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Como combater a queda anormal de cabelos

Não é à toa, é crescente a procura por tratamentos capilares em clínicas dermatológicas, com aparelhos supermodernos, que tratam diferentes problemas que afetam a saúde do couro cabeludo e dos fios. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar, 25% das mulheres brasileiras entre 35 e 40 anos e 50% das que já possuem idade acima dos 40 anos sofrem algum grau de calvície.

Entre os fatores que podem agravar diretamente o problema, a dermatologista Karla Assed, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology, destaca má alimentação, herança genética, distúrbios hormonais e stress.

Perceber até 100 fios por dia caindo pelo chão da casa, do boxe do chuveiro e presos na escova é normal. “Já a rarefação capilar ou a presença de fios de cabelo no travesseiro, não”, diz Karla. 

Tratamento

Existem vários tratamentos para queda de cabelo, mas o mais importante é identificar a causa principal da queda. “O tratamento pode incluir corrigir a causa da queda, o uso de medicamentos tópicos e /ou orais  para estimular o crescimento e diminuir a queda, uso de laser  para estimular o nascimento e/ou crescimento dos fios”, diz a médica.

Uma das novidades tecnológicas para o tratamento do problema é o aparelho Bulge. Ele realiza uma tomografia completa dos fios, para diagnóstico e tratamento precisos. Ele utiliza tecnologias como luz LED, laser de baixa potência, oxigenioterapia, spray de limpeza e pulverização de medicamentos tópicos, microcorrente, eletroestimulação, drug delivery digital, além de radiofrequência microagulhada.

Além disso, cuidar do couro cabeludo é importante para que os fios voltem a nascer e para evitar novas quedas. “A esfoliação deixa o couro cabeludo mais limpo e diminui a oleosidade, o que auxilia no combate à queda.”

 

 

FONTE: CLAUDIA

Maquiagem para o Ano-Novo: 3 ideias com passo a passo

Vem chegando o fim do ano e, junto com ele, os jantares, encontros de amigas, festas de todos os tipos… E haja criatividade para montar os looks de todos eles, não é mesmo? O momento mais esperado para muita gente é, sem dúvida, a noite de Réveillon. É quando repensamos o ano que passou, planejamos o que vem em seguida e, para coroar a noite cheia de magia, nada melhor que um make arrasador. Para ajudar você nessa missão, a maquiadora sênior de O Boticário, Suelen Johann, ensina três makes sofisticadas e fáceis de fazer. “Essas ocasiões são ótimas oportunidades para ousar com tons terrosos, muito brilho e batom vermelho”, diz a expert.

A seguir, confira nossas sugestões:

  1. Olho dourado com boca nude 

Ideal para quem quer focar o make no olhar, é elegante e moderno. Vai bem desde jantares chiques até festas de arromba.

Maquiagem para o Ano Novo (O Boticário/Divulgação)

Passo a passo:

  1. Aplique uma base de cobertura natural dando leves batidinhas para um acabamento perfeito (sugestão: base do tipo cushion)
  2. Passe o tom mais escuro do contorno facial nas laterais do nariz, na mandíbula e abaixo das maçãs para dar profundidade ao rosto. Finalize com o tom mais claro (para realçar) no arco das sobrancelhas, nas têmporas e acima da boca
  3. Aplique o iluminador em formato caneta acima das maçãs do rosto, na parte superior do nariz e logo abaixo do arco da sobrancelha
  4. Para finalizar a pele, aplique um blush em movimentos circulares e espalhe bem o produto nas maçãs do rosto, para um coradinho natural
  5. Aplique um lápis de boca ou delineador labial para definir o contorno dos lábios e, depois, preencha com o batom do mesmo tom
  6. Corrija pequenas falhas nas sobrancelhas com lápis do mesmo tom dos seus fios e esfume com uma escovinha para garantir suavidade
  7. Aplique um pigmento dourado em toda a pálpebra. Para um efeito molhado, passe-o com um pincel úmido
  8. Faça um traço delineado fino bem rente à raiz dos cílios
  9. Finalize com máscara para cílios de volume.

2) Esfumado discreto com batom vermelho 

esfumadinho feito com sombra marrom deixa o make dos olhos mais leve. O batom vermelho traz cor e alegria para o look branco de réveillon

Maquiagem para o Ano Novo (O Boticário//Maquiagem para o Ano-Novo: 3 ideias com passo a passo/Divulgação)

  1. Aplique uma base líquida para obter efeito mate e natural
  2. Para finalizar a pele, aplique o iluminador em formato caneta acima da maçã do rosto, na parte superior do nariz e logo abaixo das sobrancelhas, dando leves toques com a ponta dos dedos para espalhar o produto
  3. Para a sombra, utilize tons terrosos, fazendo um degradê dos tons mais claros (que deve ficar mais do canto interno para o centro) para o mais escuro. Esfume bem, até misturar todos os tons
  4. Preencha as falhas das sobrancelhas com lápis específico e esfume com uma escovinha
  5. Aplique um batom vermelho de longa duração (para aguentar até o fim da festa!). Tipos de batom: A Avon te mostra os produtos que dão diferentes efeitos para você arrasar no bocão Patrocinado 

3) Olho iluminado com boca nude

Aqui, os cílios postiços dão toque extra de glamour e sofisticação. Ideal para as festas mais badaladas!

Maquiagem para o Ano Novo (O Boticário/Divulgação)

  1. Aplique uma base leve dando batidinhas com os dedos para um acabamento perfeito
  2. Para finalizar a pele, faça o contorno esfumando as laterais do rosto com um tom de blush mais escuro que a sua pele
  3. Nos olhos, aplique uma sombra marrom de forma leve, marcando o côncavo de forma natural
  4. Para dar o feito iluminado, aplique um pigmento para olhos sobre as pálpebras, principalmente na região central
  5. Preencha as sobrancelhas com lápis de efeito natural para destacar ainda mais o olhar
  6. Aplique cílios postiços para um efeito de volume máximo
  7. Finalize com batom nude ou terroso para manter o foco no olhar

 

FONTE: CLAUDIA

Justiça proíbe dentistas de aplicar botox para fins estéticos

Dentistas não podem mais aplicar botox e preenchedores faciais para fins estéticos. A decisão é da  Justiça Federal no Rio Grande do Norte e foi assinada na sexta-feira (15), após pedido cautelar realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC) contra o Conselho Federal de Odontologia (CFO).

 

A entidade defende que o uso da toxina botulínica (conhecida comercialmente como botox) e do ácido hialurônico para procedimentos estéticos invasivos na face extrapola a área de atuação dos dentistas. A atribuição deveria ser apenas dos profissionais formados em medicina.

A juíza Moniky Mayara Costa Fonseca, da 5ª Vara Federal em Natal, concordou com os argumentos e decidiu suspender a Resolução 176/2016, do CFO, que permitiu os procedimentos estéticos, informa a Agência Brasil.

“A regulamentação infralegal impugnada, ao possibilitar aos profissionais de odontologia, cuja formação não visa à realização de atos médicos, o exercício dos atos privativos dessa categoria profissional, põe em risco a saúde da população”, decidiu a juíza.

FONTE: CLAUDIA

A cor ‘vinho quente’ é a nova tendência para os cabelos

mulled wine hair” (cabelo vinho quente, em português) é a nova tonalidade de cabelo que está bombando entre as mulheres. O nome faz referência à bebida típica dos meses frios devido à semelhança de tom. Além de ser uma cor poderosa, o nome traz boas lembranças, o que contribui para muita gente adotar o cabelo vinho quente.

A cor se caracteriza por ter uma aparência de vermelho escuro, quase um roxo com toques de laranja, podendo chegar a ser chamado de um chocolate-marrom quando é usado em todos os fios do cabelo.

A colorista americana Rachel Bodt disse ao Insider que ela ama a ideia desta coloração devido às diversas tonalidades que ela carrega, incluindo o azul, violeta e vermelho.”Tem uma aparência super dimensional, jovem e é um jeito mais moderno de extrair um vermelho mais profundo”, ela explica.

Leia também: 10 dicas para fios saudáveis no verão

A cor pode e deve ser customizada de acordo com o tom de pele de cada pessoa que for explorar esta nova moda. O “mulle wine”  puxado para um vermelho mais claro, combina mais com pessoas mais claras. Já para mulheres bronzeados e negras, a ideia é usar da cor com uma tonalidade mais escura, como um marsala ou acaju, que são exemplos de vermelhos com fundos escuros.  

Veja algumas fotos para se inspirar na nova tendência:

(Pinterest//A cor ‘vinho quente’ é a nova tendência para os cabelos/Reprodução)

 

(Pinterest/Reprodução)

 

FONTE: CLAUDIA

Alta taxa de açúcar na gravidez aumenta risco de doença cardíaca em bebês, diz estudo

Altos níveis de açúcar no sangue no início da gravidez aumentam risco de problema cardíaco em bebês, aponta estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA). A pesquisa foi publicada nesta sexta-feira (15) no “Journal of Pediatrics”.

O estudo analisou os efeitos do açúcar na primeira fase da gestação, quando o coração está se formando. A relação encontrada independe da mãe ter diabetes: a cada aumento de 10 miligramas da glicose na fase inicial da gravidez, o risco de um problema congênito no órgão tem um incremento de 8%.

Para chegar aos resultados, a equipe analisou prontuários médicos de 19.107 mães que tiveram bebês entre 2009 e 2015. Os registros continham detalhes do atendimento pré-natal, incluindo resultados de exame de sangue.

Dessa análise, pesquisadores encontraram 811 bebês diagnosticados com doença cardíaca congênita; também foram selecionadas as mães que tiveram a glicose testada no início da gravidez e excluidas aquelas com diabetes já diagnosticada.

O próximo passo da pesquisa será seguir um grupo de mulheres na gestação para ver se os resultados se confirmam. Se se confirmarem, a pesquisa pode ser vir de base para protocolos que exortem médicos a pedirem o exame obrigatoriamente na fase inicial da gravidez.

FONTE: G1

Vacinação em farmácias é autorizada pela Anvisa

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou resolução que autoriza qualquer estabelecimento de saúde, como farmácias e drogarias, a dar vacinação. Este regulamento será divulgado no Diário Oficial da União nos próximos dias.

 

A fiscalização estará a cargo das próprias vigilâncias sanitárias das secretarias estaduais e municipais de saúde de cada região. Os estabelecimentos devem seguir as diretrizes com os requisitos mínimos em serviços de vacinação.

Leia também: Tudo sobre Ação da Vacina

A Anvisa também esclareceu nesta terça-feira (12) que os usuários terão uma forma de identificar facilmente os estabelecimentos que adotarem o serviço de vacinação conforme as exigências de qualidade e segurança impostos pela agência.

Este novo regulamento estabelece o modelo da estrutura física do estabelecimento que aplicará a vacina e define que as vacinas que não forem oferecidas pelo SUS só podem ser aplicadas mediante uma prescrição médica.

Veja aqui a lista de todas as exigências da Anvisa para os estabelecimentos.

Em Estados como São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, além do Distrito Federal, o serviço de vacinação já era regulamentado.

 

 

FONTE: CLAUDIA

‘Em 15 ou 20 anos, o câncer deverá ser uma doença controlada

Câncer é a doença que mais amedronta brasileiros; ela surge de mutações genéticas que transformam células em tumores (Foto: Pixabay/Creative Commons/Qimono)

Nas décadas de 1980 e 1990, um mal pouco conhecido passou a assombrar o mundo e intrigar os cientistas: a Aids, causada pelo vírus HIV. Altamente letal à época, a nova doença se tornou um pesadelo. O filósofo Michel Focault, o ator Rock Hudson, o cantor brasileiro Cazuza e o lendário roqueiro Freddie Mercury foram apenas algumas das celebridades que morreram em decorrência dela.

Mas três décadas depois do surto inicial, as perspectivas de vida de um portador do vírus do HIV são bem diferentes das daqueles tempos. A eficiência dos coquetéis antirretrovirais é comprovada pelos números – no Brasil, o índice de mortalidade caiu mais de 42% nos últimos 20 anos, e a epidemia é considerada estabilizada. Hoje, a doença que mais assusta os brasileiros não é mais a Aids – e sim o câncer.

Segundo pesquisa do instituto Datafolha, esse é o diagnóstico que 76% das pessoas mais temem ouvir – é visto por elas praticamente como uma “sentença de morte”. Só entre o ano passado e o atual, a estimativa era de que 600 mil novos casos surgissem no Brasil.

Mas diferentemente do senso comum, os tratamentos já evoluíram bastante, a ponto de João Viola, pesquisador do Inca (Instituto Nacional do Câncer) desde 1998 e chefe da divisão de pesquisa experimental e translacional do órgão, dizer que “a grande maioria dos cânceres são curáveis”. “Hoje a gente tem capacidade de curar doentes. Esse estigma, a gente tem que combater”, afirma em entrevista à BBC Brasil.

Por outro lado, ressalta ser difícil poder falar em “cura definitiva” quando se trata da doença, já que ela pode ser extinta em um órgão e voltar em outro. Até por isso, os cientistas trabalham para torná-la “controlável” – assim como é a infecção pelo HIV hoje.

“É muito difícil falar em cura porque, uma vez que você tem, precisa estar sempre em vigilância. Mas o que a gente está prevendo é que, em 15 ou 20 anos, o câncer vai ser a mesma coisa que a Aids. O paciente fica em tratamento-controle por muito tempo, e aí vira uma doença crônica. Isso é bem plausível, bem possível.”

Leia os principais trechos da entrevista, na qual Viola fala sobre a evolução no tratamento da doença e as perspectivas sobre seu futuro.

BBC Brasil – Quando falamos em câncer, ainda há um estigma forte e uma ideia de que a doença é uma “sentença de morte”, mais ou menos como era a Aids na década de 1980. Hoje, a Aids não foi erradicada, mas consegue ser bem controlada com remédios. O que evoluiu de lá para cá no caso do câncer?

João Viola – Existe uma correlação de desenvolvimento muito semelhante com a Aids, hoje a gente discute o câncer mais ou menos desse jeito. Mas é importante ressaltar que, quando a gente fala em Aids, a gente está falando em uma doença. Quando a gente fala em câncer, a gente está falando em mais de cem doenças diferentes. Há alguns mais agressivos, menos agressivos, mas é uma abrangência de diferentes tipos.

O ponto importante é: a grande maioria dos tumores hoje são curáveis. Desde que sejam identificados mais precocemente. Se a gente consegue identificar o tumor bem precoce, há intervenções com as quais conseguimos curar o paciente.

BBC Brasil – O câncer engloba várias doenças, mas o mecanismo de ação é o mesmo em todas elas, certo? Uma célula ruim que se multiplica e vai afetando um órgão. Por que, então, é tão difícil inibir esse mecanismo que forma os tumores malignos?

João Viola – O câncer é uma doença basicamente genética. Nosso genoma é a informação genética que nós temos, então o câncer tem uma base genética e ele parte de mutações no nosso genoma que alteram a fisiologia daquela célula. Uma célula, como qualquer ser vivo, nasce, divide, diferencia e morre. Toda célula tem que fazer isso. O câncer é uma doença genética que altera essa relação da fisiologia celular, e essa célula passa a se dividir desreguladamente e não morre.

Há um conjunto de genes chamados oncogenes que, quando estão no seu funcionamento normal, são fundamentais para nós. Mas se ele passa por uma mutação que o faz se desregular, isso altera a vida celular. Só que são milhares de genes. A gente já conhece algumas dessas alterações, mas elas são muitas, e relacionadas a diferentes tipos tumorais.

São doenças muito diferentes que podem ter estágios diferentes, e que são causadas por mutações em genes diferentes. O tumor X pode estar mais relacionado ao oncogene Y e por aí vai. Mas o mecanismo é o mesmo: em algum órgão seu, uma célula mutou para uma célula tumoral.

E aí tem uma coisa que a gente chama de microambiente tumoral. Quando a gente tem um tumor que está crescendo, ele altera o ambiente onde está, onde as outras células vivem. Os tumores malignos, além de crescerem naquele local, as células dele saem daquele tumor, pegam a corrente sanguínea e crescem em outros tecidos – que são as metástases. Então retirar o tumor não necessariamente retira o problema.

BBC Brasil – O senhor se formou no final da década de 1980, quando o câncer ainda era pouco conhecido. Um paciente que se descobria com a doença naquela época tinha quais tipos de tratamento disponíveis?

João Viola – O primeiro tratamento que se tem é a cirurgia. Até hoje, a primeira coisa que se faz é tentar retirar esse tumor. Então até que os primeiros quimioterápicos surgissem, era só cirurgia. Mas a probabilidade de curar assim era muito pequena, não vai resolver por causa dos tumores secundários que surgem.

No final da década de 1970, começam a surgir as primeiras químios, as primeiras drogas quimioterápicas que aparecem e que basicamente inibem a divisão celular, ou seja, inibe que aquela célula (tumoral) se divida muito. Só que são drogas completamente inespecíficas. Elas não inibem só a divisão das células tumorais, inibem a divisão das células normais também. Quais são as células nossas que dividem muito? Cabelo, pele, intestino – por isso que as pessoas que passam por químio têm problemas intestinais e perdem cabelo.

Então o que você fazia? Retirava o tumor por cirurgia e tratava por quimioterapia tentando matar aquelas células tumorais que você não sabe onde está. Junto com isso surge também a radioterapia, no século 20. Você tenta matar essas células também por radiação. Esse era o tripé do tratamento.

BBC Brasil – E hoje, três décadas depois, o que há de novidade nos tratamentos?

João Viola – No final do século 20 e início do 21: dois grandes grupos de drogas começam a ser importantíssimos e começam a mudar a perspectiva de vida dos pacientes, junto com as outras.

Uma delas é a terapia-alvo. Você começa a conhecer melhor a biologia do tumor e consegue entender qual é o gene que faz o tumor X, Y, Z, quais são as mutações, e isso é muito importante. No final do século 20, a gente teve o genoma humano mapeado, e aí a gente conhece todos os genes humanos e sabe qual é a estrutura do gene normal.

Sabendo isso, a gente começa a trabalhar em cima do câncer e entender: o gene X está mutado na doença A. E começa a correlacionar os genes e as doenças: esse gene é importante para desenvolver o tumor de mama, esse para o tumor cerebral e por aí vai. Aí começamos a desenvolver drogas que agem especificamente nessas vias que estamos falando, para interferir no gene X, Y ou Z.

Isso é o que a gente chama de terapias-alvo. Se a gente sabe que há tal mutação, a gente vai trabalhar para bloquear essa mutação para se aproximar da cura. As terapias-alvo são um passo à frente da quimioterapia. Porque na quimio você vai lá e mata tudo, a terapia-alvo consegue ir naquele alvo específico.

Uma das possibilidades que a gente tem, além de fazer todos esses tratamentos, é ativar o nosso próprio sistema imune para destruir o câncer, destruir a célula tumoral. Porque temos uma resposta imunológica no organismo contra ela, só que, por diversas razões, o tumor consegue escapar. Mas aí conseguimos modular esse escape e fazer com que as células do sistema imune combatam esse tumor. Essas são as imunoterapias.

Agora uma coisa importante é o custo. Essas terapias não tiram as originais. O paciente continua sendo operado, continua usando químio, radioterapia e mais essas duas outras terapias. O que faz com que hoje o tratamento seja extremamente caro. Teremos que trabalhar isso, mas é um tratamento que está dando muito certo.

BBC Brasil – Se é possível fazer com que o próprio organismo produza os anticorpos para combater as células tumorais, isso significaria uma possível cura definitiva do câncer?

João Viola – Não necessariamente, porque essa resposta autoimune também pode ter consequências ruins. Veja, a maior revolução mesmo contra o câncer que temos hoje é uma outra coisa, os bloqueadores do ponto de checagem imunológico.

Isso funciona assim: tudo em nosso organismo tem algo que acelera e tem um freio, como em qualquer lugar. Para balancear. A resposta imune é a mesma coisa. Há um ponto de checagem em que identificamos que essa célula, por exemplo, é tumoral – aí vem o linfócito e vai tentar matar. Esse linfócito reconhece inicialmente o problema e libera o anticorpo contra ele, mas depois o linfócito passa a ter na sua membrana umas moléculas que vão fazer um freio na resposta imune. Ela freia a resposta imune. Porque você ter uma reposta autoimune exagerada também vai causar doença – por exemplo, as doenças autoimunes.

O tumor é feito pela gente, diferente de uma infecção viral ou de bactéria, que vem de fora. Então a resposta antitumoral é uma resposta que está na gente, ou seja, autoimune, a princípio. Então como qualquer resposta autoimune, o nosso organismo freia essa resposta. Porque indivíduos que apresentam problemas nesse freio têm doenças autoimunes. Há muitas: lúpus, artrite reumatoide….

O que se viu? É que no câncer, se eu venho aqui e bloqueio essa via negativa que freia os linfócitos, eu aumento a resposta antitumoral. Se eu posso ativar a resposta autoimune contra um tumor, também posso bloquear o bloqueador da resposta, que são essas moléculas. E aí o organismo consegue continuar multiplicando os anticorpos e os linfócitos conseguem combater e matar o tumor.

BBC Brasil – O câncer tem esse aspecto de ir e voltar. É possível hoje falar em cura real do câncer?

João Viola – É muito difícil falar em cura, porque uma vez você que tem, precisa estar sempre em vigilância. Você só cura se, depois de 20 anos, não apareceu mais nada. Só posso falar em cura se ela for definitiva. A gente sempre fala que o câncer pode recorrer, sim.

Eu vi a Aids aparecer, depois vi os tratamentos. Então saí da faculdade, e ela não tinha cura. Um paciente que tinha diagnóstico de Aids, isso era uma sentença de morte. Um, dois anos de vida, seis meses. Mas mudou absolutamente, essa terapia tripla que se faz atualmente é uma coisa fantástica. Eu tenho amigos que são HIV positivo, não têm Aids e estão no tratamento há 15 anos.

Mas vira uma doença crônica. É a mesma coisa que estamos falando da diabetes, vai ter que controlar o resto da vida. Hipertensão se trata para o resto da vida. Mas se fizer direitinho, está controlado. Mas não está curado. A Aids, a mesma coisa.

O que estamos prevendo é que, possivelmente, em alguns anos o câncer vai ser assim. É possível que daqui a pouco a gente tenha tratamento e que o paciente fique em tratamento-controle por muito tempo, que vire uma doença crônica. Continue mais ou menos na correlação da Aids.

FONTE:  G1

Nécessaire de verão: produtos para adaptar a pele à estação

(Divulgação/Divulgação)

Smart Blush and Bronzer Palette, Kiko Milano

(Divulgação/Divulgação)

Creme de Mãos Moringa, The Body Shop

(Divulgação/Divulgação)

Bálsamo Multiúso Ultrabalm, Lush

(Divulgação)

Lipglass Please Me, Nicki Minaj, M.A.C

(Divulgação/Divulgação)

Chronos Fluido Protetor Facial Ultraleve FPS 60, Natura

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Luminizer to Go, Sephora Collection

(Divulgação/Divulgação)

Eau de Parfum Terre de Lumière, L’Occitane en Provence

 

 

 

FONTE: CLAUDIA

10 dicas para fios saudáveis no verão

Seja provocando ressecamento nas pontas ou desbotamento da cor, o verão maltrata muito os fios. Afinal, com o calor a gente se joga nos banhos de mar e de piscina, além de, muitas vezes, exagerar na exposição ao sol, não é mesmo?

Veja algumas dicas para que seus cabelos sobrevivam à estação mais esperada do ano.

1. Lave bem

Segundo a colorista Camila Gomes, do Jacques Janine Fashion Mall, do Rio de Janeiro, os cabelos e o couro cabeludo devem estar sempre limpos. “No verão, o suor, o calor e a umidade facilitam problemas como seborreia e caspa. Tire completamente o sal e o cloro dos cabelos após sair do mar e da piscina. É importante lavar os fios todos os dias para manter a raiz sempre limpa também!”, diz ela.

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2. Máscara na bolsa

O terapeuta capilar carioca Alex Gomes, da Esmell Leblon, sugere que você escolha uma máscara capilar para esta época. “Guarde na bolsa de praia e aplique após o banho de mar ou piscina. É importante tirar o cloro e sal dos fios no chuveiro. Estes são os piores vilões de fios saudáveis”, fala Alex.

(gpointstudio/ThinkStock)

3. Maneire na química

“Não abuse de químicas nesta época do ano. Deixe os fios mais naturais, já que no verão as agressões aos cabelos são maiores, como vento, sol, mar, piscina. Isto vale também para uso de secadores e babyliss”, diz Camila.

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4. Cuidado diário

Escolher um bom leave-in para uso diário é essencial! “Ele mantém os fios hidratados ao longo do dias. Se os seus fios forem oleosos, use em dias alternados”, aconselha Alex.

5. Não prenda os fios molhados

Apesar da vontade que dá manter o cabelo preso quando estamos debaixo do sol, isso pode afetar a sua estrutura. “Desta forma, os fios não secam 100% e a chance de fungos surgirem aumenta. Além disso, pode enfraquecer a raiz e causar queda”, alerta Alex.

6. Abuse das chuveiradas

Remova o cloro e sal ao sair da praia ou piscina. “É importante manter esta rotina para que os fios fiquem saudáveis e evite o ressecamento. Indico lavar os fios no chuveiro e um outro truque bacana é enxaguá-los com água de coco, que é ultra hidratante”, comenta o hairstylist Rudi Werner.

(caboclin//10 dicas para fios saudáveis no verão/ThinkStock)

7. Lavagem suave

Evite xampu antirresíduo. Esse produto tem ação detergente limpando profundamente a raiz, eliminando resíduos, mas… “Não é indicado para ser usado nesta época do ano, principalmente por quem tem química nos fios, pois acaba sendo uma agressão maior já que entra em contato com sal, sol e cloro”, comenta o cabeleireiro Rudi Werner.

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8 Já para o chuveiro

Não há problema em lavar os fios todos os dias. “Aproveite o verão, que é bem quente e úmido, e lave as madeixas diariamente, para retirar resíduos de sal, cloro e suor, que causam ressecamento e irritação do couro”, diz Camila.

9. Alimente-se bem

Cabelo bonito tem tudo a ver com dieta saudável. “Indico procurar um nutricionista, pois a saúde dos fios está diretamente ligada à alimentação”, diz Rudi Werner. Segundo o expert, principalmente nesta época do ano, a boa alimentação deve ser redobrada, para manter os fios ainda mais fortes.

10. Deixe secar naturalmente

Evite ao máximo chapinhas e secadores. “Suspensa, se possível, o uso de ferramentas térmicas nesta estação. Para uma festa pode usar, mas não diariamente. Os acessórios ressecam extremamente os fios”, finaliza Alex Gomes.

 

FONTE: CLAUDIA

CÂNCER DE MAMA X ANTICONCEPCIONAIS

As mulheres que usam atualmente ou usaram recentemente métodos anticoncepcionais baseados em hormônios têm um risco cerca de 20% maior de ter câncer de mama que as que não usam, embora o risco geral de ter a doença, para a maioria das mulheres, seja relativamente baixo, concluiu um novo estudo que analisou informações de 1,8 milhão de mulheres na Dinamarca.

Os anticoncepcionais mais antigos eram conhecidos por oferecer um maior risco de câncer de mama, mas os médicos esperavam que as novas formulações com menos estrogênio pudessem apresentar risco menor.

As novas descobertas, relatadas no periódico “The New England Journal of Medicine”, mostram que não, e quanto mais tempo os produtos forem usados, maior o risco.

Os pesquisadores calcularam que a contracepção hormonal produziu um caso extra de câncer de mama para cada 7.690 mulheres por ano. Isso representa muitos casos, já que 140 milhões de mulheres usam anticoncepção hormonal em todo o mundo — cerca de 13% das mulheres de 15 a 49 anos.

Embalagens com pílulas (Foto: Erika Ricci)

O estudo mostra que “a busca de um anticoncepcional oral que não eleva o risco de câncer de mama precisa continuar”, disse o Dr. David Hunter, da Universidade de Oxford, em um editorial do periódico.

“Além do fato de que eles fornecem um meio eficaz de contracepção e podem ajudar mulheres com cólicas menstruais ou sangramento menstrual anormal, o uso de anticoncepcionais orais está associado a reduções substanciais nos riscos de câncer de ovário, endométrio e colorretal mais tarde na vida. Na verdade, alguns cálculos sugerem que o efeito líquido do uso de anticoncepcionais orais por 5 anos ou mais é uma ligeira redução no risco total de câncer “, disse Hunter.

Mas, à medida que as mulheres entram na faixa dos 40 anos, as alternativas não hormonais, como o DIU, podem ser melhores, disse ele. A maioria dos casos de câncer de mama foi observada em mulheres que usavam contraceptivos orais a partir dos 40 anos.

“Eu não acho que [nenhum médico] vai dizer para parar de tomar contraceptivos orais. Isso não é necessário e não é indicado pelos dados “, disse o Dr. Roshni Rao, chefe de cirurgia de mama em do Columbia University Medical Center em Nova York, que não estava envolvido com o estudo.

“Mas isso mostra um risco aumentado, então, para as pessoas que não têm uma ótima razão para tomar anticoncepcionais orais, ou são passíveis de alternativas, talvez elas devam pensar sobre isso”.

Dispositivo intrauterino (DIU) é um dos métodos contraceptivos alternativos aos hormonais (Foto: TV Globo/Reprodução)

Tais alternativas incluem um DIU de cobre, preservativos ou, se as mulheres já tiverem filhos, ligadura de trompas.

O novo estudo analisou todas as mulheres na Dinamarca de 15 a 49 anos que não tinham câncer, coágulos nas veias ou que tivessem feito tratamento para a infertilidade. As mulheres foram seguidas por quase 11 anos.

O aumento de 20% no risco de câncer de mama variou de acordo com a idade e com quanto tempo as mulheres usaram anticoncepcionais baseados em hormônios, incluindo pílulas, adesivos, anéis vaginais, implantes e injeções.

O risco foi 9% maior com menos de um ano de uso e 38% maior com mais de 10 anos de uso.

“Outra coisa que não estava clara antes do estudo é que, após a descontinuação, se você usou este produto por mais de 5 anos, o risco parece ser aumentado, mesmo após 5 anos de suspensão do uso”, disse a autora principal Dra. Lina Morch , pesquisadora-sênior do Hospital da Universidade de Copenhague, à Reuters por telefone.

Por outro lado, entre as mulheres que usaram contraceptivos hormonais por períodos curtos, o risco aumentado de câncer de mama desapareceu rapidamente após o uso ter parado, disseram os pesquisadores.

Os DIUs com hormônios também parecem representar um risco, disse Morch, “então há muitas coisas a ter em conta ao decidir que tipo de contracepção usar. A contracepção em si é um benefício, é claro, mas este estudo indica que vale a pena considerar uma alternativa à contracepção hormonal, como o dispositivo intrauterino de cobre ou métodos de barreira, como preservativos “.

“Se comparado com outros riscos, como a obesidade e o excesso de peso, há mais risco com obesidade do que se você tomar alguns anos de contraceptivos orais”, disse Rao à Reuters por telefone.

“Não há necessidade de entrar em pânico com base nesses resultados”, disse Morch. “Não queremos que as mulheres deixem a contracepção sem ter algo diferente para recorrer. E existem alternativas “.

FONTE: G1