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Menina de 16 anos é estuprada duas vezes na frente do namorado no RJ

A Polícia Militar prendeu em flagrante o estuprador identificado como Diogo (29 anos). Ele abusou sexualmente de uma menor de 16 anos que estava acompanhada do namorado, quando passeava pela Praia do Forte, em Cabo Frio, às 3 horas da manhã desta quarta-feira. Além de abusar, sob a mira da arma que empunhava obrigou a menor a manter relações com o namorado enquanto assistia. Diogo foi detido antes que violentasse a menor pela terceira vez.

Segundo relatório emitido pelo 25º BPM de Cabo Frio, por volta das 3 horas da manhã de quarta-feira (16) a polícia militar foi chamada por um mergulhador depois que avistou um homem possivelmente armado no Canto do Forte, no Mirante, enquanto uma menina de apenas 16 anos era abusada sexualmente. A guarnição do Cabo Leonardo e Cabo S Carvalho foi para o local e logo avistou o suspeito simulando estar armado. O policial fez uma busca e localizou a jovem fazendo sexo com outro rapaz. Segundo a ocorrência, o primeiro detido seguiu o casal e abusou por duas vezes da jovem, depois a obrigou a fazer sexo com o seu acompanhante. Diogo (29 anos), morador da Ponta do Ambrósio e alegou que pretendia abusar sexualmente da jovem pela terceira vez quando foi impedido pela chegada dos policiais. Ele ficava andando para verificar se alguém se aproximava do local e por isso chamou a atenção do mergulhador. Além disso, roubou a carteira do rapaz que estava com a jovem. O outro rapaz acompanhante da jovem declarou em seu depoimento que o “Diogo” disse que estava armado e o obrigou a manter relações com a jovem, enquanto ficava assistindo. A ocorrência foi registrada na 126ª DP.

Jovem é executado a tiros agora pouco no RJ

 Mais um caso de homicídio que a DH Baixada Fluminense terá que investigar na cidade de Belford Roxo. Na tarde desta sexta-feira (11), um homem ainda não identificado foi executado a tiros, nas proximidades do Mutirão, no bairro de Nova Aurora.
De acordo com informações, Policiais foram acionados por populares, depois de ocorrer barulho de tiros, na Rua Vitorino. No momento que os PMs chegaram, no local, foi encontrado um homem caído no chão já sem vida.

Prato feito engorda tanto quanto fast-food, diz pesquisa

Com um dos maiores índices de obesidade do planeta, os americanos conquistaram a fama de glutões do mundo. Mas não estão sós. Uma pesquisa realizada em Brasil, China, Finlândia, Índia, Gana e também nos Estados Unidos revelou que 94% das refeições vendidas em restaurantes populares contêm mais quilocalorias do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Quando se trata de abusar do risco de obesidade, estamos juntos. A exceção é a China, cujas refeições têm o tamanho apropriado.

A epidemia causa o efeito cascata de aumento de casos de diabetes do tipo 2, doenças cardiovasculares e câncer. Por restaurantes populares entenda-se aqueles que vendem comida a quilo, pratos feitos, marmitex e sua versão gourmetizada, o prato executivo, explica a coordenadora da pesquisa no Brasil Vivian Suen, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Realizada com o apoio da Fapesp, a pesquisa mereceu destaque na edição desta semana do prestigioso periódico “British Medical Journal”. O estudo analisou o fast-food, e esse não surpreendeu. Além do pouco valor nutritivo, engorda. Mas a chamada alimentação balanceada do brasileiro de equilibrada nada tem.

Não estamos só comendo pior, mas exageradamente. Muitas vezes um prato considerado saudável pode engordar mais do que o de um fast-food, mesmo tendo valor nutricional maior. A quantidade calórica do prato típico — arroz, feijão, carne e salada — é 33% maior do que a do fast-food, diz Suen. Isso acontece porque a salada ganha a companhia de generosas porções de carboidratos, sejam eles batata, aipim, massas ou farofa. O ovo se junta à carne e esta, de preferência, ainda ganha queijo. Tudo junto e misturado.

Fome e vontade de comer

É na balança que os países se igualam. Seja frango, bode ou carneiro, o destino é a gordura em forma de pneu na barriga, a dita circunferência abdominal que os médicos medem para aferir riscos para o coração.

O brasileiríssimo arroz, feijão, frango, mandioca, salada e pão (841 gramas e 1.656 quilocalorias) corre junto do fufu com carne de bode e sopa (1.105 gramas e 1.151 kcal), um clássico de Gana. O biryani de carneiro (1.012 gramas e 1.463 kcal), comum por toda a Índia, é outra companhia de peso.

Uma pessoa adulta deve ingerir por dia de 2 mil (mulheres) a 2.500 quilocalorias (homens), segundo a OMS. Mas os pratos servidos pelos restaurantes têm, em média, mil quilocalorias. Só no almoço se ingere quase todo o necessário por dia, frisa a pesquisadora. Na verdade, a OMS é até generosa com a ingestão calórica. Para não engordar, as pessoas deveriam ingerir entre 1.500 a 1.800 quilocalorias diárias, observa Suen.

Segundo ela, um almoço normalmente implica de 70% a 120% das necessidades calóricas diárias para uma mulher sedentária, cerca de 2 mil quilocalorias.

O estudo no BMJ analisou o teor calórico de 223 amostras de refeições populares de 111 refeições de restaurantes de Ribeirão Perto (Brasil), Pequim (China), Kuopio (Finlândia), Acra (Gana), Bangalore (Índia).

O resultado dos excessos se vê na balança. Hoje, 54% dos brasileiros estão acima do peso (leia mais no texto ao lado). Vivian Suen e seus colegas estão convencidos de que uma parcela da população confunde fome com vontade de comer. E isso tem explicação.

— Comer é muito bom. Mas muitas vezes comemos mais do que devemos e nem nos damos conta. Nada tem a ver com fome — diz Suen.

Os pesquisadores reconhecem que, muitas vezes, a comida funciona como válvula de escape para as durezas da vida. Fugir do sedentarismo tampouco é fácil em cidades quentes, lotadas, esburacadas e violentas, hostis à prática de atividade física.

— Sabemos que não é fácil. Mas engordar não pode ser opção e comida não é refúgio, pois os problemas aumentam — frisa.

Ao buscar refúgio e prazer na comida em excesso, a pessoa acaba aprisionada pela obesidade. Os mecanismos de compensação bioquímica do cérebro são afetados, e a pessoa perde a noção do exagero e da saciedade. O organismo precisa de cada vez mais alimento para ter a sensação de saciedade. E muitas pessoas têm os mecanismos de saciedade normalmente alterados, um distúrbio que nada tem a ver com força de vontade.

— Obesidade é uma doença. As pessoas precisam ficar atentas a isso, principalmente, se já têm propensão a ganhar peso. O importante é prevenir — destaca a cientista.

O grupo dela da USP de Ribeirão Preto trata pessoas com obesidade mórbida e uma das muitas dificuldades delas é até mesmo se perceberem como gordas.

— Tivemos uma paciente de 300 quilos que só começou a notar que seu peso era excessivo quando perdeu 100 quilos. Foi só aí, com 200 quilos, que ela se viu como obesa — explica.

Mulher grávida de oito meses é morta pelo ex-marido

 Em mais um caso de feminicídio, uma mulher grávida de oito meses foi assassinada nesta quinta-feira (10) pelo ex-marido em Esmeralda, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Gilvane Paula Agostinho, de 38 anos, foi esfaqueada pelo suspeito, que segundo a polícia, não aceitava o fim do relacionamento. O bebê não sobreviveu.

A vítima conseguiu sair de casa e pedir ajuda à vizinha, que também foi agredida pelo homem. Ele fugiu de carro, mas sofreu um acidente e foi socorrido em estado grave ao mesmo pronto-socorro em que a ex-mulher e o bebê morreram. A informação foi divulgada pelo jornal ‘Bom dia, Brasil’, da TV Globo.

Em casos de violência contra a mulher, o Conselho Nacional de Justiça orienta o contato com a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, inclusive por terceiros, como vizinhos ou testemunhas, pelo número de telefone 180. O Ligue 180 é um serviço de utilidade pública gratuito e confidencial (preserva o anonimato), oferecido pela Secretaria Nacional de Políticas do Ministério dos Direitos Humanos, desde 2005.

Essa folha é boa contra insônia, açúcar no sangue, hipertensão arterial e gordura.

Folhas de louro: Contra insônia, açúcar, hipertensão arterial e gordura.

Sempre se sabe que existem plantas que podem ser consideradas verdadeiramente milagrosas, pois produzem benefícios muito impressionantes no organismo. Sem dúvida, a natureza tem todas as respostas que a nossa saúde precisa, uma vez que cada elemento tem propriedades que parecem ser especialmente concebidas para o nosso caso.

Por esta razão, é relevante conhecer cada uma das propriedades que tem certas plantas, especialmente as mais comuns que podemos obter em um jardim ou facilmente em uma loja, também podemos obter o benefício necessário e beneficiar o nosso corpo.

Neste caso, vamos falar sobre uma planta especial, que é freqüentemente usada como um tempero para saborear certos alimentos, como frango ou macarrão. É o louro, verifica-se que este não é apenas um bom tempero, mas também pode ajudar o nosso corpo e curar algumas doenças.

Louro  para tratar algumas doenças

O louro é uma planta que pode ser considerada comum, não é muito difícil de obter e pode ser comprada facilmente em uma loja de alimentos saudáveis ​​ou mesmo no mercado, por isso é necessário saber tudo o que podemos aproveitar.

Fraqueza e baixa energia, lacunas mentais, cistite, espasmos, sintomas pré-menstruais, dor de cabeça e enxaqueca, artrite, depressão, problemas nervosos ciáticos, infecções cutâneas, exaustão muscular, uretrite, distensão abdominal e gás, retenção de líquidos, ronco , otite, contraturas nos músculos e nervos; a maneira de aproveitar cada um dos benefícios que esta planta pode fornecer é simples, você só tem que começar a beber um chá dessas folhas da seguinte maneira:

Ingredientes:

30 gramas de louro (folhas secas)
água

Procedimento e uso:

Ferva a água e adicione as folhas secas, deixe por alguns minutos, então remova do fogo, cubra o pote e deixe-o parado até ficar fresco. Finalmente, você deve esticar a mistura e servir. Se você quiser, você pode usar um adoçante natural para o sabor do chá para melhorar. É melhor beber este chá de manhã em jejum e à noite antes de dormir.

Outros benefícios:

As folhas de louro nos oferecem uma boa dose de vitaminas A, C, Magnésio, Cálcio, Manganês, Potássio e Ferro.

As folhas de louro aliviam as dores no corpo. Quando você está muito cansado, recomenda-se que você cozinhe 5 folhas de louro em 1 litro de água e adicione-a à água do seu banho. Com isso, tome um banho  na banheira por cerca de 15 minutos.

As folhas de louro são muito benéficas para ajudar com a dor da artrite. Para isso, esfregue o óleo de louro nas articulações inflamadas, e isso ajudará a reduzir a dor.

Essas folhas possuem propriedades antibacterianas e antifúngicas. Use uma compressa quente com a infusão de folhas de louro para curar infecções da pele.

Eles também podem melhorar a sensibilidade à insulina e são úteis na regulação do açúcar no sangue. Isso faz do louro uma ótima erva de escolha para aqueles que lidam com diabetes ou simplesmente quer um pouco mais de ajuda para manter o açúcar no sangue sob controle.

Eles ajudam na digestão, eliminando flatulências e cólicas. Também melhora as úlceras no estômago.

O consumo de folhas de louro em um chá pode ajudar a aliviar os sintomas de tosse, resfriado, gripe ou outros tipos de infecções respiratórias. Para isso, tome uma xícara de chá das folhas de louro todos os dias e aplique compressas quentes com uma infusão de folhas de louro. Uma infusão dessas folhas também pode ser usada como um enxaguamento no cabelo para manter a caspa fora da vista; O louro até atua como um repelente de insetos natural.

Fonte: https://coruja-prof.blogspot.com/2018/04/folhas-de-louro-contra-insonia-acucar.html

Lei sancionada no Rio obriga aplicativos de trânsito e mapas a emitir alertas perto de áreas de risco

A Prefeitura do Rio sancionou uma lei que obriga empresas que desenvolvem aplicativos de mapas e trânsito na cidade emitam alertas sonoros a usuários que estiverem próximo a áreas de risco.

Como mostrou a GloboNews nesta quinta-feira (10), o objetivo do projeto do legislativo municipal que virou lei é evitar que motoristas e motociclistas sejam vítimas da violência ao entrarem em favelas dominadas por traficantes de drogas.

Já houve, no Rio, alguns episódios em que pessoas foram mortas ao seguirem o caminho indicado nos aplicativos.

Em 2015, uma empresária que estava com o marido foi morta a tiros numa favela em Niterói, na Região Metropolitana.

Mulher é morta ao entrar por engano em favela de Niterói — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Regina Stringari Múrmura, 70 anos, e o marido, Francisco Múrmura, de 69, foram atacados por criminosos ao entrarem por engano na Favela do Caramujo.

Após os disparos, Francisco conseguiu dirigir até um hospital, mas a mulher não resistiu aos ferimentos. O caso também foi repercutido na imprensa internacional.

Dois anos depois, em 2017, uma turista argentina também foi baleada quando tentava chegar ao Cristo Redentor e entrou numa comunidade por engano. Ela chegou a ficar internada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Turista argentina foi baleada e acabou morta ao entrar em comunidade por engano — Foto: Reprodução/TV Globo

No ano passado, um mineiro que estava no Rio também entrou por engano numa favela da Zona Norte e foi baleado. O homem foi socorrido e sobreviveu.

O texto da proposta aprovada cita que os aplicativos acabam seguindo por um caminho mais curto e mais rápido, mas sem levar em conta as áreas de risco. Por isso, as plataformas de GPS, mapas e aplicativos de trânsito vão ter que emitir alertas sonoros e visuais toda a vez que o usuário se aproximar de uma região perigosa.

Ainda não está definido, porém, como isso vai ocorrer. A lei ainda está no papel e a prefeitura tem 90 dias para determinar as regras, o que vai ser considerado área de risco e como será a fiscalização desses aplicativos.

Waze e Google Maps, dois dos mais importantes aplicativos, informaram à GloboNews que, por enquanto, preferem não comentar a aprovação da lei.

Mais casos

Há outros casos semelhantes de pessoas guiadas por aplicativos que acabaram baleadas ao entrarem por engano em favelas cariocas.

Em maio de 2013, o assistente de direção da TV Globo Thomaz Cividanes entrou por engano na no Morro do 18, em Água Santa, na Zona Norte, e foi atacado a tiros.

Após ser socorrido para o Hospital Salgado Filho, no Méier, no mesmo dia Thomaz foi transferido para uma unidade particular em São Paulo.

Na época, a Polícia Civil infomou que Thomaz dirigia um carro blindado e inseriu no GPS do carro o endereço para onde iria: a Rua Jornalista Tim Lopes. No entanto, seguindo as indicações erradas do aparelho, acabou entrando na comunidade.

Três anos depois, em 2016, a viagem de dois primos italianos terminou em tragédia depois que um deles, identificado como Roberto Bardella, de 52 anos, foi morto.

Bardella e o primo, que teve a identidade preservada por segurança, entraram por engano no Morro dos Prazeres, favela em Santa Teresa, Região Central da cidade.

Investigadores disseram, na época, que os italianos tinham visitado o Cristo Redentor e, guiados por um aplicativo que utiliza orientação GPS, acabaram pegando um caminho que os levou para a favela.

Trechos da Avenida Brasil são interditados a partir deste domingo

Parte dos acessos do trecho entre a Avenida Brasil e a Estrada João Paulo, em Barros Filho, Zona Norte da cidade, serão interditados a partir deste domingo. Serão iniciadas obras para a duplicação da pista da via expressa entre Acari e Guadalupe, na mesma região. As mudanças no trânsito começaram na virada de sábado para domingo.

A operação de trânsito vai contar com 32 operadores de tráfego por turno, 14 câmeras de monitoramento e dois reboques para realizarem a desobstrução das vias caso algum veículo enguice ou sofra um acidente. Os motoristas que tiverem como destino ou origem a região de Barros Filho, Honório Gurgel ou Madureira deverão optar por rotas alternativas:

Destino Avenida Brasil sentido Centro de Honório Gurgel e Madureira

– Estrada do Barro Vermelho, Avenida Pastor Martin Luther King Jr, Avenida Brasil.

Destino Madureira por Avenida Brasil sentido Deodoro

– (Via Estrada do Colégio) Avenida Brasil sentido Deodoro; saída no Trevo das Margaridas, sentido Irajá; Rua Hanibal Porto; Estrada da Água Grande; Estrada do Colégio; Estrada do Barro Vermelho; Avenida dos Italianos.

– (Via Avenida dos Italianos) Avenida Brasil sentido Deodoro; saída na Rua Pedro Jório, em Coelho Neto; Rua Vitor Frond; Avenida Pastor Martin Luther King Jr. (passar por baixo da Avenida Brasil); Avenida dos Italianos.

Trechos da Avenida Brasil que passarão por obras a partir deste domingo – Reprodução/Prefeitura

De acordo com a Prefeitura, o objetivo da obra é aumentar uma faixa de rolamento por sentido no trecho em que há um estreitamento de pista. A modificação deve garantir a melhoria no fluxo de cerca de 160 mil veículos que circulam por dia nesses acessos, segundo a prefeitura.

A administração municipal garantiu que serão distribuídos panfletos explicativos. Além disso, uma sinalização específica será instalada para orientar os motoristas em conjunto com equipes da CET-Rio que atuarão na orientação do trânsito.

Galeria de Fotos

Trecho da Avenida Brasil que será interditado a partir deste domingoREPRODUÇÃO/PREFEITURA

Trechos da Avenida Brasil que passarão por obras a partir deste domingoREPRODUÇÃO/PREFEITURA

Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI.

Atenção e carinho estão para a alegria da alma, como o ar que respiramos está para a saúde do corpo. Nestas últimas décadas surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que impacta negativamente no modo de vida de toda a família.

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Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões

A ordem era essa: em busca de melhores oportunidades, vinham para as cidades os filhos mais crescidos e não necessariamente os mais fortes, que logo traziam seus irmãos, que logo traziam seus pais e moravam todos sob um mesmo teto, até que a vida e o trabalho duro e honesto lhes propiciassem melhores condições.

Este senhor, com olhos sonhadores, rememorava com saudade os tempos em que cavavam buracos nas terras e ali dormiam, cheios de sonho que lhes fortalecia os músculos cansados. Não importava dormir ao relento. Cediam ao cansaço sob a luz das estrelas e das esperanças.

A evasão dos mais jovens em busca de recursos de sobrevivência e de desenvolvimento, sempre ocorreu. Trabalho, estudos, fugas das guerras e perseguições, a seca e a fome brutal, desde que o mundo é mundo pressionou os jovens a abandonarem o lar paterno.

Também os jovens fugiram da violência e brutalidade de seus pais ignorantes e de mau gênio. Nada disso, porém, era vivido como abandono: era rompimento nos casos mais drásticos. Era separação vivida como intervalo, breve ou tornado definitivo, caso a vida não lhes concedesse condição futura de reencontro, de reunião.

Separação e responsabilidade

Assim como os pais deixavam e, ainda deixam seus filhos em mãos de outros familiares, ao partirem em busca de melhores condições de vida, de trabalho e estudos, houve filhos que se separaram de seus pais. Em geral, porém, isso não é percebido como abandono emocional. Não há descaso nem esquecimento.

Os filhos que partem e partiam, também assumiam responsabilidades pesadas de ampará-los e aos irmãos mais jovens. Gratidão e retorno, em forma de cuidados ainda que à distância. Mesmo quando um filho não está presente na vida de seus pais, sua voz ao telefone, agora enviada pelas modernas tecnologias e, com ela as imagens nas telinhas, carrega a melodia do afeto, da saudade e da genuína preocupação.

E os mais velhos nutrem seus corações e curam as feridas de suas almas, por que se sentem amados e podem abençoá-los. Nos tempos de hoje, porém, dentro de um espectro social muito amplo e profundo, os abandonos e as distâncias não ocupam mais do que algumas quadras ou quilômetros que podem ser vencidos em poucas horas.

Nasceu uma geração de ‘pais órfãos de filhos’. Pais órfãos que não se negam a prestar ajuda financeira. Pais mais velhos que sustentam os netos nas escolas e pagam viagens de estudo fora do país. Pais que cedem seus créditos consignados para filhos contraírem dívidas em seus honrados nomes, que lhes antecipam herança.

Mas que não têm assento à vida familiar dos mais jovens, seus próprios filhos e netos, em razão – talvez, não diretamente de seu desinteresse, nem de sua falta de tempo – mas da crença de que seus pais se bastam.

Este estilo de vida, nos dias comuns, que não inclui conversa amena e exclui a ‘presença a troco de nada, só para ficar junto’, dificulta ou, mesmo, impede o compartilhar de valores e interesses por parte dos membros de uma família na atualidade, resulta de uma cultura baseada na afirmação das individualidades e na política familiar focada nos mais jovens, nos que tomam decisões ego-centradas e na alta velocidade: tudo muito veloz, tudo fugaz, tudo incerto e instável.

Vida líquida, como diz Zygmunt Bauman, sociólogo polonês. Instalou-se e aprofundou-se nos pais, nem tão velhos assim, o sentimento de abandono. E de desespero. O universo de relacionamento nas sociedades líquidas assegura a insegurança permanente e monta uma armadilha em que redes sociais são suficientes para gerar controle e sentimento de pertença.

Não passam, porém de ilusões que mascaram as distâncias interpessoais que se acentuam e que esvaziam de afeto, mesmo aquelas que são primordiais: entre pais e filhos e entre irmãos. O desespero calado dos pais desvalidos, órfãos de quem lhes asseguraria conforto emocional e, quiçá material, não faz parte de uma genuína renúncia da parte destes pais, que ‘não querem incomodar ninguém’, uma falsa racionalidade – e é para isso que se prestam as racionalizações – que abala a saúde, a segurança pessoal, o senso de pertença.

É do medo de perder o pouco que seus filhos lhes concedem em termos de atenção e presença afetuosa. O primado da ‘falta de tempo’ torna muito difícil viver um dia a dia em que a pessoa está sujeita ao pânico de não ter com quem contar.

A irritação por precisar mudar alguns hábitos. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões.

Desde os poucos minutos dos sinais luminosos para se atravessar uma rua, até as grandes filas nos supermercados, a dificuldade de caminhar por calçadas quebradas e a hesitação ao digitar uma senha de computador, qualquer coisa que tire o adulto de seu tempo de trabalho e do seu lazer, ao acompanhar os pais, é causa de irritação.

Inclusive por que o próprio lazer, igualmente, é executado com horário marcado e em espaço determinado. Nas salas de espera veem-se os idosos calados e seus filhos entretidos nos seus jornais, revistas, tablets e celulares. Vive-se uma vida velocíssima, em que quase todo o tempo do simples existir deve ser vertido para tempo útil, entendendo-se tempo útil como aquele que também é investido nas redes sociais.

Enquanto isso, para os mais velhos o relógio gira mais lento, à medida que percebem, eles próprios, irem passando pelo tempo. O tempo para estar parado, o tempo da fruição está limitado. Os adultos correm para diminuir suas ansiosas marchas em aulas de meditação. Os mais velhos têm tempo sobrante para escutar os outros, ou para lerem seus livros, a Bíblia, tudo aquilo que possa requerer reflexão.

Ou somente uma leve distração. Os idosos leem o de que gostam. Adultos devoram artigos, revistas e informações sobre o seu trabalho, em suas hiper especializações. Têm que estar a par de tudo just in time – o que não significa exatamente saber, posto que existe grande diferença entre saber e tomar conhecimento.

Já, os mais velhos querem mais é se livrar do excesso de conhecimento e manter suas mentes mais abertas e em repouso. Ou, então, focadas naquilo que realmente lhes faz bem como pessoa. Restam poucos interesses em comum a compartilhar. Idosos precisam de tempo para fazer nada e, simplesmente recordar. Idosos apreciam prosear. Adultos têm necessidade de dizer e de contar. A prosa poética e contemplativa ausentou-se do seu dia a dia. Ela não é útil, não produz resultados palpáveis.

A dificuldade de reconhecer a falta que o outro faz.

Do prisma dos relacionamentos afetivos e dos compromissos existenciais, todas as gerações têm medo de confessar o quanto o outro faz falta em suas vidas, como se isso fraqueza fosse. Montou-se, coletivamente, uma enorme e terrível armadilha existencial, como se ninguém mais precisasse de ninguém.

A família nuclear é muito ameaçadora. para o conforto, segurança e bem-estar: um número grande de filhos não mais é bemvindo, pais longevos não são bem tolerados e tudo isso custa muito caro, financeira, material e psicologicamente falando. Sobrevieram a solidão e o medo permanente que impregnam a cultura utilitarista, que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se enxergam como recursos ou clientes.

Pais em desespero tentam comprar o amor dos filhos e temem os ataques e abandono de clientes descontentes. Mas, carinho de filho não se compra, assim como ausência de pai e mãe não se compensa com presentes, dinheiro e silêncio sobre as dores profundas as gerações em conflito se infringem.

Por vezes a estratégia de condutas desviantes dão certo, para os adolescentes conseguirem trazer seus pais para mais perto, enquanto os mais idosos caem doentes, necessitando – objetivamente – de cuidados especiais. Tudo isso, porém, tem um altíssimo custo. Diálogo? Só existe o verdadeiro diálogo entre aqueles que não comungam das mesmas crenças e valores, que são efetivamente diferentes.

Conversar, trocar ideias não é dialogar. Dialogar é abrir-se para o outro. É experiência delicada e profunda de auto revelação. Dialogar requer tempo, ambiente e clima, para que se realizem escutas autênticas e para que sejam afastadas as mútuas projeções. O que sabem, pais e filhos, sobre as noites insones de uns e de outros? O que conversam eles sobre os receios, inseguranças e solidão? E sobre os novos amores? Cada geração se encerra dentro de si própria e age como se tudo estivesse certo e correto, quando isso não é verdade.

A dificuldade de reconhecer limites característicos do envelhecimento dos pais. Este é o modelo que se pode identificar. Muito mais grave seria não ter modelo. A questão é que as dores são tão mascaradas, profundas e bem alimentadas pelas novas tecnologias, inclusive, que todas as gerações estão envolvidas pelo desejo exacerbado de viver fortes emoções e correr riscos desnecessários, quase que diariamente.

Drogas e violência toldam a visão de consequências e sequestram as responsabilidades. Na infância e adolescência os pais devem ser responsáveis pelos seus filhos. Depois, os adultos, cada qual deve ser responsável por si próprio. Mais além, os filhos devem ser responsáveis por seus pais de mais idade.

E quando não se é mais nem tão jovem e, ainda não tão idoso que se necessite de cuidados permanentes por parte dos filhos? Temos aí a geração de pais desvalidos: pais órfãos de seus filhos vivos. E estes respondem, de maneira geral, ou com negligência ou, com superproteção. Qualquer das formas caracteriza maus cuidados e violência emocional.

Na vida dos mais velhos alguns dos limites físicos e mentais vão se instalando e vão mudando com a idade. Dos pais e dos filhos. Desobrigados que foram de serem solidários aos seus pais, os filhos adultos como que se habituaram a não prestarem atenção às necessidades de seus pais, conforme envelhecem.

Mantêm expectativas irrealistas e não têm pálida ideia do que é ter lutado toda uma vida para se auto afirmar, para depois passar a viver com dependências relativas e dar de frente com a grande dor da exclusão social. A começar pela perda dos postos de trabalho e, a continuar, pela enxurrada de preconceitos que se abatem sobre os idosos, nas sociedades profundamente preconceituosas e fóbicas em relação à morte e à velhice.

Somente que, em vez de se flexibilizarem, uns e outros, os filhos tentam modificar seus pais, ensinando-lhes como envelhecer. Chega a ser patético. Então, eles impõem suas verdades pós-modernas e os idosos fingem acatar seus conselhos, que não foram pedidos e nem lhes cabem de fato.

De onde vem a prepotência de filhos adultos e netos adolescentes que se arrogam saber como seus pais e avós devem ser, fazer, sentir e pensar ao envelhecer? É risível o esforço das gerações mais jovens, querendo educa-los, quando o envelhecimento é uma obra social e, mais, profundamente coletiva, da qual os adultos de hoje – que justa, porém indevidamente – cultivam os valores da juventude permanente e, da velhice não fazem a mais pálida ideia.

Além do que, também não têm a menor noção de como haverão eles próprios de envelhecer, uma vez que está em curso uma profunda mudança nas formas, estilos e no tempo de se viver até envelhecer naturalmente e, morrer a Boa Morte. Penso ser uma verdadeira utopia propor, neste momento crítico, mudanças definidas na interação entre pais e filhos e entre irmãos.

Mudanças definidas e, de nenhuma forma definitivas, porém, um tanto mais humanas, sensíveis e confortáveis. O compartilhar é imperativo. O dialogar poderá interpor-se entre os conflitos geracionais, quem sabe atenuando-os e reafirmando a necessidade de resgatar a simplicidade dos afetos garantidos e das presenças necessárias para a segurança de todos.

Quando a solidão e o desamparo, o abandono emocional, forem reconhecidos como altamente nocivos, pela experiência e pelas autoridades médicas, em redes públicas de saúde e de comunicação, quem sabe ouviremos mais pessoas que pensam desta mesma forma, porém se auto impuseram a lei do silêncio. Por vergonha de se declararem abandonados justamente por aqueles a quem mais se dedicaram até então.

É necessário aprender a enfrentar o que constitui perigo, alto risco para a saúde moral e emocional para cada faixa etária. Temos previsão de que, chegados ao ano de 2.035, no Brasil haverá mais pessoas com 55 anos ou mais de idade, do que crianças de até dez anos, em toda a população. E, com certeza, no seio das famílias. Estudos de grande envergadura em relação ao envelhecimento populacional afirmam que a população de 80 anos e mais é a que vai quadruplicar de hoje até o ano de 2.050.

O diálogo, portanto, intra e intergeracional deve ensaiar seus passos desde agora. O aumento expressivo de idosos acima dos 80 anos nas políticas públicas ainda não está, nem de longe, sendo contemplado pelas autoridades competentes.

As medidas a serem tomadas serão muito duras. Ninguém de nós vai ficar de fora. Como não deve permanecer fora da discussão sobre o envelhecimento populacional mundial e as estratégias para enfrentá-lo.

Por Ana Fraiman, Mestre em Psicologia Social pela USP.

“Se ele quiser morrer, o problema é dele”: atendente do Samu é afastada por resposta a cidadão

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba afastou, neste sábado (5), uma atendente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que deu uma resposta um tanto quanto inusitada a um cidadão que ligou para o telefone 192 pedindo ajuda para socorrer um homem que teria ferimentos na cabeça.

No áudio gravado pelo cidadão, a atendente, que não foi identificada, argumentou que era preciso autorização do ferido para que fosse enviada uma ambulância que prestaria o atendimento.

Ela afirmou que se o rapaz quisesse morrer com o ferimento, seria a vontade dele e nada poderia ser feito.

 

“Tem que perguntar para ele, a gente não pode pegar ele à força. E se chegar aí e ele não quiser? A ambulância faz o quê? Se ele não quiser e quiser morrer, o problema é dele. Tem que perguntar para ele se ele quer atendimento”, disse a mulher.

A Prefeitura de Curitiba se manifestou por meio de nota e afirmou que “retirou atendente do plantão, por não atender os protocolos do Samu” e que “ela também irá responder a processo administrativo”.

A administração municipal também disse lamentar o episódio e “pede desculpas ao cidadão que fez a ligação para ajudar a pessoa que estava precisando de atendimento”.

Por fim, a nota frisa que “o protocolo de atendimento do Samu prevê que se tenha o maior número de informações possíveis da pessoa que será atendida. Se está ferida, qual o tipo de ferimento, se está consciente, se consegue falar e explicar como está se sentindo. Essas informações são decisivas para saber que tipo de ambulância será enviada ao local”.

O estado de saúde do rapaz que precisava de atendimento não foi atualizado.