Arquivo da categoria: Saúde e Beleza

Israel cria droga para curar câncer de cérebro

Células de câncer – Foto: iStock/Thinkstock

A esperança contra o câncer de cérebro vem de Israel. Cientistas israelenses criaram uma droga capaz de curar pacientes com glioblastoma, um tipo de tumor bastante agressivo.

A pesquisa feita no Sheba Medical Center, em Israel, foi publicada no periódico científico Fronties in Neurology.

Chamada SIXAC, a droga composta por seis novos aminoácidos inibe a ativação do PAR1, um receptor ativado por protease – uma enzima que decompõe proteínas e peptídeos.

As partes dos tumores responsáveis pela progressão da doença, são o PAR1 e a trombina – um fator de coagulação sanguínea que é secretado por células do tumor –  que não tem cura e os resultados dos tratamentos atuais são limitados.

Testes

A droga testada em animais com o tumor desacelerou a progressão da doença, sua multiplicação e mostrou habilidade de penetrar no tecido cerebral.

Em 10% dos animais, que tinham tumores malignos de alto grau, a droga prolongou suas vidas e chegou a curá-los da doença.

A expectativa dos pesquisadores é testar os resultados em humanos o mais breve possível.

A SIXAC seria implementada como um tratamento complementar à quimioterapia, para prolongar e dar mais qualidade de vida aos pacientes da doença.

Ainda assim, apesar da promessa dos esforços dos pesquisadores, eles alertam que o sucesso da nova droga dependerá não só dos avanços científicos, mas também de financiamento.

Com informações da Exame e Fronties in Neurology

Conheça a injeção que promete potencializar os orgasmos femininos

Não é nenhuma novidade que, para as mulheres, é mais complicado chegar ao ápice sexual. Pensando em ajudar esse público, cirurgiões australianos desenvolveram uma injeção – a O-boost ou O-Shot. A novidade promete aumentar a libido, a lubrificação e a estimulação do clitóris.

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Composto por plasma rico em plaqueta, o produto é aplicado em dose única, diretamente no clitóris, e custa aproximadamente R$ 5.600, segundo o jornal Daily Mail.

A cirurgiã cosmética Naomi McCullen, da clínica australiana The Manse, explica que o material é retirado do sangue da própria paciente. O líquido coletado passa por uma máquina que separa as células, para que as plaquetas possam ser retiradas e reaplicadas com uma seringa. A técnica é conhecida como Plasma Rico em Plaquetas (PRP).

O local é anestesiado e os médicos responsáveis garantem que o procedimento é indolor. Além de um pouco de inchaço e roxidão, um dos efeitos colaterais é uma grande vontade de urinar, mas a questão acaba em 24 horas.

As mulheres também experimentam um excesso de líquido vaginal durante a primeira semana, por isso o uso de absorvente é recomendado. As pacientes podem manter relações sexuais um dia após a realização do tratamento.

Enfermeira cosmética da Academy Face & Body Sydney, Madeline Firkins compartilhou no Instagram uma publicação em que indica vários benefícios para o O-boost, como: maior estimulação do clitóris, orgasmos mais frequentes, aumento da libido, menos dores durante o sexo e mais firmeza na pele da vulva.

Profissionais da área afirmam que não há contraindicações, pois o tratamento é natural e o material é colhido da própria paciente. Algumas pesquisas ainda apontam que a injeção ajuda a combater condições como incontinência urinária, comuns em mulheres no pós-parto.

Será que a novidade chega ao Brasil?

Basicamente ninguém mais transa, diz estudo

Malditos millennials que se recusam a fazer tanto sexo quanto os jovens de 20 anos atrás (uma época conhecida pela história como “era do ecstasy e Liam Gallagher”), diz um novo estudo com mais de 27 mil norte-americanos.

Psicólogos do departamento de psicologia da Universidade Estadual de San Diego descobriram que, em média, adultos têm menos nove casos do que os cientistas chamaram de “hora H” do que duas décadas atrás, com uma queda marcante de – novamente, a definição científica – “trepadinha marota” entre adultos na faixa dos 50 e adultos com filhos em idade escolar. Casais que moram juntos em geral veem menos 16 pirocas ou peitos vindo em sua direção todo ano comparado com números dos anos 90.

“Esses dados mostram uma grande reversão das décadas anteriores em termos de casamento e sexo”, disse a autora do estudo Jean Twenge. “Nos anos 90, casados faziam sexo mais vezes por ano que solteiros, mas no meio dos anos 2000 isso mudou, com os solteiros fazendo mais sexo.”

E, claro, os malditos millennials – com seus espertofones; os millennials, com seus cafés cheios de frescura, com start-ups de aplicativos; esses malditos millennials, com seus brunchs, seus Instagrams; os millennials, com aplicativo de banco, seus livros sobre hygge; millennials, com essas histórias de pegging e feminismo interseccional; esses horríveis millennials, com seus pugs e Ubers e delivery de comida e Kickstarters; millennials, com suas coisas modernas, esses péssimos, péssimos millennials, não dá pra ter esperanças nesses caras – esses malditos millennials estão fazendo sua parte nessa grande seca mundial.

 

“Apesar da reputação de sexo casual, millennials e a geração depois deles (conhecida como iGen ou Geração Z) na verdade estão fazendo menos sexo que seus pais e avós fizeram quando eram jovens”, disse Twenge. “Isso parcialmente porque menos pessoas da Geração Z e Millennials têm parceiros estáveis.”

“Um [fator possível] para essa ‘falha no lançamento'”, o coautor Ryne Sherman disse ao Guardian, citando as descobertas da pesquisa, “muito desse declínio se deve a uma taxa menor de casamentos nos últimos anos, já que indivíduos casados fazem mais sexo consistentemente que indivíduos solteiros (a mesma tendência para pessoas que moram juntas). Além disso, aqueles com parceiros estáveis estão fazendo sexo com menos frequência”. Basicamente: ninguém mais está transando, talvez porque a maioria de nós ainda precisa morar na casa dos pais, e é difícil ficar lubrificado e pronto pra ação com dois senhores de 55 anos assistindo o jornal com o volume muito alto e comendo o que sobrou da janta pela 15ª noite consecutiva.

 

Aqui vão outras descobertas: pessoas na faixa dos vinte geralmente transavam mais de 80 vezes por ano (Aê!), mas isso cai para 60 vezes por ano aos 45 e para 20 vezes por ano aos 65. Se você quer mesmo a matemática por trás disso: “Para cada ano de idade depois do pico de frequência sexual aos 25, os participantes relataram transar 1,18 menos vezes por ano. Colocando de outra maneira, indivíduos acima de 25 anos fazem sexo com 96,8% tanta frequência do ano anterior (então, com cada ano depois dos 25, o número de atos sexuais por ano caiu 3,2%.)”.

Como esses estudo vai afetar você – você, acordando grogue numa cama estranha enquanto o sol de março inunda o quarto através das cortinas, com aquele match do Tinder que você chamou à 1 da madrugada dizendo “tá dormindo?” deitado do seu lado, nu e roncando num alegre sono pós-coito, bateria a 6%, que você sabe por experiência que não é o suficiente para chamar um Uber e ele chegar antes do seu celular morrer, então você vai ter que pegar o ônibus; e seu nariz dói, sua boca dói, seu corpo inteiro dói, sua cabeça dói e você está com uma camisinha colada nas costas, e você sente um vazio por dentro, e sede, mas principalmente vazio, tipo uma sensação de insatisfação até o osso? Difícil dizer. Provavelmente não muito.

Megatrilha de 3 mil km vai conectar Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul pela mata atlântica

Se as passagens entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro estão caras, então que tal fazer esse percurso a pé?

Essa é a proposta de uma megatrilha de 3 mil km que deverá unir os dois estados. O percurso que ganhou o nome de Caminho da Mata Atlântica está sendo construído com a liderança da WWF-Brasile o apoio do ICMBioCBMEAbeta, além de federações de montanhistas regionais, órgãos estaduais e grupos locais.

Para tornar essa ideia realidade, uma série de voluntários se engajou no projeto, que começou a ser idealizado ainda em 2012. Com início no Parque Nacional Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul, a trilha deverá passar por diversas áreas de conservação em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, terminando no Parque Estadual Desengano, no Rio de Janeiro.

 

A megatrilha irá conectar diversas trilhas já existentes dentro desta área e busca promover o turismo sustentável na região. Até o momento, foi definido um eixo principal, bem como algumas alternativas de trajeto para perfis específicos (como pessoas que desejam seguir o caminho em bicicleta, a cavalo, etc).

Para a definição do percurso, foram priorizadas áreas protegidas, trilhas e roteiros já existentes, incluindo passagens por atrativos importantes e comunidades que tenham demonstrado interesse no projeto. Além disso, buscou-se adequar o trajeto para que existam lugares para pernoite e outras estruturas de apoio próximas.

O caminho tem como inspiração a trilha Appalachian Trail, que liga mais de 90% das unidades de conservação dos Estados Unidos. O projeto brasileiro irá passar por mais de 70 municípios e está recebendo sinalização própria para auxiliar os interessados no percurso.

Você é obeso? tem depressão? Leia…

Paulistano de nascimento mas brasiliense de coração, Ivan de Araujo já estudou filosofia, matemática, ciência da computação e inteligência artificial. Hoje, neurocientista disputado entre universidades estrangeiras, estuda a comunicação entre cérebro e corpo -ou, grosso modo, como nós mamíferos funcionamos. 

Suas pesquisas já apareceram nas principais revistas científicas. Uma delas mostrou, por exemplo, que a estimulação do estômago dá é prazer direto no cérebro, além da pura e simples saciedade. Agora ele se envereda pela relação entre obesidade e depressão e quer melhorar o tratamento da doença mental.

O trabalho é tocado em uma nova casa desde agosto: o laboratório no departamento de Neurociência da Icahn Escola de Medicina da rede hospitalar Mount Sinai, em Nova York. Antes, Araujo ficou durante 11 anos no departamento de Psiquiatria na Universidade Yale.

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O brasileiro chegou aos EUA em 2004, quando foi fazer um pós-doutorado na Universidade Duke, na Carolina do Norte. Foi lá que ouviu falar de camundongos geneticamente modificados que não sentiam determinados gostos. “Quis testar se, mesmo assim, os animais iriam gostar de açúcar. No começo, ignoravam o ingrediente completamente, mas, ao longo do tempo, começaram a buscar cada vez mais o açúcar”, diz.

Em um certo ponto, os bichos consumiam tanto açúcar quanto um animal que sentia o sabor adocicado. Mas a fissura não tem a ver com sabor, já que testes com adoçante não surtiram o mesmo efeito.  Era a caloria que motivava a escolha pelo alimento açucarado.

Ao observar a atividade de neurônios de recompensa no cérebro desses animais, Araujo percebeu que eles liberavam dopamina na mesma quantidade dos animais normais.

“Esse neurotransmissor é fundamental para qualquer comportamento motivado: corrida, abuso de drogas, comida, sexo. Quando você elimina essas células, o animal fica completamente indiferente a praticamente tudo. Eles morrem de inanição.”

Outra pesquisa mostra que, se você der um sabor novo para o animal e, ao mesmo tempo, injetar comida diretamente no estômago, o bicho vai começar a gostar daquele sabor mais do que dos outros. De alguma forma, diz, o cérebro aprendeu a associar o sabor ao estímulo que vem do sistema gastrointestinal. Assim, talvez seja possível reprogramar o cérebro para a escolha de alimentos menos calóricos.

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A depressão também faz parte de outra área de estudo do neurocientista que envolve obesidade. Segundo suas pesquisas, mesmo em animais a indução de um estado obeso provoca comportamentos depressivos, afirma.

Já que a preocupação com a autoimagem não se aplica aos animais, Araujo tenta identificar a relação entre os dois problemas.

O pesquisador analisa ainda se os sistemas de recompensa que são alterados na obesidade e no abuso de drogas são responsáveis pela depressão.

“Há algum tipo de alteração sistêmica no corpo que conecta o estado metabólico com o funcionamento cerebral das áreas que protegem o estado emocional.”

Araujo se dedica também a entender como a diferença entre a distribuição dos nervos no Sistema Nervoso Central pode ser explorada para melhorar a eficácia do tratamento da depressão, identificada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como um dos principais males da atualidade.

“A gente estuda como esses nervos penetram no cérebro, qual o caminho que eles fazem, e quais são as partes periféricas do nervo que são relevantes para estimular essas áreas centrais e emocionais”, afirma.

 

 

Ao identificar quais mecanismos permitem que o estímulo do nervo vago modifique o estado emocional da pessoa, seria possível melhorar a resposta de pacientes à terapia, diz.

“E isso tem uma relevância grande porque, na depressão, os pacientes que não respondem a medicamentos são submetidos a esse tipo de estímulo”, explica. Com informações da Folhapress.

Estudo identifica relação entre problema de tireoide e tendência suicida

A Archives of Clinical Psychiatry disponibilizou sua primeira edição de 2018 (volume 45, número 1 2018). A revista é publicada pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (USP). O novo número apresenta artigos que falam a respeito de desordens de aprendizado, desordem de reconhecimento de emoções e mudanças hormonais ocorridas em pacientes suicidas.

Esse último estudo comparou as tentativas do ato em pacientes com histórico de pensamentos suicidas e em pessoas que nunca tiveram qualquer pensamento ou atitude suicida. Percebeu-se que algumas pessoas do primeiro grupo apresentavam um mal funcionamento da tireoide, supondo-se assim uma relação desses fatores.

A pesquisa foi realizada no Instituto de Saúde Mental de Punjab e no Centro de Medicina Nuclear do Mayo Hospital em Lahore, ambos no Paquistão e buscou uma possível associação do mau funcionamento da tireóide com tentativas de suicídio. Foram selecionados pacientes com história pregressa de tentativa de suicídio ou ideação suicida atual para análise do estado da função tireoidiana (idade entre 15 e 55 anos). Os resultados mostraram que, neste estudo, pacientes suicidas apresentaram maior incidência de distúrbio tireoidiano e menor nível do hormônio T3 em comparação com pacientes psiquiátricos não suicidas. Mais informações sobre o estudo podem ser obtidas com os autores Muhammad Pervaiz, e-mail mpbhatti786@gmail.com e Syed Majid Bukhari, e-mail majidbukhari@ciit.net.pk.

A publicação também conta com um artigo de revisão da literatura, ou seja, que traz o que já foi publicado na área científica até o momento, sobre traços de delírio/alucinação em pacientes com anorexia nervosa, a partir dos pontos de vista fenomenológico, neurobiológico e clínico. Os autores são pesquisadores da Universidade de Valparaíso e da Universidade do Chile.

O periódico é todo em língua inglesa e pode ser acessado na íntegra no Portal de Revistas da USP.

Mais informações sobre a revista: e-mail archives@usp.br.

Antigo Campo Grande Noticiais, Campo Grande -rj

Cuba é o primeiro país do mundo a zerar a transmissão de HIV de mãe para filho

Cuba se tornou, nesta terça-feira, a primeira nação do mundo a ter a validação da Organização Mundial da Saúde (OMS) por eliminar por completo a transmissão do vírus da Aids (HIV) e da sífilis de mãe para filho. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde Pública de Cuba, Roberto Morales Ojeda, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) em Washington.

– Tudo foi possível por meio do nosso sistema social e pela vontade política. Isso permitiu que um país com poucos recursos tenha alcançado isso – disse o ministro cubano.

Por trás do resultado estão anos de esforços para garnantitr o acesso ágil a cuidados pré-natais, testes e medicamentos às mulheres grávidas, capazes de impedir que estas doenças sejam transmitidas de mãe para filho. A OMS reconheceu o fato como um marco histórico.

– Eliminar a transmissão de um vírus é uma das maiores conquistas possíveis de saúde pública – disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan. – Esta é uma grande vitória em nossa longa luta contra o HIV e doenças sexualmente transmissíveis, e um passo importante no sentido de ter uma geração livre da Aids.

O diretor executivo da Unaids, Michel Sidibé, acrescentou que a notícia merece ser comemorada em todo o mundo:

– Esta é uma celebração para Cuba e para crianças e famílias em todos os lugares. O fato mostra que acabar com a epidemia de Aids é possível e esperamos que Cuba seja o primeiro de muitos países que obtiveram sucesso ao buscar a validação do fim de suas epidemias entre as crianças.

Dois casos de malária no RJ e outros 3 suspeitos

ASecretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) confirmou hoje (26) que foi notificada de cinco casos suspeitos de malária. Segundo a nota enviada pela Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da SES, as cinco pessoas foram juntas a Moçambique, onde teriam contraído a doença.

 

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Dois casos já foram confirmados, incluindo o de Robinson Natanael Teodoro, que faleceu na noite do dia 24 em Valença, no sul do estado, onde ficou internado. O outro caso confirmado é de um homem que está internado na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com quadro evoluindo bem. Segundo as informações preliminares, o grupo seria de missionários de uma igreja e teriam voltado ao Brasil no dia 23 de dezembro, quando começaram a apresentar os sintomas da doença.

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De acordo com o médico infectologista Alexandre Chieppe, assessor da SES, os outros três casos, ainda não confirmados, não são graves. “A gente ainda não tem detalhes da citopatologia do quadro clínico desses três ainda. Mas a princípio se trata de casos suspeito de malária, tanto por conta dos sintomas apresentados como pelo vínculo epidemiológico, por terem visitado a área no mesmo momento da infecção dos outros dois casos confirmados.

Segundo Chieppe, a SES está investigando os três casos e deve ter mais informações ao longo do dia. Ele disse que a notificação de malária no Rio de Janeiro é de poucos casos e de pouca gravidade.

“A malária que temos aqui é de baixo potencial de gravidade. Os casos graves que temos da doença geralmente são importados, de pessoas que adquirem essa infecção fora do Rio de Janeiro. Então, não há porque a população ficar preocupada, primeiro porque não é uma doença que se transmite de pessoa a pessoa e segundo porque a gente não tem circulação dos tipos de Plasmodium [protozoário que causa a doença] que causam a malária de maior gravidade”.

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A malária é transmitida pelo mosquito anófeles, que só existe em áreas de mata, sendo uma doença tipicamente silvestre. Segundo cartilha da Fiocruz, após a picada por um mosquito infectado pelo Plasmodium, os parasitas se alojam no fígado, onde se multiplicam. Depois eles vão para a corrente sanguínea, onde destroem os glóbulos vermelhos. Os sintomas podem demorar de oito a 30 dias após a picada para aparecer. A malária causa febre que pode ser acompanhada de calafrios, tremores, suor intenso, dor de cabeça e dores no corpo. Outros sintomas incluem vômito, diarreia, dor abdominal, falta de apetite, tontura e cansaço.

Atualmente, 88 países são considerados áreas de transmissão natural da malária, a maioria na faixa tropical, como na África subsaariana; Américas Central e Caribe; centro, Sul e Sudeste da Ásia; Oriente Médio e Extremo Oriente (China); Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão e Vanuatu; além do Paraguai e todos os países amazônicos da América do Sul (Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa). No Brasil, a área endêmica é formada pelos estados da Amazônia Legal e regiões a oeste do Maranhão, noroeste do Tocantins e ao norte do Mato Grosso.

Não existe vacina para malária. Segundo Chieppe, a prevenção é feita por uso de proteção individual e quimioprofilaxia, ou seja, tomando remédios para evitar e infecção, a depender da indicação médica. “As pessoas que vão viajar para fora do país, para áreas em que há transmissão de malária, devem passar por uma avaliação médica para ver a necessidade de uma quimioprofilaxia que vai depender muito do local que a pessoa vai e época do ano. E também adoção das medidas de proteção individual, a gente não tem como controlar o vetor, o mosquito, então tem que evitar a exposição”.

 

 

Em novembro, um relatório da Organização Mundial da Saúde alertou para o aumento da doença no mundo. Em 2017, a estimativa é que tenha havido 219 milhões de casos, número que voltou a crescer em 2015 após cinco anos de queda, sendo o continente africano o mais afetado. O Brasil não ficou de fora da estatística, com estimativa de 217 mil infectados em 2017, enquanto em 2016 a incidência foi 133 mil casos, a maioria na região amazônica. Com informações da Agência Brasil.

Seu filho pode sofrer de distúrbios na tireoide: saiba como identificar os sintomas

 

Engana-se quem pensa que as disfunções na tireoide são problemas só de gente grande. É verdade que elas acometem mais os adultos, mas as crianças também podem sofrer com as doenças tireoidianas. E o perigo mora nesta falta de informação.

Uma pesquisa global feita pela farmacêutica alemã Merck mostrou que 63% das mães afirmaram que o filho nunca passou por exames para descartar distúrbios da tireoide. Entre aquelas que não tinham histórico familiar, o número saltou para 85%. As mães também foram questionadas se já haviam conversado com um médico sobre os possíveis problemas de tireoide — e 58% delas responderam que nunca foram atrás dessa informação com um especialista.

No Brasil, as mães se mostraram mais bem informadas: 90% afirmaram saber que as crianças podem ter problemas de tireoide, 65% declararam já ter recebido orientações de profissionais e 66% das crianças já fizeram algum exame na vida para diagnosticar disfunções na glândula.

É comprovado que a falta ou o excesso dos hormônios tireoidianos (o T3 e o T4) prejudicam o desenvolvimento do corpo e podem levar a problemas neurológicos e dificuldades de aprendizado. Por isso, é muito importante fazer um acompanhamento com as crianças desde pequenas. Se você integra o grupo de mães que nunca levou seu filho ao médico para checar possíveis distúrbios da tireoide, não se preocupe. Conversamos com Dr. Emerson Favero,  especialista em cirurgia de tireoide e titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, para tirar as principais dúvidas sobre o assunto.

O que é a tireoide?

Essa glândula, localizada na região anterior do pescoço, é responsável pela produção dos hormônios T3 e T4, essenciais para várias funções do organismo. O hipotireoidismo acontece quando ela não consegue trabalhar o suficiente.

Quais problemas neurológicos e dificuldades de aprendizado a falta ou excesso dos hormônios tireoidianos pode causar nas crianças?

Geralmente, a falta de hormônios da tireoide causa transtorno no desenvolvimento da criança como um todo, incluindo o neurológico. Isto pode causar problemas na fala, desenvolvimento e aprendizagem. Já o excesso de hormônios podem causar problemas no coração, com arritmia cardíaca e problemas de ansiedade e inquietação, mesmo em crianças.

Devo ficar atento para quais sintomas da criança?

As dificuldades de aprendizado e do desenvolvimento e crescimento são os sintomas que podem ocorrer em crianças.

Quais as diferenças dos sintomas do transtorno da tireoide nas crianças em relação ao TDAH?

As crianças com transtorno de déficit de atenção podem ter maior dificuldade ainda em manter a atenção e geralmente ficam mais indispostas e cansadas mais facilmente.

Em quais casos a criança precisa passar por uma cirurgia?

A criança candidata a cirurgia são aquelas que apresentam nódulos tireoidianos suspeitos para câncer ou ainda aquelas em que a tireoide está funcionando mais rapidamente (hipertireoidismo) e que não se adaptou ao uso de medicação e crianças com nódulos que hiperproduzem hormônios (doença de Plummer). A cirurgia de tireoide em crianças deve ser sempre evitada, pois o órgão tireoide é muito importante no desenvolvimento geral da criança e sua perda poderá afetar isso.

O tamanho do nódulo está diretamente relacionado ao diagnóstico?

Isso é relativo. Geralmente, os nódulos maiores podem ser benignos e nódulos menores, malignos. Além disso, o parâmetro do tamanho do nódulo é ruim em crianças, pois elas têm a glândula tireoide pequena e isso dificulta este parâmetro.  O que nos importa é a característica deste nódulo (que é observada pelo ultrassom). No entanto, os nódulos maiores ou iguais a 1 cm e com aspecto sólidos ou mistos (sólidos e císticos no ultrassom) em crianças merecem ser investigados com biópsia, feita através da punção. Além disso, nódulos menores do que 1 cm devem ser puncionados quando há história de exposição da criança a radiação,  se o nódulo estiver associado a algum linfonodo (ínguas no pescoço) ou se o nódulo apresentar hipoecogenicidade, margens irregulares, fluxo central, e ser mais alto do que largo.

Saiba o impacto que fumar maconha pode causar no esperma

Os investigadores sugerem que os homens devem deixar de fumar marijuana pelo menos seis meses antes de tentarem começar uma família.

Apesar da substância ser muitas vezes considerada como uma das drogas mais seguras, ainda assim a canábis poderá ter um impacto preocupante no esperma masculino.

As conclusões são de um novo estudo conduzido por investigadores da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e que concluiu que os homens que fumam canábis apresentam uma contagem menor de espermatozoides.

Para chegar a esse resultado, os investigadores analisaram o esperma de voluntários que haviam fumado canábis pelo menos semanalmente nos seis meses que antecederam a experiência.

O esperma desses indivíduos foi comparado ao de outros que não haviam fumado marijuana nos últimos seis meses, e não mais que em dez ocasiões durante toda a vida.

A análise revelou que quanto maior era a concentração de marijuana na urina dos homens, menor era a sua contagem de espermatozoides, e as mudanças genéticas no esperma eram igualmente mais notórias.

A médica Susan Murphy, que liderou o estudo, disse: “Ainda não sabemos exatamente como aquela droga impacta no crescimento das crianças, mas tememos que provoque problemas no seu desenvolvimento”.

Tendo como base esses dados, os investigadores sugerem que os homens parem de fumar canábis pelo menos seis meses antes de tentarem começar uma família.