A comunidade do Piraquê, em Pedra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro, viveu mais uma noite de pânico após um novo ataque atribuído a traficantes do Comando Vermelho (CV). Segundo relatos de moradores, criminosos armados invadiram a região e trocaram tiros com integrantes de milícia que atuam na área, transformando ruas residenciais em cenário de guerra.
De acordo com testemunhas, os disparos começaram de forma repentina e se estenderam por vários minutos, obrigando famílias inteiras a se abrigarem dentro de casa. “Foi um desespero total. A gente só escutava tiro para todo lado, sem saber de onde vinha”, contou uma moradora, que preferiu não se identificar por medo de represálias. Crianças choravam, idosos passaram mal e muitos moradores se jogaram no chão para tentar se proteger.
Ainda segundo os relatos, homens fortemente armados circularam pela comunidade durante o confronto, aumentando a sensação de insegurança. Vídeos gravados por moradores e compartilhados nas redes sociais mostram o som intenso dos tiros e o clima de tensão que tomou conta da região. Em alguns pontos, houve relatos de casas atingidas por balas perdidas, embora até o momento não haja confirmação oficial de feridos.
Essa não é a primeira vez que a comunidade do Piraquê enfrenta episódios semelhantes. A região tem sido palco frequente de disputas entre traficantes e milicianos pelo controle territorial, o que coloca a população no meio do fogo cruzado. Moradores afirmam que vivem em constante estado de alerta e que a rotina é marcada pelo medo. “A gente nunca sabe se vai conseguir sair de casa ou voltar em segurança”, desabafou outro morador.
Após o confronto, o clima ainda era de apreensão. Muitas pessoas relataram dificuldade para dormir, temendo novos ataques durante a madrugada. A presença policial na região foi considerada insuficiente por parte da população, que cobra ações mais efetivas do poder público para garantir segurança e paz.
A Polícia Militar informou que foi acionada para verificar a ocorrência e que realiza patrulhamento na área. O caso deve ser investigado para identificar os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do confronto.
Enquanto isso, moradores do Piraquê seguem convivendo com a incerteza e o medo, esperando que medidas concretas sejam tomadas para impedir que cenas de terror como essa continuem se repetindo na Zona Oeste do Rio.




