cuidar de Sérgio, caso a mãe não esteja mais por perto.
“Já vi mães autistas perderem a guarda dos filhos por muito pouco. O acúmulo de preconceitos que uma mulher, negra e com deficiência, sofre é brutal”, relata.
Atividades como dirigir sem GPS e falar ao telefone estão entre os desafios diários de Rita. Ela confirmou as suspeitas sobre ser autista ao entrar no mercado de trabalho. “Na faculdade, eu não tinha amigos, falava as coisas e achavam que eu estava sendo grosseira. No trabalho, fui obrigada a conviver socialmente e as crises se multiplicaram”, relata.
“Não quero um cuidador, quero um amor” Para Calinca Alcantara, o diagnóstico foi esclarecedor. Ao completar 1 ano, ela tapava os ouvidos com as mãos na hora dos parabéns. O barulho a incomodava além do esperado. As lembranças da infância estão vivas: a dificuldade em fazer amigos na escola, o bullying, a sensação de ser diferente sem saber explicar exatamente por que.
A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que o diagnóstico seja fechado antes dos 3 anos de idade. Somente aos 25, Calinca conseguiu dar um nome à sua condição. Ela se descobriu autista há 5 anos, quando precisou mudar da casa onde vivia desde criança, entrou em depressão profunda e teve crises de pânico com a alteração da rotina. Hoje, aos 30, compreende melhor quem ela é.
ARQUIVO PESSOAL
Calinca e a mãe, no aniversário de 1 ano
“Um psicólogo chegou a dizer que meu problema era ser feia, que eu precisava trabalhar a autoestima. Profissionais de saúde devem ouvir suas pacientes com mais empatia”, afirma.
Calinca mantém um canal no YouTube, o Rivotrip, no qual fala sobre diversos assuntos de seu interesse, entre eles, o autismo. Por conseguir se comunicar bem diante da câmera e postar fotos, já foi alvo de preconceito.
1/4“Um psicólogo me disse que meu problema era ser feia”
2/4As fotos postadas por ela já foram alvo de comentários machistas
3/4Calinca gosta de fotografar
4/4A mãe de Calinca relata em um diário a evolução da filha, quando bebê
“Postei foto de biquíni na praia e logo me atacaram numa combinação de machismo com capacitismo. Não deixo de ser mulher, de ter sensualidade, por ser autista. Nos negam inclusive a possibilidade de um relacionamento, como se só pudéssemos ter cuidadores”, relata.
Se um dia eu quiser me casar, quero um companheiro, não um cuidador. Nós temos direito ao amor, à sexualidade“
Calinca Alcantara
“Nada sobre nós sem nós” Crescer cercada dos cuidados adequados faz muita diferença. A história de Amanda Paschoal, 26 anos, reforça essa importância. Seu diagnóstico veio aos 9 anos. A mãe dela é psicóloga e notou a condição da filha.
Amanda teve acesso a psicólogos e frequentou uma escola parque, o que, segundo ela, foi bastante “terapêutico”. Hoje, é aluna de artes visuais na UnB e fala por si mesma. Usa o lema “nada sobre nós sem nós” para explicar a que veio.
Tornou-se palestrante e nas apresentações aborda, além da história por trás da descoberta do autismo, questões de gênero. “Nunca sei se alguém está falando de um jeito infantil comigo por eu ser mulher ou por ser autista”, diz.
Ela ressalta que meninas autistas tendem a imitar o comportamento social das pessoas ao redor, para se encaixarem na sociedade. “Como mulher, somos socializadas para agradar, para caber num padrão. Para a autista, isso vem em dobro. Nos acostumamos a esconder nosso jeito, nossos movimentos repetitivos, para não incomodar os neurotípicos”, diz.
A universitária se movimenta livremente enquanto fala. Esfrega as mãos uma na outra, faz pausas para se articular. Usa no pescoço um mordedor sensorial em forma de pingente que a acalma. Amanda descobriu-se única. Está livre da expectativa de se parecer com os outros.
O secretário municipal de Saúde, Marco Antonio de Mattos, esclareceu nesta segunda-feira (5) quais são as condições de funcionamento da maternidade do Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade.
De acordo com o secretário, ao contrário do que foi veiculado no último domingo (4), a maternidade do hospital não foi fechada. Os médicos que cumpririam o plantão da manhã não compareceram, mas a maternidade continuou funcionando com 14 pacientes internados, que foram avaliados pelos médicos do atendimento rotineiro. Todas as emergências que chegaram ao Rocha Faria foram transferidas para outras unidades da Prefeitura do Rio.
O Hospital Municipal Rocha Faria ainda está sendo administrado pela organização social IABAS. O contrato foi rescindido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), e a gestão da unidade será assumida pela Empresa Pública de Saúde do Rio de Janeiro (RioSaúde) na próxima segunda-feira (12).
“Temos feito todos os esforços possíveis para manter o funcionamento adequado da unidade”, garantiu o secretário.
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, lançou nesta quarta-feira, dia 17/1, o Disque-Remédio, serviço que vai auxiliar a população em caso de falta de algum medicamento nas unidades de saúde do município. O paciente que procurar um posto médico, clínica da família ou hospital e não encontrar o remédio receitado poderá ligar para o telefone 2599-4760. O sistema vai agilizar a reposição do estoque no local relatado pela pessoa.
– Se não tiver remédios para distúrbios mentais, esquizofrenia, ou mesmo um simples remédio para dor, diabetes ou pressão alta, peço que entrem em contato conosco para relatar a situação. Por favor, o nosso número é 2599-4760. Foi num hospital, numa clínica da família ou num posto médico e não tem algum remédio específico que esteja precisando é só ligar para esse telefone – explicou o prefeito, que nesta quarta visitou a Central de Distribuição de Medicamentos e Materiais Médico-Cirúrgicos da Secretaria Municipal de Saúde, em Jacarepaguá.
Crivella verificou o estoque de remédios e insumos, comprados no fim do ano passado após a Prefeitura liberar R$ 100 milhões para este fim. De acordo com a programação da Central, nesta quarta seriam distribuídos 8,6 milhões de itens, entre insumos e medicamentos, para as unidades de saúde, com destaques para as Áreas de Planejamento (AP) 5.1, que abrange a região de Bangu, Realengo e adjacências, e AP 5.2, que compreende os bairros de Campo Grande, Guaratiba e adjacências.
– Essa é uma boa oportunidade para tranquilizar a população e dizer que temos remédios. Aqui, nessa quantidade enorme de caixas, temos 190 milhões de doses de todos os remédios. A Prefeitura está tomando conta da saúde. Tem remédio para todo mundo que procurar nossas unidades destacou Crivella.
Somente nesse ano, até o dia 15 de janeiro, mais de 57 milhões de itens já saíram da Central de Abastecimento para as unidades de urgência e emergência (hospitais, UPAs e CERs), centros de atenção psicossocial, hospitais especializados, unidades de Atenção Primária (clínicas da família e centros municipais de saúde) e policlínicas. Esse montante de medicamentos corresponde a doses em apresentação de comprimidos, cápsulas, ampolas e frascos. O prefeito ressaltou que, mesmo em um ano de crise financeira, houve um aumento de 6% no número de cirurgias, que passou de 80 mil em 2016 para 85 mil no ano passado. O mesmo percentual de crescimento se deu nas internações, que saltaram de 143 mil para 150 mil.
– Ano passado, tivemos uma crise sem precedentes no Rio de Janeiro. Caiu a arrecadação, o governo federal repassou R$ 2 bilhões a menos e as Olimpíadas deixaram uma dívida de R$ 10 bilhões. Mesmo com toda essa crise, fizemos mais cirurgias que no ano anterior – disse o prefeito.
Crivella aproveitou a oportunidade para fazer um alerta à população em relação à febre amarela. O prefeito afirmou que não há razão para uma corrida aos postos de saúde porque a Central de Medicamentos está com uma boa quantidade de doses da vacina contra a doença.
– Temos em nosso estoque meio milhão de doses. Elas estão sendo distribuídas para todos os nossos postos de saúde para vacinar a população. Agora eu queria lembrar uma coisa. Nós tivemos nesses últimos dias diversos macacos assassinados. Não façam isso. O macaco funciona como um sentinela. Quando ele morre espontaneamente, a gente vai verificar se ele está com o vírus da febre amarela. Aí, nós já vamos vacinar toda a população no local. Não tivemos isso ano passado, não vamos ter esse ano. Portanto, o macaco não transmite a doença, quem transmite é o mosquito. Então, peço à população que não cometa essa maldade contra os macacos nas nossas florestas.
Além das doses da vacina contra a febre amarela, as unidades de saúde receberam mais de 1,8 milhão de comprimidos e frascos dos analgésicos dipirona e paracetamol. A rede também foi abastecida com a chegada dos remédios para tratamento de diabetes e hipertensão dos pacientes que realizam o acompanhamento nas unidades de Atenção Primária (clínicas da família e centros municipais de saúde). Ao todo, foram recebidos mais de 3,4 milhões para tratamento de diabetes e 9,2 milhões de comprimidos para hipertensão.
Cives Centro de Informação em Saúde para Viajantes
Rio de Janeiro: vacinação contra febre amarela
Viagens no Brasil
=> ver lista completa: Unidades de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, a vacina contra a febre amarela está disponível em todos os Centros Municipais de Saúde (CMS). Os CMS, em geral, efetuam a aplicação apenas em dias e horários pré-determinados, o que dificulta a vacinação de viajantes. É recomendado que o viajante entre em contato telefônico com o CMS mais próximo para confirmar dias e horários.de vacinação contra a febre amarela. A vacina pode ser aplicada em qualquer CMS, independentemente do local de residência e de comprovante de viagem.
Bairro
Unidade
Endereço
Telefones
Bangu
CMS Waldyr Franco
Praça Cecília Pedro, 60
3335-0519 / 3332-3726 /3332-9322
Campo Grande
CMS Belizário Penna
Rua Franklin, 29
3394-2433 / 3394-3158
Catete
CMS Manoel José Ferreira
Rua Silveira Martins, 161
2225-3864 / 2205-7802
Centro (Cruz Vermelha)
PAM Oswaldo Cruz
Avenida Henrique Valadares, 151
2224-8258
Cidade Nova
CMS Marcolino Candau*
Rua Laura de Araújo, 36
2273-2244 / 2273-2344
Copacabana
CMS João Barros Barreto
R Siqueira Campos, s/n (próximo da estação do Metrô)
3208-5614
Engenho da Rainha
CMS Ariadne Lopes de Menezes
Rua Engenheiro Carlos Pena, sn
3111-6702 / 3111-6757 /3111-6701
Engenho de Dentro
CMS Milton Fontes Magarão
Avenida Amaro Cavalcanti, 1387
3111-6708
Gávea
CMS Píndaro de C. Rodrigues
Rua Padre Leonel Franca, sn
2274-6495 /2274-2933
Guadalupe
Policlínica Augusto do Amaral Peixoto
Rua Jornalista Hermano Requião, 447
3015-1601
Ilha do Governador
CMS Necker Pinto
Estrada Rio Jequiá, 482
3367-5199 / 3367-5264
Irajá
CMS Clementino Fraga
Rua Caiçaras, 514
2482-3132 / 2482-4513
Madureira
CMS Alberto Borgeth
Rua Manoel Martins, 53
3018-2472 / 3018-2836
Paquetá
UIS Manoel Arthur Villaboim
Praça Bom Jesus, 40
3397-0463 / 3397-0123
Penha
Policlínica José Paranhos Fontenelle
Rua Leopoldina Rego, 700
3111-6926
Ramos
CMS Américo Velloso
Rua Gerson Ferreira, 100
2573-7187 / 2573-7074
Recreio
CMS Harvey Ribeiro de Souza Filho
Av. Guiomar Novaes. 133
3418-2547 /3418-4509
Santa Cruz
CMS Lincoln de Freitas Filho
Avenida Álvaro Alberto, 121
3395-4129 / 3395-0605
Santa Teresa
CMS Ernani Agrícola
Rua Constante Jardim, 8
2224-7965 / 2224-7194
Santo Cristo
CMS José Messias do Carmo
Rua Waldemar Dutra, 55
2233-8468
São Cristóvão
CMS Ernesto Zeferino Tibau Jr
Avenida do Exército, 1
3895-8663 / 3895-8660 / 3895-8659
Tanque
CMS Jorge Saldanha Bandeira de Mello
Avenida Geremário Dantas, 135
3392-7238 / 3392-0704 /3392-1555
Tijuca
CMS Heitor Beltrão
Rua Desembargador Isidro, 144
3238-1787 / 2288-8300
Vila Isabel
CMS Maria Augusta Estrella
Rua Visconde de Santa Isabel, 56
3111-6107
CMS= Centro Municipal de Saúde, PAM = Posto de Assistência Médica, UIS = Unidade Intermediária de Saúde * CMS Marcolino Candau => vacinação contra a febre amarela de segunda a sexta-feira. Emissão do Certificado Internacional de Vacinaçãoe Profilaxia =>ver endereços
Viagens internacionais
As pessoas vacinadas nos Centros Municipais de Saúde recebem Cartão Nacional de Vacinação, válido em todo território brasileiro. Os viajantes que tenham como destino outros países devem procurar um dos locais (ver endereços) que emitem o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia, para que os dados que constam no Cartão Nacional sejam transcritos (o que significa – sem nenhuma razão plausível – ter que ir a dois lugares distintos para a obtenção deste documento). Para a emissão do Certificado Internacional é imprescindível assinatura do viajante (o que torna obrigatória a sua presença)e a apresentação de:
Cartão Nacional de Vacinação com os seguintes dados:
data da administração da vacina
lote da vacina
carimbo e assinatura do profissional que realizou a vacinação
identificação da unidade de saúde
Documento de identidade oficial* com foto (carteira de identidade, passaporte, carteira de motorista válida etc).
Certidão de Nascimento, para menores de idade.
* = exceto para a população indígena, que está dispensada da apresentação de documento de identidade.
A cultura africana é cheia de nuances e símbolos maravilhosos, e um deles é o turbante. Visto também como referência às religiões de matriz africana, o adereço é muito usado para modelar os cabelos crespos ou cacheados e, historicamente, “coroar” as mulheres negras. Incrível, não é?