Clássico recente do Nintendo DS, o primeiro título da série de games de detetive Professor Laytion será adaptado para o iOS. Pelo Twitter, a Apple confirmou que “Professor Layton and the Curious Village” chegará oficialmente “em breve” ao sistema no ocidente.
A franquia foi lançada pela desenvolvedora Level-5 em 2007 com o primeiro capítulo e uma sequência, “Professor Layton and the Diabolical Box”, chegando para Nintendo DS. A série permaneceu como exclusiva do console de duas telas da Nintendo até 2013, quando um spin-off, “Layton Brothers: Mystery Room”, chegou para iOS e Android.
Em termos de jogabilidade, todos os jogos da série seguem o mesmo estilo adventure aponte e clique, em que o jogador precisa encontrar e interagir com objetos pela tela e também resolver algumas dezenas de quebra-cabeças. Os games da franquia são regularmente bem avaliados – o primeiro, que vai sair para iOS, tem média 85 de 100 no Metacritic.
O remake do jogo original já até foi lançado para iPhones e iPads, mas apenas no Japão, em junho deste ano, como um app pago. A data oficial de chegada do game ao ocidente ainda não foi confirmada e também não se sabe se ele terá versão para Android, mas a expectativa é de que a adaptação venha com novidades.
Se você quiser se adiantar, além do primeiro spin-off, a franquia ainda tem outro game exclusivo para smartphones, “Layton’s Mystery Journey”, com versões para Android e iOS.
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>>> O que fazer quando pessoas estão me ofendendo pelo Facebook?
Oi, Ronaldo! Eu preciso da sua ajuda. Alguém está criando perfis falsos em meu nome, usando as minhas fotos pessoais e ofendendo os meus amigos. Alguns dos perfis criados foram denunciados e removidos pelo Facebook. Porém o problema permanece. Como devo proceder? Graziele
Olá, Graziele! Os ataques pelas redes sociais podem ser considerados crimes pela internet e existe legislação que prevê punições. Mas identificar o autor das ofensas nem sempre é fácil e pode demorar bastante tempo, dependendo do caso, veja abaixo como denunciar abusos:
1 – Reúna todo o tipo de provas que for possível
O ideal é salvar links, capturas de tela, áudios, vídeos. Os arquivos salvos não podem receber nenhum tipo de alteração. O material impresso precisa ter reconhecida “fé pública”, isso significa que todas as páginas impressas terão que receber uma declaração de fé pública, expedida em cartório, para que possam ter validade legal.
2 – Registre um boletim de ocorrência
Após reunir todo o material que comprove as ofensas, apresente-o e registre um boletim de ocorrência numa Delegacia da Polícia Civil. Existem delegacias especializadas em Crimes Digitais, confira nesse os endereços de delegacias existentes no Brasil. Alguns estados oferecem a opção de registro online desse tipo de ocorrência.
3 – Solicite a remoção do conteúdo ofensivo
É preciso identificar onde o conteúdo está publicado e, se for possível, entrar em contato com o provedor do conteúdo e solicitar a remoção da publicação ofensiva. Nessa página há um e a lista de endereços dos principais provedores de serviços e redes sociais com escritório no Brasil. O modelo de carta é uma sugestão da SaferNet Brasil – é recomendável preenchê-la com a orientação de um advogado para o melhor embasamento legal na petição.
As redes sociais oferecem canais de comunicação para que os usuários possam denunciar perfis falsos e publicações ofensivas. O Facebook possui um recurso adicional que realiza o reconhecimento facial nas fotos, e envia uma notificação quando alguma imagem for publicada em outras páginas. É recomendável manter esse recurso ativo lá nas configurações de privacidade.
>>> Definir o número de IP como fixo não melhora a velocidade de navegação na internet
Eu discordo da resposta que você publicou sobre . Porque orientar o leitor a definir o número de IP como fixo não servirá como solução para navegar na internet com mais velocidade. Jason
Olá, Jason! A definição de IP fixo indicada ao leitor usuário de smartphone é necessária em algumas versões do Android, devido a limitação do sistema. Esse artificio é necessário para que a configuração do novo DNS, que é mais rápido para a abertura de páginas, seja salva nas preferências de rede do celular.
>>> É possível ter a conta no WhatsApp clonada?
Oi, Ronaldo! Você poderia me tirar uma dúvida? É possível clonar ou acessar o WhatsApp de outra pessoa? Ana Laura
Olá, Ana Laura! Esse tipo de procedimento é tecnicamente possível mas é pouco provável que esteja acontecendo. Para que o WhatsApp funcione num novo aparelho é necessário ter a linha habilitada para o recebimento do código por mensagem de SMS. O Fantástico onde os criminosos contavam com a participação de um funcionário da companhia. Porém, esse procedimento é neutralizado quando a conta no aplicativo é protegida pela verificação em duas etapas.
Dois grupos independentes de entusiastas divulgaram uma falha crítica no chip Tegra, usado no console Nintendo Switch. Especialistas do grupo “fail0verflow” conseguiram instalar o sistema operacional Linux no Switch e executar aplicativos indisponíveis no equipamento — incluindo possíveis emuladores — e é possível que a descoberta abra caminho para a pirataria de jogos.
Tegra é uma linha de chips desenvolvida pela Nvidia, a mesma fabricante das placas de vídeo GeForce e Quadro usadas em computadores e notebooks. Além do Switch, chips Tegra são usados em tablets, como o Pixel C e o Nvidia Shield Tablet, e no console Android Nvidia Shield. A Nvidia também comercializa o chip para computadores de bordo no setor automotivo, mas a pesquisa dos grupos se concentrou no Switch da Nintendo.
A pesquisadora Katherine Temkin, do ReSwitched, chamou o problema encontrado de Fusée Gelée. A técnica do fail0verflow foi batizada de ShofEL2. Ambos se tratam do mesmo problema, mas foram descobertos de forma independente pelos grupos.
Vídeo do fail0verflow com o Switch executando Linux – . (Foto: Reprodução)
Os pesquisadores descobriram que é possível entrar no Modo de Recuperação (RCM) do chip pressionando os botões de aumentar volume e energia ao mesmo tempo após conectar dois pinos no controle do Switch para imitar um botão “Home”. Nesse modo de recuperação, é possível explorar uma falha na maneira que o chip Tegra interage com dispositivos USB. Como os códigos necessários para a tarefa já estão on-line, a ligação dos pinos — que pode ser feita com um fio ou outros meios — é o maior entrave para quem quiser testar a novidade.
Como o erro está na bootroom do chip, que é travada de fábrica, a vulnerabilidade é considerada “incorrigível” nas unidades que já estão no mercado. A não ser que a Nintendo encontre alguma saída que não envolva modificações na bootrom, o problema só poderá ser corrigido na linha de produção em unidades futuras.
A solução do problema cabe à Nvidia que, segundo os pesquisadores, recebeu um aviso antecipado sobre a falha. Segundo o fail0verflow, o primeiro grupo a encontrar o erro, o prazo de 90 dias de sobreaviso para a Nvidia — tempo dado por especialistas que descobrem falhas antes de ir a público com uma descoberta — acabaria nesta quarta-feira (25).
Como a falha exige acesso físico ao Switch, não é possível explorar o problema sem contato prolongado com o console. A brecha é diferente de outro problema que foi divulgado em um . Na ocasião, porém, especialistas já haviam alertado que o Tegra X1, por ser um chip comum e não um hardware específico do console, era mais vulnerável a ataques.
Extração de bootROM levou seis anos no 3DS Ainda não há meio de executar jogos piratas no Switch, mas, segundo o fail0verflow, o bug permite extrair todo o conteúdo da bootrom, além de chaves criptográficas. São essas chaves que possivelmente protegem o console contra a pirataria.
O Linux é capaz de funcionar perfeitamente no console, inclusive com suporte à tela sensível ao toque e ao processador gráfico, mas não é capaz de executar os jogos do Switch.
O grupo ReSwitched já estaria trabalhando em um custom firmware (CFW) para o Switch. Um custom firmware é um software baseado no sistema original, mas que afrouxa as proteções contra a execução de aplicativos não autorizados. Mas ainda não está claro se os programadores vão conseguir derrubar todas as proteções do console.
Esses avanços demoraram mais no 3DS, o portátil anterior da Nintendo. Lançado em 2011, a falha conhecida como Sighax, divulgada em meados de 2017, foi a primeira a permitir a extração do conteúdo da bootrom do console. Apesar disso, piratas já estavam utilizando diversas técnicas para executar jogos copiados ilegalmente sem esse código, mas a criação do Sighax facilitou o procedimento e permitiu a decodificação de jogos sem o uso do console.
Ainda não há qualquer procedimento semelhante para o PS Vita, o portátil Sony também lançado em 2011. No Vita, é possível executar emuladores e aplicativos, mas não cópias ilegais dos jogos originais da plataforma.
O Switch foi lançado em março de 2017. As primeiras técnicas para dribar as proteções do console apareceram 9 meses após o lançamento.
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A BMW vai entrar no jogo das assistentes pessoais, mas em vez dos smartphones, a aposta é voltada para os carros. A montadora revelou uma tecnologia própria que atende a comandos de voz do motoritsta durante a viagem – algo inédito na indústria automotiva.
O assistente virtual da empresa funciona de forma semelhante com a Siri, da Apple, o Google Assistente e o Alexa, da Amazon. Basta fazer pedidos para que o automóvel realize tarefas como ligar o farol alto, fechar o teto solar ou controlar a temperatura interna.
Assim como outras assistentes disponíveis no mercado, a tecnlogia da BMW tem capacidades cognitivas e aprende os hábitos do usuário. As preferências podem ser previamente definidas, e quanto mais o software for utilizado, melhor será seu desempenho.
O projeto usa a tecnologia de computação em nuvem Azure, da Microsoft. A parceria entre as duas empresas se estende ao Office 365 e ao Skype Business, que pode ser usado para chamadas de áudio e vídeo dentro do veículo da marca. O suporte à Cortana é o próximo passo do acordo.
A assistente pessoal da BMW, cujo nome pode ser definido pelo dono do automóvel, estará disponível em março do ano que vem em 23 idiomas, incluindo o português brasileiro. Para ativar o recurso, bastará dizer “Hey BMW”.
Desde 2013 as maiores empresas de tecnologia do mundo tem investido na produção de conteúdo educacional para o ensino de programação de computadores. Essa iniciativa contempla, desde estudantes nas classes iniciais, até alcançar adolescentes e adultos. Muitos especialistas afirmam que aprender a programar será uma competência tão importante quanto falar mais de um idioma. As vantagens de se aprender a codificar são várias, desde a melhora na capacidade de resolver problemas complexos, o aumento no raciocínio lógico e quem sabe pode servir para o ingresso numa carreira profissional. É possível iniciar o aprendizado por conta própria, nessa semana o Google lançou um aplicativo que ajuda a aprender os conceitos básicos de programação através de um jogo interativo, confira.
Sobre o aplicativo
O Grasshopper é um app gratuito, disponível para as , que funciona de maneira semelhante do Duolingo – app para o estudo de idiomas. Nele o usuário vai respondendo um questionário, visualizando exemplos de códigos e exercitando as lições. A codificação empregada utiliza o Java Script (linguagem amplamente utilizada na interface de páginas de internet), o aprendizado obtido permite conhecer um pouco da sintaxe dessa popular linguagem de programação – o raciocínio lógico desenvolvido pode ser empregado em outras linguagens. Os exemplos apresentados no aplicativo podem ser facilmente compreendido por crianças e também pelos adultos, todo o conteúdo tem uma apresentação lúdica que permite resolver pequenos desafios utilizando a lógica de programação para o desenvolvimento gradativo das habilidades.
Embora o Grasshopper possua uma interface intuitiva, ele tem o aspecto negativo – todo o conteúdo é apresentado em inglês. O que pode representar uma barreira para quem não estiver habituado com o idioma estrangeiro. Mas vale salientar que para os leitores que realmente quiserem seguir em alguma carreira relacionada a computação, o conhecimento básico em inglês é fundamental. Uma excelente opção para complementar os exercícios no Grasshopper é criar uma conta no site e praticar os exercícios propostos – site possui tradução para o português.
O Grasshopper é um app que vale a pena baixar no celular e usá-lo como um game, e quem sabe despertar o interesse em computação.
Os serviços de streaming, como Spotify e Deezer, estão cada vez mais populares. Ainda assim, os players de música são essenciais para quem tem uma coleção delas salva no PC. Há, inclusive, algumas ótimas opções desses apps disponíveis no Android, que vão bem além do Google Play Música padrão do sistema. Se está em procurando por um, selecionamos três dos melhores apps do tipo para você conhecer, todos gratuitos. Conheça todas a seguir.
Um velho conhecido de quem usa Windows, o VLC é o primeiro da lista. A versão para Android identifica as tags dos arquivos e divide toda a biblioteca de músicas do aparelho por artistas, álbuns, músicas e gêneros. O ponto negativo é que não dá para editar essas etiquetas. Mas o app compensa a falta desse recurso com a presença de um equalizador bem completo e também com a capacidade de reproduzir vídeos, em praticamente qualquer formato. O melhor de tudo é que o VLC tem o código aberto, e por isso é cem por cento gratuito e não tem nenhum anúncio na interface.
Imagens: baixar o vlc para android e salvar algumas músicas no celular. Navegar entre elas, destacando especialmente as informações delas (nome, artista, álbum, etc.). Também é importante destacar o equalizador (clique nos três pontinhos do canto superior direito da tela).
O Pi Music Player também é uma ótima alternativa para tocar música. Ele é mais cheio de recursos do que o VLC, mas nem por isso é mais difícil de usar. Além de identificar as tags dos arquivos para organizar a biblioteca, o app tem áreas dedicadas a audiolivros e podcasts. Ele também tem uma função para compartilhar uma música com outro usuário, o Pi Power Share, e conta com um equalizador com alguns perfis já pré-definidos. Pelo app, ainda é possível editar as tags dos arquivos. A ferramenta não é muito intuitiva, mas faz bem seu trabalho.
Por último, o Musicolet Music Player é mais leve, mas nem por isso fica devendo em funções. Ele conta com equalizador, um editor de tags mais prático que o do Pi Music e suporte a filas múltiplas de reprodução. A interface dele ainda assim é bastante simples, e as músicas ficam organizadas por pastas ou de acordo com as etiquetas nos arquivos. De desvantagens, a principal é a falta de download automático de capas para os álbuns. Se quiser deixar tudo completo, você vai precisar baixá-las e salvá-las no seu celular. De toda forma, assim como o VLC, o app é gratuito e não exibe anúncios.
Mensagem recebida no WhatsApp com o link fraudulento. (Foto: Reprodução/Psafe)
Criminosos estão usando o Bolsa Família como tema em mais um golpe disseminado pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, de acordo com o dfndr lab, o braço de pesquisas de cibercrime da PSafe, fabricante de antivírus para Android. A mensagem promete um adicional de R$ 954 para beneficiários do programa social do governo.
A fraude leva usuários para uma página que obriga a vítima a compartilhar o link maliciosos com seus contatos ou grupos. No fim, o site malicioso oferece a instalação de aplicativos possivelmente indesejados e que podem deixar o celular vulnerável, de acordo com a PSafe. A “recomendação” de aplicativos é um golpe frequente no Android, pois é muito comum que desenvolvedores paguem quem “recomenda” a instalação de seus aplicativos, inclusive para aplicativos cuja instalação é grátis. Dessa forma, os criminosos conseguem lucrar com o golpe.
A empresa diz que seus filtros de segurança impediram 600 mil pessoas de acessar o link malicioso em 24 horas. Em certos momentos, o número de bloqueios chegou a 40 mil por hora.
O golpe pode ter sido impulsionado pela notícia de um possível aumento no benefício do Bolsa Família em .
Quem clica no link é obrigado a responder três perguntas: “Você possui o cartão bolsa família?”, “Você recebe todo mês?” e “Você conhece amigos ou parentes que recebe?”. As respostas não fazem diferença: no fim, a vítima deve encaminhar o golpe para dez amigos ou grupos antes de ter acesso ao “benefício”.
Quem recebe a mensagem é aconselhado a ignorá-la e não acessar o site indicado nem encaminhar o link.
De modo geral, o golpe tem o mesmo formato das outras fraudes que circulam no WhatsApp. Portanto, usuários devem ficar atentos para não cair em outros golpes semelhantes, ainda que utilizem um tema diferente.
SAIBA MAIS
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Cancelamento de ruído, ou ANC (Active Noise Cancelling, cancelamento de ruído ativo), é uma tecnologia que tem ficado cada vez mais popular em fones de ouvido. O WH-1000XM2 é um headphone over-ear top de linha da Sony que se destaca justamente pelo bom uso desse sistema.
Fones com cancelamento de ruído servem para isolar a música do usuário do excesso de barulhos externos do cotidiano, como o trânsito das grandes cidades ou a turbina de um avião durante um voo. Mas não se engane: por melhor que seja o sistema, ele sempre vai deixar passar um ou outro som.
Eu pude testar o WH-1000XM2 durante algumas semanas e, comparando-o com outros modelos da mesma faixa de preço vendidos oficialmente no Brasil (sem contar os importados), dá para dizer sem sombra de dúvida que este é um dos melhores na categoria de headphones com ANC.
O acessórios é do tipo over-ear, o que significa que a sua concha tende a cobrir toda a orelha do usuário. Digo “tende” porque tudo depende do tamanho da orelha de cada um. No meu caso, a minha orelha toda foi coberta, o que garante, por si só, um bom isolamento acústico, mesmo com o ANC desligado.
A espuma é extremamente confortável e mesmo usando óculos senti pouco desconforto após mais de uma hora de uso contínuo. O problema é que, como todo bom fone over-ear, ele esquenta. Esse tipo de headphone não é feito para ser usado durante muitas horas. Ainda assim, o WH-1000XM2 (vamos chamá-lo só de XM2 daqui em diante?) é bem mais confortável do que muitos concorrentes.
O design dele também é bem caprichado do ponto de vista prático. As conchas se dobram na vertical e na horizontal, facilitando o transporte. Além disso, ele ainda vem com uma bolsa de transporte que pode protegê-lo bem quando dentro da mala ou da mochila.
Os pontos de articulação são bem firmes e não deram sinais de desgaste pelo tempo em que eu o experimentei. O design da Sony também é bem minimalista. Esse não é do tipo de fone que chama a atenção com luzes, curvas e cores – pelo contrário. É bem discreto, com várias partes em plástico que se integram e dão um visual uniforme ao conjunto, como se fosse uma peça só.
Som
Vamos falar do que realmente importa num headphone. O XM2 possui um driver de 40 mm com resposta de frequência variando entre 4 Hz e 40.000 Hz. No Bluetooth 4.1 de até 10 metros de cobertura, essa taxa pode cair para 20.000 Hz. A impedância é de até 46 ohm na conexão sem fio e a sensibilidade chega a 103 decibéis por milliwatt. Ele também usa o codec LDAC, que permite uma transmissão de áudio bem competente durante a maior parte do tempo.
O resultado disso tudo é um fone ANC com excelente qualidade de áudio. Nessa faixa de preço, porém, o “som perfeito” é uma questão de gosto. O XM2 não pesa tanto nos graves, mas possui uma extensão boa o bastante para você conseguir perceber a diferença entre uma nota aguda e um grave do tipo hip-hop, em que o artista faz questão que você sinta o “peso” do beat.
De um modo geral, este fone da Sony destaca aquilo que a música tem de melhor. Mas em filmes e séries, o isolamento acústico e eletrônico pode deixar o áudio mais abafado do que aquilo que a obra originalmente queria transmitir. Isto tem um lado bom, que é o de deixar os detalhes do áudio mais em evidência, ainda que não tão limpos.
O XM2 ainda vem com um cabo de 1,5 metro para que ele possa ser usado mesmo quando a bateria acabar, ou com equipamentos que não possuem Bluetooth – como aquele velho PC do trabalho, por exemplo. As duas pontas do cabo são de 3,5 milímetros, revestidas em ouro. O cabo todo, não só os plugs, são bem resistentes e grossos, de modo que não vão se enrolar com facilidade. Mas não são grossos o bastante para pesar mais que o necessário.
Usando o headphone com fio, o som não muda, nem melhora, nem piora. O que você ganha é mais estabilidade e a certeza de que nada vai embaralhar a transmissão do sinal. Sem falar na bateria, menos exigida tanto do celular quanto do headphone, quando o Bluetooth está desligado. Se o fone tiver bateria, você pode usar o cancelamento de ruído mesmo com fio e funciona normalmente.
Cancelamento de ruído
Como disse anteriormente, não existe ANC perfeito. Não espere colocar um fone de ouvido com cancelamento de ruído na orelha e simplesmente ficar surdo para o mundo. Um ou outro som sempre acaba passando, especialmente fontes agudas de barulho, como vozes ou impactos próximos a você. O isolamento serve para cancelar o ruído, aquela trilha de som desnecessária que te persegue o tempo todo e você nem percebe na maioria das vezes.
Isto vale também para o XM2. Mas diante de um cenário em que a tecnologia ANC ainda não é perfeita, este fone é um dos melhores no quesito. O isolamento acústico da espuma e do design reforçam e muito a tecnologia do software/hardware. Não sobra espaço nenhum para o barulho exagerado passar, como turbinas de avião ou o trânsito do transporte público.
Se você nunca usou um fone com cancelamento de ruído, se prepare porque o do XM2 é intenso e pode causar mal estar e até enjoo em usuários iniciantes. A sensação é comparável à de descer a serra num carro ou ônibus rumo à praia, conforme a pressão atmosférica muda e o seu ouvido fica mais e mais tampado.
Com o tempo, porém, você se acostuma. Com a música tocando, o ANC é quase perfeito. É difícil ouvir qualquer coisa além do Spotify quando o cancelamento de ruído está ligado. Mas se você quiser usá-lo sem música e nem vídeo, só para se isolar do mundo, como dissemos, uma ou outra brecha de som ainda sobra.
Pelo aplicativo Sony Headphones Connect, você pode aprimorar a intensidade do ANC por meio de recurso que diz analisar a “pressão atmosférica” e o nível de ruído no ambiente. No meu caso, esse otimizador fez pouca diferença. Em uma ou outra situação deu para sentir o cancelamento ficando mais exagerado e até um pouco incômodo. Mas, num geral, ele muda pouco.
Recursos extras e bateria
A concha do lado direito do XM2 possui sensibilidade ao toque, o que permite um controle bem intuitivo de tudo o que você puder fazer com ele. Por exemplo: para aumentar o volume, é só deslizar o dedo de baixo para cima no painel de plástico; para diminuir o volume, é só deslizar de cima para baixo; para pular a próxima faixa, deslize de trás para frente; ou de frente para trás se quiser retroceder.
Outro recurso bacana é o “Quick Attention”. Basta tampar a concha direita com a mão e o microfone externo que o XM2 usa para cancelar o ruído vira um amplificador. Todo som que está do lado de fora é reproduzido dentro dos fones. Isto permite dar atenção ao colega que insiste em interromper a sua música sem ter que tirar o fone dos ouvidos.
Pelo aplicativo Sony Headphones Connect, dá para controlar a equalização do som e a prioridade do celular: estabilidade do Bluetooth ou qualidade de áudio. O recurso também parece apenas cosmético, porque no meu teste, mexer com isso não deu resultado algum na experiência com o acessório.
De acordo com a Sony, o XM2 também possui integração com o Google Assistente. Só que eu não consegui comprovar essa integração, e nem qual o benefício dela. Todas as vezes em que eu usei comando “Ok Google”, quem atendeu foi o smartphone, e não o fone de ouvido. Mesmo com o Bluetooth pareado, o Assistente não responde pelo microfone do XM2, só pelo do celular.
Por fim, temos a bateria. A Sony não informa o tamanho exato da unidade, mas garante que ele aguenta até 30 horas de reprodução contínua com o ANC ligado. Eu usei o XM2 ao menos duas horas por dia durante dez dias e a bateria chegou a 50%. Durante todo o tempo de teste, incluindo os períodos em que eu não usei o dispositivo, só precisei carregá-lo uma vez, que foi quando ele chegou à redação do Olhar Digital.
Foram pelo menos três horas para a bateria chegar a 100% por meio de um cabo USB para microUSB. Não é difícil acreditar, portanto, que a propaganda da Sony esteja correta e ele seja mesmo capaz de aguentar de 30 a 40 horas de reprodução de música por Bluetooth, alternando entre o ANC ligado e desligado.
Vale a pena?
O WH-1000XM2 é vendido no Brasil pelo preço oficial de R$ 1.629. Na categoria de fones de ouvido com ANC e vendidos atualmente no Brasil, o que temos de concorrente é o Studio3 Wireless, da Beats, marca de headphones da Apple, que custa R$ 2.100; e o Everest Elite 750NC, da JBL, que sai por R$ 1.359 no site da fabricante.
Dos três, o produto da Sony é sem dúvida o melhor na relação custo-benefício. O modelo da JBL não proporciona o mesmo nível de imersão e isolamento que o XM2, embora seja ligeiramente mais barato. Já o modelo da Beats, como quase tudo vendido pela Apple no Brasil, tem o preço exagerado e não vale mais de R$ 2.000 – a menos que você seja muito fã da marca.
De todo modo, o Sony WH-1000XM2 é um headphone que proporciona um isolamento e cancelamento de ruído muito bons, sem prejudicar a qualidade do som. O preço pode ser alto, mas quando você se acostuma a usar fones com ANC, fica difícil voltar a usar modelos sem essa tecnologia. Se você tem o dinheiro e está desesperado por um fone com cancelamento de ruído top de linha, este é para você.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.
>>> É possível saber quem visita sua página no Facebook? Parece que às vezes antigas perguntas podem receber novas respostas: a tecnologia é rapidíssima!
Bem, a minha pergunta é aquela já clássica: é possível saber quem visitou (amigo ou não) minha página no Facebook, mesmo se a pessoa não faz nenhum comentário ou curtida? A resposta que eu costumava ouvir era: “não é muito fácil descobrir isso, depende da instalação de algum aplicativo ou extensão que nem sempre espelha exatamente a visitação de outras pessoas no seu Face”.
Pois bem: de um mês para cá, repetiu-se comigo por 3 (três) vezes a mesma situação. Apenas visitei a página de “amigos de amigos”, mas nelas não fiz nenhum comentário ou curtida (e nem pedi para ser amigo). Eis que no dia seguinte, recebo em “Notificações” a “sugestão de amizade” destas pessoas.
Ora, para mim a conclusão é evidente: se eu visitei a página delas anonimamente, não fiz comentários nem curtidas, e depois recebo uma sugestão de amizade, então essas 3 pessoas dispõem de algum recurso que permite que elas saibam quem entrou no Face delas!
Estou errado no raciocínio? E qual seria este recurso, Altieres, você sabe informar? Também estou interessado em instalá-lo na minha página… Ricardo
A resposta continua a mesma, Ricardo: não é possível.
O seu raciocínio em si não está errado, mas há um erro factual. Parece que você entende as “sugestões de amigos” no Facebook como algo que foi iniciado pelos amigos que apareceram como sugestões. Assim, eles teriam que saber que você visitou o perfil deles para se “sugerirem” para você.
Mas não é esse o caso. O recurso de “sugestões de amigos” do Facebook é um recurso autônomo do próprio Facebook e é baseado no seu comportamento na rede social. Ou seja, essa pessoa apareceu como sugestão para você porque você visitou o perfil dela. O Facebook, percebendo seu “interesse” nessa pessoa, sugeriu ela para você.
Embora você não saiba quem visitou seu perfil, o Facebook obviamente sabe e faz uso, sim, dessa informação.
Todos os sites, programas ou extensões de navegadores que prometem mostrar “quem visitou seu perfil” no Facebook devem ser tratados como fraudulentos. Esse recurso simplesmente não existe e, se um dia vier a existir, será informado pelo próprio Facebook.
Tentar buscar algum meio de saber quem visitou o perfil é um grande risco para cair em fraudes ou ser enganado de alguma forma. Qualquer site falso pode selecionar alguns amigos ou amigos de amigos e marcar essas pessoas como “visitantes” do seu perfil — você jamais teria como saber se a informação é correta ou não.
>>> Segurança de Android x iPhone Estou usando um iPhone 7 Plus e estou pensando em trocar por um Galaxy S9+. Minha dúvida é a seguinte:
Ouvi falar que iOS é mais seguro que Android, porém são novos telefones e dizem ter mudado bastante as coisas. Compensa a troca no quesito segurança? Guilherme D. Sotelo
O iPhone é sim mais seguro que o Android. Mas lembre-se que é difícil fazer avaliações de segurança. Algo ser mais seguro não é garantia de que você não terá problemas ou que nenhum ataque grande possa ocorrer. Depende, também, do interesse dos possíveis invasores ou bandidos.
No papel, o iPhone supera o Android porque tem mecanismos de atualização mais consistentes e a loja oficial da Apple registra bem menos casos de aplicativos maliciosos.
Na prática, o iPhone sofre com problemas que causam bastante incômodo, como a “” — e esses problemas não afetaram quem usa telefones com Android.
Na prática, os aplicativos maliciosos no Google Play são baixados por poucos usuários e as falhas no Android, embora muito mais graves do que as identificadas no iPhone, raramente são exploradas em ataques verdadeiros.
Se você decidir instalar aplicativos fora do Google Play, vai ter um risco muito maior no Android. Mas não é justo fazer essa comparação no iPhone, já que o iOS nem mesmo permite oficialmente que você instale aplicativos fora da loja oficial.
Em outras palavras, nem sempre uma segurança superior nas especificações e no papel vai se traduzir em uma vida mais tranquila, especialmente quando a diferença é bastante pequena (aparelhos Android de ponta, como o S9, são mais seguros que modelos mais simples). Quem mais sofre, como sempre, é quem compra celulares mais baratos ou antigos e logo fica sem as atualizações dos fabricantes.
O pacotão da coluna Segurança Digital vai ficando por aqui. Não se esqueça de deixar sua dúvida na área de comentários, logo abaixo, ou enviar um e-mail para g1seguranca@globomail.com. Você também pode seguir a coluna no Twitter em @g1seguranca. Até a próxima!
Existem vários aplicativos que ajudam quem quer aprender inglês, como o Duolingo, Babbel, Busuu e outros. Mas se você não se adaptou com esses ou já está em um nível mais avançado e quer treinar melhor o idioma, tem outros aplicativos e soluções de estudar inglês pelo celular! Olha só os apps que eu separei!
Se você quer treinar a gramática, tem dois apps bem legais! O primeiro é o LearnEnglish Grammar. Ele é do Consulado Britânico e tem mais de mil exercícios, como completar os espaços em branco, multiplaescolha, organizar frases… e você também pode fazer provas e acompanhar o seu desenvolvimento nas lições. Gente, única coisa é que ele é voltado pro inglês britânico, então pode ter algumas diferenças de vocabulário quando comparado com o inglês americano, viu?
Já o segundo é o English Grammar in Use. Ele é uma app muito bom, porque, na verdade é uma versão online de uma série de livros da Universidade de Cambridge pra aprender inglês! Tem vários exercícios, explicações, exemplos e até gravações de áudio pra você conferir a pronúncia. Ah, e olha que legal: você também pode ver os aplicativos dos outros livros, tem pra quem é avançado, iniciante, quem quer exercitar a pronúncia e muito mais! Se você tem um Android, é só ir lá na Google Play Store, entrar na página do Grammar in Use e ir até o final onde você vai encontrar a opção de ver mais apps do desenvolvedor. Já no iPhone, é só clicar no nome do desenvolvedor na App store.
Agora, se você quer treinar a escrita, precisa baixar o Andy. Ele é um app inteligente que conversa com você em inglês, como se fosse um aplicativo de mensagens. Você pode fazer comentários ou fazer perguntas em inglês… além disso, ele também tem atividades e exercícios! Se você tocar aqui, por exemplo, pode aprender novas palavras pra melhorar o seu vocabulário.
Um aplicativo bem legal pra leitura e vocabulário é o EWA. Ele começa fazendo um teste pra descobrir quantas palavras você conhece pra determinar o seu nível de inglês. Depois, ele te recomenda livros pra você ler e aumentar ainda mais o vocabulário. O bom é que ele te acompanha na leitura e vê o quanto você está aprendendo, além disso, ele também tem séries e filmes! Única coisa é que ele está disponível só pra iPhone, tá?
E que tal ter um dicionário com a conjugação dos verbos? O iTranslate além de conseguir traduzir a palavra, ainda mostra a conjugação das palavras e aqui você também consegue ver o vocabulário para usar em viagens, restaurantes, trabalho e muito mais! O legal é que você pode ouvir a pronúncia pra falar direitinho.
E aí, gostou dos aplicativos que eu mostrei? Eles vão te ajudar bastante na hora de estudar inglês! E sempre que você tiver qualquer dúvida sobre tecnologia é só me enviar usando o formulário que fica lá no site do Olhar Digital e eu posso responder a sua pergunta aqui no programa!