O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta terça-feira (10), Diego Luccas Pereira, conhecido como “Playboy”, apontado pelas investigações como o principal líder da milícia que atua na comunidade de Rio das Pedras, na Zona Oeste da capital. A captura aconteceu no município de Iguaba Grande, na Região dos Lagos, durante o cumprimento de um mandado de prisão expedido pela Justiça.
Segundo o MP, Playboy é acusado do crime de organização criminosa do tipo milícia, estrutura que, de acordo com a denúncia, contava com a participação de agentes das forças de segurança, reforçando o caráter armado e hierarquizado do grupo. A prisão representa um avanço significativo no enfrentamento às milícias, que historicamente exploram moradores por meio de cobranças ilegais, controle territorial e intimidação.
A ação faz parte do desdobramento da Operação Naufrágio 2, deflagrada em setembro de 2024, que tem como foco desarticular esquemas criminosos ligados à milícia de Rio das Pedras. Desde o início da operação, o Ministério Público vem reunindo provas, cruzando informações financeiras e colhendo depoimentos para identificar lideranças e operadores do grupo.
De acordo com investigadores, Diego Luccas Pereira exercia papel central na coordenação das atividades ilícitas, sendo responsável por decisões estratégicas e pela manutenção do domínio territorial. A escolha de se refugiar fora da capital, em uma cidade da Região dos Lagos, não impediu o avanço das investigações nem a execução do mandado judicial.
Após a prisão, Playboy foi encaminhado para os procedimentos legais de praxe e ficará à disposição da Justiça. O Ministério Público destacou que novas fases da operação não estão descartadas e que outros envolvidos podem ser responsabilizados criminalmente à medida que as apurações avançam.
A prisão do suposto chefe da milícia é vista como um duro golpe contra o crime organizado na Zona Oeste do Rio, especialmente em Rio das Pedras, área marcada por anos de atuação miliciana. Autoridades reforçam que o combate a esse tipo de organização criminosa exige ações contínuas, integração entre instituições e rigor na responsabilização de todos os envolvidos.
O Ministério Público reafirmou seu compromisso com o enfrentamento às milícias e com a defesa da legalidade, ressaltando que a operação busca devolver segurança e tranquilidade à população afetada pela atuação desses grupos criminosos.